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Foco nas principais notícias da área cultural

AMOR DE MÃE: seis razões para ver !

      * Por Aurora Miranda Leão

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A nova novela das 21h, AMOR DE MÃE, que estreia na próxima segunda, 25 de novembro, no horário nobre da TV Globo, pega o telespectador nas primeiras chamadas. 

E algumas razões são basilares para essa sintonia. Vamos apontar 5 delas:

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Adriana Esteves é Patrimônio da Cultura Brasileira ! 

Primeiro: tem Adriana Esteves, a Atriz Top das Tops !

                   * Antes dela, só Fernanda Montenegro !

Segundo: A direção é de José Luiz Villamarim e a autoria textual de Manuela Dias.

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 Villamarim e Manuela Dias à frente de Amor de Mãe

* Quem conhece  teledramaturgia brasileira, sabe que estes dois são garantia de qualidade.

CASÉ

Terceiro: A presença da estupenda Regina Casé, que já polariza todas as atenções nas chamadas de pré-lançamento da novela.

            * Casé tem tanto carisma e domínio do ofício que diz em primeiro plano que é nordestina (mesmo sendo carioca), e a gente embarca de imediato !

BRICHTA

Vladimir Brichta é ator-trunfo em qualquer obra !

Quarto: a temática é feminista, e traz de volta ao horário nobre a riqueza de ator que é Vladimir Brichta, que além de excelente intérprete, ainda estará com fios longos, incrementando ainda mais sua beleza !

IRANDHIR

Quinto: o retorno de Irandhir Santos, colossal ator pernambucano que engrandece qualquer obra, e assume com visual completamente insólito, de cabeça raspada, o que o deixa quase irreconhecível.

NOVE AMOR

AMOR DE MÃE tem fichas poderosas para tornar-se uma grande obra !

Sexto: a música de Raimundo Fagner, FRACASSO, momento sublime de inspiração do conterrâneo, que faz dessa sua mais linda composição, que assim vai estrear na Teledramaturgia e deve ganhar a boca e o coração popular !

 Ajayô !!!

AMOR DE MÃE é DEZ antes mesmo de estrear !

Portanto, segunda, dia 25, às 21h, estaremos ligados na telinha da Globo !

Fique esperto !

*Aurora Miranda Leão é jornalista, mestra em Comunicação, atriz, radialista e editora do #blogauroradecinema.

 

 

 

 

 

 

 

Semana Márcio Guerra de Comunicação será aberta hoje em Juiz de Fora

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Começa esta noite a II Semana de Comunicação Professor Márcio Guerra.

A sessão solene no Plenário da Câmara Municipal está grifada para às 19h com uma mesa de abertura que terá como convidadas as jornalistas Iluska Coutinho e Christina Musse (ambas professoras da Faculdade de Comunicação da UFJF), Érica Salazar, Fernanda Lília e Gilze Bara, ocasião em que serão debatidos os 50 anos do Jornal Nacional. Promovido pela Câmara Municipal de Juiz de Fora, a Semana de Comunicação Márcio Guerra é aberta a todos os interessados. 

Este ano, a programação da Semana Márcio Guerra contará prioritariamente com ex-alunos da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em participações distribuídas entre a UFJF, a Faculdade Estácio de Sá, o Centro de Ensino Superior (CES), Forum de Cultura e Câmara Municipal. Os temas abordados em palestras, painéis e mesas-redondas contemplam diversos aspectos da Comunicação, destacando participações que discutem desde os desafios do jornalismo esportivo até as coberturas políticas realizadas em Brasília na última década. 

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Prof. Dr. Márcio Guerra recebe esta noite homenagem na Câmara Municipal de Juiz de Fora.

Diretor da Imagem Institucional da UFJF,  homenageado da Semana de Comunicação, o Professor Doutor Márcio Guerra diz que a programação foi pensada de modo a evidenciar a Comunicação como um vasto leque  de possibilidades: “Trabalhamos para tentar trazer nesta edição assuntos que não foram abordados ano passado. A programação foi concebida de forma que pudéssemos ter palestras em cada uma das faculdades participantes, além de eventos na Câmara e um no Forum de Cultura.”

Dos mais conhecidos e queridos docentes da Universidade Federal de Juiz de Fora, o professor Márcio Guerra declara que o tributo prestado pela Câmara Municipal e a presença de ex-alunos na Semana de Comunicação são motivos duplos de felicidade: “A emoção de receber este tipo de homenagem é sempre muito grande. Ganhar em vida o reconhecimento de um trabalho tem um sentido bastante ampliado. Normalmente, preocupam-se com homenagens apenas após a morte, então o fato de a Câmara Municipal ter aprovado este projeto ano passado me sensibiliza muito.”

A Semana Márcio Guerra de Comunicação foi instituída pela Lei 13.745/2018, de autoria do vereador Wanderson Castelar (PT).

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Prof. Dr. Márcio Guerra, um dos grandes ícones da Comunicação em Juiz de Fora, dá nome a Semana de Comunicação da cidade mineira.

Saiba mais sobre o Professor MÁRCIO GUERRA

Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o professor Dr. Márcio Guerra é Mestre em Comunicação. Possui Doutorado e pós-Doutorado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É docente e pesquisador do curso de Comunicação Social da UFJF e, há alguns anos responde pela diretoria de Imagem Institucional da UFJF, através do qual realiza um belíssimo trabalho em defesa da Educação, da Cultura Brasileira, das minorias, e contra toda espécie de preconceito.

Márcio Guerra começou a jornada profissional atuando em rádios de Juiz de Fora, como Diário da Tarde e PRB-3, principalmente na área de jornalismo esportivo. Nessa incursão, conviveu e aprendeu com profissionais de destaque, como João Batista de Paula, Mário Helênio, Dirceu Costa Ferreira, Paulo César Magela, entre outros. Também trabalhou e ajudou a consolidar o jornal Tribuna de Minas, além de ter também atuado como repórter da TV Globo. No final da década de 80, ingressou na carreira de professor e então passou a titular do curso de Jornalismo da UFJF.

Grupo elaborou a Carta de Maceió, com posicionamento das assessorias para fortalecimento das universidades públicas e gratuitas (Foto: Raul Mourão/UFJF)

Reeleito em agosto para a presidência do Colégio de Gestores de Comunicação das Universidades Federais (Cogecom), durante encontro realizado em Maceió (AL), o professor Dr. Márcio Guerra é o terceiro diretor do Colégio de Gestores de Comunicação,  criado em 2016 com a missão de assessorar a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), e reúne comunicadores de todo o país.

Sobre o importante papel à frente do COGECOM, diz o Prof. Márcio Guerra:

“Eu acho que o papel de uma universidade pública é estar ao lado da democracia, estar ao lado de uma luta pelos direitos que foram conquistados na Constituição de 1988. Então, quando esses direitos são ameaçados, como nós estamos vendo agora, é importantíssimo discutir quais são as estratégias que nós temos usado, na UFJF. Como estamos enfrentando o conservadorismo e o que há de pior no ser humano, que é o egoísmo, que é a vontade de não ver o outro progredir. Fazemos essa reflexão especialmente com futuros profissionais, que hoje estão se preparando para entrar no mercado de trabalho e precisam ter a consciência aberta para isso”.

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“Papel da Universidade pública é estar ao lado da Democracia”, defende o professor Dr. Márcio Guerra, presidente do Cogecom e titular da FACOM/UFJF.

SERVIÇO

II Semana de Comunicação Prof. Dr. Márcio de Oliveira Guerra

Quando: Segunda-feira, 04 de novembro, às 19h

Onde: Câmara Municipal de Juiz de Fora (Parque Halfeld).

ENTRADA FRANCA.

*Programação vai até sábado, dia 9 de novembro de 2019.

Saiba mais: (32) 3313-4734/4941- Câmara Municipal de Juiz de Fora

Confira a programação.

Wisnik, Jô Soares, Fernanda Young e Lula entre os finalistas do Prêmio Jabuti

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Fernanda Young, a transgressora multiartista, tem livro indicado ao Jabuti.

O 61 º Prêmio Jabuti –  o mais abrangente prêmio do mercado editorial -, já tem seus finalistas: serão premiados trabalhos em 19 categorias, divididas nos eixos Literatura, Ensaios, Livro e Inovação.

Entre os finalistas, autores de extensa produção, artística e literária, como José Miguel Wisnik, Jô Soares, Cristovão Tezza, Luciana Facchini, e a saudosa Fernanda Young (escritora, atriz, roteirista) que morreu em agosto, cujo “Pós-F: Para Além do Masculino e do Feminino” concorre na categoria crônica, e Elvira Vigna, com seu livro de conto póstumo “Kafkianas”. E ainda: Marcelino Freire, Geovani Martins, André de Leones, Emilio Fraia, Lucia Hiratsuka (em infantil e em juvenil), Tiago Ferro, Ana Paula Maia e Juliana Leite, e também o ex-Presidente LULA, que concorre na categoria livro publicado no exterior com “A verdade vencerá”, da Boitempo Editorial.

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José Miguel Wisnik e seu “Drummond e a mineração” rumo ao Jabuti 

O Jabuti recebeu este ano 2.103 inscrições. Ano passado, foram inscritas 1.963 obras, um número 15% mais baixo do que o registrado em 2017 (2.346), segundo a Câmara Brasileira do Livro Vale lembrar que entre 2017 e 2018 o número de categorias caiu de 29 para 18.

Até 2017, o Jabuti anunciava a lista de vencedores, em vez da lista de finalistas. E, no dia da premiação, eram conhecidos apenas os vencedores das categorias Livro do Ano de Ficção e Livro do Ano de Não Ficção. Isso mudou ano passado quando uma lista de finalistas foi divulgada antes e o vencedor de cada categoria foi conhecido durante a cerimônia de premiação, que teve um único ganhador do Livro do Ano (independentemente se de ficção ou não ficção) – o poeta cearense Mailson Furtado.

