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ENECULT começa com programação intensa e vai até sexta

Encontro promovido pela UFBA conta com 20 Grupos Temáticos e terá lançamento de 22 livros

A décima sétima edição do ENECULT – Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura promovido pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), começou nesta terça, 27, e segue até 30 deste julho.

Mais de 1,5 mil pesquisadores estarão reunidos de modo virtual para debater os dilemas atuais da cultura neste XVII Enecult – Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura. A programação é aberta ao público e destaca as muitas dificuldades enfrentadas pela cultura no país nestes últimos anos.

Ator Jackson Costa mediou a mesa de abertura e Margareth Menezes participou dos debates

A manhã inaugural, que discutiu o momento atual brasileiro de descaso com a Arte e escassez de políticas culturais, contou com a presença do senador Paulo Rocha (PT/PA), autor da Lei Paulo Gustavo, da cantora Margareth Menezes e da professora Natália Coimbra, coordenadora do evento. A abertura contou ainda com debate aberto ao público, participação da deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), autora da Lei Aldir Blanc, e da Orquestra Sinfônica da Bahia.

Para a professora Natália Coimbra, “Ao mesmo tempo que paralisa ou desafia, essa encruzilhada também abre novos caminhos. Pensamos o Enecult como um lugar e um momento de dar um abraço na cultura, ainda que virtualmente. E também um espaço para dialogarmos sobre questões essenciais de como esse panorama pode ser resolvido, quais as políticas públicas e de que modo elas impactam a cultura, o fazer cultural e a vida das pessoas. Acreditamos que as reflexões teóricas e empíricas, a ciência e o afeto podem e devem andar juntos”.

O ENECULT terá 15 mesas coordenadas, apresentações de artigos, mostra audiovisual e lançamento de livros. As transmissões das mesas e das atrações culturais, todas com tradução em libras, serão feitas pelo canal do YouTube (youtube.com/enecult) e página no Facebook (@grupocult).

Já o antropólogo argentino Néstor García Canclini (UAM-México e IEA/USP) discute o tema “A Institucionalidade da Cultura e as Mudanças Socioculturais” na quarta-feira (28), às 19h, ao lado dos pesquisadores Sharine Machado Melo (IEA/USP), Juan Ignacio Brizuela (IEA/USP) e Liliana Sousa e Silva (IEA/USP), sob a mediação de Martin Grossmann (IEA/USP).

A programação do Enecult também conta com três mesas especiais: “Impactos da Covid-19 na Cultura: avaliação da Lei Aldir Blanc”, “Brilho e Resistência – Mesa em homenagem à Baga de Bagaceira” e “Cultura: entre a lida e a vida”. Promovido pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o encontro terá formato online pelo segundo ano consecutivo, em respeito à necessidade de distanciamento social que o momento exige.

Ao todo, o ENECULT terá 20 GTs com apresentações de trabalhos, 3 mesas de Diálogos Emergentes e 4 mesas especiais., além do lançamento de 22 livros e intensa programação cultural.

Foram selecionados 325 artigos e 15 mesas coordenadas para participar da programação do XVII Enecult – Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura.

Nestes 17 anos de ENECULT, autores e pesquisadores de referência mundial, já enriqueceram o encontro com suas palestras, presenças e trajetórias. Entre os ilustres convidados do ENECULT, estão Mia Couto (Moçambique), Antonio Lafuente (Espanha), Armand Mattelart (França), Armando Silva (Colômbia), Daniel Gonzalez (Argentina), Daniel Mato (Venezuela), Durval Muniz de Alburquerque Jr. (Brasil), Eduardo Nivón Bolán (México), George Yúdice (EUA), Gonzalo Carámbula (Uruguai), Manuel Garretón (Chile), José Miguel Wisnik (Brasil), Massimo Canevaci (Itália) Muniz Sodré (Brasil), Natália Ramos (Portugal), Octávio Getino (Argentina), Renato Ortiz (Brasil), Rocío Ortega (Paraguai), Rubens Bayardo (Argentina), Sérgio Amadeu (Brasil), Xan Bouzada Fernández (Espanha), Silvia Vetrale (Uruguai) e Victor Vich (Peru).

Em 2020, o ENECULT foi realizado de 15 a 18 de setembro, estreando a versão totalmente online. Mesas redondas discutiram temas relacionados com os impactos da pandemia da Covid-19 e do isolamento social na economia criativa, nas culturas da infância, na moda, na diversidade cultural, na etnocomunicação, nas políticas, práticas e consumo culturais. Também foram debatidos outros temas do contexto brasileiro atual, como a relação entre cultura e universidade; conflitos e disputas político-culturais; processos de semioses das fake news; guerra cultural; mulher, cultura e política; ciberfeminismos e redes livres e políticas de memória e escravidão em Salvador, dentre outras atividades, como lançamento de livros e programação artística. 

O XVII Enecult é promovido pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT), Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura) do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC) e Faculdade de Comunicação (Facom).

A programação está no site do Enecult: http://www.cult.ufba.br/enecult/xvii-programacao/

Entre os lançamentos que acontecerão no Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, está o do e-book TELENOVELA – A Ficção Popular do Brasil, lançamento RFB Editora.

O e-book é da redatora deste blog – jornalista Aurora Miranda Leão -, e reúne 10 artigos acadêmicos, sendo 6 sobre telenovelas e 4 sobre minissérie, seriado e supersérie.

