Cinema, Fake News, Comunicação e Interartes serão debatidos em Colóquio

Colóquio Interartes

Será aberto hoje o I Colóquio Interartes e Comunicação,  na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (Facom-UFJF). Em pauta, a interdisciplinaridade da área, contando com a presença de especialistas para apresentar o diálogo e as interfaces criadas entre cinema, literatura, mídias digitais e comunicação.

A coordenadora do curso de Rádio, Tv e Internet (RTVI), profa. Erika Savernini, e a professora Teresa Neves, são as organizadoras do Colóquio, que deve mobilizar a Facom esta semana. As docentes trabalham a fronteira interdisciplinar em seus respectivos grupos de pesquisa: “Estética e Pensamento Cinematográfico” e “Narrativas e outras Textualidades”. Tem ainda o grupo “Conexões expandidas”, orientado pela professora Soraya Ferreira, que também integra a programação.

O Colóquio une o trabalho dos três grupos de pesquisa. A professora Erika explica que a interdisciplinaridade é essencial na Comunicação enquanto ciência: “A pós-graduação da professora Teresa é na Letras; meu mestrado e doutorado são no Cinema. A professora Soraya trabalha com o campo das tecnologias digitais. Cada uma tem a sua linha de pesquisa, mas a gente estabelece diálogos.”

A ideia do evento surgiu com a intenção de trazer abordagens mais amplas para a Comunicação, aproximando-a das artes: “Com a entrada do curso de RTVI, eu queria fazer um evento com um perfil mais próximo do curso, mas o tema também conversa com o jornalismo porque, afinal, é tudo comunicação”, afirma Erika.

Erika Savernini destaca que a oportunidade de trazer convidados é muito enriquecedora para os participantes: “Com o auxílio financeiro da Capes e o apoio da Fapemig, conseguimos trazer pesquisadores de outras instituições e essa troca de experiências, que eventualmente se dá com profissionais de outras áreas, renova o pensamento”.

Para conduzir a programação, a organização convidou os professores Christine Veras, da Universidade do Texas, em Dallas (EUA), Wellington Júnio Costa, da Universidade Federal do Sergipe (UFS), e Eugênio Trivinho, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Nós resolvemos trazer pesquisadores com quem nos interessa estabelecer parcerias, contatos e, quem sabe, construir uma rede interdisciplinar”, conta Erika, líder do grupo de pesquisa “Estética e Pensamento Cinematográfico”. Os grupos “Narrativa e outras Textualidades” e “Conexões Expandidas” — respectivamente das professoras Teresa Neves e Soraya Ferreira — também estão à frente da realização do Colóquio de Interartes e Comunicação.

Coloq 1

Hoje, às 13h30, o Colóquio será aberto com palestra de Christine Veras (pesquisadora e professora de animação, University of Texas at Dallas) sobre “A pesquisa experimental em arte e tecnologia: especificidades e expansões”, a partir de sua pesquisa de doutorado, desenvolvida na Nanyang Technological University (Cingapura), que gerou a patente do Silhouette Zoetrope, vencedora, em 2016, do terceiro lugar no concurso internacional anual de melhor ilusão.

COLOQ livro

A programação segue com o lançamento, às 17h, do livro “Estudos Literários-Visuais; abordagens de um projeto de extensão interdisciplinar”, organizado pelos professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Carlos Eduardo Japiassu Queiroz e Wellington Júnio Costa (ambos estarão presentes e Wellington é palestrante amanhã, 15 de maio). O livro reúne textos de mais 7 autores, que participaram do projeto “Sextas Literárias-Visuais no DLEV”, em 2016 e 2017, apresentando suas leituras de adaptações literárias no cinema, na perspectiva do diálogo entre áreas de conhecimento e linguagens distintas, como a Arquitetura, o Cinema, o Direito, a Filosofia e a Literatura.

Amanhã, dia 15, a palestra será ministrada pelo professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Wellington Júnio Costa, que falará sobre o processo de criação do poeta francês Jean Cocteau. Neste dia, as mesas discutirão os temas “Toda realidade é fake” e “Memória, história e ficção”. Já no último dia, a palestra “Distopias Digitais” será realizada pelo professor da PUC-SP, Eugênio Trivinho, responsável pelo encerramento do evento.

Aluizio

Já o professor Doutor Aluízio Ramos Trinta apresentará o trabalho “Realmente falso ou falsamente real ?  (Os ardis do fake e sua generalização em nosso tempo)”

“Toda realidade é fake” é o nosso mote; mas será fake tudo o que tivermos na conta de realidade? E o que chamamos de realidade é o mesmo que denominamos de real? E, se houver, qual a diferença? Dois livros e dois filmes darão perímetro e volume à nossa breve reflexão. São eles, respectivamente, A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord (1968), e Simulacros e Simulação, de Jean Baudrillard (1981); “O show de Truman”, de Peter Weir (1998), e “Matrix”, de Lilly e Lana Wachovski (1999). A seu modo próprio, estas quatro obras antecipam a introdução de um real pós-humano e a irrupção de uma realidade cotidiana, reconfigurada pela inteligência artificial e modelada por algoritmos.

Aluizio Ramos Trinta é Bacharel e Licenciado em Letras e Literaturas de Língua Portuguesa pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Professor Leitor na Universidade de Toronto (Canadá), onde cursou o Mestrado em Linguística e a Especialização em Comunicação, com o Professor Herbert Marshall McLuhan. É Mestre em Linguística e Filosofia da Linguagem pela ECO/UFRJ e Doutor em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ. É Professor Convidado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Teresa

Teresa Neves, líder do grupo Narrativas e Outras Textualidades, mediará a mesa e apresentará o trabalho “Quem tem medo das fake news?”

No contexto das novas modalidades de interação e participação das redes sociais digitais, propõe-se investigar o fenômeno das fake news como uma espécie de destino irônico do jornalismo, cujas fronteiras não podem mais ser desembaralhadas, deixando em xeque a própria ideia de notícia. O estudo apoia-se nas concepções de “ecologias comunicativas” e “arquiteturas informativas”, de Massimo Di Felice, “verdade como adequação” e “verdade como desvelamento”, de Martin Heidegger, “trânsito” e “simulacro”, de Mario Perniola, e na noção arquetípica de “trickster”, tal como elaborada por Lewis Hyde.

