Arquivo da categoria: SÉTIMA ARTE

Comentários e notas sobre a Sétima Arte, privilegiando o Cinema Brasileiro

Outubro de China na tela do cinema

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A Mostra de Cinema Chinês de São Paulo comemora a 5 ª edição com homenagem às “Diretoras Chinesas Contemporâneas”. A mostra vai acontecer de 4 a 13 de outubro no Centro Cultural São Paulo (CCSP) com entrada gratuita e realização do Instituto Confúcio da Unesp.

Com curadoria de Wang Yao, Pesquisador da Academia de Cinema de Pequim, a programação vai exibir uma seleção de nove longas dirigidos por mulheres e inéditos no Brasil.  Os filmes estão divididos em dois ciclos: “A fina flor da 5ª Geração” e “Diretoras chinesas da nova geração”. 

Na abertura da 5ª Mostra de Cinema Chinês, dia 3, que é exclusiva para convidados, o filme Lembre-se de mim, por favor, da cineasta Peng Xiaolian, falecida recentemente. Vencedor do 13º Festival de Cinema Chinês de Paris, o longa conta a história de Cai Yun, atriz de ópera de uma pequena cidade que, ao mudar para Xangai, descobre a antiga coleção de filmes de seu colega de quarto e fica fascinada pela trajetória da atriz Huang Zongying. Uma ode ao amor e à arte, por meio das quais as personagens buscam dar sentido às suas vidas. 

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O ciclo “A fina flor da 5ª Geração” apresenta os 5 filmes mais recentes de premiadas cineastas. Entre eles estão Lembre-se de mim, por favor, dirigido por Peng Xiaolian; Uma cidade chamada Macau, de Li Shaohong; Entrando na Cidade Proibida, dirigido por Hu Mei e eleito o filme de Maior Destaque na Mídia no 21º Festival Internacional de Cinema de Xangai,  Diário de polícia/Viver e morrer em Ordos, da cineasta Ning Ying, e  Flores vermelhas e folhas verdes, de Liu Miaomiao, que estará presente na Mostra deste ano num bate-papo com o público.

Quatro obras dirigidas por mulheres e premiadas nos maiores festivais internacionais deste ano e do ano passado foram escolhidas para compor o Panorama“Diretoras chinesas da nova geração”.Trabalhos inaugurais de suas diretoras, os filmes são: Um primeiro adeus, de Wang Lina, eleito melhor Filme pelo Júri Internacional da Mostra da Nova Geração no Festival Internacional de Berlim; Garotas sempre felizes, de Yang Mingming, ganhador do Pássaro de Fogo e Prêmio Febsie no Festival Internacional de Cinema de Hong Kong; A travessia de Bai Xue, prêmio de melhor Nova Diretora no 13º Prêmio de Cinema Asiático (AFA); e Três aventuras de Brooke, de Yuan Qing, indicado como melhor filme no 75º Festival de Cinema de Veneza.

A Mostra de Cinema Chinês de São Paulo é uma realização do Instituto Confúcio na Unesp, em parceria com o Centro Cultural São Paulo e a Spcine. Ela se tornou uma atividade cultural de grande influência e referência para a promoção e divulgação do cinema chinês no Brasil.

Programação completa: www.institutoconfucio.unesp.br

Serviço

5ª MOSTRA DE CINEMA CHINÊS

03 a 13 de outubro no CCSP – Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 – São Paulo.

Sala Lima Barreto| 99 lugares

ENTRADA GRATUITA

 

Karim Ainouz e Fernanda Montenegro abrem Cine Ceará amanhã

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O 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema será aberto amanhã em Fortaleza com a exibição do novo filme do cearense Karim Ainouz, A vida invisível de Eunice Gusmão, indicado ontem para concorrer ao Oscar.

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Na sessão solene de abertura, estarão Karim Ainouz e Fernanda Montenegro, além de grande parte da equipe do filme vencedor de Cannes este ano.

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Dramaturgia em aula gratuita

Quais são as ferramentas para construir a dramaturgia do documentário versus ficção” é o tema da masterclass a ser conduzida pelo premiado montador cubano-canadense Ricardo Acosta durante a edição deste ano do Festival de Cinema do Ceará. A atividade acontecerá dia 5 de setembro, às 14 horas, no Porto Iracema das Artes, como parte da programação do 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. O acesso é gratuito, por ordem de chegada.

ACOSTA

O cineasta Ricardo Acosta integra o júri da Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem. Na masterclass, ele discutirá temas relacionados aos desafios criativos, os caminhos para a construção das narrativas na montagem, e a responsabilidade ética com o sujeito e os personagens do filme.

Editor-chefe, consultor de roteiro, e consultor criativo, Acosta trabalha há mais de 25 anos na indústria cinematográfica. Residindo no Canadá desde 1993, já recebeu o Emmy e os prêmios Genie e Gemini da Academia Canadense de Cinema e TV.

Ricardo foi montador do documentário espanhol “O Silêncio dos Outros” (dir. Almudena Carracedo e Robert Bahar, 2018), com produção de Pedro Almodóvar e Agústin Almodóvar, ganhador do Prêmio da Paz e Prêmio do Público, da mostra Panorama, no Festival de Berlim, entre outros prêmios. Do filme “Sembene!” (dir. Jason Silverman e Samba Gadjigo, 2015) que estreou no Festival Sundance e foi nominado para a Câmera de Ouro, no Festival de Cannes. Além de “Marmato” (dir. Mark Grieco, 2014), que também estreou no Festival Sundance, e venceu o prêmio de melhor montagem de documentário da Associação de Editores Cinematográficos Canadenses (CSA).