O prefácio é do professor, escritor e pesquisador João Paulo Hergesel, e você pode adquirir o seu e-book gratuitamente neste link:

https://www.rfbeditora.com/ebooks-2021/telenovela-a-ficcao-popular-do-brasil

E-book da jornalista e doutoranda em Comunicação, Aurora Miranda Leão, tem lançamento no ENECULT

ALCAR Nacional: inscrições até dia 31

Prorrogadas até 31 de julho as inscrições ao XIII Encontro
Nacional de História da Mídia
com o tema #vidasnegrasimportam

O XIII Encontro Nacional de História da Mídia recebe inscrições até a próxima sexta, 31 de julho.

Os interessados podem se inscrever acessando https://alcarnacional2021.com.br/.

Os valores variam de R$ 10 a R$ 60. Podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, docentes, pesquisadores e outros profissionais interessados na temática.

Este ano, pesquisadores do Brasil e de outros países estarão reunidos, de forma remota, entre 18 e 20 de agosto.

Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora sediará XIII Encontro Nacional da ALCAR

A programação envolve palestras, mesas-redondas e grupos de trabalho, evidenciando o tema #vidasnegrasimportam. A realização é da Associação Brasileira de História da Mídia (Alcar), com apoio da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), através da Faculdade de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom).


A submissão de trabalhos foi encerrada com a apresentação de mais de 200 artigos nos nove GTs. Os inscritos poderão acompanhar a programação dos seguintes grupos: História do Jornalismo; História da Publicidade e das Relações Públicas; História da Mídia Digital; História da Mídia Impressa; História da Mídia Sonora; História das Mídias Audiovisuais; História da Mídia Visual; História da Mídia Alternativa; Historiografia da Mídia.


Abertura
A abertura do encontro está marcada para 18 de agosto, às 19h, com palestra do pesquisador Louis M. Maraj, da Universidade British Columbia, no Canadá. O tema O negro no tempo: como o #vidasnegrasimportam reorienta o humano vai permear a fala de Maraj, nascido em Trinidad e Tobago e, atualmente, professor na Escola de Jornalismo, Redação e Mídia, em Vancouver. Ele pensa, cria e discute os Black Studies, retórica, mídia digital e pedagogias críticas.

Pesquisador Louis M. Maraj é o convidado da palestra inicial da ALCAR

O livro de Maraj – “Black or Right: Anti / Racist Campus Rhetorics” (2020) – explora noções de negritude em instituições educacionais historicamente brancas. Os ensaios mais recentes podem ser encontrados em
“Precarious Rhetorics” (2018), “Prose Studies” (2019) e “Women’s Studies in Communication” (2020).

Mesas de debate
A programação do dia 18 de agosto começa mais cedo, com a Mesa da Rede Latino-americana de História da Mídia (RLAHM), às 14h, quando serão debatidos os sentidos teóricos e metodológicos presentes na construção de uma história conectada da mídia na América Latina, a partir de discussões que já vêm sendo realizadas pelos pesquisadores do grupo. Participam Marialva Barbosa (UFRJ), Ana Paula Goulart Ribeiro (UFRJ), Eduardo Gutierrez (Pontifícia Universidad Javeriana), Mirta Varela (Conicet-UBA, Argentina), Celia del Palacio (Universidad Veracruzana, México), Monica Maronna (Universidade de la República, Uruguai).


Em seguida, às 16h30, está prevista a primeira mesa temática do XIII Encontro da ALCAR, com o título Experiências negras, escritas de si e do outro. A discussão terá participação de Marialva Barbosa, Alexandra Lima da Silva (UERJ) e Elson de Assis Rabelo (UFBA). Já no dia 19 de agosto, a segunda mesa temática, será Processos de racialização do ódio e da violência, a partir das 19h. Participarão do debate do dia 19 de agosto os profess oresJuremir Machado da Silva (PUC – RS), Silvino Lopes Évora (Universidade de Cabo Verde) e Wedencley Alves Santana (UFJF).

Encerrando o encontro da ALCAR, dia 20, a terceira e última mesa, Branquitude e (bio)políticas do branqueamento, com Liv Rebecc Sovik (UFRJ), Fernanda Carrera (UFRJ) e Lourenço da Conceição Cardoso (Unilab), a partir das 19:30h.

Jornalista e Profa Dra Christina Musse é a presidenta da ALCAR

Mais informações: https://alcarnacional2021.com.br/

Afinal, quem é o “povo nordestino” ?

Com a resposta, o escritor Durval Muniz de Albuquerque Jr.*

Falar em “povo nordestino” é pressupor a existência de uma mesma maneira de falar, uma mesma cultura, a dita cultura nordestina

Vaqueiros Nordeste
Legenda: Quando se fala em “povo nordestino”, sobre quem se está falando?Foto: Arquivo DN

O importante intelectual da luta contra o racismo, o martinicano Frantz Fanon, criticava a ideia da existência de um “povo negro”. Para ele não se podia apoiar a construção de uma identidade na cor da pele das pessoas. A cor da pele não diz nada sobre o que a pessoa é, sobre sua cultura, seus valores, suas ideias, seus comportamentos e atitudes.

Reduzir uma pessoa a cor da sua pele e considerar que milhares de seres humanos são iguais, têm formas homogêneas e similares de serem humanos, representam um estágio único de desenvolvimento da civilização e da racionalidade, era para ele um capítulo do racismo, que compunha, como elemento estrutural, o sistema de dominação econômico e político do capitalismo, do imperialismo e do colonialismo.

É comum, entre nós, falarmos tranquilamente sobre o “povo nordestino” e nunca pararmos para olhar criticamente para os significados que podem estar implicados nessa designação identitária. 