Teresa Neves é professora associada do Departamento de Fundamentos, Teorias e Contextos da Faculdade de Comunicação da UFJF e líder do Grupo de Pesquisa Estudos de Narrativas e Outras Textualidades. Tem doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora e mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Érika

Erika Savernini, líder do grupo Estética e Pensamento Cinematográfico. Vai apresentar o trabalho O sistema formal fílmico como teoria: proposta de teorização e de metodologia para entender o cinema como uma forma de pensamento engendrado no fazer.

Resumo: Apresentaremos a concepção de cinema que permeia as pesquisas desenvolvidas no grupo Estética e Pensamento Cinematográfico. Nos últimos anos, propomos uma investigação teórica sobre o ato criativo cinematográfico e sua forma expressa (o filme) com fundamento em uma teoria estética (Pareyson), uma concepção filosófica (Julio Cabrera) e uma metodologia (Teoria dos Cineastas) que tomam o cinema como uma forma de pensamento inscrito no sistema formal fílmico que é apenas traduzido (precariamente, em alguns momentos) para a língua escrita no processo de sua interpretação e no nosso modelo ocidental de produção e de divulgação do conhecimento científico.

Soraya

Linguagens e Distopias Emergentes no Ciberespaço é o trabalho a ser apresentado pela profa Doutora Soraya Ferreira.

Buscamos entender como as diferentes dinâmicas de comunicação insurgem em acontecimentos contemporâneos disruptivos, polissêmicos, contemporâneos que evidenciam a distopia do ecossistema digital. Articulamos reflexão entre teoria e prática crítica a partir da obra o Céu nos Observa” de Daniel Lima, 2010, que ganha potência poética na medida em que agencia no “comum” interações informacionais, chamando atenção para os elementos de vigia que convivemos – de maneira invisível – no nosso cotidiano. A obra nos faz ver os controles existentes em nossos territórios e fora do nosso corpo, que ao mesmo tempo dominam nossos corpos e nossas ações rotineiras, fazendo parte do nosso habitat conectivo.( Texto elaborado com Christine Mello- Líder do Grupo de Pesquisa Extremidades)

Soraya Ferreira é Doutora em Semiótica pelo Programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica pela PUCSP e estágio pós-doutoral no Programa de Tecnologia da Inteligência e do Design Digital da PUCSP- TIDD_PUCSP. Faz parte do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Sociedade da UFJF é líder do Grupo de Pesquisa Conexões Expandidas e é membro do Grupo Sociotramas do TIDD_PUCSP. É autora do livro A Televisão em Tempos de Convergência, pela Editora UFJF.

 Isabela

Isabela Ribeiro Norton é mestranda em Comunicação pelo PPGCOM-UFJF na linha de pesquisa Estética, Redes e Linguagens.Pesquisa temas relacionados ao fluxo informativo, dinâmica comunicacional, transmídia, redes e cultura participativa. Membra do Grupo Conexões Expandidas – Facom/UFJF.

A primeira série Original Netflix totalmente brasileira, Série 3%, trata de um futuro distópico, no qual só os 3% merecedores conseguem passar por um processo seletivo e chegar ao Maralto Analisar estratégias de divulgação da série em espaços não tradicionais, assim como os fluxos e as dinâmicas propostas nos permitem entender parte do ecossistema digital que habitamos. Olhar para como se faz comunicação e entretenimento é uma poderosa ferramenta para olhar para a nossa realidade.

Helena coloq

Helena Oliveira (PPGCOM-UFJF) apresentará trabalho que desenvolveu com Nilson Assunção Alvarenga, intitulado O real no jogo de Eduardo Coutinho. Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho, é considerado um dos principais filmes do documentário nacional e já foi amplamente discutido e estudado por pesquisadores em artigos científicos e livros. Com a intenção de trazer uma nova perspectiva para o filme, o presente artigo tentará analisá-lo sob à luz da noção de real, tal como pensada por Hal Foster e Jean-Louis Comolli, abordando os possíveis efeitos do jogo proposto pelo diretor e propondo que o documentário trata, em última instância, do papel do espectador nesse jogo. 

Laryssa

Laryssa Prado (PPGCOM-UFJF) apresentará o trabalho SÉRIES DE ANIMAÇÃO INFANTIL: representação de gênero em produções brasileiras. A presente pesquisa, desenvolvida como dissertação de mestrado (em andamento), tem como objetivo, por meio da análise fílmica, investigar como se dá a representação de gênero em três séries de sucesso no Brasil: Meu AmigãoZão, O Show da Luna e Irmão do Jorel, voltadas ao público de 03 a 11 anos. Para isso, a pesquisa também trabalha conceitos como educomunicação e estudos de gênero, além de abordar uma breve perspectiva sobre a história, modelos, formatos e escolas na animação

SERVIÇO

I COLÓQUIO INTERARTES & COMUNICAÇÃO

Quando: de 14 a 16 de maio, das 13:30h às 20h.

Onde: Faculdade de Comuicação – UFJF

Entrada franca.

Confira a programação completa

Outras informações: (32) 2102-3601/3602 

Zeca Veloso e a universalidade de Todo Homem…

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     Zeca Veloso poetiza a universalidade do FEMININO…

Quando ouvi pela primeira vez a canção de Zeca Veloso, cujo refrão é hoje conhecido e cantado por dez entre 10 brasileiros, aqueles versos ficaram  cantar comigo por dias e dias… “Todo homem precisa de uma mãe”

Foi no final de 2017, último programa Conversa com Bial do ano passado. Zeca estava acompanhado do pai e dos irmãos Moreno e Tom. O centro da conversa era o show que fariam no Rio e depois em turnê pelo país.

OFERTÓRIO já passou por diversas cidades e capitais. Em julho, segue para turnê européia. A canção que tanto me encantou, TODO HOMEM, virou tema de abertura da supersérie ONDE NASCEM OS FORTES (atual atração das 23h na TV Globo).

Ao expressar que TODO HOMEM PRECISA DE UMA MÃE, Zeca Veloso não só escreveu um dos versos mais ricos do cancioneiro nacional, como emprestou a tonalidade e leveza de sua afinação à música que hoje é o carro-chefe do show OFERTÓRIO. Ademais, Zeca criou uma pérola da MPB, através da qual canta – com uma simplicidade desconcertante – o mais atávico dos sentimentos humanos: a necessidade de uma mãe.

Vértice de TODO HOMEM, os versos da canção extrapolam a dialogia filho-mãe ao colocar essa relação de necessidade/carência não apenas no masculino mas transpondo os limites da sexualidade ao universalizar a humanidade contida em todo homem, evidenciando uma essencialidade, comum de todos. 

