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Vazio Coração abre hoje o Anápolis Festival de Cinema

Festival goiano chega à quarta edição com mais participação regional e um prêmio que leva o nome do saudoso cineasta e produtor Walter Webb

É extensa e bem diversificada a programação do IV Anápolis Festival de Cinema, que será aberto em noite festiva hoje, no Teatro Municipal de Anápolis.

Diversos cineastas, atores e atrizes, produtores, jornalistas, realizadores e estudantes de cinema são aguardados para a noite inaugural do Festival que vai transformar Anápolis na Cidade do Cinema Brasileiro esta semana. O #BlogAuroradeCinema estará na cobertura diária do Festival.

Jornalista e produtor Adhemar Gonzaga dá nome à Mostra Competitiva de Longas Brasileiros…

Realização da Prefeitura Municipal de Anápolis, o festival apresenta uma programação diversificada e abrangente, com três mostras competitivas – Adhemar Gonzaga, Curtas do Centro-Oeste e Curtas Anapolinos -, Mostra Paralela Eduardo Coutinho – In Memorian, o 3º Encontro Anápolis de Cineclubes e o 1º Fórum Setorial do Audiovisual Anapolino, além de oficinas e workshops, exibição dos filmes nos bairros, lançamento de livros e o Festivalzinho, destinado ao público infantil.

Rubens Ewald Filho é presença confirmada em Anápolis

A Mostra Competitiva Adhemar Gonzaga de longas metragens brasileiros de ficção mantém em sua Curadoria o jornalista e crítico de Cinema, Rubens Ewald Filho. 

E o filme que abre esta noite a programação é o longa Vazio Coração, rodado em Araxá e outras cidades mineiras. A direção é de Alberto Araújo e a produção-executiva de Débora Torres.

Murilo Rosa e Othon Bastos: filho e pai em cena de ‘Vazio Coração’…

A ideia de realizar o filme Vazio Coração nasceu com o desejo de aproveitar a bela locação que é o Grande Hotel Termas de Araxá. Como diz o diretor Alberto Araújo: “Minha admiração pela cidade e por aquele espaço grandioso, com uma aura incrível, de arquitetura estilo neoclássico, vem desde 1990 quando rodei ali um curta-metragem chamado Minha Senhora Solidão, premiado nas categorias de melhor roteiro e fotografia no então Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Florianópolis. No mesmo ano, mudei-me para Goiânia e me dediquei à produção de programas de TV, com os quais rodei o Brasil e boa parte do mundo. Nesse período, fiquei namorando à distância aquela bela locação em Araxá e torcendo para que nenhum cineasta a usasse para rodar um longa-metragem antes que eu pudesse filmar o meu. Em 2006 sentei para escrever um roteiro que se encaixasse naquele espaço e nasceu o Vazio Coração”.

O Grande Hotel e Termas de Araxá, principal cenário de ‘Vazio Coração’…

O filme conta a história de Hugo Kari, cantor nacionalmente famoso, interpretado por Murilo Rosa. Em determinado momento de sua carreira, Hugo decide fazer uma pausa na movimentada agenda para se encontrar com o pai, o Embaixador Mário Menezes (Othon Bastos). O encontro é marcado para o Grande Hotel Termas de Araxá (MG), cenário no qual a família costumava se reunir nas férias. Nesse lugar, repleto de memórias e recordações boas, pai e filho tentam se reconciliar e consertar uma relação despedaçada pelo tempo e por conflitos, principalmente de ideias, e por uma tragédia que eles nunca conseguiram superar.

Confira o clipe da música DIAMANTE RARO com Murilo Rosa: http://youtu.be/ZVyvgwJJSoM

Murilo Rosa como Hugo Kari, papel que lhe rendeu troféu de Melhor Ator no Festival Nacional de Cinema de Natal…

Cinema no Brasil completa 115 anos …

Apesar de historiadores divergirem sobre o endereço exato da exibição, Rio vai instalar placa comemorativa na Rua do Ouvidor

Em uma sala alugada do Jornal do Commercio, na Rua do Ouvidor, centro do Rio, ocorreu há exatos 115 anos a primeira sessão de cinema do Brasil. Para marcar a data, a RioFilme anunciou que vai colocar uma placa indicando o local.
“Foi uma iniciativa do belga Henri Paillie, um exibidor itinerante”, lembra o pesquisador Hernani Heffner, especialista em restauro de filmes. Paillie mostrou aos cariocas oito filmetes de cerca de um minuto, com interrupções entre eles. Provavelmente, haviam sido comprados na França e vistos pela Europa, alguns retratando apenas cenas pitorescas do cotidiano.

As exibições duraram duas semanas, contou ontem Heffner, e ficaram restritas aos cariocas mais abastados. “Paillie cobrava ingresso e não era barato. O cinema era para a elite, não para o povão, uma atividade de luxo. Ele era um personagem obscuro. O que se sabe é o que saiu na imprensa à época.”

Segundo o livro Palácios e Poeiras: 100 anos de Cinemas no Rio de Janeiro, da pesquisadora e dona da CINÉDIA, Alice Gonzaga, a sessão ocorreu no número 57 da Rua da Ouvidor. A numeração mudou nesses 115 anos – não é possível saber ao certo em qual das lojas foi.

Luiz de Barros e Adhemar Gonzaga: pioneiros a quem muito deve o Cinema Brasileiro

Hoje popular, a Rua do Ouvidor era sofisticada, a mais importante da então capital do País. Reunia lojas de todos os gêneros, redações de jornais, livrarias e pedestres em suas melhores roupas. Foi a primeira a receber iluminação a gás, em 1860.

O pioneirismo continuou ao abrigar não só a primeira exibição de filme projetado em tela diante de uma plateia – antes só era possível a experiência individual, pelo cinematógrafo inventado por Thomas Edison, em 1888 -, mas também a primeira sala fixa e regular de cinema: o Salão de Novidades Paris, inaugurado em 1897 por Pascoal Segreto, no ano seguinte à sessão celebrada pela placa.