O que definiria a existência do “povo nordestino”? O fato de se ter nascido em alguma parte dos nove estados que compõem oficialmente, desde 1969, a região Nordeste? Ter nascido em um desses nove estados é suficiente para que consideremos que tal pessoa faz parte dessa identidade homogênea de “povo nordestino”? O que o simples nascimento em um dado espaço define do que alguém será ou deixará de ser? 

Da exposição Sertão forte (2019), do fotógrafo Noilton Pereira.

Construir a definição de um ser, de uma forma de existir, de uma identidade, somente a partir de seu local de nascimento não seria uma simplificação grosseira? Podemos fundar um ser coletivo somente apelando para o espaço de nascimento de seus componentes? A origem geográfica e o lugar de nascimento configuram, efetivamente, fatores relevantes para se dizer quem é uma dada pessoa ou dado grupo?Para que se possa tornar aceitável a existência de um “povo nordestino” é preciso que várias operações de simplificação e homogeneização da realidade espacial, social e cultural do Nordeste sejam levadas a efeito. 

O primeiro óbice à existência de um “povo nordestino” é que, mesmo espacialmente, mesmo do estrito ponto de vista físico-geográfico, o Nordeste não é uma realidade homogênea. Mesmo para quem ainda acredita no determinismo geográfico, para quem acha que o cariri e o semiárido existem por si mesmos, não precisam dos homens para receberem esses nomes, adquirirem significados, se transformarem em paisagens, serem delimitados e classificados como tipos de clima, como biomas, como regiões; o Nordeste não apresenta uma homogeneidade de meio capaz de criar um povo também homogêneo. 

Embora na visão estereotipada a paisagem da região se reduza à caatinga adusta e gretada, o Nordeste comporta diferentes tipos de clima, vegetação, solo, relevo, altitudes. Mesmo que acreditemos que o “povo nordestino”, como cactos que são, brotam do solo, não dá para pensar, com a variedade de solos da região, que nasça a mesma gente-cacto em todo lugar.Falar em “povo nordestino” é silenciar sobre a diversidade étnica e racial dos habitantes da região, é dar força ao estereótipo do cabeça-chata, a existência de um pretenso corpo de nordestino, de um tipo nordestino, que as figuras estereotipadas do baiano e do paraíba tentam materializar. 

É tornar invisível o fato de que no Nordeste habitam vários povos indígenas, que no Nordeste existem centenas de remanescentes de quilombos, que os nordestinos não formam um só povo, pois se originam de vários povos e de inúmeros processos de miscigenação, que não têm a mesma origem étnico-racial.

Falar em “povo nordestino” é pressupor a existência de uma mesma maneira de falar, uma mesma cultura, a dita cultura nordestina. Mas basta andar pela região para se dar conta da diversidade de sotaques, as diversas maneiras de falar existentes na região, motivadas, inclusive, por enormes desigualdades no que tange ao acesso ao letramento, à educação, à cultura. 

Como se pode supor que alguém nascido no Recôncavo Baiano tem os mesmos costumes, hábitos, tradições, formas de sentir e pensar, que os nascidos no cariri cearense ou paraibano? 

As diferenças culturais entre quem mora nas grandes metrópoles da região e as zonas rurais mais isoladas são acentuadas. Quem representa o “povo nordestino” e sua cultura, o rapper recifense, o repentista campinense ou o bailarino clássico petrolinense? É evidente que todos eles, a não ser na visão estereotipada do que é ser nordestino e do que seja a cultura nordestina, que ficaria só com o repentista.Mas o mais insidioso e de graves consequências políticas é que admitir a existência de um “povo nordestino” é escamotear as profundas diferenças de classe, as profundas desigualdades sociais e étnico-raciais existentes na região. 

Quando se fala em “povo nordestino”, quando se faz um discurso de vitimização em torno desse enunciado, quando se coloca esse povo na condição de oprimido, explorado, injustiçado, discriminado ou quando, romanticamente, ele é definido como valente, corajoso, resistente, viril, escamoteia-se o fato de que nem todo nordestino é oprimido, nem todo nordestino é explorado e injustiçado, assim como nem todo nordestino é valente, corajoso, resistente, viril. 

Os opressores também são, muitas vezes, nordestinos, assim como os exploradores e aqueles que comentem injustiças, violências, discriminações, exclusões. A expressão “povo nordestino” é perigosa, pois é despolitizadora e alienante, ela suscita e convoca uma solidariedade regional, um regionalismo que, muitas vezes, tem a capacidade de cegar as pessoas para seus interesses e para seus lugares de classe, de gênero, de etnia. Além de que ela facilita, por ser simplificadora, a emissão de discursos de preconceito, de rejeição, de ódio.

Quando se fala em “povo nordestino”, sobre quem se está falando? Sobre o riquinho yuppie dos bairros de classe média de Fortaleza, Recife ou Salvador, do trabalhador das fábricas do complexo de Camaçari, do surfista das praias de Itacaré e Baía Formosa, do criador de gado do Moxotó e do Pajeú, do professor universitário de Quixadá e Delmiro Gouveia, do dançarino de reggae de São Luís, do brincante de quadrilhas de Natal ou do ator do grupo de teatro de Juazeiro do Norte? 

