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Foco nas principais notícias da área cultural

Raimundo Rodriguez: um guerreiro no cavalo de São Jorge !

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Raimundo Rodriguez finalizando o Cavalo de São Jorge, que estará em mostra especial na Gamboa, centro da capital carioca…

Raimundo Rodriguez, o notável artista plástico que transforma descartável e lixo em obra de arte – e que tem inteligência e sensibilidade para emprestar seu talento criador para dar conteúdo e beleza ao gênero telenovela – é incansável e ‘imparável’ ! Somos fã dele de carteirinha !

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E olha onde é que Raimundo vai estar amanhã: o dia é de Jorge Guerreiro, e é claro que o fecundo artista só podia estar homenageando seu santo protetor, como cabe a quem de fato se inscreve como devoto.

Neste domingo, 23 de abril,  Raimundo Rodriguez será o anfitrião de Salve São Jorge 23, uma mega exposição inaugural para saudar o Porto das Artes, novo polo de Cultura na Gamboa, zona portuária do Rio – prédio da fábrica de espetáculos do Theatro Municipal, na avenida Rodrigues Alves, 303.

Raimundo Rodriguez, conhecido também como o artista das intervenções urbanas, encabeça o convite para o vernissage da mega expô, na qual ele estará à frente de um coletivo de 200 artistas, inaugurando o espaço cultural PORTO DAS ARTES/ Fábrica de Espetáculos, na capital carioca, pertinho do Museu do Amanhã.

O convite para a abertura da mostra é atraente por si só: ninguém melhor que Raimundo Rodriguez para comandar a overture artística no novo cenário carioca.  Esta será a nona vez consecutiva que Raimundo presta homenagem oficial a São Jorge.

Para a expô deste domingo, Raimundo recriou uma de suas obras mais conhecidas: o Cavalo de São Jorge. Totalmente articulado e com mais de 30 movimentos, o cavalo participará de ‘cena’ com o ator Augusto Vargas, que encarnará o santo guerreiro numa performance que promete causar buchicho !

A exposição comandada por Raimundo Rodriguez vai reunir mais de 150 obras entre pinturas, esculturas, instalações, performances, gravuras, grafites e videoinstalações. São artistas dos mais diversos estilos criando arte com uma temática comum.

A ideia foi germinada a partir de um desejo pessoal e antigo do mestre Raimundo: o artista, criador de dezenas de cavalos articulados para a minissérie de Luiz Fernando Carvalho e Ariano Suassuna, A Pedra do Reino, construiu um para seu acervo particular. Nada mais justo. Como ele mesmo revela: “Adoro cavalos e nunca fiquei com um para mim”.  

Salve São Jorge 23 será aberta amanhã e vai ficar aberta à visitação até dia 6 de maio, com entrada gratuita. Vamos à Gamboa ! E Viva São Raimundo Jorge Guerreiro Rodriguez !

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Saiba mais sobre RAIMUNDO RODRIGUEZ

O artista plástico Raimundo Rodriguez tem fixação por arte, em especial, por obras que dão uma nova dimensão a materiais reciclados, como sobras de madeira, ferro e plástico. Cada um deles, diz, tem energia própria, carrega uma história, por ter passado pelas mãos de outras pessoas. Assim como o painel multicolorido, feito por ele com latas de tinta, que ganhou posição de destaque acima da porta de sua casa. Ou como os tijolos de demolição, centenários, usados para erguer toda a construção.

Raimundo Rodriguez (RR) é um cara inquieto: “Tanto na vida como na arte, gosto de muito”. Tem fascínio por transmutar coisas aparentemente imprestáveis, e um dom especial por criar obras de arte a partir de materiais reciclados ou de peças que a quase totalidade das pessoas vê como coisas velhas, feias, descartáveis.

RR mora numa bela casa, na qual o aproveitamento de peças e a reciclagem de material também impressiona: lá, ele coleciona muitas obras de artistas brasileiros, como Timbuca, Clarissa Campello, Deneír e Felipe Barbosa.

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Raimundo Rodriguez ladeado por Janete Scarani e Aurora Miranda Leão

Raimundo também possui raridades, como um painel original do lendário profeta carioca Gentileza que tinha ido parar no lixo. Em sua galeria particular, Rodriguez não gosta de desperdiçar nada: “A arte contemporânea é marcada pelo excesso. Eu detesto perdas. O que me interessa é transformar”, sentencia.

Filho de carpinteiro, Raimundo Rodriguez é autodidata e, além de artista plástico, é também animador cultural e um dos fundadores do coletivo de arte Imaginário Periférico: “Me orgulho de nunca ter tido carteira assinada. Não ter segurança no emprego sempre me fez viver em movimento”, decreta o devoto de São Jorge, que tem espalhados pela casa diversas imagens e amuletos do santo.

Em 2013, RR foi convidado a construir um Cavalo de São Jorge para a comissão de frente da escola de samba carioca Beija Flor.  E a nota não podia ser outra: 10 por unanimidade ! 

Cearense, Rodriguez mudou-se com seus pais para a Baixada Fluminense ainda criança e nunca mais saiu. Ali ele construiu uma adorável casa, bonita e silenciosa, onde mora com a companheira da vida toda, a produtora Janete Scarani. E diz, muito tranquilo – como aliás Raimundo sempre é – que não troca o lugar por nenhum outro do Rio: “Nova  Iguaçu é uma espécie de ‘Nordeste fluminense’. Sempre digo aos amigos: se nunca foi a Caruaru, venha a Nova Iguaçu”, brinca o artista plástico.

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Um dos altares de Velho Chico, criação de Raimundo Rodriguez…

Como exímio diretor de arte que é,  Raimundo Rodriguez tem seu belíssimo trabalho com cenografia/figurino/direção de arte entranhado em obras como as minisséries A pedra do reino, Hoje é dia de Maria, Capitu, Alexandre e outros heróis, e nas novelas Meu Pedacinho de Chão e Velho Chico (para a qual criou vários altares, mais de mil santos e cerca de 500 estandartes).

É ou não é para aplaudir de pé a criatividade invulgar de Raimundo Rodriguez ?

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Um dos belos ambientes cenográficos de Meu Pedacinho de Chão, obra de Raimundo Rodriguez…

Marcelo ADNET e Marcius Melhem encharcam TV de Humor, Talento, Inteligência e Ironia !

*Aurora Miranda Leão

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O programa mais bacana da grade atual da TV Globo responde pelo sugestivo nome de Tá no Ar: A TV na TV !

Em sua quarta temporada, o programa assinado por Marcelo Adnet e Marcius Melhem  insere-se naquele grupo singular de programas que consegue ser sempre novo e melhor a cada edição.