Este empresário italiano radicado no Rio trouxe da França a inovação dos irmãos Lumière um ano após sua projeção inaugural. Antes do Salão, a cidade só tinha acesso às chamadas “vistas” (filmetes) por meio de exibidores ambulantes, como Paillie, que usavam equipamentos de projeção franceses para mostrar a novidade em diferentes espaços, como teatros e cafés – daí a dificuldade de se precisar o endereço da primeira sessão.

Controvérsia. O tempo deixou esmaecidos esses registros. “Tem uma história que as primeiras imagens do Rio foram filmadas pelo irmão do Paschoal, Afonso Segreto, que chegava da Europa. Seria uma tomada da entrada da Baía de Guanabara. Essas imagens não existem mais”, diz o professor de Cinema da Universidade Federal Fluminense, José Marinho de Oliveira.

“Homenagem faz quem quer, do jeito que quer, mas não há nenhuma confirmação da primeira sessão”, diz José Inácio de Melo Souza, autor do livro Imagens do Passado, que fala dos primórdios do cinema no Rio e em São Paulo. “Essa primeira sessão seria a do filme do Segreto, mas nunca se soube ao certo. Eles deveriam colocar a placa falando da abertura do Salão de Novidades, seria mais correto.”

A placa está sendo confeccionada e será colocada pela RioFilme e pela Subsecretaria de Patrimônio da Secretaria de Cultura. O presidente da RioFilme, Sérgio Sá Leitão, disse que está a par da controvérsia. “Mas consideramos que há elementos suficientes para assegurar que neste dia, na Rua do Ouvidor, foi exibido um filme. E muito provavelmente foi a primeira vez na cidade e no País. A ideia é assinalar o pioneirismo do Rio e sua vocação precoce para o cinema.”

Cena da comédia Acabaram-se os otários, primeiro filme sonoro brasileiro

CURIOSIDADES

Primeira sala
Paschoal Segreto criou no Rio, em 1897, o Salão de Novidades Paris.

Primeiro sucesso
Com 800 exibições, foi o média metragem Os Estranguladores (1906). Filmes sobre crimes davam maior audiência.

Dublagem ao vivo
Na virada da década de 1910, as películas eram “cantadas”, isto é, com atores dublando-se ao vivo, por trás da tela, com base em imagens já gravadas.

A chegada dos americanos
Em 1911, eles abriram no Rio o Cinema Avenida para exibir exclusivamente filmes da Vitagraph. Com a 1ª Guerra Mundial, a produção europeia se enfraquece e os EUA passam a dominar o mercado mundial.

O primeiro filme sonoro brasileiro
Foi a comédia Acabaram-se os otários (1929), de Luiz de Barros.

ARRASTÃO ANÁPOLIS !

Aurora de Cinema na cobertura do Festival 

 Bela Semente em Prol do Cinema Brasileiro

 

Anápolis, o segundo mais desenvolvido e promissor município de Goiás, bem próximo à bela e hospitaleira Goiânia, acolheu em abril passado um bom bocado do cinema brasileiro. A prefeitura deu chance e Débora Torres, uma mulher aguerrida, dedicada às produções que assina, competente, forte, solidária e disposta, semeou mais um terreno em Goiás, que deverá gerar belos e imponentes galhos para açambarcar todo o variado painel que, cada vez mais, o cinema brasileiro descortina.

Aurora Miranda Leão, Débora Torres, Ed Cafezeira e Almir Torres no resort ESTÂNCIA

O I Festival de Cinema de Anápolis, de 12 a 18 de abril, foi um momento precioso de encontro entre gente que faz cinema – nos bastidores, nos palcos, nas platéias, por trás das câmaras e nas telas dos quatro cantos do mundo.  Estive por lá, com muita honra, como jornalista convidada, e fiquei encantada.

Desde a acolhida no aeroporto, onde três jovens da equipe de Débora já me esperavam há algum tempo – Pedro Pinheiro, Tatiana Lopes e a bela Jéssica – . Ali, reencontrei o simpático casal Laura Pires e Edvaldo Cafezeira, dois queridos de longa data. Assim, tudo foi muito convidativo, desde o início.

Aurora recebe caloroso abraço de Débora Torres na chegada a Anápolis…

O trajeto Goiânia-Anápolis é feito em estrada com boa manutenção e se faz ligeiro. Chegar e dar de cara com o precioso espaço do resort Estância Park foi outra boa surpresa. Foi lá que revi minha querida amiga Débora, idealizadora e coordenadora-geral do Festival que seria aberto àquela noite. Ela vinha acompanhada do irmão Almir, outro que deu a maior força para o êxito do Festival.

Fomos almoçar no amplo e vem servido resto da Estância e lá reencontrei o colega de batente, Cid Nader, outro cujo astral sempre favorece momentos aprazíveis.

Quando a noite começou a se insinuar, nos trouxe junto o abraço da querida Alice Gonzaga, grande baluarte do nosso Cinema, feliz por estar acompanhando a meritório Homenagem ao pai, que nomina a mostra competitiva de longas-metragens.

Aurora Miranda, Selva Aretuza e Alice Gonzaga: companheiras de cinema em Anápolis

A abertura foi no Teatro Municipal: noite festiva, platéia lotada e a primeira exibição pública do filme Hollywood no Cerrado, de Tânia Montoro e Armando Bulcão, um documentário revelador para o quão Anápolis tem a ver com parte da história do cinema, sobretudo o de Hollywood: afinal, no município goiano que agora envereda pelas trilhas do audiovisual, viveu e floresceu muita gente de prestígio no cinema norte-americano, como Joan Lowell, Mary Martin, Larry Hagman, Gilbert Adrian.

Nesta noite, a atriz francesa Eliane Lage – grande diva do cinema brasileiro nos anos 50 (há três décadas, feliz moradora de Pirenópolis), reencontrou-se, depois de tantos anos, com os amigos Walter Webb e Alice Gonzaga. Um belo encontro, abonado em frente ao palco do Teatro Municipal de Goiânia.

Débora Torres, cineasta Alberto Araújo e Tânia Montoro em noite de cinema em Anápolis

A platéia anapolina adorou se ver na tela: suas reações de aprovo eram indisfarçáveis, e ouviam-se muitos risos durante algumas passagens. Oxalá o filme tenha boa visibilidade pelas telas do país e chegue também em solo americano. A comunidade anapolina merece.