A riqueza dos versos de Zeca Veloso universalizam esse homem: é sobre o SER HUMANO que a poética de Zeca discorre. Todo homem precisa de uma mãe revela não apenas um masculino que precisa, gosta, quer e clama pela mãe, mas afirma o sentimento ancestral e imanente que se aninha em todos nós, e se expressa, nos quatro cantos do planeta, como acolhimento, colo, grandeza, intensidade, abrigo, concha, útero, Mãe, TERRA ! 

O mel, a prata, o ouro e a rã
Cabeça e coração

E o céu se abre de manhã
Me abrigo em colo, em chão

O Homem que Zeca Veloso canta é, além e ademais do homem masculino, o Humano que imprescinde da matriz geradora, o Humano que precisa, depende e se enriquece com a força e a segurança da Mãe, que é Terra, ventre, húmus, ânima, fonte, raiz, força e luz !

Ao se despir de qualquer pudor e escancarar uma suposta fragilidade, Zeca revela um condão singular, rico e eloquente, além de um saudável desassombro diante de uma carência ancestral, tão própria do humano quanto difícil de ser admitida, muito menos confessa em alto e bom som. A poesia de Zeca Veloso me conduz à famosa Rosa de Drummond: “Uma Rosa é uma rosa, é uma rosa…”

Porque se em Drummond é a ROSA que escancara a fragilidade inerente ao humano ante um mundo que maltrata pela frieza e amedronta pela indiferença com o outro. em Zeca é a MÃE que simboliza esse sentimento do mundo, universal e inescapável.

E para corroborar o que afirmamos, cabe-nos recorrer a Theodor Adorno*:

“Um poema não é a simples expressão de sentimentos e experiências individuais. O poema só se torna uma obra artística quando, ao expressar a especificidade do indivíduo em uma forma estética, torna-se universal”. (ADORNO, 2003, p. 66).

ONDE NASCEM

TODO HOMEM PRECISA DE UMA MÃE: versos de Zeca Veloso cabem à perfeição na supersérie da TV Globo…

Diz a letra de TODO HOMEM :

O sol, manhã de flor e sal
E areia no batom

Farol, saudades no varal
Vermelho, azul, marrom

Eu sou cordão umbilical
Pra mim nunca tá bom

E o sol queimando o meu jornal
Minha voz, minha luz, meu som

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe

O céu, espuma de maçã
Barriga, dois irmãos

O meu cabelo negra lã
Nariz, e rosto, e mãos

O mel, a prata, o ouro e a rã
Cabeça e coração

E o céu se abre de manhã
Me abrigo em colo, em chão

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe…

Diante de tamanha clarividência, assomam as sábias palavras de Leonardo da Vinci:

“A simplicidade é o máximo da sofisticação”.

Nosso aplauso caloroso, e a mais pura expressão de nosso afeto para Zeca Veloso, por nos presentear com essa lindíssima TODO HOMEM, que vai atravessar os tempos com a pujança e beleza atemporal de seus versos.

*ADORNO é filósofo, sociólogo, musicólogo e compositor alemão. É um dos expoentes da chamada Escola de Frankfurt.

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Os VELOSO juntos no show OFERTÓRIO: talento que se consolida em gerações…

OUÇA TODO HOMEM: https://www.youtube.com/watch?v=yjxriFArvMk

Identidades homossexuais e imaginário em roda de conversa

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O grupo de pesquisa Comunicação, Cidade e Memória, coordenado pela profa Doutora Christina Musse um convite especial para esta sexta:

Com novo projeto para este 2018. a ideia é retomar as rodas de conversa, que se popularizaram na década de 1960. O primeiro destes encontros acontecerá amanhã no novo prédio da Faculdade de Comunicação da UFJF, com entrada aberta ao público.

A partir de autores franceses como Michel Foucault, Guy Hocquenghem, Fredéric Martel, Didier Eribon e Michel Maffesoli, o prof Doutor e pesquisador Marcelo do Carmo conduzirá uma roda de conversa sobre as identidades homossexuais e o imaginário que as circunda, a partir da ocupação da Universidade Sorbonne, em maio de 1968. 

O encontro acontecerá na Faculdade de Comunicação, dia 4 de Maio (sexta-feira), às 14h, na sala de Demonstração.

Marcelo do Carmo é Doutor em Sociologia pela Universidade Sorbonne – Paris Descartes, tendo sido orientado por Michel Maffesoli. A sua tese é intitulada “O imaginário da festa “tribal” no Brasil: o exemplo do Miss Gay em Juiz de Fora.”

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Laboratório Audiovisual: ainda dá tempo !

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INSCRIÇÕES PRORROGADAS PARA O BRLAB 2018

Foram estendidas até 02 de maio as inscrições para a oitava edição do BrLab – Desenvolvimento de Projetos Audiovisuais brasileiros e estrangeiros. A convocatória está aberta para diretores e produtores  nacionais e internacionais com projetos de longa-metragem de ficção live-action e animação.

“É uma excelente oportunidade para jovens talentos criativos do Brasil, América Latina e Península Ibérica inscreverem seus projetos para um programa intensivo único no Brasil, que oferece um ambiente de imersão com consultores e palestrantes de diferentes países, a partir de um formato que favorece o intercâmbio econômico, cultural e o estímulo à coprodução”, explica Rafael Sampaio, diretor do BrLab.

A oitava edição do BrLab – Desenvolvimento de projetos audiovisuais acontecerá de 10 a 18 de agosto de 2018 em São Paulo e objetiva ampliar sua abrangência no desenvolvimento de projetos brasileiros, latino-americanos e da Península Ibérica. Pela primeira vez o laboratório está comprometido a selecionar 3 projetos de longa-metragem de animação, que participarão do laboratório juntamente aos de live-action e receberão, em complemento, consultorias específicas de experientes animadores com o intuito de trabalharem as particularidades da animação.

Também nesta edição, o BrLab passa a integrar o 3 PUERTOS CINE, plataforma ainda integrada pelos laboratórios AUSTRALAB (Chile) e DISTRITAL (México). Assim, o BrLab sediará em 2018 um laboratório de montagem, o 3 Puertos Montagem – BrLab, para projetos já filmados que passaram, em estágio de desenvolvimento, por algum dos laboratórios do 3 PUERTOS CINE.

Profissionais interessados em participar poderão inscrever seus projetos gratuitamente até AMANHÃ pela presente convocatória: www.brlab.com.br

Projetos de longa-metragem de ficção (live-action e em animação) em desenvolvimento de qualquer país do Brasil, América Latina e Península Ibérica poderão ser inscritos, desde que já tenham produtor e diretor definidos e que estes possam comparecem a todos os dias do evento em São Paulo.

