Arquivo da categoria: SÉTIMA ARTE

Comentários e notas sobre a Sétima Arte, privilegiando o Cinema Brasileiro

A antropofagia imagética de Gui Castor em diálogo com mestres da Fotografia

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GUI CASTOR começa o mundo em Vitória…

Homem do espaço6

Daqui começo o mundo este é o título da instigante exposição do artista, fotógrafo e cineasta GUI CASTOR em cartaz na Galeria Homero Massena em Vitória, capital do Espírito Santo.

O mundo de Gui Castor começa sempre com um farto sorriso e é isso que convoca imediata empatia com o artista. Na sequência, a sensibilidade de GUI promove conexões com uma benfazeja capacidade de descobrir porções do inusitado que ele sai recolhendo por onde passa e oferece em porções imagéticas através de belas fotografias e inusitados vídeos e filmes.

A trajetória de GUI CASTOR é pontilhada de participações em eventos internacionais, exposições coletivas, festivais de cinema, oficinas, e coisas afim. Agora, o jovem capixaba juntou as paixões – fotografia e cinema – e reúne alguns de seus principais takes e olhares no livro Daqui começo o mundo.

Na obra atual de GUI Castor há um diálogo evidente com a exposição “Moderna Para sempre – Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú”, em cartaz no Palácio Anchieta na capital do Espírito Santo, que reúne um dos mais importantes e significativos conjuntos dos primórdios da fotografia artística no Brasil.

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A galeria Humberto Massena abriga a exposição com obras de GUI Castor…

Como parte integrante desta programação dedicada aos temas da fotografia no campo da arte, a Galeria Homero Massena recebe o trabalho fotográfico e em vídeo do artista capixaba Gui Castor. A intenção dos organizadores foi criar uma exposição com referência histórica e consolidada no campo da fotografia, ao mesmo tempo em que um jovem artista elabora trabalhos que podem ser interpretados como respostas contemporâneas a questões semelhantes às desenvolvidas pelos grandes fotógrafos brasileiros dos anos 1940 a 1970, apresentados pela mostra do Instituto Itaú Cultural.

Assim, as duas exposições apresentam complementaridade em suas abordagens. O visitante que vai ao Palácio Anchieta e tem contato com uma produção das mais importantes do Brasil, poderá também ter contato intenso com a produção atual, a partir do olhar inspirado de GUI CASTOR, jovem artista capixaba.

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Gui Castor é também o idealizador do popular festival de cinema Cine Rua 7

O título Daqui começo o mundo é inspirado em pintura do renomado Cícero Dias, na qual há uma valorização do local para a interpretação do mundo. O artista escreve em sua tela uma das jóias do modernismo pernambucano/brasileiro: “Eu vi o mundo, ele começava no Recife”. Esta é uma frase que faz com que a herança européia e as referências dominantes da arte sejam metabolizadas e reinterpretadas segundo um sotaque local.

Nesse sentido, há um trânsito que incorpora aspectos da alteridade, ao mesmo tempo em que constrói a própria identidade, um contato com o outro mas com constante referências ao local. Segundo o curador da mostra, o mineiro Júlio Martins,“Gui Castor é um artista que possui muitas obras em solo estrangeiro, mas ele estabelece contatos e firma seu local de fala a partir de um sotaque próprio, um sotaque capixaba.”

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Gui Castor finalizando a montagem da exposição…

As várias linguagens presentes na mostra contribuem com a politização do discurso do modernismo brasileiro que hoje, na contemporaneidade, é matéria para o trabalho de muitos artistas, que pesquisam, problematizam e desdobram as heranças da estética moderna. Novamente, segundo Martins, “a produção de Gui Castor é interessante pois traça uma voz que foi esquecida pelo discurso dominante da modernidade e que ressurge na modernidade como problematização”.

Por exemplo, foram construídas, sob a mesma lógica moderna, cidades para abrigar e excluir os leprosos do convívio social, e Gui Castor passou dois anos investigando como esta cidade hoje, no interior do Espírito Santo, bastante à margem portanto, lida com os dilemas de consciência em relação à doença ter se modificado enquanto que o preconceito continua o mesmo.

De certa maneira a leitura do modernismo é muito formal, somente interessado nas formas, nos jogos de percepção, deixando de lado o contexto social e político. Os trabalhos de Gui Castor lidam com a herança moderna mas realizam uma contra leitura, uma leitura crítica e atual dos temas. É um convite aos contrapontos.

O título da exposição de GUI CASTOR é inspirado na tela do pintor modernista pernambucano Cícero Dias: a obra “Eu vi o mundo, ele começava no Recife” é uma afirmação muito forte e no melhor espírito da antropofagia brasileira. A frase é uma afirmação antropofágica e de autoestima. Desenha a possibilidade de se apropriar de diversas influências, de vários lugares, como a dita alta cultura européia, numa mistura própria. Para o curador, “a antropofagia constitui uma das matrizes mais poderosas da formação da nossa cultura brasileira. O sentido da frase que batiza a exposição Daqui começo o mundo diz respeito a esta habilidade em receber a cultura que vem de fora e devolvê-la em novos contornos, aqueles que me interessam. É algo muito poderoso e de extrema autoestima, algo que precisamos recuperar na contemporaneidade”.

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Artista capixabamente universal, GUI CASTOR é um Querido desde sempre !

Outro aspecto a se destacar é a postura do artista Gui Castor como antropólogo do contemporâneo. O artista participa de uma tendência das artes atuais em buscar o convívio e o diálogo com o outro, de construir relações, encontros, tal como o approach de um antropólogo, que chega em uma tribo sem informações prévias e busca conhecer e evidenciar os fatos que vivencia, relacionando-se diretamente com seu objeto de estudo.

O curador Júlio Martins relembra uma frase de Cildo Meireles: “o artista, tal como o garimpeiro, vive de procurar o que nunca perdeu.” Assim, nessa postura de “artista como etnólogo”, como conceituou o crítico de arte Hal Foster, Gui Castor procura em seus trabalhos estabelecer encontros e relações com o outro. O artista define sua postura assim: Exercito um olhar aberto que recolhe, nos encontros rápidos e anônimos, a busca do contato com o outro”.

Gui e eu

Esta redatora e Gui Castor: sempre um encontro de ótimas energias !

SERVIÇO:

Daqui começo o mundo: fotografias, videos e livros de GUI CASTOR

Curadoria Júlio Martins

Galeria Homero Massena
Dia 29 de maio, TERÇA: lançamento do livro COLÔNIA com bate-papo entre Gui Castor e Júlio Martins

HORA e LOCAL: 19h, galeria Homero Massena – ENTRADA FRANCA

Mirian Tavares e a LITERACIA: a Arte de decifrar as imagens

Mirian lap - Cópia

Mirian Tavares ensina a Literacia Fílmica para melhor compreensão do Cinema…

Qualquer forma de Audiovisual vale a pena ! Todas elas, que vemos hoje proliferarem pelo mundo em ritmo intenso, são filhas do Cinema. A partir dessa premissa, mergulhar no mundo do cinema se faz necessário. Ou melhor: é preciso entender como se processa o modo de criação de linguagem através das imagens.