Tá no Ar: a TV na TV é escrito por Alexandre Pimenta, Angélica Lopes, Daniela Ocampo, Leonardo Lanna, Marcelo Adnet, Marcius Melhem, Maurício Rizzo, Thiago Gadelha e Wagner Pinto e tem redação final de Marcelo Adnet e Marcius Melhem. A direção geral é de Mauricio Farias. No elenco, além de Adnet e Melhem, Danton Mello, Luana Martau, Carol Portes, Georgiana Goes, Marcio Vito, Maurício Rizzo, Renata Gaspar, Veronica Debom e Welder Rodrigues.

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Esta temporada de TÁ NO AR avaliza o quarto ano do programa como atração televisiva competente, importante e poderosamente inteligente: Marcelo Adnet, Marcius Melhem e companhia seguem criativamente instigantes, capazes de transmutar o tantas vezes combatido efeito zapping num mote para fazer rir com hilárias paródias da vida nacional, com as quais o público rapidamente sintoniza.

Seja simulando programas conhecidos, parodiando comerciais, ou simplesmente exercitando o melhor do besteirol, Tá no Ar segue como o melhor programa de humor da televisão brasileira na atualidade !

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Um dos quadros mais aguardados: Adnet como o revolucionário que detesta a TV Globo 

Com o contexto político nacional, onde assuntos espinhosos e tantas vezes vexatórios são cotidianos, os criadores do TÁ NO AR exercitam com maestria sua capacidade de fazer rir, criticar, informar, opinar, e fazer chacota com temas que o telespectador imediatamente sintoniza. Isso pôde ser visto logo na estreia da temporada 2017 com a chamada do filme “A Dama da Delação”, atração do “canal Brasília”,  cujo logo no canto da tela fazia alusão ao Canal Brasil e seu catálogo de chanchadas nacionais. No enredo, ações típicas do esquema de corrupção, tudo sendo gravado por uma moça, digamos, “nada recatada”. Fácil encontrar semelhança com a realidade brasileira. Outro esquete divertido parodiava o comercial de um supermercado carioca, no qual um animado garoto-propaganda anunciava demissões em massa num momento de crise. O TÁ NO AR aproveitou para colocar o dedo na ferida com sua costumeira eloquência, parodiando o comercial do Banco do Brasil, com o slogan “Branco no Brasil: há mais de 500 anos levando vantagem”. 

A cada terça, o programa parece vir ainda mais inspirado ! Pena que já está sendo anunciado o final desta temporada 2017: programa com a qualidade de TÁ NO AR deveria fazer parte da grade permanente da TV. Assim como OS NORMAIS, Casseta & Planeta, e MISTER BRAU, Tá no Ar sair da grade de programação provoca imediato mal-estar no público quando se aproxima seu fim indesejável.

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Luana Martau e Marcius Melhem em quadro hilário sobre música sertaneja…

No programa da terça, 14 de março, o quadro em que Marcius Melhem aparece sendo entrevistado como um estudioso do ritmo musical Sertanejo, dizendo que ele surgiu no século XIX, e já nasceu revolucionário, dando exemplos do ritmo bombando em várias partes do mundo – como aconteceu no final dos anos 50 – foi ANTOLÓGICO !!!

Naquele tempo, segundo o estudioso, o Sertanejo já fazia enorme sucesso em Cuba… Pense num gol de placa ! Sensacional ! Melhem era o estudioso, enquanto Marcelo ADNET aparecia protagonizando um clipe produzido em grande estilo. Vale ressaltar que, neste quadro, ADNET fazia sempre o vocalista dos vários grupos sertanejos mostrados. Sim, porque depois da passagem por Cuba, teve também uma amostragem do sucesso do Sertanejo na China… Hilárioooo !!!

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O ritmo Sertanejo já fazia muito sucesso em Cuba nos anos 50…

OUTROS DESTAQUES:

“Classificação indicativa é um pé no saco”

A Tosca Produções com suas super ofertas no comércio

O Cine México com patrocínio dos SHUFFLES

THE VOICE OF TRONES

Ambientalistas da Paixão a primeira novela inteiramente auto-sustentável dda TV Brasileira.

Resta a você, que por algum compromisso importante, desatenção ou sono, pode ter perdido o programa, o consolo de assistir ao insólito TÁ NO AR: A TV NA TV via GloboPlay – o aplicativo gratuito da TV Globo !

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Risada garantida: Rick Matarazzo e Tony Karlakian, presenças obrigatórias do Tá no AR !

 

 

NOSOTROS: imigrantes cantam e dançam numa revoada em praça pública

A carreta-palco da Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes estaciona na capital paulista, mais precisamente no Parque do Trote, a bordo do espetáculo “épico-musical” NOSOTROS. O universo latino-americano entra em cena sob o ângulo mitológico.

A história nasceu por meio de entrevistas com imigrantes de vários países residentes em São Paulo, além da pesquisa sobre as mitologias andina (com o rei inca Inkarri) e brasileira (o mito Guarani da Terra Sem Mal). Daí surgiu Juanito, um imigrante que busca uma vida melhor para si e sua família. Um grupo de saltimbancos chega com o arauto Ekeko, o Deus andino da prosperidade, e com Aracy, uma andarilha indígena brasileira. NOSOTROS tem direção de Ednaldo Freire e dramaturgia do professor, cineasta, roteirista e dramaturgo Alex Moletta.

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SINOPSE:

Uma trupe de saltimbancos, conduzidos por uma revoada humana formada por imigrantes, narram a história de Juanito: um típico andino que deixa seu local de origem para tentar uma vida melhor numa terra sem mal chamada: Nosotros. Uma história permeada por desafios, comicidade, música, sonhos e angústias daqueles que ousam se aventurar por terras desconhecidas.

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FICHA TÉCNICA:

Direção:  Ednaldo Freire

Dramaturgia:  Alex Moletta

Cenário e Figurinos: Luiz Oliveira Santos

Músicas e Direção Musical:Gustavo Kurlat

Arranjos e Produção Musical: Vicente Falek e João Paulo Nascimento

Elenco: Aiman Hammoud, Mirtes Nogueira, Carlos Mira, Maria Siqueira,Giovana Arruda, Harley Nóbrega, Ian Noppeney

Orientador de Pesquisa: Hugo Villavicenzio

Preparação de Voz e Corpo: Verlucia Nogueira

Assistente de Cenografia e Adereços: Vânia Tosta

Cenotécnico: Edson Freire

Operador de Som: Gabriel Kavanji

Operador de Luz: Marco Vasconcellos

SERVIÇO: NOSOTROS, uma revoada latino-americana

                   Novo Espetáculo da Fraternal CIA

O QUE: Espetáculo teatral a ser apresentado no Parque do Trote, na Vila Guilherme, em São Paulo. QUANDO: Estreia dia 18 de março. Horário: 15h  ENTRADA FRANCA.

