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Christina Musse lança novo livro com reflexão sobre Comunicação

Livro Musse

Comunicação e Universidade – reflexões críticas é o livro que acaba de ser lançado em Juiz de Fora com organização da jornalista, pesquisadora e Profa. Doutora Christina Musse.

Christina Musse tem uma bagagem invejável e tem inúmeros livros publicados, como autora ou organizadora, e ainda integra coletâneas e atua intensamente na seara acadêmica, seja participando de eventos da área da Comunicação, organizando seminários e simpósios em Universidades, além de orientar estudantes de Mestrado e Doutorado na UFJF.

O livro “Comunicação e Universidade: reflexões críticas” traz o selo da editora Appris e foi lançado no último dia 15 de agosto no Centro de Conservação da Memória (CECOM) da Universidade Federal de Juiz de Fora. Segundo Christina Musse, “é um livro escrito por muitas mãos, e, mais do que nunca, necessário para a reflexão da importância da Universidade na constituição de um país livre e democrático.”

“Comunicação e Universidade: reflexões críticas” começa traçando um histórico da universidade pública no Brasil e os desafios de se realizar uma comunicação nas instituições, objetivando criar uma imagem positiva da instituição para o maior público possível. Esta análise é feita por meio de artigos e texto de pesquisadores da área.

A segunda parte do livro apresenta um histórico da formação e a criação de uma secretaria responsável pela Comunicação da UFJF, e também reúne relatos dos profissionais da área da Comunicação que trabalham ou já trabalharam na Diretoria de Imagem Institucional, sobre os trabalhos realizados e suas experiências bem sucedidas.

“Falar sobre universidade é algo extremamente necessário. A ideia do livro foi de fazer uma reflexão sobre o porquê de a Comunicação ser importante para sedimentar junto aos vários públicos uma imagem positiva e de pertencimento da comunidade em relação à universidade. O livro traz colaboração de pesquisadores que tem textos muito bons para essa reflexão.Também têm um pouco de história e o processo comunicacional da nossa Universidade”, afirma a professora Christina Musse.

O LIVRO

“Comunicação e Universidade: reflexões críticas” inova ao reunir o pensamento teórico de atuantes pesquisadores do campo, como José Marques de Melo, Carlos Chaparro e Margarida Kunsch.

A organizadora Christina Musse destaca a participação do saudoso acadêmico José Marques de Melo, um dos mais respeitados nomes da Comunicação e cita trecho dele: “A universidade assumiu,durante muito tempo,o perfil de gueto intelectual isolada do mundo a que pertencia[…] Felizmente, o panorama hoje é completamente distinto. As nossas universidades estão convencidas de que a sua subsistência institucional depende de recursos externos.” 

A obra traz também a contribuição crítica dos professores Eduardo Magrone e Antônio Hohlfeldt, como também a experiência prática, resultado do trabalho de planejamento e gestão de ações de comunicação, realizado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais.

A primeira parte, “Pensar a Comunicação e a Universidade”, apresenta importantes referenciais teóricos para o entendimento crítico da Comunicação na Universidade. Os artigos de Ângelo Ésther, Eugênia Barichello, Márcio Simeone Henriques, Wilson Bueno e Boanerges Lopes incorporam novas reflexões sobre a instituição no ambiente complexo da contemporaneidade.

A segunda parte, “Retratos da Comunicação na UFJF”, é composta por relatos e estudos de caso, que expõem de forma crítica os processos de criação e utilização de produtos e serviços desenvolvidos pelo Setor de Comunicação da UFJF. Três autores contextualizam a Universidade em abordagens de cunho historiográfico: Lola Yazbeck, Guilherme Fernandes e a própria Christina Musse, cujos textos mostram como a comunicação consolida-se como estratégia de gestão.

C Musse

Christina Musse tem atividade intensa na Comunicação.

Um pouco mais sobre Christina Musse

Christina Musse possui mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001) e doutorado também em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006). É professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal de Juiz de Fora.

É Professora visitante da Universidade de Paris VIII, Saint-Denis, na França, onde ministrou aulas, participou de Seminários e atuou juntos aos professores Anne-Marie Autissier e Alain Sinou, do Instituto de Estudos Europeus, em março de 2015. Vice-coordenadora da GT de Estudos do Jornalismo da Associação Latino-Americana de Investigadores em Comunicação – Alaic, desde 2018.

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MUSSE é autora dos livros: “Imprensa, cultura e imaginário urbano: exercício de memória sobre os anos 60/70 em Juiz de Fora” (2007); “Memórias possíveis: personagens da televisão em Juiz de Fora” (com a colaboração de Cristiano José Rodrigues) (2011) e “Os cinemas de rua de Juiz de Fora: memórias do Cine São Luiz” ( com a colaboração de Gilberto Faúla Avelar Neto e Rosali Maria Nunes Henriques).

É co-autora do livro “Memórias do cineclubismo: a trajetória do CEC – Centro de Estudos Cinematográficos de Juiz de Fora” (de autoria de Haydêe Sant’Ana Arantes) (2014). Foi editora-chefe da revista “A3” de Jornalismo Científico e Cultural (2011/2014). Atualmente, é membro do Conselho Editorial desta publicação, como também integra o Conselho Editorial da “Revista Brasileira de História da Mídia”.

É líder do grupo de pesquisa COMUNICAÇÃO,CIDADE, MEMÓRIA/CNPq (COMCIME) do PPGCOM/UFJF. Participa da Rede de Pesquisa Jornalismo, Imaginário e Memória (JIM), junto com os Grupos de Pesquisa JORXXI, da Universidade Tuiuti, do Paraná, e Tecnologias do Imaginário, da PUCRS. do Rio Grande do Sul.

Foi coordenadora do GP de Telejornalismo da INTERCOM. É ex-coordenadora e participa do GP de História da Mídia Audiovisual e Visual da Rede Alcar – Associação Brasileira dos Pesquisadores em História da Mídia. Faz parte da Rede Telejor, de Pesquisadores em Telejornalismo, dentro da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPjor).

É coordenadora dos projetos de pesquisa: “Cidade e memória: a configuração do espaço urbano pelas narrativas audiovisuais”; “Ruínas do passado: a imprensa, a memória e os depoimentos da CMV-JF” e do projeto “Ruínas narrativas: a construção midiática dos imaginários sobre a ditadura militar em Minas Gerais”. Coordenou os projetos de pesquisa “Memórias da imprensa de Juiz de Fora”; e “Memórias Possíveis”, este último, desenvolvido pelo grupo de pesquisa do qual é líder, em parceria com o Museu de Arte Murilo Mendes da UFJF.