Porque não se trata apenas de abrir os olhos e ver. Há na visualização das imagens uma multifária capacidade de produzir sentidos. Os resultados a alcançar vão ser inferidos a partir da visão mais ou menos abrangente do espectador, ou da menor ou maior alfabetização de quem acesse seus conteúdos.

Para ‘entender’ cinema, não temos necessidade de um “tradutor” – basta abrir os olhos e se veem as imagens – , como nos ensina Mirian Tavares, e é nesse ponto que começa o nó da questão: achar que o que vemos é a realidade ! Aqui é dado o start para que a LITERACIA se faça uma ferramenta de suma importância e acuidade: a sensação primeira de qualquer pessoa diante do ecrã (tela) é de acreditar que o que está sendo exibido é real. Quer seja em televisão, vídeos, fotos no Instagram, Face ou qualquer outra rede social, acreditamos de pronto que o que se mostra é a realidade. A sensação é de  “se eu vejo é porque existe”.

Acontece que essa operação que poderia parecer um plano-sequência óbvio, não tem nada de simples nem de resultados óbvios: para ser entendida em toda sua complexidade, a expressão imagética via tela requer um acurado conhecimento de diversas operações que constituem o cerne do que se chama Sétima Arte.

O Cinema fascina o olhar e instiga diversas sensações, ao mesmo tempo em que é uma linguagem altamente sofisticada, construída sobre um processo que remonta ainda ao Renascimento, baseado em elaborados processos matemáticos que partem da proporção para representar o mundo. Isto é, o que vemos na tela nada mais é do que uma REPRESENTAÇÃO. O CINEMA  e todas as artes ligadas à IMAGEM são representações. E não a vida real, como a maioria supõe.

“Toda imagem é filha de um recorte, tem uma visão autoral que decide o que quer mostrar e, portanto, define o que será visto. O que vai para a tela é uma escolha de alguém para dizer alguma coisa”, nos ensina Mirian Tavares.

Por conta disso, a LITERACIA então se faz relevante e necessária, cada vez mais, para que possamos entender que, por trás das imagens, há sempre um autor e uma intenção. Ou por outra: se você quer entender o que falam as imagens, ou se pretende decifrar o que uma imagem está a dizer, será preciso que conheça e entenda a LITERACIA FÍLMICA.

Basicamente, Literacia é uma alfabetização que oportuniza o aprendizado da leitura das imagens mas não apenas isso: a LITERACIA é uma ferramenta de aprendizado para ensinar a ver/ler imagens de CINEMA de forma crítica, como nos ensina Mirian Tavares.

Inicialmente, é preciso ter em conta que O OLHO é uma operação altamente sofisticada, ele não é um instrumento neutro: é um dos postos avançados do encontro do cérebro com o mundo, é o mediador entre a realidade e o cérebro. Nesse sentido, a intenção da Literacia é dotar as pessoas da capacidade de ler o mundo de forma mais profunda e mais completa do que simplesmente ver, conforme palavras da profa Mirian Tavares.

Partindo do princípio de que REALIDADE é tudo o que está fora do ecrã, ser um estudante ou seguidor da Literacia significa ter “a capacidade de manuseamento e apreensão crítica das imagens”.

Para que serve mesmo essa coisa chamada LITERACIA ?

Para dotar as pessoas de capacidade para ler o mundo de forma mais profunda e mais completa do que simplesmente ver, como nos explica a professora Mirian Tavares.

Porque na nossa relação com as imagens, além da parte físico/química, intervém ainda nossa capacidade perceptiva, os afetos, o saber, as crenças, a sua relação social, histórica, mas há também constantes trans-históricas e interculturais.

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Mirian Tavares e imagens do cinema de Buñuel, cineasta-tema de sua tese de Doutorado

Assim, o ato de ver seria comparar o que vemos com o que sabemos do mundo e, dessa forma, VER torna-se uma tradução de nossa capacidade de contextualizar as imagens e fazer conexões com o mundo. Mais ou menos como disse Ernest Gombrich: a imagem tem por função garantir, reforçar, reafirmar e explicitar a nossa relação com o mundo visual. E diante delas, há duas formas possíveis de investimento psicológico: o Reconhecimento e a Rememoração. Por isso, o Cinema é ponte, promove interligações com o que já trazemos de conhecimento do mundo.

O cinema seria então, como o sentia George Melliés, mágico e fazedor de espetáculos, um meio hipnotizador. Foi isso que o cineasta buscou no Cinema: seu aspecto  mágico, de entorpecimento da alma, de hipnotização dos sentidos. E entramos num estado de sonolência, a partir do qual tudo é possível. Cabe ao realizador a maior ou menor capacidade de instigar e contaminar o público, tornando-o parceiro de sua maneira de conceber o mundo.

Mirian entrevista

Para finalizar, as palavras de Mirian Tavares:

“É preciso termos em conta que dentro do quadro há uma realidade, e fora do quadro existe outra. Ou seja: entender a imagem é fazer uma abstração entre ela e o real. A Literacia nos mostra que só nos hipnotizamos se quisermos. A Literacia serve para nos deixar conscientes o bastante para saber que, só entramos no estado de hipnose, se assim nos deixarmos conduzir.”

Mirian Tavares no reino da LITERACIA 

aula Mirian - Cópia

Mirian Tavares diz que as imagens são um processo de construção…

Há pessoas que tem o dom de encantar. Seja de que forma for: pela delicadeza, pela inteligência, pela simplicidade, por nos contaminarem com seu escopo cultural e nos promoverem imediata adesão, por nos provocarem sintonias, ou por partilharem as mesmas preferências artísticas, ou até por nos trazerem, em sua seiva de conhecimento, laços por demais semelhantes aos que mantemos com nosso pai. Comigo, em relação à professora Mirian Tavares, emérita pesquisadora, Doutora e Mestre da Universidade do Algarve, foi isso que se deu.

Mirian Tavares, além de ser uma profissional que tem profundo conhecimento sobre o Cinema, área de atuação de sua preferência, é uma intelectual de alto gabarito: fala de temas os mais diversos, sempre partindo do cinema ou sendo por ele conduzida, com a segurança notável de quem fala sobre o que ama, e o faz com tanta categoria, que é impossível ouvi-la e não ficar completamente encantado. Com ela e com a Sétima Arte. Como se não bastasse tudo isso, Mirian Tavares ainda carrega consigo uma simplicidade que emoldura com delicada beleza seu potencial de Conhecimento.

Tive a honra de estar na seleta plateia de seu minicurso de Literacia Fílmica na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora. E posso garantir qe de todas as muitas aulas de cinema as quais assisti, as de Mirian foram as mais iluminadoras. Uma imensa alegria e gratidão ter partilhado de momentos tão singulares propiciados pela competência e profunda bagagem cultural da professora Mirian Tavares. Orgulho tê-la como conterrânea. Mirian Tavares Significa !