Cataguases VERDE na vanguarda da Cultura

Neste sábado, 18 de março, a partir das 19 horas, será inaugurada em Cataguases (MG), no Centro Cultural Humberto Mauro, a mostra VERDE 90 ANOS (1927/2017), organizada pelos poetas Joaquim Branco, P.J.Ribeiro e Ronaldo Werneck.

A exposição é composta por imagens & textos e, na noite de abertura, haverá um sarau com poemas dos integrantes da revista Verde pela equipe do Proler, um bate-papo aberto ao público com os organizadores da mostra, e o lançamento de dois livros: Uma Verde História, de Fernando Abritta & Joaquim Branco e Rosário Fusco por Ronaldo Werneck: Sob o signo do imprevisto

Além destes lançamentos e do sarau com poemas dos integrantes da revista, a exposição VERDE 90 ANOS vai mostrar fotos individuais e em grupos dos membros do movimento, de várias situações em casa, com a família, as capas das revistas e livros, os textos mais representativos, os logotipos criados por Rosário Fusco, desenhos e caricaturas, e as biografias resumidas de cada um dos “Verdes”. Haverá também um bate-papo com os organizadores, aberto a perguntas do público.
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“Em boa hora, o poeta e cronista Ronaldo Werneck nos oferece este excelente Sob o signo do imprevisto. É um título para constar da biblioteca de todos aqueles que cultuam Rosário Fusco e admiram Ronaldo Werneck”, diz o escritor Luiz Ruffato no texto de orelha do livro do querido poeta Ronaldo Werneck. Na apresentação, escreve Joaquim Branco: “O leitor que se prepare. Aqui conhecerá a (a)ventura imperdível de um romancista que excede o romance e extrapola todos os limites da criação literária e – por que não dizer? – humana”.
A Revista Verde
“Por que enredos da Providência Divina foi nascer, à beira de um riacho chamado Meia-Pataca, um grupo de poetas interessantes que hão de deixar uma certa marca no momento poético que estamos vivendo?” – perguntava-se o respeitado crítico Tristão de Athayde n´O Jornal, do Rio de Janeiro, em 1928, ao escrever sobre a revista Verde, lançada no ano anterior na mineira Cataguases.

 
VERDE tirou seis edições: as cinco primeiras em 1927; uma em 1928; e a última em 1929, toda dedicada a Ascânio Lopes, o principal poeta do grupo, que acabara de falecer, aos 22 anos. O primeiro número publicava apenas escritores mineiros – Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura etc – e entre eles os rapazes da cidade, núcleo de resistência da Verde e fundadores da revista: Ascânio Lopes, Cristóphoro Fonte-Boa, Camilo Soares, Enrique de Resende (o mais velho, então com 28 anos), Francisco Inácio Peixoto, Guilhermino Cesar, Martins Mendes, Oswaldo Abritta e Rosário Fusco, o mais novo deles, com 17 anos.
Já a partir do segundo número, vieram colaborações de escritores dos quatro cantos do país e até do exterior. Principalmente dos modernistas de São Paulo, capitaneados por Mário e Oswald de Andrade, que chegaram mesmo a escrever poema famoso dedicado aos rapazes da Verde, publicado no quarto número da revista, onde diziam: “Todos nós somos rapazes/ muito capazes/ de ir ver/ de forde verde/ os ases de Cataguases”
No terceiro número da VERDE é publicado um “abusado” manifesto, que se tornaria famoso e capaz de ser resumido nos seguintes itens:
 
1.º Trabalhamos independentemente de qualquer outro grupo literário.
2.º Temos perfeitamente focalizada a linha divisória que nos separa dos demais modernistas brasileiros e estrangeiros. 
3.º Nossos processos literários são perfeitamente definidos. 
4.º Somos objetivistas, embora diversíssimos uns dos outros.
5.º Não temos ligação de espécie nenhuma com o estilo e o modo literário de outras rodas.
6.º Queremos deixar bem frisada a nossa independência no sentido “escolástico”.
7.º Não damos a mínima importância à crítica dos que não nos compreendem.
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Ronaldo Werneck, Joaquim Branco e P.J. Ribeiro: preservando a memória da VERDE
Os dois textos sobre o livro de Ronaldo Werneck, assinados por Luiz Ruffato e Joaquim Branco, já estão no blog do escritor. Acesse:

Mídia, Democracia e Política em Aula Magna da UFJF

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Acontece nesta quinta, 9 de março, no anfiteatro da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora, a aula inaugural do Programa de Pós-Graduação em Comunicação. A palestra será ministrada pelo Dr. Mauro Pereira Porto, professor do Departamento de Comunicação da Tulane University em Nova Orleans, nos Estados Unidos, e tem como título Mídia, Democracia e Polarização Política.

A palestra do professor Mauro Pereira Porto será a Aula Magna inaugural da turma do Mestrado em Comunicação 2017 da UFJF e é aberta ao público.

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A palestra do professor Mauro Pereira Porto vai analisar a relação entre meios de comunicação e polarização política no contexto da atual crise da democracia representativa no Brasil.

Segundo a perspectiva analítica proposta, a crise é resultado, em parte, da reação da classe média tradicional contra o processo de inclusão social que ocorreu durante os dois mandatos do Presidente Luis Inácio Lula da Silva. Esta reação da classe média é alimentada e sustentada por padrões de representação simbólica construídos pelos meios de comunicação. Em particular, a mídia tem tido um papel ativo na disseminação de imagens estigmatizantes sobre os grupos sociais recentemente incluídos, especialmente os negros e a chamada “nova classe média”.

A palestra conclui ressaltando que a mobilização política conservadora dos setores médios e o caráter frequentemente excludente das mensagens da grande mídia estão relacionados, constituindo uma polarização política que cria importantes obstáculos para o funcionamento efetivo da democracia representativa.

TV, Comunicação e Cotidiano

“A Comunicação não é um processo simples em que uma mensagem é levada de um emissor até os receptores através de um meio (televisão). É na comunicação que o significado das coisas – inclusive dos fenômenos políticos – é construído, onde o mundo da política adquire um sentido específico. A televisão não só transmite informações sobre o mundo da política: ela o interpreta, confere a ele um determinado significado.”

