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Foco nas principais notícias da área cultural

Valmir Moratelli destaca fake news em contos instigantes

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Valmir Moratelli é desses jornalistas apaixonados pelo que faz, e faz com competência e extremo profissionalismo. Escreve com a facilidade de quem nasceu para o ofício e não perde a menor chance de criar histórias, sejam elas verídicas, ficcionais, duvidosas, fantasiosas ou uma mescla de tudo isso. Para Moratelli, o prazer está em contar histórias e, através delas, ela vai tecendo suas vivências, amealhando amigos, angariando leitores, e plantando reflexões, dos mais variados matizes.

Nesta quarta, ele estará autografando seu segundo livro, que tem o inspiradíssimo título Diálogos Para Santos Cegos: contos na era das Fake News, na Livraria da Travessa, em Botafogo, a partir das 19h.

De forma inteligente e bem humorada, Valmir Moratelli coloca na roda a pergunta que rola na cabeça de todo mundo hoje:  o que é a fama na era das notícias falsas ?

Valendo-se de personagens fictícios, o autor aproveita para pautar uma série de temas intrigantes que estão em alta no cotidiano, destacando situações que beiram quase a insanidade e flertam bonito com a ironia, apontando o quanto o desejo de ganhar likes nas redes sociais leva as pessoas a criarem ficções e inventarem verdades com o objetivo precípuo de ganharem fama e tornarem-se reconhecidas e adoradas:

“(O livro) mistura inquietações sobre a preservação da memória e construção de identidades, diante da busca por reconhecimento. Entremeando diálogo e perfil debochado, põe-se à prova a eternidade desses santos. Divulgue um meme no WhatsApp, publique uma foto com filtro para disfarçar as olheiras, compartilhe o post do autor que nunca leu”, conta Moratelli.

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Valmir Moratelli: um carioca apaixonado pelo Rio e pelas palavras

Valmir é carioca, jornalista formado pela UFRJ e mestrando em Comunicação pela PUC-RJ. É ainda pesquisador de teledramaturgia e já passou por grandes veículos como TV Globo, Revista Quem e Portal UOL. Atualmente é assessor de comunicação, escreve roteiros para canais do Youtube e deseja que seus contos virem audiovisual e peças de teatro.

Tendo viajado para cerca de 40 países, costuma dizer que sua maior viagem é sempre a escrita. Está em seu segundo livro. Sua obra de estreia, Eu Rio, Tu Urcas, Ele Sepetiba foi publicada em 2014.

SINOPSE

A fama é capaz de elevar alguns à categoria divina. Onipotentes e onipresentes, tudo podem e tudo querem enquanto são adorados no altar midiático do reconhecimento. Like, like, like…

Na era das fake news, a ficção também se presta à construção de novas verdades. O público está no palco; as cortinas, abertas; os atores, misturados à multidão. Um padre popstar com horror à multidão de seus cultos; o surreal desfecho de um seriado longevo que não sabe o que fazer com o protagonista; um ladrão que humaniza seus objetos de roubo; o intrigante morador de um asilo que é expert em moda; a falida condessa que tenta reaver os ossos da mãe… Personagens mergulhados em vaidade, solidão e soberba te levarão a um templo midiático no qual todos querem ser venerados.

Diálogos para Santos Cegos provoca, invoca e reza pela salvação da sua memória! Mistura inquietações sobre a preservação da memória e construção de identidades, diante da busca por reconhecimento. No fim, a entrevista definitiva com uma atriz prestes a sair de cena, na qual se recortam trechos de frases célebres de personalidades “reais”. Entremeando diálogo e perfil debochado, põe-se à prova a eternidade desses santos.

Divulgue um meme no WhatsApp, publique uma foto com filtro para disfarçar as olheiras, compartilhe o post do autor que nunca leu. Você também é uma fake news.

O escritor Valmir Moratelli traz sua experiência com a objetividade jornalística para o universo ficcional a fim de questionar: O que é fama em tempos de fake news?

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Valmir Moratelli e Antônia Frering no lançamento de Eu Rio, tu Urcas, ele Sepetiba.

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Solange Gomes esteve no lançamento do livro de estreia de Valmir Moratelli 

Valmir e mulheresValmir e Thiré

Moratelli cercado de leitoras e amigas, e com o ator Miguel Thiré na Livraria da Travessa.

SERVIÇO

Lançamento do livro DIÁLOGOS PARA SANTOS CEGOS

Autor: VALMIR MORATELLI

Quando: 07 NOVEMBRO 2018, às 19h

Onde: Livraria da Travessa Botafogo

Rua Voluntários da Pátria, 97 – Rio de Janeiro

 

 

Ficção Seriada ganha livro na Intercom

Na próxima quinta, dia 6, será lançado livro relevante para o estudo das várias formas de ficção seriada exibidas no Brasil e alvo de estudos acadêmicos no país.

O livro será lançado durante a 41a edição da INTERCOM, Congresso Nacional mais importante da área de Comunicação, que está sendo realizado em Joinville (Santa Catarina) até sábado, 8 de setembro.

LIVRO Ficção Seriada - menor

Os autores são:

Alexandre Tadeu dos Santos, Ana Carolina, Maoski, Andrei Maurey Leite, Aurora Miranda Leão, Camila Mendonça, Carlos Vinícius Lacerda, Daiana Sigilliano, Daniela Ortega,Gabriela Borges, Gêsa Cavalcanti, Guilherme Livardi, Guilherme Moreira Fernandes, Hertz Wendel de Camargo, Isabela Norton, Janiclei Aparecida Mendonça,  João Paulo Hergesel, Laryssa Prado, Lucas Martins Néia, Luiz Siqueira, Marcos Nicolau, Maria Amélia Abrão, Mariana Barbosa Gonçaves, Mariana Marques de Lima, Mateus Vilela, Naiane Almeida, Raphael Parreira e Silva, Robéria Nádia Nascimento, Soraya Ferreira, Tadeu Ribeiro, Tissiana Pereira e Vanessa Guimarães do Nascimento.