A travesti das ruas de Fortaleza, o rapaz bombado da academia do bairro de Casa Forte, no Recife, o vendedor de coco da praia do Francês em Maceió, o brincante de vaquejada de Santa Cruz do Capibaribe, o devoto de Padre Cícero, os evangélicos da Igreja Universal do Reino de Deus de Abreu e Lima, os cabeça-feita de Canoa Quebrada ou de Pipa, o hippie de Arembepe, fazem parte do “povo nordestino”? 

Fazem, desde que se rompa com a visão identitária, homogênea, estereotipada, simplicadora do ser nordestino, que é múltiplo, diverso, diferente e divergente. A ideia da existência de um “povo nordestino” é uma das facetas do racismo entre nós, pois, no estereótipo, o nordestino é racializado e contraposto a figura do “sulista” pretensamente branco e europeu, os nordestinos seriam um “povo mestiço” e por isso um “povo inferior”. 

  • DURVAL MUNIZ ALBUQUERQUE Jr. é Mestre e Doutor em História Social pela Unicamp, e leciona nos programas de pós-graduação em História da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).

ALCAR Antirracista terá encontro nacional em julho

XIII Encontro Nacional de História da Mídia reúne pesquisadores

internacionais para debater o tema #vidasnegrasimportam

Abertura do evento, que será remoto, terá palestra de pesquisador da Universidade British Columbia em 18 de agosto. Submissões de trabalho terminam dia 20 de julho

O XIII Encontro Nacional de História da Mídia reúne pesquisadores do Brasil e de outros países entre os dias 18 e 20 de agosto. A programação, que envolve palestras, mesas-redondas e grupos de trabalho, sob o tema #vidasnegrasimportam, será realizada de maneira remota. A realização é da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar), e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apoia esta edição, por meio da Faculdade de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom).

As inscrições estão abertas até 26 de julho no site https://alcarnacional2021.com.br/, variando de R$ 10 a R$ 60. Para a submissão de trabalhos, o prazo segue até 20 de junho no link https://alcarnacional2021.com.br/submissoes-de-trabalhos/.

A palestra de abertura do encontro será às 19h do dia 18, com o pesquisador Louis M. Maraj, da Universidade British Columbia, no Canadá. O tema O negro no tempo: como o #vidasnegrasimportam reorienta o humano vai permear a fala de Maraj, nascido em Trinidad e Tobago e, atualmente, professor na Escola de Jornalismo, Redação e Mídia, em Vancouver. Ele pensa, cria e discute os Black Studies, retórica, mídia digital e pedagogias críticas.

O pesquisador vai discorrer sobre como os ativistas do movimento Vidas Negras Importam constroem significado em relação à história, temporalidade e anti-negritude no mundo Ocidental. O livro de Maraj Black or Right: Anti / Racist Campus Rhetorics (2020) explora noções de negritude em instituições educacionais historicamente brancas. Os ensaios mais recentes podem ser encontrados em Precarious Rhetorics (2018), Prose Studies (2019) e Women’s Studies in Communication (2020).

Mesas de debate

A programação do dia 18 de agosto começa mais cedo, com a Mesa da Rede Latino-americana de História da Mídia (RLAHM), a partir das 14h, quando serão debatidos os sentidos teóricos e metodológicos presentes na construção de uma história conectada da mídia na América Latina, a partir de discussões que já vêm sendo realizadas pelos pesquisadores do grupo. Participam Marialva Barbosa (UFRJ), Ana Paula Goulart Ribeiro (UFRJ), Eduardo Gutierrez (Pontifícia Universidad Javeriana, Colômbia), Mirta Varela (Conicet-UBA, Argentina), Celia del Palacio (Universidad Veracruzana, México), Monica Maronna (Universidade de la República, Uruguai).

Em seguida, às 16h30, está prevista a primeira mesa temática do encontro, com o título Experiências negras, escritas de si e do outro. A discussão terá participação de Marialva Barbosa, Alexandra Lima da Silva (UERJ) e Elson de Assis Rabelo (UFBA).

Já no segundo dia, 19 de agosto, a segunda mesa temática será Processos de racialização do ódio e da violência, a partir das 19h. Terão participação no debate Juremir Machado da Silva (PUCRS), Silvino Lopes Évora (Universidade de Cabo Verde) e Wedencley Alves Santana (UFJF). E, encerrando o encontro, no dia 20, às 19h30, a terceira e última mesa terá como título Branquitude e (bio)políticas do branqueamento, com Liv Sovik (UFRJ), Fernanda Carrera (UFRJ) e Lourenço da Conceição Cardoso (Unilab).

Grupos de Trabalho (GTs)

Os pesquisadores da área da comunicação terão a oportunidade de escolher entre os nove Grupos de Trabalho do Encontro para enviar os seus artigos científicos. Os assuntos pesquisados não precisam necessariamente ter relação com a temática deste ano. Confira todos os GTs e saiba mais detalhes no site do evento:

História do Jornalismo

História da Publicidade e das Relações Públicas

História da Mídia Digital

História da Mídia Impressa

História da Mídia Sonora

História das Mídias Audiovisuais

História da Mídia Visual

História da Mídia Alternativa

Historiografia da Mídia

Inscrições para Encontro Nacional de História da Mídia estão abertas: evento tem tema instigante, preços acessíveis e contará com a participação de renomados pesquisadores da causa antirracista.

Abra suas asas, caia na gandaia, escancare o armário…

Armários Abertos – depoimentos sobre a diversidade sexual. A obra reúne histórias reais sobre a descoberta da sexualidade de pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ (gays, lésbicas, bissexuais, transgênero, queer, intersexo, assexuais, pansexuais, polissexuais, não-binários e mais).