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Jô Soares concorre ao Jabuti 2019 com sua autobiografia desautorizada…

A mudança deste ano: os organizadores anunciaram nova lista de finalistas, com 5 nomes em cada categoria. E, novamente, os vencedores de cada uma delas, que vão receber R$ 5 mil e a estatueta, além do ganhador do Livro do Ano, que receberá R$ 100 mil. A divulgação dos ganhadores do JABUTI 2019 está marcada para a cerimônia oficial do próximo dia 28 de novembro, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo.

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A escritora Conceição Evaristo é a grande Homenageada do JABUTI

Sob a curadoria do editor Pedro Almeida, o Jabuti 2019 presta homenagem à escritora Conceição Evaristo, escolhida Personalidade Literária do ano. O conselho curador é formado por Mariana Mendes, Camile Mendrot, Cassius Medauar e Marcos Marcionilo.

Confira os finalistas das 19 categorias do Prêmio Jabuti 2019:

Eixo Literatura

Conto

– Título: Alguns humanos | Autor(a): Gustavo Pacheco | Editora(s): Tinta-da-china Brasil

– Título: Bagageiro | Autor(a): Marcelino Freire | Editora(s): José Olympio

– Título: Das pequenas corrupções cotidianas que nos levam à barbárie e outros contos | Autor(a): Rodrigo Novaes de Almeida | Editora(s): Editora Patuá

– Título: Kafkianas | Autor(a): Elvira Vigna | Editora(s): Todavia

– Título: Nequice lapso na função supressora | Autor(a): Camila Passatuto | Editora(s): Editora Penalux

– Título: O sol na cabeça | Autor(a): Geovani Martins | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: Os animais domésticos e outras receitas | Autor(a): Luana Cnhaiderman | Editora(s): Editora Perspectiva

– Título: Reserva natural | Autor(a): Rodrigo Lacerda | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: Sebastopol | Autor(a): Emilio Fraia | Editora(s): Alfaguara / Companhia das Letras

– Título: Um beijo por mês | Autor(a): Vilma Arêas | Editora(s): Luna Parque

Crônica

– Título: A arte de querer bem | Autor(a): Ruy Castro | Editora(s): Estação Brasil

– Título: A Invenção dos Subúrbios | Autor(a): Daniel Francoy | Editora(s): Edições Jabuticaba

– Título: A rua do tempo: uma escrita fora do mapa | Autor(a): Eduardo Carvalho | Editora(s): Editora Jaguatirica

– Título: A vida pela bola | Autor(a): Luiz Guilherme Piva | Editora(s): Editora Iluminuras

– Título: O que eu tô fazendo da minha vida? | Autor(a): Daniel Bovolento | Editora(s): Editora Planeta

– Título: Onde se amarra a terra vermelha | Autor(a): Marco Aurélio Cremasco | Editora(s): Nave Editora

– Título: Perambule | Autor(a): Fabrício Corsaletti | Editora(s): Editora 34

– Título: Pós-F: para além do masculino e do feminino | Autor(a): Fernanda Young | Editora(s): LeYa

– Título: Refúgio no sábado | Autor(a): Míriam Leitão | Editora(s): Intrínseca

– Título: Velhos são os outros | Autor(a): Andréa Pachá | Editora(s): Intrínseca

Histórias em Quadrinhos

– Título: Ânsia eterna | Autor(a): Verônica Berta | Editora(s): SESI-SP Editora

– Título: Bendita cura – Volume 1 | Autor(a): Mário César | Editora(s): EntreQuadros

– Título: Cangaço overdrive | Autor(a): Zé Wellington, Walter Geovani | Editora(s): Draco

– Título: Eles estão por aí | Autor(a): Bianca Pinheiro, Greg Stella | Editora(s): Todavia

– Título: Graphic MSP – Jeremias: Pele | Autor(a): Rafael Calça, Jefferson Costa | Editora(s): Panini, Mauricio de Sousa

– Título: O idiota: o clássico de Fiódor Dostoiévski em quadrinhos | Autor(a): André Diniz | Editora(s): Quadrinhos na Cia / Companhia das Letras

– Título: Quem matou o Caixeta? | Autor(a): Rainer Petter | Editora(s): Editora Avec

– Título: Raul | Autor(a): Alexandre De Maio | Editora(s): Editora Elefante

– Título: Saudade | Autor(a): Melissa Garabeli, Phellip William | Editora(s): Autor Independente

– Título: Todos os Santos | Autor(a): Marcello Quintanilha | Editora(s): Veneta

Infantil

– Título: A Avó Amarela | Autor(a): Júlia Medeiros, Elisa Carareto | Editora(s): ÔZé Editora

– Título: Casa de passarinho | Autor(a): Ana Rosa Costa, Odilon Moraes | Editora(s): Editora Positivo

– Título: Chão de peixes | Autor(a): Lúcia Hiratsuka | Editora(s): Pequena Zahar

– Título: Donana e Titonho | Autor(a): Ninfa Parreiras | Editora(s): Paulinas

– Título: Enreduana | Autor(a): Mariana Massarani | Editora(s): Companhia das Letrinhas / Companhia das Letras

– Título: Minha família Enauenê | Autor(a): Maria Rita Valadão Carelli | Editora(s): FTD Educação

– Título: O galo gago | Autor(a): Antonio Carlos Secchin | Editora(s): Editora Rocco

– Título: Olavo | Autor(a): Odilon Moraes | Editora(s): Jujuba Editora

– Título: Papo reto e papo curvo | Autor(a): João Luiz Guimarães, Rosinha Bezerra | Editora(s): Editora do Brasil

– Título: Segredos de uma vida no museu | Autor(a): Ana Rapha Nunes | Editora(s): Editora InVerso

Juvenil

– Título: 80 degraus | Autor(a): Luís Dill | Editora(s): Palavras Projetos Editoriais

– Título: A coisa brutamontes | Autor(a): Renata Penzani | Editora(s): Companhia Editora de Pernambuco

– Título: A grande assembleia dos bichos pestilentos e peçonhentos | Autor(a): Ivan Jaf | Editora(s): Trioleca Casa Editorial

– Título: Antonino Peregrino | Autor(a): Osvaldo Costa Martins | Editora(s): Autor Independente

– Título: As novas aventuras de Guaracy | Autor(a): Paulo Virgilio D’Auria | Editora(s): Autor Independente

– Título: Clarice | Autor(a): Roger Mello | Editora(s): Global Editora

– Título: Histórias guardadas pelo rio | Autor(a): Lúcia Hiratsuka | Editora(s): Edições SM

– Título: Horas Mortas | Autor(a): Antônio Schimeneck | Editora(s): Ama Livros

– Título: O Cão e o Curumin | Autor(a): Cristino Wapichana | Editora(s): Editora Melhoramentos

– Título: O dia em que a minha vida mudou por causa de um pneu furado em Santa Rita do Passa Quatro | Autor(a): Keka Reis | Editora(s): Seguinte / Companhia das Letras

Poesia

– Título: Aquenda: o amor às vezes é isso | Autor(a): Luna Vitrolira | Editora(s): Livre

– Título: Carvão : : capim | Autor(a): Guilherme Gontijo Flores | Editora(s): Editora 34

– Título: Enclave | Autor(a): Marcelo Labes | Editora(s): Editora Patuá

– Título: Fundo Falso | Autor(a): Mônica de Aquino | Editora(s): Relicário Edições

– Título: Graphophobia | Autor(a): Glauco Mattoso | Editora(s): Editora Patuá

– Título: Lua na jaula | Autor(a): Ledusha Spinardi | Editora(s): Todavia

– Título: Nenhum mistério | Autor(a): Paulo Henriques Britto | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: Nuvens | Autor(a): Hilda Machado | Editora(s): Editora 34

– Título: Os postais catastróficos | Autor(a): Ismar Tirelli Neto | Editora(s): 7Letras

– Título: um corpo negro | Autor(a): Lubi Prates | Editora(s): nosotros, editorial

Romance

– Título: A biblioteca elementar | Autor(a): Alberto Mussa | Editora(s): Record

– Título: A tirania do amor | Autor(a): Cristovão Tezza | Editora(s): Todavia

– Título: Cloro | Autor(a): Alexandre Vidal Porto | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: Enterre seus mortos | Autor(a): Ana Paula Maia | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: Entre as mãos | Autor(a): Juliana Leite | Editora(s): Record

– Título: Eufrates | Autor(a): André de Leones | Editora(s): José Olympio

– Título: Manual da demissão | Autor(a): Julia Wähmann | Editora(s): Record

– Título: Mauricéa | Autor(a): Adrienne Myrtes | Editora(s): Selo Demônio negro

– Título: Nunca houve um castelo | Autor(a): Martha Batalha | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: O pai da menina morta | Autor(a): Tiago Ferro | Editora(s): Todavia

Eixo Ensaios

Artes

– Título: A fotografia como escrita pessoal: Alair Gomes e a melancolia do corpo – outro | Autor(a): Alexandre Santos | Editora(s): Editora da UFRGS

– Título: Arte popular brasileira: olhares contemporâneos | Autor(a): Vilma Eid (org.), Germana Monte-Mór (org.) | Editora(s): Editora WMF Martins Fontes, Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro

– Título: Coleção Fundação Edson Queiroz | Autor(a): Aracy A Amaral, Regina Teixeira de Barros | Editora(s): Edições Pinakotheke

– Título: Cultura visual: imagens na modernidade | Autor(a): Erika Zerwes, Iara Lis Schiavinatto | Editora(s): Cortez Editora

– Título: Espaço em obra: cidade, arte, arquitetura | Autor(a): Guilherme Wisnik, Julio Mariutti | Editora(s): Edições Sesc São Paulo

– Título: Histórias afro-atlânticas: [vol. 1] catálogo | Autor(a): Adriano Pedrosa, Lilia Moritz Schwarcz, Tomás Toledo, Ayrson Heráclito, Hélio Menezes | Editora(s): MASP, Instituto Tomie Ohtake

