Arquivo da categoria: CULTURA

Foco nas principais notícias da área cultural

Quando havia galos, noites e quintais: o presépio de Raimundo Rodriguez no Palácio Quitandinha    

cavalinhos

Vem chegando o NATAL: Tempo de Renovar a Esperança !     

                                                                                              *Aurora Miranda Leão

Um presépio atemporal, inspirado na tradição dos grandes mestres em retratar a cena de adoração aos Reis Magos, transportado para o universo lúdico do artista Raimundo Rodriguez, será aberto hoje no histórico Palácio Quitandinha, na carioca serra de Petrópolis.                 

                            Presépio lindo             

                  Instalação da Esperança Renovada é o título da exposição que une, com absoluta riqueza imagética e sensorial, tempos e espaços, culturas e informações, mistérios e magias. Com sua obra intensa, bela e única, o artista cearense cria uma ponte entre o real e o imaginário, o sonho e o cotidiano, o jornalismo e a ficção, ressignificando todo o nosso espectro de simbologias acerca do Natal.

Rai rei

             Inspirando-se especificamente na obra Adoração dos Magos, do pintor holandês Rogier Van Der Weyden (essa temática significou o reconhecimento da importância de artistas do porte de Leonardo da Vinci durante o século XVI), Raimundo Rodriguez reproduz, com rigor formal, todos os personagens que compõem o presépio, adicionando à concepção de espaço plástico uma luz e dramaticidade neo-barrocas singulares.

Rai janela

            O universo de Raimundo Rodriguez, que a televisão tornou conhecido em todo o país através de obras memoráveis como Hoje é dia de Maria, Capitu, Meu Pedacinho de Chão, e Velho Chico (todas, uma parceria do artista com o diretor Luiz Fernando Carvalho), é uma prolífica mistura de intertextualidades. Nele convivem diversos mundos em plena harmonia, e cada um verá, mais ou menos, conforme seu grau de sensibilidade artística.

nonada Quitandinha

        Diante da criação de Raimundo Rodriguez, é possível encontrar dialogias com mestres de várias escolas: desde um Van Gogh até Kurosawa, passando por Mondrian e  Volpi, flertando com Da Vinci e Kandinsky, nas obras de Raimundo viceja um hibridismo potente e saudável, que nos remete de pronto a Shakespeare (dramaticidade), Samuel Beckett (indagações existenciais), ao genial Georges Méliès (sonho), ao dramaturgo Luigi Pirandello (inquietações), e também à musicalidade de seus conterrâneos Belchior, Fagner e Ednardo. Na obra de Raimundo Rodriguez convivem, em perfeita harmonia, a universalidade dos grandes pensadores da humanidade e a insubmissa e multifária cultura nordestina.

RR coisário

           Portanto, adentrar a Esperança Renovada que Raimundo Rodriguez nos oferece, em cada um dos cenários em que se subdivide esta instalação de Petrópolis, é mergulhar na emoção: há beleza e reflexão, riqueza de detalhes e multiplicidade de significações, há atualidade e memória. Assim, nossa esperança é acolhida num convite natural à interlocução porque a criação de Raimundo Rodriguez só se completa no outro. Nada na obra de Raimundo Rodriguez é definitivo. Nenhum cenário é concluso. Nem mesmo pode haver definição única para qualquer de suas criações.

Rai e a obra

O artista Raimundo Rodriguez diante de sua magnânima criação, que arrebata o olhar e promove uma invasão sensória…

             O que Raimundo Rodriguez faz, com invejável maestria, é apontar possibilidades, sugerir caminhos, acender luzes, estender o tapete para a fantasia. Em cada pequeno quadradinho de sua obra, há ruas a percorrer, portas a abrir, janelas a visitar, paisagens a contemplar, atalhos por descobrir.

    E o melhor de tudo é que você poderá ver e constatar tudo isso, ao vivo e a cores: a instalação de Natal de Raimundo Rodriguez estará aberta à visitação pública, de hoje até dia 24, no Palácio Quitandinha (que, por si só, já vale uma visita), em Petrópolis, e tem ENTRADA FRANCA.

Presépio - menor

O Presépio em foto #auroradecinema, ainda em fase de montagem…

O aplauso muito caloroso do #blogauroradecinema ao artista Raimundo Rodriguez e ao seu belíssimo PRESÉPIO – Instalação da Esperança Renovada, que será aberto hoje no Palácio Quitandinha, em Petrópolis.

*Aurora Miranda Leão é atriz e jornalista.

Conversa com Bial: pra ficar tudo jóia rara…

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Jornalismo, Entretenimento, Atualidade e Memória no Conversa com Bial    

                                                                                                     *Aurora Miranda Leão

         Desde dois de maio, os madrugadores contam com nova opção na TV: Conversa com Bial é o talk show que o jornalista Pedro Bial comanda a partir das 24h. O programa assumiu o lugar até então ocupado pelo programa de Jô Soares, que ficou 20 anos no ar com o programa de entrevistas mais famoso da TV brasileira.

       Conversa com Bial estreou numa terça-feira, tendo a ministra Carmen Lúcia (presidente do Supremo Tribunal Federal) e a atriz Fernanda Torres como convidadas. O programa começou um tanto “engessado” porque os primeiros números foram gravados antecipadamente, mas desde que isso mudou – com gravações mais próximas do dia em que vai ao ar -, o programa mostra-se cada vez mais interessante. A fórmula é simples e bem conhecida:  junta boa conversa, assuntos interessantes, convidados que já possuem alguma sintonia com o público, pouca música, tempo para exposição dos assuntos e espaço para diálogos entre os convidados.

