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AMOR, PAZ, LUZ e FELIZ NATAL !

NATAL Blog

       A você, leitor amigo, e a todos os nossos leitores, parceiros, professores, colegas

                 e queridos que vamos encontrando pelos quatro cantos do mundo !

          Que saibamos ser NATAL em todos os dias do Novo Ano que se avizinha !

    Muito OBRIGADA a todos pelo carinho da visita e pela intensidade da sintonia !

               Sorrie, divulgue, compartilhe !

                      O #blogauroradecinema agradece !

 

Roberto Carlos: o sol sobre a estrada da MPB… e o Sol sobre a estrada é o Sol !

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                                                                                                          *Aurora Miranda Leão

           Roberto Carlos é um fenômeno de Comunicação. Há muito, o notável artista capixaba, deixou de ser apenas um cantor que compõe lindamente, e passou a ser a Força Estranha das coisas que são muito grandes para esquecer.

         Janelas e portas vão se abrir pra ver você chegar... Estes versos soam forte nos solos do Brasil e revestem-se de um significado emblemático. Para entendê-los em plenitude e entender o tanto de significado que carregam, faz-se mister saber e/ou rememorar parte da história do país.

            Vivia a nossa Pátria-Mãe tão distraída sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações… O Brasil vivia os anos sombrios da ditadura – esta mesma, registrada em música, literatura e jornalismo -, que existiu de modo inconteste e extirpou a liberdade de seu território, instaurou a violência, a censura, a disparidade social e os desmandos do poder de ordem vária.

Por conta da abjeta repressão, as idéias libertárias foram perseguidas enquanto artistas e pensadores foram obrigados a deixar o país. Augusto Boal, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Juca de Oliveira, Guarnieri, Fernando Gabeira, Júlio Bressane, Ferreira Gullar, Artur da Távola, Henfil, Betinho e tantos outros passaram anos no exterior, impedidos de voltar à terra natal.  Seus crimes ? Defender a Liberdade !

  É preciso que você, caro leitor, saiba que foi preciso a dor e a luta de muita gente para que você pudesse hoje viver num território onde habita a liberdade, e onde qualquer um pode cantar em alto e bom som – “As luzes e o colorido que você vê agora, nas ruas por onde anda, na casa onde mora…” (ainda que preconceitos nefastos insistam em permanecer vivos).

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Roberto anteviu o símbolo em que Caetano se transformaria: “janelas e portas vão se abrir pra ver você chegar…”

Aqueles anos perversos e inolvidáveis, registram essa inserção poética de Roberto Carlos tem uma atuação poética relevante no que toca esse período umbrífero. Foi o Rei, que com sua voz terna, afinada e inconfundível, destacou a energia de Caetano Veloso para o país quando o músico ainda vivia no exílio e dele pouco se podia falar por aqui. Naqueles terríveis anos de 1970, Roberto Carlos, já um ídolo nacional, jogou luzes, da forma que lhe foi possível, na tensa e deplorável vida sociopolítica brasileira ao celebrar os caracóis de Caetano.  Sim, eram os cachinhos de Caetano que traduziam “um soluço e a vontade de ficar mais um instante”. Algo assim como está tatuado no cancioneiro nacional:  Um dia a areia branca seus pés irão tocar e vai molhar seus cabelos a água azul do mar…

               Por tudo isso, Roberto Carlos abrir seu Especial deste 2017 que se aproxima do final saudando Caetano Veloso foi uma poderosa expressão da grandeza do artista e da riqueza de sua obra. Você poderá indagar: “Caetano ?, mas Caetano nem estava lá...”

            Sim, o baiano querido e festejado em todo o território nacional, não estava lá fisicamente mas Caetano é o autor da música-tema de Roberto Carlos. Foi Veloso quem definiu o Rei como essa força poderosa e inaudita que nos leva a cantar, gerações e gerações, inoxidavelmente, como se o tempo, ainda que passe, tenha o dom de conseguir passar sem nos envelhecer.

            Em seguida, Roberto cantou a sua monumental Fera Ferida, que Caetano gravou em 1987 e, a partir daí, a inscreveu com letras garrafais nas páginas de ouro da Música Brasileira.