– Título: Nova história do cinema brasileiro, volumes 1 e 2 | Autor(a): Fernão Pessoa Ramos, Sheila Schvarzman | Editora(s): Edições Sesc São Paulo

– Título: Patrimônio colonial latino – americano: urbanismo, arquitetura, arte sacra | Autor(a): Percival Tirapeli | Editora(s): Edições Sesc São Paulo

– Título: Projetos culturais e de ensino das artes visuais em diferentes contextos | Autor(a): Leonardo Mèrcher | Editora(s): InterSaberes

– Título: TPN – teatro popular do Nordeste: o palco e o mundo de Hermilo Borba Filho | Autor(a): Luís Reis | Editora(s): Cepe Editora

Biografia, Documentário e Reportagem

– Título: A guerra: a ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil | Autor(a): Bruno Paes Manso, Camila Nunes Dias | Editora(s): Todavia

– Título: À sombra dos viadutos em flor | Autor(a): Cadão Volpato | Editora(s): SESI-SP Editora

– Título: Borboletas e Lobisomens | Autor(a): Hugo Studart | Editora(s): Francisco Alves Editora

– Título: Carolina: uma biografia | Autor(a): Tom Farias | Editora(s): Malê

– Título: Jorge Amado: uma biografia | Autor(a): Joselia Aguiar | Editora(s): Todavia

– Título: O livro de Jô: uma autobiografia desautorizada – volume 2 | Autor(a): Jô Soares, Matinas Suzuki Jr. | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: O Tiradentes: uma biografia de Joaquim José da Silva Xavier | Autor(a): Lucas Figueiredo | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: Paletó e eu: memórias de meu pai indígena | Autor(a): Aparecida Vilaça | Editora(s): Todavia

– Título: Povo xambá resiste: 80 anos da repressão aos terreiros em Pernambuco | Autor(a): Marileide Alves | Editora(s): Cepe Editora

– Título: Wander Piroli: uma manada de búfalos dentro do peito | Autor(a): Fabrício Marques | Editora(s): Conceito Editorial

Ciências

– Título: A caminho de Marte: a incrível jornada de um cientista brasileiro até a NASA | Autor(a): Ivair Gontijo | Editora(s): Editora Sextante

– Título: Ciência e pseudociência: por que acreditamos apenas naquilo em que queremos acreditar | Autor(a): Ronaldo Pilati | Editora(s): Editora Contexto

– Título: Ciência para educação: uma ponte entre dois mundos | Autor(a): Augusto Buchweitz, Mailce Borges Mota, Roberto Lent | Editora(s): Editora Atheneu

– Título: Geofísica: uma breve introdução | Autor(a): Fernando Brenha Ribeiro, Eder Cassola Molina | Editora(s): Edusp

– Título: Hipnotizados: o que os nossos filhos fazem na internet e o que a internet faz com eles | Autor(a): Brenda Fucuta | Editora(s): Objetiva / Companhia das Letras

– Título: Inteligência artificial aplicada: uma abordagem introdutória | Autor(a): Luciano Frontino de Medeiros | Editora(s): InterSaberes

– Título: Plasticidade cerebral e aprendizagem: abordagem multidisciplinar | Autor(a): Newra Tellechea Rotta, Cesar Augusto Nunes Bridi Filho, Fabiane Romano de Souza Bridi | Editora(s): Artmed

– Título: Remanescentes da Mata Atlântica: a floresta original e suas grandes árvores | Autor(a): Ricardo Cardim | Editora(s): Editora Olhares

– Título: Transexualidade: o corpo entre o sujeito e a ciência | Autor(a): Marco Antonio Coutinho Jorge, Natália Pereira Travassos | Editora(s): Zahar

– Título: Zoogeografia do Brasil: a fauna, a paisagem e as organizações espaciais | Autor(a): Roberto Marques Neto | Editora(s): CRV

Economia Criativa

– Título: (Re)pensando a economia criativa: desenvolturas empreendedoras no Brasil e em Portugal | Autor(a): Israel Jorge | Editora(s): Sebrae

– Título: 101 dias com ações mais sustentáveis para mudar o mundo | Autor(a): Marcus Nakagawa | Editora(s): Editora Labrador

– Título: Empreendedorismo social e inovação social no contexto brasileiro | Autor(a): James Marins, Mari Regina Anastacio, Paulo R. A. Cruz Filho | Editora(s): Pucpress

– Título: LYdereZ | Autor(a): Pedro Salomão | Editora(s): Best Business

– Título: Mude ou morra: tudo que você precisa saber para fazer crescer seu negócio e sua carreira na nova economia | Autor(a): Renato Mendes, Roni Cunha Bueno | Editora(s): Editora Planeta

– Título: Porque criei a Gastronomia Periférica | Autor(a): Edson Leite | Editora(s): Editora Inova

– Título: Sociedade.com: Como as tecnologias digitais afetam quem somos e como vivemos | Autor(a): Abel Reis | Editora(s): Arquipélago Editorial

– Título: Uma vida sem lixo: guia para reduzir o desperdício na sua casa e simplificar a vida | Autor(a): Cristal Muniz | Editora(s): Alaúde

– Título: Viva o fim: almanaque de um novo mundo | Autor(a): André Carvalhal | Editora(s): Paralela / Companhia das Letras

– Título: Você, eu e os robôs: pequeno manual do mundo digital | Autor(a): Martha Gabriel | Editora(s): GEN | Atlas

Humanidades

– Título: Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos | Autor(a): Lilia Moritz Schwarcz (org.), Flávio Gomes (org.) | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: Direitos territoriais indígenas: uma interpretação intercultural | Autor(a): Julio José Araujo Junior | Editora(s): Editora Processo

– Título: História, dialética e diálogo com as ciências: a gênese de formação do Brasil contemporâneo, de Caio Prado Jr. (1933-1942) | Autor(a): Paulo Teixeira Lumatti | Editora(s): Editora Intermeios

– Título: Maquinação do mundo: Drummond e a mineração | Autor(a): José Miguel Wisnik | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: O lulismo em crise : um quebra-cabeça do período Dilma (2011-2016) | Autor(a): André Singer | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: Presidencialismo de coalizão: raízes e evolução do modelo político brasileiro | Autor(a): Sérgio Abranches | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: Ser republicano no Brasil colônia: a história de uma tradição esquecida | Autor(a): Heloisa M. Starling | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: Sonhos da periferia: inteligência argentina e mecenato privado | Autor(a): Sergio Miceli | Editora(s): Todavia

– Título: Uma história da desigualdade: a concentração de renda entre os ricos no Brasil 1926 – 2013 | Autor(a): Pedro H. G. Ferreira de Souza | Editora(s): Hucitec Editora

– Título: Valsa Brasileira: do boom ao caos econômico | Autor(a): Laura Carvalho | Editora(s): Todavia

Eixo Livro

Capa

– Título: James Joyce – um retrato do artista quando jovem e Epifanias | Capista: Diogo Droschi | Editora(s): Autêntica

– Título: Letizia Battaglia: Palermo | Capista: Luciana Facchini | Editora(s): IMS

– Título: Meu nome não é Pixote: o jovem transgressor no cinema brasileiro | Capista: Luciana Facchini | Editora(s): Edições Sesc São Paulo

– Título: O galo de ouro | Capista: Leonardo Iaccarino | Editora(s): José Olympio

– Título: O quarto de Giovanni | Capista: Daniel Trench | Editora(s): Companhia das Letras

– Título: Omar | Capista: Paulo Schmidt | Editora(s): Autor Independente

– Título: Revela-te, Chico: uma fotobiografia | Capista: Augusto Lins Soares | Editora(s): Bem-te-vi Produções Literárias

– Título: Sapientia: uma arqueologia de saberes esquecidos | Capista: Tereza Bettinardi | Editora(s): Edições Sesc São Paulo

– Título: Também os brancos sabem dançar: um romance musical | Capista: Pedro Inoue | Editora(s): Todavia

– Título: Um cara qualquer | Capista: Francisco Martins | Editora(s): Primavera Editorial

Ilustração

– Título: Beija-flores do Brasil | Ilustrador(a): Eduardo Parentoni Brettas | Editora(s): Marte

– Título: Chão de peixes | Ilustrador(a): Lúcia Hiratsuka | Editora(s): Pequena Zahar

– Título: Dois meninos de Kakuma | Ilustrador(a): Marie Ange Bordas | Editora(s): Pulo do Gato

– Título: Donana e Titonho | Ilustrador(a): André Neves | Editora(s): Paulinas

– Título: Enreduana | Ilustrador(a): Mariana Massarani | Editora(s): Companhia das Letrinhas / Companhia das Letras

– Título: Manu e Mila | Ilustrador(a): André Neves | Editora(s): Brinque-Book

– Título: Nem filho educa pai | Ilustrador(a): Odilon Moraes | Editora(s): SESI-SP Editora

– Título: Olavo | Ilustrador(a): Odilon Moraes | Editora(s): Jujuba Editora

– Título: Se eu abrir esta porta agora… | Ilustrador(a): Alexandre Rampazo | Editora(s): SESI-SP EDITORA

– Título: Se os tubarões fossem homens | Ilustrador(a): Nelson Cruz | Editora(s): Edições Olho de Vidro

Impressão

– Título: 70 anos da gráfica da UFRGS: (entre memórias e artes da impressão) | Responsável: Helena Araújo Rodrigues Kanaan, Michele Bandeira, Thaís Aragão | Editora(s): Editora da UFRGS

– Título: A técnica do livro segundo São Jerônimo | Responsável: Gustavo Marinho de Carvalho | Editora(s): Imprensa oficial / Editora UNESP

– Título: Bel Lobo e Bob Neri: vida é obra | Responsável: Ipsis Gráfica | Editora(s): Bazar do Tempo