           Isso nos parece ser um dos motivos pelos quais o Conversa com Bial vem ganhando a adesão do público: se antes muita gente queixava-se de que Jô Soares não deixava o entrevistado falar, hoje as pessoas sabem que, se ligarem a TV para ver o programa do Bial, vão ter a oportunidade de ouvir mesmo os convidados.

        O jornalista-apresentador-cineasta, que passou mais de uma década no comando do BBB, tem-se esmerado em deixar que o outro fale mais que ele próprio. Isso faz com que o telespectador saiba que vai ouvir um convidado a contar de seus planos, idéias, ações e atualidades. Outro diferencial deste talk show é a presença de pessoas que estão muito em evidência nas redes sociais, ou ainda pessoas que vem falar de assuntos quase inéditos, como um show que está para estrear, um livro que acaba de sair ou um filme que está às vésperas da estréia, por exemplo.

    Por outro lado, se o programa mantém uma banda em seu auditório – qual o famoso sexteto do Jô, que acabou virando quarteto -, por outro lado incluiu o que nos parece ser o grande diferencial que o diferencia e eleva o nível das edições: a inclusão de pequenos vídeos históricos, os quais referendam a conversa em evidência, atualizam o contexto e trazem um apelo à memória forte, bonito, singular. Isso eleva sobremodo o nível do programa e faz com que a entrevista realmente traga dados novos ao assunto abordado. Foi o caso, por exemplo, do programa em que Guimarães Rosa foi o epicentro e imagens preciosas do escritor na Alemanha, e outras com depoimento de sua viúva, deram à Conversa um quê de ineditismo digno de aplausos. Assim como nesse exemplo, poderíamos citar diversos outros em que isso se observou, como o programa da semana passada, que mostrou imagens muito antigas da atriz Elisangela no início da carreira e até sua fase cantora. Esse viés documental, que traz preciosas imagens de arquivo, por certo está alicerçado na presença de importantes jornalistas ligados ao cinema na redação do programa. É o caso de Renato Terra e Ricardo Calil, autores do belo e importante Uma noite em 67 sobre o histórico festival de música da Record.

         Mas se o Conversa com Bial tem isso de ganho, a um desfalque importante em relação ao programa do Jô: a ausência do prolífico debate que Jô Soares comandava às quartas-feiras quando abria generoso espaço para a participação feminina e reunia um time de mulheres jornalistas (diferente a cada quarta) para comentar assuntos da área política. Destacar a participação feminina no espaço do pensamento político era realmente um auspicioso dado novo, evidenciador de uma decisão editorial relevante, e muito adequado a este momento em que se faz tão necessário dar vez, voz e destaque à presença feminina nas mais diferenças esferas, ajudando a quebrar paradigmas que tanto contribuíram para desmerecer a mulher e dar a elas um lugar sempre à margem da história.

         Assim, acreditamos que o Conversa com Bial entra para o anuário da TV como uma das boas estréia do ano: um programa leve, recheado com boa música, conteúdo pertinente, e informações inéditas até então, o que reforça no imaginário geral o convite de seu antecessor para que o público vá para a cama mais tarde. Ou então, corre-se o risco de ficar sabendo, apenas no dia seguinte, que você perdeu Caetano Veloso tocando e cantando com os três filhos, pela primeira vez na telinha, em momento singular, com revelações incríveis e cenas do arquivo pessoal do artista, anunciando, em primeira mão, o show que estrearia alguns dias depois em São Paulo e no Rio.

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Juliana Paes e Elisangela esbanjaram simpatia e carisma no Conversa com Bial…

Enfim, são em média 40 minutos de programa diário, no qual se acompanha um bate papo interessante com convidados dispostos a contar de si e com visível interesse para trocar idéias, que muitas vezes tempo da atração parece pequeno demais para o que se tem a verouvir.

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Bial recebeu Jô Soares numa bela homenagem ao emérito Artista Brasileiro de mil talentos… #aplausoblogauroradecinema 😉

Raimundo Rodriguez imprime sua arte em série gravada no Pantanal

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Raimundo Rodriguez: em qualquer tempo, a criação de universos mágicos com matriz na cultura popular

Chama O Pantanal e Outros Bichos a série que deve ser exibida ano que vem pela rede de TV pública do Brasil, que tem direção de Amauri Tangará, e foi rodada no Pantanal. 

Com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA/BRDE /ANCINE), a série terá 26 capítulos e tem como público-alvo crianças e adolescentes. O enredo fala de tecnologia e meio-ambiente. Tudo começa na fazenda de um  casal que vive no Pantanal. Os avós recebem  com alegria a visita dos netos mas quando percebem que as crianças só querem saber de tecnologia (o dia todo com o celular), eles decidem levá-los para conhecer o mundo mágico do Pantanal. É aí que aparecem os diversos personagens mitológicos da região, como o Pé de Garrafa, a Mãe do Morro e a Porca dos sete leitões.