           Thiago Iorc, Djavan (dividindo o microfone com o Rei em Pétala e As curvas da estada de Santos), a Sereia Isis Valverde, Simone e Simária, e Erika Ender foram os convidados deste Especial.

              Ao longo de todas essas décadas nas quais Roberto Carlos construiu uma carreira singular no país, estiveram com ele na estrada artistas de todos os matizes, ritmos, tendências. Basta dar uma passada pelo YouTube e você encontrará trocentas vozes distintas cantando e encantando com o Rei. Méritos para o Grande Artista, seu empresário Dody Sirena (que tem uma noção importante sobre o que representa Roberto Carlos para o país), e o magnânimo naipe de músicos que acompanha o Rei há tempos.

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Isis Valverde: Ritinha é a Sereia dos versos do Rei.,,

        O Especial deste 22 de dezembro teve um público muito superior ao dos anos anteriores. A prévia de dados em tempo real, medida pela Kantar, mostra que o programa alcançou cerca de 30 pontos em São Paulo, uma das maiores médias dos últimos 10 anos. Ou seja, bem acima dos 25,1 pontos de 2015 ou dos 22 pontos do ano passado. Mais da metade das TVs ligadas na região estava sintonizada na Globo. Cada ponto do ibope em SP (desde ontem) agora vale por cerca de 72 mil domicílios.

         Roberto Carlos inova e se renova a cada ano ao estar sempre se reinventando, seja pelo funk, o axé, o bolero, o samba, o pagode, o rock, o rap, o hip hop, a Bossa Nova, a salsa, o forró e a música sertaneja. Isso é parte do que explica a presença permanente, benfazeja e instigante de Roberto Carlos na Cultura Brasileira. Além disso, o Rei encanta com sua voz terna, a afinação perfeita, o repertório precioso e cantando cada vez melhor, como diz o colunista Ricardo Feltrin:

“Voz poderosa e com ampla tessitura, sua afinação é absolutamente perfeita, além de uma tonalidade muito bonita. RC não erra, semitona e nem sequer desliza em uma única nota”.

         Aqui, um dado curioso: a presença de RC se irmana a de Caetano Veloso na Música ! Não à toa, os dois artistas dialogam em músicas seminais do cancioneiro popular brasileiro: seja porque um cantou a canção do outro, seja porque outro escreveu pra um, ou porque ambos entoaram juntos músicas e letras que se eternizaram no coração de quem ama. Sim, aquele coração de que nos fala Djavan, no qual, vez em quando, fica faltando um pedaço…

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   Acontece que Roberto Carlos e Caetano Veloso são duas vertentes de um mesmo polo irradiador, no qual a vida brasileira trafega e transita com igual vigor a partir dos ricos atalhos dialógicos erigidos pela obra dos dois artistas. É como se a Força Estranha que vê o tempo brincando ao redor do caminho daquele menino pusesse no riacho os pés que um dia a areia branca irão tocar, e era solto em seus passos, bicho livre, sem rumo, sem laços… por isso essa Voz, essa voz tamanha…

         Roberto & Caetano, Caetano & Roberto são como a água que nasce na fonte serena do mundo e que abre um profundo grotão… Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação da MPB ! E assim como essa sinergia fina pode ser sentida na poesia de Guilherme Arantes também se vislumbra nas paralelas dos pneus pelas duas estradas nuas (RC e CV) em que nos encontramos com algumas das principais matrizes que configuram a riqueza do pulsar da identidade brasileira. Tema para futuro artigo nosso.

           Hoje, sorrindo, somos nós que choramos ao ouvir Roberto Carlos cantando cada vez melhor e simbolizando o notável Patrimônio Imaterial que atende pelo nome de Música Popular Brasileira.

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Roberto Carlos e suas letras primorosas: “Eu sei que flores existiram mas que não resistiram a vendavais constantes”…

Quando havia galos, noites e quintais: o presépio de Raimundo Rodriguez no Palácio Quitandinha    

cavalinhos

Vem chegando o NATAL: Tempo de Renovar a Esperança !     