Nesse sentido, louvamos aqui o curso de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora, que está constantemente realizando eventos, jornadas, cursos, seminários, ou seja, ensejando ações que promovam o gosto pelo ato de estudar, que motivem alunos e comunidade de modo geral, a descobrir novos modos de aprender e de estar sempre em busca de novos caminhos por onde enriquecer nossos repertórios culturais.  O que a FACOM/PPGCom/UFJF oportuniza a seu corpo docente é o gosto pela busca de novas fontes de leitura e aprendizado sobre o Saber, e assim está sempre a promover a abertura de novas janelas ao conhecimento, o que por si só já torna a UFJF uma instituição cheia de méritos, merecedora de aplausos de aprovação e incentivo para seguir na trilha que nos oferta tão generosamente.

Nesse cenário, é preciso ressaltar o trabalho da professora Doutora Gabriela Borges, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFJF, bem como o de todos os seus colegas Mestres Doutores, que cuidam de multiplicar o Conhecimento e instigar novos saberes, repassando o que sabem com desvelo e prestimosidade sempre a postos.

Mirian e eu

Encontro com Mirian Tavares em minicurso na UFJF…

E para terminar, deixamos você, leitor amigo do #blogauroradecinema, com um precioso texto da professora Mirian Tavares:

O Turista acidental

A imagem como ponto de partida para um encontro ou reencontro

Quando a viagem está forçada por trabalho ou necessidade as sensações são diferentes
Quando a viagem está forçada por trabalho ou necessidade as sensações são diferentes
                                                                             * MIRIAN NOGUEIRA TAVARES

O cinema, pródigo criador de imagens, serviu em muitos momentos para suprir, de alguma maneira, ausências. Isto não é um cachimbo. Mas sua imagem pode trazer a boca um certo gosto conhecido, ao olfato um cheiro distante. Como as famosas bolachas de Madeleine que habitaram o imaginário (e os sentidos proustianos), uma imagem (real ou virtual) serve como ponto de partida para um encontro e/ou reencontro com algo que já não está, que nos falta, que foi nosso ou nunca nos pertenceu. Bazin, em seu já mais que célebre texto sobre a Ontologia da Imagem Fotográfica, requeria o carácter de verdade às imagens, realistas em sua origem, cuja função primordial era “salvar o ser pela aparência”[1] – mesmo que discordemos de sua visão do cinema temos que nos render a esta evidencia: “Não se acredita mais na identidade ontológica de modelo e retrato, porém se admite que este nos ajuda a recordar aquele e, portanto, a salvá-lo de uma segunda morte espiritual.” [2] Assim temos que a imagem surge, fundamentalmente, na arte, para salvar a todos da morte certa do esquecimento. Portanto o cinema funciona como o medium perfeito para traçar trajetórias de lembranças, como um álbum de recordações, e mais ainda, para mostrar, a sua maneira, como a nossa relação com o mundo é construída de fragmentos que vão sendo justapostos na tentativa de recriar algo que agora nos falta (ou que sempre nos faltou). Por isso alguns realizadores, em vários momentos de suas cinematografias, traduzem essa maneira especial de estarmos num mundo que não existe por si mesmo, ele é apenas o resultado da nossa invenção. Às vezes a necessidade de reinventarmos o espaço que vivemos torna-se mais premente, como por exemplo, quando estamos longe, deslocados, desterritorializados. Quando somos “turistas acidentais” levados, por vários motivos, a sair daquilo que chamamos lar e chegarmos a um outro lugar que poderá e/ou deverá tornar-se nossa nova casa. Ao contrário dos turistas do costume que viajam em busca da alteridade, esses buscam o mesmo no outro – pedaços reconhecíveis de uma história que ficou para trás.

“Moro no Menino de Deus, do qual Porto Alegre é apenas o que há em volta”. O escritor Caio Fernando Abreu, que escolheu o autoexílio dentro do próprio país, fala da sua cidade, que não é o todo que está em volta, mas seu cantinho, seu bairro, seu microcosmo. E assim resume a nossa relação com a cidade – ela é metonímica. Criamos a nossa própria cartografia, que se compõe de fragmentos que montamos através do traçado do nosso desejo. Saio do bairro se meu desejo está além, mas minha casa, minha cidade é bem mais pequena e circunscrita não só geográfica mas também emocionalmente. Há em todos nós, em maior ou menor grau, uma relação telúrica com o lugar que nos dizem ser o nosso, pátria, terra, casa. Mas somos conduzidos pelo desejo a errar por outras terras, o que nos faz sentir solitários, ou como os personagens de Wenders, eternos errantes. E é por Wenders que quero começar a falar desses turistas acidentais: que deixaram sua cidade natal e partiram. Vou então percorrer três cidades, vistas por 3 cineastas de origens diversas, cujos filmes só podem ser relacionados por mostrarem aqueles que vivem à margem, de uma maneira muito especial, no caso de Wenders, mas que estão “fora de sítio”, deslocados. O cinema, que não pode dizer o indizível, mostra. Revela na sua montagem, na sua essência de fragmentos que são recompostos, a dor que não pode ser sublimada, mas que habita os habitantes, muitas vezes invisíveis dessas cidades, Berlim, Paris e Lisboa, metrópoles que acolhem, mesmo sem querer, sonhos e pessoas que correm atrás deles.

As cidades, com suas particularidades e idiossincrasias, possuem em comum uma voracidade que a tudo devora, uma velocidade que obriga aos que nela vivem, a capacidade de síntese, pois é preciso reconstrui-la quotidianamente a partir de pedaços esparsos, de vazios. A modernidade trouxe consigo um novo conceito de espaço urbano, que aparece, por exemplo, nos ensaios de Baudelaire e de Benjamin. E trouxe também um novo modelo de visão: subjetiva, corpórea, direcionada. Para montar o puzzle que é o espaço urbano, caminhamos orientados por peças fundamentais que destacamos de todo o resto. E todo o resto fica à margem. E é assim que funciona o cinema – concentra o nosso olhar naquilo que realmente interessa à diegese. A nossa visão do mundo é subjetiva e composta de flashbacks: vemos o que nos prende a atenção e aquilo que nos chama a atenção relaciona-se com algo que já vi (vivi). Portanto, a cidade é construída através da montagem que faço com pedaços dela mesma e com outros tantos que já trago dentro de mim. Vivemos numa cidade, que é nossa, onde conhecemos os que passam e cada canto parece ser um velho amigo, só que por alguma razão, seja ela qual for, passamos a errância e acabamos por parar em outras cidades que outrora eram apenas um sonho, um desejo que se torna real deixando assim de ser desejo. E aquela cidade, lá no fundo de nós, que ficou para trás, apodera-se deste novo espaço, e cresce, adquirindo a aura da distância, como as histórias do marinheiro de Benjamin – ela é agora o que já não tenho.