– Título: Bill Viola | Responsável: Adelcio Alberto Canolla | Editora(s): Edições Sesc São Paulo

– Título: Clementina Duarte 50 anos de arte e design | Responsável: Julio Gonçalves | Editora(s): Cepe Editora

– Título: Fernanda Montenegro: itinerário fotobiográfico | Responsável: Ipsis Gráfica e Editora | Editora(s): Edições Sesc São Paulo

– Título: Francisco João de Azevedo e a invenção da máquina de escrever | Responsável: Rodrigo Moura Visoni | Editora(s): Tamanduá

– Título: Iole de Freitas : Corpo / Espaço : body / space | Responsável: Ipsis Gráfica e Editora | Editora(s): Editora Cobogó

– Título: Roberto Landell de Moura, o precursor do rádio | Responsável: Rodrigo Moura Visoni | Editora(s): Tamanduá

– Título: Um livro pra gente morar | Responsável: Gráfica e Editora Posigraf | Editora(s): Editora Positivo

Projeto Gráfico

– Título: Almanaque brasilidades: um inventário do Brasil popular | Responsável: Lauro Machado | Editora(s): Bazar do Tempo

– Título: Beatriz Milhazes: colagens | Responsável: Flávia Castanheira | Editora(s): Editora Cobogó

– Título: Caminhos e legados: o sucesso dos irmãos Nishimura na construção de uma empresa familiar exemplar. | Responsável: Roberto Spinoso Prado | Editora(s): Vila Poente

– Título: Clarice | Responsável: Felipe Cavalcante | Editora(s): Global Editora

– Título: Claudia Andujar: a luta Yanomami | Responsável: Elisa von Randow, Julia Massagão | Editora(s): IMS

– Título: Cordão | Responsável: Luciana Calheiros | Editora(s): Zoludesign

– Título: Histórias afro-atlânticas: [vol. 1] catálogo | Responsável: Raul Loureiro | Editora(s): MASP, Instituto Tomie Ohtake

– Título: O Brasil na rota da China | Responsável: Victor Burton | Editora(s): Artepadilla

– Título: Revela-te, Chico: uma fotobiografia | Responsável: Augusto Lins Soares | Editora(s): Bem-te-vi Produções Literárias

– Título: Teatro da Vertigem | Responsável: Luciana Facchini | Editora(s): Editora Cobogó

Tradução

– Título: Almas mortas | Tradutor(a): Rubens Figueiredo | Editora(s): Editora 34

– Título: Enéadas: quinta Enéada | Tradutor(a): José R. Seabra Filho, Juvino A. Maia Junior | Editora(s): Edições Nova Acrópole

– Título: Júlio César | Tradutor(a): José Francisco Botelho | Editora(s): Penguin / Companhia das Letras

– Título: Lições de ética | Tradutor(a): Bruno Leonardo Cunha, Charles Feldhaus | Editora(s): Editora da Unesp

– Título: Morrer sozinho em Berlim | Tradutor(a): Claudia Abeling | Editora(s): Editora Estação Liberdade

– Título: O conto dos Contos: Pentameron ou o Entretenimento dos Pequeninos | Tradutor(a): Francisco Degani | Editora(s): Nova Alexandria

– Título: Só para maiores de cem anos: antologia (anti)poética | Tradutor(a): Cide Piquet, Joana Barossi | Editora(s): Editora 34

– Título: Sobre a arte poética | Tradutor(a): Antônio Campos, Antônio Mattoso | Editora(s): Autêntica Editora

– Título: Sobre isto | Tradutor(a): Leticia Mei | Editora(s): Editora 34

– Título: Tiestes | Tradutor(a): José Eduardo dos Santos Lohner | Editora(s): UFPR

Eixo Inovação

Fomento à Leitura

– Título: 3º Semana Senac de leitura | Responsável: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Senac | Editora(s): Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Senac

– Título: Caixa de cultura | Responsável: Rosana | Editora(s): Serviço Social da Indústria – SESI-SP

– Título: Domínio ao público | Responsável: Ricardo | Editora(s): Instituto Mojo

– Título: Leia para uma criança | Responsável: Dianne Cristine | Editora(s): Itaú Social

– Título: Ler antes de morrer (Canal no YouTube) | Responsável: Isabella | Editora(s): Ler antes de morrer

– Título: Pegaí leitura grátis | Responsável: Idomar | Editora(s): Instituto Pegai Leitura Grátis

– Título: Poesia contra a violência | Responsável: Sérgio | Editora(s): Pensamentos Vadios

– Título: Projeto BiblioSesc | Responsável: Sesc São Paulo | Editora(s): Edições Sesc SP

– Título: Rede LiteraSampa | Responsável: Mara Esteves | Editora(s): Mara Esteves Costa

– Título: Sarau do Binho e suas ações de incentivo à leitura | Responsável: Suzi | Editora(s): Suzi de Aguiar Soares

Livro Brasileiro Publicado no Exterior

– Título: A resistência | Autor(a): Julián Fuks | Editora(s): Companhia das Letras, Charco Press

– Título: A verdade vencerá | Autor(a): Luiz Inácio Lula da Silva | Editora(s): Boitempo Editorial, El Viejo Topo

– Título: Brasil: Uma biografia | Autor(a): Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling | Editora(s): Companhia das Letras, Penguin Random House UK/Allen Lane

– Título: Gente de cor, cor de gente | Autor(a): Mauricio Negro | Editora(s): Editora FTD S.A, Little Island Books Limited

– Título: Meia-noite e vinte | Autor(a): Daniel Galera | Editora(s): Companhia das Letras, Suhrkamp Verlag

– Título: Meu Pé de Laranja Lima | Autor(a): José Mauro de Vasconcelos | Editora(s): Editora Melhoramentos , Pushkin Press

– Título: Simpatia pelo demônio | Autor(a): Bernardo Carvalho | Editora(s): Companhia das Letras, Éditions Métailié

– Título: Terapia financeira: realize seus sonhos com educação financeira | Autor(a): Reinaldo Domingos | Editora(s): Editora DSOP, Porto Editora.

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Mailson Furtado: poeta cearense é primeiro autor independente a vencer o Prêmio Jabuti em 60 anos de história da importante honraria !

 

Imaginário, Jornalismo e Memória motivam seminário da Rede JIM

Seminário JIM
Mais um seminário da RedeJIM aconteceu sexta passada, 18 de outubro, no Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS) da Universidade Federal Fluminense, em Niterói.
O IV Seminário da Rede JIM foi aberto com saudação da professora Denise Tavares aos participantes, seguindo-se o prof Dr. Juremir Machado da Silva apresentando o resumo do artigo “Por uma análise discursiva dos imaginários de 1969″.
O IV Seminário promovido pela JIM teve como tema 1969 a 1970 – Janelas do Tempo” e reuniu diversos pesquisadores durante toda a sexta-feira na UFF de Niterói para apresentar as pesquisas em andamento por professores e estudantes da pós-graduação, intercambiar experiências, trocar ideias, debater procedimentos metodológicos, e prospectar novos encontros, projetos e ações.
Diversos grupos de pesquisa integram a Rede JIM, que ano passado lançou o livro “1968: de maio a dezembro – Jornalismo, Imaginário e Memória”, organizado pelos professores Álvaro Nunes Larangeira, Christina Ferraz Musse e Juremir Machado da Silva.
Para saber mais sobre Imaginário, confira a definição do professor Juremir Machado:

“Todo o Imaginário é real e todo o real é Imaginário. Todo o Imaginário é real significa que não existem Imaginários que não sejam partes de uma realidade, de uma história, de um acontecimento, de uma vida. Nesse sentido, todo Imaginário é uma realidade, todo Imaginário é concreto. É mais ou menos como a gente imaginar a famosa oposição entre o real e o virtual. O virtual faz parte do real? O virtual e o real não se opõem? O virtual não é outra coisa. Não é porque está lá dentro do computador, que não é real. Mesmo se a gente arrancar o computador, quebrar todo e examiná-lo, não vai existir nada lá dentro, mas é real de toda a maneira. O imaginário também. Quando a gente pensa num unicórnio. Vocês já viram um unicórnio ou um centauro? Não existem, mas existem. Todo mundo sabe o que são e não têm dúvida nenhuma. Eu falo um centauro e está todo mundo imaginando um centauro. Eu falo um unicórnio e está todo mundo imaginando um unicórnio. Ninguém viu um unicórnio, ninguém tocou em um, mas ele existe. Nem tudo que existe concretamente é palpável. Nem tudo que existe precisa ser uma mesa ou um copo, mas não deixa de existir. Ninguém duvida que uma ficção exista e uma ficção é uma ficção, logo em princípio ela é o oposto de uma realidade, mas ela existe. Existe como uma realidade, e o Imaginário também. E, ao mesmo tempo, todo real é Imaginário, porque o real não é alguma coisa dada de uma vez por todas, cem por cento incontestável. O real é uma construção que depende do olhar de cada um de nós.” (MACHADO, 2003).

