Os Dias Eram Assim… Perdoem a sinceridade mas o AMOR é que imortalizou Fernando Pessoa

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*Aurora Miranda Leão 

A seleção brasileira fazia o jogo final da Copa de 1970. Nas ruas, um clima de euforia. Na história que pulsava por baixo dessa euforia de quem está prestes a sagrar-se campeão mundial, corria outra sensação, a de aviltamento da dignidade humana, alicerce do período sombrio da ditadura brasileira.

Há uma dor funda e recente que cerca esse momento da vida brasileira. Aquele tempo ainda não foi bem assimilado na memória nacional. É difícil falar sobre aqueles dolorosos anos e, talvez por isso, ainda há quem duvide que eles existiram de fato.

O período sombrio que extirpou a liberdade do cotidiano nacional cheira a repressão, ditadura, violência, aviltamento dos direitos fundamentais, cerceamento da liberdade, e é sobre isso que fala a supersérie Os dias eram assim.

Estreada no último dia 17 de abril, a obra tem co-autoria de Ângela Chaves e Alessandra Poggi, e direção capitaneada pelo mestre Walter Carvalho (o festejado paraibano diretor de fotografia de tantos trabalhos memoráveis), com direção geral de Carlos Araújo.

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Marco Ricca é um delegado e Cássia Kiss a mãe cujos filhos são perseguidos…

É nesse contexto da ditadura, tematizado em Os dias eram assim, que Alice (Sophie Charlotte) e Renato (Renato Góes) se conhecem e iniciam uma história de amor que vai atravessar quase duas décadas, cruzando com eventos históricos importantes. Da repressão às Diretas Já, o amor vai passar por vários percalços, e talvez sobreviva: medo, intrigas, separação, dor, tristeza, esperança.

Renato é médico e primogênito de uma família de classe média, moradora de Copacabana. Tem dois irmãos, os estudantes Gustavo (Gabriel Leone) e Maria (Carla Salle).  O pai era professor universitário e a mãe é dona de uma livraria, Vera (Cássia Kis). Cada um a seu modo, estão todos engajados na luta pela liberdade: enquanto Gustavo sai às ruas, Maria usa a arte como forma de expressão.

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Sophie Charlotte esbanja meiguice, talento e sensualidade em Os dias eram assim…

No universo da jovem Alice (Sophie Charlotte), a batalha é contra o pensamento conservador da família. Questionadora, a estudante sempre bateu de frente com os pais. Dono de uma construtora, Arnaldo (Antônio Calloni) é um empresário rico e de padrões fascistas: não se conforma com o fato de a mulher, Kiki (Natália do Valle), nunca ter conseguido reprimir a inquietude da filha. Para ele, a mulher é a culpada por tudo de ruim que acontece no lar e na família. O empresário é um típico vilão, homem deplorável que causa nojo e revolta, feito com invejável maestria por um Ator do quilate de Antônio Calloni.

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Antônio Calloni em interpretação memorável, e Natália do Valle em sua melhor atuação

Alice apaixona-se por Renato e, a partir daí, começa a ter rasgos de insuspeitada coragem: o primeiro passo é ir contra o desejo dos país e contrariar o principal projeto deles para a vida dela: a jovem rompe o namoro de anos com o machista Vitor (Daniel de Oliveira), que não se conforma com o rompimento. Tudo o que Vitor deseja é tornar-se dono da fortuna do pai de Alice. O casamento seria a concretização de seu ideal.

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Daniel de Oliveira, Antônio Calloni e Marco Ricca em grandes atuações…

O abjeto Vitor é braço-direito de Arnaldo na construtora, e filho  arrogante e oportunista Cora (Susana Vieira). Os mundos de Renato e Alice se cruzam por amor e serão separados pela divisão ideológica entre as duas famílias, potencializada pelo ambiente político reinante no país. Ambientada entre as décadas de 70 e 80, período que vai da repressão às Diretas Já, a supersérie Os Dias Eram Assim é exibida por volta das onze da noite e vem tendo boa audiência.

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Gabriel Leonne empresta força e competência ao personagem Gustavo…

Aqui, como em todo o formato da teleficção audiovisual, o drama amoroso é o grande motim: “A História é o pano de fundo dessa trama de amor. Tratamos de encontros e desencontros desse casal que é separado de forma abrupta e, depois, vai se reencontrar quando os dois já não são mais os mesmos”, diz Ângela. Já Alessandra afirma: “Alice e Renato vivem uma história de amor muito forte no primeiro momento, mas, quando são separados, cada um resolve seguir sua vida. A maior parte da história ocorre após o reencontro, no período de pré-abertura política, em 1984”.

Para nós, soa engraçado, para não dizer apressado e preconceituoso, os comentários acerca da supersérie que pretendem analisar uma obra que não é a que está na TV. A supersérie fala sobre uma história de amor interrompido, como assim acontece em qualquer obra teledramatúrgica. Basta ler um pouquinho sobre o tema para saber que a telenovela tornou-se nosso maior produto cultural de exportação e ocupa um lugar de destaque na programação televisiva diária, sendo que existe desde  1951 e, a partir de 1963 tornou-se atração diária. De lá pra cá, o gênero se consolidou e tem clara filiação melodramática. Portanto, querer ver uma telenovela e acreditar que seu principal enfoque não será uma história de amor é desconhecimento, ingenuidade ou má vontade.

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Mariana Lima, Bárbara Reis e Bukassa Kabengele: família que também será vitimada…

A nós, o que nos parece mais instigante é justamente o fato de repetir-se uma fórmula, absolutamente popular e consagrada, e, mesmo assim, continuar agradando e atraindo imensa audiência. Fazendo uma analogia com o cardápio gastronômico, a telenovela é assim uma espécie de bolo do cardápio: há uma enorme variedade, com predileções variadas, mas a base da receita é sempre a mesma, atrai inúmeros seguidores, pode ser feita com diferentes ingredientes, mas o que sobressai é um paladar de alta fidelidade: não há quem não goste de bolo, embora as preferências de gosto variem constantemente.