Saiba mais:

A INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – é uma instituição sem fins lucrativos, destinada ao fomento e à troca de conhecimento entre pesquisadores e profissionais atuantes no mercado. A entidade estimula o desenvolvimento de produção científica não apenas entre mestres e doutores, mas também entre alunos e recém-graduados em Comunicação, oferecendo prêmios como forma de reconhecimento aos que se destacam nos eventos promovidos pela entidade.

Fundada no dia 12 de dezembro de 1977 em São Paulo, a Intercom preocupa-se com o compartilhamento de pesquisas e informações de forma interdisciplinar. Além de encontros periódicos e simpósios, a instituição promove um congresso nacional – evento de maior prestígio na área de pesquisa em Comunicação, que recebe uma média de 3,5 mil pessoas anualmente, entre pesquisadores e estudantes do Brasil e do exterior. O evento, sediado em cidade escolhida pelos sócios no ano anterior, é precedido de cinco congressos regionais.

A sociedade é responsável, ainda pelo lançamento de livros e revistas especializados em Comunicação, e pela busca de parcerias com entidades de mesmo objetivo e institutos e órgãos de incentivo à pesquisa brasileiros e estrangeiros. Esse intercâmbio é um incentivo à formação científica, tecnológica, cultural e artística, além de uma forma de capacitar professores, estudantes e profissionais da Comunicação.

SERVIÇO

Lançamento do livro Ficção Seriada – Estudos e Pesquisas (vol 1)

Editoras: Jogo de Palavras e Provocare

Organizadoras: Fernanda Castilho e Lígia Prezia Lemos

DATA: 06 setembro 2018

Onde: Publicom, evento da INTERCOM

Realização: 41a INTERCOM

Local e Horário: Ginásio do Colégio Univille, em Joinville (SC), 17h 

ENTRADA FRANCA

 

 

Eleições no Brasil: 25 anos de História

livro LENDA jul 2018 - Cópia

Será aberto amanhã em Curitiba o XI Congresso da Associação Brasileira de Ciência Política. 

Promovido pela Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), o congresso vai reunir na capital paranaense alguns dos mais importantes nomes de estudiosos de Ciência Política e áreas correlatas.

O Congresso da ABCP terá como cenário o campus da Reitoria da Universidade Federal do Paraná, de 31 de julho a 3 de agosto de 2018. O tema geral do Encontro é Democracia e representação: impasses contemporâneos.

Amanhã à noite, quando da solenidade de abertura do XI Congresso da ABCP, serão lançadas algumas publicações, dentre os quais destacamos o livro “25 anos de Eleições Presidenciais”, organizado por Felipe Borba e Argelina Cheibub Figueiredo. Cientistas sociais de fundamental relevância na área participam com artigos. Confira aqui o que o livro apresenta:

SUMÁRIO
PARTE I
TENDÊNCIAS E PADRÕES DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

CAPÍTULO 1 – O PERSONALISMO (RACIONAL) E O PRESIDENCIALISMO NA POLÍTICA BRASILEIRA
Glaucio Ary Dillon Soares
Sonia Terron

CAPÍTULO 2 – DUVERGER NOS TRÓPICOS: COORDENAÇÃO E ESTABILIDADE NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS PÓS-REDEMOCRATIZAÇÃO
Fernando Limongi
Fernando Guarnieri

CAPÍTULO 3 – VOTOS NULOS E EM BRANCO NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS
Jairo Nicolau

CAPÍTULO 4 – O VOTO DO ELEITOR POBRE NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS (1989-2014)
Argelina Figueiredo
Natalia Maciel
Sergio Simoni Jr.
Thiago Moreira

CAPÍTULO 5 – POR QUE DILMA DE NOVO? UMA ANÁLISE EXPLORATÓRIA DO ESTUDO ELEITORAL BRASILEIRO DE 2014
Oswaldo E. do Amaral
Pedro Floriano Ribeiro

PARTE 2
OPINIÃO PÚBLICA, CAMPANHA ELEITORAL E VOTO

CAPÍTULO 6 – O VIÉS DA COBERTURA POLÍTICA DA IMPRENSA NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS DE 2002, 2006 E 2010
Pedro Santos Mundim

CAPÍTULO 7 – HORÁRIO GRATUITO DE PROPAGANDA ELEITORAL: ESTILO, ESTRATÉGIAS, ALCANCE E OS DESAFIOS PARA O FUTURO
Afonso Albuquerque
Camilla Tavares

CAPÍTULO 8 – FINANCIAMENTO POLÍTICO NA NOVA REPÚBLICA
Vitor Peixoto
Mauro Campos

CAPÍTULO 9 – RELAÇÃO ENTRE PROPAGANDA, DINHEIRO E AVALIAÇÃO DE GOVERNO NO DESEMPENHO DE CANDIDATOS EM ELEIÇÕES MAJORITÁRIAS NO BRASIL
Felipe Borba
Emerson Urizzi Cervi

CAPÍTULO 10 – DEBATES ELEITORAIS NA TV COMO EVENTOS DE CAMPANHA…….225
Fábio Vasconcellos

CAPÍTULO 11 – VINTE E CINCO ANOS DE CAMPANHAS NO BRASIL: DE COLLOR A DILMA
Mara Telles
Joyce M Leão Martins
Teresinha Pires
Erica Anita

CAPÍTULO 12 – DISRUPÇÃO NOS MODELOS DE COMUNICAÇÃO ELEITORAL: DESAFIOS E TENDÊNCIAS NO BRASIL CONTEMPORÂNEO
Fábio Vasconcellos
Emerson Urizzi Cervi

*O lançamento é aberto ao público.