Durante o BrLab, duplas de representantes (diretor/roteirista e produtor) dos projetos selecionados dispõem de consultoria integrais aos seus projetos, em aspectos fundamentais para uma melhor realização de seus produtos: roteiro, direção, produção e distribuição. As atividades incluem ainda palestras e encontro com profissionais do Brasil e do exterior. 

Os projetos selecionados para a próxima edição poderão participar de consultorias com a cineasta Mariana Rondón, diretora do filme “Pelo Malo”; a consultora de direção mexicana Paula Astorga; a premiada diretora e roteirista brasileira Juliana Rojas; as destacadas produtoras Agustina Chiarino (Uruguai), Fernanda Del Nido (Espanha) e Agustina Llambi-Campbell (Argentina).  

BR LAB

Mais informações: http://www.brlab.com.br/

 

Argentina recebe inscrições ao CineMigrante

Se abre la convocatoria para participar del 9° edición del Festival Internacional CineMigrante, Cine y Formación en Derechos Humanos de las personas migrantes a realizarse entre el 18 y 26 de Septiembre de 2018, en la Ciudad de Buenos Aires, Argentina, con entrada libre y gratuita.

CineMigrante invita a participar a todos aquellos largometrajes, mediometrajes y cortometrajes que aborden la movilidad humana, entendiéndola desde la simple necesidad de movimiento del cuerpo; desde la acción de caminar un territorio en busca de un sustento; desde la necesidad de salir de un estado de guerra, de conflictividad; desde un movimiento que cruza una frontera física, interna o imaginaria, que sale del estado de indefensión hacia la acción; desde el habitar un nuevo espacio, ocuparlo y modificarlo.

Se reciben obras en los géneros documental, ficción, animación y experimental, producidas con posterioridad al año 2015. El límite para la recepción de obras para participar de la 9ª Edición es el 1 de julio de 2018.

El Jurado, integrado por destacados especialistas en cine, producción audiovisual, producción cultural, medios y pensamiento crítico, distinguirá al Mejor Largometraje y al Mejor Mediometraje/Cortometraje con premios para la postproducción o producción y premiaciones especiales por temática a cargo de las diferentes instituciones participantes.

CineMig

CineMigrante es un espacio cinematográfico que convocó a más de 48.100 personas en sus ocho ediciones anteriores y en los espacios cinematográficos así como de formación y promoción en derechos humanos de cada edición. El Festival Internacional CineMigrante, es una oportunidad para incorporar, a la agenda cinematográfica y cultural de Argentinaproducciones de alta calidadno posibles de ser exhibidas en los circuitos comerciales. Hoy, CineMigrante se conforma como un espacio artístico y de difusión cultural con gran repercusión no sólo en la Argentina sino en América Latina y el mundo, replicando su experiencia en muestras en diversas ciudades como Bogotá, Barcelona, Venecia, México y Costa Rica.

CineMigrante es un espacio que permite difundir, visibilizar y sensibilizar acerca de las vivencias, experiencias y problemáticas de todas aquellas personas que habitamos este mundo y que, en un momento y por algún motivo, hemos decidido salir del lugar donde nacimos y migrar o simplemente movernos. Tenemos como objetivo generar instancias de reconocimiento en los otros y en las otras, un reconocimiento de la ‘otredad’ interna que permita afianzar nuestra identidad, contribuir a nuestro conocimiento histórico e individual, reflejarnos en todos y todas para conformarnos nuevamente

 ¡Te invitamos a sumarte!

Inscripciones Reglamento

Cinemigrante.org 

CineMigrante es igualdad de derechos no por haber nacido en algún lugar, sino por el simple hecho de estar en algún lugar. CineMigrante migra, sale a caminar un sendero, por voluntad o por obligación, por necesidad de luchar para ser.

CineMigrante no es frontera, CineMigrante es horizonte

‘A cidade do futuro’ estreia em todo o país

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Estreia nesta quinta, nos principais cinemas do país, A Cidade do Futuro, filme de Marília Hughes e Cláudio Marques, do premiado “Depois da Chuva”. O segundo longa da dupla foi eleito o Melhor filme Latino Americano no BAFICI (Buenos Aires), Melhor filme internacional no Newfest, em Nova Iorque, e Melhor Filme pelo Público no Olhar de Cinema (Curitiba).

O filme se passa em Serra do Ramalho, a tal ‘cidade do futuro’ prometida pelos militares nos anos 70”. Localizado na região Oeste do Norte baiano, o município foi criado durante a Ditadura Militar para abrigar as cerca de 73 mil pessoas deslocadas dos seus lares, para dar lugar à represa de Sobradinho.

Em A Cidade do Futuro, Milla é professora de teatro e Gilmar é professor de história. Em suas aulas, ambos buscam resgatar as marcas que a remoção forçada deixou em seus pais e avós, assim como nos do vaqueiro Igor. Seus parentes não tiveram opção, mas eles estão determinados a resistir à opressão conservadora, sexista e machista.

 A Cidade do Futuro é uma ficção criada com base no real, e a narrativa traz à tona questões sobre direitos civis de uma população considerada, muitas vezes, de segunda classe, conta Marques, que também assina o roteiro.

O filme foi exibido em 14 países, passando por 38 festivais nas Américas, Europa, Ásia e Oceania, sendo um dos filmes brasileiros que mais circulou internacionalmente em 2017. 

A Cidade do Futuro conta com a distribuição da Espaço Filmes, em trabalho conjunto com a Vitrine Filmes. Ele foi premiado com R$ 300 mil no edital IRDEB/ FSA, programa Brasil de Todas as Telas de 2014, e tem patrocínio ANCINE – Agência Nacional do Cinema.

 Acompanhe o filme nas redes sociais:

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Instagram: A_Cidade_do_Futuro

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Ficha Técnica

A Cidade do Futuro

Direção e Produção: Cláudio Marques e Marília Hughes

Roteiro: Cláudio Marques

Fotografia: Gabriel Martins

Direção de Arte: Carol Tanajura

Direção de Produção: Michele Perroni

Som: Edson Secco

Montagem: Cláudio Marques e Joana Collier

Assistente de Direção: Clara Linhart e Sofia Corral

Vencedor do Edital IRDEB/ FSA (Brasil de Todas as Telas) – 2014

Sinopse curta: Em uma região marcada pelo machismo e pela homofobia, Milla, Gilmar e Igor formarão uma família fora dos padrões.  