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“Entender o papel da TV desta forma nos permite não só reconhecer a sua importância, mas também superar algumas teorias simplistas que tendem a ver a televisão como uma instituição onipotente, todo-poderosa, frente a uma audiência passiva, facilmente manipulável. Quando afirmo que a televisão é o elemento mais dinâmico e importante na formação da nossa visão de mundo, não pretendo afirmar que seja o único.”

QUEM É MAURO PEREIRA PORTO

Bacharel em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (1988), Mauro Peereira Porto é Mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília (1993) e tem Doutorado em Comunicação pela University of California, San Diego (2001). Atualmente, é professor da Tulane University, Nova Orleans (EUA). O professor e pesquisador tem vasta experiência na área da Comunicação Política, com ênfase na relação entre mídia e democracia, atuando principalmente nos seguintes temas: mídia e política no Brasil, jornalismo, telenovelas, propaganda política na televisão, sociedade civil e accountability, midia e consolidação democrática na América Latina.

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UFJF receberá novos alunos do Mestrado em Comunicação discutindo Mídia e Democracia

Dois Irmãos: Luiz Fernando Carvalho faz Poesia da obra de Hatoum

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Cauã Reymond, em papel difícil, reafirma imenso talento…

A minissérie que abriu o tradicional janeiro de grandes minisséries na TV Globo terminou ontem após 10 capítulos de uma produção com a assinatura prodigiosa e relevante de Luiz Fernando Carvalho (LFC).

DOIS IRMÃOS surge após a força dramático-imagética que foi a novela Velho Chico, também dirigida por Luiz Fernando, mas estava já gravada há 2 anos.

Trata-se de adaptação da obra homônima do escritor amazonense Milton Hatoum, adaptada por Maria Camargo. Conta a saga de uma família de libaneses residente em Manaus. O foco central da ação são os gêmeos Omar e Yaqub (vividos em 3 fases distintas pelos atores Lorenzo Rocha, Matheus Abreu e Cauã Reymond). Os gêmeos, desde garotos, vivem em disputa pela atenção dos pais, Halim (Antonio Caloni/Antonio Fagundes) e Zana (Juliana Paes/Eliane Giardini), e o amor da jovem Lívia (Monique Bourscheid/Bárbara Evans). Assim como no livro, a história é narrada por Nael (Ryan Soares e Irandhir Santos), filho de Domingas (Zahy Guajajara), um misto de agregada e empregada da família dos gêmeos.

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Quem acompanha o trabalho sempre instigante e competente de Luiz Fernando Carvalho já sabe: quando vem obra dele, vem produção esmerada, misto de beleza e reflexão, calmaria rítmica e avalanche emocional, músicas que evocam ou sublinham sentimentos que permeiam as emoções em relevo na trama, despertando uma polaridade que conjuga – com extrema delicadeza e pertinência – o claro e o escuro, o trágico e o alegre, o erótico e o rude, o avanço e retrocesso, o direito e o avesso, o sagrado e o profano, a beleza e o sombrio.

Em DOIS IRMÃOS – que a TV Globo lançou com o ótimo apelo “Assista a esse Livro !” – essa polaridade, ancestral e típica da vida, é moldura e conteúdo que Luiz Fernando Carvalho alcança e converte em refinada linguagem, traduzida em brilhante forma artística.

O duplo de cada personagem, das ações, dos acontecimentos, das reações, é dado precípuo da obra. Quem acompanhou com atenção, por certo lembrar-se-á dos momentos de pura euforia de Zana (a matriarca dividida entre Juliana Paes e Eliane Giardini), as nuances de Halim (Antônio Calloni e Antônio Fagundes), e o duelo permanente entre os gêmeos, com a recorrente polaridade evidenciando-se na eterna rivalidade entre irmãos, ademais sendo esses personalidades tão distintas, movidos por ódio e vingança desde muito cedo.

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Trabalho de caracterização foi tão perfeito que levamos um ‘susto’ quando o personagem Nael cresceu e apareceu com Irandhir Santos: parecia tratar-se do mesmo ator em idade mais avançada… Sensacionallll !!!

O escritor Milton Hatoum, amazonense autor do livro, deve estar muito feliz: as vendas de seu livro tiveram expressivo aumento após a estreia da minissérie, e sua obra agora ganha visibilidade nacional. E quem pode concorrer com o alcance da Televisão ? Ganhou Hatoum, ganhamos nós com esta Jóia da Teledramaturgia que é a minissérie DOIS IRMÃOS.

Mesmo já considerando, há tempos, LFC como um dos mais relevantes e competentes diretores de Teledramaturgia do país – costumamos dizer que “Todos os outros fazem novela; só Luiz Fernando Carvalho faz obra de Arte” -, o diretor sempre nos surpreende – positivamente – a cada novo trabalho.

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Que riqueza é assistir a uma obra assinada por LFC ! Que refinamento ele empresta a detalhes ! São pequenas pérolas encravadas em blocos de capítulos, perfazendo um total criativo cuja obra final deve equivaler mais que a um longa-metragem em esforço, trabalho e alcance, tal é o preciosismo na arquitetura cênico-imagética que facilmente identifica-se nas criações de LFC. O diretor é mestre na construção de um matelassê teleaudiovisual que evidencia uma enorme diversificação de intertextualidades, cujo acme é uma analogia constante, permanente, sutil e evidente entre as questões evocadas nas tramas e nas injunções que se desenrolam qual num tabuleiro de xadrez, complexo e inextricável, que esboça a realidade paradoxal e polarizada de um país perplexo ante tantas adversidades.

Em DOIS IRMÃOS é possível também identificar um diálogo com o clássico “O Tempo e os Conways”, do dramaturgo inglês J.B. Priestley, e ainda com O Jardim das Cerejeiras, do notável Anton Tchecov. Outros mais poderão ser aludidos. Esses me vêm à memória agora. O fato é: o sensório de Luiz Fernando Carvalho é pródigo em criar analogias, em promover diálogos, em promover alianças, mergulhando longe e fundo para emergir e iluminar a obra a qual ele está ‘construindo’ com matizes e texturas que apontam, insistentemente, para um universo multifário e poliédrico, pois assim esboça-se a sensibilidade do diretor, conforme o olhar mais atento pode perceber em suas notáveis criações artísticas. Nesse viés, Luiz Fernando Carvalho traz em seu arcabouço uma multiplicidade de influências, inspirações, estilos, e PERGUNTAS ( qual um garimpeiro, sempre em busca de novas pepitas preciosas) que o tornam um profícuo detonador de sentimentos e emoções aflorando em direções várias. É preciso ser muito tosco para não se sentir tocado pelos magnânimos quadros audiovisuais que LFC consagra às suas obras.

*Não sei o nome do clássico do cancioneiro mundial que encerrou a minissérie, mas que achado ! Mão na Luva, como diria Machado de Assis.