A Rede JIM é formada pelos grupos de pesquisa (GP) JOR XXI, da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP); Tecnologias do Imaginário, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS); e Comunicação, Cidade e Memória, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A novidade do Seminário Janelas do Tempo foi a inclusão de mais quatro grupos na JIM: Núcleo de Estudos e Experimentações do Audiovisual e Multimídia (Multis), da Universidade Federal Fluminense (UFF); Imaginário e Cotidiano, da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul); Memórias, Afetos e Redes Convergentes, também da Unisul; e Narrativas Midiáticas e Dialogias, também da UFJF.
O dia foi bastante intenso com mais de 15 pesquisas apresentadas, as quais serão reunidas num novo livro da Rede JIM, a ser lançado no primeiro semestre de 2020.
Para você conferir no post, algumas fotos do Seminário 1969 a 1970 – Janelas do Tempo e nosso depoimento sobre a honra de conhecer de perto o professor e jornalista Juremir Machado da Silva.
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O professor Juremir Machado da Silva e as “tecnologias do Imaginário”.
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Profa. Cláudia Thomé (UFJF) e Prof Marco Reis (UNESA) apresentam o grupo Narrativas Midiáticas e Dialogias.
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Abertura do IV Seminário da Rede JIM reuniu pesquisadores de vários estados na UFF.
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A profa. Dra. Christina Musse apresenta pesquisa sobre 50 anos do Jornal Nacional.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas em pé
Os coordenadores dos grupos de pesquisa: Cláudia Thomé, Christina Musse, Renata Rezende, Denise Tavares, Álvaro Larangeira, Juremir Machado e Marco Reis.
REDE JIM
Os participantes da Rede JIM, pesquisadores do Imaginário, do Jornalismo e da Memória.
JUREMIR e eu - Cópia

Christina Musse lança novo livro com reflexão sobre Comunicação

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Comunicação e Universidade – reflexões críticas é o livro que acaba de ser lançado em Juiz de Fora com organização da jornalista, pesquisadora e Profa. Doutora Christina Musse.

Christina Musse tem uma bagagem invejável e tem inúmeros livros publicados, como autora ou organizadora, e ainda integra coletâneas e atua intensamente na seara acadêmica, seja participando de eventos da área da Comunicação, organizando seminários e simpósios em Universidades, além de orientar estudantes de Mestrado e Doutorado na UFJF.

O livro “Comunicação e Universidade: reflexões críticas” traz o selo da editora Appris e foi lançado no último dia 15 de agosto no Centro de Conservação da Memória (CECOM) da Universidade Federal de Juiz de Fora. Segundo Christina Musse, “é um livro escrito por muitas mãos, e, mais do que nunca, necessário para a reflexão da importância da Universidade na constituição de um país livre e democrático.”

“Comunicação e Universidade: reflexões críticas” começa traçando um histórico da universidade pública no Brasil e os desafios de se realizar uma comunicação nas instituições, objetivando criar uma imagem positiva da instituição para o maior público possível. Esta análise é feita por meio de artigos e texto de pesquisadores da área.

A segunda parte do livro apresenta um histórico da formação e a criação de uma secretaria responsável pela Comunicação da UFJF, e também reúne relatos dos profissionais da área da Comunicação que trabalham ou já trabalharam na Diretoria de Imagem Institucional, sobre os trabalhos realizados e suas experiências bem sucedidas.

“Falar sobre universidade é algo extremamente necessário. A ideia do livro foi de fazer uma reflexão sobre o porquê de a Comunicação ser importante para sedimentar junto aos vários públicos uma imagem positiva e de pertencimento da comunidade em relação à universidade. O livro traz colaboração de pesquisadores que tem textos muito bons para essa reflexão.Também têm um pouco de história e o processo comunicacional da nossa Universidade”, afirma a professora Christina Musse.

O LIVRO

“Comunicação e Universidade: reflexões críticas” inova ao reunir o pensamento teórico de atuantes pesquisadores do campo, como José Marques de Melo, Carlos Chaparro e Margarida Kunsch.

A organizadora Christina Musse destaca a participação do saudoso acadêmico José Marques de Melo, um dos mais respeitados nomes da Comunicação e cita trecho dele: “A universidade assumiu,durante muito tempo,o perfil de gueto intelectual isolada do mundo a que pertencia[…] Felizmente, o panorama hoje é completamente distinto. As nossas universidades estão convencidas de que a sua subsistência institucional depende de recursos externos.” 

A obra traz também a contribuição crítica dos professores Eduardo Magrone e Antônio Hohlfeldt, como também a experiência prática, resultado do trabalho de planejamento e gestão de ações de comunicação, realizado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais.

A primeira parte, “Pensar a Comunicação e a Universidade”, apresenta importantes referenciais teóricos para o entendimento crítico da Comunicação na Universidade. Os artigos de Ângelo Ésther, Eugênia Barichello, Márcio Simeone Henriques, Wilson Bueno e Boanerges Lopes incorporam novas reflexões sobre a instituição no ambiente complexo da contemporaneidade.

A segunda parte, “Retratos da Comunicação na UFJF”, é composta por relatos e estudos de caso, que expõem de forma crítica os processos de criação e utilização de produtos e serviços desenvolvidos pelo Setor de Comunicação da UFJF. Três autores contextualizam a Universidade em abordagens de cunho historiográfico: Lola Yazbeck, Guilherme Fernandes e a própria Christina Musse, cujos textos mostram como a comunicação consolida-se como estratégia de gestão.

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Christina Musse tem atividade intensa na Comunicação.

Um pouco mais sobre Christina Musse

Christina Musse possui mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001) e doutorado também em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006). É professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal de Juiz de Fora.

É Professora visitante da Universidade de Paris VIII, Saint-Denis, na França, onde ministrou aulas, participou de Seminários e atuou juntos aos professores Anne-Marie Autissier e Alain Sinou, do Instituto de Estudos Europeus, em março de 2015. Vice-coordenadora da GT de Estudos do Jornalismo da Associação Latino-Americana de Investigadores em Comunicação – Alaic, desde 2018.

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MUSSE é autora dos livros: “Imprensa, cultura e imaginário urbano: exercício de memória sobre os anos 60/70 em Juiz de Fora” (2007); “Memórias possíveis: personagens da televisão em Juiz de Fora” (com a colaboração de Cristiano José Rodrigues) (2011) e “Os cinemas de rua de Juiz de Fora: memórias do Cine São Luiz” ( com a colaboração de Gilberto Faúla Avelar Neto e Rosali Maria Nunes Henriques).

É co-autora do livro “Memórias do cineclubismo: a trajetória do CEC – Centro de Estudos Cinematográficos de Juiz de Fora” (de autoria de Haydêe Sant’Ana Arantes) (2014). Foi editora-chefe da revista “A3” de Jornalismo Científico e Cultural (2011/2014). Atualmente, é membro do Conselho Editorial desta publicação, como também integra o Conselho Editorial da “Revista Brasileira de História da Mídia”.

É líder do grupo de pesquisa COMUNICAÇÃO,CIDADE, MEMÓRIA/CNPq (COMCIME) do PPGCOM/UFJF. Participa da Rede de Pesquisa Jornalismo, Imaginário e Memória (JIM), junto com os Grupos de Pesquisa JORXXI, da Universidade Tuiuti, do Paraná, e Tecnologias do Imaginário, da PUCRS. do Rio Grande do Sul.

Foi coordenadora do GP de Telejornalismo da INTERCOM. É ex-coordenadora e participa do GP de História da Mídia Audiovisual e Visual da Rede Alcar – Associação Brasileira dos Pesquisadores em História da Mídia. Faz parte da Rede Telejor, de Pesquisadores em Telejornalismo, dentro da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPjor).

É coordenadora dos projetos de pesquisa: “Cidade e memória: a configuração do espaço urbano pelas narrativas audiovisuais”; “Ruínas do passado: a imprensa, a memória e os depoimentos da CMV-JF” e do projeto “Ruínas narrativas: a construção midiática dos imaginários sobre a ditadura militar em Minas Gerais”. Coordenou os projetos de pesquisa “Memórias da imprensa de Juiz de Fora”; e “Memórias Possíveis”, este último, desenvolvido pelo grupo de pesquisa do qual é líder, em parceria com o Museu de Arte Murilo Mendes da UFJF.

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Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Videodifusão, atuando principalmente nos seguintes temas: comunicação, globalização, cultura, memória, cidade, identidade e televisão. Foi apresentadora do programa semanal “Panorama Entrevista”, veiculado pela TV Panorama, hoje, TV Integração, emissora afiliada à Rede Globo de Televisão, de novembro de 2005 a dezembro de 2009. Na emissora, foi responsável pelo projeto “Curso de Treinamento Básico em Telejornalismo”, que capacitou dezenas de estudantes da UFJF, nas áreas de produção, reportagem, edição e apresentação de TV. Foi produtora e repórter de televisão de 1981 a 1994, na antiga TV Globo de Juiz de Fora.

 

 

Telenovelas ganham visão aprofundada de Valmir Moratelli

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“O que as novelas exibem enquanto o mundo se transforma”. Este é o título do livro que o jornalista, cineasta e doutorando em Comunicação pela PUC-RJ, Valmir Moratelli, lança daqui a pouco na concorrida Feira Literária de Paraty.

A obra de Moratelli traduz um mergulho profundo no universo da teledramaturgia, e apresenta um viés inédito sobre a mais importante produção brasileira da indústria cultural: o autor selecionou duas décadas de realização teledramatúrgica, voltando sua apreciação para as temáticas políticas evidenciadas nas telenovelas. Isso não só é um viés nunca antes abordado como é hercúleo, ousado, relevante e muito corajoso. Ademais, sendo um redator de mão cheia e um criador original de narrativas, a visão de Moratelli é precisa e de leitura instigante, logo seu livro é, além de muito bem-vindo, necessário.

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“O que as novelas exibem enquanto o mundo se transforma” é o terceiro livro do escritor, que lançou anteriormente Eu Rio, Tu Urcas, Ele Sepetiba, e Diálogos para Santos Cegos, um delicioso apanhado de contos divertidos e com uma visão perspicaz desta modernidade líquida emprenhada de fakes news, falsos mitos que se desfazem no ar em velocidade galopante e ridículas celebridades de fachada.

Outrossim, para apimentar o gostinho de conhecer o novo livro de Moratelli, ele mesmo conta: “As mudanças temáticas mais bruscas acontecem quando há ações de governo que transformam a percepção de vida da população”.

O livro de Valmir Moratelli mostra que, no período de 1998 a 2018, a TV brasileira experimentou avanços nunca antes vistos. Para tanto, há os exemplos das obras de João Emanuel CarneiroCobras e Lagartos, Avenida Brasil e A Regra do Jogo, que corroboram essas transformações sociais e políticas. Esse período abrange o segundo mandato de FHC (1999-2002), os dois de Lula (2003-2010), os de Dilma (2011-2016), além de Temer (2016-2018).