                                                                                              *Aurora Miranda Leão

Um presépio atemporal, inspirado na tradição dos grandes mestres em retratar a cena de adoração aos Reis Magos, transportado para o universo lúdico do artista Raimundo Rodriguez, será aberto hoje no histórico Palácio Quitandinha, na carioca serra de Petrópolis.                 

                            Presépio lindo             

                  Instalação da Esperança Renovada é o título da exposição que une, com absoluta riqueza imagética e sensorial, tempos e espaços, culturas e informações, mistérios e magias. Com sua obra intensa, bela e única, o artista cearense cria uma ponte entre o real e o imaginário, o sonho e o cotidiano, o jornalismo e a ficção, ressignificando todo o nosso espectro de simbologias acerca do Natal.

Rai rei

             Inspirando-se especificamente na obra Adoração dos Magos, do pintor holandês Rogier Van Der Weyden (essa temática significou o reconhecimento da importância de artistas do porte de Leonardo da Vinci durante o século XVI), Raimundo Rodriguez reproduz, com rigor formal, todos os personagens que compõem o presépio, adicionando à concepção de espaço plástico uma luz e dramaticidade neo-barrocas singulares.

Rai janela

            O universo de Raimundo Rodriguez, que a televisão tornou conhecido em todo o país através de obras memoráveis como Hoje é dia de Maria, Capitu, Meu Pedacinho de Chão, e Velho Chico (todas, uma parceria do artista com o diretor Luiz Fernando Carvalho), é uma prolífica mistura de intertextualidades. Nele convivem diversos mundos em plena harmonia, e cada um verá, mais ou menos, conforme seu grau de sensibilidade artística.

nonada Quitandinha

        Diante da criação de Raimundo Rodriguez, é possível encontrar dialogias com mestres de várias escolas: desde um Van Gogh até Kurosawa, passando por Mondrian e  Volpi, flertando com Da Vinci e Kandinsky, nas obras de Raimundo viceja um hibridismo potente e saudável, que nos remete de pronto a Shakespeare (dramaticidade), Samuel Beckett (indagações existenciais), ao genial Georges Méliès (sonho), ao dramaturgo Luigi Pirandello (inquietações), e também à musicalidade de seus conterrâneos Belchior, Fagner e Ednardo. Na obra de Raimundo Rodriguez convivem, em perfeita harmonia, a universalidade dos grandes pensadores da humanidade e a insubmissa e multifária cultura nordestina.

RR coisário

           Portanto, adentrar a Esperança Renovada que Raimundo Rodriguez nos oferece, em cada um dos cenários em que se subdivide esta instalação de Petrópolis, é mergulhar na emoção: há beleza e reflexão, riqueza de detalhes e multiplicidade de significações, há atualidade e memória. Assim, nossa esperança é acolhida num convite natural à interlocução porque a criação de Raimundo Rodriguez só se completa no outro. Nada na obra de Raimundo Rodriguez é definitivo. Nenhum cenário é concluso. Nem mesmo pode haver definição única para qualquer de suas criações.

Rai e a obra

O artista Raimundo Rodriguez diante de sua magnânima criação, que arrebata o olhar e promove uma invasão sensória…

             O que Raimundo Rodriguez faz, com invejável maestria, é apontar possibilidades, sugerir caminhos, acender luzes, estender o tapete para a fantasia. Em cada pequeno quadradinho de sua obra, há ruas a percorrer, portas a abrir, janelas a visitar, paisagens a contemplar, atalhos por descobrir.

    E o melhor de tudo é que você poderá ver e constatar tudo isso, ao vivo e a cores: a instalação de Natal de Raimundo Rodriguez estará aberta à visitação pública, de hoje até dia 24, no Palácio Quitandinha (que, por si só, já vale uma visita), em Petrópolis, e tem ENTRADA FRANCA.

Presépio - menor

O Presépio em foto #auroradecinema, ainda em fase de montagem…

O aplauso muito caloroso do #blogauroradecinema ao artista Raimundo Rodriguez e ao seu belíssimo PRESÉPIO – Instalação da Esperança Renovada, que será aberto hoje no Palácio Quitandinha, em Petrópolis.