Assim, tendo essa ligação estreita e oxigenante com o dia-a-dia do país, é que Luiz Fernando – do alto de sua inquietação criativa – percebeu a ‘necessidade’ de alterar a edição dos capítulos finais de Dois Irmãos, ante a gravidade da rebelião de presídios acontecida em Manaus. Como disse o diretor em entrevista à colega Cristina Padiglione:

“Faz uns dez dias, estava editando a cena da morte de Halim, abatido sobre seu sofá cinza, mudo, cristalizado, perplexo diante das transformações que se iniciaram naqueles tempos, mas que chegam ao ápice nos dias de hoje! Na semana de estreia, assassinatos se multiplicaram nos presídios de Manaus, uma capital abandonada e praticamente esquecida, que entrou para o mapa mundi da tragédia da vida real e ficcional a um só golpe. Tudo se misturou na minha cabeça. Entendo a edição como algo móvel, dinâmico, como a vida. As improvisações continuam ali. Não trabalho com cartilhas. Meu olhar se interessa por estes acasos e espelhamentos. Os acontecimentos em Manaus modificaram a forma de editar os capítulos finais, sim. Senti a necessidade de incorporar à decadência, já posta no romance, a reflexão machadiana de que ‘o progresso já nasce em ruínas’. A edição se tornou mais crítica e política ao refletir o tempo que passa e sua ideia de progresso”.”

Um Viva muito grande e sonoro ao formidável elenco de DOIS IRMÃOS, no qual destacam-se as atuações de Juliana Paes, Antônio Calloni, Eliane Giardini, Antônio Fagundes, Irandhir Santos, e a criação impactante de Cauã Reymond, que esbanjou talento, sensibilidade e invejável profissionalismo.

*Bom rever Michel Melamed, Isaac Bardavid, Ary Fontoura, Maria Fernanda Cândido e Carmen Verônica.

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PARABÉNS ao maestro Luiz Fernando Carvalho e a toda a fabulosa equipe que com ele tornou possível a realização exponencial de DOIS IRMÃOS ! Uma obra que nos enche de admiração por sua riqueza como criação teleaudiovisual, e também por nos relembrar que, no Brasil, há sim motivos muitos para nos orgulharmos, conforme ficamos ao sermos partícipes de um tempo em que se produz obra tão digna em meio a tantas coisas que nos envergonham neste Brasil dos anos 2000.

Cidade dos Homens estreia hoje com Dja Marthins em participação especial

A competente atriz Dja Marthins, mais um talento de peso da cultura  baiana, conhecida por sua presença sempre forte e competente – seja no teatro, cinema ou televisão -, está de volta à telinha esta noite:
DJA participa do primeiro episódio de Cidade dos Homens, que estreia hoje uma nova versão, atualizada em 12 anos. Escrita por George Moura e Daniel Adjafre, a minissérie agora tem direção de Pedro Morelli.
“Faço uma mulher que ganha a vida consertando e recuperando os utensílios domésticos dos moradores de uma comunidade. Mas é uma participação pequenina”, avisa Dja. Apesar de lamentarmos que sua participação seja apenas no primeiro capítulo, é bom de todo modo rever Dja atuando, ainda mais numa minissérie com uma trajetória como a de Cidade dos Homens, que destaca a relação de amizade da famosa dupla Acerola e Laranjinha.
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Acerola e Laranjinha retornam e agora já tem filhos…
Em Cidade dos Homens, Dja contracena com os atores mirins Luan Pessoa (Davi) e Carlos Eduardo Jay (Clayton), que  encarnam os filhos de Laranjinha ( Darlan Cunha) e Acerola (Douglas Silva). Os intérpretes entram em cena para dar continuidade aos inesquecíveis personagens, numa passagem de 12 anos.
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DJA Marthins iniciou a carreira através do importante  trabalho da Oficina de Espetáculos Calouste Gulbenkian, comandada pelos atores Ernesto Piccolo e Rogério Blat. Inscreveu-se mais tarde no curso de teatro da Universidade Estácio de Sá.
E foi através de um belíssimo espetáculo da dupla Picollo & Blat (que criaram e dirigiram diversos espetáculos bonitos e relevantes em aulas populares, as quais misturavam diversas etnias, gerações e classes sociais) que vi DJA pela primeira vez. Em cena, DJA atuava e cantava no inesquecível musical PRAÇA ONZE. O elenco era enorme, formado por alunos da oficina do Centro Cultural Calouste Gulbenkian, e não dava pra guardar nome e rosto de todos. Foi só quando vi DJA Marthins emprestando seu talento em #joiarara, que me encantei com sua atuação. E conversa vai, lembrança vem, e o musical PRAÇA ONZE nos fez recordar momentos lindos que ‘vivenciamos’ em dia de festa no palco.
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 Cartaz do inspirado musical de Ernesto Piccolo e Rogério Blat, onde Dja Marthins atuou…
DJA Marthins é conhecida por vários trabalhos na televisão. Egressa do teatro baiano, a atriz estreou na telinha em 2002 com o Beijo do Vampiro, seguindo nas novelas Cobras & Lagartos (2006), Saramandaia,  Joia Rara (2013) e Haja Coração (2016), citando apenas algumas.
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Na última versão de Saramandaia, obra do também baiano Dias Gomes, o saudoso e notável dramaturgo criador de obras como O Bem Amado e O Santo Inquérito, ela fez  a empregada da personagem Candinha Rosado, vivida pela atriz Fernanda Montenegro, e conta que foi “um prazer enorme trabalhar com essa grande profissional”.
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José Araújo e Dja Marthins contracenando em Joia Rara, obra-prima de Duca Rachid e Telma Guedes…
A personagem de Cidade dos Homens é mais uma que evidencia o talento da atriz em trabalhos que destacam as comunidades cariocas. Na peça “Favela”, Dja mostrou nos palcos a vida da Dona Jurema, uma fofoqueira no cotidiano de quem mora no morro. Texto de Rômulo Rodrigues com direção de Marcio Vieira. Em “Áurea, a Lei da Velha Senhora”, de Jean Mendonça,  Dja encarnou a Negra Velha, encantando o público com sua atuação pujante.
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“Gosto de trabalhar na televisão, mas minha paixão é o teatro.  Estou ensaiando Bodas de Ouro, de Vicente Maiolino, com adaptação e direção de Wilson Caetano. Comigo no elenco está Ricardo Romão,  fundador e líder do grupo musical Saci Chorão”, conta a querida DJA.
No cinema, Dja Martins atuou nas produções “Através da Sombra”(Walter Lima Jr), “Polidoro”(Tiago Arakilian) e “Solteira Quase Surtando”(Caco Souza), além dos curtas-metragens “Safári”(Renata Di carmo) e “Vazio do Lado de Fora”(Eduardo Brandão Pinto). Esse último “é sobre o pessoal que foi desabrigado no autódromo”.
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Dja Martins: orgulho e força do Teatro Baiano, revelada ao país pela teledramaturgia.

Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça consagrados no Domingão do Faustão

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O cobiçado Troféu Mário Lago, benfazeja iniciativa do programa Domingão do Faustão, reverencia e aplaude talentos artísticos de várias áreas.

A honraria foi criada em 2001 como Troféu Conjunto da Obra, tendo sido seu primeiro ganhador o saudoso Mário Lago – jornalista, radialista, ator, escritor, compositor. A partir de então, o troféu passou a chamar-se MÁRIO LAGO numa bela demonstração de apreço ao notável artista que nomina a honrosa estatueta.

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Entregue anualmente a personalidades de destaque na área artística, o troféu já foi entregue a Laura Cardoso, Paulo José, Glória Menezes & Tarcísio Meira, Tony Ramos, Lima Duarte, Glória Pires, Gilberto Gil, Antônio Fagundes, Hebe Camargo, Regina Duarte, Roberto Carlos, Fernanda Montenegro, William Bonner, e Susana Vieira. Até 2007, o troféu era entregue no último domingo de cada ano, juntamente com a entrega do Troféu Melhores do Ano. Hoje, a entrega do Troféu Mário Lago é entregue no domingo seguinte ao Melhores do Ano, e cada vez há maior esmero na cerimônia de entrega. E o mais bacana: é o agraciado do ano anterior quem entrega o Troféu ao próximo vencedor.

Este ano, na edição de ontem do Domingão do Faustão, os vencedores foram Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça, que estão celebrando 60 anos de carreira e quase o mesmo tempo de união conjugal. E foi Susana Vieira, ganhadora do ano passado, quem entregou o Mário Lago a Rosamaria e Mauro.

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E como dizia a canção popular, foi bonita a Festa !

Quando Mauro Mendonça entrou no palco do Domingão, o sentimento lhe saltava aos olhos. Ver aquele Ator notável, do alto de sua seriedade, competência e simplicidade, emoldurado pela emoção, foi já um espontâneo convite para aderir de alma e coração à justa homenagem anfitrionada pelo apresentador nosso de todos os domingos, o querido Faustão.

Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça somam 60 anos de duas vitoriosas carreiras, as quais aprendemos a admirar e aplaudir ao longo de décadas de personagens – nascidos de seus Talento, Profissionalismo, Carisma e Dedicação -, inscritos de forma sensível e inolvidável na história da Teledramaturgia Brasileira e, portanto, da Teledramaturgia Mundial, já que o Brasil (leia-se Rede Globo) faz a Melhor Telenovela de Primeiro Mundo do planeta.

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Rosinha & Maurão – como os chamamos os que com eles partilhamos amizade – são duas pessoas adoráveis. Temos a honra e alegria de dizer que nossa amizade com eles transcende os aspectos de nossa paixão comum pelo ofício do Representar e pela atuação em veículo tão poderoso quanto a TV.

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Aurora Miranda Leão, Rosamaria Murtinho, João Paulo e Mauro Mendonça…

Para além dos dois ícones de alta envergadura que são, Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça – a ordem dos nomes não altera o bem-querer recíproco – são ”seres humaninhos” (plagiando o ótimo Mustafary de Marco Luque) arretados, cuja companhia e convivência são prazerosas e enriquecedoras. Conheço-os desde minha adolescência: bastou encontrar-nos uma vez e nunca mais nos desligamos. Há muitos anos, sou hóspede do querido casal quando vou à capital carioca, e a cada vez que estamos juntos, é como se nunca tivéssemos ficado distantes. E não ficamos mesmo. Porque a distância foi sempre só física: nossas energias sempre estiveram sintonizadas, nossas confluências se renovam como águas de cachoeira e nossas trocas sempre começam e se aprofundam em risos, conversas, abraços, comidinhas mineira e cearense, passeios, rodas de samba, música, filmes, enfim, como é bom ver, rever, estar, conviver com Mauro Mendonça e Rosamaria Murtinho.

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Como foi auspicioso acompanhar a justíssima Homenagem do Domingão do Faustão ao emérito casal que a Teledramaturgia abraçou desde os seus primórdios, e que é um símbolo tão vivo e relevante da nossa produção teleaudiovisual. Emocionei-me por demais. Sobretudo os depoimentos de Natália Thimberg, Francisco Cuoco, Lima Duarte, Boni, Sílvio de Abreu, Tony Ramos, Vanessa Giácomo, Bárbara Paz, Denise Sarraceni, Jorge Fernando, e os três filhos do casal – os queridos João Paulo, Rodrigo e Maurinho -, tornaram a Homenagem ainda mais profunda, calorosa, e tocante. A começar pelo próprio Faustão ao lembrar de sua primeira entrevista, quando então iniciava como repórter numa rádio de Campinas (SP), e contava apenas 14 anos. E lá estava Rosamaria (à época, já em pleno sucesso na TV), que, valendo-se de sua natural simpatia e generosidade, não se fez de rogada e colaborou com o apresentador. Faustão fez questão de contar o fato e declarou: “Ela me ajudou completamente. Nunca esqueci disso: eu era apenas um repórter em início de carreira, sem experiência alguma, e ela foi de uma extrema delicadeza e coleguismo, e colaborou comigo inteiramente”.

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A Homenagem a Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça ocupou a ‘faixa nobre’ do Domingão do Faustão – o horário em que o programa é mais visto, antes das tradicionais ‘Videocassetadas’ – abrindo espaço para um bonito resumo da carreira do casal mostrando cenas e imagens de trabalhos emblemáticos dos dois na TV e no Teatro.

Belo, oportuno, importante e necessário este Troféu Mário Lago. Agiganta-se o Domingão com essa série de Homenagens que costuma fazer aos artistas de nossa tão rica Teledramaturgia. É o apresentador Faustão, aliás, o melhor símbolo dessa figura dignificante e necessária que é a do Jornalista/Apresentador/Agitador Cultural que está à frente de uma atração televisiva que serve como o melhor canal para reconhecer talentos e aplaudir competências.

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Ao destacar, elogiar, homenagear e dar vez e voz aos artistas que, diariamente, adentram milhões de lares brasileiros através da extensa e intensa produção teleaudiovisual do país, o apresentador Faustão insere-se, cada vez mais, no coração da audiência popular, se engrandece ao reverenciar o talento de seus pares, e dignifica-se ao ser o grande baluarte deste ato tão singelo quanto grandioso, que é reconhecer o mérito alheio, aplaudi-lo e tornar conhecido e admirado (ainda mais) pelo grande público aqueles a quem a emoção e o carisma já consagraram.