O festival teve duas mostras competitivas: a de Longa-Metragem de Ficção Brasileiro, adequadamente chamada Adhemar Gonzaga, num justo e belo preito ao jornalista pioneiro da indústria cinematográfica no Brasil, e a mostra Curta Anápolis, para dar visibilidade à produção anapolina, de todos os gêneros. O Troféu Anápolis, criado pelo artista plástico Napefi, foi entregue a personalidades como Vladimir Carvalho, Miguel Jorge, Tizuka Yamazaki, Ingra Liberato, Murilo Rosa, Luiz Carlos Vasconcellos e Mallu Moraes, além de ter sido entregue aos representantes dos filmes vencedores.

A programação também disponibilizou seu foco para as crianças da rede municipal de ensino – tendo sessões super concorridas – e proporcionou o I Encontro de Cineclubes do Centro-Oeste – com direito à oficina cineclubista coordenada por Carol Paraguassu, e a presença muito intensa de cineclubistas da região.

Edvaldo Cafezeira, Aurora Miranda, Walter Webb e Débora Torres…

Em Anápolis também aconteceram diversas oficinas – alvitres da agilidade mental e disposição para o trabalho que Débora Torres demonstra a todo momento, mesmo quando não se dá conta disso – com aulas de roteiro, produção e direção ministradas pelo baluarte Walter Webb.

Walter Webb distribui simpatia entre Eliane Lage e Alice Gonzaga: trio-Patrimônio

Aliás, sobre esta figura é preciso um parêntese especial: Walter Webb foi presença das mais solicitadas e encantadoras em Anápolis, a todos dedicando uma palavra especial, uma atenção calorosa, um bom fio de enriquecedora conversa, em qualquer direção. Uma enorme alegria conhecê-lo e privar de seu convívio.

Aurora Miranda Leão e a alegria de reencontrar ator Guido Campos

Falando nisso, o que não faltou em Anápolis foi a convivência  com pessoas do mais significativo quilate… ainda estou por descobrir se isso é fruto da energia revitalizante que emanava da acolhedora Estância Park (o belo resort que nos serviu de cenário e aconchego por uma semana) ou se esses “presentes” se configuram no espaço a cada vez que minha irmã querida Débora Torres toma a colcheia e toca pra frente uma enorme caravana de holofotes em direção aos artistas do Cinema e ao cinema dos Artistas Brasileiros.

Serina Raruá e Aurora Miranda Leão: Sétima Arte acontecendo em Anápolis

Desta vez, ela nos trouxe a delicadeza e prestatividade de Serina Raruá, além da disponibilidade sempre atenta de Ângela Torres e a presença sempre benfazeja de Guido Campos e Rubens Ewald Filho, este Homem-Cinema sempre a encantar com sua simplicidade, simpatia, riqueza de memória e conhecimento abalizado sobre tantos temas, um mestre na arte de seduzir e encantar porque nele notoriedade, prestígio, desafetação, riqueza espiritual e carisma são um só trevo de cinco folhas.

E por falar nele, Rubens destacou o quanto a história de Anápolis revela uma espécie de predestinação para o cinema, uma vez que ali viveram, entre os anos 40 e 50, Janet Ganyor – atriz principal do grande clássico do cinema, o filme Aurora, de Murnau -, e seu marido Gilbert Adrian (um dos grandes estilistas de Hollywood). E citou também a presença de Mary Martin, atriz de grandes musicais da Broadway, em cuja biografia há uma marcante passagem pela cidade. “Com uma história dessas, com certeza já estava escrito nas estrelas que Anápolis está diretamente ligada ao cinema”

Secretário Augusto César, Débora Torres, Rubens Ewald Filho e o prefeito Gomide

E assim, divididos entre ricos papos sobre a Sétima Arte, piadas e generosos encontros nos espaços da Estância Park, de dia, e filmes, debates e fartos churrascos noturnos, transcorreu aquele adorável período do festival de cinema de Anápolis.

Neusa Borges, Aurora Miranda Leão e Felipe Brida: respirando cinema em Anápolis

Churrascaria Los Pampas foi ponto de encontro todas as noites… Haja churrasco !

A cada noite, um debate após os filmes, comandados ora por Débora ora por Guido, reunia público e realizadores num importante intercâmbio de idéias artísticas e disponibilidade para a informação. Toda noite também o entorno do Teatro Municipal acolhia o público, imprensa e convidados com um barzinho agradável e de preços convidativos, aliado a um bom momento musical com artistas da cidade.

Aurora Miranda Leão e Laura Pires na noite-lançamento biografia Roberto Pires

Em Anápolis, também havia uma janela para livros sobre cinema: ali foram lançados o ótimo livro do amigo Alex Moletta – “Criação de Curta-Metragem em Vídeo Dgital” -, o histórico livro de Beto Leão sobre os 100 Anos do Cinema Goiano, e a biografia do cineasta baiano Roberto Pires, que sua viúva Laura Pires autografava emocionada, junto ao lançamento da cópia restaurada do filme Redenção, título iniciático da carreira de Roberto e primeiro longa-metragem baiano.

O festival possibilitou também que, a cada noite, os filmes exibidos no dia anterior pudessem ser vistos por maior número de pessoas, sendo então ofertados em algumas praças de Anápolis, e a equipe comandada pelo elétrico Itamar Borges registrava tudo em making-of.

Débora Torres e o Secretário Augusto César abraçam necessidade do Festival

Os filmes concorrentes eram: Orquestra de Meninos, representado por Murilo Rosa (homenageado com o Troféu Anápolis) – seguido por uma legião de fãs que o acompanhou o dia inteiro em Anápolis: o ator arrebatou uma multidão ao belo parque Ypiranga numa tarde em que diversas orquestras da cidade tocaram em sua homenagem.

Aurora M. Leão e Felipe Brida: jornalistas também tietaram o premiado Murilo Rosa

Murilo foi atencioso e simpático com todos, não se furtando a posar para fotos, dar autógrafos e espalhar beijinhos e abraços entre as tietes. Na visita ao parque municipal, Murilo Rosa (sempre acompanhado dos pais) foi recebido pelo prefeito Antônio Gomide, o secretário de Cultura, Augusto César de Almeida, a diretora municipal de Políticas Públicas, Agueda Maria Zimmer, a coordenadora do programa Criar e Tocar, Marisa Espíndola, e por professores da rede municipal de ensino.