Mais informações: http://alacip.org/?p=15975

CCBB recebe propostas culturais

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Sede carioca do CCBB, no centro do Rio


Abertas inscrições ao Edital de Patrocínios 2019/2020 do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O programa tem por objetivo definir projetos que vão compor a programação dos CCBBs de Belo horizonte (MG), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 8 de junho, por meio do site www.bb.com.br/patrocinios.

As propostas podem ser apresentadas nas seguintes áreas e segmentos: Artes Cênicas, Cinema, Exposição, Ideias e Música. Podem inscrever seus projetos os produtores (pessoa física ou jurídica) de qualquer lugar do Brasil e não só das cidades onde estão localizados os CCBBs.

Regulamento do Edital traz todos os detalhes, incluindo o Eixo Curatorial e os Critérios de Seleção, que preveem: inovação na abordagem, no conceito e/ou na execução, valorização da diversidade, da brasilidade, da cultura e dos valores nacionais e internacionais, de fatos históricos e das manifestações tradicionais e/ou folclóricas. Também é destacada a acessibilidade, com a possibilidade de formação de público e de fomento a novos talentos.

“A cultura faz parte do DNA do Banco do Brasil, porque ela transforma as pessoas”, afirma Alexandre Alves, diretor na Diretoria de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil. A citação lembra a nova campanha institucional do BB, que mostra essa identidade bem de perto, com a história de Adilson Dias da Silva, ex-morador de rua e atualmente um respeitado artista.

Serviço
Edital CCBB 2019/2020
Onde: 
www.bb.com.br/patrocinios
Quando: até 08 de junho de 2018

Links
Regulamento Edital CCBB – http://www.bb.com.br/docs/pub/inst/dwn/EditalCCBB20192020.pdf
Campanha institucional do BB – https://www.youtube.com/watch?v=OHTpFghmZks

Cinema, Fake News, Comunicação e Interartes serão debatidos em Colóquio

Colóquio Interartes

Será aberto hoje o I Colóquio Interartes e Comunicação,  na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (Facom-UFJF). Em pauta, a interdisciplinaridade da área, contando com a presença de especialistas para apresentar o diálogo e as interfaces criadas entre cinema, literatura, mídias digitais e comunicação.

A coordenadora do curso de Rádio, Tv e Internet (RTVI), profa. Erika Savernini, e a professora Teresa Neves, são as organizadoras do Colóquio, que deve mobilizar a Facom esta semana. As docentes trabalham a fronteira interdisciplinar em seus respectivos grupos de pesquisa: “Estética e Pensamento Cinematográfico” e “Narrativas e outras Textualidades”. Tem ainda o grupo “Conexões expandidas”, orientado pela professora Soraya Ferreira, que também integra a programação.

O Colóquio une o trabalho dos três grupos de pesquisa. A professora Erika explica que a interdisciplinaridade é essencial na Comunicação enquanto ciência: “A pós-graduação da professora Teresa é na Letras; meu mestrado e doutorado são no Cinema. A professora Soraya trabalha com o campo das tecnologias digitais. Cada uma tem a sua linha de pesquisa, mas a gente estabelece diálogos.”

A ideia do evento surgiu com a intenção de trazer abordagens mais amplas para a Comunicação, aproximando-a das artes: “Com a entrada do curso de RTVI, eu queria fazer um evento com um perfil mais próximo do curso, mas o tema também conversa com o jornalismo porque, afinal, é tudo comunicação”, afirma Erika.

Erika Savernini destaca que a oportunidade de trazer convidados é muito enriquecedora para os participantes: “Com o auxílio financeiro da Capes e o apoio da Fapemig, conseguimos trazer pesquisadores de outras instituições e essa troca de experiências, que eventualmente se dá com profissionais de outras áreas, renova o pensamento”.

Para conduzir a programação, a organização convidou os professores Christine Veras, da Universidade do Texas, em Dallas (EUA), Wellington Júnio Costa, da Universidade Federal do Sergipe (UFS), e Eugênio Trivinho, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Nós resolvemos trazer pesquisadores com quem nos interessa estabelecer parcerias, contatos e, quem sabe, construir uma rede interdisciplinar”, conta Erika, líder do grupo de pesquisa “Estética e Pensamento Cinematográfico”. Os grupos “Narrativa e outras Textualidades” e “Conexões Expandidas” — respectivamente das professoras Teresa Neves e Soraya Ferreira — também estão à frente da realização do Colóquio de Interartes e Comunicação.

Coloq 1

Hoje, às 13h30, o Colóquio será aberto com palestra de Christine Veras (pesquisadora e professora de animação, University of Texas at Dallas) sobre “A pesquisa experimental em arte e tecnologia: especificidades e expansões”, a partir de sua pesquisa de doutorado, desenvolvida na Nanyang Technological University (Cingapura), que gerou a patente do Silhouette Zoetrope, vencedora, em 2016, do terceiro lugar no concurso internacional anual de melhor ilusão.