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O Pantanal e outros bichos é uma realização da produtora Cia D’Artes Brasil e o elenco conta com 90% de atores mato-grossenses. Tati Mendes, produtora-geral da série, conta que 8 companhias de teatro da região foram convidadas a participar, dentre elas o Grupo Tibanaré, a Cia Faces de Teatro (de Primavera do Leste) e o In-Próprio Coletivo:

Além de contemplar os artistas locais, a produção da série também fez questão de chamar artistas nacionais conhecidos, como é do ator Roberto Bonfim, que tem mais de 50 novelas no currículo, dezenas de peças teatrais e 44 longas-metragens, vai interpretar o avô em O Pantanal e Outros Bichos. Outro convidado de fora da região era o cineasta Geraldo Moraes, que faleceu há poucos meses.

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Roberto Bonfim tem papel de destaque em série sobre o Pantanal…

“Eu faço o avô, o velho fazendeiro. Ele é um pantaneiro, na verdade ele não é do Pantanal, ele é do Rio de Janeiro, mas casou com uma pantaneira, comprou uma fazenda e passou a ser um fazendeiro da região. A história gira em torno desses netos, que são informatizados, vidrados no celular, e que vem visitar o avô e começam a largar a tecnologia visitando esse mundo fantástico”, diz Bonfim. “Fiquei maravilhado exatamente por isso. Eu já fui folclorista, mas este mundo da fantasia, esses entes, essas entidades fantasiosas do Pantanal, eu não conhecia. Eu conheço do nordeste, conheço do Sul… mas a ‘Mãe do Morro’, o ‘Pé de Garrafa’, são personagens que eu não conhecia. Quando eu comecei a ler, eu falei “mas como é que eu não conhecia?” Então me entusiasma nesse sentido. Primeiro porque revela este mundo magnífico do Pantanal, um outro mundo. Você imagina, eu fui folclorista e não conhecia, imagina o resto do Brasil?!”

Mas o grande trunfo dessa produção televisiva é contar com a presença do artista plástico Raimundo Rodriguez, o que por si só já é indício de que vem por aí uma obra com requintes de alta qualificação cenográfica, visual e imagética.

Raimundo Rodriguez é um artista com singularidades de poeta popular. Ama o que faz e parece despetalar sua alma em mil pedacinhos quando assume um trabalho. A rotina do artista vira de cabeça para baixo: ele mergulha de tal modo no universo a ser criado que seu cotidiano passa a ser o do mundo que ele vai representar com sua criatividade ancestral. Seja imaginando o figural dos personagens ou desenhando mentalmente a ambiência ao qual vai dar vida, cor e sentido, Raimundo Rodriguez é um artista em quem a arte coabita, indissociável, com sua personalidade.

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Raimundo Rodriguez e Luiz Fernando Carvalho: quem ganha é a Dramaturgia !

Ciente disso é que o diretor/cineasta Luiz Fernando Carvalho o convidou para criar a ambiência cênica da minissérie Hoje é Dia de Maria, e nunca mais perdeu Raimundo de vista. Juntos, criaram obras memoráveis como A Pedra do Reino, Capitu, Meu Pedacinho de Chão, e Velho Chico, e já sabemos que vem mais por aí. A parceria de Carvalho e Rodriguez é um marco decisivo na teledramaturgia brasileira.

Pois bem: qualquer espectador esperto percebe isso, e os que militam na área do audiovisual tem sobejas razões para querer a assinatura de Raimundo Rodriguez em suas produções. Portanto, se RR está na criação estética de O Pantanal e Outros Bichos, a série televisiva tem meio caminho andado para agradar.

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A marca de Raimundo Rodriguez é o trabalho com reciclagem. E é por esse viés que o artista assina a cenografia, os figurinos e a direção de arte de O Pantanal e Outros Bichos. Entusiasmado, ele conta: “Achei maravilhoso o projeto, principalmente porque eu só aceito trabalhar com pessoas que se identificam com meu trabalho. Porque, na verdade, o que eu faço é continuar o meu trabalho como artista plástico, eu não preciso mudar a minha forma de linguagem. O que eu faço é adequar essas peças, o que eu crio para a dramaturgia exigida”, conta. “A minha identidade vai aparecer muito mais no mundo mágico, porque eu uso muita lata. O cavalo é de lata, a sereia é de lata, de caixas de leite na parte metálica, tudo eu remeto a lata, é uma linguagem que é reconhecida dentro do meu trabalho”.

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Hoje é dia de Maria: obra que celebra a parceria Luiz Fernando Carvalho e Raimundo Rodriguez

Para Raimundo Rodriguez – esse cearense notável que tivemos a honra de conhecer através da telenovela Meu Pedacinho de Chão (obra-prima de Benedito Ruy Barbosa e Luiz Fernando Carvalho), o importante não é usar a reciclagem pela reciclagem, mas sim valorizar a energia dos produtos: “Eu falo sempre que a reciclagem é um princípio humano. Desde que o homem é homem ele recicla. Quando ele transforma uma pedra em uma ponta de lança, ele já reciclou. Eu acho que é uma questão de sobrevivência. Eu gosto da questão dos materiais. Pra mim, se é material, eu uso como matéria-prima. O que eu gosto é de ter a energia das coisas usadas. Se aquilo foi usado por alguém, utilizado pra construir uma casa, pra cavar um buraco, pra erguer outra coisa, que seja o que for, e aquilo não tem mais aquela função, eu gosto de transformar e dar uma nova vida a elas”.