De autoria do jornalista, poeta, roteirista e cineasta Valmir Moratelli, que também é doutorando em Comunicação pela PUC-Rio, o livro é o quarto da seara de Valmir e sai pela Autografia. A intenção é instigar debates sobre os múltiplos preconceitos que perpassam questões ligadas à sexualidade. Também pesquisador, Moratelli entende que as pautas relacionadas ao assunto vêm sofrendo grandes retrocessos nos últimos anos, mesmo após algumas décadas de avanços tímidos.

São histórias que fazem a gente pensar o quanto as pessoas julgam umas às outras sem conhecer por dentro as suas dores. É um livro que propõe o diálogo pra tentar, de alguma forma, diminuir o preconceito, homofobia e transfobia que dominam o país de forma intensa e nociva, diz o autor.

Os depoimentos reunidos no livro revelam desafios enfrentados pelos entrevistados no processo de autoaceitação dentro das diversas camadas da diversidade sexual humana. Moratelli diz que o Brasil tem uma estrutura social baseada na heteronormatividade e patriarcalismo, influenciada diretamente por dogmas religiosos, por isso é necessário dar vez e voz às pessoas para que elas falem abertamente sobre sua sexualidade, já que esse debate é tratado como um tabu.

— A pergunta inicial que eu fazia para todos era a mesma: Quando, como e para quem foi a primeira vez que você saiu do armário? Eu percebi ali diferentes reações. Tinha pessoas que riam, pessoas que choravam, pessoas que pediam tempo para respirar e falar abertamente sobre esse momento tão íntimo e tão importante para a autoestima delas e para a questão da identidade também, conta Valmir.

Em uma das narrativas, Júlia Menezes, mulher trans, conta das dificuldades enfrentadas no processo de transição de gênero. Após a mudança de sexo, ela precisou lidar com questões que anteriormente não faziam parte do seu cotidiano, como o medo da violência contra as mulheres:

Há uma insegurança muito maior sobre o corpo feminino. O olhar sobre o corpo feminino é muito invasivo, e ela começou a perceber isso depois que fez a transição. A partir do momento em que ela começa a se vestir de outra maneira e se colocar como mulher, isso muda — esclarece Valmir.

Armários Abertos: livro enriquece debate sobre questão da diversidade, questiona preconceitos e é gostoso de ler !

Moratelli conta que a ideia inicial era produzir um documentário com os depoimentos, mas a chegada da pandemia mudou seus planos. A equipe, que já concluíra 80% das filmagens, ao perceber que não seria possível concluir o projeto por conta das medidas de isolamento social, optou pelo registro em livro. No entanto, Moratelli diz que foi procurado por uma plataforma de streaming e que a obra deve ganhar novo viés:

— É bem provável que a gente tenha também o projeto no audiovisual depois da pandemia. Eu vejo com bons olhos o interesse das empresas de comunicação, da televisão como um todo, começando a se interessar por esse tema. A gente tem séries hoje em dia que mostram casais gays, lésbicas e com outras denominações, que a televisão aberta ainda não mostra. Então, incluir a temática sexual no streaming é muito importante.

Valmir Moratelli é autor de outros três livros: “O que as telenovelas exibem enquanto o mundo se transforma” (2019), “Diálogos para santos cegos – Contos na era fake news”’ (2018) e “Eu Rio, Tu Urcas, Ele Sepetiba” (2015). O jornalista também dirigiu o filme “30 Dias – um carnaval entre a alegria e a desilusão”, hors concours no Festival do Rio 2019. Quem quiser adquirir ARMÁRIOS ABERTOS, pode procurar as principais livrarias ou adquirir direto com o autor pela galeria dele no Instagram: (@vmoratelli).

*Com informações do JORNAL EXTRA

Samba resiste, Alegria desfila na Sapucaí e é destaque em filme de Valmir Moratelli que estreia na TV

30 dias

Uma estreia muito aguardada do Cinema Brasileiro, o documentário 30 Dias, do jornalista, poeta e pesquisador Valmir Moratelli, estreia nesta quarta, 02 de setembro,  na sessão Prime.doc, do canal Primebox Brazil.

Destaque ano passado na mostra Première Brasil do Festival do Rio, o filme mostra a crise que o carnaval carioca vem sofrendo há algum tempo, e que se acentuou em 2019. Agora, “30 Dias – um carnaval entre a alegria e a desilusão” será exibido na televisão.

O documentário de Moratelli, que é um apaixonado pela folia e tem mais de uma década de cobertura de desfiles carnavalescos no Sambódromo do Rio de Janeiro, é uma narrativa sobre a saga de anônimos para colocar o bloco na rua e não ficar de fora do mais badalado carnaval do país. Assim, Valmir Moratelli fez um trabalho de fôlego, na base do “cinema do próprio bolso” e com ajuda de “vaquinha virtual” para registrar o esforço de brincantes, músicos, carnavalescos, costureiras, coreógrafos, artistas visuais, emfim, de toda uma comunidade, para estar presente – no peito, na garra e no gogó – ni desfile da maior festa popular do país em 2019.

Alegria

Documentário “30 dias” mostra resistência da escola de samba Alegria da Zona Sul…

É a dificuldade imensa das escolas do grupo de acesso ao desfile do carnaval carioca, aliada à paixão pela cultura popular, que Moratelli registra em seu belo documentário. A escola que simboliza toda a luta e empenho de brincantes para estar na Sapucaí é a Alegria da Zona Sul,  rebaixada na Série A em 2019, ano no qual foi feito o registro audiovisual.