COLOQ livro

A programação segue com o lançamento, às 17h, do livro “Estudos Literários-Visuais; abordagens de um projeto de extensão interdisciplinar”, organizado pelos professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Carlos Eduardo Japiassu Queiroz e Wellington Júnio Costa (ambos estarão presentes e Wellington é palestrante amanhã, 15 de maio). O livro reúne textos de mais 7 autores, que participaram do projeto “Sextas Literárias-Visuais no DLEV”, em 2016 e 2017, apresentando suas leituras de adaptações literárias no cinema, na perspectiva do diálogo entre áreas de conhecimento e linguagens distintas, como a Arquitetura, o Cinema, o Direito, a Filosofia e a Literatura.

Amanhã, dia 15, a palestra será ministrada pelo professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Wellington Júnio Costa, que falará sobre o processo de criação do poeta francês Jean Cocteau. Neste dia, as mesas discutirão os temas “Toda realidade é fake” e “Memória, história e ficção”. Já no último dia, a palestra “Distopias Digitais” será realizada pelo professor da PUC-SP, Eugênio Trivinho, responsável pelo encerramento do evento.

Aluizio

Já o professor Doutor Aluízio Ramos Trinta apresentará o trabalho “Realmente falso ou falsamente real ?  (Os ardis do fake e sua generalização em nosso tempo)”

“Toda realidade é fake” é o nosso mote; mas será fake tudo o que tivermos na conta de realidade? E o que chamamos de realidade é o mesmo que denominamos de real? E, se houver, qual a diferença? Dois livros e dois filmes darão perímetro e volume à nossa breve reflexão. São eles, respectivamente, A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord (1968), e Simulacros e Simulação, de Jean Baudrillard (1981); “O show de Truman”, de Peter Weir (1998), e “Matrix”, de Lilly e Lana Wachovski (1999). A seu modo próprio, estas quatro obras antecipam a introdução de um real pós-humano e a irrupção de uma realidade cotidiana, reconfigurada pela inteligência artificial e modelada por algoritmos.

Aluizio Ramos Trinta é Bacharel e Licenciado em Letras e Literaturas de Língua Portuguesa pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Professor Leitor na Universidade de Toronto (Canadá), onde cursou o Mestrado em Linguística e a Especialização em Comunicação, com o Professor Herbert Marshall McLuhan. É Mestre em Linguística e Filosofia da Linguagem pela ECO/UFRJ e Doutor em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ. É Professor Convidado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Teresa

Teresa Neves, líder do grupo Narrativas e Outras Textualidades, mediará a mesa e apresentará o trabalho “Quem tem medo das fake news?”

No contexto das novas modalidades de interação e participação das redes sociais digitais, propõe-se investigar o fenômeno das fake news como uma espécie de destino irônico do jornalismo, cujas fronteiras não podem mais ser desembaralhadas, deixando em xeque a própria ideia de notícia. O estudo apoia-se nas concepções de “ecologias comunicativas” e “arquiteturas informativas”, de Massimo Di Felice, “verdade como adequação” e “verdade como desvelamento”, de Martin Heidegger, “trânsito” e “simulacro”, de Mario Perniola, e na noção arquetípica de “trickster”, tal como elaborada por Lewis Hyde.

Teresa Neves é professora associada do Departamento de Fundamentos, Teorias e Contextos da Faculdade de Comunicação da UFJF e líder do Grupo de Pesquisa Estudos de Narrativas e Outras Textualidades. Tem doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora e mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Érika

Erika Savernini, líder do grupo Estética e Pensamento Cinematográfico. Vai apresentar o trabalho O sistema formal fílmico como teoria: proposta de teorização e de metodologia para entender o cinema como uma forma de pensamento engendrado no fazer.

Resumo: Apresentaremos a concepção de cinema que permeia as pesquisas desenvolvidas no grupo Estética e Pensamento Cinematográfico. Nos últimos anos, propomos uma investigação teórica sobre o ato criativo cinematográfico e sua forma expressa (o filme) com fundamento em uma teoria estética (Pareyson), uma concepção filosófica (Julio Cabrera) e uma metodologia (Teoria dos Cineastas) que tomam o cinema como uma forma de pensamento inscrito no sistema formal fílmico que é apenas traduzido (precariamente, em alguns momentos) para a língua escrita no processo de sua interpretação e no nosso modelo ocidental de produção e de divulgação do conhecimento científico.

Soraya

Linguagens e Distopias Emergentes no Ciberespaço é o trabalho a ser apresentado pela profa Doutora Soraya Ferreira.

Buscamos entender como as diferentes dinâmicas de comunicação insurgem em acontecimentos contemporâneos disruptivos, polissêmicos, contemporâneos que evidenciam a distopia do ecossistema digital. Articulamos reflexão entre teoria e prática crítica a partir da obra o Céu nos Observa” de Daniel Lima, 2010, que ganha potência poética na medida em que agencia no “comum” interações informacionais, chamando atenção para os elementos de vigia que convivemos – de maneira invisível – no nosso cotidiano. A obra nos faz ver os controles existentes em nossos territórios e fora do nosso corpo, que ao mesmo tempo dominam nossos corpos e nossas ações rotineiras, fazendo parte do nosso habitat conectivo.( Texto elaborado com Christine Mello- Líder do Grupo de Pesquisa Extremidades)

Soraya Ferreira é Doutora em Semiótica pelo Programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica pela PUCSP e estágio pós-doutoral no Programa de Tecnologia da Inteligência e do Design Digital da PUCSP- TIDD_PUCSP. Faz parte do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Sociedade da UFJF é líder do Grupo de Pesquisa Conexões Expandidas e é membro do Grupo Sociotramas do TIDD_PUCSP. É autora do livro A Televisão em Tempos de Convergência, pela Editora UFJF.