Prêmios

* Melhor filme Latino Americano no BAFICI (Buenos Aires)

* Melhor filme internacional no Newfest (New York LGBT Film Festival’s)

* Melhor filme (Prêmio do Público) no Olhar de Cinema – Curitiba International Film Festival

* Melhor filme brasileiro e melhor direção no 10º For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual 

Uma produção: Coisa de Cinema

Coisa de Cinema surgiu em Salvador, em 1995. Responsável pela publicação do jornal tablóide de mesmo nome, que circulou em 5 capitais e contou com mais de 70 mil exemplares. A empresa se tornou responsável pelo Panorama Internacional Coisa de Cinema, que surgiu em 2002 e já está em sua décima primeira edição em 2015.

Desde 2006, Coisa de Cinema produziu seis curtas (entre eles Carreto e Nego Fugido), que participaram de 160 festivais e conquistaram 72 prêmios.

Depois da Chuva, primeiro longa-metragem da produtora, conquistou os prêmios de Melhor Roteiro, Trilha Sonora e Ator no 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Internacionalmente, estreou no 43º Rotterdam Film Festival, um dos cinco mais importantes da Europa e participou de mais de 30 festivais no mundo todo.

Lançado comercialmente no Brasil, o longa recebeu dezenas de excelentes criticas, sendo considerado por Sérgio Alpendre, da Folha de São Paulo, o melhor longa brasileiro da nova geração dos últimos dez anos.

Bio e Filmografia dos diretores

Marília Hughes nasceu em Vitória da Conquista, Bahia, em 1978, e mora em Salvador desde 1991. Graduada em Psicologia (1996-2002) pela Universidade Federal da Bahia e mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas (2007-2009) pela UFBA/PósCom. Sócia da empresa Coisa de Cinema, na qual trabalha desde 2006 como diretora, produtora e editora. Marília realizou diversos curtas premiados e, desde 2007, é produtora geral do Panorama Internacional Coisa de Cinema, festival internacional de cinema que acontece em Salvador desde 2002. Depois da Chuva é seu primeiro longa-metragem.

 Cláudio Marques nasceu em Campinas, São Paulo, em 1970, e mora em Salvador desde 1982. Cláudio foi editor e crítico do jornal Coisa de Cinema durante oito anos (1995-2003). Colaborou para os jornais Tribuna da Bahia e A Tarde. Idealizou e hoje é o principal coordenador do Espaço Itaú de Cinema – Glauber Rocha. Cláudio é o idealizador e coordenador do Panorama Internacional Coisa de Cinema; dirigiu, roteirizou e montou diversos curtas premiados. Depois da Chuva é seu primeiro longa-metragem.

 

Gramado: inscrições até 11 de maio

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Prorrogadas até 11 de maio as inscrições ao 46º Festival de Cinema de Gramado.

Realizadores brasileiros e latinos podem enviar trabalhos através do site oficial do evento serrano: www.festivaldegramado.net.

Três mostras competitivas recebem inscrições: longas brasileiros e estrangeiros e curtas estrangeiros. Para a próxima edição, só são aceitas obras finalizadas a partir de 1º de maio de 2017, com duração mínima de 70 minutos para longas, e duração máxima de 20 minutos para curtas.

Além do cobiçado KIKITO, há mais de quatro décadas entregue aos mais diversificados talentos da cinematografia brasileira e latina, os filmes selecionados concorrem a premiações em dinheiro, conforme definido pelo regulamento.

Um pouco de História

O Festival de Cinema de Gramado fez os holofotes se voltarem para a Serra Gaúcha, firmando Gramado como um dos destinos turísticos mais procurados do país. A atração gramadense é a de maior destaque e cobertura de mídia espontânea para o município.

Ao longo de sua trajetória, o Festival acompanhou todas as fases do cinema nacional, tornando-se pioneiro e referência na realização de eventos do gênero em território nacional.

Desde a primeira edição com a consagração do filme Toda Nudez Será Castigada, de Arnaldo Jabor, em 1973, mais de mil Kikitos foram distribuídos entre profissionais do cinema que venceram o Festival em diferentes categorias. Além da celebração da produção brasileira e gaúcha, o festival inclui em sua programação uma mostra competitiva de filmes ibero-americanos desde 1992. Já os troféus Oscarito, Eduardo Abelin, Kikito de Cristal e Cidade de Gramado prestam homenagem a atores, cineastas e personalidades ligadas ao cinema.

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Saiba mais: www.festivaldegramado.net

Diversidade sexual e Cidadania em debate no Sesc Fortaleza

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O Sesc, Serviço Social do Comércio de Fortaleza, instituição integrante do Sistema Fecomércio, convida para Diálogos Sesc Sobre Diversidade Sexual e Cidadaniaque acontece de 8 a 11 de maio em diversos locais da capital cearense e, de 15 a 17 de maio, no Teatro Sesc Emiliano Queiroz.

O seminário acontece há 4 anos: as inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone do Desenvolvimento Comunitário da Unidade Sesc Fortaleza: 3452.9081 / 3452.9082 / 3452.9094. Durante três dias, serão recebidas doações de produtos de higiene, limpeza e alimentos para o Abrigo Thadeu Nascimento, que acolhe pessoas trans em situação de vulnerabilidade.

Construído pelo setor de Desenvolvimento Comunitário do Sesc, em  parceria com movimentos sociais e órgãos públicos, o seminário vai promover, durante sete dias, rodas de conversa, momentos de integração comunitária, shows, performances, videodebates e oficinas  em  escolas públicas, num Centro de Referência de Assistência Social, institutos, abrigo de pessoas trans e no Teatro Sesc Emiliano Queiroz.

Os debates sobre pluralidade sexual, combate à LGBTfobia, vulnerabilidade social e violência contra homens e mulheres trans, negação de direitos aos/às gays, lésbicas, bissexuais e transexuais e sua estigmatização pela mídia são algumas das 28 ações pelo Dia Internacional de Combate à Homofobia (17 de maio).

A mediação dos debates é conduzida por educadores sociais, militantes, ativistas, pesquisadores de gênero, defensora pública e representantes do poder público em defesa da população LGBT. As ações socioeducativas pretendem refletir sobre as violências simbólicas e concretas no cotidiano das pessoas LGBT e empoderá-las com conhecimento sobre seus direitos.

O Diálogos Sesc Sobre Diversidade Sexual e Cidadania terá também performances de artistas drag queens, o show Drag’s Disco Soul, apresentação do Afoxé Omõrisá Odé e cinedebate sobre homofobia nas escolas. 