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O fabuloso cenário de latas criado por Raimundo Rodriguez para abrigar a narrativa da telenovela Meu Pedacinho de Chão

Mitos do Pantanal

Amauri Tangará, diretor da série, tem mais de vinte e cinco anos de experiência, diversos longas e curtas no currículo, além de uma extensa estrada no meio teatral. Mas esta é a primeira vez que trabalha com televisão:

Você fazer uma série de 26 capítulos, onde você tem que ter uma preocupação muito grande com o fio condutor da historia, de prender o espectador, criar situações para que ele queira continuar vendo esses capítulos, tudo isso é uma estreia pra mim. Eu cheguei a fazer até uma série no Araguaia de cinco capítulos, mas como era uma série documental, era diferente, cada capítulo era temático, então não tinha problema nenhum. Mas essa não, essa é uma história só”, afirma. “O trabalho então corresponde a quatro longas-metragens ! São quatro longas-metragens numa história só, então é um tremendo desafio”.

Segundo o diretor, outro desafio foi colocar o Pantanal como pano de fundo da história, e inserir os mitos no roteiro: “E depois também a forma como nós encontramos de poder misturar o real e o irreal, a fantasia e a realidade, que se cruzam, que estão juntos. Então isso tudo ajuda você a desenvolver um tema, te dá mais facilidade, porque como você mistura as duas coisas, você não sabe mais que momento está com o real e o irreal. Foi muito legal transitar por esses dois lados, recuperar alguns mitos que são daqui”.

O diretor Amauri Tangará junto ao cavalo de lata criado por Raimundo Rodriguez. (Foto: Olhar Conceito)

A ideia inicial da história partiu de Luck P. Mamute, escritor e filho de Amauri. Tudo começou há cerca de dois anos: “Quando o Amauri chegou pra mim e falou ‘vamos fazer uma série pra crianças, com uma temática diferente’, eu olhei pro lado e vi minha filha e minhas três sobrinhas com o celular na cara, e a gente na Chapada dos Guimarães. Então pensei, alguma coisa está errada, vamos pegar essa molecada e colocar num universo com essa tecnologia, mas que eles tenham outras possibilidades. E foi mais ou menos daí que nasceu O Pantanal e outros bichos, pra molecada sair da frente do celular e ver tudo o que a gente tem no mundo. E o que está dentro da série, nada mais é do que possibilidades, porque eu duvido alguém falar que não existe”.

As gravações da série terminaram em setembro e a ideia é que o produto esteja pronto em janeiro ou fevereiro: “Nos primeiros seis meses depois de pronta, ela vai ficar à disposição de todas as TVs públicas do Brasil, que são 180 canais. Seria uma forma de pagamento do dinheiro que a gente pegou emprestado. Porque as pessoas acham que este é um dinheiro público, mas não é. Esse é um dinheiro de um fundo que a gente vai ter que devolver. A gente pega esse dinheiro, faz o filme, depois vai ter que devolver para que continuem gerando outros projetos. Esses primeiros seis meses, serão como se a gente estivesse pagando juros disso. Depois vai ficar à disposição pra gente vender para qualquer canal que quiser”, explica Amaury Tangará.

Os produtores da série também estudam a produção de um longa-metragem, um livro de receitas pantaneiras do ‘Tio Berê’ e outras temporadas da série: ‘O Cerrado e Outros Bichos’, ‘A Floresta e Outros Bichos’ e ‘A Cidade e Outros Bichos’.

Parte da equipe envolvida com a série para TV pública sobre o Pantanal, vendo-se a direita o ator Roberto Bonfim (sentado) e o artista plástico Raimundo Rodriguez.

Competências Midiáticas são tema de congresso internacional que começa hoje

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Começa hoje em Juiz de Fora o II Congresso Internacional sobre Competências Midiáticas, realização da Faculdade de Comunicação da UFJF.

A abertura está grifada para às 9h desta segunda no Museu de Arte Murilo Mendes. Durante os três dias do congresso, a cidade mineira vai receber pesquisadores, profissionais e estudantes de Comunicação do exterior e de várias cidades do país.

O objetivo é promover o intercâmbio de informações sobre as Competências Midiáticas e os resultados encontrados no projeto conjunto que está sendo desenvolvido pela Rede Alfamed. O congresso terá a presença de palestrantes do Brasil e do exterior.

A programação prevê discussões sobre o panorama atual midiático e os desafios para a popularização deste campo de estudos a fim de promover o desenvolvimento da Competência Midiática no século XXI.

                                        SERVIÇO: 

II Congresso Internacional sobre Competências Midiáticas 
Quando: de 23 a 25 de outubro de 2017 em Juiz de Fora.

Local: FACOM – UFJF

Entrada Franca.

Mais informações:
http://cicom.observatoriodoaudiovisual.com.br/

“No caos, ninguém é cidadão !”

                                                                                             * Aurora Miranda Leão

 

Artistas e Pensadores em defesa da Liberdade de Expressão no Theatro NET RIO…

“A ARTE é o exercício experimental da LIBERDADE”

Com esta frase, de Mário Pedrosa, o ator Michel Melamed deu o tom de seu discurso no evento em defesa da LIBERDADE DE EXPRESSÃO realizado na manhã de terça, 10 de outubro, no Theatro NET Rio, em Copacabana.

Por sua vez, a jornalista Daniela Name afirmou: “Precisamos estourar a bolha no ritmo do AMOR, da generosidade e do compartilhamento. Não podemos admitir que a metáfora continue sendo usada para propagar rótulos !