 Isabela

Isabela Ribeiro Norton é mestranda em Comunicação pelo PPGCOM-UFJF na linha de pesquisa Estética, Redes e Linguagens.Pesquisa temas relacionados ao fluxo informativo, dinâmica comunicacional, transmídia, redes e cultura participativa. Membra do Grupo Conexões Expandidas – Facom/UFJF.

A primeira série Original Netflix totalmente brasileira, Série 3%, trata de um futuro distópico, no qual só os 3% merecedores conseguem passar por um processo seletivo e chegar ao Maralto Analisar estratégias de divulgação da série em espaços não tradicionais, assim como os fluxos e as dinâmicas propostas nos permitem entender parte do ecossistema digital que habitamos. Olhar para como se faz comunicação e entretenimento é uma poderosa ferramenta para olhar para a nossa realidade.

Helena coloq

Helena Oliveira (PPGCOM-UFJF) apresentará trabalho que desenvolveu com Nilson Assunção Alvarenga, intitulado O real no jogo de Eduardo Coutinho. Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho, é considerado um dos principais filmes do documentário nacional e já foi amplamente discutido e estudado por pesquisadores em artigos científicos e livros. Com a intenção de trazer uma nova perspectiva para o filme, o presente artigo tentará analisá-lo sob à luz da noção de real, tal como pensada por Hal Foster e Jean-Louis Comolli, abordando os possíveis efeitos do jogo proposto pelo diretor e propondo que o documentário trata, em última instância, do papel do espectador nesse jogo. 

Laryssa

Laryssa Prado (PPGCOM-UFJF) apresentará o trabalho SÉRIES DE ANIMAÇÃO INFANTIL: representação de gênero em produções brasileiras. A presente pesquisa, desenvolvida como dissertação de mestrado (em andamento), tem como objetivo, por meio da análise fílmica, investigar como se dá a representação de gênero em três séries de sucesso no Brasil: Meu AmigãoZão, O Show da Luna e Irmão do Jorel, voltadas ao público de 03 a 11 anos. Para isso, a pesquisa também trabalha conceitos como educomunicação e estudos de gênero, além de abordar uma breve perspectiva sobre a história, modelos, formatos e escolas na animação

SERVIÇO

I COLÓQUIO INTERARTES & COMUNICAÇÃO

Quando: de 14 a 16 de maio, das 13:30h às 20h.

Onde: Faculdade de Comuicação – UFJF

Entrada franca.

Confira a programação completa

Outras informações: (32) 2102-3601/3602 

Zeca Veloso e a universalidade de Todo Homem…

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     Zeca Veloso poetiza a universalidade do FEMININO…

Quando ouvi pela primeira vez a canção de Zeca Veloso, cujo refrão é hoje conhecido e cantado por dez entre 10 brasileiros, aqueles versos ficaram  cantar comigo por dias e dias… “Todo homem precisa de uma mãe”

Foi no final de 2017, último programa Conversa com Bial do ano passado. Zeca estava acompanhado do pai e dos irmãos Moreno e Tom. O centro da conversa era o show que fariam no Rio e depois em turnê pelo país.

OFERTÓRIO já passou por diversas cidades e capitais. Em julho, segue para turnê européia. A canção que tanto me encantou, TODO HOMEM, virou tema de abertura da supersérie ONDE NASCEM OS FORTES (atual atração das 23h na TV Globo).

Ao expressar que TODO HOMEM PRECISA DE UMA MÃE, Zeca Veloso não só escreveu um dos versos mais ricos do cancioneiro nacional, como emprestou a tonalidade e leveza de sua afinação à música que hoje é o carro-chefe do show OFERTÓRIO. Ademais, Zeca criou uma pérola da MPB, através da qual canta – com uma simplicidade desconcertante – o mais atávico dos sentimentos humanos: a necessidade de uma mãe.

Vértice de TODO HOMEM, os versos da canção extrapolam a dialogia filho-mãe ao colocar essa relação de necessidade/carência não apenas no masculino mas transpondo os limites da sexualidade ao universalizar a humanidade contida em todo homem, evidenciando uma essencialidade, comum de todos. 

A riqueza dos versos de Zeca Veloso universalizam esse homem: é sobre o SER HUMANO que a poética de Zeca discorre. Todo homem precisa de uma mãe revela não apenas um masculino que precisa, gosta, quer e clama pela mãe, mas afirma o sentimento ancestral e imanente que se aninha em todos nós, e se expressa, nos quatro cantos do planeta, como acolhimento, colo, grandeza, intensidade, abrigo, concha, útero, Mãe, TERRA ! 

O mel, a prata, o ouro e a rã
Cabeça e coração

E o céu se abre de manhã
Me abrigo em colo, em chão

O Homem que Zeca Veloso canta é, além e ademais do homem masculino, o Humano que imprescinde da matriz geradora, o Humano que precisa, depende e se enriquece com a força e a segurança da Mãe, que é Terra, ventre, húmus, ânima, fonte, raiz, força e luz !

Ao se despir de qualquer pudor e escancarar uma suposta fragilidade, Zeca revela um condão singular, rico e eloquente, além de um saudável desassombro diante de uma carência ancestral, tão própria do humano quanto difícil de ser admitida, muito menos confessa em alto e bom som. A poesia de Zeca Veloso me conduz à famosa Rosa de Drummond: “Uma Rosa é uma rosa, é uma rosa…”

Porque se em Drummond é a ROSA que escancara a fragilidade inerente ao humano ante um mundo que maltrata pela frieza e amedronta pela indiferença com o outro. em Zeca é a MÃE que simboliza esse sentimento do mundo, universal e inescapável.