*Aurora Miranda Leão é atriz e jornalista.

Competências Midiáticas são tema de congresso internacional que começa hoje

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Começa hoje em Juiz de Fora o II Congresso Internacional sobre Competências Midiáticas, realização da Faculdade de Comunicação da UFJF.

A abertura está grifada para às 9h desta segunda no Museu de Arte Murilo Mendes. Durante os três dias do congresso, a cidade mineira vai receber pesquisadores, profissionais e estudantes de Comunicação do exterior e de várias cidades do país.

O objetivo é promover o intercâmbio de informações sobre as Competências Midiáticas e os resultados encontrados no projeto conjunto que está sendo desenvolvido pela Rede Alfamed. O congresso terá a presença de palestrantes do Brasil e do exterior.

A programação prevê discussões sobre o panorama atual midiático e os desafios para a popularização deste campo de estudos a fim de promover o desenvolvimento da Competência Midiática no século XXI.

                                        SERVIÇO: 

II Congresso Internacional sobre Competências Midiáticas 
Quando: de 23 a 25 de outubro de 2017 em Juiz de Fora.

Local: FACOM – UFJF

Entrada Franca.

Mais informações:
http://cicom.observatoriodoaudiovisual.com.br/

Dja Marthins e José Araújo: artistas do teatro e da TV que a gente adora !

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Duas figuraças super Queridas: os atores José Araújo e Dja Marthins !

Encontrar com gente que acredita e defende as mesmas coisas é sempre oxigenante ! Por isso, ffoi um presente divino encontrar ja Marthins e José Araújo numa tarde de primavera na lendária Copacabana.

Dja e Zé são artistas de nossa maior estima. Tenho por eles uma Admiração imensa, nascida de minha saudável mania de gostar de histórias. Por isso, a teledramaturgia me acompanha desde criança. E quando os vi atuando com maestria em televisão, interpretando personagens que eles tornaram marcantes, foi aquele arrastão na minha sensibilidade ! De pronto, fui logo tentar descobrir quem eram os dois intérpretes que pegaram uma trama já quase no meio e pareciam integrados à narrativa desde sua gênese. Predicado que só acontece com os vocacionados.

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Dja Marthins, José Araújo e Nathália Dhil em cena da novela Jóia Rara

Dja e Zé faziam um bondoso casal que acolhia a personagem de Nathália Dill na pequena obra-prima chamada Jóia Rara, das queridas autoras Duca Rachid e Thelma Guedes – novela em que Mel Maia foi a protagonista e brilho com todo o esplendor de seu talento ímpar !

A web nos possibilitou a aproximação com Dja e José Araújo. Mas nós já antevíamos que nossa sintonia tinha raízes mais fortes.

Zé e Dja 1 edit

Queridos de muito tempo, eu, Zé e Dja já havíamos combinado encontros mas só naquela sexta, 13 de outubro, isso foi possível. Em nosso feliz encontro, descobrimos até que já nos conhecíamos: eu na plateia deles – em teatros diferentes e com espetáculos grandiosos como Negócios de Estado (direção do saudoso Flávio Rangel) e Praça Onze (belíssimo musical dirigido com a competência de Ernesto Piccolo), e eles, nos palcos, lapidando o talento que conquistou minha emoção através da telinha. 

Zé e Dja 2 - edit

Queridos José Araújo e Dja Marthins: 

Que Maravilhaaa conhecer Vocês, ao vivo e a cores !

Nós edit

 Jornalista Aurora Miranda Leão, José Araújo e Dja Marthins em encontro no Rio…

OBRIGADA pelo carinho, a generosidade, o encontro, a confiança !
Encontrá-los foi um Presente do mais alto Quilate ! 
Um beijo afetuoso e um enorme abraço com meu Aplauso e minha Admiração.

Eu Dja e Zé em Copa edit

Aurora Miranda Leão com o ator/cantor José Araujo e a atriz Dja Marthins: amizade nascida via televisão…

Que Deus nos abençoe e nos faça encontrar muitas e muitas outras vezes para brindar esta velha nova Amizade !