Bianca Ramoneda e Michel Melamed: defesa contundente da Arte e da  Liberdade de Expressão…

Ando por Copacabana e impressiona-me, cada dia mais, o quadro social que a Princesinha do Mar escancara no cotidiano de suas calçadas, tão abandonadas à própria sorte. O medo e o espanto me acompanham de mãos dadas. No meu entorno, gritam a indignidade, a sede de justiça e a certeza de que o país está sendo expropriado de sua cidadania.

Enquanto caminho perplexa e triste diante do que minha vista alcança, abro o jornal e leio diariamente notícias de políticos apunhalando nossa dignidade, exacerbando de seu direito de ser cretinos, vilipendiando uma imensa multidão que trabalha e vê seu dinheiro escorrer, por entre os dias, muito antes do mês acabar. Em linhas paralelas, artistas e pensadores defendem a LIBERDADE DE EXPRESSÃO, gritam BASTA ! e planejam ações conjuntas para minorar o caos em que afundaram o Brasil.

Os desmandos são muitos, gravíssimos e em todas as direções. Daí o título deste artigo, pinçado da música emblemática de Herbert Vianna, O CALIBRE.

As ruas do Rio de Janeiro, a cidade mais amada do Brasil, estão tomadas pela miséria que assola o país: pedaços de papelão forram as calçadas e o medo da violência implícita convive a céu aberto com as injustiças sociais e a indiferença com a dor alheia. O descaso com a vida humana grita Socorro ante tanto desgoverno.

“Mendigos nos sinais e o espanto está nos olhos de quem vê o grande monstro a se criar”.

De novo, os versos de Herbert Vianna compõem a trilha de minha perplexidade. Eles me assaltam a gramática ao passar e ver mais mais um entre tantos casais que estão a morar pelas ruas da cidade escancarando a violência da fome que teima em dizer Presente !

Enquanto isso, cria-se uma celeuma e propagam-se toda sorte de despautérios contra as expressões artísticas, que são a voz da Liberdade em todos os continentes. Museus são alvo de uma espiral de xingamentos, obras de arte são proibidas e performances condenadas em nome da ‘moral e dos bons costumes’. Segundo as vozes do atraso e da repressão que atuam como cupins a corroer o que os cidadãos brasileiros conseguiram conquistar a tanto custo (pós-ditadura), está em risco – por conta da Arte e da Liberdade de Expressão – a preservação da moral e da família. Mas essa mesma moral, em nome da qual se exerce o preconceito, o racismo, a violência de todos os matizes, dorme (?) desapiedada no edifício ao lado, em seus endereços cada vez mais protegidos por câmaras, muros altos, cadeados e trancas… como se fosse possível prosseguir incólume numa canoa furada.

Num exercício subliminar de cerceamento da livre expressão, evidenciando a astúcia de seus idealizadores para escamotear a corrupção e desmandos abjetos que partem do planalto central, atua-se para desviar a atenção dos crimes hediondos, da corrupção, da obstrução da justiça, e do completo desgoverno ancorado em Brasília via tapetão. Um homem nu – visto por uma criança na companhia da mãe – serve de pretexto para recrudescer toda gama de discursos nazi-fascistas contra a Arte, a liberdade de pensamento, o direito à livre expressão, e a igualdade de condições para todos os gêneros !

Que país é este ?

Betse e Aurora celebram Guardiãs

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Cineasta BETSE DE PAULA estreia amanhã a série Guardiãs da Floresta

Betse de Paula anfitrionou estes dias um almoço entre amigos para celebrar os 15 anos de sua produtora de cinema !

A AURORA CINEMATOGRÁFICA tem uma lista considerável de títulos, muitos premiados, todos muito bem humorados, e uma equipe bem entrosada, aguerrida e que atua entre luz e sombras sob a batuta competente e segura da diretora Betse de Paula.

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Alice Gonzaga: vida dedicada a preservar memória do Cinema Brasileira

Ontem à noite, essa equipe esteve junta na Cinemateca do MAM para o lançamento do documentário DESARQUIVANDO ALICE GONZAGA no Festival do Rio. Foi uma noite supimpa, movida a bom humor e descontração, e na qual a afinada equipe da diretora disse Presente com atenção e desvelo. E o melhor: a “personagem” que o filme revela – a pesquisadora/arquivista Alice Gonzaga -, esbanjava alegria ao lado de familiares, amigos e convidados que acorreram à sessão do MAM, mas, sobretudo, Alice fala maravilhas do filme e não poupa elogios à Betse de Paula. Quer prova maior do acerto de uma direção ?

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Quanto à série Guardiãs da Floresta, que começa a ser exibida amanhã  no Cine Brasil, é um projeto que reúne 10 documentários com histórias de mulheres que lutam pela preservação do Meio Ambiente e pela igualdade de direitos para as Mulheres.

Elas são Dona Rosa, Dona Dijé, Sônia Guajajara, Dona Neta, Doutora Joênia Wapixana, Dona Marilene, Telma Taurepang, Dona Nice, Dona Odila e Dona Ivete. A série registra 7 movimentos, 5 estados, 15 cidades, 10.092 km de território brasileiro.

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Mulheres em luta por direitos em registro da Aurora Cinematográfica

Guardiãs da Floresta é uma série documental sobre lideranças femininas; São quilombolas, indígenas, quebradeiras de coco, extrativistas, ribeirinhas, mulheres que com sua luta garantem o futuro e a vida no planeta. A série conta com 20 episódios, cada um com 26 minutos, e estreia domingo às 20:30h.