O cinema que mostra os “turistas acidentais” revela o desejo do realizador de desvelar a visão dos que saíram de casa e ainda não sabem bem se aquele lugar que os acolhe será seu novo lar. Assim, Wenders, que é um errante, perde-se na cidade natal (Asas do Desejo), trazendo seres invisíveis que não pertencem a lugar nenhum. Talvez a um céu imaginário. Os anjos de Wenders pousam sobre as coisas e estão ao lado das pessoas mas ninguém os vê. E seu mecanismo de atenção dilui-se e já não ouvem mais nada, só murmúrios indecifráveis e deles filtram apenas a dor. Para participar da cidade, ser parte dela, integrar-se, é preciso estar preparado para a queda. E qual estrangeiros vagueiam pela cidade que agora concreta, torna-se uma estranha, com novos traçados que deverão ser aprendidos, palmilhados e descobertos aos poucos. Vê-se a cidade de baixo e ela não é a mesma – a grande distância entre o sonho e a realidade é mostrado de uma maneira sublime, pensado no sublime como o abismo que nos espreita. O anjo caído de Wenders é uma recorrência no seu cinema, há muitos anjos caídos e sobretudo deslocados e sem destino. Não importa a cidade, podemos ser estrangeiros no lugar mesmo que nos viu nascer. E aí, a cidade que é nossa, deixa de nos pertencer. Torna-se uma estranha cuja cartografia não dominamos e acabamos por nos perder num labirinto interior que se projeta na urbe que nos envolve.

Na obra de Solanas, realizador argentino, somos apresentados a pessoas que partiram porque não podiam ficar (Tangos – O Exílio de Gardel). Paris era o destino sonhado. Mas a visão que eles têm da cidade é uma estação – onde se chega, mas também se parte. Um lugar no meio, entre dois destinos. Um telefone que traz as vozes que ficaram e o desejo de fazer de Paris a Buenos Aires natal. Paris não é o destino turístico dos amantes, sejam eles de qualquer espécie, aqui é um lugar no meio – estão exilados, não podem voltar. Os turistas comuns são também pessoas que chegam e partem, que se relacionam com a cidade de uma maneira impermanente. O que marca profundamente a diferença é que estes, os turistas do costume, percorrem a cidade cartão postal, sem surpresas, sem recantos, sem nostalgia, pois a sua casa está lá, em outro lugar que é o seu ponto de chegada e partida. Mas os outros, de que fala o filme de Solanas, chegaram e não sabem se vão partir, mesmo que não desejem ficar. Não pertencem à cidade e vivem à margem com os olhos voltados para a estação – partir… Não há o gozo do sonho, há a angústia e a nostalgia embalada pelos tangos de Gardel. O realizador faz uma estranha homenagem a uma cidade que acolhe seus personagens que querem e não querem estar ali. Que querem trazer para junto de si a cidade que ficou para trás. Assim vão reconstruindo uma Paris que só existe dentro de cada um deles. O exílio torna-se menos duro quando a memória reinventa o espaço.

O realizador Walter Sales realiza uma viagem à Lisboa no seu filme Terra Estrangeira. Seus personagens escolhem Lisboa como destino para um autoexílio após uma grande desilusão com seu próprio país. Lisboa é estrangeira, mas é também a cidade mãe, centro de um país que partiu para o atlântico e desbravou uma nova-velha terra. É, de alguma maneira, uma terra não estrangeira, uma doce recordação, um déjà-vu. “Ai como eu queria tanto agora ter uma alma portuguesa para te aconchegar ao meu seio e te poupar estas futuras dores dilaceradas”[3] . Mas ao chegar à Lisboa, aqueles que vieram, talvez para ficar, sentem-se como se estivessem “por fora do movimento da vida” e parece que desaprenderam “a linguagem dos outros”. Há um código especial que eles não conhecem. Há uma palavra-passe que não lhes foi fornecida. E a cidade, tão grande, faz com que eles se misturem no mundo dos invisíveis, que passam pelas ruas e ninguém os vê. Ninguém cumprimenta, ninguém conhece. É uma existência que nega a própria existência. É como se o corpo se fundisse com a calçada e as ruas e os carros e a poluição. E os olhos do invisível, não vê a cidade nova que se está à sua frente, mas vê o porto, o atlântico, tão imenso, atravessado na garganta. E o filme mostra: Lisboa fragmentada, marginal, magnífica quando distante, intangível. E os personagens correm para a praia. E um navio ao longe parte, ou chega. Partir e chegar, como diz a canção, são só dois lados de uma mesma viagem. Moro no menino de Deus… Todos moramos no Menino de Deus, de alguma maneira. E o mundo é apenas o que há em volta.

Notas

[1] BAZIN, André. O Cinema. São Paulo, Brasiliense, 1991, p. 19.
[2] Idem, ib. p.20
[3] Trechos retirados do conto “Dama da Noite” de Caio Fernando Abreu.

Cinema é Fundamental: saiba mais com a Literacia Fílmica

 Literacia

A professora Mirian Tavares, titular da Universidade do Algarve (UAlg) é a convidada especial semana da Universidade Federal de de Juiz de Fora. A eminente mestre irá participar de dois valiosos momentos no campus da tradicional universidade mineira: Mirian fará palestra no projeto Pão de Queijo e vai ministrar minicurso de LITERACIA FILMICA.

O Pão de Queijo será às 17: 30h da próxima quarta, com entrada aberta ao público, enquanto o minicurso em Literacia Fílmica será realizado de terça a quinta, das 10h às 12h, no prédio da FACOM.

Mas o que é mesmo essa nova modalidade de apreensão das imagens, a LITERACIA FILMICA ?

Esse conceito parte da ideia de que as imagens nos dizem muito mais do que está em sua aparência. Por isso, torna-se fundamental que, antes de tudo, saibamos “ler” as imagens para que elas possam dialogar conosco: “Para lê-las, temos que treinar o olhar e perceber que toda e qualquer imagem é uma construção sócio-econômico-cultural, que não são nem neutras nem ingênuas. A partir disso, é possível contextualizá-las e decodificar o seu funcionamento, “importante, sobretudo, porque o cinema é também o modelo que diversos outros meios utilizam para criar imagens”, arremata a professora convidada da UFJF.

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Mirian Tavares, pesquisadora da UAlg, enriquece semana de estudos na Faculdade de Comunicação da UFJF. (Foto: Daniel Pina – Universidade de Algarve)

MIRIAN TAVARES vai explorar o conceito de literacia fílmica partindo da ideia de cinema como arquivo, responsável por parte significativa da memória ocidental: “Por um lado, ele é responsável pela criação dessa memória, com suas imagens que eternizam e difundem e, por outro, age como um repositório de gestos e modos que, de outra forma, poderiam se perder”, aponta.

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A Mulher do Lado, filme de François Truiffaut, é uma das obras estudadas pela professora Mirian Tavares…

Mirian Tavares ressalta a importância de, antes de tudo, sabermos “ler” as imagens para que elas possam dialogar conosco: “Para lê-las, temos que treinar o olhar e perceber que toda e qualquer imagem é uma construção sócio-econômico-cultural, que não são nem neutras nem ingênuas.” A partir disso, é possível contextualizá-las e decodificar o seu funcionamento, “importante, sobretudo, porque o cinema é também o modelo que diversos outros meios utilizam para criar imagens”, completa.