Ator, que passou infância em Anápolis, recebeu bela homenagem do Festival

Dila Guerra e Manaíra Carneiro apresentam o premiado  Cinco Vezes Favela…

Cinco Vezes Favela, o emblemático filme produzido por Cacá Diegues, foi representado por uma das diretoras do primeiro episódio, a pulcra e simpática Manaíra Carneiro, e por Dila Guerra, atriz do último episódio do filme – que Rubens me avisou logo tratar-se de “grande atriz”. As duas foram iluminadas presenças no festival e participaram ativamente do debate pós-exibição.

Darlene Glória em cena de Feliz Natal, longa de Selton Mello

Feliz Natal, o impactante filme de Selton Mello, foi representado por sua mãe, a elegante Selva Aretuza, e pelo ator Leonardo Medeiros. Obra colecionadora de prêmios em festivais pelos quatro cantos, o filme de estréia de Selton é ainda melhor do que esperava, digno mesmo de todas as honrarias: aponta um diretor vigoroso, criador de um roteiro instigante (parceria com Marcelo Vindicatto), enriquecido por uma fotografia (Lula Carvalho) em plena sintonia com o leitmotiv do argumento, com enquadramentos belos e inusitados – há pelos menos três momentos em que isso é patente: na vertigem de Mércia (personagem de Darlene) rodando entre luzinhas decorativas do Natal; na cena do personagem Caio (Leo Medeiros) deitado em posição fetal no meio da rua; e na cidade que nos é dada ver se descortinando em seu anoitecer por trás de um muro alto, branco – lindo a mais não poder…

Leonardo Medeiros e Selva Aretuza apresentando Feliz Natal, de Selton Mello

Selton é dono de invejável sensibilidade, evidenciada sobretudo pelos artistas que convoca para trabalhar com ele, dando qualificado destaque ao trabalho de artistas como Darlene Glória, Lúcio Mauro, Emiliano Queiroz, e Paulo Guarnieri. Supimpa este Selton ! Exponencial ator e um diretor de envergadura.

A cineasta Anna Luíza Azevedo entre Eduardo Cardoso e Bianca Menti

Dia seguinte, a cineasta Anna Luíza Azevedo, e os jovens atores gaúchos Eduardo Cardoso e Bianca Menti representaram o filme Antes que o Mundo Acabe, título que fez daquela a noite mais positivamente energizada do festival.

Bianca Menti e Pedro Tergolina em Antes que o mundo acabe

Filme sensível, onde desponta o talento promissor de Pedro Tergolina (de rara beleza), muito bem aproveitado em cenas ao lado de Eduardo e Bianca, Elisa Volpatto e Murilo Grossi. Roteiro caprichado, assinado a quatro mãos por Paulo Halm, Jorge Furtado, Giba Assis Brasil e a própria Anna Azevedo.  Antes que o Mundo Acabe findou por sagrar-se vencedor em diversas categorias e na mais importante delas, Melhor Filme. Um justo reconhecimento a uma obra eivada de méritos, pronta para ser vista, revista e sair encantando, a cada vez em que for exibida.

Já na madruga, Aurora, Eduardo Cardoso, Bianca Menti e Cid Nader em papo de cinema

Fiquei fascinantemente impressionada com mais este belo exemplar do cinema gaúcho e me enchi de saudades de Porto Alegre (o filme tem ademais este mérito, de mostrar a capital gaúcha como uma cidade que precisa ser visitada, fartamente cultural, tranqüila e acolhedora).

Ana Carbatti: mais um prêmio ao talento, premiada por Os Inquilinos

O último filme em competição, Os Inquilinos, do sempre polêmico Sérgio Bianchi, também recebeu vários troféus, incluindo Melhor Atriz e Atriz Coadjuvante (respectivamente, Ana Carbatti e Cássia Kiss).

 

Murilo Rosa (ao lado de Débora Torres) cumprimenta prefeito Antônio Gomide

Necessário salientar: merece parabéns o prefeito Antônio Gomide e a equipe de sua Secretaria de Cultura (na pessoa do secretário Augusto César de Almeida), que apostaram num projeto de suma relevância, não só para a cidade de Anápolis mas pra todo o estado goiano e para os muitos que, diariamente, precisam acordar com a certeza de que vale a pena investir no sonho de fazer Arte no Brasil e prosseguir criando, construindo um cinema que, a par de todas as dificuldades, se mantém ativo e pulsante, cotidianamente.

Murilo Rosa encantou Anápolis e contribuiu com brilhantismo para sucesso do Festival

Idealizado pela cineasta e produtora-executiva Débora Tôrres, o I Festival de Cinema de Anápolis foi organizado pela Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura Municipal de Anápolis em parceria com a ACAA – Associação Cultural e Artistica de Anápolis – , o Cineclube Xícara da Silva, e o Pontão de Cultura Tenda Jovem.

E pra encerrar, vou tentar lembrar de todos com quem estive nestes tão agradáveis dias em Anápolis. É difícil mas vou tentar não esquecer ninguém.

Murilo Rosa foi Melhor Ator por Orquestra de Meninos e encantou em Anápolis

Primeiro a alegria de reencontrar Rubens Ewald Filho e Alice Gonzaga, além de Laura Pires, Edvaldo Cafezeira, Ângela Torres e Itamar Borges. Na última noite, o abraço que não podia faltar, no querido escritor Miguel Jorge, poeta de aguçada sensibilidade. Depois a beleza e simpatia de Manaíra Carneiro, carioca estreando muito bem na direção de longa com Cinco Vezes Favela, acompanhada de outra carioca que também se tornou querida: a super simpática Dila Guerra, participante antenada de debates e conversas sobre cinema.