Confira o trailler: https://vimeo.com/158391106

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Partindo de Betse de Paula, feminista de primeira hora, as Guardiãs da Floresta só pode ser um Pitéu ! Assim como o ‘desarquivamento’ de Alice Gonzaga apresenta ao Brasil uma mulher aguerrida e sempre disposta ao próximo passo, (que desde os 6 anos foi ‘capturada’ pelo mundo do Cinema), a série Guardiãs vai apresentar ao mundo a trajetória de destemidas e altivas mulheres, que dia-a-dia emprestam o melhor de si para tornar o mundo um lugar menos insalubre, doando ao Universo a colaboração maior de mostrar como o afeto, a dedicação, a ética e a dignidade tem um poder intrínseco, que aos demais cabe respeitar e tomar como exemplo.

Outrossim, o que mais nos impressiona ao acompanhar a cinematografia de Betse de Paula é encontrar nela uma instigante tradução: se, ao garimpar guardiãs pelos quatro cantos do país, a cineasta encontrou e colocou na tela luminares espontâneas do planeta, ao levar ao ecrã a trajetória da Cinédia através de Alice Gonzaga, Betse inscreve a insigne arquivista como guardiã da memória do Cinema Brasileiro. E assim, o que subjaz evidenciado na produção da Aurora Cinematográfica é uma arretada duma cineasta baiana. que é, também ela, uma notável Guardiã ! Da Memória, das fortalezas deste Brasil gigante, da luta feminista, das minorias, das causas que clamam por nossa sensibilidade, inteligência e empatia !

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Betse de Paula: uma guardiã do sensível e da vida saudável

Portanto, nosso aplauso caloroso para Betse de Paula !

Os filmes de BETSE estão aqui, aptos a serem vistos por quem tenha olhos de ouvir e ouvidos de ver !

Que bom que a AURORA CINEMATOGRÁFICA chega aos 15 !

Que venham muitos e muitos outros 15 !

O mundo agradece, e nossa emoção se fortalece !

SERVIÇO

  1. Lançamento da série GUARDIÃS DA FLORESTA

      Quando: domingo, 15 de outubro 20:30h, no canal CINE BRASIL

     2. Exibição de DESARQUIVANDO ALICE GONZAGA

                       Quando: 20 de outubro

       Omde: Cinemateca do MAM (Festival RECINE)

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Betse de Paula, Hernani Heffner e Alice Gonzaga: guardiães de Cinema !

 

 

Desarquivando Alice Gonzaga estreia amanhã no Festival do Rio

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“Quero lembrar que estou aqui hoje com 82 anos e que a vida pode ser longa, trabalhosa e difícil, mas que também ela recompensa os que perseveram e trabalham sempre”.

É assim que Alice Gonzaga se expressa, sempre cheia de energia e planejando novos passos.

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Alice Gonzaga e Betse de Paula: felizes com a receptividade que ‘Desarquivando’ vem ganhando por onde passa…

Alice é o tema do documentário DESARQUIVANDO ALICE GONZAGA, da premiada cineasta Betse de Paula. O filme teve pré-lançamento na 12a Mostra de Ouro Preto, realizada em junho deste ano, foi exibido também em Gramado, e agora chega ao Festival do Rio.

A exibição de Desarquivando Alice Gonzaga acontece amanhã, às 19h, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro.

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Detentora de boa parte da memória do cinema brasileiro, Alice Gonzaga é pesquisadora, produtora e escritora, e comanda a Cinédia desde os anos de 1970, onde faz um importante trabalho de preservação e recuperação de clássicos da produtora, como “Lábios Sem Beijo”, de Humberto Mauro, e “Alô, Alô, Carnaval!”, de Adhemar Gonzaga.

  • Adhemar Gonzaga criou a CINÉDIA – primeiro estúdio de cinema do Brasil em 1930, e pela Cia foram feitos muitos filmes importantes da Cinematografia Brasileira.

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Ao lado de Grande Otelo, Alice Gonzaga observa frames do cinema brasileiro

“Eu ainda preciso viver mais uns cinco ou dez anos para dar jeito em muita coisa lá na Cinédia”. Foi assim que Alice Gonzaga reagiu a Homenagem que recebeu do Festival de Cinema de Gramado.

A história da Cinédia, de Alice e de seu pai Adhemar Gonzaga é contada no longa Desarquivando Alice Gonzaga, de Betse de Paula, cuja estreia acontece amanhã à noite dentro da programação do Festival do Rio:

Confira o trailler: https://vimeo.com/219126374

“Tenho muito orgulho desse filme, onde conto muitas verdades e lembranças sobre o cinema brasileiro. Vocês não podem perder!”, diz a incansável Alice Gonzaga num convite para que amantes do cinema – e interessados na preservação da memória da cultura brasileira – estejam amanhã na sessão do MAM !

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                       Betse de Paula e Alice Gonzaga convidam:

                                                Vamos ao Cinema !