O objetivo principal do curso de LITERACIA FÍLMICA é promover uma autêntica alfabetização, não só do cinema, mas do mundo das imagens em geral: “Cada tela que nos cerca traz um universo que absorvemos, muitas vezes, sem nos darmos conta do que, de fato, estamos vendo”, explica. “Para alunos da área da comunicação, é fundamental ter esta formação, bem como para alunos de outras áreas, como as artes, por exemplo.”

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O minicurso com MIRIAN TAVARES vai  trabalhar o assunto por meio da exibição de filmes e excertos, de quadros, publicidade e da discussão de conceitos fundamentais para  apreensão do cinema:. “Com esse material, pretendo desenvolver uma metodologia que permita aos alunos um espaço de intervenção e de reflexão”, diz.

Segundo a professora Gabriela Borges, coordenadora do Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCom) e responsável pela iniciativa, o curso vem em um momento importante para desenvolver o campo de estudos em literacia na Universidade. “É muito relevante para os nossos alunos ter a possibilidade de acompanhar o trabalho de alguém que estuda cinema há muitos anos e pode apresentar uma perspectiva europeia sobre o assunto”, esclarece. “O trabalho da Mirian Tavares também dialoga com diversas pesquisas desenvolvidas no PPGCom, o que permite a troca de experiências com o grupo”.

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Além do minicurso, a professora MIRIAN TAVARES atuará como consultora do projeto de doutorado a ser apresentado para a Capes e participará do Pãodequeijo.com, evento bimestralmente promovido pela Pós-graduação de Comunicação da UFJF. Na edição desta quarta, 17 de maio, o tema será Estética e Política, e o início do encontro está grifado para às 17h30, na sala de pesquisa do PPGCom.

Quem é MIRIAN TAVARES

Mirian Tavares é cearense, mestre em Comunicação, Semiótica e Estudos Culturais, com doutorado em Comunicação e Cultura Contemporâneas na Universidade Federal da Bahia (UFBA). A professora é também coordenadora do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC), diretora do Doutoramento em Comunicação, Cultura e Artes da Universidade do Algarve (PT) e subdiretora do Doutoramento em Média-Arte Digital da Universidade Aberta e da Universidade do Algarve.

Com grande conhecimento em cinema africano de língua portuguesa (objeto de seus estudos e investigações), a pesquisadora Mirian Tavares é responsável pela criação de vários cursos de Licenciaturas, Pós-Graduações, Mestrados e Doutoramentos na área de Artes, Literatura e Cinema, integrando também várias associações profissionais / científicas, como a Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual); a SOPCOM (Sociedade Portuguesa de Ciências da Comunicação); o NUCA (Núcleo de Comunicação e Arte, onde é também investigadora); e o GIIACT (Grupo Internacional de Investigación de Análisis Cinematográfico y Televisivo).

Parceria
A parceria da Universidade de Algarve (UALG) com a UFJF já tem história. Além de um protocolo de cooperação entre as duas instituições, que permite o doutoramento nas mesmas condições de alunos nacionais, a colaboração tem gerado trabalhos em conjunto, visitas e co-orientações de projetos. “No momento, temos dois professores da UFJF fazendo o doutorado em Algarve”, diz Mirian Tavares. “Por outro lado, a professora Gabriela Borges colabora conosco lecionando um módulo do Doutoramento em Media-Arte Digital, bem como participa de diversos projetos que desenvolvemos no campo da Literacia dos media”.

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Gabriela Borges, pesquisadora e profa Doutora da UFJF, é colaboradora do Doutoramento de Algarve com o módulo Media-Arte Digital. (Foto: Alexandre Dornelas)

Um dos projetos que conta com o envolvimento da professora GABRIELA BORGES (UFJF) é o Centro de Investigação em Artes e Comunicação (Ciac). Coordenado por Mirian Tavares, o Centro desenvolve pesquisas no campo das artes, cultura e mídia, tanto na parte teórica quanto prática. O grupo participa de diversos projetos europeus liderados pelo British Film Institute sobre a literacia dos media, especificamente sobre a fílmica.

Mirian Tavares também afirma que o sucesso da colaboração provocou novas ideias: “Estamos preparando um projeto com outras instituições no campo da literacia para desenvolver uma rede de investigação que produza congressos, encontros e materiais de divulgação científica nesta área”, arremata a professora da UALg.

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MIRIAN TAVARES: “O Cinema assume um papel absolutamente inquestionável em qualquer sociedade que se denomine sociedade do conhecimento e da informação”.

Direitos Humanos na tela de Vitória

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A 11ª edição da Mostra de Cinema e Direitos Humanos será aberta nesta terça, 9 de maio, em Vitória. Ao todo, serão exibidos 37 filmes no Cine Metrópolis/ Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). 

Nesta edição, o circuito principal conta com 29 filmes entre curtas, médias e longas-metragens, divididos em três mostras: Panorama, Temática e Homenagem – com foco na obra da cineasta Laís Bodanzky.

Uma das novidades deste ano é a Mostrinha, voltada para o público infanto-juvenil, na qual serão exibidos 8 curtas-metragens. A mostra é acessível, tendo duas sessões com audiodescrição, dia 12, às 14h , e dia 13, às 16h; duas sessões com closet caption, dia 11, às 14h e às 15h30. Além dessas, haverá ainda duas sessões com debates, nos quais serão abordados os temas “Racismo e Intolerância Religiosa” e “Gênero”, dias 11 e 12, após a sessão das 15h30. Todas as exibições serão gratuitas.

Para a Secretária de Cidadania e Direitos Humanos, Nara Borgo, o evento é muito importante não só para a capital, mas também para todo o Estado: “Esse é um tema que deve ser discutido cada vez mais com a sociedade”.

Segundo Nara Borgo, discutir o tema por meio da cultura faz com que as pessoas possam conhecer e refletir sobre o assunto, além de desfrutar de belos trabalhos artísticos: “É uma forma de valorizar a arte e sensibilizar para os direitos humanos”, diz a Secretária de Cidadania e Direitos Humanos.

A iniciativa é uma realização do Ministério dos Direitos Humanos e tem apoio da Prefeitura de Vitória.

Mostra Panorama

Na tela do cine Metrópolis, serão exibidos 17 filmes entre curtas, médias e longas-metragens, que contemplam aspectos como direitos das pessoas com deficiência, população LGBT/enfrentamento da homofobia, memória e verdade, crianças, adolescentes e juventude, pessoas idosas, população negra, população em situação de rua, mulheres, direitos humanos e segurança pública, proteção aos defensores de direitos humanos, direito à participação política, combate à tortura, situação prisional, democracia e Direitos Humanos, saúde mental, cultura e educação em Direitos Humanos.