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Fernanda Montenegro faz participação especial no novo longa de Karim Ainouz e estará novamente na telona quando na próxima edição do Oscar !

O Cine Ceará prosssegue até 6 de setembro em Fortaleza. É uma realização da Secretaria Especial da Cultura – Governo Federal, Associação Cultural Cine Ceará e Bucanero Filmes com apoio do Governo do Estado do Ceará por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (SIEC), Secretaria Estadual da Cultura, e da Prefeitura de Fortaleza através da Secultfor. Conta com patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, através da SP Combustíveis, M. Dias Branco, Cagece, Banco do Nordeste, Café Santa Clara, Nacional Gás, Cegás, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e Agência Nacional de Cinema (ANCINE). A promoção é da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira. Agradecimentos: Enel.

SERVIÇO

Masterclass Quais são as ferramentas para construir a dramaturgia do documentário versus ficção – Com Ricardo Acosta, dia 5 de setembro, às 14 horas, no Porto Iracema das Artes (R. Dragão do Mar, 160 – Praia de Iracema). Gratuito. Acesso por ordem de chegada.

Mais Informações: (85) 3219-5865 (Porto Iracema das Artes). Mais informações: www.cineceara.com Email: contatos@cineceara.com. Tels: (85)3055-3465 e 99134-1101. Instagram: @cineceara. Facebook: FestivalCineCeara.

BACURAU vence mais um festival

bacurau
O filme pernambucano do Brasil, Bacurau, dos cineastas Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, acaba de conquistar mais três prêmios: desta vez na 23a edição do  Festival de Cine de Lima, no Peru.
Os prêmios são: Melhor Filme, Melhor Direção e Prêmio da Crítica Internacional. Com estreia marcada no Brasil para o próximo dia 29, Bacurau já tem na bagagem o Prêmio do Júri no Festival de Cannes e o prêmio de Melhor Filme na principal mostra do Festival de Cinema de Munique.
As pré-estreias comerciais do filme começaram poucas horas depois da sessão de sexta em Gramado, a primeira exibição pública de Bacurau no Brasil. No Palácio dos Festivais, na serra gaúcha, a exibição foi como filme de abertura (fora de competição) do 47° Festival de Gramado, o mais popular do país. Os diretores, a atriz Sonia Braga e parte da equipe técnica e elenco apresentaram o filme, aplaudido em cena aberta. No sábado, a coletiva de imprensa no Hotel Serra Azul teve super lotação.
Bacurau é a segunda coprodução entre a CinemaScopio do Recife (“O Som ao Redor”, “Aquarius”) e a SBS em Paris (“Synonymes”, de Navad Lapid, vencedor do Urso de Ouro em Berlim, “Elle”, de Paul Verhoeven, “Mapas Para as Estrelas”, de David Cronenberg). O filme de Kleber e Dornelles é também uma coprodução com Globo Filmes, Simio Filmes, Arte France Cinema, Telecine e Canal Brasil.
Produzido por Emilie Lesclaux, Said Ben Said e Michel Merkt, tem patrocínio da Petrobras, Fundo Setorial do Audiovisual, Funcultura (Governo de Pernambuco) e do CNC (Centre National de la Cinematographie, France).
ELENCO
Sonia Braga : Domingas
Udo Kier : Michael
Teresa: Bárbara Colen
Pacote: Thomás Aquino
Lunga: Silvero Pereira
Plinio: Wilson Rabelo
Damiano: Carlos Francisco
Forasteira: Karine Teles
Forasteiro: Antonio Saboia
Erivaldo: Rubens Santos
Isa: Luciana Souza
Madalena: Eduarda Samara
Carmelita: Lia de Itamaracá
Terry: Jonny Mars
Kate: Alli Willow
Jake: James Turpin
Julia: Julia Marie Peterson
Bob: Charles Hodges
Willy: Chris Doubek
Joshua: Brian Townes
Carranca: Rodger Rogério
DJ Urso: Jr. Black
Madame: Zoraide Coleto
Sandra: Jamila Facury
Deisy: Ingrid Trigueiro
Robson : Edilson Silva
Tony Jr: Thardelly Lima
Claudio: Buda Lira
Nelinha: Fabiola Liper
Flavio: Marcio Fecher
Maciel: Val Junior
Raolino: Uirá dos Reis
Bidé: Valmir do Coco
Luciene: Suzy Lopes
Angela: Clebia Sousa
Darlene: Danny Barbosa
FICHA TÉCNICA
Roteiro e Direção: Kleber Mendonça Filho & Juliano Dornelles
Produção: Emilie Lesclaux, Saïd Ben Saïd et Michel Merkt
Produtora Executiva: Dora Amorim
Produtor Associado: Carlos Diegues
Diretor de Fotografia: Pedro Sotero
Diretor de Arte: Thales Junqueira
Figurino: Rita Azevedo
Montagem: Eduardo Serrano
Som : Nicolas Hallet
Design de som e montagem de som : Ricardo Cutz
Mixagem: Cyril Holtz e Ricardo Cutz
Casting: Marcelo Caetano
1° assistente de direção : Daniel Lentini
Direção de Produção: Cristina Alves & Dedete Parente
Música Original: Mateus Alves e Tomaz Alves Souza
Caracterização e Efeitos: Tayce Vale

Telenovelas ganham visão aprofundada de Valmir Moratelli

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“O que as novelas exibem enquanto o mundo se transforma”. Este é o título do livro que o jornalista, cineasta e doutorando em Comunicação pela PUC-RJ, Valmir Moratelli, lança daqui a pouco na concorrida Feira Literária de Paraty.