Nesta tarde, a partir das 16h, na Casa Autografia da FLIP, no Centro Histórico de Paraty, Valmir vai participar de debate cujo tema é Procuram-se novos protagonistas de novela: A ficção na TV, ao lado da atriz Dandara Mariana e da jornalista Ana Paula Gonçalves. A mediação fica por conta do emérito pesquisador, Mauro Alencar.

A seguir, reproduzimos entrevista do autor feita pela jornalista Luciana Marques, do site ArteBlitz (www.arteblitz.com):

Nessa sua imersão na teledramaturgia da Globo nesses últimos 20 anos, o que mais surpreendeu você nesse paralelo com a política? É impressionante perceber como a ficção televisiva – seja ela série, minissérie ou telenovela – mantém mãos dadas com os acontecimentos sociais e políticos. Essa era a hipótese da minha pesquisa, eu desconfiava que havia algo ali subentendido, daí fui pesquisar. Fiz um levantamento de todas as produções da TV Globo num recorte de 20 anos, traçando sua temática principal, para depois detectar onde começa a ter mudanças. E o que percebi é que as mudanças temáticas mais bruscas acontecem quando há ações de governo que transformam a percepção de vida da população. Um exemplo: desde 2015, quando o país entrou em recessão, nenhuma novela teve cena gravada no exterior. Por quê? Além de ter ficado caro demais gravar lá fora, o público deixou de planejar viagens em dólar. Novela acompanha hábitos e dita tendências.

Quais as novelas que trouxeram as principais transformações na sociedade desde a redemocratização? Como pesquisei as produções a partir de 1998, não me arriscaria a prolongar a análise até a redemocratização. Mas no período entre 1998 e 2018, cito as tramas de João Emanuel Carneiro como exemplos interessantes para se perceber as transformações que vivemos. Cobras & Lagartos foi ao ar em 2006, e falava de consumo. Vivíamos no país uma pujante fase econômica. O núcleo central se passava dentro de um shopping de luxo que imitava a Daslu. Depois, Avenida Brasil, em 2013, retratou a ascensão da classe C. João colocou o núcleo pobre como sendo o central e o rico como coadjuvante cômico da história. E o que vivíamos nas ruas? O protagonismo da classe popular, que agora tinha condições de frequentar aeroportos e comprar bens duráveis. Em A Regra do Jogo, de 2015, o que mais se falava era da pacificação dos morros e o poder paralelo de ex-policiais. João levou sua novela para o morro da Macaca dominado por facções de milícias. A meu ver, ele só errou com Segundo Sol, de 2018, que se passou na Bahia. Era uma chance e tanto de fazer uma novela histórica, com elenco majoritariamente negro.

E o que você destacaria da sua pesquisa em temas como mulher, racismo e homossexuais? O avanço foi grande ou ainda falta mostrar mais famílias de negros nas tramas, família de gays ou lésbicas criando seus filhos? Todos esses tabus só estarão superados quando não precisarmos mais falar deles como uma exceção. Mas vamos pegar o exemplo da diversidade sexual. Em 1995 teve uma novela, A Próxima Vítima, que trouxe um casal gay, Jeferson e Sandrinho. Os atores chegaram a apanhar nas ruas, porque não se aceitava aquele tipo de comportamento. Hoje tem casal gay em Malhação, na novela das 6, na das 7… Em 2016, por exemplo, Ricardo Pereira e Caio Blat protagonizaram cena de sexo em Liberdade Liberdade, e as redes sociais repercutiram muito isso. Assim como foi comemorado o beijo do Félix em Amor à Vida. Acredito que avançamos muito na temática da diversidade sexual. Algo que não vi ocorrer com tanta força em relação aos negros, visto que somos o país com a maior população negra fora da África. Nossa TV ainda não mostra isso. Em alguns casos, a julgar por certas produções, parece que somos um país escandinavo.

Esse protagonismo de mulheres em tramas, como a gente vê atualmente na novela das 9 com a figura da Maria da Paz, é algo que foi se construindo aos poucos? Não, a mulher sempre foi foco de interesse da telenovela no Brasil e no mundo, até por ser, historicamente, seu público-alvo. O que tem mudado é a forma como ela é tratada. Tivemos um ou outro respiro ao longo do tempo, como Malu Mulher em 1979, que tratava de agressão doméstica, alcoolismo, dupla jornada… Mas essas temáticas não condiziam com a época. A atualidade exige que se repense o papel da mocinha que só tinha final feliz nos braços do galã, tendo gêmeos ou subindo ao altar no último capítulo. A mocinha pode ser feliz sozinha, conquistando seu emprego dos sonhos ou fazendo uma viagem incrível. Pode ser até uma mecânica, como foi em Fina Estampa. A mulher moderna exige outras representações, como ser mãe solteira ou nem ser mãe. E isso tem a ver com conquistas que estão acontecendo hoje. Neste sentido, “A Dona do pedaço” mostra uma mulher independente, dona do próprio negócio. Vamos ver se ela não vai cair no padrão de felicidade do último capítulo (risos).

Na primeira parte do livro, você define como “Quarteto Mágico” um grupo de autores fundamentais para a telenovela moderna. Quem foram eles? Janete Clair, Dias Gomes, Jorge de Andrade e Lauro César Muniz. Os quatro, trazidos por Boni para a Globo, fundaram o que hoje se entende como “novela brasileira”. Trouxeram suas experiências com rádio, literatura e teatro, além de seus pensamentos de esquerda para construírem conflitos humanos críveis ao brasileiro. Tanto que são eles referências para todos os autores da atualidade que entrevistei. São atemporais, suas obras ainda dialogam com nosso tempo.

Já é possível prever como as novelas vão reagir ao atual momento da política brasileira? A pauta conservadora vai influenciar as tramas? Ainda é cedo para análise desse tipo, mas vai ser interessante daqui a um tempo analisar como a ficção na TV se comportou diante das discussões políticas que começam a dominar o cenário político. O atual governo se mostra contrário a discussões ambientais, à criminalização da homofobia, diz que racismo é algo “raro no Brasil”, quer acesso facilitado às armas… Ou seja, é um outro tipo de pauta que, desde janeiro, domina as ruas.

Qual é a sua novela inesquecível? Que difícil! Do período analisado no livro, Avenida Brasil é fortíssima, pelo que já falei há pouco. Antes disso, O Rei do Gado, do Benedito Ruy Barbosa, por ter trazido a “indigesta” questão da reforma agrária para o horário do jantar da elite brasileira. Coisas que só a novela é capaz de fazer.

Cearenses celebram Cultura e Arte em Vaivém de redes em São Paulo

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Símbolo da cultura indígena e objeto presente na criação da identidade brasileira, a rede está em trabalhos de cerca de 140 artistas, incluindo Associação das Rendeiras de Bilro da Santana do Cariri, Nilo, Vanessa Teixeira e Virgínia Pinho      

Nove artistas cearenses participam da exposição Vaivém, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo até 29 de julho.

Com curadoria de Raphael Fonseca, crítico, historiador da arte e curador do MAC-Niterói, a mostra reúne 300 obras de 141 artistas (sendo 32 indígenas) dos séculos 16 ao 21, reveladoras do valor das redes de dormir para  as artes e a cultura visual do Brasil.

Entre os artistas, Antônia Cardoso, Gertrudes Gonçalves, Graça Maria, Joana D’Arc Pereira, Maria Luiza Lacerda e Sheila Caetano, da Associação das Rendeiras de Bilro da Santana do Cariri. A obra é uma rede de bilro confeccionada por elas.

O público também pode apreciar a xilogravura O sepultamento de Jesus – Via Sacra, de Nilo, uma rede de carnaúba feita pela Vanessa Teixeira, e a obra A saída da fábrica Cione, de Virgínia Pinho.

“Longe de reforçar os estereótipos da tropicalidade, esta exposição investiga as origens das redes e suas representações iconográficas: ao revisitar o passado, conseguimos compreender como um fazer ancestral, criado pelos povos ameríndios, foi apropriado pelos europeus e, mais de cinco séculos após a invasão das Américas, ocupa um lugar de destaque no panteão que constitui a noção de uma identidade brasileira”, afirma o curador, que pesquisou o tema por mais de quatro anos para sua tese de doutorado numa universidade pública. 

Com pinturas, esculturas, instalações, fotografias, vídeos, documentos, intervenções e performances, além de objetos de cultura visual, como HQs e selosVaivém ocupa todos os espaços expositivos do CCBB São Paulo, do subsolo ao quarto andar, e está estruturada em seis núcleos temáticos e transhistóricos.

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PERCORRENDO A EXPOSIÇÃO  

Vaivém tem início com Resistências e permanências, instalada no subsolo do edifício e mostra as redes como símbolo e objeto onipresente da cultura dos povos originários do Brasil: “Mesmo com séculos de colonização e até com as recentes crises políticas quanto aos direitos indígenas, elas se perpetuaram como uma das muitas tecnologias ameríndias”, conta Raphael Fonseca.

Nesse núcleo, a maioria das obras é produzida por artistas contemporâneos indígenas, como Arissana Pataxó. No vídeo inédito Rede de Tucum, ela documenta Takwara Pataxó, a Dona Nega, única mulher da Reserva da Jaqueira, em Porto Seguro (BA), que ainda guarda o conhecimento sobre a produção das antigas redes de dormir Pataxó, feitas com fibras extraídas das folhas da palmeira Tucum.

Carmézia Emiliano começou a pintar de maneira autodidata, em Roraima. Ficou conhecida por telas que registram o cotidiano dos indígenas Macuxi, muitas protagonizadas por mulheres, e terá expostas pinturas feitas especialmente para o projeto, além de obras mais antigas. Também da etnia Macuxi, Jaider Esbell criou a instalação A capitiana, que conta a nossa história: a uma rede de couro de boi estão presos um texto de autoria do artista e uma publicação com documentos sobre as discussões em torno das áreas indígenas de seu estado.