“Fizemos esse filme sem recursos. Nosso objetivo é dar visibilidade ao grupo de Acesso, mas também discutir racismo e o preconceito com a cultura popular”, diz Moratelli. E vai mais além: “O filme mostra a perversidade do poder público com o carnaval carioca. É interessante perceber que, bem antes da crise trazida pela pandemia, já não se valorizava o que é popular. O carnaval vem sendo atacado por uma onda neopentecostal que domina a política fluminense”, afirma Valmir.

O trailler do filme você vê aqui: https://youtu.be/sszVuixp5hs

Valmir filme

Fabiano Araruna, Valmir Moratelli e o ator Romeu Evaristo no Festival do Rio 2019.

O documentário ’30 Dias – Um carnaval entre a alegria e a desilusão’, do diretor Valmir Moratelli, tem produção de Fabiano Araruna, da El Tigre Studio.

A exibição online do documentário de Valmir Moratelli será nesta quarta, 2 de setembro,  às 18h45, na sessão Prime.doc, do canal Primebox Brazil. O canal está disponível na Claro (canal 656 ou 156); Sky (canal 157); Vivo (canal 109) e Oi (canal 85). 

SERVIÇO

Estreia de Cinema na TV

O que: lançamento de filme online

Título: 30 Dias – Um carnaval entre a alegria e a desilusão

Diretor: VALMIR MORATELLI

Produção: El Tigre Studio

Quando: Quarta, 02 de setembro de 2020

Onde: sessão Prime.doc, do canal Primebox Brazil

Horário: 18:45h.

*O filme também pode ser visto na Claro (canal 656 ou 156); Sky (canal 157); Vivo (canal 109) e Oi (canal 85). 

*Depois da exibição, o diretor Valmir Moratelli vai participar de debate sobre o filme no Instagram @primeboxbrasil, com participação da pesquisadora Carolina Rocha, da Coordenadoria de Experiências Religiosas Afro-Brasileiras. Começa às 20:30h.

Jornadas Namídia destacaram crônica, telenovela, carnaval e telejornalismo

NAMIDIA panfleto mini

As Jornadas NAMÍDIA são uma realização anual do grupo de pesquisa acadêmica da UFJF “Narrativas Midiáticas e Dialogias”, coordenado pela jornalista e professora Doutora Cláudia Thomé.

Neste 2020, a quarta edição das Jornadas de Mídia e Literatura NAMÍDIA aconteceram em versão online – por conta da pandemia que tomou de assalto o mundo -, e tiveram 6 sessões virtuais, no período de 6 a 11 de julho, via Youtube.

Intituladas Jornadas Namídia: narrativas em tempos de pandemia. Gratuito e aberto a quem se interessa pelas discussões propostas, o evento enfatizou o quanto este tempo de quarentena e confinamento privilegiou o olhar para as artes, em especial, o audiovisual.

Os seis dias das JORNADAS tiveram a seguinte configuração:

Na sessão de abertura, as Jornadas Namídia receberam as jornalistas Michele Ferreira (TV Integração) e Mariana Cardoso (TV Globo). A conversa teve mediação do jornalista Pedro Miranda (doutorando em Comunicação do PPGCOM/UFJF e membro do Namídia), e a pauta teve como foco os desafios e mudanças no fazer telejornalístico do período de pandemia.

Na segunda sessão, o convidado foi Victor Menezes (mestre em História Cultural pela Unicamp), que conversou com Vanessa Martins (mestranda em Comunicação do PPGCOM/UFJF e membro do Namídia) e Laura Sanábio (mestranda em Comunicação do PPGCOM/UFJF e membro do Namídia) sobre o universo fantástico de “Harry Potter” e Fake News.

Em seguida, na quarta (08 de julho), foi a vez do pesquisador Valmir Moratelli (escritor, poeta, jornalista, cineasta e doutorando em Comunicação PUC-Rio) abordar o tema da Teledramaturgia. O bate-papo teve como mediadora a atriz e jornalista Aurora Miranda Leão (esta que vos fala, que é doutoranda em Comunicação PPGCOM UFJF e membro do Namídia) e contou com o auxílio luxuoso do jornalista Pedro Miranda (doutorando em Comunicação PPGCOM/UFJF e membro do Namídia). Essa foi uma das conversas que rendeu mais audiência, evidenciando o quanto a telenovela é querida no país e o quanto o público se mantém fiel a essa forma de ecxpressão artística, mesmo em tempos de isolamento social. A atriz Rosamaria Murtinho foi uma das que acompanhou as Lives NAMÍDIA e postou vários comentários elogiosos.

Já na quarta sessão, o convidado foi o jornalista Maranhão Viegas, da TV Brasil, que conversou com a pesquisadora Cláudia Thomé (professora da Facom e da pós-graduação PPGCOM/UFJF, além de coordenadora do Namídia), tendo como mediadora a acadêmica Michele Pereira (doutoranda em Comunicação pela PUC-Rio e membro do Namídia). O tema foi a crônica audiovisual na TV e rendeu belos momentos de defesa da atividade jornalística com ênfase ao aspecto humanitário da profissão, à necessidade do profissional da Comunicação e às sutilezas poéticas da crônica televisiva num ambiente que exige tanta velocidade de produção e deixa pouco espaço para o lirismo. A audiência, atenta e emocionada com as palavras de Maranhão Viegas, acabou emocionando o colega da TV Brasil, que se declarou inteiramente imerso em afetividade e gratidão. 