A obra de Moratelli traduz um mergulho profundo no universo da teledramaturgia, e apresenta um viés inédito sobre a mais importante produção brasileira da indústria cultural: o autor selecionou duas décadas de realização teledramatúrgica, voltando sua apreciação para as temáticas políticas evidenciadas nas telenovelas. Isso não só é um viés nunca antes abordado como é hercúleo, ousado, relevante e muito corajoso. Ademais, sendo um redator de mão cheia e um criador original de narrativas, a visão de Moratelli é precisa e de leitura instigante, logo seu livro é, além de muito bem-vindo, necessário.

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“O que as novelas exibem enquanto o mundo se transforma” é o terceiro livro do escritor, que lançou anteriormente Eu Rio, Tu Urcas, Ele Sepetiba, e Diálogos para Santos Cegos, um delicioso apanhado de contos divertidos e com uma visão perspicaz desta modernidade líquida emprenhada de fakes news, falsos mitos que se desfazem no ar em velocidade galopante e ridículas celebridades de fachada.

Outrossim, para apimentar o gostinho de conhecer o novo livro de Moratelli, ele mesmo conta: “As mudanças temáticas mais bruscas acontecem quando há ações de governo que transformam a percepção de vida da população”.

O livro de Valmir Moratelli mostra que, no período de 1998 a 2018, a TV brasileira experimentou avanços nunca antes vistos. Para tanto, há os exemplos das obras de João Emanuel CarneiroCobras e Lagartos, Avenida Brasil e A Regra do Jogo, que corroboram essas transformações sociais e políticas. Esse período abrange o segundo mandato de FHC (1999-2002), os dois de Lula (2003-2010), os de Dilma (2011-2016), além de Temer (2016-2018).

Nesta tarde, a partir das 16h, na Casa Autografia da FLIP, no Centro Histórico de Paraty, Valmir vai participar de debate cujo tema é Procuram-se novos protagonistas de novela: A ficção na TV, ao lado da atriz Dandara Mariana e da jornalista Ana Paula Gonçalves. A mediação fica por conta do emérito pesquisador, Mauro Alencar.

A seguir, reproduzimos entrevista do autor feita pela jornalista Luciana Marques, do site ArteBlitz (www.arteblitz.com):

Nessa sua imersão na teledramaturgia da Globo nesses últimos 20 anos, o que mais surpreendeu você nesse paralelo com a política? É impressionante perceber como a ficção televisiva – seja ela série, minissérie ou telenovela – mantém mãos dadas com os acontecimentos sociais e políticos. Essa era a hipótese da minha pesquisa, eu desconfiava que havia algo ali subentendido, daí fui pesquisar. Fiz um levantamento de todas as produções da TV Globo num recorte de 20 anos, traçando sua temática principal, para depois detectar onde começa a ter mudanças. E o que percebi é que as mudanças temáticas mais bruscas acontecem quando há ações de governo que transformam a percepção de vida da população. Um exemplo: desde 2015, quando o país entrou em recessão, nenhuma novela teve cena gravada no exterior. Por quê? Além de ter ficado caro demais gravar lá fora, o público deixou de planejar viagens em dólar. Novela acompanha hábitos e dita tendências.

Quais as novelas que trouxeram as principais transformações na sociedade desde a redemocratização? Como pesquisei as produções a partir de 1998, não me arriscaria a prolongar a análise até a redemocratização. Mas no período entre 1998 e 2018, cito as tramas de João Emanuel Carneiro como exemplos interessantes para se perceber as transformações que vivemos. Cobras & Lagartos foi ao ar em 2006, e falava de consumo. Vivíamos no país uma pujante fase econômica. O núcleo central se passava dentro de um shopping de luxo que imitava a Daslu. Depois, Avenida Brasil, em 2013, retratou a ascensão da classe C. João colocou o núcleo pobre como sendo o central e o rico como coadjuvante cômico da história. E o que vivíamos nas ruas? O protagonismo da classe popular, que agora tinha condições de frequentar aeroportos e comprar bens duráveis. Em A Regra do Jogo, de 2015, o que mais se falava era da pacificação dos morros e o poder paralelo de ex-policiais. João levou sua novela para o morro da Macaca dominado por facções de milícias. A meu ver, ele só errou com Segundo Sol, de 2018, que se passou na Bahia. Era uma chance e tanto de fazer uma novela histórica, com elenco majoritariamente negro.

E o que você destacaria da sua pesquisa em temas como mulher, racismo e homossexuais? O avanço foi grande ou ainda falta mostrar mais famílias de negros nas tramas, família de gays ou lésbicas criando seus filhos? Todos esses tabus só estarão superados quando não precisarmos mais falar deles como uma exceção. Mas vamos pegar o exemplo da diversidade sexual. Em 1995 teve uma novela, A Próxima Vítima, que trouxe um casal gay, Jeferson e Sandrinho. Os atores chegaram a apanhar nas ruas, porque não se aceitava aquele tipo de comportamento. Hoje tem casal gay em Malhação, na novela das 6, na das 7… Em 2016, por exemplo, Ricardo Pereira e Caio Blat protagonizaram cena de sexo em Liberdade Liberdade, e as redes sociais repercutiram muito isso. Assim como foi comemorado o beijo do Félix em Amor à Vida. Acredito que avançamos muito na temática da diversidade sexual. Algo que não vi ocorrer com tanta força em relação aos negros, visto que somos o país com a maior população negra fora da África. Nossa TV ainda não mostra isso. Em alguns casos, a julgar por certas produções, parece que somos um país escandinavo.