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Renato Goes e Sophie Charlotte: o casal protagonista…

Pois é, e ainda argumenta-se que a história de Os dias eram assim tem clichês típicos de novela. Ora, pois, se uma minissérie é assim um ‘primo rico’ da telenovela, como não ter clichês típicos de seu gênero ? Como fugir ao padrão que tornou o gênero o carro-chefe da programação televisiva brasileira ? E por que haveria de se mexer num ‘time que está ganhando’? Não estamos assistindo a um filme ou acompanhando uma encenação teatral: Os dias eram assim é uma supersérie, ou seja: tem o mesmo esquema básico clássico de uma telenovela, apenas o formato é menor que o desta, embora maior que o de uma minissérie. Seguindo com nossa analogia, o bolo pode ter outro formato e recheio, mas será sempre um bolo, e não um risoto, um suflê ou uma empanada.

A fórmula de telenovelas, minisséries, microsséries, casos especiais, superséries – teleficção audiovisual – é a mesma há dezenas de anos, e o que encanta é ela permanecer sempre igual em sua diferença de cada novo título. Sempre com a mesma força e capacidade de atrair. E talvez aqui resida um dos trunfos de seu aprimoramento e apuro técnico: como há um sequenciamento ad infinitum do mesmo formato, as equipes realizadoras das telenovelas se esmeram, cada vez mais, ao longo de toda a história da Teledramaturgia Brasileira, em fazer com mais rigor  e preciosismo, primando pela capacitação de seus profissionais e a excelência do produto final. Isso é o que podemos constatar diariamente, em qualquer dos horários em que são exibidas as telenovelas (acompanhamos quase todas porque somos admiradoras do gênero desde crianças). No momento atual, estão no ar duas obras-primas: Novo Mundo, recém-estreada, e Rock Story, que se aproxima do desfecho. Além disso, o que afirmamos pode ser referendado observando-se a enorme penetração da produção brasileira no exterior (mais de 130 países compram nossas telenovelas). E quanto mais esse mercado foi crescendo ao longo dos anos, mais o gênero se consolidou e as equipes técnicas, imensas e valorosas, foram sendo lapidadas – direção, fotografia, luz, cenário, maquiagem, direção de arte, trilha sonora e musical, caracterização –, chegando ao patamar que hoje vemos diariamente na telinha e que nos impactam, cada dia mais, pela excelência técnica e artística que exibem.

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Afinal, se a história de amor incomoda por ser o fundamento dos enredos, vale lembrar uma condição básica: o tempo consagra como clichê o que é  considerado bom para a grande maioria. Como bem disse o cineasta Woody Allen: “Algumas vezes, um clichê é a melhor forma de se explicar um ponto de vista”. E o clichê foi popularizado por ser reconhecidamente atraente e imbuído de qualidades intrínsecas: quem descobriu, aderiu, quis imitar, propagou, virou moda e contagiou. E o poeta Fernando Pessoa sabia tanto e tão bem disso que imortalizou o melhor e mais sábio de todos os clichês: o AMOR.

E, parafraseando o notável poeta português, dizemos:

“Todas as histórias de amor são

Ridículas.

Não seriam histórias de amor se não fossem

Ridículas.

As histórias de amor, se há amor,

Tem de ser ridículas.

Mas, afinal,

Só as criaturas que nunca escreveram

Histórias de AMOR

É que são Rídiculas.” 

*Em post posterior, falaremos sobre o elenco e a narrativa.

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Alice e Renato: amor à primeira vista enfrenta barreiras difíceis…

Marina Ruy Barbosa e Daniel Rocha vão estrear no cinema

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Sequestro Relâmpago é o nome do novo longa-metragem da premiada cineasta Tata Amaral. Inspirado em fatos reais, o filme conta a história de uma jovem sequestrada na noite de São Paulo. Seus sequestradores, também jovens, poderiam ser seus colegas de escola. Mas vivem em lugares distintos, separados pelo rio Pinheiros e pelas diferenças sociais, econômicas e culturais. O filme marca a estreia de Marina Ruy Barbosa e Daniel Rocha no cinema.

Na trama, Isabel (Marina Ruy Barbosa), ao sair de um bar num boêmio bairro paulista, é surpreendida por dois jovens, Matheus (Sidney Santiago) e Japonês (Daniel Rocha), que a forçam a entrar em seu carro. Matheus e Japonês não são amigos, estão juntos apenas para fazer uma série de sequestros naquela noite e Isabel é a primeira vítima. Só que o plano dá errado porque os dois não conseguem acessar o caixa eletrônico e decidem manter Isabel como refém até a manhã seguinte. Os três passam a noite dirigindo de um lado para o outro, a maior parte do tempo em avenidas e bairros às margens da cidade. Matheus e Japonês não sabem o que fazer com Isabel. Refém em seu próprio carro, a jovem precisa negociar sua vida. Ainda completam o elenco, Projota, MC Linn da Quebrada, Danilo de Moura, João Signorelli, Malu Bierrenbach, Tess Amorim, Jô Freitas, Marina Matheus, Paula Pretta, André Whoong, Che Moais, entre outros.

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Em Sequestro Relâmpago, Sidney Santiago, Daniel Rocha e Marina Ruy Barbosa, que retomam parceria da novela Império…

Com roteiro de Marton Olympio, Henrique Figueiredo e Tata Amaral, direção de arte de Vera Hamburger, direção de fotografia de Carlos Zalasik, produção executiva de Rafaella Costa e música de André Woong e convidados, “Sequestro Relâmpago”, é uma oportunidade de rodar por São Paulo.

O filme é uma produção da Tangerina Entretenimento e Manjericão Filmes em co-produção com a Globo Filmes.

