Arquivo da tag: Alessandra Negrini

Ceará faz noite carioca e reverencia música de Chico na tela

Trio cearense vence Festival do Rio:Petrus Cariry, com Mãe e Filha, Menção Honrosa do júri, e melhor fotografia; Karim Aïnouz, eleito o melhor diretor por Abismo Prateado; e Roberta Marques, realizadora do longa Rânia. Além dos atores Chico Anysio e José Wilker, troféus pelas atuações em A Hora e a Vez de Augusto Matraga, filme de Vicente Coimbra, que sagrou-se MELHOR LONGA DO FESTIVAL.

Wilker e João Miguel comemoram troféus para A Hora e a Vez de Augusto Matraga…

OS AGRACIADOS

Melhor Longa-Metragem de Ficção
• A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA
Prêmios do Júri oficial e do Júri popular.

Menção Honrosa
• MÃE E FILHA, de Petrus Cariry

Prêmio Especial do Júri
• SUDOESTE, de Eduardo Nunes

Melhor Longa-Metragem Documentário
• AS CANÇÕES, de Eduardo Coutinho
Prêmios do Júri Oficial e do Júri Popular.

Prêmio Especial do Júri
• OLHE PARA MIM DE NOVO, de Kiko Goifman e Cláudia Priscilla

Melhor Direção
• Karim Aïnouz, por ABISMO PRATEADO

Melhor Ator
• João Miguel, A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA

Melhor Atriz
• Camila Pitanga, por EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS, de Beto Brandt e Renato Ciascia

Melhor Atriz Coadjuvante
• Maria Luiza Mendonça, AMANHÃ NUNCA MAIS

Melhor Ator Coadjuvante
José Wilker, A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA

Prêmio Especial do Júri
• Chico Anysio, A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA

Melhor Roteiro
• Odilon Rocha, NOVELA DAS 8

Melhor Montagem
• Jordana Berg e Marcelo Yuka, NO CAMINHO DAS SETAS

Melhor Fotografia
• Mauro Pinheiro Jr, SUDOESTE
• Petrus Cariry, MÃE E FILHA

 

A fotografia eloquente de Petrus Cariry vence mais um festival…

PRÊMIO FIPRESCI/Federação Internacional de Críticos de Cinema
• SUDOESTE, de Eduardo Nunes

Mostra Novos Rumos
• RÂNIA, de Roberta Marques
 

Melhor Curta-Metragem
• QUAL QUEIJO VOCÊ QUER?, de Cíntia Dommit Bittar
Júri oficial

Júri popular
• PASSAGEIROS, de Bruno Mello

Menção honrosa
• TEMPO DE CRIANÇA, de Wagner Novais

Mostra Geração
• LIÇÕES DE UM SONHO, de Sebastian Grobler

Karim, Negrini e Chico: obra do compositor ganha edição de luxo no cinema, com direção do magnífico Karim, mais um cearense que nos orgulha…

Amor e Abandono Voltam ao Foco de Karim

 KARIM AÏNOUZ Lança O ABISMO PRATEADO em CANNES 

Foto: Mauro Pinheiro Jr. / Divulgação
 
A sala completamente cheia do Palais Stephanie teve poucas desistências durante a projeção de “O Abismo Prateado”, do brasileiro Karim Aïnouz, exibido na tarde desta terça-feira (17), na Quinzena dos Realizadores, mostra paralela do Festival de Cannes 2011. E olha que o filme ousa na estrutura, basicamente abdicando de uma narrativa clássica e colando na protagonista Violeta durante a hora e meia de projeção.

Inspirado na canção Olhos nos Olhos, de Chico Buarque, uma carta de uma mulher para o homem que a abandonou, Aïnouz construiu uma narrativa bastante visual sobre as horas dessa mulher (Alessandra Negrini), depois de receber um recado do marido no celular dizendo que quer se separar.

O diretor faz o espectador embarcar em uma jornada pelos estados emocionais de Violeta. Primeiro revoltada, depois numa aflição contida para confrontar o homem e só bem mais tarde finalmente caindo em prantos, o filme é um diálogo de Violeta com si mesma, como ela lida com o abandono durante essa noite e como descobre um horizonte.

Negrini luta com o personagem nos momentos de revolta e aflição contida e vai melhor quando a personagem admite sua perda. Diretor de “Madame Satã”, “O Céu de Suely” e “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo”, em parceria com Marcelo Gomes, Aïnouz faz um filme pequeno, mas cheio de significado.

