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Abraccine na escolha do filme brasileiro candidato ao GOYA

A ABRACCINE – Associação Brasileira de Críticos de Cinema, presidida pelo jornalista Luiz Zanin -, participa amanhã como entidade  convidada pela Ancine (Agência Nacional de Cinema) de reunião da comissão que vai escolher o filme brasileiro que participará do Prêmio Goya, na Espanha. O representante da Abraccine será o Secretário-Geral da entidade, João Nunes.

1. Organizado pela ANCINE, na pessoa do seu assessor internacional, Eduardo Valente, a escolha acontecerá amanhã na sede da Ancine, no Rio, em reunião da comissão que definirá o filme brasileiro que representará o país na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano no Prêmio Goya, da Academia Espanhola.

2. A comissão está formada pelas seguintes pessoas:

João Nunes (Abraccine)

Silvia Rabello (Academia Brasileira de Cinema)

Ailton Franco Jr. (Fórum dos Festivais)

Orlando Senna (Ministério das Relações Exteriores)

João Roni (Ancine)

 

3. Os filmes concorrentes são:

Histórias que só Existem quando Lembradas (Julia Murat)

Heleno (José Henrique Fonseca)

Febre do Rato (Cláudio Assis)

As Canções (Eduardo Coutinho)

Girimunho (Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina)

Paraísos Artificiais (Marcos Prado)

Corações Sujos (Vicente Amorim)

Argus Montenegro e a Instabilidade do Tempo Forte (Pedro Isaías Lucas)

Menos que Nada (Carlos Gerbase)

Billy Pig (José Eduardo Belmonte)

5X Pacificação (Wagner Novais, Luciano Vidigal e Cadu Barcellos)

 

4. Os Prêmios Goya serão entregues em fevereiro de 2013.

Carta da AbraCCine sobre o Festival de Paulínia

Carta aberta da Abraccine ao Sr. Prefeito de Paulínia,

José Pavan Jr.

A Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) recebe com muito pesar o comunicado de que o Festival de Cinema de Paulínia não será realizado este ano.

A nota do prefeito José Pavan Jr. afirma que a alocação de recursos destinados ao festival em outras prioridades (saúde, educação, moradias populares) tornou a decisão inevitável.

Como cidadãos, entendemos a construção de moradias populares, e o investimento em educação, saúde e meio ambiente deveriam mesmo ser prioridades constantes de qualquer municipalidade, e não apenas em anos eleitorais. Já como profissionais de cinema, lamentamos a descontinuidade de um projeto muito bem formatado e de grande repercussão nacional.

Em poucos anos, Paulínia criou um Pólo Cinematográfico, uma Escola de Cinema e um festival que se tornaram exemplares. O festival, ora em compasso de espera, era justamente a vitrine de toda essa atividade. Reunia em Paulínia produtores, cineastas, atores e atrizes, jornalistas e críticos de todo o País. Formava público para os filmes brasileiros. Criava empregos na cidade e beneficiava a autoestima dos seus habitantes.

Muitos novos projetos surgiram desses encontros anuais entre profissionais de diversos estados da federação. Foi dessas reuniões, por exemplo, que nasceu a nossa própria instituição, a primeira associação nacional de críticos de cinema, o que faz com que tenhamos carinho especial com Paulínia.

Todo esse patrimônio simbólico corre o risco de se perder, ao sabor de conveniências políticas de momento. Esperemos que a fresta de esperança aberta no comunicado do prefeito resulte na realização do festival em 2013. Mas ressaltamos, desde já, que é perda irreparável o cancelamento da edição de 2012. Eventos importantes firmam sua tradição pela continuidade.

Assinado: Luiz Zanin Oricchio (presidente da Abraccine)