Sobre Marina Ruy Barbosa

Conhecida atualmente pelo público de telenovelas, Marina começou a carreira ainda criança, quando realizou alguns trabalhos de comerciais e propaganda. Aos nove anos, foi chamada para fazer sua primeira novela e desde então, a atriz vem se destacando como um dos grandes talentos de sua geração. Participou de diversas telenovelas como Começar de Novo (2004), Belíssima (2005), Sete Pecados (2007), Escrito nas Estrelas (2010), Morde & Assopra (2011), Amor Eterno Amor (2012),Amor à Vida (2013), Império (2014) e Totalmente Demais. Fez ainda as minisséries Justiça e Amorteamo, ambas da Rede Globo. No teatro, Marina estreou em 2005 na peça infantil Chapeuzinho Vermelho(musical) e em 2008, estreou no teatro adulto com a peça 7 – O Musical, de Charles Möeller e Cláudio Botelho, ao lado da atriz Ida Gomes. Em 2009, a atriz estreou como apresentadora do programa TV Globinho.Premiada atriz, Marina tornou-se uma referência em moda para as mulheres. Com seguidores pelo mundo inteiro nas redes sociais.

Sobre Daniel Rocha

Iniciou sua carreira artística no teatro aos 16 anos como aluno do CPT (Centro de Pesquisa Teatral) do consagrado diretor paulista Antunes Filho. Conhecido pelo público de Telenovelas, estreou na TV, em 2010, num episódio do seriado A Vida Alheia. Mais tarde foi chamado para integrar o elenco da novela Avenida Brasil, de João Emanuel Carneiro e direção de Amora Mautner, ganhando destaque com o personagem Roni. Em 2013, Daniel atuou na peça Amigos, Amigos, Amores à Parte e foi chamado para interpretar o médico Rogério na novela de Walcyr Carrasco Amor à Vida, ao lado de Marina Ruy Barbosa. Logo em seguida entrou na peça A História dos Amantes. Em 2013/14 interpretou o rebelde João Lucas, em Império, novela de Aguinaldo Silva e direção de Rogério Gomes, atuando ao lado de Alexandre Nero, Lília Cabral. Em 2014 fez a novela Totalmente Demais, direção de Luiz Henrique Rios, como o fotógrafo Rafael ao lado de Viviane Pasmanter. Em 2016/17 entrou para A Lei do Amor, de Maria Adelaide Amaral, como Gustavo ao lado de Cláudia Raia. “Sequestro Relâmpago” marcará sua estreia nos cinemas.

Sobre Tata Amaral

A paulistana Tata Amaral, 56 anos, é uma das mais talentosas e premiadas realizadoras da cinematografia recente. Com seus longas metragens, conquistou quase 70 prêmios em festivais nacionais e internacionais. A cineasta também se destaca pela experimentação e pela originalidade de seus trabalhos. Seu longa de estreia, “Um Céu de Estrelas” (1997), foi considerado pela crítica como um marco do cinema brasileiro, sendo eleito um dos três filmes nacionais mais importantes da década de 90, além de ter recebido dezenas de prêmios em importantes festivais internacionais nos Estados Unidos, Itália, Cuba e França (inclusive de melhor filme nos festivais de Boston e Trieste). “Antônia”, seu terceiro filme, inspirou a série de televisão homônima exibida na Rede Globo em 2006 com recorde de audiência para o horário e que foi indicada ao EMMY/2007, o Oscar da televisão. 

Em 2013 lançou o longa “Hoje”, que recebeu os Prêmios de Melhor Filme pelo júri e pela crítica no 44o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, além de prêmio de melhor roteiro, atriz, fotografia e direção de arte. O filme também foi premiado, em 2013, por Melhor Roteiro e Melhor Direção de Fotografia no Festival de Cine Unasur, em Ciudad de San Juan, Argentina, Melhor Atriz pelo Júri Oficial e Popular pelo Festival SESC de Melhores Filmes e Prêmio APCA de Melhor Atriz. Na sua filmografia ainda estão “Trago Comigo” (2016), “Através da Janela (2000)”, entre outros.

Raimundo Rodriguez: um guerreiro no cavalo de São Jorge !

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Raimundo Rodriguez finalizando o Cavalo de São Jorge, que estará em mostra especial na Gamboa, centro da capital carioca…

Raimundo Rodriguez, o notável artista plástico que transforma descartável e lixo em obra de arte – e que tem inteligência e sensibilidade para emprestar seu talento criador para dar conteúdo e beleza ao gênero telenovela – é incansável e ‘imparável’ ! Somos fã dele de carteirinha !

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E olha onde é que Raimundo vai estar amanhã: o dia é de Jorge Guerreiro, e é claro que o fecundo artista só podia estar homenageando seu santo protetor, como cabe a quem de fato se inscreve como devoto.

Neste domingo, 23 de abril,  Raimundo Rodriguez será o anfitrião de Salve São Jorge 23, uma mega exposição inaugural para saudar o Porto das Artes, novo polo de Cultura na Gamboa, zona portuária do Rio – prédio da fábrica de espetáculos do Theatro Municipal, na avenida Rodrigues Alves, 303.

Raimundo Rodriguez, conhecido também como o artista das intervenções urbanas, encabeça o convite para o vernissage da mega expô, na qual ele estará à frente de um coletivo de 200 artistas, inaugurando o espaço cultural PORTO DAS ARTES/ Fábrica de Espetáculos, na capital carioca, pertinho do Museu do Amanhã.

O convite para a abertura da mostra é atraente por si só: ninguém melhor que Raimundo Rodriguez para comandar a overture artística no novo cenário carioca.  Esta será a nona vez consecutiva que Raimundo presta homenagem oficial a São Jorge.

Para a expô deste domingo, Raimundo recriou uma de suas obras mais conhecidas: o Cavalo de São Jorge. Totalmente articulado e com mais de 30 movimentos, o cavalo participará de ‘cena’ com o ator Augusto Vargas, que encarnará o santo guerreiro numa performance que promete causar buchicho !

A exposição comandada por Raimundo Rodriguez vai reunir mais de 150 obras entre pinturas, esculturas, instalações, performances, gravuras, grafites e videoinstalações. São artistas dos mais diversos estilos criando arte com uma temática comum.

A ideia foi germinada a partir de um desejo pessoal e antigo do mestre Raimundo: o artista, criador de dezenas de cavalos articulados para a minissérie de Luiz Fernando Carvalho e Ariano Suassuna, A Pedra do Reino, construiu um para seu acervo particular. Nada mais justo. Como ele mesmo revela: “Adoro cavalos e nunca fiquei com um para mim”.  