Dila Guerra, Manaíra Carneiro, Itamar Borges, Mallu Moraes, Felipe Brida, Aurora Miranda Leão e Alice Gonzaga em noite de confraternização em Anápolis

Escritor Miguel Jorge e roteirista Alex Moletta também abrilhantaram festival

E ainda a tranqüilidade pacificadora de Cid Nader e o jeito bem-vindamente  solícito de Felipe Brida, boa-praça de carteirinha.  Sem esquecer de Mallu Moraes, João Batista de Andrade, o embaixador Lauro Medeiros, além de Neusa Borges, Umberto Magnani, Sérgio Bianchi, Selva Aretuza, os atores Leonardo Medeiros, Guido Campos, Eduardo Cardoso e Bianca Menti;  o casal Lucília e Vladimir Carvalho, e a presença sempre bem-vinda de Walter Webb e do querido amigo Alex Moletta.

Documentarista paraibano de Brasília, Vladimir Carvalho, homenageado com Troféu Anápolis, fez contundente discurso ao recebê-lo

E teve ainda o Paulo e o Marcos, conduzindo com simpatia e bom humor todo mundo pra qualquer lugar, e a Serina Raruá, misto de elegância, pragmatismo e disponibilidade. Ficando pro final quem chegou por último: o charme alegremente cativante da esplendorosa Zezeh Barbosa, que chegou no finalzinho mas não precisou nem de cinco minutos pra conquistar a simpatia e adesão de todos. E ainda gravou eloqüente participação no curta O Sumiço de Alice, que virá na seqüência, fruto dos dias ensolarados e prolíficos em solo anapolino.

E para celebrar a última noite do I Festival de Cinema de Anápolis, não podia faltar uma animada festa, que aconteceu na boate Nobel, onde dancei à beça, ao lado de curtidores da noite – como Débora, Serina, Mallu, Itamar, Ângela, Guido e Zezeh –, e na qual precisei “assumir” as pick-ups várias vezes pois o DJ (o simpático Nelsinho) não tinha sequer uma música do “trio fantástico” (Paralamas), nem tampouco uma faixa dos Beatles… a noitada foi inesquecível mas resolvi, a partir de então, assumir meu lado DJ.

Vencedores da mostra de curtas: ator Marcus Annoli e equipe do filme “Entre”

Que venha o Anápólis 2012 !

Dila, Laurita, Mallu Moraes, Aurora Miranda e Zezeh Barbosa: noite final em Anápolis

Um beijo carinhoso a todos que desfrutaram comigo estes divertidos dias em Anápolis e um agradecimento muito forte e sincero a Débora Torres e toda a sua equipe.

* Fotos de Anápolis são de Ed Cafezeira, Aurora Miranda Leão e Felipe Brida

SARAVÁ !!!

Até 2012, se Deus quiser !

Murilo Rosa é Melhor Ator em Goiânia

Ator mobilizou público e comissão julgadora vivendo personagem de maestro pernambucano, enquanto longa gaúcho ANTES QUE O MUNDO ACABE sagrou-se MELHOR FILME… 

Aurora Miranda Leão, Murilo Rosa, Alice Gonzaga e Débora Torres: talento e simpatia do ator brasiliense contagiaram em Anápolis 

Confira os vencedores do I Festival de Cinema de Anápolis  

Mostra Competitiva Adhemar Gonzaga-Filme Longa-metragem de ficção

 1.1 – Melhor Filme de Ficção  – ANTES QUE O MUNDO ACABE-Ana Luiza Azevedo- R$ 24.000,00 (vinte e quatro mil reais) mais troféu;

1.2 – Melhor Direção –SÉRGIO BIANCHI- do filme OS INQUILINOS R$ 12.000,00 (doze mil reais)  mais troféu;

1.3-Melhor Ator –MURILO ROSA- pelo  filme  ORQUESTRA DE MENINOS-R$ 12.000,00 (doze mil reais)  mais troféu;

1.4 – Melhor Atriz –ANA GARBATTI- DE OS INQUILINOS-R$ 12.000,00 (doze mil reais)  mais troféu;

1.5 – Melhor Ator Coadjuvante –MURILO GROSSI- do filme ANTES QUE O MUNDO ACABE-R$ 6.000,00 (seis mil reais)  mais troféu;

1.6 – Melhor Atriz CoadjuvanteCÁSSIA KISS-DE OS INQUILINOS-R$ 6.000,00 (seis mil reais)  mais troféu;

1.7 – Melhor Roteiro – PAULO HALM, ANALUIZA AZEVEDO, JORGE FURTADO E GIBA ASSIS BRASIL-ANTES QUE O MUNDO ACABE- R$ 6.000,00 (seis mil reais)  mais troféu;

1.8 – Melhor Fotografia –ALEXANDRE RAMOS-5XFAVELA- R$ 6.000,00 (seis mil reais)  mais troféu; 

 

Pedro Tergolina ganhou MENÇÃO HONROSA como Ator Revelação 

Mostra Competitiva Curta Anápolis – Filme de curtas-metragens Anapolino de todos os gêneros

 

2)  PRÊMIO BETO LEÃO

 

2.1 – Melhor Curta Metragem Anapolino –-(Entre)Direção: Carlos César e Wanessa Prêmio Incentivar- Secretaria Municipal da Cultura à Produção de Curta-Metragem que será destinado à produção de um curta metragem a ser produzido na região de Anápolis e exibido na abertura do II Anápolis Festival de Cinema/2012 – R$ 36.000,00 (trinta e seis mil reais) mais troféu;

Ator MARCUS ANOLI vive diferentes papéis no curta vencedor em Anápolis

FESTIVAL de ANÁPOLIS Começa Hoje

Hoje é a grande e festiva noite de abertura do

 I Anápolis Festival de Cinema

 A abertura será no Teatro Municipal, às 19 horas, com a primeira exibição pública do filme Hollywood no Cerrado.

O Festival, idealizado e coordenado pela cineasta e produtora cultural Débora Torres (com curadorias de Rubens Ewald Filho e Miguel Jorge) terá duas mostras principais: a de longas brasileiros, com o oportuno nome de Mostra Adhemar Gonzaga e a Mostra Curta Anápolis, janela generosa para curtas anapolinos de todos os gêneros.