Esse protagonismo de mulheres em tramas, como a gente vê atualmente na novela das 9 com a figura da Maria da Paz, é algo que foi se construindo aos poucos? Não, a mulher sempre foi foco de interesse da telenovela no Brasil e no mundo, até por ser, historicamente, seu público-alvo. O que tem mudado é a forma como ela é tratada. Tivemos um ou outro respiro ao longo do tempo, como Malu Mulher em 1979, que tratava de agressão doméstica, alcoolismo, dupla jornada… Mas essas temáticas não condiziam com a época. A atualidade exige que se repense o papel da mocinha que só tinha final feliz nos braços do galã, tendo gêmeos ou subindo ao altar no último capítulo. A mocinha pode ser feliz sozinha, conquistando seu emprego dos sonhos ou fazendo uma viagem incrível. Pode ser até uma mecânica, como foi em Fina Estampa. A mulher moderna exige outras representações, como ser mãe solteira ou nem ser mãe. E isso tem a ver com conquistas que estão acontecendo hoje. Neste sentido, “A Dona do pedaço” mostra uma mulher independente, dona do próprio negócio. Vamos ver se ela não vai cair no padrão de felicidade do último capítulo (risos).

Na primeira parte do livro, você define como “Quarteto Mágico” um grupo de autores fundamentais para a telenovela moderna. Quem foram eles? Janete Clair, Dias Gomes, Jorge de Andrade e Lauro César Muniz. Os quatro, trazidos por Boni para a Globo, fundaram o que hoje se entende como “novela brasileira”. Trouxeram suas experiências com rádio, literatura e teatro, além de seus pensamentos de esquerda para construírem conflitos humanos críveis ao brasileiro. Tanto que são eles referências para todos os autores da atualidade que entrevistei. São atemporais, suas obras ainda dialogam com nosso tempo.

Já é possível prever como as novelas vão reagir ao atual momento da política brasileira? A pauta conservadora vai influenciar as tramas? Ainda é cedo para análise desse tipo, mas vai ser interessante daqui a um tempo analisar como a ficção na TV se comportou diante das discussões políticas que começam a dominar o cenário político. O atual governo se mostra contrário a discussões ambientais, à criminalização da homofobia, diz que racismo é algo “raro no Brasil”, quer acesso facilitado às armas… Ou seja, é um outro tipo de pauta que, desde janeiro, domina as ruas.

Qual é a sua novela inesquecível? Que difícil! Do período analisado no livro, Avenida Brasil é fortíssima, pelo que já falei há pouco. Antes disso, O Rei do Gado, do Benedito Ruy Barbosa, por ter trazido a “indigesta” questão da reforma agrária para o horário do jantar da elite brasileira. Coisas que só a novela é capaz de fazer.

Silvio Tendler lança novo filme e é homenageado na Mostra Ecofalante

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O cineasta carioca Silvio Tendler é o grande homenageado da 8ª Mostra Ecofalante, a ser aberta dia 29 (sessão para convidados) e com exibições gratuitas de 30/05 a 12 de junho, em São Paulo. 

Conhecido por documentários de grande repercussão e por retratar personalidades – como os ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubitschek, o cineasta Glauber Rocha e  Milton Santos, considerado como um dos maiores geógrafos do mundo -,Tendler já produziu e dirigiu mais de 80 títulos, entre longas, médias e curtas-metragens, além de séries televisivas.  Temos a honra de ter o mestre Sílvio em participação especial no nosso curta-metragem Resta Um, lançado em 2011. Nesse curta, com roteiro e direção de Aurora Miranda Leão, Sílvio Tendler dá um belo depoimento em defesa do Cinema !

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Na Mostra Ecofalante, que começa na quarta, serão exibidos onze de seus filmes mais  marcantes. 

A programação inclui Dedo na Ferida” (Brasil, 2017, 91 min), grande vencedor da  Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental na categoria ‘Longas’ da Competição Latino-Americana. O filme trata do fim do estado de bem-estar social e da interrupção dos sonhos de uma vida melhor para todos num cenário em que a lógica homicida do capital financeiro inviabiliza qualquer alternativa de justiça social. 

Sílvio Tendler assina duas das maiores bilheterias do cinema documental brasileiro de todos os tempos, presentes na programação. Tendo alcançado 800 mil espectadores nas salas comerciais, “Os Anos JK – Uma Trajetória Política”(Brasil, 1980, 110 min) retrata a eleição de Juscelino Kubitschek, o nascimento de Brasília e o golpe militar. Tem ainda Jango” (Brasil, 1984, 114 min), que refaz a trajetória política de João Goulart, o 24° presidente brasileiro, deposto por um golpe militar nas primeiras horas de 1º de abril de 1964. A obra chegou à impressionante marca de um milhão de espectadores. 