Serviço

Diálogos Sesc Sobre Diversidade Sexual
Data: 8 a 11 e de 15 a 17 de maio
Inscrições: Setor de Desenvolvimento Comunitário Unidade Sesc Fortaleza pelos telefones: 34529081 / 9082 / 9094 

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PRO   GRA   MA    ÇÃO

8 de MAIO

Diálogos Contemporâneos sobre Diversidade Sexual e Cidadania
Ação: Roda de conversa acerca das identidades de gênero, orientações sexuais e das pluralidades dentro do universo das diversidades sexuais. Local: Escola General Eudoro Corrêa. R. Júlio Braga, 101, Parangaba. Horário: 9h. Mediação: Álex Araújo, educador e analista assistencial do Sesc Fortaleza.

Evento de abertura

Horário: 18h
O IV Diálogos sobre Diversidade Sexual e Cidadania inicia duas semanas intensas de atividades socioeducativas. Vários pontos da cidade e a Unidade Sesc Fortaleza recebem a programação. Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz. Horário: 18h20. Mediação: Labelle Rainbow, travesti e conselheira Municipal LGBT, coordenadora do For Rainbow, Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual.

Debate Vulnerabilidades nas vivências TRANS: vencendo os conflitos.

Ação: Apresentação do Abrigo Thadeu Nascimento. Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz. Horário: 18h20. Mediação: Kaio Lemos, homem trans, ativista e diretor do Abrigo Thadeu Nascimento.

Roda de conversa sobre acesso aos direitos da população LGBT
Serão explanados os direitos das pessoas LGBT que estão na pauta do legislativo e que já foram conquistados, como o uso do nome social e o atendimento de saúde no Ambulatório para Atendimento à Pessoa Trans do Ceará. Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz, Horário: 18h40. Mediação: Sandra Moura de Sá, defensora pública do Estado do Ceará, supervisora do Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas (NDHAC)

Espetáculo Lágrimas Secas do Sertão
Sinopse:
 O espetáculo conta a sofrida história de superação e fé do povo nordestino com músicas dubladas sobre o tema. Personagens místicos se confundem com a realidade do sertanejo e figuras emblemáticas como uma cangaceira, uma retirante e uma moça humilde do interior. Lágrimas Secas do Sertão canta o lamento, a fé e sobrevivência desse povo tão sofrido do Sertão do Brasil. Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz, 19h. Mediação: Cia No Salto

NOVE de MAIO

Debate: Diversidade e Direito à Cidade
Analisar visibilidade da população LGBT na mídia impressa e refletir sobre temas da atualidade. Local: Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro João XXIII. 
Rua Visconde de Cauipe, 200. Horário: 9h

Mediação: Dediane Souza, travesti, ativista e militante LGBT.

Roda de Conversa: Masculinidades Positivas: a (des)construção de masculinidades possíveis
Dialogar sobre como os transmasculinos constroem sua masculinidade dentro de uma sociedade marcada pelo machismo e sexismo, e como desconstroem a cis-heteronormatividade através de práticas e experiências. 
Local: Instituto Doutor Rocha Lima de Proteção e Assistência à Infância.  Rua Eretides Martins, 977, São Gerardo.
Mediação: Kaio Lemos, ativista e diretor do Abrigo Thadeu Nascimento, Horário: 14h.

10 de MAIO

Roda de conversa sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos no combate à homofobia.

Discutir aspectos sobre homofobia, direitos, saúde e prevenção.
Local: Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (JCPM). Rua Desembaragdor Lauro Nogueira, 1500. Shopping Riomar Fortaleza, Horário: 8h30.

Mediação: Lidiane Dantas, educadora em Saúde.

Diálogos Contemporâneos sobre Diversidade Sexual e Cidadania
Estudantes vão conversar sobre identidades de gênero, orientações sexuais e das pluralidades dentro do universo das diversidades sexuais. Local: Escola Tiradentes. Rua Vera Cruz, 1645 Parque Potira – Caucaia, Horário: 14h. Mediação: Álex Araújo, educador e analista assistencial do Sesc Fortaleza. 

11 de MAIO
Oficina de filtro dos sonhos da diversidade
Pessoas trans, acolhidas no Abrigo Thadeu Nascimento, constroem um filtro dos sonhos e refletem sobre o significado das cores da bandeira do arco-íris, símbolo de resistência LGBT. 
Local: Abrigo Thadeu Nascimento (Rua Jaime Benévolo, 922. Horário: 9h. Mediação: Sara Mendes, artesã participante do projeto Rede de Artesãos Sesc.

Roda de conversa sobre lesbofobia e questões do cotidiano
Mostrar diferentes esferas do preconceito contra mulheres lésbicas e, mais amplamente, contra a sociedade LGBT, discutindo aspectos do cotidiano. Local: Projeto Guadalajara. Rua Sacy, 1049-B. Parque Guadalajara, Caucaia. Horário: 14h.

Mediação: Marilia Oliveira, mestranda em Comunicação na Universidade Federal do Ceará, fotógrafa, professora e pesquisadora da imagem e da palavra para composição de autobiografias. 

15/5 

Abertura do Seminário Diálogos sobre Diversidade Sexual e Cidadania
Ação: Desenvolver temáticas voltadas para acadêmicos e movimentos sociais, com abrangência de vários eixos temáticos da população LGBT.
Horário: 8h30
Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias, nº 1701 – Centro)
Mediação: Amanda Felix e Lauana Amora Leal, travestis, ativistas e militantes LGBT.

 Debate: Vulnerabilidades nas vivências trans: vencendo os conflitos.

Ação: Apresentação do Abrigo Thadeu Nascimento, onde pessoas trans em situação de vulnerabilidade são atendidas. Diálogo sobre as diversas vulnerabilidades que as pessoas trans vivenciam durante o processo de transição e elaboração de estratégias de apoio.
Horário: 9h
Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias, nº 1701 – Centro).

Mediação: Kaio Lemos, diretor do Abrigo Thadeu Nascimento.

Integração comunitária com Epitáfia Farias
Essa vivência traz, não só o glamour da arte Drag Queen, mas também a força e resistência da população negra LGBT. Bicha, preta, periférica, estereótipos tão comuns no dia a dia.

Horário: 9h20

Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias, nº 1701 – Centro).
Mediação: Jhonatan Carneiro, ator, performer e drag queen

Cinedebate: Homofobia e Escola
Possibilitar ao público uma forma diferenciada de refletir e debater sobre homofobia nos ambientes escolares.