Salve São Jorge 23 será aberta amanhã e vai ficar aberta à visitação até dia 6 de maio, com entrada gratuita. Vamos à Gamboa ! E Viva São Raimundo Jorge Guerreiro Rodriguez !

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Saiba mais sobre RAIMUNDO RODRIGUEZ

O artista plástico Raimundo Rodriguez tem fixação por arte, em especial, por obras que dão uma nova dimensão a materiais reciclados, como sobras de madeira, ferro e plástico. Cada um deles, diz, tem energia própria, carrega uma história, por ter passado pelas mãos de outras pessoas. Assim como o painel multicolorido, feito por ele com latas de tinta, que ganhou posição de destaque acima da porta de sua casa. Ou como os tijolos de demolição, centenários, usados para erguer toda a construção.

Raimundo Rodriguez (RR) é um cara inquieto: “Tanto na vida como na arte, gosto de muito”. Tem fascínio por transmutar coisas aparentemente imprestáveis, e um dom especial por criar obras de arte a partir de materiais reciclados ou de peças que a quase totalidade das pessoas vê como coisas velhas, feias, descartáveis.

RR mora numa bela casa, na qual o aproveitamento de peças e a reciclagem de material também impressiona: lá, ele coleciona muitas obras de artistas brasileiros, como Timbuca, Clarissa Campello, Deneír e Felipe Barbosa.

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Raimundo Rodriguez ladeado por Janete Scarani e Aurora Miranda Leão

Raimundo também possui raridades, como um painel original do lendário profeta carioca Gentileza que tinha ido parar no lixo. Em sua galeria particular, Rodriguez não gosta de desperdiçar nada: “A arte contemporânea é marcada pelo excesso. Eu detesto perdas. O que me interessa é transformar”, sentencia.

Filho de carpinteiro, Raimundo Rodriguez é autodidata e, além de artista plástico, é também animador cultural e um dos fundadores do coletivo de arte Imaginário Periférico: “Me orgulho de nunca ter tido carteira assinada. Não ter segurança no emprego sempre me fez viver em movimento”, decreta o devoto de São Jorge, que tem espalhados pela casa diversas imagens e amuletos do santo.

Em 2013, RR foi convidado a construir um Cavalo de São Jorge para a comissão de frente da escola de samba carioca Beija Flor.  E a nota não podia ser outra: 10 por unanimidade ! 

Cearense, Rodriguez mudou-se com seus pais para a Baixada Fluminense ainda criança e nunca mais saiu. Ali ele construiu uma adorável casa, bonita e silenciosa, onde mora com a companheira da vida toda, a produtora Janete Scarani. E diz, muito tranquilo – como aliás Raimundo sempre é – que não troca o lugar por nenhum outro do Rio: “Nova  Iguaçu é uma espécie de ‘Nordeste fluminense’. Sempre digo aos amigos: se nunca foi a Caruaru, venha a Nova Iguaçu”, brinca o artista plástico.

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Um dos altares de Velho Chico, criação de Raimundo Rodriguez…

Como exímio diretor de arte que é,  Raimundo Rodriguez tem seu belíssimo trabalho com cenografia/figurino/direção de arte entranhado em obras como as minisséries A pedra do reino, Hoje é dia de Maria, Capitu, Alexandre e outros heróis, e nas novelas Meu Pedacinho de Chão e Velho Chico (para a qual criou vários altares, mais de mil santos e cerca de 500 estandartes).

É ou não é para aplaudir de pé a criatividade invulgar de Raimundo Rodriguez ?

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Um dos belos ambientes cenográficos de Meu Pedacinho de Chão, obra de Raimundo Rodriguez…

Final de A LEI redime erros e deslizes da novela

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       *Aurora Miranda Leão

Quem gosta de acompanhar telenovelas, sente quando uma trama descamba para o inverossímil ou quando seus autores perdem o controle da ação e bailam na curva.

Os previsíveis desvios de rota, ou colisões mais ou menos sérias, tem chances de recuperação, sempre, e a melhor delas é introduzir indícios de real no material dramatúrgico. Assim, o telespectador de pronto faz suas próprias conexões e é levado, sutilmente, a se sentir partícipe da obra.

Foi assim com A LEI DO AMOR, encerrada ontem. A novela criou vários pontos de paridade com o real, mas uma cena especial do capítulo final, elevou essa equivalência a um nível emblemático. No momento em que escrevemos estas linhas, uma conversa no espaço vizinho, revela o quanto o final de A Lei mexeu com o imaginário popular…

A trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari chegou ao fim com muito boa audiência, como é corrente nas ficções teleaudiovisuais das 21h, que mobilizam sempre a audiência, quer pelo lado da crítica ou pelo viés da adesão.

Ter uma história central forte com um conflito relevante, que faça esse ‘esqueleto’ perdurar com vigor por cerca de 6 a 8 meses – tempo corriqueiro para as telenovelas da TV Globo -, é fundamental para cativar a audiência. A Lei começou com sinais de que teria um thriller político como fio condutor.

Nós, que vínhamos de um mergulho sensório belo e profundo nas entranhas de Velho Chico (obra da notável parceria de Benedito Ruy Barbosa, Bruno Luperi e Luiz Fernando Carvalho com auxílio luxuoso de Raimundo Rodriguez), ressaltamos: desde a estreia, pareceu-nos ver em A Lei do Amor uma tentativa imagética e musical de revalidar sentidos estéticos desenhados (com imensa maestria) pelos artífices de Velho Chico (VC). Senão vejamos: o casal principal (Helô e Pedro) também havia sido separado por artimanhas de vilões que os fizeram ficar distantes por 20 anos (em VC, o afastamento de Teresa e Santo foi de 30 anos); os encontros mais felizes de Santo e Tereza se passavam à beira do famoso rio nordestino. Em A Lei, Pedro e Helô começam seu romance com viagens no veleiro do jovem apaixonado, e as tomadas iniciais (com o veleiro visto do alto e o mergulho do casal no mar) apontavam claras marcas indiciais de intercessão com a ambiência estética de VC. Nada demais: é salutar retomar caminhos que se mostraram belos e abriram janelas para uma bela construção sensorial. E a saudade da trama semeada às margens do São Francisco, referendada por um diálogo artístico com a obra anterior à LEI, também pode ser registrada através da grande ciranda de abertura da trama: pés correndo em direção a melhores oportunidades ou a novos enredos num chão de terra batida, por onde escorre um riacho, como a trazer de volta o sertão ressignificado por VC.