 

Alice Gonzaga, escritora, cineasta e pesquisadora, estará representando o pai, o pioneiro Adhemar Gonzaga, criador da CINÉDIA

Dentro da programação, uma mostra especial para as crianças da rede municipal de ensino e o Encontro de Cineclubes do Centro-Oeste. Oficinas de roteiro, produção e direção também estão na programação, além de debates com diretores, produtores e elencos dos filmes das mostras competitivas. Haverá ainda lançamentos de livros  e, ao final, está programada uma mostra restrospectiva dos filmes em praças públicas.

Débora Torres, Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho: unidos pela Sétima Arte

Segundo a Prefeitura de Anápolis/Secretaria Municipal de Cultura, o festival é direcionado a profissionais atuantes na área cinematográfica, atores, diretores, cineastas, cineclubistas, estudantes da área de publicidade e propaganda, designer gráfico, jornalismo e a toda a comunidade apreciadora da Sétima Arte. 

Escritor Miguel Jorge e Alex Moletta: presenças de destaque em Anápolis

O festival pretende movimentar toda a cena cultural de Anápolis e a expectativa é de um público de mais de 20 mil pessoas. Graças ao potencial artístico e tecnológico, o município de ANÁPOLIS será, a partir de hoje e até dia 18, o epicentro do Cinema Brasileiro.

Confira a premiação:


Mostra competitiva longa-metragem de ficção “Adhemar Gonzaga”
Melhor Filme de Ficção – R$ 24 mil, mais troféu;
Melhor Direção – R$ 12 mil, mais troféu;
Melhor Ator –R$ 12 mil, mais troféu;
Melhor Atriz –R$ 12 mil, mais troféu;
Melhor Ator Coadjuvante – R$ 6 mil, mais troféu;
Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 6 mil, mais troféu;
Melhor Roteiro – R$ 6 mil, mais troféu;
Melhor Fotografia – R$ 6 mil, mais troféu.
Mostra competitiva Curta Anápolis – Filme de curtas-metragens “Beto Leão”
Melhor Curta Metragem Anapolino – Prêmio Incentivar – Secretaria Municipal da Cultura. A premiação será destinada à produção de um curta metragem a ser produzido na região de Anápolis e exibido na abertura do II Anápolis Festival de Cinema/2012. Valor do prêmio R$ 36 mil, mais troféu.

* Visite o site: http://www.anapolis.go.gov.br

Hoje, Noite é de CINEMA em Anápolis

praças bonitas, anapolis-go praças

Terceiro maior município em população do Estado de Goiás, ANÁPOLIS  é considerado o município mais competitivo, rico e desenvolvido do interior do Centro-Oeste Brasileiro. Fica a 48 km da bela capital goiana e a 139 km de Brasília. Junto com essas cidades, faz do eixo Goiânia-Anápolis-Brasília, a região mais desenvolvida do Centro-Oeste.

Pois é lá, neste bem aquilatado município, que o Cinema será recebido em bela festa esta noite, quando acontee o lançamento do I Festival de Cinema de Anápolis, idealizado e coordenado pela cineasta e produtora cultural Débora Torres.

O Festival, que vem firmar Goiás como um dos estados que mais fomenta e incentiva o Cinema Brasileiro, terá mostra competitiva de longas-metragens denominada ADHEMAR GONZAGA, um dos pioneiros da atividade no país, e também vai homenagear a figura ímpar de cinéfilo e cineclubista do saudoso Beto Leão. Tudo isso na semana de realização do festival, que será de 12 a 18 de abril.

O jornalista, ator, roteirista, crítico, homem de Cinema/Teatro e Televisão, Rubens Ewald Filho é o curador da mostra de longas-metragens

período de inscrições para o festival será de 4 a 6 de abril pelo site: www.anapolis.go.gov.br/anapolisfestivaldecinema. Na inscrição, os interessados deverão, obrigatoriamente, apresentar a ficha devidamente preenchida com sinopse, ficha técnica e artística, fotos do filme e cópia em DVD.

 

 

 

 
Vista do bairro Jundiaí, um dos mais  movimentados devido ao seu planejamento e  infra-estrutura.
 
Praça Americano do Brasil, onde se vê um caça Mirage F-103, aposentado da Base Aérea de Anápolis e exposto desde 2004.
 
Ingra Liberato é uma das Homenageadas do Festival de Anápolis, onde deve distribuir autógrafos e a natural simpatia

Escritor e poeta Miguel Jorge, curador da Mostra de Curtas-Metragens

Débora Torres, Sirmar Antunes, Aurora Miranda Leão e Maurício Cruz em Gramado 

Especialmente, na noite de hoje, Débora Torres e sua valorosa equipe, recepcionam imprensa, cinéfilos, cineclubistas, artistas e convidados na noite festiva de lançamento do Festival de Anápolis, sem dúvida, mais um que entrará para o calendário dos grandes festivais de cinema do país.
 
 
Alice Gonzaga recebe homenagem pela CINÉDIA

 

… fundada por seu pai, o jornalista Adhemar Gonzaga
 
 

 
O Aurora de Cinema estará em Anápolis pra conferir o festival e postar notícias quentinhas pra você, leitor amigo, que nos fortalece com sua leitura e visita. Até logo mais !

Cinema Vai Ganhar Vida em ANÁPOLIS

Idealizado pela produtora executiva Débora Tôrres e realizado pela Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura Municipal de Anápolis em parceria com ACAA – Associação Cultural e Artistica de Anápolis e Cineclube Xíca da Silva e com o Pontão de Cultura Tenda Jovem, o I ANÁPOLIS FESTIVAL de CINEMA vai acontecer de 12 a 18 de abril.  

As exibições terão como cenário o Teatro Municipal de Anápolis com apresentações itinerantes em praças da Cidade de Anápolis.

O lançamento oficial acontece na próxima terça, 22 de março, às 20h, com solenidade festiva no saguão do Teatro Municipal e uma oportuna homenagem a destacadas personalidades do Cinema Brasileiro, as quais irão receber o Troféu “Anápolis Homenagem”(criação do artista plástico anapolino, NAPEFI). São elas:

ALICE GONZAGA– CINÉDIA,82 anos da companhia criada por ADHEMAR GONZAGA

TIZUKA YAMAZAKI– Cineasta, peloconjunto de obras

INGRA LIBERATO – Atriz, pelo conjunto de obras

LUIZ CARLOS VASCONCELLOS – Ator, pelo conjunto de obras

KLEBER ADORNO – Secretário Municipal da Cultura de Goiânia-Gestor do FestCine Goiânia, pelo incentivo e fomento ao cinema brasileiro e goiano.