Mostra Temática

Apresentará a questão de gênero. Para essa categoria, foram selecionados 7 títulos que abordam temas relacionados a mulheres, orientação sexual e identidade de gênero, como empoderamento feminino, violência contra a mulher, estereótipos de gênero, LGBTfobias, conquistas sociais, políticas e econômicas, o direito à igualdade e à não discriminação, dentre outros.

Mostra Homenagem

Tem como tradição homenagear cineastas cuja filmografia explora a temática Direitos Humanos, trazendo-a para o foco dos debates. A homenageada desta edição é a cineasta Laís Bodanzky, cuja obra tematiza um mundo onde todos possam se reconhecer e viver a igualdade e direitos de oportunidades. Cinco filmes da cineasta fazem parte da programação.

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Laís Bodanzky é a cineasta a ser homenageada em Vitória

Mais informações: 


 

Marina Ruy Barbosa e Daniel Rocha vão estrear no cinema

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Sequestro Relâmpago é o nome do novo longa-metragem da premiada cineasta Tata Amaral. Inspirado em fatos reais, o filme conta a história de uma jovem sequestrada na noite de São Paulo. Seus sequestradores, também jovens, poderiam ser seus colegas de escola. Mas vivem em lugares distintos, separados pelo rio Pinheiros e pelas diferenças sociais, econômicas e culturais. O filme marca a estreia de Marina Ruy Barbosa e Daniel Rocha no cinema.

Na trama, Isabel (Marina Ruy Barbosa), ao sair de um bar num boêmio bairro paulista, é surpreendida por dois jovens, Matheus (Sidney Santiago) e Japonês (Daniel Rocha), que a forçam a entrar em seu carro. Matheus e Japonês não são amigos, estão juntos apenas para fazer uma série de sequestros naquela noite e Isabel é a primeira vítima. Só que o plano dá errado porque os dois não conseguem acessar o caixa eletrônico e decidem manter Isabel como refém até a manhã seguinte. Os três passam a noite dirigindo de um lado para o outro, a maior parte do tempo em avenidas e bairros às margens da cidade. Matheus e Japonês não sabem o que fazer com Isabel. Refém em seu próprio carro, a jovem precisa negociar sua vida. Ainda completam o elenco, Projota, MC Linn da Quebrada, Danilo de Moura, João Signorelli, Malu Bierrenbach, Tess Amorim, Jô Freitas, Marina Matheus, Paula Pretta, André Whoong, Che Moais, entre outros.

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Em Sequestro Relâmpago, Sidney Santiago, Daniel Rocha e Marina Ruy Barbosa, que retomam parceria da novela Império…

Com roteiro de Marton Olympio, Henrique Figueiredo e Tata Amaral, direção de arte de Vera Hamburger, direção de fotografia de Carlos Zalasik, produção executiva de Rafaella Costa e música de André Woong e convidados, “Sequestro Relâmpago”, é uma oportunidade de rodar por São Paulo.

O filme é uma produção da Tangerina Entretenimento e Manjericão Filmes em co-produção com a Globo Filmes.

Sobre Marina Ruy Barbosa

Conhecida atualmente pelo público de telenovelas, Marina começou a carreira ainda criança, quando realizou alguns trabalhos de comerciais e propaganda. Aos nove anos, foi chamada para fazer sua primeira novela e desde então, a atriz vem se destacando como um dos grandes talentos de sua geração. Participou de diversas telenovelas como Começar de Novo (2004), Belíssima (2005), Sete Pecados (2007), Escrito nas Estrelas (2010), Morde & Assopra (2011), Amor Eterno Amor (2012),Amor à Vida (2013), Império (2014) e Totalmente Demais. Fez ainda as minisséries Justiça e Amorteamo, ambas da Rede Globo. No teatro, Marina estreou em 2005 na peça infantil Chapeuzinho Vermelho(musical) e em 2008, estreou no teatro adulto com a peça 7 – O Musical, de Charles Möeller e Cláudio Botelho, ao lado da atriz Ida Gomes. Em 2009, a atriz estreou como apresentadora do programa TV Globinho.Premiada atriz, Marina tornou-se uma referência em moda para as mulheres. Com seguidores pelo mundo inteiro nas redes sociais.

Sobre Daniel Rocha

Iniciou sua carreira artística no teatro aos 16 anos como aluno do CPT (Centro de Pesquisa Teatral) do consagrado diretor paulista Antunes Filho. Conhecido pelo público de Telenovelas, estreou na TV, em 2010, num episódio do seriado A Vida Alheia. Mais tarde foi chamado para integrar o elenco da novela Avenida Brasil, de João Emanuel Carneiro e direção de Amora Mautner, ganhando destaque com o personagem Roni. Em 2013, Daniel atuou na peça Amigos, Amigos, Amores à Parte e foi chamado para interpretar o médico Rogério na novela de Walcyr Carrasco Amor à Vida, ao lado de Marina Ruy Barbosa. Logo em seguida entrou na peça A História dos Amantes. Em 2013/14 interpretou o rebelde João Lucas, em Império, novela de Aguinaldo Silva e direção de Rogério Gomes, atuando ao lado de Alexandre Nero, Lília Cabral. Em 2014 fez a novela Totalmente Demais, direção de Luiz Henrique Rios, como o fotógrafo Rafael ao lado de Viviane Pasmanter. Em 2016/17 entrou para A Lei do Amor, de Maria Adelaide Amaral, como Gustavo ao lado de Cláudia Raia. “Sequestro Relâmpago” marcará sua estreia nos cinemas.

Sobre Tata Amaral

A paulistana Tata Amaral, 56 anos, é uma das mais talentosas e premiadas realizadoras da cinematografia recente. Com seus longas metragens, conquistou quase 70 prêmios em festivais nacionais e internacionais. A cineasta também se destaca pela experimentação e pela originalidade de seus trabalhos. Seu longa de estreia, “Um Céu de Estrelas” (1997), foi considerado pela crítica como um marco do cinema brasileiro, sendo eleito um dos três filmes nacionais mais importantes da década de 90, além de ter recebido dezenas de prêmios em importantes festivais internacionais nos Estados Unidos, Itália, Cuba e França (inclusive de melhor filme nos festivais de Boston e Trieste). “Antônia”, seu terceiro filme, inspirou a série de televisão homônima exibida na Rede Globo em 2006 com recorde de audiência para o horário e que foi indicada ao EMMY/2007, o Oscar da televisão. 

Em 2013 lançou o longa “Hoje”, que recebeu os Prêmios de Melhor Filme pelo júri e pela crítica no 44o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, além de prêmio de melhor roteiro, atriz, fotografia e direção de arte. O filme também foi premiado, em 2013, por Melhor Roteiro e Melhor Direção de Fotografia no Festival de Cine Unasur, em Ciudad de San Juan, Argentina, Melhor Atriz pelo Júri Oficial e Popular pelo Festival SESC de Melhores Filmes e Prêmio APCA de Melhor Atriz. Na sua filmografia ainda estão “Trago Comigo” (2016), “Através da Janela (2000)”, entre outros.