Cinema Musse

Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Videodifusão, atuando principalmente nos seguintes temas: comunicação, globalização, cultura, memória, cidade, identidade e televisão. Foi apresentadora do programa semanal “Panorama Entrevista”, veiculado pela TV Panorama, hoje, TV Integração, emissora afiliada à Rede Globo de Televisão, de novembro de 2005 a dezembro de 2009. Na emissora, foi responsável pelo projeto “Curso de Treinamento Básico em Telejornalismo”, que capacitou dezenas de estudantes da UFJF, nas áreas de produção, reportagem, edição e apresentação de TV. Foi produtora e repórter de televisão de 1981 a 1994, na antiga TV Globo de Juiz de Fora.

 

 

Telenovelas ganham visão aprofundada de Valmir Moratelli

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“O que as novelas exibem enquanto o mundo se transforma”. Este é o título do livro que o jornalista, cineasta e doutorando em Comunicação pela PUC-RJ, Valmir Moratelli, lança daqui a pouco na concorrida Feira Literária de Paraty.

A obra de Moratelli traduz um mergulho profundo no universo da teledramaturgia, e apresenta um viés inédito sobre a mais importante produção brasileira da indústria cultural: o autor selecionou duas décadas de realização teledramatúrgica, voltando sua apreciação para as temáticas políticas evidenciadas nas telenovelas. Isso não só é um viés nunca antes abordado como é hercúleo, ousado, relevante e muito corajoso. Ademais, sendo um redator de mão cheia e um criador original de narrativas, a visão de Moratelli é precisa e de leitura instigante, logo seu livro é, além de muito bem-vindo, necessário.

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“O que as novelas exibem enquanto o mundo se transforma” é o terceiro livro do escritor, que lançou anteriormente Eu Rio, Tu Urcas, Ele Sepetiba, e Diálogos para Santos Cegos, um delicioso apanhado de contos divertidos e com uma visão perspicaz desta modernidade líquida emprenhada de fakes news, falsos mitos que se desfazem no ar em velocidade galopante e ridículas celebridades de fachada.

Outrossim, para apimentar o gostinho de conhecer o novo livro de Moratelli, ele mesmo conta: “As mudanças temáticas mais bruscas acontecem quando há ações de governo que transformam a percepção de vida da população”.

O livro de Valmir Moratelli mostra que, no período de 1998 a 2018, a TV brasileira experimentou avanços nunca antes vistos. Para tanto, há os exemplos das obras de João Emanuel CarneiroCobras e Lagartos, Avenida Brasil e A Regra do Jogo, que corroboram essas transformações sociais e políticas. Esse período abrange o segundo mandato de FHC (1999-2002), os dois de Lula (2003-2010), os de Dilma (2011-2016), além de Temer (2016-2018).

Nesta tarde, a partir das 16h, na Casa Autografia da FLIP, no Centro Histórico de Paraty, Valmir vai participar de debate cujo tema é Procuram-se novos protagonistas de novela: A ficção na TV, ao lado da atriz Dandara Mariana e da jornalista Ana Paula Gonçalves. A mediação fica por conta do emérito pesquisador, Mauro Alencar.

A seguir, reproduzimos entrevista do autor feita pela jornalista Luciana Marques, do site ArteBlitz (www.arteblitz.com):

Nessa sua imersão na teledramaturgia da Globo nesses últimos 20 anos, o que mais surpreendeu você nesse paralelo com a política? É impressionante perceber como a ficção televisiva – seja ela série, minissérie ou telenovela – mantém mãos dadas com os acontecimentos sociais e políticos. Essa era a hipótese da minha pesquisa, eu desconfiava que havia algo ali subentendido, daí fui pesquisar. Fiz um levantamento de todas as produções da TV Globo num recorte de 20 anos, traçando sua temática principal, para depois detectar onde começa a ter mudanças. E o que percebi é que as mudanças temáticas mais bruscas acontecem quando há ações de governo que transformam a percepção de vida da população. Um exemplo: desde 2015, quando o país entrou em recessão, nenhuma novela teve cena gravada no exterior. Por quê? Além de ter ficado caro demais gravar lá fora, o público deixou de planejar viagens em dólar. Novela acompanha hábitos e dita tendências.

Quais as novelas que trouxeram as principais transformações na sociedade desde a redemocratização? Como pesquisei as produções a partir de 1998, não me arriscaria a prolongar a análise até a redemocratização. Mas no período entre 1998 e 2018, cito as tramas de João Emanuel Carneiro como exemplos interessantes para se perceber as transformações que vivemos. Cobras & Lagartos foi ao ar em 2006, e falava de consumo. Vivíamos no país uma pujante fase econômica. O núcleo central se passava dentro de um shopping de luxo que imitava a Daslu. Depois, Avenida Brasil, em 2013, retratou a ascensão da classe C. João colocou o núcleo pobre como sendo o central e o rico como coadjuvante cômico da história. E o que vivíamos nas ruas? O protagonismo da classe popular, que agora tinha condições de frequentar aeroportos e comprar bens duráveis. Em A Regra do Jogo, de 2015, o que mais se falava era da pacificação dos morros e o poder paralelo de ex-policiais. João levou sua novela para o morro da Macaca dominado por facções de milícias. A meu ver, ele só errou com Segundo Sol, de 2018, que se passou na Bahia. Era uma chance e tanto de fazer uma novela histórica, com elenco majoritariamente negro.

E o que você destacaria da sua pesquisa em temas como mulher, racismo e homossexuais? O avanço foi grande ou ainda falta mostrar mais famílias de negros nas tramas, família de gays ou lésbicas criando seus filhos? Todos esses tabus só estarão superados quando não precisarmos mais falar deles como uma exceção. Mas vamos pegar o exemplo da diversidade sexual. Em 1995 teve uma novela, A Próxima Vítima, que trouxe um casal gay, Jeferson e Sandrinho. Os atores chegaram a apanhar nas ruas, porque não se aceitava aquele tipo de comportamento. Hoje tem casal gay em Malhação, na novela das 6, na das 7… Em 2016, por exemplo, Ricardo Pereira e Caio Blat protagonizaram cena de sexo em Liberdade Liberdade, e as redes sociais repercutiram muito isso. Assim como foi comemorado o beijo do Félix em Amor à Vida. Acredito que avançamos muito na temática da diversidade sexual. Algo que não vi ocorrer com tanta força em relação aos negros, visto que somos o país com a maior população negra fora da África. Nossa TV ainda não mostra isso. Em alguns casos, a julgar por certas produções, parece que somos um país escandinavo.