E para corroborar o que afirmamos, cabe-nos recorrer a Theodor Adorno*:

“Um poema não é a simples expressão de sentimentos e experiências individuais. O poema só se torna uma obra artística quando, ao expressar a especificidade do indivíduo em uma forma estética, torna-se universal”. (ADORNO, 2003, p. 66).

ONDE NASCEM

TODO HOMEM PRECISA DE UMA MÃE: versos de Zeca Veloso cabem à perfeição na supersérie da TV Globo…

Diz a letra de TODO HOMEM :

O sol, manhã de flor e sal
E areia no batom

Farol, saudades no varal
Vermelho, azul, marrom

Eu sou cordão umbilical
Pra mim nunca tá bom

E o sol queimando o meu jornal
Minha voz, minha luz, meu som

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe

O céu, espuma de maçã
Barriga, dois irmãos

O meu cabelo negra lã
Nariz, e rosto, e mãos

O mel, a prata, o ouro e a rã
Cabeça e coração

E o céu se abre de manhã
Me abrigo em colo, em chão

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe…

Diante de tamanha clarividência, assomam as sábias palavras de Leonardo da Vinci:

“A simplicidade é o máximo da sofisticação”.

Nosso aplauso caloroso, e a mais pura expressão de nosso afeto para Zeca Veloso, por nos presentear com essa lindíssima TODO HOMEM, que vai atravessar os tempos com a pujança e beleza atemporal de seus versos.

*ADORNO é filósofo, sociólogo, musicólogo e compositor alemão. É um dos expoentes da chamada Escola de Frankfurt.

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Os VELOSO juntos no show OFERTÓRIO: talento que se consolida em gerações…

OUÇA TODO HOMEM: https://www.youtube.com/watch?v=yjxriFArvMk

Identidades homossexuais e imaginário em roda de conversa

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O grupo de pesquisa Comunicação, Cidade e Memória, coordenado pela profa Doutora Christina Musse um convite especial para esta sexta:

Com novo projeto para este 2018. a ideia é retomar as rodas de conversa, que se popularizaram na década de 1960. O primeiro destes encontros acontecerá amanhã no novo prédio da Faculdade de Comunicação da UFJF, com entrada aberta ao público.

A partir de autores franceses como Michel Foucault, Guy Hocquenghem, Fredéric Martel, Didier Eribon e Michel Maffesoli, o prof Doutor e pesquisador Marcelo do Carmo conduzirá uma roda de conversa sobre as identidades homossexuais e o imaginário que as circunda, a partir da ocupação da Universidade Sorbonne, em maio de 1968. 

O encontro acontecerá na Faculdade de Comunicação, dia 4 de Maio (sexta-feira), às 14h, na sala de Demonstração.

Marcelo do Carmo é Doutor em Sociologia pela Universidade Sorbonne – Paris Descartes, tendo sido orientado por Michel Maffesoli. A sua tese é intitulada “O imaginário da festa “tribal” no Brasil: o exemplo do Miss Gay em Juiz de Fora.”

marcha

Gramado: inscrições até 11 de maio

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Prorrogadas até 11 de maio as inscrições ao 46º Festival de Cinema de Gramado.

Realizadores brasileiros e latinos podem enviar trabalhos através do site oficial do evento serrano: www.festivaldegramado.net.

Três mostras competitivas recebem inscrições: longas brasileiros e estrangeiros e curtas estrangeiros. Para a próxima edição, só são aceitas obras finalizadas a partir de 1º de maio de 2017, com duração mínima de 70 minutos para longas, e duração máxima de 20 minutos para curtas.

Além do cobiçado KIKITO, há mais de quatro décadas entregue aos mais diversificados talentos da cinematografia brasileira e latina, os filmes selecionados concorrem a premiações em dinheiro, conforme definido pelo regulamento.

Um pouco de História

O Festival de Cinema de Gramado fez os holofotes se voltarem para a Serra Gaúcha, firmando Gramado como um dos destinos turísticos mais procurados do país. A atração gramadense é a de maior destaque e cobertura de mídia espontânea para o município.

Ao longo de sua trajetória, o Festival acompanhou todas as fases do cinema nacional, tornando-se pioneiro e referência na realização de eventos do gênero em território nacional.

Desde a primeira edição com a consagração do filme Toda Nudez Será Castigada, de Arnaldo Jabor, em 1973, mais de mil Kikitos foram distribuídos entre profissionais do cinema que venceram o Festival em diferentes categorias. Além da celebração da produção brasileira e gaúcha, o festival inclui em sua programação uma mostra competitiva de filmes ibero-americanos desde 1992. Já os troféus Oscarito, Eduardo Abelin, Kikito de Cristal e Cidade de Gramado prestam homenagem a atores, cineastas e personalidades ligadas ao cinema.

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Saiba mais: www.festivaldegramado.net

Sua bênção, Fernanda Montenegro e Lima Duarte !

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Na simplicidade de uma cena, a grandeza de dois intérpretes excepcionais !

                                                                                                    Aurora Miranda Leão*

Uma situação corriqueira do dia-a-dia, numa casinha simples do interior do Tocantins, em que são figuras centrais uma mulher e um homem, já na terceira idade. Os dois são amigos de longa data e por idas e voltas do destino, acabaram se encontrando, reencontrando e mantendo uma intensa e bonita relação afetiva.