* Atualmente, Dja Marthins integra o elenco do espetáculo Favela, uma comédia musical (direção de Márcio Vieira e texto de Rômulo Rodrigues ) há 5 anos em cartaz no Rio e cidades vizinhas, e José Araújo está em processo de seleção de repertório para show musical que fará no início do próximo ano em Portugal.

Favela com Dja

Dja Marthins integra o super popular musical FAVELA

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José Araújo, que gravou composição de Chico Buarque em seu ótimo CD Duas Ilhas...

 

“No caos, ninguém é cidadão !”

                                                                                             * Aurora Miranda Leão

 

Artistas e Pensadores em defesa da Liberdade de Expressão no Theatro NET RIO…

“A ARTE é o exercício experimental da LIBERDADE”

Com esta frase, de Mário Pedrosa, o ator Michel Melamed deu o tom de seu discurso no evento em defesa da LIBERDADE DE EXPRESSÃO realizado na manhã de terça, 10 de outubro, no Theatro NET Rio, em Copacabana.

Por sua vez, a jornalista Daniela Name afirmou: “Precisamos estourar a bolha no ritmo do AMOR, da generosidade e do compartilhamento. Não podemos admitir que a metáfora continue sendo usada para propagar rótulos !

Bianca Ramoneda e Michel Melamed: defesa contundente da Arte e da  Liberdade de Expressão…

Ando por Copacabana e impressiona-me, cada dia mais, o quadro social que a Princesinha do Mar escancara no cotidiano de suas calçadas, tão abandonadas à própria sorte. O medo e o espanto me acompanham de mãos dadas. No meu entorno, gritam a indignidade, a sede de justiça e a certeza de que o país está sendo expropriado de sua cidadania.

Enquanto caminho perplexa e triste diante do que minha vista alcança, abro o jornal e leio diariamente notícias de políticos apunhalando nossa dignidade, exacerbando de seu direito de ser cretinos, vilipendiando uma imensa multidão que trabalha e vê seu dinheiro escorrer, por entre os dias, muito antes do mês acabar. Em linhas paralelas, artistas e pensadores defendem a LIBERDADE DE EXPRESSÃO, gritam BASTA ! e planejam ações conjuntas para minorar o caos em que afundaram o Brasil.

Os desmandos são muitos, gravíssimos e em todas as direções. Daí o título deste artigo, pinçado da música emblemática de Herbert Vianna, O CALIBRE.

As ruas do Rio de Janeiro, a cidade mais amada do Brasil, estão tomadas pela miséria que assola o país: pedaços de papelão forram as calçadas e o medo da violência implícita convive a céu aberto com as injustiças sociais e a indiferença com a dor alheia. O descaso com a vida humana grita Socorro ante tanto desgoverno.

“Mendigos nos sinais e o espanto está nos olhos de quem vê o grande monstro a se criar”.

De novo, os versos de Herbert Vianna compõem a trilha de minha perplexidade. Eles me assaltam a gramática ao passar e ver mais mais um entre tantos casais que estão a morar pelas ruas da cidade escancarando a violência da fome que teima em dizer Presente !

Enquanto isso, cria-se uma celeuma e propagam-se toda sorte de despautérios contra as expressões artísticas, que são a voz da Liberdade em todos os continentes. Museus são alvo de uma espiral de xingamentos, obras de arte são proibidas e performances condenadas em nome da ‘moral e dos bons costumes’. Segundo as vozes do atraso e da repressão que atuam como cupins a corroer o que os cidadãos brasileiros conseguiram conquistar a tanto custo (pós-ditadura), está em risco – por conta da Arte e da Liberdade de Expressão – a preservação da moral e da família. Mas essa mesma moral, em nome da qual se exerce o preconceito, o racismo, a violência de todos os matizes, dorme (?) desapiedada no edifício ao lado, em seus endereços cada vez mais protegidos por câmaras, muros altos, cadeados e trancas… como se fosse possível prosseguir incólume numa canoa furada.