Logo no início da manhã de terça, às 9 horas, Débora Torres e sua equipe estarão recebendo a imprensa goiana para coletiva.

A bela INGRA LIBERATO vai receber homenagem em ANÁPOLIS… Viva !!!

 

O 1º Anápolis Festival de Cinema pretende desempenhar um papel importantíssimo na difusão à produção cinematográfica, pois será um dos melhores palcos de exibição, debates e diálogos da platéia com o filme brasileiro. Serão realizadas mostras competitivas de filmes nacionais convidados de longas-metragem de ficção e Curtas metragens anapolinos. Paralelo à competição, haverá uma programação diversificada e extensa com encontros de cineclubes; debates; oficinas; seminários e foros de discussões, tendo como pauta as principais questões enfrentadas pelo Cinema Brasileiro, tais como políticas de apoio, incentivos, distribuição e estética.

O objetivo é fomentar a produção audiovisual na cidade, através da atividade cinematográfica, atraindo público, imprensa e diretores nacionais que escolherem o 1º Anápolis Festival de Cinema para exibirem suas produções.

O Festival É direcionado a toda a comunidade Anapolina e a moradores da região de Anápolis,além de turistas, cinéfilos, universitários, estudantes, alunos da rede municipal de ensino e profissionais que atuam na área cinematográfica, atores, diretores, cineastas, cineclubistas, publicitários, designers gráficos, jornalistas, e demais interessados.

Estima –se a participação de um público de 20.000 pessoas.

PROGRAMAÇÃO

1. FESTIVAL INFANTO JUVENIL

(exibição de filme durante o dia para as crianças da Rede Municipal de Ensino durante todo o festival)

2. ENCONTRO DE CINECLUBES DO CENTRO OESTE

3. OFICINAS DE ROTEIRO/PRODUÇÃO/ DIREÇÃO COM O PRODUTOR WALTER WEBB DURANTE O FESTIVAL

4. LANÇAMENTO DE LIVROS DE CUNHO CINEMATOGRÁFICO.

5. DEBATE COM OS DIRETORES, PRODUTORES E ELENCO DOS FILMES DAS MOSTRAS COMPETITIVAS.

6. REPRISE DOS FILMES EM PRAÇA PÚBLICA A SER DEFINIDA PELA SECRETARIA

A Mostra  competitiva de Longas-Metragens tem o significativo nome de ADHEMAR GONZAGA, grande figura da cultura nacional, um pioneiro do Cinema Brasileiro, e o prêmio principal leva o oportuno nome do cinéfilo Beto Leão, numa justa homenagem ao saudoso e incansábel cineclubista goiano, que nos legou, entre outras coisas, uma importante pesquisa sobre os 100 anos do cinema goiano. Já a Mostra de longas convidados tem Rubens Ewald Filho como curador.

Aguardem novos posts sobre o Festival, que promete vir a ser um dos maiores e mais importantes do país, realizado fora de uma capital.

Só mesmo Débora Torres pra levar adiante semelhança façanha.

SARAVÁ, DÉBORA ! E toda sorte na nova empreitada.

O Cinema Brasileiro agradece !

CINESUL Termina com Homenagem à Cinédia

 

Caixa de texto:   Divulgação Na noite do último domingo, dia 27, em cerimônia no Centro Cultural Correios, encerrou-se a 17ª edição do CinesulFestival IberoAmericano de Cinema e Vídeo, com a premiação – troféu Cinesul -, pelo júri oficial, de produções do México, do Uruguai e do Brasil, além de uma co-produção entre a Espanha e os Estados Unidos.

Eleitos pelo júri, o mexicano Tierra Madre, de Dylan Verrechia (Melhor Filme de Ficção); “Sociedade de La Nieve”, do diretor uruguaio Gonzalo Arijón (Melhor Longa Documentário). Na Mostra Competitiva Videosul, de Curtas e Médias-metragens, o vencedor na categoria documentário foi o 7Voltas (Melhor Documentário), do brasileiro Rogério Nunes.  Já Flat Love (Espanha/Estados Unidos), de Andrés Sanz, foi considerado o Melhor Filme de Ficção.

Três longas receberam Menção Honrosa, também do júri oficial: Mentiras Piadosas (Argentina/Espanha), de Diego Sabanés, Sombras (Espanha/França), de Orion Canals e Perdão Mister Fiel (Brasil), de Jorge Oliveira.

Os favoritos do público em longas de ficção e de documentário foram: La Buena Nueva (Espanha), de Helena Taberna e Perdão Mister Fiel. Já na mostra Videosul, foram escolhas do público Recife Frio (Brasil), de Kleber Mendonça, como Melhor Ficção, e o “Coletivo” (Brasil), de Liara Castro, na categoria documentário.

Na cerimônia de encerramento, a diretora Alice Gonzaga recebeu prêmio e homenagem pelos 80 anos dos estúdios CINÉDIA, fazendo questão de ressaltar a importância dos técnicos: ‘Meu pai dizia que os técnicos e operadores eram a alma dos filmes e de fato sem eles nenhuma produção da Cinédia teria chegado ao fim. Esse prêmio também é para todos os técnicos’.

Alice segue os passos do pai, Adhemar Gonzaga: valorização dos técnicos é fundamental

Ao fim da homenagem e entrega da premiação a Alice Gonzaga, foram exibidos Adhemar Gonzaga, de Jurandyr Gonzaga, Flat Love, Coletivo e 7 Voltas.

Confira todos os  premiados:  

Júri Oficial – Longa de Ficção:Tierra Madre” (México), de Dylan Verrechia.

Menção honrosa:Mentiras Piedosas” (Argentina/Espanha), de Diego Sabanés.

Júri Oficial – Melhor Documentário:La Sociedad de La Nieve” (Uruguai), de Gonzalo Arijón.