O filme O Fio da Meada (Brasil, 2019, 77 min) estreia no festival. Neste filme, o foco é a luta de povos tradicionais brasileiros contra a urbanização opressora, denunciando a violência no campo e nas comunidades tradicionais. No filme, caiçaras, quilombolas e indígenas lutam para sobreviver e tentar impedir que suas reservas naturais sejam destruídas pelo processo de urbanização. 

O Veneno Está na Mesa (Brasil, 2011, 50 min) retrata como o Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no planeta, com 5,2 litros por ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo o mundo pelo risco que representam à saúde pública.Após impactar o Brasil mostrando as perversas consequências do uso de agrotóxicos, sua continuação, O Veneno Está na Mesa 2” (Brasil, 2014, 70 min), apresenta uma nova perspectiva, na qual atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional e suas danosas consequências para a saúde pública.

O filme apresenta experiências agroecológicas empreendidas, com alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores. Por sua vez, “Agricultura Tamanho Família” (Brasil, 2014, 58 min) focaliza como no Brasil, dos quase cinco milhões de estabelecimentos rurais, 4,5 milhões correspondem a iniciativas de agricultura familiar, que se utilizam de estratégias de produção em pleno acordo com o meio ambiente, produzindo a maior parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. Ao lado de “O Veneno Está na Mesa” e “O Veneno Está na Mesa 2”, este filme forma a “Trilogia da Terra” do diretor Sílvio Tendler. 

Quando o mundo estava pautado pelo pensamento único da globalização, o professor Milton Santos foi a voz discordante denunciando as perversidades do que chamou de “globaritarismo”, sistema econômico que provoca a concentração de riqueza entre os ricos e que distribui mais pobreza para os desfavorecidos. O longa-metragem Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá (Brasil, 2006, 90 min) apresenta a última entrevista do geógrafo, na qual ele traça um painel das desigualdades entre o Norte rico e o mundo do Sul saqueado, apresentando alternativas e um prognóstico otimista sobre o futuro da humanidade.

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Documentário sobre a vida e a morte de Glauber Rocha, o polêmico cineasta baiano que revolucionou o cinema, Glauber o Filme, Labirinto do Brasil (Brasil, 2003, 97 min) traz imagens do seu enterro: depoimentos de quem acompanhou sua trajetória, seu pensamento e idéias, explodem na tela num filme-tributo à memória de um artista que idealizava um cinema independente e libertário. O filme integrou a competição oficial do Festival de Cannes. 

Finalmente, Utopia e Barbárie (Brasil, 2009, 120 min) é um road movie que passa pela Itália, EUA, Brasil, Vietnã, Cuba, Uruguai, Chile, entre outros, documentando lugares e protagonistas da história, a fim de reconstruir uma narrativa do mundo a partir da Segunda Guerra Mundial. Mas tão importante quanto os temas retratados é o olhar do diretor, que vai-se construindo à medida em que o filme vai acontecendo, de maneira a dar voz a diferentes personagens, independentemente de suas orientações político-partidárias, com o objetivo de chegar a um rico painel de nossa época. 

Silvio Tendler e eu EDIT

Jornalista Aurora Miranda Leão e Sílvio Tendler durante festival de cinema em Anápolis

A programação da 8ª Mostra Ecofalante de Cinema ainda traz um ciclo sobre as utopias e o cinema militante pós-68 (com obras assinadas por grande diretores do cinema), o Panorama Internacional Contemporâneo, a Sessão Infantil e o 2º Seminário de Cinema e Educação, além dos novos programas Mostra Brasil Manifesto e Realidade Virtual. 

As atividades da Mostra Ecofalante de Cinema podem ser acessadas através dos seguintes links:

facebook.com/mostraecofalante

twitter.com/MostraEco

instagram.com/mostraecofanlate

www.ecofalante.org.br

 Serviço

8ª Mostra Ecofalante de Cinema

de 30/05 a 12/06

Abertura: 29/05

www.ecofalante.org.br

 

Ceará faz Cinema em Caminhão e mobiliza público de todas as idades

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Cearenses se encantam com cinema em praça pública (foto Salvino Lobo).

A V Mostra Itinerante de Cinema do Ceará acontece em várias cidades cearenses até julho. Realização da Instituto Social de Arte e Cultura do Ceará (ISACC) com apoio do Governo do Estado através da Secretaria de Estado da Cultura, a Mostra está em sua quinta edição. O objetivo é levar cinema brasileiro para as populações que não podem ter acesso aos filmes produzidos no país e exibidos em salas comerciais.

A equipe do ISACC, tendo à frente o realizador e produtor cultural Adriano Lima, percorre o Estado num caminhão, levando todo o equipamento necessário para que as exibições aconteçam. Durante a programação, são exibidos gratuitamente filmes de curta e longa-metragem, além de videoclipes produzidos por diretores cearenses.

A edição deste ano começou de fato em dezembro passado, na cidade de Aracati, aquela cidade litorânea cheia de lindezas que o cearense ama e todo turista quer conhecer. O pontapé para a largada na ideia do Cinema Itinerante foi marcado em Aracati porque ali, onde se abriga a paradisíaca Canoa Quebrada, Adriano faz anualmente o festival CURTA CANOA (havendo lacuna do passado por falta de verba, mas torcemos para que o festival retorne com toda sua importância), o que motivou a percepção de que, se em plena praia e ao ar livre, a comunidade se reúne para ver as mais diversas produções de cinema, o mesmo poderia acontecer noutras cidades. E assim foi feito. E tem sido sucesso.