Outro destaque é Yermollay Caripoune, que, vivendo na região do Oiapoque, entre a aldeia e a cidade, participou de poucas exposições fora do Amapá. Na série de seis desenhos que desenvolveu para Vaivém, o artista apresenta a narrativa dos Karipuna sobre a origem das redes de dormir.

O núcleo reúne ainda trabalhos de grandes nomes da arte brasileira, como fotografias dos artistas e ativistas das causas indígenas Bené Fonteles Cláudia Andujar, e o objeto de Bispo do Rosário Rede de Socorro, uma pequena rede de tecido onde se lê o título da obra.

O segundo núcleo da exposição, A rede como escultura, a escultura como rede reúne trabalhos que mostram redes de dormir a partir da linguagem escultórica, distribuídas por diferentes espaços do CCBB São Paulo, a começar pelo hall de entrada. Rede Social é uma instalação interativa do coletivo Opavivará!, com uma rede gigante que convida o público a se deitar e balançar ao som de chocalhos.  

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Estão neste núcleo trabalhos do jovem artista Gustavo Caboco (foto), de Curitiba e filho de mãe indígena, e Sallissa Rosa, nascida em Goiânia e filha de pai indígena. Ele apresenta uma série de gravuras em que discute seu pertencimento e não-pertencimento às culturas ameríndias do Brasil. Ela, um vídeo criado a partir de selfies enviadas por mulheres em redes de dormir, revelando uma visão complexa sobre o lugar da mulher indígena na sociedade contemporânea brasileira.

De Hélio Oiticica foram selecionadas fotografias da pouco conhecida sérieNeyrótika. De Ernesto Neto, um conjunto de obras do início de sua carreira, anos 1980, nas quais as redes não aparecem literalmente, mas são sugeridas numa dinâmica de tensão e equilíbrio.  A ação Trabalho, de Paulo Nazareth, ganha nova versão: com uma vaga de emprego anunciada em jornal, o artista contratou um funcionário, que deverá permanecer deitado numa rede instalada no CCBB São Paulo durante oito horas por dia, até o fim da mostra. Integram ainda o segmento redes de artesãs de diversas regiões do Brasil.

No segundo andar do edifício estão dois núcleos. Olhar para o outro, olhar para si traz documentos e trabalhos de artistas históricos e viajantes, como Hans Staden, Jean-Baptiste Debret Johann Moritz Rugendas, que registraram os aspectos da vida no Brasil durante a colonização. Ao lado deles, artistas contemporâneos indígenas foram convidados a desconstruir o olhar eurocêntrico dessas imagens a respeito de seus antepassados e propor novas narrativas.

Entre eles, dois do Amazonas: a pintora Duhigó, que apresenta a inédita acrílica Nepũ Arquepũ (Rede Macaco), sobre o ritual de nascimento de um bebê Tukano, e Dhiani Pa’saro, ainda pouco conhecido fora de seu estado natal, que expõe a marchetaria Wũnũ Phunô (Rede Preguiça), composta por 33 tipos de madeira e inspirada em duas variações de grafismos indígenas: o “casco de besouro” (Wanano) e o “asa de borboleta” (Ticuna).

O coletivo MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin), do Acre, criou para o CCBB São Paulo uma pintura mural que faz referência ao canto Yube Nawa Aibu, entoado para trazer força e abrir os caminhos em cerimônias tradicionais. Já Denilson Baniwá, nascido no Amazonas e residente no Rio de Janeiro, fez intervenções digitais e físicas sobre obras de artistas brancos que retrataram povos indígenas.

Em Disseminações: entre o público e o privado, as redes surgem em atividades do cotidiano do Brasil colonial, como mobiliário, meio de transporte e práticas funerárias. Um dos destaques é Dalton Paula, artista afro-brasileiro de Goiás, que lança em suas pinturas um olhar sobre as narrativas a respeito da negritude no Brasil desde a colonização.

Os lugares que as redes ocupam na vida contemporânea no Brasil, em especial na região Norte, também estão pontuados nesse núcleo. Fotografias de Luiz Braga, por exemplo, exibem redes de dormir em cenas do dia-a-dia no Pará.

No terceiro andar do CCBB São Paulo, Modernidades: espaços para a preguiça, a rede passa a ser associada à preguiça, à estafa e ao descanso decorrentes do encontro entre o trabalho braçal e o calor tropical. O ponto central é ocupado por “Macunaíma” (1929), livro de Mário de Andrade. O personagem que passa grande parte da história deitado em uma rede está em obras de diferentes linguagens.

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Macunaíma: imortalizado no cinema pelo talento de Grande Otelo

Carybé, o notável argentino amigo de Vinícius, foi o primeiro artista a fazer ilustrações de Macunaíma. Um desenho pouco exibido de Tarsila do Amaral mostra o Batizado de Macunaíma.Joaquim Pedro de Andrade dirigiu o longa-metragem que, estrelado por Grande Otelo, completa 50 anos em 2019, e os cartunistas Angelo Abu e Dan X adaptaram a história em quadrinhos.

No espaço também estão a célebre Djanira, com o raro autorretrato Descanso na rede, em que surge ao lado de seu cachorro, e peças de mobiliário desenhadas por Paulo Mendes da Rocha Sergio Rodrigues.

No quarto andar, o núcleo Invenções do Nordeste, no qual estão obras que transformam em imagens mitos a respeito da relação entre as redes e esta região do país, além de trabalhos nos quais elas surgem como símbolo de orgulho local e de sua potente indústria têxtil. Destaque para uma série de fotografias de Maurren Bisilliat pelo sertão nordestino e as cerâmicas do artista pernambucano Mestre Vitalino que retratam grupos de pessoas enterrando entes dentro de redes.

Ainda no último andar do edifício, uma homenagem a Tunga. O artista, que inaugurou o CCBB São Paulo, em abril de 2001, retorna à instituição 18 anos depois. A instalação Bells Falls ganha uma nova versão e é apresentada ao lado dos registros fotográficos da performance “100 Rede”, realizada em 1997 na Avenida Paulista.

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ITINERÂNCIA DA EXPOSIÇÃO

Vaivém fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo até 29 de julho. A exposição será também exibida nos CCBB de Brasília (setembro/2019), Rio de Janeiro (dezembro/2019) e Belo Horizonte (março/2020).

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               VAIVEM

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Período da visitação: 22 de maio a 29 de julho de 2019 – Entrada gratuita

Horário: Todos os dias, das 9h às 21h, exceto terças

Telefone: (11) 3113-3651

Visitação com hora agendada: pelo app/site da Eventim

Conceição Evaristo será a Homenageada do Prêmio Jabuti 2019

EVARISTO

Bravo: Conceição Evaristo, escritora mineira, é destaque na luta contra a discriminação racial, de gênero e de classe.

Editores e autores brasileiros tem até 28 de junho para inscrever suas obras no mais tradicional e prestigiado prêmio do livro do Brasil, o Prêmio Jabuti.

Realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Jabuti confere aos vencedores o reconhecimento da comunidade intelectual brasileira, do mercado editorial e, principamente, dos leitores. Serão 19 categorias e um vencedor do Livro do Ano.

“É missão da CBL elevar o livro e a leitura a novos patamares. É com orgulho e satisfação que lançamos a 61ª edição do Prêmio Jabuti, que prestigia os esforços e valoriza autores, editores, escritores, ilustradores, capistas, designers e tradutores nas diferentes categorias da criação e produção editorial do livro”, afirma Vitor Tavares, presidente da CBL.

CEV

Organizadores do JABUTI acertam em Homenagear Conceição Evaristo

A personalidade homenageada deste ano será a escritora Conceição Evaristo, escritora e ativista dos movimentos de valorização da cultura negra, que evidencia traços marcantes de sua origem humilde nos seus escritos, com personagens femininas fortes e resistentes. Conceição é Mestre em Literatura Brasileira pela PUC Rio e Doutora em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense.

“A escolha da Conceição foi resultado de uma reflexão de toda a Comissão do Prêmio Jabuti sobre obra da autora, sua relevância cultural para o Brasil hoje, e por muito o que ela ainda tem a oferecer. Conceição representa os valores essenciais para o Prêmio Jabuti. E o Jabuti se sente orgulhoso por homenageá-la”, diz o curador Pedro Almeida.

Nesta edição, os quatro eixos permanecem organizados em: Literatura, Ensaios, Livro e Inovação. Algumas atualizações foram realizadas para que o Prêmio seja cada vez mais abrangente e alinhado ao leitor e ao mercado:

  • As categorias Infantil e Juvenil foram separadas.
  • Livros de documentário e reportagem passam a ser inscritos junto à categoria Biografia, e não mais na de Humanidades.
  • A categoria Tradução, alocada no eixo Literatura em 2018, a partir desta edição passa para o eixo Livro.
  • A categoria que foi lançada como Formação de Novos Leitores ganha novo nome, a partir desta edição, Fomento à Leitura, para abranger projetos que vão além formação, mas para todas as atividades de promoção da Leitura.
  • Coletâneas compostas por textos não inéditos só poderão ser inscritas nas categorias que compõem os eixos Livro – Capa, Ilustração, Impressão, Projeto Gráfico e Tradução – e Inovação – Fomento à Leitura e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.
  • Outra novidade: o Prêmio Jabuti passa a ter duas listas fases de finalistas. Na primeira, serão divulgados pela CBL os dez finalistas para cada uma das 19 categorias. Em um segundo momento, a CBL fará o anúncio dos cinco finalistas.
  • Os primeiros colocados em cada categoria, como ocorre desde o ano passado, serão revelados somente no dia da cerimônia de premiação. Apenas a auditoria Ecovis Pemon terá acesso aos resultados.