Cine Ceará recebe inscrições

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As inscrições ao Festival de Cinema do Ceará estão abertas até o próximo dia 7 de maio.

A 27a edição do Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinemaserá realizada de 5 a 11 de agosto no Cineteatro São Luiz, no centro da capital cearense.

São competitivas as mostras Ibero-Americana de Longas-Metragens e Brasileira de Curtas-Metragens, cujo regulamento pode ser consultado em http://www.cineceara.com.

 As inscrições devem ser realizadas somente pelos canais online, que são o website do festival, através do preenchimento e envio eletrônico da Ficha de Inscrição, ou pela plataforma www.movibeta.com, onde o Festival está registrado com o nome “27º Cine Ceará”.

 O Cine Ceará tem a finalidade de levar ao público uma parcela significativa da produção de cinema e vídeo ibero-americanos, possibilitando o intercâmbio entre produtores brasileiros e dos países ibero-americanos, e a divulgação de novos talentos na área do audiovisual. Este ano, um dos homenageados será o ator e comediante Dedé Santanna.

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 MOSTRAS COMPETITIVAS

Para a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem podem concorrer trabalhos de curta-metragem de ficção, documentário, animação ou  experimental, com duração máxima de 25 minutos, concluídos a partir de 2016, que não tenham participado do processo seletivo de edições anteriores do Festival. Os realizadores devem ser brasileiros ou radicados no país há mais de três anos. A prioridade na seleção será para obras ainda não exibidas no estado. Os selecionados vão disputar o troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Curta-Metragem, Direção, Roteiro, Produção Cearense e Prêmio da Crítica.

A Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa Metragem é aberta a trabalhos de longa-metragem de realizadores da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha, concluídos a partir de 2015, nos gêneros de animação, ficção, documentário ou experimental, com duração mínima de 60 minutos. Outras informações sobre os critérios de participação devem ser consultadas nas disposições gerais do regulamento.

Na seleção desta mostra também serão priorizados filmes inéditos no Ceará. Os selecionados vão concorrer ao Troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Longa-Metragem, Direção, Fotografia, Edição, Roteiro, Som, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Ator, Atriz e Prêmio da Crítica.

Além do Troféu Mucuripe, o CineCE concederá ao vencedor na categoria de Melhor Longa-Metragem um prêmio em dinheiro, em moeda brasileira, no valor equivalente a dez mil dólares americanos. O pagamento será realizado sob a forma de recurso para distribuição da obra no Brasil.

O 27° Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, da Prefeitura Municipal de Fortaleza, via Secultfor, e do Ministério da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual. A realização é da Associação Cultural Cine Ceará, Corte Seco Filmes e Bucanero Filmes, com patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (SIEC) e da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

 SERVIÇO

27° Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema – Inscrições abertas até 7 de maio. O Festival vai acontecer de 5 a 11 de agosto. Informações: http://www.cineceara.com. E-mail: contatos@cineceara.com. Tel: (85) 3055-3465.

Pirenópolis prepara festival de cinema

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Seguem abertas as inscrições para as mostras competitivas do III PirenópolisDoc – Festival de Documentário, grifado para agosto no charmoso Cine Pireneus, na cidade goiana de Pirenópolis.

Para participar, os realizadores devem se inscrever pelo site www.pirenopolisdoc.com.br até 6 de maio, nas três categorias disponíveis: competição nacional de documentários de longa ou média-metragem (a partir de 31 min), competição nacional de documentários de curta-metragem (até 30 min), e competição regional, dedicada às produções goianas. Podem ser inscritos filmes e vídeos documentários realizados no Brasil ou em coprodução do Brasil com outros países, e finalizados a partir de janeiro de 2016. O regulamento completo está disponível no site.

A programação do festival traz novidades para este ano: parceria internacional com a Ao Norte, de Portugal, para a realização de uma mostra especial de documentários internacionais em língua portuguesa, além do Encontro Internacional de Estudos de Cinema, Fotografia e Artes Digitais, que em breve também anunciará a abertura para inscrições de trabalhos acadêmicos.

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A bela Pirenópolis, cidade turística por excelência, que vai abrigar festival de cinema documentário…

Inscrições para Filmes de Diversidade

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Abertas até 1º de maio as inscrições ao DIGO – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás -, a ser realizado entre primeiro e 4 de junho, em Goiânia.

São aceitos curtas e longas-metragens de qualquer gênero, desde que relacionados à temática da sexualidade humana em suas diversas formas de expressão. Os filmes devem ter sido produzidos a partir de 2015, sem disponibilidade na internet, e ter no máximo 25 minutos de duração.

A inscrição online deve ser feita no site do DIGO, http://digofestival.com.br/digo. A lista final dos filmes selecionados será divulgada até 10 de maio e as cópias de exibição das obras devem ser enviadas até 20 de maio.

Para o DIGO, estão previstas mostras paralelas e competitivas, sendo que somente os filmes escolhidos pelo júri oficial e júri popular receberão o Troféu DIGO. Ainda está prevista a realização de performances, teatro, exposições e debates para incentivar diálogos sobre temáticas que envolvam a diversidade sexual e de gênero.

O DIGO faz parte da Red DIVERCILAC – Diversidad em el Cine Lationamericano y Caribeño – rede de festivais da América Latina e do Caribe -, o que proporcionará aos inscritos a possibilidade de participação na programação em festivais internacionais em regime de network e vice e versa, além de mostras especiais itinerantes.

Os melhores curtas-metragens serão contemplados com o Troféu DIGO, a ser entregue para as diversas categorias, incluindo melhor direção, roteiro e interpretação em curtas goianos, nacionais e internacionais. O público também elegerá seus curtas nacionais e internacionais preferidos, que os quais também receberão troféu. Dentre os prêmios especiais, estão o Prêmio Christian Petermann (Menção Honrosa) para Melhor Filme.

Entre a saudade e a esperança, repousa a mais bela invenção dos homens

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Sempre que os vejo, brota a mesma emoção. Diante deles, sou uma sempiterna criança entre o alumbramento e o estupor. Sou absolutamente fascinada pelo esplendor que são os fogos de artifício !

Entre comoção e fascínio, eles sempre me renovam as emoções mais bonitas e as mais fundas,sobretudo quando anunciam a involuntária troca de ano.

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Um misto de saudade e esperança toma quando eles começam a estourar no céu ! Carregam junto uma tristeza a ser instalada por um ano que vai perdendo vida, ao mesmo tempo em que reacendem sonhos e anunciam esperanças sempre novas de dias melhores.

Incrível como, a cada ano, eles vem mais cheios de beleza, promovendo uma arrepiante festa de cores no horizonte ! São de uma beleza infinita, sobretudo quando sem misturam formando alianças de cores e formatos nos céus do mundo inteiro. Que magia contagiante e única está embutida na queima de fogos !

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Que magia contagiante e única está embutida na queima de fogos ! Acho-a de um frenesi inigualável, sempre novo porque igual na sua forma de ser sempre fascinante !