Também na trilha, essa subliminar sintonia com a história anterior se fez presente, submersa ou alicerçando a camada de sentidos principal: se em VC nomes de insuspeita qualidade musical eram também fio condutor do enredo (Elomar, Xangai, Maria Bethânia, Tom Zé, Caetano Veloso, Lenine), em A Lei do Amor também houve (com mais força nos primeiros meses) uma valoração de canções e compositores de reconhecido destaque no cancioneiro nacional, como Roberto Carlos (“À distância”), Raul Seixas (“Cowboy fora da lei”), Gonzaguinha (Grito de alerta); Dalto (Pessoa, sucesso dos anos 80 na voz de Marina Lima). E ainda na interpretação da notável Bethânia para a  belíssima canção Era pra Ser, de Adriana Calcanhotto, tema do casal Thiago e Isabela, que voltou com primorosa eloquência no capítulo final.

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Desfecho insólito para a terrível vilã Magnólia, a grande personagem de A Lei do Amor

Ao observar os muitos comentários sobre A LEI DO AMOR via imprensa e redes sociais, o que mais chamou-nos atenção foi o fato de ninguém reportar-se à direção da novela. E eu mesma me peguei surpresa ao pensar em quem assinava a direção: tive de ir pesquisar pois não lembrava o nome do diretor. Natália Grimberg e Denise Saraceni são as responsáveis.

Neste ponto, que é crucial e onde concentra-se grande parte do resultado de uma obra de ficção teleaudiovisual, registra-se a primeira clara distinção entre A LEI e Velho Chico, por exemplo. Enquanto em A LEI ninguém toca no nome do diretor ao comentar a obra, é impossível falar de VC sem citar Luiz Fernando Carvalho. Apenas uma ressalva relevante que reafirma o diretor como co-autor da obra, ainda quando existe apenas um roteiro a ser filmado (óbvio que, novela começada, há o elenco e toda uma grandiosa equipe que constroem juntos o êxito ou fracasso da obra).

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Vera Holtz em mais uma atuação notável !

Feito esse adendo sobre a questão da direção, vamos aos acertos do capítulo final de A Lei do Amor:

  1. O final trágico de Magnólia, insólito, à altura da personagem, e trazendo o simbolismo da força do trem da vida, cantado na música-tema de Villa-Lobos e Ferreira Gullar, para o centro do desfecho;
  2. Não mostrar o enterro de Magnólia: a dona de vilania tão ostensiva e maléfica não merecia condescendência alguma, nem mesmo na diegese;
  3. A vitória do amor de Helô e Pedro com o nascimento do filho tão esperado: é corriqueiro mas não deixa de emocionar, sempre, a chegada do NOVO trazendo luz em qualquer ambiente, sobretudo ali, após o aflitivo sofrimento vivido pelo casal e suas famílias nos últimos capítulos;
  4. O final em aberto para a relação Isabela-Thiago: autores fizeram uma opção condizente para um casal complexo desde seu início, aludindo à contemporaneidade de um mundo quase perplexo ante mudanças tão rápidas e avanços comportamentais impensáveis décadas atrás;
  5. Boa solução para a punição de Tião Bezerra: um AVC que o deixa preso a uma cama de hospital (o todo-poderoso, com toda a fortuna que amealhou, completamente sozinho), remetendo a uma situação dos primórdios da novela, quando o personagem tinha tido um ‘apagamento’ de memória em plena ponte da cidade de São Dimas;
  6. Dois casais homossexuais leves e felizes em meio a uma festa promovida pela prefeita Salete. A ficção referendando cenários de tolerância e enfatizando a dimensão maior do amor, que corre por diversos atalhos: personagens de Maria Flor (Flávia) e de Raphael Ghanem (Gledson) curtindo plenamente com seus pares formados;
  7. Hércules e Aline, deploráveis vilões, elevados à categoria de mendigos em meio à invisibilidade cotidiana da metrópole;
  8. A surpresa, estendida ao máximo, para o par final de Letícia (Isabella Santoni), culminando por ser quem foi, o bem-humorado Antônio (Pierre Baitelle), seu eterno apaixonado.
  9. Ter citado a dor da tragédia de Mariana através do personagem de Gianecchini (Pedro, o rico bom moço e justiceiro) a cobrar punição para o terrível crime ambiental que vitimou a pequena cidade mineira;

10. A cena final, com viés acentuadamente político, promovendo uma imediata homogenia com o atual cenário político brasileiro. Neste ponto, a presença de Tony Ramos como o notório político do ‘rabo preso” que vai ascender à presidência, e terá ao seu lado a tradicional ‘loura burra’ (feita com esmerado requinte por uma convincente Grazi Massafera), foi triunfante ! Tony foi o intérprete perfeito para todas as ilações imediatas… e a comemoração das futuras vitórias políticas – em espaço luxuoso no qual dividem a mesma mesa, a corrupção, a imoralidade ética, a falta de escrúpulos, os desmandos com a coisa pública, os desvios de verbas, as prevaricações, a instrumentação religiosa, a desonestidade de propósitos, o desrespeito ao erário público, e o desprezo pelos que defendem e lutam por uma vida digna num país com tantos problemas colossais e quase insolúveis, foi um ganho excepcional da novela, através do qual se ‘perdoam’ ou tornam-se de somenos importância os muitos baixos e enganos do enredo.

Ainda que você não tenha visto o último capítulo, veja as imagens de sua cena final, e confirme: para bom entendedor, meia equivalência diz tudo, ainda que numa obra assumidamente de ficção.

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Licença Poética ou ‘furos perdoáveis’

De onde apareceu o carro possante que Isabela dirigiu para levar Thiago à Ilhabela, ela que começara a estudar (antes de virar Marina), com ajuda financeira de Helô – num país em crise como o nosso, como explicar que Marina conseguiu, honestamente, arrumar tão rápido uma fonte de renda para lhe garantir a posse de um carro daquele nível ?