Esse protagonismo de mulheres em tramas, como a gente vê atualmente na novela das 9 com a figura da Maria da Paz, é algo que foi se construindo aos poucos? Não, a mulher sempre foi foco de interesse da telenovela no Brasil e no mundo, até por ser, historicamente, seu público-alvo. O que tem mudado é a forma como ela é tratada. Tivemos um ou outro respiro ao longo do tempo, como Malu Mulher em 1979, que tratava de agressão doméstica, alcoolismo, dupla jornada… Mas essas temáticas não condiziam com a época. A atualidade exige que se repense o papel da mocinha que só tinha final feliz nos braços do galã, tendo gêmeos ou subindo ao altar no último capítulo. A mocinha pode ser feliz sozinha, conquistando seu emprego dos sonhos ou fazendo uma viagem incrível. Pode ser até uma mecânica, como foi em Fina Estampa. A mulher moderna exige outras representações, como ser mãe solteira ou nem ser mãe. E isso tem a ver com conquistas que estão acontecendo hoje. Neste sentido, “A Dona do pedaço” mostra uma mulher independente, dona do próprio negócio. Vamos ver se ela não vai cair no padrão de felicidade do último capítulo (risos).

Na primeira parte do livro, você define como “Quarteto Mágico” um grupo de autores fundamentais para a telenovela moderna. Quem foram eles? Janete Clair, Dias Gomes, Jorge de Andrade e Lauro César Muniz. Os quatro, trazidos por Boni para a Globo, fundaram o que hoje se entende como “novela brasileira”. Trouxeram suas experiências com rádio, literatura e teatro, além de seus pensamentos de esquerda para construírem conflitos humanos críveis ao brasileiro. Tanto que são eles referências para todos os autores da atualidade que entrevistei. São atemporais, suas obras ainda dialogam com nosso tempo.

Já é possível prever como as novelas vão reagir ao atual momento da política brasileira? A pauta conservadora vai influenciar as tramas? Ainda é cedo para análise desse tipo, mas vai ser interessante daqui a um tempo analisar como a ficção na TV se comportou diante das discussões políticas que começam a dominar o cenário político. O atual governo se mostra contrário a discussões ambientais, à criminalização da homofobia, diz que racismo é algo “raro no Brasil”, quer acesso facilitado às armas… Ou seja, é um outro tipo de pauta que, desde janeiro, domina as ruas.

Qual é a sua novela inesquecível? Que difícil! Do período analisado no livro, Avenida Brasil é fortíssima, pelo que já falei há pouco. Antes disso, O Rei do Gado, do Benedito Ruy Barbosa, por ter trazido a “indigesta” questão da reforma agrária para o horário do jantar da elite brasileira. Coisas que só a novela é capaz de fazer.

Cearenses celebram Cultura e Arte em Vaivém de redes em São Paulo

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Símbolo da cultura indígena e objeto presente na criação da identidade brasileira, a rede está em trabalhos de cerca de 140 artistas, incluindo Associação das Rendeiras de Bilro da Santana do Cariri, Nilo, Vanessa Teixeira e Virgínia Pinho      

Nove artistas cearenses participam da exposição Vaivém, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo até 29 de julho.

Com curadoria de Raphael Fonseca, crítico, historiador da arte e curador do MAC-Niterói, a mostra reúne 300 obras de 141 artistas (sendo 32 indígenas) dos séculos 16 ao 21, reveladoras do valor das redes de dormir para  as artes e a cultura visual do Brasil.

Entre os artistas, Antônia Cardoso, Gertrudes Gonçalves, Graça Maria, Joana D’Arc Pereira, Maria Luiza Lacerda e Sheila Caetano, da Associação das Rendeiras de Bilro da Santana do Cariri. A obra é uma rede de bilro confeccionada por elas.

O público também pode apreciar a xilogravura O sepultamento de Jesus – Via Sacra, de Nilo, uma rede de carnaúba feita pela Vanessa Teixeira, e a obra A saída da fábrica Cione, de Virgínia Pinho.

“Longe de reforçar os estereótipos da tropicalidade, esta exposição investiga as origens das redes e suas representações iconográficas: ao revisitar o passado, conseguimos compreender como um fazer ancestral, criado pelos povos ameríndios, foi apropriado pelos europeus e, mais de cinco séculos após a invasão das Américas, ocupa um lugar de destaque no panteão que constitui a noção de uma identidade brasileira”, afirma o curador, que pesquisou o tema por mais de quatro anos para sua tese de doutorado numa universidade pública. 

Com pinturas, esculturas, instalações, fotografias, vídeos, documentos, intervenções e performances, além de objetos de cultura visual, como HQs e selosVaivém ocupa todos os espaços expositivos do CCBB São Paulo, do subsolo ao quarto andar, e está estruturada em seis núcleos temáticos e transhistóricos.

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PERCORRENDO A EXPOSIÇÃO  

Vaivém tem início com Resistências e permanências, instalada no subsolo do edifício e mostra as redes como símbolo e objeto onipresente da cultura dos povos originários do Brasil: “Mesmo com séculos de colonização e até com as recentes crises políticas quanto aos direitos indígenas, elas se perpetuaram como uma das muitas tecnologias ameríndias”, conta Raphael Fonseca.

Nesse núcleo, a maioria das obras é produzida por artistas contemporâneos indígenas, como Arissana Pataxó. No vídeo inédito Rede de Tucum, ela documenta Takwara Pataxó, a Dona Nega, única mulher da Reserva da Jaqueira, em Porto Seguro (BA), que ainda guarda o conhecimento sobre a produção das antigas redes de dormir Pataxó, feitas com fibras extraídas das folhas da palmeira Tucum.

Carmézia Emiliano começou a pintar de maneira autodidata, em Roraima. Ficou conhecida por telas que registram o cotidiano dos indígenas Macuxi, muitas protagonizadas por mulheres, e terá expostas pinturas feitas especialmente para o projeto, além de obras mais antigas. Também da etnia Macuxi, Jaider Esbell criou a instalação A capitiana, que conta a nossa história: a uma rede de couro de boi estão presos um texto de autoria do artista e uma publicação com documentos sobre as discussões em torno das áreas indígenas de seu estado.

Outro destaque é Yermollay Caripoune, que, vivendo na região do Oiapoque, entre a aldeia e a cidade, participou de poucas exposições fora do Amapá. Na série de seis desenhos que desenvolveu para Vaivém, o artista apresenta a narrativa dos Karipuna sobre a origem das redes de dormir.