A equação é simples: basta uma tela, no meio de qualquer lugar, para compor um cenário propício à exibição de filmes de qualquer tamanho, com histórias de todo tipo, e ainda produções musicais: a tela causa um fascínio e atrai gente de todas as idades, e isso ajuda a formar público para o audiovisual brasileiro. Por isso, é tão importante a iniciativa do ISACC e a determinação do Governo do Estado em bancar o projeto do Cinema Itinerante.

O projeto já passou pelos municípios de Jaguaruana, Palhano, São João do Jaguaribe, Limoeiro do Norte, Morada Nova, Quixeré, Umari, Pindoretama, Barreira, Redenção e Guaiúba. A programação este ano prossegue até julho, e mais 19 cidades estão no roteiro.

A Mostra Itinerante de Cinema conta ainda com apoio da Secretaria da Educação do Ceará (SEDUC), parceria da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), apoio cultural do Banco do Nordeste (BNB) e tem produção executiva do Instituto Social de Arte e Cultura do Ceará (ISACC).

A finalidade da Mostra Itinerante de Cinema do Ceará é tornar o cinema acessível ao maior número de pessoas, daí porque a iniciativa passa a ser uma política pública de cultura do Estado: “A Mostra tem sido essencial para que pessoas do interior do Estado tenham contato com a arte e a cultura. Muitos aqui tiveram por meio desse projeto o contato pela primeira vez com o cinema e isso é muito gratificante”, afirma Duarte Dias, coordenador de audiovisual da Secult e curador da mostra.

Mas além da exibição gratuita de filmes e videoclipes, a V Mostra Itinerante de Cinema do Ceará também oferece oficinas de Cineclubismo e Animação para as escolas municipais, numa parceria entre a Secretaria da Cultura e Secretaria de Educação do Ceará. Dessa forma, a mostra contribui para a formação dos estudantes, dentro e fora da sala de aula. É uma ótima maneira de aproximar crianças e jovens da linguagem artística e de apresentar possibilidades de inserção no mercado da economia criativa.

Made in Ceará

Outro ponto forte da V Mostra Itinerante de Cinema do Ceará são as produções selecionadas: todas cearenses. Fazem parte da mostra o longa “Padre Cícero: Os Milagres de Juazeiro”, obra de Helder Martins, e seis curtas e médias-metragem que contemplam os gêneros consagrados na linguagem cinematográfica: os documentários “Becco do Cotovelo”, de Pedro Cela e Eduardo Cunha, “Couro Tecido”, de Adriana Barbalho, e “Negro lá, negro cá”, de Eduardo Cunha de Souza; as ficções “Céu Limpo” de Marcley de Aquino e Duarte Dias, “Doce de Coco”, de Allan Deberton, e a animação “Esaú, o contador de história”, de André Dias.

Cinema empresta nova feição para o cotidiano das cidades (foto Salvino Lobo).

Programação da V Mostra Itinerante de Cinema do Ceará

Monsenhor Tabosa

23 e 24 de maio – Exibição20 a 24 de maio – Oficina

Ibicuitinga

26 e 27 de maio – Exibição

03 a 07 de junho – Oficina

Quixadá

28 e 29 de maio – Exibição

03 a 07 de junho – Oficina

Banabuiú

30 e 31 de maio – Exibição

10 a 14 de junho – Oficina

Iguatu

01 e 02 de junho – Exibição

10 a 14 de junho – Oficina

Tarrafas

03 e 04 de junho – Exibição

17 a 21 de junho – Oficina

Potengi

05 e 06 de junho – Exibição

17 a 21 de junho – Oficina

Altaneira

07 e 08 de junho – Exibição

24 a 28 de junho – Oficina

Caririaçu

09 e 10 de junho – Exibição

24 a 28 de junho – Oficina

Crato

11 e 12 de junho – Exibição

24 a 28 de junho – Oficina

Jati

29 e 30 de junho – Exibição

01 a 05 de julho – Oficina

Jardim

01 e 02 de julho – Exibição

01 a 05 de julho – Oficina

Abaiara

09 e 10 de julho – Exibição

08 a 12 de julho – Oficina

Barbalha

11 e 12 de julho – Exibição

08 a 12 de julho – Oficina

*Para mais informações, acesse https://www.secult.ce.gov.br/

Mercado Audiovisual Nordeste: reta final de inscrição

AUD MAN

Seguem até sexta as inscrições ao 4º MAN – Mercado Audiovisual do Nordeste, que será realizado em Fortaleza de 25 a 28 de junho. Podem participar empresas produtoras, realizadores de trabalhos audiovisuais de todo o país. Os interessados podem inscrever até três projetos para as Rodadas de Negócios, dois para os Pitchings abertos e um para o Encontro Ibero-americano de Coprodução.

Estão confirmados os players: Canal Brasil, GloboNews, Arte 1, Globo Filmes, Canal Curta, TV Record, Boutique Filmes, NBC Universal, Elo Company, Giros, 44 Toons, Bananeira Filmes e Glaz, que tem entre suas realizações o filme “Cine Holliúdy 2”.

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A participação das empresas produtoras e realizadores no 4º MAN é oportunidade para apresentação de novos projetos audiovisuais – como séries e filmes, de uma única vez -, para representantes de vários canais ou plataformas online de exibição durante os Pitchings, de viabilizar novos contratos nas Rodadas de Negócios, e novas parcerias no Encontro Ibero-americano de Coprodução. A curadoria é de Alfredo Manevy, ex-presidente da Spcine e ex-Secretário Executivo do Ministério da Cultura.