Num exercício subliminar de cerceamento da livre expressão, evidenciando a astúcia de seus idealizadores para escamotear a corrupção e desmandos abjetos que partem do planalto central, atua-se para desviar a atenção dos crimes hediondos, da corrupção, da obstrução da justiça, e do completo desgoverno ancorado em Brasília via tapetão. Um homem nu – visto por uma criança na companhia da mãe – serve de pretexto para recrudescer toda gama de discursos nazi-fascistas contra a Arte, a liberdade de pensamento, o direito à livre expressão, e a igualdade de condições para todos os gêneros !

Que país é este ?

Crise política e Democracia em discussão na UFJF

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A atual crise política brasileira tem sido tema de diversos debates no universo acadêmico, em busca de uma compreensão maior sobre as dificuldades do momento presente e suas repercussões nos próximos anos. Com objetivos semelhantes, o Núcleo de Estudos sobre Política Local do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFJF (PPGCSO), coordenado pela professora Marta Mendes, e Grupo de Pesquisa Comunicação, Identidade e Cidadania do PPGCOM/UFJF, coordenado pelos professores Luiz Ademir de Oliveira e Paulo Roberto Figueira Leal, promovem, de quarta a sexta desta semana, o Workshop Dilemas da Representação em Tempos de Crise.

O evento será realizado no Anfiteatro II do Instituto de Ciências Humanas (ICH), e terá palestras e apresentações de papers de alunos da UFJF (incluindo do PPGCOM), da UFMG, USP, UNI-BH, UNICAMP e UERJ. As comunicações orais se darão na parte da manhã (9h às 12h) e tarde (14h às 17h).

No primeiro dia do workshop, às 18h, será realizada a mesa de abertura com o tema Dilemas da representação: abordagens sobre a conjuntura política do Brasil em crise, contando com a participação dos professores Afonso Albuquerque (PPGCOM/UFF) e Paulo Roberto Figueira Leal (PPGCOM/UFJF).

O objetivo do workshop é promover uma reflexão sobre as variáveis que estão por trás da atual crise política, envolvendo temas como os limites do modelo tradicional de representação política e a realidade de disputas eleitorais cada vez mais centradas no ambiente comunicacional. Segundo o professor Paulo Roberto, “É fundamental que a universidade debata questões como essas. Em momentos de crise, setores da sociedade passam a descrer da democracia. Isso é muito perigoso, porque supõe existir alguma solução para problemas políticos que venha de fora da política – uma solução autoritária, por exemplo”. Para ele, a academia deve discutir os riscos dessa linha de pensamento.

O professor Paulo Roberto (PPGCOM) destaca também a importância do diálogo entre os programas de pós-graduação  da universidade, fomentando a transdisciplinaridade, como é o caso deste workshop promovido entre o PPGCOM e PGCSO: “É no encontro com os olhares de outras áreas que sofisticamos nosso próprio olhar. A parceria com o núcleo da professora Marta Mendes, do PPGCSO, é muito relevante para a formação de nossos alunos e para o aprofundamento de nossas pesquisas”, ressalta.

UFJF celebra 60 anos de Jornalismo com ERECOM e Jornadas Internas

A Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) sedia, de segunda a quarta-feira, 18 a 20 de setembro, a 15ª edição do Encontro Regional de Comunicação (Erecom).

JORNADAS

Este ano, o ERECOM será realizado em conjunto com a quinta edição das Jornadas Internas do PPGCOM. A coordenadora do evento, Marise Mendes, faz uma avalia positiva:

“Isso é importante porque a gente conseguiu trazer para as Jornadas, que são voltadas para apresentação de trabalhos dos alunos, as palestras e oficinas”. Marise acredita que esse formato contempla tanto os estudantes de jornalismo quanto os do novo curso de Rádio, Tv e Internet.

O Encontro Regional de Comunicação – ERECOM – foi criado em 2003, visando proporcionar um intercâmbio entre os cursos de Comunicação Social da Zona da Mata e Campo das Vertentes, debatendo temas relevantes no âmbito da graduação, da pós-graduação e das práticas profissionais no campo da Comunicação.
Neste ano, quando se comemoram 60 anos do curso de Jornalismo da UFJF, o ERECOM estará completando 15 anos de existência e dividirá essa importante datas com outra grande celebração,:os 10 anos de criação do Programa de Pós-Graduação, através da realização conjunta com as V Jornadas Internas do PPGCOM.