O núcleo reúne ainda trabalhos de grandes nomes da arte brasileira, como fotografias dos artistas e ativistas das causas indígenas Bené Fonteles Cláudia Andujar, e o objeto de Bispo do Rosário Rede de Socorro, uma pequena rede de tecido onde se lê o título da obra.

O segundo núcleo da exposição, A rede como escultura, a escultura como rede reúne trabalhos que mostram redes de dormir a partir da linguagem escultórica, distribuídas por diferentes espaços do CCBB São Paulo, a começar pelo hall de entrada. Rede Social é uma instalação interativa do coletivo Opavivará!, com uma rede gigante que convida o público a se deitar e balançar ao som de chocalhos.  

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Estão neste núcleo trabalhos do jovem artista Gustavo Caboco (foto), de Curitiba e filho de mãe indígena, e Sallissa Rosa, nascida em Goiânia e filha de pai indígena. Ele apresenta uma série de gravuras em que discute seu pertencimento e não-pertencimento às culturas ameríndias do Brasil. Ela, um vídeo criado a partir de selfies enviadas por mulheres em redes de dormir, revelando uma visão complexa sobre o lugar da mulher indígena na sociedade contemporânea brasileira.

De Hélio Oiticica foram selecionadas fotografias da pouco conhecida sérieNeyrótika. De Ernesto Neto, um conjunto de obras do início de sua carreira, anos 1980, nas quais as redes não aparecem literalmente, mas são sugeridas numa dinâmica de tensão e equilíbrio.  A ação Trabalho, de Paulo Nazareth, ganha nova versão: com uma vaga de emprego anunciada em jornal, o artista contratou um funcionário, que deverá permanecer deitado numa rede instalada no CCBB São Paulo durante oito horas por dia, até o fim da mostra. Integram ainda o segmento redes de artesãs de diversas regiões do Brasil.

No segundo andar do edifício estão dois núcleos. Olhar para o outro, olhar para si traz documentos e trabalhos de artistas históricos e viajantes, como Hans Staden, Jean-Baptiste Debret Johann Moritz Rugendas, que registraram os aspectos da vida no Brasil durante a colonização. Ao lado deles, artistas contemporâneos indígenas foram convidados a desconstruir o olhar eurocêntrico dessas imagens a respeito de seus antepassados e propor novas narrativas.

Entre eles, dois do Amazonas: a pintora Duhigó, que apresenta a inédita acrílica Nepũ Arquepũ (Rede Macaco), sobre o ritual de nascimento de um bebê Tukano, e Dhiani Pa’saro, ainda pouco conhecido fora de seu estado natal, que expõe a marchetaria Wũnũ Phunô (Rede Preguiça), composta por 33 tipos de madeira e inspirada em duas variações de grafismos indígenas: o “casco de besouro” (Wanano) e o “asa de borboleta” (Ticuna).

O coletivo MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin), do Acre, criou para o CCBB São Paulo uma pintura mural que faz referência ao canto Yube Nawa Aibu, entoado para trazer força e abrir os caminhos em cerimônias tradicionais. Já Denilson Baniwá, nascido no Amazonas e residente no Rio de Janeiro, fez intervenções digitais e físicas sobre obras de artistas brancos que retrataram povos indígenas.

Em Disseminações: entre o público e o privado, as redes surgem em atividades do cotidiano do Brasil colonial, como mobiliário, meio de transporte e práticas funerárias. Um dos destaques é Dalton Paula, artista afro-brasileiro de Goiás, que lança em suas pinturas um olhar sobre as narrativas a respeito da negritude no Brasil desde a colonização.

Os lugares que as redes ocupam na vida contemporânea no Brasil, em especial na região Norte, também estão pontuados nesse núcleo. Fotografias de Luiz Braga, por exemplo, exibem redes de dormir em cenas do dia-a-dia no Pará.

No terceiro andar do CCBB São Paulo, Modernidades: espaços para a preguiça, a rede passa a ser associada à preguiça, à estafa e ao descanso decorrentes do encontro entre o trabalho braçal e o calor tropical. O ponto central é ocupado por “Macunaíma” (1929), livro de Mário de Andrade. O personagem que passa grande parte da história deitado em uma rede está em obras de diferentes linguagens.

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Macunaíma: imortalizado no cinema pelo talento de Grande Otelo

Carybé, o notável argentino amigo de Vinícius, foi o primeiro artista a fazer ilustrações de Macunaíma. Um desenho pouco exibido de Tarsila do Amaral mostra o Batizado de Macunaíma.Joaquim Pedro de Andrade dirigiu o longa-metragem que, estrelado por Grande Otelo, completa 50 anos em 2019, e os cartunistas Angelo Abu e Dan X adaptaram a história em quadrinhos.

No espaço também estão a célebre Djanira, com o raro autorretrato Descanso na rede, em que surge ao lado de seu cachorro, e peças de mobiliário desenhadas por Paulo Mendes da Rocha Sergio Rodrigues.

No quarto andar, o núcleo Invenções do Nordeste, no qual estão obras que transformam em imagens mitos a respeito da relação entre as redes e esta região do país, além de trabalhos nos quais elas surgem como símbolo de orgulho local e de sua potente indústria têxtil. Destaque para uma série de fotografias de Maurren Bisilliat pelo sertão nordestino e as cerâmicas do artista pernambucano Mestre Vitalino que retratam grupos de pessoas enterrando entes dentro de redes.

Ainda no último andar do edifício, uma homenagem a Tunga. O artista, que inaugurou o CCBB São Paulo, em abril de 2001, retorna à instituição 18 anos depois. A instalação Bells Falls ganha uma nova versão e é apresentada ao lado dos registros fotográficos da performance “100 Rede”, realizada em 1997 na Avenida Paulista.

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ITINERÂNCIA DA EXPOSIÇÃO

Vaivém fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo até 29 de julho. A exposição será também exibida nos CCBB de Brasília (setembro/2019), Rio de Janeiro (dezembro/2019) e Belo Horizonte (março/2020).

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               VAIVEM

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Período da visitação: 22 de maio a 29 de julho de 2019 – Entrada gratuita

Horário: Todos os dias, das 9h às 21h, exceto terças

Telefone: (11) 3113-3651

Visitação com hora agendada: pelo app/site da Eventim

Conceição Evaristo será a Homenageada do Prêmio Jabuti 2019

EVARISTO

Bravo: Conceição Evaristo, escritora mineira, é destaque na luta contra a discriminação racial, de gênero e de classe.