Penso que a humanidade já devia ter descoberto ou ‘inventado’ um nome para o ‘criador’ dos fogos de artifício. São, pra mim, uma tão poderosa invenção, que a vida é mais Vida quando celebrada com eles, e se alguém há a merecer um Nobel da Beleza, esse alguém é esse inspirado ‘criador’ dos incomparavelmente notáveis FOGOS DE ARTIFÍCIO !

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A eles, e aos que promovem as celebrações mundiais emolduradas por eles, o caloroso #aplausoblogauroradecinema !

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A todos os leitores e amigos do #blogauroradecinema, nossos melhores votos de um Novo Ano pleno de PAZ, LUZ, Amor e muitos motivos pra comemorar !

             F Z    2017   !

Tony Ramos e Sônia Braga: os homenageados de Gramado

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Na próxima edição do Festival de Cinema de Gramado, a acontecer de 26 de agosto a 3 de setembro, Tony Ramos receberá o Troféu Cidade  de Gramado, e Sônia Braga o Troféu Oscarito. O filme de abertura será Aquarius, do diretor Kleber Mendonça Filho, representante do Brasil na última edição do Festival de Cannes. Estrelado por Sônia Braga, o filme ganhou prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de Sydney.

Tony

Tony Ramos receberá justíssima homenagem em Gramado…

No compasso dos atuais movimentos cinematográficos, o Festival de Cinema de Gramado chega a sua 44ª edição refletindo e acompanhando a pluralidade da atual filmografia brasileira e latina, em franca expansão e consolidando um novo modelo de gestão e realização. Desde as mudanças firmadas na sua edição comemorativa de 40 anos, em 2012, o Festival tem redesenhado sua identidade sem perder os conceitos que lhe consagram como o maior evento ininterrupto do gênero no Brasil.

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Sônia Braga estará na serra gaúcha para receber homenagem do Festival de Gramado…

Observando os nomes que protagonizam o fazer cinematográfico contemporâneo sem deixar de enaltecer quem abriu os caminhos dessa arte para os talentos de hoje, Gramado se remodela e aposta em homenagear nomes de prestígio como Glória Pires, Juan José Campanella, Marília Pêra, Othon Bastos Rodrigo Santoro, Wagner Moura e Walter Carvalho.

Rubens Ewald Filho: a Enciclopédia Ambulante de Cinema !

Com curadoria assinada por Eva Piwowarski, Marcos Santuario e Rubens Ewald Filho, o Festival de Cinema de Gramado também se fortaleceu como palco de importantes estreias: da primeira exibição em território nacional de “360”, filme realizado internacionalmente por Fernando Meirelles, à escolha do celebrado “Que Horas Ela Volta?” por começar sua trajetória no Brasil com exibição inédita na Serra Gaúcha, o festival ainda expandiu sua latinidade: somente em 2015, a mostra estrangeira apresentou filmes de sete países diferentes.

É sublinhando essa atualizada trajetória do Festival que a Gramadotur, autarquia municipal criada com a missão de fazer a gestão dos grandes eventos da cidade, realiza a 44ª edição do mais tradicional festival de cinema do país: “Ao longo de quatro anos à frente do Festival, a Gramadotur já sente amadurecimento na gestão e transparência nos processos do Festival. Isso nos permite pensar em projetos mais ousados e mais calculados a cada edição. Conquistamos a premiação em dinheiro para os vencedores dos Kikitos, por exemplo, uma reivindicação de longa data da classe”, comenta o presidente da Gramadotur João Pedro Till.

Diretor de eventos da autarquia e coordenador geral da 44ª edição, Enzo Arns acredita na realização de um festival responsável do ponto de vista de gestão sem perder a qualidade artística: “Esta é uma edição realizada com o devido planejamento de gestão que, ao mesmo tempo em que amplia o diálogo com as entidades de cinema do Rio Grande do Sul, incrementa parcerias e abre novas janelas para o cinema brasileiro, latino e internacional. Gramado este ano apresenta um festival maduro, atento a seus acertos e preocupado com aperfeiçoamentos. Para esta edição, também nos dedicamos às novas possibilidades do audiovisual, com programações paralelas que colocam Gramado nas pautas sobre os avanços da plataforma on demand e também como polo de encontros que fomentam a ideia do cinema como negócio”, projeta Arns.

Direção artística

Para sua 44ª edição, a Gramadotur agrega ao time da comissão executiva a figura de um diretor artístico.: Edson Erdmann assume a função e, juntamente com a curadoria e Gramadotur, trabalha o conceito criativo da edição, propondo diferenciais estéticos e de conteúdo. “Estamos pensando em um festival mais envolvente e glamouroso. Queremos aproximar cada vez mais Gramado da linguagem dos grandes festivais, sem nunca perder o charme e as características que tanto tornam esse evento especial e único dentro da cinematografia brasileira. Essa edição deve surpreender e encantar, valorizando o público que celebra o evento. Estamos propondo um Festival que vai ultrapassar o Palácio dos Festivais e toma conta da cidade emocionando público e convidados. Um conceito novo, contemporâneo, dinâmico e que vai trazer um movimento diferente ao evento”, afirma Erdmann.

KIKITO, a cobiçada estatueta de Gramado, troféu relevante em qualquer estante

Museu do Festival de Cinema de Gramado

Está agendada para a semana do evento a abertura do Museu do Festival. O empreendimento, esperado ao longo de décadas, visa celebrar a sétima arte sob a luz do Kikito e seus melhores filmes, diretores, atrizes e atores. Grandes momentos da história do evento serrano estarão eternizados no Museu. Instalado ao lado do Palácio dos Festivais e da Igreja São Pedro, o empreendimento conta uma área de 584 m² e vista panorâmica para o centro da cidade. A proposta é um museu interativo com  tecnologia e dinamismo, que, além do acervo, deve oferecer exposições e atrações durante todo o ano. A administração é do grupo Gramado Parks.

O cinema gaúcho em Gramado

O Festival é internacional, mas os holofotes nunca deixam de dar protagonismo ao cinema gaúcho. Neste ano, duas importantes novidades para os realizadores do Estado: o Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas ganha uma nova sessão – na sexta-feira à tarde, antes da abertura -, ampliando a sua janela de exibição, e incrementa a sua premiação em dinheiro, que agora distribuir R$ 48 mil no total, um aumento de 16% em comparação aos anos anteriores.

O Festival pelos gramadenses – Educavídeo

Iniciativa já definitivamente incorporada à programação oficial do Festival de Cinema de Gramado, a avant première para a comunidade gramadense segue celebrando os alunos da rede municipal que participam do Educavídeo, projeto que dá acesso a diferentes manifestações culturais, como criação, edição e produção com as novas tecnologias, gerando mercado de trabalho e renda com a formação de novos talentos. Os grupos conhecem toda a rotina da realização de um filme e fazem de tudo, desde a pré-produção até a edição das imagens. Em 2016, eles exibem os resultados de seus trabalhos mais recentes na noite do dia 25 de agosto no Palácio dos Festivais.

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