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Como Marina conseguiu a chave que lhe abriu as portas da casa de Ilhabela ?

A rapidez com que Letícia passou a achar o amado pai Tião um homem de ações deletérias;

A igualmente rápida mudança de atitude do apaixonado Pedro, que rapidamente abandonou o lar onde dividia o cotidiano com a amada Helô, ao descobrir uma filha de 4 anos com uma mulher que não via há tempos;

A acelerada mudança de atitude de Mileide, que de mulher com certas conexões paranormais, virou uma fina interesseira no enriquecimento e na ascensão econômica e política… mas a criação/instalação de sua Igreja Sincrética Circular pagou todos os atropelos com a verosimilhança !

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Helô e Pedro num final feliz como o público queria !

Marcelo ADNET e Marcius Melhem encharcam TV de Humor, Talento, Inteligência e Ironia !

*Aurora Miranda Leão

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O programa mais bacana da grade atual da TV Globo responde pelo sugestivo nome de Tá no Ar: A TV na TV !

Em sua quarta temporada, o programa assinado por Marcelo Adnet e Marcius Melhem  insere-se naquele grupo singular de programas que consegue ser sempre novo e melhor a cada edição.

Tá no Ar: a TV na TV é escrito por Alexandre Pimenta, Angélica Lopes, Daniela Ocampo, Leonardo Lanna, Marcelo Adnet, Marcius Melhem, Maurício Rizzo, Thiago Gadelha e Wagner Pinto e tem redação final de Marcelo Adnet e Marcius Melhem. A direção geral é de Mauricio Farias. No elenco, além de Adnet e Melhem, Danton Mello, Luana Martau, Carol Portes, Georgiana Goes, Marcio Vito, Maurício Rizzo, Renata Gaspar, Veronica Debom e Welder Rodrigues.

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Esta temporada de TÁ NO AR avaliza o quarto ano do programa como atração televisiva competente, importante e poderosamente inteligente: Marcelo Adnet, Marcius Melhem e companhia seguem criativamente instigantes, capazes de transmutar o tantas vezes combatido efeito zapping num mote para fazer rir com hilárias paródias da vida nacional, com as quais o público rapidamente sintoniza.

Seja simulando programas conhecidos, parodiando comerciais, ou simplesmente exercitando o melhor do besteirol, Tá no Ar segue como o melhor programa de humor da televisão brasileira na atualidade !

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Um dos quadros mais aguardados: Adnet como o revolucionário que detesta a TV Globo 

Com o contexto político nacional, onde assuntos espinhosos e tantas vezes vexatórios são cotidianos, os criadores do TÁ NO AR exercitam com maestria sua capacidade de fazer rir, criticar, informar, opinar, e fazer chacota com temas que o telespectador imediatamente sintoniza. Isso pôde ser visto logo na estreia da temporada 2017 com a chamada do filme “A Dama da Delação”, atração do “canal Brasília”,  cujo logo no canto da tela fazia alusão ao Canal Brasil e seu catálogo de chanchadas nacionais. No enredo, ações típicas do esquema de corrupção, tudo sendo gravado por uma moça, digamos, “nada recatada”. Fácil encontrar semelhança com a realidade brasileira. Outro esquete divertido parodiava o comercial de um supermercado carioca, no qual um animado garoto-propaganda anunciava demissões em massa num momento de crise. O TÁ NO AR aproveitou para colocar o dedo na ferida com sua costumeira eloquência, parodiando o comercial do Banco do Brasil, com o slogan “Branco no Brasil: há mais de 500 anos levando vantagem”. 

A cada terça, o programa parece vir ainda mais inspirado ! Pena que já está sendo anunciado o final desta temporada 2017: programa com a qualidade de TÁ NO AR deveria fazer parte da grade permanente da TV. Assim como OS NORMAIS, Casseta & Planeta, e MISTER BRAU, Tá no Ar sair da grade de programação provoca imediato mal-estar no público quando se aproxima seu fim indesejável.

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Luana Martau e Marcius Melhem em quadro hilário sobre música sertaneja…

No programa da terça, 14 de março, o quadro em que Marcius Melhem aparece sendo entrevistado como um estudioso do ritmo musical Sertanejo, dizendo que ele surgiu no século XIX, e já nasceu revolucionário, dando exemplos do ritmo bombando em várias partes do mundo – como aconteceu no final dos anos 50 – foi ANTOLÓGICO !!!

Naquele tempo, segundo o estudioso, o Sertanejo já fazia enorme sucesso em Cuba… Pense num gol de placa ! Sensacional ! Melhem era o estudioso, enquanto Marcelo ADNET aparecia protagonizando um clipe produzido em grande estilo. Vale ressaltar que, neste quadro, ADNET fazia sempre o vocalista dos vários grupos sertanejos mostrados. Sim, porque depois da passagem por Cuba, teve também uma amostragem do sucesso do Sertanejo na China… Hilárioooo !!!

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O ritmo Sertanejo já fazia muito sucesso em Cuba nos anos 50…

OUTROS DESTAQUES:

“Classificação indicativa é um pé no saco”

A Tosca Produções com suas super ofertas no comércio

O Cine México com patrocínio dos SHUFFLES

THE VOICE OF TRONES

Ambientalistas da Paixão a primeira novela inteiramente auto-sustentável dda TV Brasileira.

Resta a você, que por algum compromisso importante, desatenção ou sono, pode ter perdido o programa, o consolo de assistir ao insólito TÁ NO AR: A TV NA TV via GloboPlay – o aplicativo gratuito da TV Globo !

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Risada garantida: Rick Matarazzo e Tony Karlakian, presenças obrigatórias do Tá no AR !

 

 

NOSOTROS: imigrantes cantam e dançam numa revoada em praça pública

A carreta-palco da Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes estaciona na capital paulista, mais precisamente no Parque do Trote, a bordo do espetáculo “épico-musical” NOSOTROS. O universo latino-americano entra em cena sob o ângulo mitológico.