Menção honrosa:Sombras” (Espanha/França), de Orion Canals; e “Perdão Mister Fiel” (Brasil), de Jorge Oliveira.

Videosul – Curtas / Médias-metragens – Melhor documentário:7 Voltas” (Brasil), de Rogério Nunes.

Melhor Ficção:Flat Love” (Espanha/Estados Unidos), de Andrés Sanz.

Menção Honrosa:Karai Norte” (Paraguai), de Marcelo Martinessi.

Voto Popular – Melhor Longa Documentário:Perdão Mister Fiel” (Brasil); “Estela” (Argentina); e “El Diario de Agustín” (Chile/Venezuela), 1º, 2º e 3º, respectivamente.

Melhor Longa Ficção:La Buena Nueva” (Espanha); “La Virgen Negra” (Venezuela); e “A Canção de Baal” (Brasil), 1º, 2º, 3º, respectivamente

Videosul – Melhor Ficção:Recife Frio” (Brasil); “Ernesto no País do Futebol” (Brasil); e “Karai Norte” (Paraguai), 1º, 2º e 3º, respectivamente.

Melhor Documentário:Coletivo” (Brasil); “El Precio de la Semilla” (Argentina); “SaaraOásis da Amizade” (Brasil), 1º, 2º e 3º, respectivamente.

Cinema e TV Mobilizam Ouro Preto

Na programação da Mostra de Cinema de Ouro Preto hoje, lançamento do livro

A CINEMATECA BRASILEIRA – DAS LUZES AOS ANOS DE CHUMBO

Editora UNESP
Autor: Fausto Douglas Correa Jr.

Já às 19h no cine Vila Rica, exibição do clássico Alô, Alô Carnaval, de Adhemar Gonzaga, onde se destacam as irmãs Carmen e Aurora Miranda

O Filme – Ficção, Preto & Branco, 35mm, 75min, 1936, RJ
 

Mostra de Cinema de Ouro Preto também tem seminários: um para discutir o acesso a informações públicas e Direito Autoral, e outro sobre 

A MEMÓRIA DA TELEVISÃO BRASILEIRA EM SEUS 60 ANOS

Ações, projetos e relatos de experiências sobre a preservação e acesso da memória da televisão brasileira, da era da TV ao vivo à chegada da TV Digital.

Convidados:
 

  • Ridley Silva – Supervisor Tráfego e Arquivo de Imagens – Rede Record
  • Ana Paula Goulart – Coordenadora do Projeto Memória do Jornalismo Brasileiro da UFRJ e Memória Globo – RJ
  • Alexandra Oliveira – Líder do Núcleo de Documentação e pesquisa TV Brasil – RJ
  • Kalled Adib – Superintendente de Operações da Rede TV!  – SP
  • Sabina Anzuategui – Professora, roterista e escritora – SP
  • Teder Muniz Morás – coordenador do Centro de Documentação e Pesquisa da Fundação Padre Anchieta – TV Cultura – SP

Mediador: João de Lima – Professor UFPB

Saiba mais: http://www.cineop.com.br

Festa da Academia de Cinema é AMANHÃ

Amanhã, 8 de junho, acontece a esperada festa de entrega do grande prêmio da Academia Brasileira  de Cinema.

Os HOMENAGEADOS deste ano são Anselmo Duarte (ator e produtor que deu ao Brasil a Palma de Ouro em 1962 com o filme O Pagador de Promessas, a partir da peça teatral de Dias Gomes) e ALICE GONZAGA, que receberá a estatueta em reconhecimento ao louvável trabalho que faz à frente da CINÉDIA.

A festa da Academia Brasileira de Cinema terá como cenário o Teatro João Caetano, localizado na praça Tiradentes, centro do Rio, e será transmitida ao vivo pelo Canal Brasil ( 66), com início às 21h.

Veja a lista de filmes que concorrem aos prêmios da Academia. Você também pode votar no seu preferido. Basta acessar http://telecine.globo.com/academiabrasileiradecinema/

* Saiba mais sobre ALICE GONZAGA:

Escritora, pesquisadora, produtora, diretora e empresária do ramo cinematográfico, Alice Gonzaga é filha de Adhemar Gonzaga, fundador da CINÉDIA que durante as décadas de 30 e 40 foi uma das principais produtoras do país, responsável por um dos maiores sucessos de público do cinema brasileiro, o melodrama O Ébrio (1946), de Gilda de Abreu.

Lábios sem Beijos, um dos clássicos da CINÉDIA

À frente da CINÉDIA, Alice Gonzaga desenvolve um importante trabalho de preservação e recuperação de clássicos da empresa, como Lábios sem Beijos (1930), de Humberto Mauro, e Alô. Alô. Carnaval! (1936), de Adhemar Gonzaga. Entre as numerosas realizações do estúdio estão 60 longas, 250 documentários, 700 cinejornais, como Mulher (1931), de Octávio Gabus Mendes, Ganga Bruta (1931/32), de Humberto Mauro, Bonequinha de Seda (1936), de Oduvaldo Vianna, Romance Proibido (1944), de Adhemar Gonzaga, 24 horas de Sonho (1941), de Chianca de Garcia, Anjo do Lodo (1950), de Luiz de Barros, obras fundamentais da cinematografia brasileira.

Cena de Alô, Alô Carnaval, clássico da CINÉDIA, com as irmãs Carmen e Aurora Miranda sob direção de Adhemar Gonzaga

Alice Gonzaga dirigiu os curtas-metragens Memórias do Carnaval, premiado no Festival de Brasília, e Folia. Publicou os livros 50 anos de Cinédia, Gonzaga por ele mesmo e Palácios e Poeiras – 100 anos de cinemas no Rio de Janeiro, a mais completa pesquisa sobre a história da exibição de cinema na cidade. Como presidente do Instituto para Preservação da Memória do Cinema Brasileiro, Alice Gonzaga desenvolve ações e projetos em prol da conservação de filmes e documentos relativos a atividade cinematográfica no país.

Alice Gonzaga recebe amanhã o Prêmio ACADEMIA BRASILEIRA DE CINEMA pelos relevantes serviços prestados à cultura cinematográfica brasileira