Na penúltima sessão das #jornadasnamidia, o convidado foi o jornalista e comentarista da folia carioca, Bruno Filippo (Rádio BandNews FM). A conversa sobre Carnaval foi conduzida pelo também jornalista e pesquisador Marco Aurélio Reis (professor Unesa-RJ e vice-coordenador do Namídia) e pela pesquisadora Samara Miranda (mestranda em Comunicação PPGCOM/UFJF e membro do Namídia).

Para encerrar a semana de JORNADAS NAMÍDIA, o convidado super especial foi o pesquisador, carnavalesco e comentarista do Carnaval Globeleza, Milton Cunha. O bate-papo sobre as narrativas da Sapucaí foi conduzido pelos jovens pesquisadores Samara Miranda (mestranda em Comunicação PPGCOM/UFJF) e Rafael Rezende (doutorando em Comunicação PPGCOM/UFJF e membro do Namídia). 

A participação de Milton Cunha, que é mestre e doutor em Ciências da Literatura, PHD em História da Arte e coordenador-geral do Observatório de Carnaval da UFRJ, foi das mais festejadas e encerrou com brilhantismo esta quarta edição das Jornadas de Mídia e Literatura do grupo de pesquisa Narrativas Midiáticas e Dialogias.

Quem quiser rever, ou quem perdeu e gostaria de assistir às Jonadas NAMÍDIA, basta acessar o canal do grupo no Youtube:

https://www.youtube.com/channel/UCjsbXtrj4gCfB-5NrbPgQ2w

Para entrar em contato, basta seguir as redes sociais:

Grupo de Pesquisa Narrativas Midiáticas E-mail: grupo.namidia@gmail.com instagram.com/narrativasmidiaticas/ facebook.com/narrativasmidiaticasedialogias ufjf.br/narrativasmidiaticas/

NAMÍDIA convida para Jornada de Mídia e Literatura online

NAMIDIA panfleto mini

Grupo de Pesquisa Narrativas Midiáticas e Dialogias (NAMIDIA) – UFJF/CNPq – vai reunir profissionais e pesquisadores de diversas áreas da Comunicação em evento que acontece de 6 a 11 de julho

NAMIDIA Jornadas 20

O grupo Narrativas Midiáticas e Dialogias (NAMIDIA) pesquisa as mudanças na narrativa jornalística, buscando detectar e analisar os deslizamentos entre os gêneros e as plataformas midiáticas, e as estratégias de uma hibridização que é anterior à convergência midiática, mas que se acelera no contexto atual.

A velocidade com que a narrativa midiática contemporânea se altera e é atravessada por novas possibilidades de narrar, diante da convergência das mídias, acena para a necessidade de uma análise de gêneros que se hibridizam, no “deslizamento” de um meio a outro. As tecnologias digitais aceleraram esse fenômeno que, no entanto, não é tão novo.

Narrativas Midiáticas e Dialogias - Home | Facebook

O grupo NAMIDIA – certificado pelo CNPq e vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFJF -, abriga projetos de pesquisas sobre narrativas em mutação, estratégias narrativas no telejornalismo e seu diálogo com outros campos, cronismo audiovisual e novas funções e competências no jornalismo. Nessa configuração, incluem-se pesquisas sobre audiovisual, telenovelas, documentários, histórias em quadrinhos, crônicas, carnaval, crônicas e muitas outras.

O que se verá na quarta edição das JORNADAS promovidas pelo grupo de pesquisa do curso de Comunicação, a nível de pós-graduação, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), converge para destacar as muitas pesquisas que acontecem no âmbito do NAMÍDIA, coordenado pela jornalista e profa Doutora Cláudia Thomé, que tem reuniões semanais na FACOM/UFJF.

E com a realização das Jornadas onlione que começam na próxima segunda, 06 de julho, cujas inscrições estão abertas, o NAMÍDIA prova que continua ativo e que sua capacidade de produção e intercâmbio não cessou com a pandemia. Muito ao contrário, o grupo de pesquisa Narrativas Midiáticas e Dialogias está produzindo em várias frentes através de participação em congressos, produção de oficinas (como a que está nas redes sociais sobre Fake News), realização de LIVES e produção de artigos científicos.

Grupo de Pesquisa Narrativas Midiáticas

Jornalista e Profa. Dra. Cláudia Thomé é a coordenadora do grupo NAMÍDIA.

As quartas Jornadas de Mídia e Literatura do NAMÍDIA vem confirmar o potencial de todos os pesquisadores envolvidos no grupo e a relevância de um trabalho coeso, disciplinado, intenso e prospectivo que reúne tantos estudantes de vários níveis de graduação e pós, e que neste momento tão difícil de isolamento continua irmanado em suas discussões acadêmicas e trocas filosóficas.

Quem quiser participar das Jornadas que começam dia 06 de julho, segunda, e prosseguem até dia 11 (sábado), deve inscrever-se no link abaixo 👇🏼 . Mas não perca tempo porque as inscrições são limitadas !

Acesse: https://www.sympla.com.br/jornadas-namidia-narrativas-em-tempos-de-pandemia__895329

claudiathome Instagram posts - Gramho.com

Grupo Namídia tem atuação constante em eventos acadêmicos.

 

Raimundo Rodriguez abre FIVE LIVE de Julho

Conversas ao vivo no Instagram @auroradecinema ganham impulso neste julho, que começa com o artista Raimundo Rodriguez e terá vários outros ao longo do mês

Ri e Gentileza

Raimundo Rodriguez é aquele artista magistral porque une talento, inteligência, disciplina e rebeldia para criar obra de arte. Cria maravilhas que encantam até o mais insensível dos mortais, e tudo parte de sua mania de colecionar e ressiginificar objetos.