A teledramaturgia, que nos dá a chance cotidiana de enxergar o Brasil em suas múltiplas configurações, com sua enorme teia de mazelas, contradições, incongruências, e sentidos, é quem nos traz também a possibilidade do encontro com nossa identidade. A galeria tem fartura para todos os gostos, e é tão rica que há anos nos tem premiado com reconhecimento internacional.

No meio do enorme acervo de obras, no qual há nomes do quilate de Bráulio Pedroso, Janete Clair, Dias Gomes, Jorge Andrade e Cassiano Gabus Mendes, temos os contemporâneos como Gilberto Braga, Ricardo Linhares, Walcyr Carrasco, Duca Rachid, Thelma Guedes e Joãao Emannuel Carneiro, para citar apenas alguns.

Pois hoje nos sentimos de tal modo arrebatada por uma cena ‘corriqueira’ da novela do horário nobre, que nossa primeira tomada de território foi pegar a caneta e escrever. Por isso, este comentário é sobre uma cena da novela de Walcyr Carrasco, O outro lado do paraíso.

A cena é tão trivial que um espectador menos atento pode passar por ela batido. Mas é justamente na extrema simplicidade de sua construção que está imersa a profunda riqueza de sua produção de sentidos. É no assenhorar-se do corriqueiro – como quem debruça na janela e admira o vento a secar roupas no varal – que reside a eloquência de toda a significação da cena.

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Fernanda e Lima reafirmam grandeza excepcional da Teledramaturgia Brasileira ! 

Não há um conflito enorme, não houve nenhum gancho especial, nenhuma interrupção necessária para preparar o espectador, nada de grandes diálogos, falas bem elaboradas, figurinos ou iluminação diferente para nos transportar para um clima A ou B. Todo esse aparente e ordinário lugar comum da cena serviu para ressaltar, emoldurar e destacar ainda mais a grandeza da cena exibida nesta quarta pela TV Globo em O outro lado do paraíso.

Para nós, a novela marcou com a cena seu inesquecível 7 a 1 e serviu para nos tirar o foco da situação crítica terrível  em que está assolado o país – violência e desmandos políticos que corroem o país inteiro –, e para conduzir nossa emoção rumo a uma fenda de esperança que ainda existe e que nos reaviva a crença de que ainda é possível acreditar no país, apesar de tudo e mesmo diante de tanta criminalidade, de toda ordem.

Uma cena como a que Fernanda Montenegro e Lima Duarte protagonizaram nos faz crer que a Teledramaturgia ainda é capaz de nos salvar do abismo em que nos assolaram.

E nos deparamos com indagações assim:

Que país do mundo pode exibir em sua televisão aberta, em horário nobre, um duelo de Gigantes da Cena como o Brasil ?

Que Narrativa de Ficção Seriada do mundo – além da nossa – pode se orgulhar de oferecer ao seu imenso público cotidiano, de graça, a honra de ver a contracena dramática, em sua forma mais perfeita de excelência artística ?

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Que Teledramaturgia do continente pode de arvorar de ter Fernanda Montenegro e Lima Duarte como dois Patrimônios vivos e genialmente sublimes de sua densa e complexa engrenagem estética ?

Nós podemos ! E contar com estes dois gigantes da Cultura Brasileira dando o show desta noite – digno de aplausos em cena aberta – em meio ao caos ético e político em que está chafurdado o país, é um alento e um sopro de esperança em meio ao inóspito cenário em que estamos todos mergulhados !

Por isso é que a gente só pode é RIR MUITO quando a TV Globo concorre ao Emmy e quem ganha é a teledramaturgia (?) da Turquia...

Viva, Fernanda Montenegro !!!
Salve, Lima Duarte !!! 

Ainda que por nada mais merecesse elogios, só por contar com a atuação de Fernanda Montenegro e Lima Duarte, e, sobretudo, pela cena magnânima do capítulo desta quarta, 28 de março, a novela O Outro Lado do Paraíso já pode estampar agora o selo de reconhecimento e aplauso à cena mais linda deste Março de 2018 !

         Levando em conta, ademais, que Lima Duarte é o ator mais longevo em atuação no país – ele está na primeira imagem exibida pela TV brasileira, em setembro de 1950, quando a TV Tupi exibiu as primeiras imagens da TV no Brasil, e que Fernanda Montenegro é, reconhecidamente (por seus pares, pelo público e no mundo inteiro) a Primeira Dama do Teatro Brasileiro (com dezenas de personagens inesquecíveis vividos nos palcos – de Shakespeare a Nelson Rodrigues, de Fassbinder a Domingos de Oliveira, de Millôr Fernandes a Tchecov, de Augusto Boal a Adélia Prado -, a presença dos dois atores na narrativa ficcional brasileira se agiganta !

  Para quem perdeu: a personagem de Fernanda vai avisar que se descobriu viúva e pede o amigo em casamento. Mas ele não aceita que a iniciativa parta da mulher e diz que ele é quem tem de pedir. É tudo muito simples, mas tudo o que a aparente singeleza esconde, explode em atuações soberbas e fornece um material riquíssimo de significações para diversos estudos a partir da narrativa teledramatúrgica.

Um show emocionante, lindo, estupendo ao leve alcance de um click ! Acesse pelo site Globo.com ou veja/reveja pelo Globo Play !

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Um caloroso Parabéns aos notáveis Fernanda Montenegro e Lima Duarte !!! E vida longa à nossa Teledramaturgia !!! 

Pode me chamar: Ana Ratto lança Tantas

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       Pode me chamar ! Este é o nome do single de Anna Ratto que chegou às plataformas digitais. O álbum completo da cantora carioca será lançado dia 6 de abril e se chama Tantas.