Os alunos de graduação, bem como os do programa de Pós-Graduação vão apresentar suas produções durante os 3 dias: “A gente entende que o Erecom é uma forma especialmente dos nossos alunos de graduação – que muitas vezes têm mais dificuldade de participar do Intercom ou outros eventos – começarem e se incentivar a apresentar trabalhos”.

Além das apresentações, os alunos também poderão participar de oficinas. Algumas das atividades oferecidas são de edição, música e conteúdo, jornalismo gastronômico e publicidade. As inscrições para participar das oficinas vão ser feitas nesta segunda, a partir das 9h, quando será oficialmente aberto o ERECOM 2017.

Beleza nota 10 em Gramado !

Gramado logo

Gramado é encantadora ! Isso, além de não ser novidade, é voz geral !

O que ainda não é tão conhecido assim é a marca que une Salão e Produtos de Beleza num estilo único e especial, o Gramado Professional !

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A linha de produtos especiais, criada a partir de um Centro Técnico de Beleza

Atendimento Gramado Professional especial para o Festival de Gramado…

Jussara München: anfitriã com look especial de pedras preciosas…

Eles formam uma equipe que alia Salão de Beleza, Cafeteria, Espaço para eventos, cosméticos, showroom e cafeteria gourmet ! São produtos que usam a tecnologia das pedras preciosas com produtos exclusivos para deixar qualquer cabelo e rosto Belos, Chics e Elegantes !

Durante o Festival de Cinema, a Gramado Professional estava com uma equipe à disposição dos convidados e homenageados especiais.

Ali, a hostess era Jussara München, que nos atendia sempre com muita delicadeza e atenção. Sorriso full time e uma beleza de dar inveja !

Aurora Miranda Leão e Jussara München no 45o Festival de Gramado…

Na equipe comandada por Jussara, há maquiadoras e o personal hair style Boaz Gomes, cearense mãos-de-ouro, que trabalha com exímia habilidade, rapidez, sensibilidade e deixa a clientela sempre satisfeita !

Boaz Gomes entre Aurora Miranda Leão e Alice Gonzaga…

Falamos assim  porque tivemos a bendita sorte de sermos atendidas por ele. E nosso look desfilou colhendo elogios pela adorável cidade gaúcha.

No Palácio dos Festivais: a equipe Gramado Professional Hair com Alice Gonzaga e Aurora Miranda Leão…

Jussara Munchen e Boaz Gomes com Aurora Miranda Leão…

E um detalhe muito especial: a linha de produtos Gramado Professional tem fórmulas exclusivas e inovadoras, enriquecidas com minerais de pedras preciosas.

Alana Pinheiro cuida do look de Alice Gonzaga…

Alice Gonzaga, homenageada da 45a edição do Festival de Gramado, conferindo o look após embelezamento com profissionais e produtos Gramado Professional…

Betse de Paula, Alice Gonzaga e Aurora Miranda Leão chegam ao Palácio dos Festivais, em Gramado…

Portanto, nós recomendamos a linha de Beleza GRAMADO PROFESSIONAL para você que está em Gramado, ou a você que pensa em visitar a cidade gaúcha:

Não deixe de fazer uma visita ao salão Gramado Professional Hair: com certeza, seu dinheiro será bem empregado e você vai sair de lá muito mais bonito (a) e feliz !

Jussara Munchen e Alice Gonzaga: beleza e estilo em dose dupla !

Betse de Paula, a diretora do filme Desarquivando Alice Gonzaga, também aprovou o look de sua ‘Estrela’ !

Anote aí:

Gramado Professional Cosmetics

RS 235, nº 33230 Bairro Tirol,  Gramado | Rio Grande do Sul

CONTATO: 54-3286.9493

Luiz Melodia: Brasil perde sua voz-veludo

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Minha voz tá quase muda: perdemos Luiz Melodia…

Arranje algum sangue, escreva num pano: 

PÉROLA NEGRA, TE AMO, TE AMO !