Informações e fichas de inscrição estão disponíveis em www.mercadoaudiovisual.com.br. O Iate Plaza Hotel está com tarifa promocional para os participantes. Confira também no site do MAN.

O 4º MAN é apresentado pelo Ministério da Cidadania – Secretaria Especial da Cultura e BRDE. É realizado pela Bucanero Filmes com apoio institucional da Agência de Desenvolvimento do Ceará – ADECE, da Câmara Setorial Audiovisual – CSA e da Universidade Federal do Ceará através da Casa Amarela Eusélio Oliveira. Conta com parceria da BRAVI.

SERVIÇO

4º MAN – Mercado Audiovisual do Nordeste – Inscrições até 24 de maio. O MAN será de 25 a 28 de junho de 2019 na sede do BNB, em Fortaleza (Av. Dr. Silas Munguba, 5700, Passaré – Fortaleza/CE). Informações: www.mercadoaudiovisual.com.br. Contatos: organizacao@mercadoaudiovisual.com.br

Valmir Moratelli vê Alegria na crise do carnaval e faz Cinema saudando força da negritude: Saravá !

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Com o enredo Saravá, Umbanda, a escola de samba carioca Alegria da Zona Sul, do grupo A, enfrentou grandes dificuldades para desfilar na Sapucaí este ano.

Mas a luta valeu a pena: a escola fez bonito na Passarela do Samba, levou sua ginga para celebrar Momo e contagiou a avenida com o vermelho e branco alegre de suas alas, e, de quebra, ainda virou tema de documentário do jornalista Valmir Moratelli.

Valmir 19

Com intenção de espalhar mensagens de otimismo, resistência, força, caridade, amor e fé, a Alegria da Zona Sul valeu-se do enredo do carnavalesco Marco Antonio Falleiros, para desfilar no Sambódromo a história da umbanda através das palavras de um sábio preto velho.

Apaixonado por samba e jornalista com atuação indormida nas lides culturais, Valmir Moratelli convidou o  produtor Fabiano Araruna, da El Tigre Studio, e juntos decidiram registrar o drama da vermelho e branco para não deixar de estar na Sapucaí durante o Carnaval, e realizaram um filme que está em fase final de captação de recursos. É Moratelli quem explica:

— A ideia do documentário surgiu com o objetivo de acompanhar toda a crise que o carnaval carioca atravessou e que acreditamos ser a maior da história. Cubro carnaval há mais de dez anos e nunca vi um cenário tão devastador como este de 2019 nas escolas de samba.

Moratelli e Araruna acompanharam o cotidiano no barracão da escola, a preparação das fantasias, a aflição dos integrantes, a disposição, a garra, o espírito de persistência e levaram a sensibilidade e as câmeras para registrar todos os ensaios da Alegria:

—Escolhemos a Alegria porque o enredo é de grande força, principalmente refletindo o drama vivido pelas escolas. Temos um prefeito que está diminuindo gradativamente, e de forma absurda, a verba para todas as escolas. E ainda coloca a população contra as agremiações ao dizer que reduziu a verba para gastar com saúde e educação — declarou Moratelli à época das filmagens.

A crise vivida pela Alegria da Zona Sul e como a agremiação transformou tristeza, sofrimento, revolta, desgaste e dificuldade em potência e samba no pé estará na telona em breve no documentário “30 DIAS – Um carnaval entre a alegria e a desilusão”.

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O filme de Valmir Moratelli e Fabiano Araruna é uma produção independente e precisa da colaboração de amigos, comunicadores, sambistas, profissionais e estudantes de áreas afetas à música, ao cinema e às artes de modo geral, além de admiradores do samba e da cultura para ser concluído.

Acesse o link e veja como participar: esta é a última semana !

Conheça um pouco mais dessa história conferindo o instigante trailler do filme:

https://www.catarse.me/alegriadoc?fbclid=IwAR1XKeOLj1jD6LIOIB1nnuzjEAWHWmoH9I_U4Ucz5lgoeth0o4QKaYIEL-4

Raízes da Alegria

A escola foi criada em 28 de julho de 1992, a partir da união dos blocos de enredo Alegria de Copacabana e Unidos do Cantagalo. Os blocos, que atraíam moradores do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho, desfilavam na Praia de Copacabana, próximo ao Posto Cinco, onde até hoje ocorrem ensaios. Este ano, a escola ganhou uma quadra, na Rua Frei Caneca 239, ao lado do Sambódromo.

 

 

Inscrições ao Cine Ceará

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Inscrições abertas para a 29a edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá em setembro em Fortaleza. Inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 31 de maio, exclusivamente pelo website do festival www.cineceara.com, através do preenchimento e envio eletrônico da Ficha de Inscrição.

Os curtas cearenses inscritos que não forem selecionados para a Competitiva Brasileira serão submetidos à comissão de seleção da Mostra Olhar do Ceará. Uma novidade é que a partir deste ano o Festival reservará para mulheres diretoras no mínimo 30% do total de produções concorrentes nas três mostras juntas: Competitiva de Longa, Competitiva de Curta e Olhar do Ceará.