O vencedor do Livro do Ano do Prêmio Jabuti 2019 será escolhido entre  as obras vencedoras dos eixos Literatura e Ensaios.

Jaburi

O formato de envio para obras concorrentes nas categorias dos eixos Literatura e Ensaios permanece em arquivo PDF. Apenas para o eixo Livro, será necessário o envio de exemplares físicos, conforme instruções descritas no Regulamento.

 Confira a estrutura de eixos e suas categorias no Prêmio Jabuti 2019:

  • Eixo Literatura (sete categorias): Conto; Crônica; HQ; Infantil; Juvenil; Poesia e Romance.
  • Eixo Ensaios (cinco categorias): Artes; Biografia, Documentário e Reportagem; Ciências; Economia Criativa e Humanidades;
  • Eixo Livro (cinco categorias): Capa; Ilustração; Impressão; Projeto Gráfico e Tradução;
  • Eixo Inovação (duas categorias): Fomento à Leitura e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.Cada um dos autores e editoras vencedoras recebem a estatueta do Prêmio Jabuti.Ao autor, caberá também uma premiação em dinheiro:Vencedor de cada uma das 19 categorias: R$ 5.000 (Cinco Mil Reais)

    Vencedor do Livro do Ano: R$ 100.000,00 (Cem Mil Reais).

Entendemos que o prêmio pode ampliar o seu alcance sempre, como um farol sobre a melhor literatura produzida no país e ter reforçado seu caráter de mediador, de fomentador da leitura, nos mais diversos aspectos, gêneros e gostos. Quis formar um conselho de editores que se complementam nas múltiplas experiências: acadêmica, literária, infantil, juvenil, em tradução e edição dos gêneros que compõem o escopo editorial do Prêmio, comenta Pedro Almeida, Curador do Prêmio Jabuti.

Ao lado de Almeida, fazem parte do Conselho Curador do Jabuti 2019:

Camile Mendrot (AB Aeterno Produção Editorial)

Mariana Mendes (Canal Bondelê)

Cassius Medauar (Editor -Editora JBC)

Marcos Marcionilo (Sócio e Publisher da Parábola Editorial)

Indicação de Jurados 

O mercado editorial e os leitores podem fazer indicações ou se candidatar para integrar o júri de cada categoria da premiação. O Conselho Curador será responsável pela verificação, seleção e complementação do corpo de jurados. O corpo de jurados terá 57 integrantes, sendo três para cada categoria. Cada jurado deverá escolher 13 obras e terá dois meses para análise e atribuição das notas. O período de Consulta Pública para indicação de jurados é de 16 de maio a 16 de junho.

JABUTI

Como concorrer?

Poderão concorrer ao Prêmio Jabuti obras inéditas com ISBN e Ficha Catalográfica, impressas ou digitais, publicadas em língua portuguesa no Brasil, em primeira edição, entre 1o de janeiro e 31 de dezembro de 2018.

Na categoria Fomento à Leitura, podem ser inscritas iniciativas realizadas por pessoa física ou jurídica. O período da ação a ser analisado pelos jurados será de 1o de janeiro e 31 de dezembro de 2018.

A autoria da obra deverá ser de autor(es) brasileiro(s) nato(s), naturalizado(s), ou estrangeiro(s) com residência permanente no País.

Coletâneas compostas por textos não inéditos só poderão ser inscritas nas categorias que compõem os eixos Livro e Inovação.

As inscrições vão até 28 de junho e podem ser feitas pelo www.premiojabuti.org.br ouhttp://www.premiojabuti.com.br, onde está o regulamento completo da premiação.

Valmir Moratelli vê Alegria na crise do carnaval e faz Cinema saudando força da negritude: Saravá !

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Com o enredo Saravá, Umbanda, a escola de samba carioca Alegria da Zona Sul, do grupo A, enfrentou grandes dificuldades para desfilar na Sapucaí este ano.

Mas a luta valeu a pena: a escola fez bonito na Passarela do Samba, levou sua ginga para celebrar Momo e contagiou a avenida com o vermelho e branco alegre de suas alas, e, de quebra, ainda virou tema de documentário do jornalista Valmir Moratelli.

Valmir 19

Com intenção de espalhar mensagens de otimismo, resistência, força, caridade, amor e fé, a Alegria da Zona Sul valeu-se do enredo do carnavalesco Marco Antonio Falleiros, para desfilar no Sambódromo a história da umbanda através das palavras de um sábio preto velho.

Apaixonado por samba e jornalista com atuação indormida nas lides culturais, Valmir Moratelli convidou o  produtor Fabiano Araruna, da El Tigre Studio, e juntos decidiram registrar o drama da vermelho e branco para não deixar de estar na Sapucaí durante o Carnaval, e realizaram um filme que está em fase final de captação de recursos. É Moratelli quem explica:

— A ideia do documentário surgiu com o objetivo de acompanhar toda a crise que o carnaval carioca atravessou e que acreditamos ser a maior da história. Cubro carnaval há mais de dez anos e nunca vi um cenário tão devastador como este de 2019 nas escolas de samba.

Moratelli e Araruna acompanharam o cotidiano no barracão da escola, a preparação das fantasias, a aflição dos integrantes, a disposição, a garra, o espírito de persistência e levaram a sensibilidade e as câmeras para registrar todos os ensaios da Alegria:

—Escolhemos a Alegria porque o enredo é de grande força, principalmente refletindo o drama vivido pelas escolas. Temos um prefeito que está diminuindo gradativamente, e de forma absurda, a verba para todas as escolas. E ainda coloca a população contra as agremiações ao dizer que reduziu a verba para gastar com saúde e educação — declarou Moratelli à época das filmagens.

A crise vivida pela Alegria da Zona Sul e como a agremiação transformou tristeza, sofrimento, revolta, desgaste e dificuldade em potência e samba no pé estará na telona em breve no documentário “30 DIAS – Um carnaval entre a alegria e a desilusão”.

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O filme de Valmir Moratelli e Fabiano Araruna é uma produção independente e precisa da colaboração de amigos, comunicadores, sambistas, profissionais e estudantes de áreas afetas à música, ao cinema e às artes de modo geral, além de admiradores do samba e da cultura para ser concluído.

Acesse o link e veja como participar: esta é a última semana !

Conheça um pouco mais dessa história conferindo o instigante trailler do filme:

https://www.catarse.me/alegriadoc?fbclid=IwAR1XKeOLj1jD6LIOIB1nnuzjEAWHWmoH9I_U4Ucz5lgoeth0o4QKaYIEL-4

Raízes da Alegria

A escola foi criada em 28 de julho de 1992, a partir da união dos blocos de enredo Alegria de Copacabana e Unidos do Cantagalo. Os blocos, que atraíam moradores do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho, desfilavam na Praia de Copacabana, próximo ao Posto Cinco, onde até hoje ocorrem ensaios. Este ano, a escola ganhou uma quadra, na Rua Frei Caneca 239, ao lado do Sambódromo.

 

 

Pedro Chagas Freitas e o prazer do LIVRO

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Poeta português dos mais brilhantes, com legião de seguidores nas redes sociais e público cativo em suas palestras e lançamentos, PEDRO CHAGAS FREITAS faz um depoimento em seu Instagram que é uma bela defesa da leitura ! Confira:

“Visito muitas dezenas de escolas por ano. De todas elas trago leitores, alguns, que já o eram e leitores, muitos, que o passam a ser. Porquê? Porque lhes digo — e só o digo porque acredito mesmo no que digo — que sou só um gajo que escreve cenas. Como eles o são.

E também porque lhes mostro que ler e escrever não são actos sagrados nenhuns. São actos humanos, tão humanos como respirar, e não é necessário nenhum dom para escrever livros. E não é.

É isso, trazer o leitor para junto de nós e mostrar-lhe que ler e escrever podem não ser obrigações, como lhe é inculcado nas escolas e em casa, que faz a diferença. É isso que tem de fazer a diferença.

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O livro não está morto, nunca estará. Mas a forma de o comunicar, tal como sempre a conhecemos, está. E tem de nascer de novo. Com criatividade, com inovação, com novas propostas — e sobretudo com mais humildade.

Temos de olhar para o livro como mais uma possibilidade que é colocada diante dos mais jovens (e até dos mais adultos) — no meio dos jogos de computador, no meio dos vídeos para as redes sociais, no meio dos filmes e séries, está lá o texto impresso em papel. Esse objecto estranho.

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Cabe a nós, profissionais do ofício, vender-lhes a ideia de que este objecto estranho é a melhor opção em muitos momentos. E não, como fazem os iluminados de algibeira, mostrar-lhes que os merdas que escrevem têm a mania de que são os maiores e de que são seres abençoados — e que eles, coitaditos, não têm capacidade para os entender.
São eles, os iluminados, a grande praga que afasta cada vez mais leitores da leitura. São eles que visitam as escolas e são antipáticos e distantes; são eles que fazem apresentações públicas de semblante fechado, como se todos fossem pequenos perante tão grande genialidade; são eles que, com discursos herméticos, e ocos, transmitem a ideia de que a leitura tem de ser só porque sim; são eles que decretam o que é boa ou má leitura; são eles que choram sobre os números e se vitimizam; são eles que fazem com que, ao olhá-los e ao ouvi-los, apeteça tudo menos ler.

É a isso, a uma imposição sem sedução, que se deve o fim de muitas relações. A que se estabelece com os livros não é excepção.Calem-se, suas pragas.”

* Pedro Chagas Freitas

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* Sobre o mais recente livro do poeta PEDRO CHAGAS FREITAS, falaremos noutro post.

Você, leitor amigo do #blogauroradecinema, pode encontrar os textos e versos do   escritor português nas redes sociais, como Face e Instagram. Posso assegurar que se irão   encantar com a obra de Pedro Chagas Freitas !

    Um grande abraço a todos !