E os maiores exemplos disso são a entrega anual do Troféu Melhores do Ano (melhor e mais caprichada a cada edição) e do Troféu Mário Lago, momentos de reconhecimento maior ao enorme contingente de artistas e técnicos que tornam a nossa Música e Teledramaturgia produtos de exportação dos quais nos orgulhamos e aos quais aplaudimos com vigor !

Aliás, há muito Faustão e sua valorosa equipe de produção se desdobram na criação de interessantes quadros para a atração dominical. Antes, havia o emocionante Arquivo Confidencial, que fazia derramar lágrimas dos homenageados e em quem os assistia. Não sabemos porque o quadro acabou mas nada impede que volte. Assim como a prestigiada Dança dos Famosos não pode acabar !

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Roberto Carlos entregou o Troféu Mário Lago a Fernanda Montenegro…

Por todos esses anos no comando das tardes-noites de domingo, pela louvável criação e permanência dos quadros de homenagens, e pela realização esmerada da entrega dos troféus, o caloroso #aplausoblogauroradecinema para Faustão e toda a equipe de produção do seu inoxidável Domingão.

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Mauro Mendonça, Susana Vieira, Rosamaria Murtinho e Faustão no Domingão de Natal…

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E aos ilustres e queridíssimos Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça, nossa Admiração sempre maior, e nossos aplausos envolvidos em lágrimas e sorrisos pela justeza e evidente acerto da gloriosa Homenagem. Vocês, Rosinha e Maurão, enriquecem e dignificam a história do Troféu Mário Lago !

ROBERTO CARLOS, essa Força Estranha que tanto amamos

Por Aurora Miranda Leão*

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“Para que todos cantem na mesma voz esta oração…”

Os versos do clássico de 1970 de Roberto e Erasmo Carlos parecem entronizados no coração brasileiro, mas a oração que todos aprendemos a cantar juntos acontece anualmente é na frente da telinha, no sempre aguardado especial de fim de ano do REI Roberto Carlos.

É como se todos cantássemos, em uníssono, as canções que nos acompanham ao longo de décadas de uma carreira vitoriosa, de um artista magnânimo, que canta cada vez melhor, dono de um repertório que o faria REI em qualquer nacionalidade.

Bastaria ter um nome menos popular que Roberto Carlos, ou mais ‘estrangeirado’, e Roberto Carlos seria endeusado, como o são Frank Sinatra, Elton John e Charles Aznavour, para citar apenas alguns.

As músicas de Roberto Carlos, sejam elas criadas por ele, em parceria com Erasmo, ou apenas tornadas populares em sua voz, são dele também. Basta lembrar das belíssimas Ninguém vai tirar você de mim (de Édson Ribeiro e Hélio Justo), Não vou Ficar, de Tim Maia, e Amor Perfeito (de Michael Sullivan, Paulo Massadas, Linmcoln Olivetti e Robson Jorge). Por isso, há canções ‘robertocarlianas’ impregnadas no repertório musical de qualquer brasileiro. Quer o sujeito admita isso ou não. Ainda há muita gente que acha brega, cafona ou ultrapassado assumir que curte Roberto Carlos. Enquanto tentam fingir pra si mesmos, perdem a delícia que é ouvir uma música preferida e sair dançando e/ou cantando junto… Barbaridade, Tchê !

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“Junto com você todos estamos, o tempo todo, como bem disse Gilberto Gil.

Felizmente, a leva de gente que admira o REI e faz questão de dizer isso, é imensa, e só torna mais ridículos os que insistem em negar a afinidade com o romantismo musical do qual Roberto Carlos é símbolo maior.

O especial “Simplesmente, Roberto Carlos”, exibido na madrugada deste 24 de dezembro de 2016, fez jus ao nome: um especial realmente muito simples, com participações já vistas anteriormente em outros especiais do Rei, mas nem por isso foi menos interessante.

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As presenças inéditas foram a de Rafa Gomes, a garotinha revelada no The Voice Kids, que cantou dois hits com o Rei (uma canção de Michael Jackson e outra do próprio Roberto), e o encontro de RC e Jennifer Lopez. O dois gravaram juntos a canção CHEGASTE, e a gravação em estúdio foi mostrada no especial. É uma linda canção e JLO se apresentou como grande admiradora do REI, estando muito à vontade e feliz ao cantar ao lado do artista.

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Jennifer Lopez e Roberto Carlos em dueto inédito…

Uma canção bonita demais, que já-já vai ganhar ganhar as rádios, redes sociais, e deve entrar (com méritos) na trilha sonora de alguma telenovela. Merece !

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Milton Guedes abrilhantou o Especial com sua preciosa gaita…

O reencontro do REI com os amigos Caetano Veloso e Gilberto Gil reafirmou a auspiciosa sintonia dos três, os quais, juntos, cantaram “Coração Vagabundo”, de Caetano, e Marina, do saudoso Dorival Caymmi. Very nice !

Milton Guedes fez um solo lindíssimo de gaita e foi bem reverenciado pelo REI. Com Zeca Pagodinho, um flerte com o samba, mas a participação mais emocionante foi o dueto do Rei com Marisa Monte ! Que lindo verouvi-los cantar, sobretudo a inspirada “Ainda bem”… Notável !

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Marisa Monte e Roberto Carlos: ícones notáveis da canção romântica brasileira

E para dirimir dúvidas e espantar qualquer negatividade, o REI falou com cativante espontaneidade sobre sua badalada questão do TOC e disse ter revisto a decisão de não mais cantar algumas músicas do repertório. E mandou ver com graça e malemolência a histórica “Quero que vá tudo pro inferno”

Para encerrar, como acontece há anos e virou um belo momento de consagração ao Menino-Deus cujo nascimento celebramos hoje, JESUS CRISTO, a canção que nasceu eterna no substancial cancioneiro da dupla Roberto & Erasmo Carlos.

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Lindo demais !

Viva, Roberto Carlos !

E que venham muitos e muito outros belos especiais do REI para cantarmos juntos e desejar a todos, em dialeto musical, um FELIZ NATAL !