 

Cena de “O Abismo Prateado”

O diretor falou ao iG após a projeção.

iG: É interessante como o choro demora a vir para a personagem.
Karim Aïnouz:
Violeta é uma mulher corajosa. Ela não teve a chance de olhar no olho do marido, ele deixa um recado no celular. Eu não queria que o filme fosse de historinha, queria apreender esse personagem, que o público sentisse suas ondas, suas sensações. Ela começa indignada, fica com raiva, depois desespero. O choro vem depois. Era muito importante para mim que fosse uma mulher forte, não uma vítima.

iG: Essa coragem seria um contraponto ao marido, que tem uma atitude covarde?
Karim Aïnouz:
Sim. Mas também não tem bem e mal. Eu tenho dificuldade de escrever vilões. As histórias amorosas podem acabar e, às vezes, a gente lida com graça, às vezes, de forma ruim. Ele não deu conta. Quis ainda discutir a masculinidade. Homem de verdade não faz isso, é uma atitude de garoto. Quis falar de uma masculinidade latina específica.

iG: Quando a Violeta encontra a menininha no banheiro da praia, e ela sai com o pai, dá a impressão de que algo errado está acontecendo ali, que ele é um pedófilo, algo assim.
Karim Aïnouz:
Fiz de propósito! Quis brincar com o espectador, mostrar que nem tudo vai dar merda, que a vida pode ser OK. Não digo que o filme seja otimista, mas quando comecei estava com saudade daquela magia misteriosa, de uma aura de encantamento, que existe em filmes como “Noites de Cabíria”. Quis experimentar, que o filme tivesse ar. Não é um “happy end”, mas queria tentar recuperar isso para o cinema brasileiro. Para mim sempre foi importante o impacto político. Mas agora queria deixar esse ar de possibilidade, de otimismo. Acho que é um reflexo de certo estado de coisas. Também queria que fosse um filme de 2011, menos narrativo. É uma história banal, meu interesse é que as pessoas entrem num fluxo com o personagem.

iG: Todas essas coisas vão influenciar seu próximo filme, “Praia do Futuro”?
Karim Aïnouz:
Com certeza. Estou mais interessado na ação física. Cinema é tempo, espaço, som e ação. Estou revendo todo o roteiro, porque cinema falado é do século passado. Gostei desse filme “destramado”, em que nenhuma cena é essencial, mas juntas criam um tom.

* Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes

Enfim, As Cariocas de Stanislaw na Telinha

 

Dia 19, a Rede Globo passa a exibir uma nova minissérie. Baseada na obra do lendário Lalá – jornalista carioca Sérgio Porto – o Stanislaw Ponte Preta –, As Cariocas reúne, de uma só vez, dez das maiores beldades da TV e Daniel Filho, que, desde 1999 (depois de dirigir a novela Suave Veneno), trocou a telinha pela telona e se tornou um dos maiores campeões de bilheteria do país: são dele os sucessos Se Eu Fosse Você e Chico Xavier.

Com As Cariocas, o diretor comemora o retorno aos seriados. Em 1998, ele foi o responsável por Malu Mulher; em 1997 por A Justiceira; e, em 1996, por A Vida Como Ela É…. A nova incursão tem episódios independentes, sem trama fechada, mas que dialogam por meio do cenário e das temáticas: amor, ciúme, sensualidade, traição.  

AS  BELDADES  CARIOCAS

ALINNE MORAES, A Noiva do Catete  

Nádia não lava roupa para não estragar a pele. Sua maior qualidade é o altruísmo: ela adora fazer homens felizes. No caso, o marido e o amante. A atriz contracena com Ângelo Antônio e Nelson Baskerville.  

PAOLA OLIVEIRA, A Atormentada da Tijuca  

Clarissa não mede esforços para afastar os homens. O pavio curto, no entanto, funciona como um verdadeiro ímã para o sexo oposto. Na produção, a atriz faz par romântico com Gabriel Braga Nunes, que retorna à Globo depois de uma temporada na Record.  

 

DEBORAH SECCO, A Suicida da Penha  

Alice é como a Lapa: intensa, sensual e, à primeira vista, um pouco sombria. Só quem já sofreu algum desgosto pode entender o humor afiado – desta moça envolvente que ainda não decidiu o que quer da vida.  

GRAZI MASSAFERA, A Desinibida do Grajaú  

Ex-gordinha que virou um mulherão, Michelle é também ex-moradora do Grajaú que tomou gosto pelo requinte da zona sul. Mas ela precisa voltar para o bairro de origem e descer do salto. Agora ela quer ver quem se atreve a mexer com ela. Em cena com Grazi está Marcelo D2.  

ADRIANA ESTEVES, A Vingativa do Méier

Celi passa tanto tempo na casa dos pais que nem parece que casou há cinco anos. Suspeita das traições do marido, mas, em vez de fazer um barraco, paga na mesma moeda. E com juros e correção monetária. Aílton Graça interpreta o marido. O amante é Joaquim Lopes, namorado da atriz Paola Oliveira, estreando na TV.