Editores e autores brasileiros tem até 28 de junho para inscrever suas obras no mais tradicional e prestigiado prêmio do livro do Brasil, o Prêmio Jabuti.

Realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Jabuti confere aos vencedores o reconhecimento da comunidade intelectual brasileira, do mercado editorial e, principamente, dos leitores. Serão 19 categorias e um vencedor do Livro do Ano.

“É missão da CBL elevar o livro e a leitura a novos patamares. É com orgulho e satisfação que lançamos a 61ª edição do Prêmio Jabuti, que prestigia os esforços e valoriza autores, editores, escritores, ilustradores, capistas, designers e tradutores nas diferentes categorias da criação e produção editorial do livro”, afirma Vitor Tavares, presidente da CBL.

CEV

Organizadores do JABUTI acertam em Homenagear Conceição Evaristo

A personalidade homenageada deste ano será a escritora Conceição Evaristo, escritora e ativista dos movimentos de valorização da cultura negra, que evidencia traços marcantes de sua origem humilde nos seus escritos, com personagens femininas fortes e resistentes. Conceição é Mestre em Literatura Brasileira pela PUC Rio e Doutora em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense.

“A escolha da Conceição foi resultado de uma reflexão de toda a Comissão do Prêmio Jabuti sobre obra da autora, sua relevância cultural para o Brasil hoje, e por muito o que ela ainda tem a oferecer. Conceição representa os valores essenciais para o Prêmio Jabuti. E o Jabuti se sente orgulhoso por homenageá-la”, diz o curador Pedro Almeida.

Nesta edição, os quatro eixos permanecem organizados em: Literatura, Ensaios, Livro e Inovação. Algumas atualizações foram realizadas para que o Prêmio seja cada vez mais abrangente e alinhado ao leitor e ao mercado:

  • As categorias Infantil e Juvenil foram separadas.
  • Livros de documentário e reportagem passam a ser inscritos junto à categoria Biografia, e não mais na de Humanidades.
  • A categoria Tradução, alocada no eixo Literatura em 2018, a partir desta edição passa para o eixo Livro.
  • A categoria que foi lançada como Formação de Novos Leitores ganha novo nome, a partir desta edição, Fomento à Leitura, para abranger projetos que vão além formação, mas para todas as atividades de promoção da Leitura.
  • Coletâneas compostas por textos não inéditos só poderão ser inscritas nas categorias que compõem os eixos Livro – Capa, Ilustração, Impressão, Projeto Gráfico e Tradução – e Inovação – Fomento à Leitura e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.
  • Outra novidade: o Prêmio Jabuti passa a ter duas listas fases de finalistas. Na primeira, serão divulgados pela CBL os dez finalistas para cada uma das 19 categorias. Em um segundo momento, a CBL fará o anúncio dos cinco finalistas.
  • Os primeiros colocados em cada categoria, como ocorre desde o ano passado, serão revelados somente no dia da cerimônia de premiação. Apenas a auditoria Ecovis Pemon terá acesso aos resultados.

O vencedor do Livro do Ano do Prêmio Jabuti 2019 será escolhido entre  as obras vencedoras dos eixos Literatura e Ensaios.

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O formato de envio para obras concorrentes nas categorias dos eixos Literatura e Ensaios permanece em arquivo PDF. Apenas para o eixo Livro, será necessário o envio de exemplares físicos, conforme instruções descritas no Regulamento.

 Confira a estrutura de eixos e suas categorias no Prêmio Jabuti 2019:

  • Eixo Literatura (sete categorias): Conto; Crônica; HQ; Infantil; Juvenil; Poesia e Romance.
  • Eixo Ensaios (cinco categorias): Artes; Biografia, Documentário e Reportagem; Ciências; Economia Criativa e Humanidades;
  • Eixo Livro (cinco categorias): Capa; Ilustração; Impressão; Projeto Gráfico e Tradução;
  • Eixo Inovação (duas categorias): Fomento à Leitura e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.Cada um dos autores e editoras vencedoras recebem a estatueta do Prêmio Jabuti.Ao autor, caberá também uma premiação em dinheiro:Vencedor de cada uma das 19 categorias: R$ 5.000 (Cinco Mil Reais)

    Vencedor do Livro do Ano: R$ 100.000,00 (Cem Mil Reais).

Entendemos que o prêmio pode ampliar o seu alcance sempre, como um farol sobre a melhor literatura produzida no país e ter reforçado seu caráter de mediador, de fomentador da leitura, nos mais diversos aspectos, gêneros e gostos. Quis formar um conselho de editores que se complementam nas múltiplas experiências: acadêmica, literária, infantil, juvenil, em tradução e edição dos gêneros que compõem o escopo editorial do Prêmio, comenta Pedro Almeida, Curador do Prêmio Jabuti.

Ao lado de Almeida, fazem parte do Conselho Curador do Jabuti 2019:

Camile Mendrot (AB Aeterno Produção Editorial)

Mariana Mendes (Canal Bondelê)

Cassius Medauar (Editor -Editora JBC)

Marcos Marcionilo (Sócio e Publisher da Parábola Editorial)

Indicação de Jurados 

O mercado editorial e os leitores podem fazer indicações ou se candidatar para integrar o júri de cada categoria da premiação. O Conselho Curador será responsável pela verificação, seleção e complementação do corpo de jurados. O corpo de jurados terá 57 integrantes, sendo três para cada categoria. Cada jurado deverá escolher 13 obras e terá dois meses para análise e atribuição das notas. O período de Consulta Pública para indicação de jurados é de 16 de maio a 16 de junho.

JABUTI

Como concorrer?

Poderão concorrer ao Prêmio Jabuti obras inéditas com ISBN e Ficha Catalográfica, impressas ou digitais, publicadas em língua portuguesa no Brasil, em primeira edição, entre 1o de janeiro e 31 de dezembro de 2018.

Na categoria Fomento à Leitura, podem ser inscritas iniciativas realizadas por pessoa física ou jurídica. O período da ação a ser analisado pelos jurados será de 1o de janeiro e 31 de dezembro de 2018.

A autoria da obra deverá ser de autor(es) brasileiro(s) nato(s), naturalizado(s), ou estrangeiro(s) com residência permanente no País.

Coletâneas compostas por textos não inéditos só poderão ser inscritas nas categorias que compõem os eixos Livro e Inovação.

As inscrições vão até 28 de junho e podem ser feitas pelo www.premiojabuti.org.br ouhttp://www.premiojabuti.com.br, onde está o regulamento completo da premiação.

Valmir Moratelli vê Alegria na crise do carnaval e faz Cinema saudando força da negritude: Saravá !