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“Para que todos cantem na mesma voz esta oração: JESUS CRISTO…”

Porque a saudade é o revés de um parto…

Velho Chico vive semana final marejando a tela de encanto, tristeza e saudade…

* Aurora Miranda Leão

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Camila Pitanga, Gabriel Leone e Domingos Montagner: últimos momentos de uma sintonia que a ficção abraçou com beleza e emoção…

Fatalidade que nos tirou SANTO DOMINGOS Montagner dos ANJOS imortaliza VELHO CHICO como obra trágica em que ficção e realidade duelaram…

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VELHO CHICO, a prodigiosa novela de Benedito Ruy Barbosa, Bruno Luperi e Luiz Fernando Carvalho, entra em sua derradeira semana. E o capítulo da segunda que iniciou esta reta final foi de A R R E P I A R !!!

Inédita em telenovelas, a solução encontrada pelos autores foi um emocionante acerto.

Assim como aconteceu conosco, li várias pessoas comentando nas redes sociais que terminaram o capítulo em lágrimas. É preciso ser muito insensível para não se ter sentido com os olhos naufragados…

Resultado de imagem para velho chico TEREZA salva Santo da morte

A aura de SANTO Domingos pairou em todas as cenas do personagem com sua família: além do delicado e poético efeito da luz incidindo sobre as lentes de Alexandre Fructuoso, os corações do elenco (visivelmente entrelaçados) emprestaram ternura e cravaram saudade às cenas em que Santo está presente mas sem Domingos… a poesia latente entre colegas que a ficção tornou’família’, escancarou uma ausência que machuca profundamente, e contaminou o público.

E como é lindo constatar quando um artista acerta a mão em seu trabalho e consegue o máximo da sofisticação que é a beleza do simples – como tão bem imortalizou Leonardo da Vinci. Assim foi nesse já histórico capítulo da última segunda-feira de Velho Chico, 26 de setembro de 2016.

irandhir

Que riqueza de simbologia num único capítulo ! Quantos acertos  flagrados em filigranas da mais sublime homenagem que autores e direção resolveram prestar ao querido Domingos Montagner ! A título de ilustração, os antológicos destaques para o brinde à nova vida que será trazida por Miguel e Oliva com todos os atores olhando para a câmera (simbolizando Santo) com o corte para uma belíssima imagem do Rio em absoluto clarão). O hino que embala a oração de são Francisco antecedendo encontro da índia Ceci com a terra seca herdada por Miguel – e a primeira imagem que surge é um céu  explodindo na beleza de seu azul escaldante -, Bento chamando o “mano véio” para se arrumar para a festa de casamento da filha, a troca de olhares ente Olívia e o pai (feixes de luz formando anéis brancos a simbolizar  a alma de SANTO abençoando a filha), as lindas palavras do padre Benício na hora da celebração,  Miguel recebendo do pai um violão, e tocando para a amada a simetria do Dia Branco de Geraldo Azevedo.

Detalhes significativos demais, só capazes de imperar em almas prenhes de luz e inspiração !

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Com o auxílio luxuoso de uma equipe que também marcou com a encantadora telenovela Meu Pedacinho de Chão – nela também constam os nomes de Raimundo Rodriguez, Tim Rescala, Thanara Schönardie, Rubens Libório, Myriam Mendes, Luisa Gomes Cardoso, Déborah Badauê, para citar apenas alguns -, Luiz Fernando Carvalho possibilitou  a construção de uma obra de arte do mais alto quilate, dando ao inteligente texto de Benedito Ruy Barbosa, Edmara Barbosa e Bruno Luperi, a dimensão de Obra-Prima da Teledramaturgia Mundial. Anotem aí, e ano que vem vamos conferir: VELHO CHICO ganhará incontáveis prêmios por sua excelência: seja pela belíssima estética de sua narrativa ou pela beleza de seu figurino delicado e atemporal; seja pela riqueza de uma trilha sonora que emprestou à narrativa um caráter de adágio, ou por sua fotografia primorosa; quer pela direção de arte ou pelas interpretações de um elenco notável. Por qualquer ângulo através do qual se queira analisar VELHO CHICO, a telenovela é um festival de acertos !

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Os irmãos Bento e Santo em trabalho soberbo de Irandhir Santos e Domingos Montagner

Orgulho de me inscrever entre a imensa legião de pessoas que acompanha a novela. Orgulho de profissionais que conseguem fazer de um extenuante trabalho cotidiano um painel riquíssimo, no qual se inscreve a Cultura Brasileira em sua multifária diversidade, e com o qual somos brindados diariamente, de graça, no conforto de nossas cadeiras ou no sofá preferido para nos desligarmos do mundo e embarcamos num mergulho antropofágico do quilate que é, sempre, uma obra que leva a assinatura de Luiz Fernando Carvalho.

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Doninha (Suely Bispo) e Cícero (Marcos Palmeira): fiéis servidores do Coronel Saruê…

VELHO CHICO entra para a história da Teledramaturgia como uma obra de notável narrativa e riquissíma produção de sentidos, símbolo de uma enorme rede de influências artísticas – que vão de Shakespeare a  J. B. Priestley e seu O Tempo e os Conways, passando por Ibsen e Albinoni, com mergulhos mesclando o Concerto de Aranjuez ao ritmo tradicional do forró pé-de-serra e às carrancas típicas do nordeste brasileiro, com ênfase para a riqueza da vertente africana de nossa ancestralidade, ou na direção poética que pulsa em manifestações como a Missa do Vaqueiro – que valeu à trama um capítulo antológico !

Outrossim, a novela de Benedito-Luperi-Luiz Fernando-Raimundo-Tim-Fagundes-Egrei-Irandhir-Pitanga entra para os anais da Teledramaturgia como uma narrativa na qual o clássico se misturou com o popular formando um crivo* precioso onde o único senão foi a intromissão – indevida, desnecessária, indesejável e corrosiva – da realidade na ficção.

*CRIVO é um bordado feito com o auxílio de bastidores, em que o pano é preparado com a retirada de alguns fios intercalados, formando furos que são contornados de pontos de linha, criando uma espécie de peneira.

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Miguel e Olívia: Gabriel Leone e Giullia Buscacio simbolizando um amor cheio de ternura…

Assim, ao falarmos de VELHO CHICO, sabemos estar diante de uma Obra-Prima porém perpassados por um profundo e lancinante silêncio, advindo de uma dor que insiste em latejar e nos açoita, dilacerante, a gritar nossa pequenez diante do Infinito.

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Descanse em PAZ, DOMINGOS Santo MONTAGNER dos Anjos !

Que Deus seja conforto e LUZ para todos os que com você partilharam a grandeza que foi sua vida e sua benfazeja presença em VELHO CHICO !

O caloroso #aplausoblogauroradecinema para todos os que integram a equipe da saga VELHO CHICO !

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Como diria o saudoso cronista Artur da Távola,

Velho Chico seria uma obra popular de elite ou uma obra erudita de massas ?