Crise política e Democracia em discussão na UFJF

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A atual crise política brasileira tem sido tema de diversos debates no universo acadêmico, em busca de uma compreensão maior sobre as dificuldades do momento presente e suas repercussões nos próximos anos. Com objetivos semelhantes, o Núcleo de Estudos sobre Política Local do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFJF (PPGCSO), coordenado pela professora Marta Mendes, e Grupo de Pesquisa Comunicação, Identidade e Cidadania do PPGCOM/UFJF, coordenado pelos professores Luiz Ademir de Oliveira e Paulo Roberto Figueira Leal, promovem, de quarta a sexta desta semana, o Workshop Dilemas da Representação em Tempos de Crise.

O evento será realizado no Anfiteatro II do Instituto de Ciências Humanas (ICH), e terá palestras e apresentações de papers de alunos da UFJF (incluindo do PPGCOM), da UFMG, USP, UNI-BH, UNICAMP e UERJ. As comunicações orais se darão na parte da manhã (9h às 12h) e tarde (14h às 17h).

No primeiro dia do workshop, às 18h, será realizada a mesa de abertura com o tema Dilemas da representação: abordagens sobre a conjuntura política do Brasil em crise, contando com a participação dos professores Afonso Albuquerque (PPGCOM/UFF) e Paulo Roberto Figueira Leal (PPGCOM/UFJF).

O objetivo do workshop é promover uma reflexão sobre as variáveis que estão por trás da atual crise política, envolvendo temas como os limites do modelo tradicional de representação política e a realidade de disputas eleitorais cada vez mais centradas no ambiente comunicacional. Segundo o professor Paulo Roberto, “É fundamental que a universidade debata questões como essas. Em momentos de crise, setores da sociedade passam a descrer da democracia. Isso é muito perigoso, porque supõe existir alguma solução para problemas políticos que venha de fora da política – uma solução autoritária, por exemplo”. Para ele, a academia deve discutir os riscos dessa linha de pensamento.

O professor Paulo Roberto (PPGCOM) destaca também a importância do diálogo entre os programas de pós-graduação  da universidade, fomentando a transdisciplinaridade, como é o caso deste workshop promovido entre o PPGCOM e PGCSO: “É no encontro com os olhares de outras áreas que sofisticamos nosso próprio olhar. A parceria com o núcleo da professora Marta Mendes, do PPGCSO, é muito relevante para a formação de nossos alunos e para o aprofundamento de nossas pesquisas”, ressalta.

UFJF celebra 60 anos de Jornalismo com ERECOM e Jornadas Internas

A Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) sedia, de segunda a quarta-feira, 18 a 20 de setembro, a 15ª edição do Encontro Regional de Comunicação (Erecom).

JORNADAS

Este ano, o ERECOM será realizado em conjunto com a quinta edição das Jornadas Internas do PPGCOM. A coordenadora do evento, Marise Mendes, faz uma avalia positiva:

“Isso é importante porque a gente conseguiu trazer para as Jornadas, que são voltadas para apresentação de trabalhos dos alunos, as palestras e oficinas”. Marise acredita que esse formato contempla tanto os estudantes de jornalismo quanto os do novo curso de Rádio, Tv e Internet.

O Encontro Regional de Comunicação – ERECOM – foi criado em 2003, visando proporcionar um intercâmbio entre os cursos de Comunicação Social da Zona da Mata e Campo das Vertentes, debatendo temas relevantes no âmbito da graduação, da pós-graduação e das práticas profissionais no campo da Comunicação.
Neste ano, quando se comemoram 60 anos do curso de Jornalismo da UFJF, o ERECOM estará completando 15 anos de existência e dividirá essa importante datas com outra grande celebração,:os 10 anos de criação do Programa de Pós-Graduação, através da realização conjunta com as V Jornadas Internas do PPGCOM.

Os alunos de graduação, bem como os do programa de Pós-Graduação vão apresentar suas produções durante os 3 dias: “A gente entende que o Erecom é uma forma especialmente dos nossos alunos de graduação – que muitas vezes têm mais dificuldade de participar do Intercom ou outros eventos – começarem e se incentivar a apresentar trabalhos”.

Além das apresentações, os alunos também poderão participar de oficinas. Algumas das atividades oferecidas são de edição, música e conteúdo, jornalismo gastronômico e publicidade. As inscrições para participar das oficinas vão ser feitas nesta segunda, a partir das 9h, quando será oficialmente aberto o ERECOM 2017.

GRAMADO celebra 45 anos de Cinema

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Ao todo, 42 produções, divididas em quatro categorias, disputarão o Kikito de Ouro entre 17 e 26 de agosto, na Serra Gaúcha, quando o evento celebra 45 anos de vida e 25 anos de internacionalização.

Na categoria Longa Brasileiro, concorrem sete filmes, mesmo número de produções que disputarão o prêmio de Longa-metragem estrangeiro. Já as mostras Curtas Brasileiros e Curtas Gaúchos reúnem 14 produções, cada. O filme de abertura do festival (hors-concours), com exibição dia 18 de agosto, é João, o maestro, de Mauro Lima. Na tela, a história do pianista e maestro João Carlos Martins, protagonizada por Alexandre Nero. Mas é a mostra Educavídeo (projeto que difunde o cinema nas escolas municipais gaúchas) que iniciará as projeções na noite de sexta, no histórico Palácio dos Festivais. Ali, serão exibidos três filmes: “O Roubo do livro”, de Gustavo Gomes, “Será que o amor sempre vence?”, de Ticiane Silva, e “Pra sempre, você”, de Bruno Peteffi, com codireção de Lauterbach Amorim.