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Com o enredo Saravá, Umbanda, a escola de samba carioca Alegria da Zona Sul, do grupo A, enfrentou grandes dificuldades para desfilar na Sapucaí este ano.

Mas a luta valeu a pena: a escola fez bonito na Passarela do Samba, levou sua ginga para celebrar Momo e contagiou a avenida com o vermelho e branco alegre de suas alas, e, de quebra, ainda virou tema de documentário do jornalista Valmir Moratelli.

Valmir 19

Com intenção de espalhar mensagens de otimismo, resistência, força, caridade, amor e fé, a Alegria da Zona Sul valeu-se do enredo do carnavalesco Marco Antonio Falleiros, para desfilar no Sambódromo a história da umbanda através das palavras de um sábio preto velho.

Apaixonado por samba e jornalista com atuação indormida nas lides culturais, Valmir Moratelli convidou o  produtor Fabiano Araruna, da El Tigre Studio, e juntos decidiram registrar o drama da vermelho e branco para não deixar de estar na Sapucaí durante o Carnaval, e realizaram um filme que está em fase final de captação de recursos. É Moratelli quem explica:

— A ideia do documentário surgiu com o objetivo de acompanhar toda a crise que o carnaval carioca atravessou e que acreditamos ser a maior da história. Cubro carnaval há mais de dez anos e nunca vi um cenário tão devastador como este de 2019 nas escolas de samba.

Moratelli e Araruna acompanharam o cotidiano no barracão da escola, a preparação das fantasias, a aflição dos integrantes, a disposição, a garra, o espírito de persistência e levaram a sensibilidade e as câmeras para registrar todos os ensaios da Alegria:

—Escolhemos a Alegria porque o enredo é de grande força, principalmente refletindo o drama vivido pelas escolas. Temos um prefeito que está diminuindo gradativamente, e de forma absurda, a verba para todas as escolas. E ainda coloca a população contra as agremiações ao dizer que reduziu a verba para gastar com saúde e educação — declarou Moratelli à época das filmagens.

A crise vivida pela Alegria da Zona Sul e como a agremiação transformou tristeza, sofrimento, revolta, desgaste e dificuldade em potência e samba no pé estará na telona em breve no documentário “30 DIAS – Um carnaval entre a alegria e a desilusão”.

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O filme de Valmir Moratelli e Fabiano Araruna é uma produção independente e precisa da colaboração de amigos, comunicadores, sambistas, profissionais e estudantes de áreas afetas à música, ao cinema e às artes de modo geral, além de admiradores do samba e da cultura para ser concluído.

Acesse o link e veja como participar: esta é a última semana !

Conheça um pouco mais dessa história conferindo o instigante trailler do filme:

https://www.catarse.me/alegriadoc?fbclid=IwAR1XKeOLj1jD6LIOIB1nnuzjEAWHWmoH9I_U4Ucz5lgoeth0o4QKaYIEL-4

Raízes da Alegria

A escola foi criada em 28 de julho de 1992, a partir da união dos blocos de enredo Alegria de Copacabana e Unidos do Cantagalo. Os blocos, que atraíam moradores do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho, desfilavam na Praia de Copacabana, próximo ao Posto Cinco, onde até hoje ocorrem ensaios. Este ano, a escola ganhou uma quadra, na Rua Frei Caneca 239, ao lado do Sambódromo.

 

 

Pedro Chagas Freitas e o prazer do LIVRO

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Poeta português dos mais brilhantes, com legião de seguidores nas redes sociais e público cativo em suas palestras e lançamentos, PEDRO CHAGAS FREITAS faz um depoimento em seu Instagram que é uma bela defesa da leitura ! Confira:

“Visito muitas dezenas de escolas por ano. De todas elas trago leitores, alguns, que já o eram e leitores, muitos, que o passam a ser. Porquê? Porque lhes digo — e só o digo porque acredito mesmo no que digo — que sou só um gajo que escreve cenas. Como eles o são.

E também porque lhes mostro que ler e escrever não são actos sagrados nenhuns. São actos humanos, tão humanos como respirar, e não é necessário nenhum dom para escrever livros. E não é.

É isso, trazer o leitor para junto de nós e mostrar-lhe que ler e escrever podem não ser obrigações, como lhe é inculcado nas escolas e em casa, que faz a diferença. É isso que tem de fazer a diferença.

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O livro não está morto, nunca estará. Mas a forma de o comunicar, tal como sempre a conhecemos, está. E tem de nascer de novo. Com criatividade, com inovação, com novas propostas — e sobretudo com mais humildade.

Temos de olhar para o livro como mais uma possibilidade que é colocada diante dos mais jovens (e até dos mais adultos) — no meio dos jogos de computador, no meio dos vídeos para as redes sociais, no meio dos filmes e séries, está lá o texto impresso em papel. Esse objecto estranho.

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Cabe a nós, profissionais do ofício, vender-lhes a ideia de que este objecto estranho é a melhor opção em muitos momentos. E não, como fazem os iluminados de algibeira, mostrar-lhes que os merdas que escrevem têm a mania de que são os maiores e de que são seres abençoados — e que eles, coitaditos, não têm capacidade para os entender.
São eles, os iluminados, a grande praga que afasta cada vez mais leitores da leitura. São eles que visitam as escolas e são antipáticos e distantes; são eles que fazem apresentações públicas de semblante fechado, como se todos fossem pequenos perante tão grande genialidade; são eles que, com discursos herméticos, e ocos, transmitem a ideia de que a leitura tem de ser só porque sim; são eles que decretam o que é boa ou má leitura; são eles que choram sobre os números e se vitimizam; são eles que fazem com que, ao olhá-los e ao ouvi-los, apeteça tudo menos ler.

É a isso, a uma imposição sem sedução, que se deve o fim de muitas relações. A que se estabelece com os livros não é excepção.Calem-se, suas pragas.”

* Pedro Chagas Freitas

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* Sobre o mais recente livro do poeta PEDRO CHAGAS FREITAS, falaremos noutro post.

Você, leitor amigo do #blogauroradecinema, pode encontrar os textos e versos do   escritor português nas redes sociais, como Face e Instagram. Posso assegurar que se irão   encantar com a obra de Pedro Chagas Freitas !

    Um grande abraço a todos !

Valmir Moratelli destaca fake news em contos instigantes

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Valmir Moratelli é desses jornalistas apaixonados pelo que faz, e faz com competência e extremo profissionalismo. Escreve com a facilidade de quem nasceu para o ofício e não perde a menor chance de criar histórias, sejam elas verídicas, ficcionais, duvidosas, fantasiosas ou uma mescla de tudo isso. Para Moratelli, o prazer está em contar histórias e, através delas, ela vai tecendo suas vivências, amealhando amigos, angariando leitores, e plantando reflexões, dos mais variados matizes.