Horário: 9h40

Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias, nº 1701 – Centro).

Mediação: Lucas Lins e Aglailton Bezerra, criadores do Canal Do Nosso Lado no Youtube e da página homônima no Facebook, espaços de defesa dos direitos humanos e de oposição ao conservadorismo.

Integração Comunitária com Xicca Queen
Performance: Xicca Queen chega ao cenário cultural LGBT da cidade com uma perspectiva de trazer originalidade, fazendo um misto com ritmos pop latinos.
Horário: 14h
Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias, nº 1701 – Centro).
Mediação: Valdeir Silva, performer e Drag Queen. 

Roda de conversa sobre saúde mental da população LGBT

Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias, nº 1701 – Centro).
Mediação: Marília Barreira, doutoranda em Psicologia na Universidade de Fortaleza, estudiosa de ciberativismo LGBT no Youtube, identidade social e homofobia internalizada.

Show Drag’s Disco Soul
Show musical de celebração à cultura LGBT através de músicas que embalaram pistas de dança do mundo inteiro, dos anos 70 aos dias atuais.
Local: Área de convivência da Unidade Sesc Fortaleza (Rua Clarindo de Queiroz, 1740, Centro). Horário: 17h. Mediação: Beatrice Papillon e Pepita York, atrizes, cantoras, performers e drag queens.

16/5

Integração Comunitária com Tatihari Cômica
Tatihari traz muitos olhares sobre o público LGBT, apresentando números artísticos icônicos, como uma guardiã de memórias do segmento e das noites pulsantes de Fortaleza. 
Horário: 9h. Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz. Mediação: Tatihari Cômica, ator, performer e drag Queen.

Debate: Diversidade sexual na velhice
Discutir o indivíduo e os diversos processos de envelhecimento: mudanças corporais e comportamentais, afetividade, os conflitos emocionais e a vivência da sexualidade durante a velhice. As imposições sociais e sexuais que envolvem o envelhecer. Representações do masculino e do feminino na velhice. Diversidade sexual e de gêneros na fase da velhice. Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz. Horário: 9h30. Mediação: Kelly Menezes, doutora em educação pela Universidade Federal do Ceará, investiga as áreas de velhice, corpo, gênero e educação.

Integração Comunitária com Karolaynne Carton
Apresentação de Karolayne Carton, integrante do Coletivo Artístico As Travestidas desde 2008. Em suas performances, o funk e o pop brasileiro, atravessando o mundo pop internacional. Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz. Horário: 14h. Mediação: Ítalo Lopes, ator, performer e drag Queen. 

Roda de Conversa Transfeminismo na contemporaneidade

Discutir elementos introdutórios ao transfeminismo: O que é cissexismo e cisgênero? Sexualidade e Identidades de gênero; (Des)patologização das identidades trans; Transfeminismo: disputas e tensões feministas.
Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz, 14h30. Mediação: Ana Flávia e Fran Costa, ativistas e membros do Abrigo Thadeu Nascimento. 

Integração comunitária com Afoxé Omõrisá Odé
Ação: A região do Grande Bom Jardim, onde este projeto acontece, possui todo o potencial para acolher mais essa manifestação cultural. Com a premente necessidade da inclusão e da promoção da cultura e do lazer contrapõe- se ao estigma da violência tão presente na comunidade, que infelizmente, é uma realidade cotidiana.

Local: Área de convivência da Unidade Sesc Fortaleza (Rua Clarindo de Queiroz, 1740, Centro). Horário: 17h. Mediação: Afoxé Omõrisá Odé

 17/5

 Integração comunitária com Patrícia Dawson
Por meio das cores e movimentos, a arte do transformismo chega com tons de empoderamento racial e identitário. 
Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz, 9h. Mediação: Patrícia Dawson, mulher trans, atriz do Coletivo Artístico As Travestidas e performer. 

Vídeodebate: Genocídio da população negra LGBT
A proposta é evidenciar a importância do respeito às identidades plurais, 
e o enfrentamento às formas de genocídio das populações LGBTs Negres, e ainda o fomento à auto-organização política destes/as. Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz, 9h30. Mediação: Sudário Mesquita, ativista, militante do movimento negro/LGBT

Integração comunitária com Rayanna Rayovack
Apresentação de Rayanna Rayovack, um dos ícones LGBT’s das noites de Fortaleza. Ela mostra versatilidade atuando como Drag Queen, DJ e com produção de acessórios para vários outros artistas da cidade e do país. No repertório, números em homenagem ao Teatro de Revista, aos Cabarés Burlescos e aos Clássicos do Cinema Musical.

Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz, 14h. Mediação: Dan Vieira, ator, performer e drag queen. 

Roda de Conversa sobre Teoria Queer e suas nuances
Exposição sobre o termo Queer, originado da cultura norte-americana e disseminado midiaticamente através de materialidades, performatividades, de imaginários bichas ao longo do século XX. Explanação sobre campo contemporâneo da cultura comercial e militância do universo LGBTQI+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transvestigêneros, Queers, Intersexuais e outros).Apresentação do conceito de mídia-bicha como uma possibilidade estética de existência e/ou como work in process na arte contemporânea, e dos efeitos perlocutórios desses fenômenos no universo dos gêneros em trânsito. 
Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz, 14h30. Mediação: Thomas Saunders (Ginger), ator, performer, drag Queen, mestre em Comunicação pela UFC e pesquisador na  área de gênero, arte, corpo; identidades LGBTQI+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transvestigêneros, Queers, Intersexuais e outros).

Vitória recebe inscrições de Cinema

Mostras diversas

O 25º Festival de Cinema de Vitória exibirá as seguintes mostras: 8ª Mostra Competitiva Nacional de Longas, 22ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, 7ª Mostra Corsária, 7ª Mostra Foco Capixaba, 8ª Mostra Quatro Estações, 5ª Mostra de Filmes de Animação , 19º Festivalzinho de Cinema, 3ª Mostra Mulheres no Cinema,  3ª Mostra Cinema e Negritude, 2ª Mostra Nacional de Videoclipes e 1ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental.

Completam a programação do 25º FCV, o lançamento de longas-metragens nacionais e as aguardadas homenagens a personalidades do Cinema Nacional e ao Homenageado Capixaba, Claudio Tovar. A direção geral do Festival é de Lucia Caus.