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Rubens Ewld Filho é garantia de qualidade e pluralidade na Curadoria do Festival…

Neste ano em que celebra 45 anos exibindo, divulgando e difundindo o Cinema Brasileiro e Latino-Americano, o Festival de Gramado terá homenagens e exibições especiais. Na Curadoria, a presença do crítico, roteirista, diretor de teatro e escritor Rubens Ewald Filho é garantia de qualidade na tela  na programação. Entre as comissões julgadoras, nomes como Cacá Diegues e Germano Pereira.

Alice boa

Alice Gonzaga vai receber merecida homenagem nos 45 anos do Festival

A pesquisadora e arquivista Alice Gonzaga – que dirige a lendária CINÉDIA – será uma das homenageadas da noite de terça-feira. Nesse dia, à tarde, Alice poderá ser vista na telona protagonizando o filme Desarquivando Alice Gonzaga, da cineasta Betse de Paula. A produção é um documentário criativo alto astral sobre uma personalidade insólita e notável, cuja história carrega em si uma saudável mistura de carioquice, feminismo, pioneirismo, vanguarda e vitalidade. Um filme inteligentemente agradável para todas as idades.

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Atriz e cantora argentina, Soledad Villamil vai receber o Kikito de Cristal…

Também serão homenageadas a atriz paraense Dira Paes com o troféu Oscarito, e o cineasta gaúcho Otto Guerra com o troféu Eduardo Abelin. Já o ator baiano Antonio Pitanga receberá o Troféu Cidade de Gramado, enquanto o Kikito de Cristal – dedicado a expoentes do cinema latino-americano – será entregue à atriz argentina Soledad Villamil, protagonista de O Segredo dos Seus Olhos, de Juan José Campanella. Na programação, também está previsto o Gramado Film Market: Conexões, que vai promover painéis e oficinas voltados para profissionais e universitários do segmento audiovisual nos dias 24 e 25.

Rubens e Sônia

Rubens Ewald Filho festejado por Sônia Braga na edição 2016…

Confira os filmes do 45º Festival de Gramado:

 

Longas Brasileiros

“A Fera na Selva” (RJ), de Paulo Betti, Eliane Giardini e Lauro Escorel

“As Duas Irenes” (SP), de Fábio Meira

“Bio” (RS), de Carlos Gerbase

“Como Nossos Pais” (SP), de Laís Bodanzky

“O Matador” (PE), de Marcelo Galvão

“Vergel” (Brasil/Argentina), de Kris Niklison

“Pela Janela” (Brasil/Argentina), de Caroline Leone

 

Longas-metragens Estrangeiros

“Los Niños” (Chile/Colômbia/Holanda/França), de Maite Alberdi

“Pinamar” (Argentina), de Federico Godfrid

“El Sereno” (Uruguai), de Oscar Estévez & Joaquín Mauad

“Sinfonía para Ana” (Argentina), de Virna Molina e Ernesto Ardito

“Mirando al Cielo” (Uruguai), de Guzmán García

“La Ultima Tarde” (Peru), de Joel Calero

“X500” (Colômbia/Canadá/México), de Juan Andrés Arango

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Curtas Brasileiros

“#feique” (RJ), de Alexandre Mandarino

“A Gis” (SP), de Thiago Carvalhaes

“Cabelo Bom” (RJ), de Swahili Vidal

“Caminho dos Gigantes” (SP), de Alois Di Leo

“Mãe dos Monstros” (RS), de Julia Zanin de Paula

“Médico de Monstro” (SP), de Gustavo Teixeira

“O Espírito do Bosque” (SP), de Carla Saavedra Brychcy

“O Quebra-cabeça de Sara” (RJ), de Allan Ribeiro

“O Violeiro Fantasma” (GO), de Wesley Rodrigues

“Objeto/Sujeito” (SP), de Bruno Autran

“Postergados” (SP), de Carolina Markowicz

“Sal” (SP), de Diego Freitas

“Tailor” (RJ), de Calí dos Anjos

“Telentrega” (RS), de Roberto Burd

 

Curtas Gaúchos

“10 Segundos” (Canoas), de Thiago Massimino

“1947” (Porto Alegre), de Giordano Gio

“Através de Ti” (Santa Cruz do Sul), de Diego Tafarel

“Bicha Camelô” (Pelotas), de Wagner Previtali

“Cá Com Meus Botões”, de Murilo Bittencourt

“Cores de Bissau” (Porto Alegre), de Maurício Canterle

“Gestos” (Porto Alegre), de Alberto Goldim e Júlia Cazarré

“Kátharsis” (Caxias do Sul), de Mirela Kruel

“Luna 13” (Porto Alegre), de Filipe Barros

“Mãe dos Monstros” (Porto Alegre), de Julia Zanin de Paula

 “O Caçador de Árvores Gigantes”, de Anttonio Pereira

“Secundas” (Porto Alegre), de Cacá Nazario

“Sena, Os Fios em Prosa” (Porto Alegre), de Marcelo da Rosa Costa e Cacá Sena

“Sob Águas Claras e Inocentes” (Porto Alegre)”, de Emiliano Cunha

“Solito” (Porto Alegre), de Eduardo Reis

“Telentrega” (Porto Alegre), de Roberto Burd

“Temporal”, de Gabriel Honzik

“Yomared”, de Lufe Bollini

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  Gramado: cidade gaúcha vai se transformar na Capital do Cinema