Nesta quarta, ele estará autografando seu segundo livro, que tem o inspiradíssimo título Diálogos Para Santos Cegos: contos na era das Fake News, na Livraria da Travessa, em Botafogo, a partir das 19h.

De forma inteligente e bem humorada, Valmir Moratelli coloca na roda a pergunta que rola na cabeça de todo mundo hoje:  o que é a fama na era das notícias falsas ?

Valendo-se de personagens fictícios, o autor aproveita para pautar uma série de temas intrigantes que estão em alta no cotidiano, destacando situações que beiram quase a insanidade e flertam bonito com a ironia, apontando o quanto o desejo de ganhar likes nas redes sociais leva as pessoas a criarem ficções e inventarem verdades com o objetivo precípuo de ganharem fama e tornarem-se reconhecidas e adoradas:

“(O livro) mistura inquietações sobre a preservação da memória e construção de identidades, diante da busca por reconhecimento. Entremeando diálogo e perfil debochado, põe-se à prova a eternidade desses santos. Divulgue um meme no WhatsApp, publique uma foto com filtro para disfarçar as olheiras, compartilhe o post do autor que nunca leu”, conta Moratelli.

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Valmir Moratelli: um carioca apaixonado pelo Rio e pelas palavras

Valmir é carioca, jornalista formado pela UFRJ e mestrando em Comunicação pela PUC-RJ. É ainda pesquisador de teledramaturgia e já passou por grandes veículos como TV Globo, Revista Quem e Portal UOL. Atualmente é assessor de comunicação, escreve roteiros para canais do Youtube e deseja que seus contos virem audiovisual e peças de teatro.

Tendo viajado para cerca de 40 países, costuma dizer que sua maior viagem é sempre a escrita. Está em seu segundo livro. Sua obra de estreia, Eu Rio, Tu Urcas, Ele Sepetiba foi publicada em 2014.

SINOPSE

A fama é capaz de elevar alguns à categoria divina. Onipotentes e onipresentes, tudo podem e tudo querem enquanto são adorados no altar midiático do reconhecimento. Like, like, like…

Na era das fake news, a ficção também se presta à construção de novas verdades. O público está no palco; as cortinas, abertas; os atores, misturados à multidão. Um padre popstar com horror à multidão de seus cultos; o surreal desfecho de um seriado longevo que não sabe o que fazer com o protagonista; um ladrão que humaniza seus objetos de roubo; o intrigante morador de um asilo que é expert em moda; a falida condessa que tenta reaver os ossos da mãe… Personagens mergulhados em vaidade, solidão e soberba te levarão a um templo midiático no qual todos querem ser venerados.

Diálogos para Santos Cegos provoca, invoca e reza pela salvação da sua memória! Mistura inquietações sobre a preservação da memória e construção de identidades, diante da busca por reconhecimento. No fim, a entrevista definitiva com uma atriz prestes a sair de cena, na qual se recortam trechos de frases célebres de personalidades “reais”. Entremeando diálogo e perfil debochado, põe-se à prova a eternidade desses santos.

Divulgue um meme no WhatsApp, publique uma foto com filtro para disfarçar as olheiras, compartilhe o post do autor que nunca leu. Você também é uma fake news.

O escritor Valmir Moratelli traz sua experiência com a objetividade jornalística para o universo ficcional a fim de questionar: O que é fama em tempos de fake news?

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Valmir Moratelli e Antônia Frering no lançamento de Eu Rio, tu Urcas, ele Sepetiba.

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Solange Gomes esteve no lançamento do livro de estreia de Valmir Moratelli 

Valmir e mulheresValmir e Thiré

Moratelli cercado de leitoras e amigas, e com o ator Miguel Thiré na Livraria da Travessa.

SERVIÇO

Lançamento do livro DIÁLOGOS PARA SANTOS CEGOS

Autor: VALMIR MORATELLI

Quando: 07 NOVEMBRO 2018, às 19h

Onde: Livraria da Travessa Botafogo

Rua Voluntários da Pátria, 97 – Rio de Janeiro

 

 

Ficção Seriada ganha livro na Intercom

Na próxima quinta, dia 6, será lançado livro relevante para o estudo das várias formas de ficção seriada exibidas no Brasil e alvo de estudos acadêmicos no país.

O livro será lançado durante a 41a edição da INTERCOM, Congresso Nacional mais importante da área de Comunicação, que está sendo realizado em Joinville (Santa Catarina) até sábado, 8 de setembro.

LIVRO Ficção Seriada - menor

Os autores são:

Alexandre Tadeu dos Santos, Ana Carolina, Maoski, Andrei Maurey Leite, Aurora Miranda Leão, Camila Mendonça, Carlos Vinícius Lacerda, Daiana Sigilliano, Daniela Ortega,Gabriela Borges, Gêsa Cavalcanti, Guilherme Livardi, Guilherme Moreira Fernandes, Hertz Wendel de Camargo, Isabela Norton, Janiclei Aparecida Mendonça,  João Paulo Hergesel, Laryssa Prado, Lucas Martins Néia, Luiz Siqueira, Marcos Nicolau, Maria Amélia Abrão, Mariana Barbosa Gonçaves, Mariana Marques de Lima, Mateus Vilela, Naiane Almeida, Raphael Parreira e Silva, Robéria Nádia Nascimento, Soraya Ferreira, Tadeu Ribeiro, Tissiana Pereira e Vanessa Guimarães do Nascimento.

Saiba mais:

A INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – é uma instituição sem fins lucrativos, destinada ao fomento e à troca de conhecimento entre pesquisadores e profissionais atuantes no mercado. A entidade estimula o desenvolvimento de produção científica não apenas entre mestres e doutores, mas também entre alunos e recém-graduados em Comunicação, oferecendo prêmios como forma de reconhecimento aos que se destacam nos eventos promovidos pela entidade.

Fundada no dia 12 de dezembro de 1977 em São Paulo, a Intercom preocupa-se com o compartilhamento de pesquisas e informações de forma interdisciplinar. Além de encontros periódicos e simpósios, a instituição promove um congresso nacional – evento de maior prestígio na área de pesquisa em Comunicação, que recebe uma média de 3,5 mil pessoas anualmente, entre pesquisadores e estudantes do Brasil e do exterior. O evento, sediado em cidade escolhida pelos sócios no ano anterior, é precedido de cinco congressos regionais.