A história nasceu por meio de entrevistas com imigrantes de vários países residentes em São Paulo, além da pesquisa sobre as mitologias andina (com o rei inca Inkarri) e brasileira (o mito Guarani da Terra Sem Mal). Daí surgiu Juanito, um imigrante que busca uma vida melhor para si e sua família. Um grupo de saltimbancos chega com o arauto Ekeko, o Deus andino da prosperidade, e com Aracy, uma andarilha indígena brasileira. NOSOTROS tem direção de Ednaldo Freire e dramaturgia do professor, cineasta, roteirista e dramaturgo Alex Moletta.

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SINOPSE:

Uma trupe de saltimbancos, conduzidos por uma revoada humana formada por imigrantes, narram a história de Juanito: um típico andino que deixa seu local de origem para tentar uma vida melhor numa terra sem mal chamada: Nosotros. Uma história permeada por desafios, comicidade, música, sonhos e angústias daqueles que ousam se aventurar por terras desconhecidas.

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FICHA TÉCNICA:

Direção:  Ednaldo Freire

Dramaturgia:  Alex Moletta

Cenário e Figurinos: Luiz Oliveira Santos

Músicas e Direção Musical:Gustavo Kurlat

Arranjos e Produção Musical: Vicente Falek e João Paulo Nascimento

Elenco: Aiman Hammoud, Mirtes Nogueira, Carlos Mira, Maria Siqueira,Giovana Arruda, Harley Nóbrega, Ian Noppeney

Orientador de Pesquisa: Hugo Villavicenzio

Preparação de Voz e Corpo: Verlucia Nogueira

Assistente de Cenografia e Adereços: Vânia Tosta

Cenotécnico: Edson Freire

Operador de Som: Gabriel Kavanji

Operador de Luz: Marco Vasconcellos

SERVIÇO: NOSOTROS, uma revoada latino-americana

                   Novo Espetáculo da Fraternal CIA

O QUE: Espetáculo teatral a ser apresentado no Parque do Trote, na Vila Guilherme, em São Paulo. QUANDO: Estreia dia 18 de março. Horário: 15h  ENTRADA FRANCA.

Cataguases VERDE na vanguarda da Cultura

Neste sábado, 18 de março, a partir das 19 horas, será inaugurada em Cataguases (MG), no Centro Cultural Humberto Mauro, a mostra VERDE 90 ANOS (1927/2017), organizada pelos poetas Joaquim Branco, P.J.Ribeiro e Ronaldo Werneck.

A exposição é composta por imagens & textos e, na noite de abertura, haverá um sarau com poemas dos integrantes da revista Verde pela equipe do Proler, um bate-papo aberto ao público com os organizadores da mostra, e o lançamento de dois livros: Uma Verde História, de Fernando Abritta & Joaquim Branco e Rosário Fusco por Ronaldo Werneck: Sob o signo do imprevisto

Além destes lançamentos e do sarau com poemas dos integrantes da revista, a exposição VERDE 90 ANOS vai mostrar fotos individuais e em grupos dos membros do movimento, de várias situações em casa, com a família, as capas das revistas e livros, os textos mais representativos, os logotipos criados por Rosário Fusco, desenhos e caricaturas, e as biografias resumidas de cada um dos “Verdes”. Haverá também um bate-papo com os organizadores, aberto a perguntas do público.
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“Em boa hora, o poeta e cronista Ronaldo Werneck nos oferece este excelente Sob o signo do imprevisto. É um título para constar da biblioteca de todos aqueles que cultuam Rosário Fusco e admiram Ronaldo Werneck”, diz o escritor Luiz Ruffato no texto de orelha do livro do querido poeta Ronaldo Werneck. Na apresentação, escreve Joaquim Branco: “O leitor que se prepare. Aqui conhecerá a (a)ventura imperdível de um romancista que excede o romance e extrapola todos os limites da criação literária e – por que não dizer? – humana”.
A Revista Verde
“Por que enredos da Providência Divina foi nascer, à beira de um riacho chamado Meia-Pataca, um grupo de poetas interessantes que hão de deixar uma certa marca no momento poético que estamos vivendo?” – perguntava-se o respeitado crítico Tristão de Athayde n´O Jornal, do Rio de Janeiro, em 1928, ao escrever sobre a revista Verde, lançada no ano anterior na mineira Cataguases.

 
VERDE tirou seis edições: as cinco primeiras em 1927; uma em 1928; e a última em 1929, toda dedicada a Ascânio Lopes, o principal poeta do grupo, que acabara de falecer, aos 22 anos. O primeiro número publicava apenas escritores mineiros – Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura etc – e entre eles os rapazes da cidade, núcleo de resistência da Verde e fundadores da revista: Ascânio Lopes, Cristóphoro Fonte-Boa, Camilo Soares, Enrique de Resende (o mais velho, então com 28 anos), Francisco Inácio Peixoto, Guilhermino Cesar, Martins Mendes, Oswaldo Abritta e Rosário Fusco, o mais novo deles, com 17 anos.
Já a partir do segundo número, vieram colaborações de escritores dos quatro cantos do país e até do exterior. Principalmente dos modernistas de São Paulo, capitaneados por Mário e Oswald de Andrade, que chegaram mesmo a escrever poema famoso dedicado aos rapazes da Verde, publicado no quarto número da revista, onde diziam: “Todos nós somos rapazes/ muito capazes/ de ir ver/ de forde verde/ os ases de Cataguases”
No terceiro número da VERDE é publicado um “abusado” manifesto, que se tornaria famoso e capaz de ser resumido nos seguintes itens:
 
1.º Trabalhamos independentemente de qualquer outro grupo literário.
2.º Temos perfeitamente focalizada a linha divisória que nos separa dos demais modernistas brasileiros e estrangeiros. 
3.º Nossos processos literários são perfeitamente definidos. 
4.º Somos objetivistas, embora diversíssimos uns dos outros.
5.º Não temos ligação de espécie nenhuma com o estilo e o modo literário de outras rodas.
6.º Queremos deixar bem frisada a nossa independência no sentido “escolástico”.
7.º Não damos a mínima importância à crítica dos que não nos compreendem.
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Ronaldo Werneck, Joaquim Branco e P.J. Ribeiro: preservando a memória da VERDE
Os dois textos sobre o livro de Ronaldo Werneck, assinados por Luiz Ruffato e Joaquim Branco, já estão no blog do escritor. Acesse:

Cine Ceará recebe inscrições

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As inscrições ao Festival de Cinema do Ceará estão abertas até o próximo dia 7 de maio.