Premiação

Na cerimônia de encerramento do Festival, serão anunciadas as obras contempladas com o Troféu Vitória em cerca de 20 categorias, além de possíveis menções honrosas. A escolha dos filmes premiados será feita por júris formados por profissionais com reconhecida inserção e carreira na área audiovisual.

Uma realização da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA), o 25º Festival de Cinema de Vitória tem patrocínio do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura e do Governo Federal, e acontecerá de 03 a 08 de setembro, na bela capital do Espírito Santo.

Serviço:

INSCRIÇÕES para o 25º Festival de Cinema de Vitória

Até 20 de maio pelo site www.festivaldevitoria.com.br

Sua bênção, Fernanda Montenegro e Lima Duarte !

Imagem relacionada

Na simplicidade de uma cena, a grandeza de dois intérpretes excepcionais !

                                                                                                    Aurora Miranda Leão*

Uma situação corriqueira do dia-a-dia, numa casinha simples do interior do Tocantins, em que são figuras centrais uma mulher e um homem, já na terceira idade. Os dois são amigos de longa data e por idas e voltas do destino, acabaram se encontrando, reencontrando e mantendo uma intensa e bonita relação afetiva.

A teledramaturgia, que nos dá a chance cotidiana de enxergar o Brasil em suas múltiplas configurações, com sua enorme teia de mazelas, contradições, incongruências, e sentidos, é quem nos traz também a possibilidade do encontro com nossa identidade. A galeria tem fartura para todos os gostos, e é tão rica que há anos nos tem premiado com reconhecimento internacional.

No meio do enorme acervo de obras, no qual há nomes do quilate de Bráulio Pedroso, Janete Clair, Dias Gomes, Jorge Andrade e Cassiano Gabus Mendes, temos os contemporâneos como Gilberto Braga, Ricardo Linhares, Walcyr Carrasco, Duca Rachid, Thelma Guedes e Joãao Emannuel Carneiro, para citar apenas alguns.

Pois hoje nos sentimos de tal modo arrebatada por uma cena ‘corriqueira’ da novela do horário nobre, que nossa primeira tomada de território foi pegar a caneta e escrever. Por isso, este comentário é sobre uma cena da novela de Walcyr Carrasco, O outro lado do paraíso.

A cena é tão trivial que um espectador menos atento pode passar por ela batido. Mas é justamente na extrema simplicidade de sua construção que está imersa a profunda riqueza de sua produção de sentidos. É no assenhorar-se do corriqueiro – como quem debruça na janela e admira o vento a secar roupas no varal – que reside a eloquência de toda a significação da cena.

Fê 3

Fernanda e Lima reafirmam grandeza excepcional da Teledramaturgia Brasileira ! 

Não há um conflito enorme, não houve nenhum gancho especial, nenhuma interrupção necessária para preparar o espectador, nada de grandes diálogos, falas bem elaboradas, figurinos ou iluminação diferente para nos transportar para um clima A ou B. Todo esse aparente e ordinário lugar comum da cena serviu para ressaltar, emoldurar e destacar ainda mais a grandeza da cena exibida nesta quarta pela TV Globo em O outro lado do paraíso.

Para nós, a novela marcou com a cena seu inesquecível 7 a 1 e serviu para nos tirar o foco da situação crítica terrível  em que está assolado o país – violência e desmandos políticos que corroem o país inteiro –, e para conduzir nossa emoção rumo a uma fenda de esperança que ainda existe e que nos reaviva a crença de que ainda é possível acreditar no país, apesar de tudo e mesmo diante de tanta criminalidade, de toda ordem.

Uma cena como a que Fernanda Montenegro e Lima Duarte protagonizaram nos faz crer que a Teledramaturgia ainda é capaz de nos salvar do abismo em que nos assolaram.

E nos deparamos com indagações assim:

Que país do mundo pode exibir em sua televisão aberta, em horário nobre, um duelo de Gigantes da Cena como o Brasil ?

Que Narrativa de Ficção Seriada do mundo – além da nossa – pode se orgulhar de oferecer ao seu imenso público cotidiano, de graça, a honra de ver a contracena dramática, em sua forma mais perfeita de excelência artística ?

f e L 2

Que Teledramaturgia do continente pode de arvorar de ter Fernanda Montenegro e Lima Duarte como dois Patrimônios vivos e genialmente sublimes de sua densa e complexa engrenagem estética ?

Nós podemos ! E contar com estes dois gigantes da Cultura Brasileira dando o show desta noite – digno de aplausos em cena aberta – em meio ao caos ético e político em que está chafurdado o país, é um alento e um sopro de esperança em meio ao inóspito cenário em que estamos todos mergulhados !

Por isso é que a gente só pode é RIR MUITO quando a TV Globo concorre ao Emmy e quem ganha é a teledramaturgia (?) da Turquia...

Viva, Fernanda Montenegro !!!
Salve, Lima Duarte !!! 

Ainda que por nada mais merecesse elogios, só por contar com a atuação de Fernanda Montenegro e Lima Duarte, e, sobretudo, pela cena magnânima do capítulo desta quarta, 28 de março, a novela O Outro Lado do Paraíso já pode estampar agora o selo de reconhecimento e aplauso à cena mais linda deste Março de 2018 !

         Levando em conta, ademais, que Lima Duarte é o ator mais longevo em atuação no país – ele está na primeira imagem exibida pela TV brasileira, em setembro de 1950, quando a TV Tupi exibiu as primeiras imagens da TV no Brasil, e que Fernanda Montenegro é, reconhecidamente (por seus pares, pelo público e no mundo inteiro) a Primeira Dama do Teatro Brasileiro (com dezenas de personagens inesquecíveis vividos nos palcos – de Shakespeare a Nelson Rodrigues, de Fassbinder a Domingos de Oliveira, de Millôr Fernandes a Tchecov, de Augusto Boal a Adélia Prado -, a presença dos dois atores na narrativa ficcional brasileira se agiganta !

  Para quem perdeu: a personagem de Fernanda vai avisar que se descobriu viúva e pede o amigo em casamento. Mas ele não aceita que a iniciativa parta da mulher e diz que ele é quem tem de pedir. É tudo muito simples, mas tudo o que a aparente singeleza esconde, explode em atuações soberbas e fornece um material riquíssimo de significações para diversos estudos a partir da narrativa teledramatúrgica.

Um show emocionante, lindo, estupendo ao leve alcance de um click ! Acesse pelo site Globo.com ou veja/reveja pelo Globo Play !

F e L

Um caloroso Parabéns aos notáveis Fernanda Montenegro e Lima Duarte !!! E vida longa à nossa Teledramaturgia !!!