Nestes difíceis dias de Quarentena forçada, que começaram em março, ele tem trabalhado sem cessar, ou seja: manteve a mesma rotina de sempre ou, por outra, aprofundou e multiplicou sua capacidade de trabalhar embelezando o mundo e dando novos sentidos ao usado, ao gasto, ao rechaçado, ao desprezado.

Cearense de Santa Quitéria, ele mora no Rio desde os 13 anos, e há décadas fixou residência numa bela casa da Baixada Fluminente, de onde não quer sair por nada. Ali mesmo construiu seu atelier, que há cerca de dois anos ganhou um espaço maior.

Raimundo Rodriguez diz que tem horror ao desperdício e que seu vício é o “Colecionismo”. E já que foi preciso ficar em isolamento por conta da pandemia, está criando a série de estêncil “Fique em casa mas em boa companhia”, que divulga em postagens diárias no Instagram e no Face.

ESTENCIL MACHADO

Machado de Assis é inspiração para a série de estêncil criada por Raimundo Rodriguez

A série é instigante: traduz uma homenagem do artista a ícones daArte e da Literatura Brasileiras, inspírações da vida inteira. Nomes como  Ariano Suassuna, Graciliano Ramos, Clarice Lispector, Bispo do Rosário, Machado de Asssis, Manoel de Barros, o conterrâneo Belchior, Carolina de Jesus e Garrincha estão na série. Nelson Sargento Grande Otelo e João do Valle serão alguns dos próximos a também ganhar versão em estêncil.

TVHITZ SÉRIE ESTENCIL, RAIMUNDO RODRIGUEZ - YouTube

 O ateliê de Raimundo Rodriguez na Baixada Fluminense.

Os insights de Raimundo para criar surgem de suas próprias vivências cotidianas. Colecionador obcecado, ele não joga nada fora e diz que “A arte contemporânea se mistura com a vida. Junto as coisas mais inúteis, sei que uma hora elas se encaixaram em algo. Quando dou um destino para esses objetos, me liberto”.

Raimundo Rodriguez recebe prêmio por sua atuação audiovisual ...

É como diz a pesquisadora Renata Gesomino, Doutora em História da Arte,

“As obras de Raimundo Rodriguez traduzem, desta maneira, um “fazer” primordial, juntamente com uma consciência espontânea de aproveitamento que se manifesta em meio a uma variedade caótica de elementos descartados, objetos errantes, recontextualizando-os e extraindo-os do vasto cenário urbano onde repousam os restos e as sobras do mundo. Esses idílicos fragmentos tornam-se atemporais. Serve para o artista toda matéria-prima que não sirva para mais ninguém”.

Raimundo Rodriguez chega ao horário nobre para enriquecer parceria ...

A cidade cenográfica da novela Meu pedacinho de chão é uma criação de Raimundo Rodriguez a partir de toneladas de lata e material reciclado…

* Para saber mais sobre Raimundo Rodriguez, acompanhe a FIVE LIVE do blog @auroradecinema que acontece hoje pelo INSTAGRAM, a partir das 17h.

Na programação das FIVE LIVE @auroradecinema deste JULHO que hoje começa, haverá conversas online com o roteirista e dramaturgo Alex Moletta, o ator/diretor e professor de Teatro,  Ricardo Guilherme, a atriz Teka Romualdo, o ator pernambucano Albert Tenório, o jornalista mineiro Luiz Felipe Falcão, os atores Tadeu Mello e José Araújo, e muitos outros.

 

Miguel e a morte inafiançável

Morte de Miguel expõe o racismo estrutural por trás das ...

Diante da trágica morte do garoto pernambucano Miguel, vítima do descaso, racismo, indiferença e negligência de uma patroa (branca) de sua mãe, ficamos todos mudos e indignados.

O Poeta CARPINEJAR foi quem melhor traduziu toda a perplexidade, revolta, repulsa e aflição diante da evitável tragédia. A seguir, a crônica iluminada do notável escritor gaúcho:

DEUS NÃO ACEITA FIANÇA
Fabrício Carpinejar

Diante de Deus, você não terá direito a fiança, não terá desculpas, não terá influência, não terá advogados poderosos, não terá costas quentes, não terá tradição, não terá imóveis, não terá sobrenome, não terá barganha, não terá privilégios, não terá acesso a celulares de governantes.
Diante de Deus, você não será branca, rica, loira, olhos claros, primeira dama, viajada, culta, nada.
Diante de Deus, conhecerá uma inédita igualdade, uma surpreendente justiça, todos são iguais em Sua presença, o que aconteceria com a doméstica se ela fizesse isso com o seu filho realmente acontecerá com você.
Diante de Deus, pagará a conta de sua consciência, não poderá mentir, disfarçar, sonegar a verdade.
Ele sabe que andar apertou no elevador, Ele sabe que você não quis perder tempo com o filho da empregada, Ele sabe exatamente o que você pensou, Ele sabe quem você é, Ele sabe que você abriu a porta para a morte.
Diante de Deus, entenderá o que é um olhar demorado, o que é cuidar, aquilo que deixou de fazer por uma criança indefesa.
Diante de Deus, suas unhas pintadas não serão mais importantes do que a vida de um menino.
O inferno não é um lugar inventado, vem daqui da terra. De seu coração.