A sociedade é responsável, ainda pelo lançamento de livros e revistas especializados em Comunicação, e pela busca de parcerias com entidades de mesmo objetivo e institutos e órgãos de incentivo à pesquisa brasileiros e estrangeiros. Esse intercâmbio é um incentivo à formação científica, tecnológica, cultural e artística, além de uma forma de capacitar professores, estudantes e profissionais da Comunicação.

SERVIÇO

Lançamento do livro Ficção Seriada – Estudos e Pesquisas (vol 1)

Editoras: Jogo de Palavras e Provocare

Organizadoras: Fernanda Castilho e Lígia Prezia Lemos

DATA: 06 setembro 2018

Onde: Publicom, evento da INTERCOM

Realização: 41a INTERCOM

Local e Horário: Ginásio do Colégio Univille, em Joinville (SC), 17h 

ENTRADA FRANCA

 

 

Eleições no Brasil: 25 anos de História

livro LENDA jul 2018 - Cópia

Será aberto amanhã em Curitiba o XI Congresso da Associação Brasileira de Ciência Política. 

Promovido pela Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), o congresso vai reunir na capital paranaense alguns dos mais importantes nomes de estudiosos de Ciência Política e áreas correlatas.

O Congresso da ABCP terá como cenário o campus da Reitoria da Universidade Federal do Paraná, de 31 de julho a 3 de agosto de 2018. O tema geral do Encontro é Democracia e representação: impasses contemporâneos.

Amanhã à noite, quando da solenidade de abertura do XI Congresso da ABCP, serão lançadas algumas publicações, dentre os quais destacamos o livro “25 anos de Eleições Presidenciais”, organizado por Felipe Borba e Argelina Cheibub Figueiredo. Cientistas sociais de fundamental relevância na área participam com artigos. Confira aqui o que o livro apresenta:

SUMÁRIO
PARTE I
TENDÊNCIAS E PADRÕES DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

CAPÍTULO 1 – O PERSONALISMO (RACIONAL) E O PRESIDENCIALISMO NA POLÍTICA BRASILEIRA
Glaucio Ary Dillon Soares
Sonia Terron

CAPÍTULO 2 – DUVERGER NOS TRÓPICOS: COORDENAÇÃO E ESTABILIDADE NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS PÓS-REDEMOCRATIZAÇÃO
Fernando Limongi
Fernando Guarnieri

CAPÍTULO 3 – VOTOS NULOS E EM BRANCO NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS
Jairo Nicolau

CAPÍTULO 4 – O VOTO DO ELEITOR POBRE NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS (1989-2014)
Argelina Figueiredo
Natalia Maciel
Sergio Simoni Jr.
Thiago Moreira

CAPÍTULO 5 – POR QUE DILMA DE NOVO? UMA ANÁLISE EXPLORATÓRIA DO ESTUDO ELEITORAL BRASILEIRO DE 2014
Oswaldo E. do Amaral
Pedro Floriano Ribeiro

PARTE 2
OPINIÃO PÚBLICA, CAMPANHA ELEITORAL E VOTO

CAPÍTULO 6 – O VIÉS DA COBERTURA POLÍTICA DA IMPRENSA NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS DE 2002, 2006 E 2010
Pedro Santos Mundim

CAPÍTULO 7 – HORÁRIO GRATUITO DE PROPAGANDA ELEITORAL: ESTILO, ESTRATÉGIAS, ALCANCE E OS DESAFIOS PARA O FUTURO
Afonso Albuquerque
Camilla Tavares

CAPÍTULO 8 – FINANCIAMENTO POLÍTICO NA NOVA REPÚBLICA
Vitor Peixoto
Mauro Campos

CAPÍTULO 9 – RELAÇÃO ENTRE PROPAGANDA, DINHEIRO E AVALIAÇÃO DE GOVERNO NO DESEMPENHO DE CANDIDATOS EM ELEIÇÕES MAJORITÁRIAS NO BRASIL
Felipe Borba
Emerson Urizzi Cervi

CAPÍTULO 10 – DEBATES ELEITORAIS NA TV COMO EVENTOS DE CAMPANHA…….225
Fábio Vasconcellos

CAPÍTULO 11 – VINTE E CINCO ANOS DE CAMPANHAS NO BRASIL: DE COLLOR A DILMA
Mara Telles
Joyce M Leão Martins
Teresinha Pires
Erica Anita

CAPÍTULO 12 – DISRUPÇÃO NOS MODELOS DE COMUNICAÇÃO ELEITORAL: DESAFIOS E TENDÊNCIAS NO BRASIL CONTEMPORÂNEO
Fábio Vasconcellos
Emerson Urizzi Cervi

*O lançamento é aberto ao público.

Mais informações: http://alacip.org/?p=15975

CCBB recebe propostas culturais

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Sede carioca do CCBB, no centro do Rio


Abertas inscrições ao Edital de Patrocínios 2019/2020 do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O programa tem por objetivo definir projetos que vão compor a programação dos CCBBs de Belo horizonte (MG), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 8 de junho, por meio do site www.bb.com.br/patrocinios.

As propostas podem ser apresentadas nas seguintes áreas e segmentos: Artes Cênicas, Cinema, Exposição, Ideias e Música. Podem inscrever seus projetos os produtores (pessoa física ou jurídica) de qualquer lugar do Brasil e não só das cidades onde estão localizados os CCBBs.

Regulamento do Edital traz todos os detalhes, incluindo o Eixo Curatorial e os Critérios de Seleção, que preveem: inovação na abordagem, no conceito e/ou na execução, valorização da diversidade, da brasilidade, da cultura e dos valores nacionais e internacionais, de fatos históricos e das manifestações tradicionais e/ou folclóricas. Também é destacada a acessibilidade, com a possibilidade de formação de público e de fomento a novos talentos.

“A cultura faz parte do DNA do Banco do Brasil, porque ela transforma as pessoas”, afirma Alexandre Alves, diretor na Diretoria de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil. A citação lembra a nova campanha institucional do BB, que mostra essa identidade bem de perto, com a história de Adilson Dias da Silva, ex-morador de rua e atualmente um respeitado artista.

Serviço
Edital CCBB 2019/2020
Onde: 
www.bb.com.br/patrocinios
Quando: até 08 de junho de 2018

Links
Regulamento Edital CCBB – http://www.bb.com.br/docs/pub/inst/dwn/EditalCCBB20192020.pdf
Campanha institucional do BB – https://www.youtube.com/watch?v=OHTpFghmZks