ANGÉLICA, A Traída da Barra  

Maria Teresa leva uma vida perfeita até descobrir que era traída pelo marido. Sua forma de lidar com o baque foi a decisão de se vingar da mesma maneira. A curiosidade do episódio é que Angélica contracena com Luciano Huck e que o casal, na vida real, mora na Barra. É o retorno da loira à ficção, que atuou em Caça Talentos e Um Anjo Caiu do Céu.

SÔNIA BRAGA, A Adúltera da Urca  

Júlia é esposa exemplar até descobrir um passatempo um tanto quanto problemático: seduzir homens que não eram seu marido. O episódio marca o retorno de Sônia Braga à TV brasileira, quatro anos depois de fazer Páginas da Vida. Também é o reencontro emocionado do trio que abalou em Dancin’ Days: Sônia, Antônio Fagundes e Daniel Filho, que registra a felicidade batizando os personagens do casal como na novela. Eles são, de novo, Júlia e Cacá. Regina Duarte também está em cena. 

FERNANDA TORRES, A Invejosa de Ipanema  

Cris é linda, rica e mora de frente à Praia de Ipanema. Sua vida, no entanto, não é perfeita. Equilibrar desejos, negócios, amantes, marido e o horário no salão de beleza é mais complicado do que parece.  

ALESSANDRA NEGRINI , A Iludida de Copacabana  

Marta faz questão de vender uma imagem perfeita. É casada, mora na Zona Sul e sua rotina é a de boa mãe de família: passear no calçadão e lembrar, ocasionalmente, do marido. No episódio, Alessandra contracena com Eriberto Leão.   

CINTIA ROSA
A Internauta da Mangueira Gleicy é como as mulatas dos sambas da Mangueira, desejada por todos os homens da Estação Primeira. O defeito é o marido. Bem casada, mantém as aparências de boa moça, mas, na Internet… Eduardo Moscovis é o marido, Preta Gil, a irmã, e Marcos Winter é um detetive.  

O ORIGINAL E O NOVO

 
Há 43 anos, As Cariocas, de Sérgio Porto, era publicado. Do livro de crônicas, apenas dois textos foram utilizados na adaptação de Daniel Filho para o século XXI: A Desinibida do Grajaú e A Noiva do Catete. Os outros oito episódios foram escritos por Euclydes Marinho, Gregório Duvivier e a jovem Adriana Falcão, mas com o cuidado de manter o humor cínico e a verve do escritor.    

STANISLAW PONTE PRETA Jornalista com os dois pés no humor, Sérgio Porto começou a publicar suas primeiras piadas e crônicas no final dos anos 1940 sob o pseudônimo Stanislaw Ponte Preta. Especialista em mulheres, sexo, futebol e boemia, o autor contava, com acidez, o cotidiano no Rio de Janeiro. Publicou As Cariocas em 1967, um ano antes de ser assassinado, aos 45 anos. Escreveu 13 livros.  

TELA BRASIL de graça

Alessandra Negrini aceitou convite da cineasta Laís Bodanzky e vai assistir e comentar os curtas-metragens produzidos pelos alunos das Oficinas Tela Brasil, destinadas a jovens de baixa renda. A sessão, aberta ao público e gratuita, acontece no próximo sábado (20), às 16h, no Ceu Campo Limpo em São Paulo.

Enquanto isso, do outro lado da cidade, os moradores de Jaguara recebem o Cine Tela Brasil entre dias 18 e 20, com sessões gratuitas de filmes nacionais, com patrocínio da Fundação Telefônica.

Os dois projetos são coordenados pelos cineastas Luiz Bolognesi e Laís Bodanzky, que estréiam em abril As Melhores Coisas do Mundo, em todo o país.

Anote:

Oficinas Itinerantes de Vídeo Tela Brasil no Campo Limpo (SP)
Coordenação: Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi
Pré-estreia dos curtas-metragens: Sábado (20.03), às 16h, com Alessandra Negrini
Local: Ceu Campo Limpo

Cine Tela Brasil em São Paulo (Jaguara)
Local: Campo de futebol da Associação de Amigos da Vila Piauí – Rua Barra do Garça, s/n, esquina com a Rua Osvaldo Nascimento, Vila Piauí – Jaguará
Data: 18, 19 e 20 de março (quinta, sexta e sábado)

Programação:

– 8h30: O Grilo Feliz e os insetos gigantes (Livre)
– 10h: A Era do gelo 3 (Livre)
– 13h30: O menino da porteira (12 anos)
– 15h30: Se eu fosse você 2 (10 anos)

Site: http://www.cinetelabrasil.com.br