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Rasgue a camisa, enxugue meu pranto…

Ele partiu nesta sexta de nordeste ensolaradamente triste. E a tristeza só não é maior porque nosso genial Pérola Negra já vinha sofrendo há tempos. Foram muitos meses  de internação. Sofria Luiz Melodia num leito de hospital enquanto, do lado de cá, nós, seus inúmeros fãs, sofríamos por saber o motivo da voz calada. Nunca porque faltava o amor, ao contrário: com Melodia, tudo era

Palavra figura de espanto, quanto
Na terra tento descansar

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O cantor, compositor e músico carioca Luiz Carlos dos Santos, o Luiz Melodia, morreu, na manhã desta sexta, 4 de agosto, no Rio. Aos 66, o cantor lutava contra um câncer que atacou a medula óssea. Ele morreu na madrugada, por volta das 5h.

A informação foi confirmada ao colunista Mauro Ferreira, do G1, por Renato Piau, guitarrista que tocou com Melodia, após ligação para a família do artista. Melodia chegou a fazer um transplante de medula óssea e resistiu ao procedimento, mas não vinha respondendo bem à quimioterapia.

 
Desde julho do ano passado, o artista tratava uma doença autoimune, e precisava fazer um transplante de medula, o que acabou acontecendo, segundo sua esposa Jane Reis. Segundo boletim médico divulgado na época pela produção do músico, com o início da quimioterapia, houve uma baixa glicêmica e acidez sanguínea. Por isso, o cantor permaneceu internado no CTI. O câncer voltou e o estado de saúde de Melodia se agravou bastante nesta quinta-feira (3).

O último trabalho do cantor, “Zerima”, foi lançado em 2014. Este foi seu décimo terceiro álbum de estúdio com músicas inéditas.

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Sou feito cobra coral/Semente brota em qualquer local…

MELODIA nasceu em 7 de janeiro de 1951 no Morro do São Carlos, no Estácio, região central do Rio. Filho único, começou sua caminhada na música após ver seu pai tocando em casa. O menino Luiz Carlos dos Santos cresceu jogando bola na favela e dançando nas rodas com os músicos da escola de samba Estácio de Sá. Sua ligação afetiva com o berço foi eternizada numa de suas mais belas canções, “Estácio, Holly Estácio”, na qual determinava que “se alguém quer matar-me de amor, que me mate no Estácio”.

*Com informações do jornal O GLOBO.

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No dia em que ouvi CRUEL, meu coração disparou e as lágrimas transbordaram meu coração…

CONFIRA:

Tudo cruel, tudo sistema
Torre babel, falso dilema
É uma dor que não esconde o seu papel
São Carlos, morro, Borel
Eu subo e nunca estou no céu

Tudo João, nada na mesa
Deu no jornal, mãos na cabeça
Um marginal que já não pode mais fugir
Vai reagir
Menino é bom ficar de olho aí

Que tudo é desse mundo
Surpresa também
Espinho é bem mais fundo
Destino também
O amor tá quase mudo
Minha voz também
Cruel é isso tudo

Tudo tão mal, tão sem beleza
Doce de sal, lágrima presa
O que eles falam não se deve nem ouvir
Verbo mentir
Menino é bom ficar de olho aí

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Só queria que todos tivessem comida
Tivessem oportunidade, tivessem guarida
Não precisassem rezar pedindo melhores dias
Reclamando migalhas, vivendo só de agonia      

*Letra de Pra quê, criação de LUIZ  MELODIA

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É, Luiz, se a gente falasse menos, talvez compreendesse mais…

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O céu hoje ganha um swing novo: Luiz Melodia se junta a Tim Maia… e haja festa no ceú !

P A I X Ã O

A paixão é num instante
Quando vê, ela sumiu
Eu te amo, tu me enganas
É primeiro de abril

Mas não sei viver sem seu xodó
Eu, nós dois, uma pessoa só

A paixão é como um raio
Feito porta que se abriu
O mergulho de uma arraia
Projeto ano de dois mil

Ter paixão é bom
Bombom, feito bala de mel
Se você dar corda
Enrola igual carretel

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Foi muito lindo, MELÔ ! Vai com Deus que a gente aqui continuará cantando, eternamente, suas muitas pérolas negras ! Saravá !