       Lançamento da gravadora Biscoito Fino, esse será o quinto álbum da carreira de Anna, que agora traz a competente direção artística da atriz e jornalista Bianca Romaneda.  

     Pode me chamar, da banda Eddie, de Recife, é a música que abre o disco. “Essa música tem uma mistura de samba-rock com dub, com reggae no meio, cheia de ousadia. Abre o disco chamando para pista”, afirma Anna Ratto. A gravação da faixa conta com Jr Tostoi na guitarra e programações; Marcelo Vig na bateria e programações; Fernando Caneca no violão sete cordas e tenor; Alberto Continentino no baixo; e Jovi Jovianiano na percussão. 

        Frevolenta é a faixa do álbum que Anna compôs com Jam da Silva. A ideia de Tantas é que novos compositores tenham trabalhos divulgados. “Já gravei muitos ídolos consagrados, como Gil, Erasmo, Belchior, Tom Zé. Neste disco quis cantar os meus ‘jovens ídolos’ e estar mais comprometida com meu canto, ser canal, sem a obrigação de compor”, comenta. Os compositores interpretados são todos da geração de Anna ou até mais novos.

        O álbum com composições de Caio Prado, Matheus Von Krüger, Ana Clara Horta, Bruna Caram, Duda Brack, Tó Brandileone, João Cavalcanti, Rodrigo Maranhão, tem também participação do Quinteto da Paraíba e Carlos Posada. Na capa do disco, Anna Ratto está com figurino de Ronaldo Fraga numa fotografia de Nana Moraes. A cantora agora está em fase de preparação da turnê de lançamento do álbum, que estreia no Rio de janeiro, dia 27 de abril, no Espaço Cultural Sergio Porto, no Humaitá.

          E a assinatura de Bianca Romaneda na direção artística é, por si só, um diferencial de qualidade importante: Bianca, além de jornalista competente e de acurada sensibilidade, é atriz, flerta bonito com a poesia e a música, e seu trabalho sempre traz um bonito traçado cuja marca principal é uma poética em que a delicadeza tem passos ritmados com igualdade social e liberdade de expressão.

Anna Ratto CD

          Sobre o trabalho com Anna Ratto, Bianca Ramoneda postou em seu Instagram:

“Ela me chamou e eu fui ! Hoje o single está disponível em todas as plataformas digitais. Nasceu uma parceria linda e criamos o conceito visual e cênico deste novo trabalho. Um disco, um show, vem muita coisa boa por aí ! Para criar esta imagem, contamos com a parceria luxuosa da fotógrafa Nana Moraes e do multiartista Ronaldo Fraga. Ronaldo veste Anna com um figurino de tatuagens desenhado exclusivamente pra ela, em papel vegetal, sobre foto clicada por Nana. São camadas e camadas de criações, onde uma ideia se soma à outra, pro bem de todos. Cristina Moura imprime sua sutileza numa make corajosa porque discreta, É como acredito que tudo deva ser. Identidade que fortalece a artista e a representa para o mundo, com a força e a beleza que ela tem. Obrigada a todos que confiam na minha direção artística. E bora dançar que eu tô precisando”.

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Bianca Ramoneda, em encontro com Aurora Miranda Leão, assina a direção artística do novo CD de Anna Ratto.

Saiba mais

         Anna Ratto é considerada uma das melhores vozes de sua geração por Nelson Motta (fonte: Programa Sintonia Fina), lançou o primeiro disco (Do Zero-2006) já sob a chancela e participação de talentos como Pedro Luís e Rodrigo Maranhão. No segundo (Girando-2008) contou com a honrosa presença do mestre Edu Lobo, em duo. Neste disco, a cantora reforçou o lado autoral inaugurando parceria com Edu Krieger, além de fazer releituras ousadas para autores como Roberto e Erasmo Carlos, Gilberto Gil e Novos Baianos.

      Nome artístico da psicóloga Anna Luisa Soares Rodrigues da Cunha Ratto, há mais de 10 anos essa carioca aportou na música com vigor e sensibilidade. Anna Ratto despontou na música com belo repertório, ótima afinação e elogios da crítica especializada.

        Foi em fevereiro de 2014 que Anna Ratto gravou seu primeiro DVD (ao vivo) em parceria com o CANAL BRASIL, no Teatro Rival BR (RJ). O show contou com as participações  de Erasmo Carlos e Lucas Vasconcellos.

       O DVD reuniu canções da safra autoral de Anna, como Cabra-Cega, Serena, Perto-Longe e Seja Lá Como For. “Queremos mostrar mais do que uma intérprete de música brasileira. A Anna compõe e queríamos explorar esse lado. Já tínhamos ótimo material pra isso”, disse Roberta Sá, diretora-artística do DVD, lançado em 2015.

        E as referências da compositora estão lá bem delimitadas: Gilberto Gil e Os Novos Baianos, além de uma versão ‘pop-funkeadada’ da bela “Velha Roupa Colorida”, de nosso conterrâneo Belchior, bem diferente das conhecidas com Elis e o próprio autor. A banda que acompanha Anna Ratto no DVD é formada por um “timaço”: Fernando Caneca (guitarra), Emerson Mardhine (baixo), Fabrizio Iorio (acordeom e teclados), Marcelo Costa (percussão), Cesinha (bateria) e Lucas Vasconcellos (guitarra e programações).

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Ouça nas plataformas digitais:

YouTube https://youtu.be/qRyZc_8YhkI
Apple Music https://itunes.apple.com/br/album/pode-me-chamar-single/1357980094
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*Aurora Miranda Leão é jornalista e edita o #blogauroradecinema