A 27a edição do Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinemaserá realizada de 5 a 11 de agosto no Cineteatro São Luiz, no centro da capital cearense.

São competitivas as mostras Ibero-Americana de Longas-Metragens e Brasileira de Curtas-Metragens, cujo regulamento pode ser consultado em http://www.cineceara.com.

 As inscrições devem ser realizadas somente pelos canais online, que são o website do festival, através do preenchimento e envio eletrônico da Ficha de Inscrição, ou pela plataforma www.movibeta.com, onde o Festival está registrado com o nome “27º Cine Ceará”.

 O Cine Ceará tem a finalidade de levar ao público uma parcela significativa da produção de cinema e vídeo ibero-americanos, possibilitando o intercâmbio entre produtores brasileiros e dos países ibero-americanos, e a divulgação de novos talentos na área do audiovisual. Este ano, um dos homenageados será o ator e comediante Dedé Santanna.

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 MOSTRAS COMPETITIVAS

Para a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem podem concorrer trabalhos de curta-metragem de ficção, documentário, animação ou  experimental, com duração máxima de 25 minutos, concluídos a partir de 2016, que não tenham participado do processo seletivo de edições anteriores do Festival. Os realizadores devem ser brasileiros ou radicados no país há mais de três anos. A prioridade na seleção será para obras ainda não exibidas no estado. Os selecionados vão disputar o troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Curta-Metragem, Direção, Roteiro, Produção Cearense e Prêmio da Crítica.

A Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa Metragem é aberta a trabalhos de longa-metragem de realizadores da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha, concluídos a partir de 2015, nos gêneros de animação, ficção, documentário ou experimental, com duração mínima de 60 minutos. Outras informações sobre os critérios de participação devem ser consultadas nas disposições gerais do regulamento.

Na seleção desta mostra também serão priorizados filmes inéditos no Ceará. Os selecionados vão concorrer ao Troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Longa-Metragem, Direção, Fotografia, Edição, Roteiro, Som, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Ator, Atriz e Prêmio da Crítica.

Além do Troféu Mucuripe, o CineCE concederá ao vencedor na categoria de Melhor Longa-Metragem um prêmio em dinheiro, em moeda brasileira, no valor equivalente a dez mil dólares americanos. O pagamento será realizado sob a forma de recurso para distribuição da obra no Brasil.

O 27° Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, da Prefeitura Municipal de Fortaleza, via Secultfor, e do Ministério da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual. A realização é da Associação Cultural Cine Ceará, Corte Seco Filmes e Bucanero Filmes, com patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (SIEC) e da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

 SERVIÇO

27° Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema – Inscrições abertas até 7 de maio. O Festival vai acontecer de 5 a 11 de agosto. Informações: http://www.cineceara.com. E-mail: contatos@cineceara.com. Tel: (85) 3055-3465.

Pirenópolis prepara festival de cinema

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Seguem abertas as inscrições para as mostras competitivas do III PirenópolisDoc – Festival de Documentário, grifado para agosto no charmoso Cine Pireneus, na cidade goiana de Pirenópolis.

Para participar, os realizadores devem se inscrever pelo site www.pirenopolisdoc.com.br até 6 de maio, nas três categorias disponíveis: competição nacional de documentários de longa ou média-metragem (a partir de 31 min), competição nacional de documentários de curta-metragem (até 30 min), e competição regional, dedicada às produções goianas. Podem ser inscritos filmes e vídeos documentários realizados no Brasil ou em coprodução do Brasil com outros países, e finalizados a partir de janeiro de 2016. O regulamento completo está disponível no site.

A programação do festival traz novidades para este ano: parceria internacional com a Ao Norte, de Portugal, para a realização de uma mostra especial de documentários internacionais em língua portuguesa, além do Encontro Internacional de Estudos de Cinema, Fotografia e Artes Digitais, que em breve também anunciará a abertura para inscrições de trabalhos acadêmicos.

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A bela Pirenópolis, cidade turística por excelência, que vai abrigar festival de cinema documentário…

Inscrições para Filmes de Diversidade

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Abertas até 1º de maio as inscrições ao DIGO – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás -, a ser realizado entre primeiro e 4 de junho, em Goiânia.

São aceitos curtas e longas-metragens de qualquer gênero, desde que relacionados à temática da sexualidade humana em suas diversas formas de expressão. Os filmes devem ter sido produzidos a partir de 2015, sem disponibilidade na internet, e ter no máximo 25 minutos de duração.

A inscrição online deve ser feita no site do DIGO, http://digofestival.com.br/digo. A lista final dos filmes selecionados será divulgada até 10 de maio e as cópias de exibição das obras devem ser enviadas até 20 de maio.

Para o DIGO, estão previstas mostras paralelas e competitivas, sendo que somente os filmes escolhidos pelo júri oficial e júri popular receberão o Troféu DIGO. Ainda está prevista a realização de performances, teatro, exposições e debates para incentivar diálogos sobre temáticas que envolvam a diversidade sexual e de gênero.

O DIGO faz parte da Red DIVERCILAC – Diversidad em el Cine Lationamericano y Caribeño – rede de festivais da América Latina e do Caribe -, o que proporcionará aos inscritos a possibilidade de participação na programação em festivais internacionais em regime de network e vice e versa, além de mostras especiais itinerantes.

Os melhores curtas-metragens serão contemplados com o Troféu DIGO, a ser entregue para as diversas categorias, incluindo melhor direção, roteiro e interpretação em curtas goianos, nacionais e internacionais. O público também elegerá seus curtas nacionais e internacionais preferidos, que os quais também receberão troféu. Dentre os prêmios especiais, estão o Prêmio Christian Petermann (Menção Honrosa) para Melhor Filme.