Com mostras competitivas e paralelas, exibições especiais, debates, oficinas e a forte presença de profissionais das mais diversas áreas do audiovisual, em especial do cinema, local, nacional e internacional, o 29º Cine Ceará reforça seu compromisso de levar ao público cearense uma parcela significativa da produção de cinema e vídeo ibero-americanos.

Quem pode participar das Competitivas

Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem é destinada a filmes de produtores ou diretores ibero-americanos (países da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha) nos gêneros de animação, ficção, documentário ou experimental, concluídos a partir de 2018 com duração mínima de 60 minutos.

Podem participar da seleção para a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem produtores e/ou diretores brasileiros ou radicados no país há mais de três anos, com filmes nos gêneros ficção, documentário, animação ou experimental de até 25 minutos, concluídos a partir de janeiro de 2018, que não tenham participado do processo seletivo de outras edições do Festival. Para ambas as mostras, a prioridade na seleção será para obras inéditas e os filmes devem ter a classificação indicativa conforme estabelecido pelo Ministério da Justiça.

JÚRI OFICIAL – Os selecionados na Competitiva de Longa-metragemconcorrerão ao Troféu Mucuripe, que será concedido ao vencedor indicado pelo Júri Oficial nas categorias de Melhor Longa-metragem, Direção, Fotografia, Montagem, Roteiro, Som, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Ator e Atriz. Na Competitiva de Curta os selecionados vão disputar o troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Curta-metragem, Direção, Roteiro e Produção Cearense.

Também recebem o troféu Mucuripe o melhor longa-metragem e melhor curta das competitivas Ibero-americana e Brasileira eleitos pelo Júri Abracine (Prêmio da Crítica) e pelo Júri Olhar Universitário.

A Mostra Olhar do Ceará também vai premiar com o Troféu Mucuripe o melhor filme cearense. Todos os detalhes sobre as inscrições, processo seletivo e premiação das mostras competitivas, entre outras informações, podem ser consultados no regulamento disponível no site do Festival.

O 29º Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria da Cultura, e do Ministério da Cidadania – Secretaria Especial da Cultura. A realização é da Associação Cultural Cine Ceará e a Bucanero Filmes e conta com patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (SIEC) e da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

SERVIÇO

29° Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema – Inscrições abertas até 31 de maio para as mostras competitivas Ibero-americana de Longa-metragem e Brasileira de Curta-metragem desta edição, que acontecerá em setembro. Informações:

www.cineceara.com. E-mail: contatos@cineceara.com. Tel: (85)3055-3465 e 3261-0646.

 

Empate de Cinema em Gramado !

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A noite de sábado, 25 de agosto, foi de festa de cinema e entrega de KIKITOS em Gramado. A 46a edição do festival de cinema mais conhecido do país consagrou os longas “Ferrugem” e “Benzinho“, coroando cada um dos filmes com 7 troféus. Já a coprodução paraguaia “As herdeiras” dominou a premiação na mostra de longas estrangeiros. 

Os discursos políticos por parte dos artistas premiados, com aplausos e vaias como resposta do público, permearam toda a festa. A defesa aguerrida do curta-metragem como formato a ser considerado no novo sistema de pontuação da Agência Nacional de Cinema (Ancine) também entrou na agenda de reivindicações dos cineastas.

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Na competição brasileira, Ferrugem ficou com o Kikito de melhor filme e mais dois troféus, de melhor roteiro, dividido pelo diretor Aly Muritiba e a corroteirista Jessica Candal, e de melhor desenho de som, para Alexandre Rogoski.

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Adriana Esteves e Karine Teles em cena de Benzinho

“Benzinho”, que está em cartaz no circuito comercial desde quinta, ficou com quatro estatuetas, incluindo os prêmios das votações da crítica e do júri popular. Do júri oficial, o título levou os troféus de melhor atriz, para Karine Teles, e de melhor atriz coadjuvante, para Adriana Esteves.

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Premiado como Melhor Ator, Osmar Prado pediu a volta do Estado de Direito no Brasil, o fim das conduções coercitivas e denunciou “a injusta prisão do presidente Lula”.

O restante da premiação artística ficou dividida entre “10 segundos para vencer” e “A voz do silêncio”, com dois Kikitos cada. Do primeiro, Osmar Prado, como Kid Jofre, pai e treinador de Éder Jofre, ganhou o prêmio de melhor ator, e Ricardo Gelli, como Tonico Zumbano, ficou com o prêmio de melhor ator coadjuvante. Do outro, André Ristum ficou com a estatueta de direção, e Gustavo Giani com o de montagem.

Simonal amealhou três prêmios, todos técnicos. Entre eles, o de melhor trilha sonora, para os irmãos Max de Castro e Simoninha, músicos e filhos de Wilson Simonal.

Única animação da competição brasileira de longas e o representante gaúcho da mostra, A cidade dos piratas recebeu uma menção honrosa do júri. Na justificativa da premiação, no entanto, um aviso: não foi por unanimidade.

O júri formado pelo exibidor Adhemar de Oliveira, pelo produtor Rodrigo Teixeira, pela atriz Zezé Polessa e pelos diretores Iberê Carvalho e Lina Chamie deixou de fora dois filmes. “Mormaço“, de Marina Meliande, e “O avental rosa”, de Jayme Monjardim.

*Com informações de ALESSANDRO GIANNINI
Leia mais: https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/ferrugem-benzinho-sao-os-grandes-vencedores-do-46-festival-de-gramado-23012343#ixzz5PJx0avdP 
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Filme estreia dia 30: vamos ao Cinema !