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Música & Cinema Acampam em Conservatória

Festival Reúne Música e Bom Cinema na Cidade da Seresta

Aberta ontem à noite a quarta edição do Festival CineMúsica 

Chegamos cedo nesta adorável cidade fluminense entre bela e farta vegetação com montanhas convidativas.

Conservatoriamente nominada cidade da Seresta, aqui a música flui aos borbotões desde o agradável café da manhã na aconchegante pousada Sol Maior 2, onde estamos eu, Alice Gonzaga, Ruy Gardnier, Allan Ribeiro e tantos outros que viemos participar do CineMúsica, festival comandado com esmero pelo professor Hernani Heffner.

Hoje à noite acontece a merecida homenagem aos 80 anos da CINÉDIA, por conta da qual Alice Gonzaga recebe cumprimentos desde sua chegada.

A simpatia de Adriana Consentino nos recebe a todo momento, para qualquer situação, na bem equipada Casa de Cultura de Conservatória..

Cleide Salgado responde pela produção-executiva e Célia Martins Pires e Lucas Salgado assinam a assessoria de imprensa. Lúcia Gama, exímia no artesanato de toalhas, conversa franca e disposição invejável, responde pelas oficinas do FormaCine, que ganham a praça da Matriz toda tarde. A curadoria é de Hernani Heffner e Ruy Gardnier, de quem tive a feliz oportunidade de ser aluna em oficina de crítica realizada em Fortaleza há 2 anos…

Ontem à tarde, tive a oportunidade de conhecer o Museu Vicente Celestino, uma preciosidade encravada entre o verde cativante e a antiga estação ferroviária de Conservatória, cidade onde o chocolate, a culinária, o artesanato e a música se espalham como cupim entre papéis de seda… Puro oxigênio !

 

* Logo mais, novos posts sobre o CineMúsica… aguardem…

Vencedores do CINE-CE

* O crítico Luiz Zanin Oricchio nos serve de guia:

O Último Verão de La Boyita, da Argentina, ganhou o troféu Mucuripe de melhor filme no Cine Ceará. Faturou também os prêmios de som e montagem.

O espanhol A Mulher sem Piano ficou com fotografia, roteiro e direção.

O documentário Memória Cubana levou o Prêmio Especial do Júri

O Último Comandante ficou com o troféu de ator, dividido entre Damian Alcázar e Alfredo Catania.

O cubano Lisanka rendeu o prêmio de atriz a Miriel Cejas.

O brasileiro Estrada para Ythaca teve a melhor trilha sonora.

Do Amor e outros Demônios recebeu o troféu de direção de arte.

O único concorrente que nada recebeu do júri oficial foi o mexicano Alamar. Por sorte, recebeu o prêmio de melhor filme pela crítica.

Entre os curtas, o destaque foi para Ensaio de Cinema, do carioca Allan Ribeiro, premiado como melhor filme pelo júri oficial e pela crítica.

Ensaio de Cinema, do carioca Allan Ribeiro: mais prêmios numa vitoriosa carreira

Vivas ao GUARNICÊ !!!

Atendendo a pedido da jornalista maranhense Izabel Almeida, traçei algumas considerações sobre o tradicional Festival Guarnicê de Cinema, aberto ontem à noite:

 
Acompanho o GUARNICÊ desde 2003 e de lá pra cá, venho notando melhoras e crescimento significativo no festival – aumento no número de inscrições, participação crescente de realizadores e adesão do público, diversificação da programação com mais mostras e itinerâncias, tendo inclusive gerado dois frutos importantes: o festival de Vídeo de Bolso e o Curta Lençóis. Costumo dizer, carinhosamente: o Guarnicê é o Festival MAIS FESTEIRO DO BRASIL !

O Guarnicê foi minha porta de entrada para o Maranhão. Conhecer São Luís foi uma experiência especial e modificadora na minha vida. Achei linda a cidade e a maneira como as pessoas aprovam, aplaudem e curtem sua própria Cultura.

O Centro Histórico de São Luís é uma jóia preciosa e o coordenador do festival por mais de 3 décadas, Euclides Moreira Neto (que se tornou meu amigo querido), sempre fez questão de prestigiar as maravilhas peculiares à São Luís, ofertando o rico acervo cultural maranhense aos visitantes de outros estados, possibilitando uma interação prazerosa e frutífera entre todos os convidados e realizadores, das várias regiões brasileiras, tendo o Centro Histórico como grande ponto de referência e difusão da cultura maranhense. O novo coordenador do festival, que assumiu o leme ano passado, professor Alberto Dantas, chegou com disposição e tem tentado, com determinação e empenho pessoal, levar adiante a honrosa tradição do festival, marco na história do audiovisual brasileiro. 

 

Alice Gonzaga, Aurora Miranda Leão e Euclides Moreira Neto no hall do Grand São Luís Hotel em 2008

            Através do GUARNICÊ conheci a beleza ímpar do Bumba-meu-Boi e do Cacuriá e a energia contagiante do Tambor de Crioula. Tornei-me, desde então, uma adepta de primeira hora do Boi e do Tambor, e, orgulhosamente, possa dizer ter sido muitas vezes chamada de “coureira” – grito de guerra entoado pelas mulheres que praticam a gostosa dança ao som dos tambores esquentados e calorosos, típicos da sonoridade da terra de Arthur Azevedo.

Não foram raras as vezes em que cheguei a Fortaleza com os pés “premiados” por enormes calos, adquiridos nas maviosas danças do Tambor. É tanta minha sintonia com os ritmos maranhenses que cheguei até a realizar um curta chamado SANTALEGRIA, uma declaração apaixonada de apreço e respeito pela cultura popular do estado que faz fronteira com meu berço natal. 

              

Pura diversão a quadrilha que celebrou o encerramento do Guarnicê 2007

 Desde que conheci São Luís, estar na capital maranhense durante os festejos juninos tornou-se saudável “obrigação”. É uma alegria imensa presenciar e participar deste que é o São João mais eclético e intenso do Brasil. Aliás, é no Maranhão onde o Nordeste pulsa mais forte em mim e sinto-me em casa quando avisto os primeiros sinais do Centro Histórico de São Luís.

 

O GUARNICÊ é um festival tradicional e de suma importância para a cultura audiovisual do país. Quando comecei a freqüentá-lo, comecei a perceber sua grandeza e espaço privilegiado no cenário artístico do país. Constatei não tratar-se apenas de um festival de cinema mas um enorme congraçamento de várias formas artísticas, no qual a dança, a música, os folguedos populares, o cinema, a gastronomia – e mais recentemente, as novas mídias – interagem formando um multifário mosaico a pulsar em  cores, ritmos, sons, sabores, alegrias.

 

Leona Cavalli, Aurora, Fafy Siqueira e Teca Pereira na edição 2998

É fácil perceber também, para quem atua há cerca de 10 anos na cobertura jornalística de vários eventos culturais: o Guarnicê é um festival que mobiliza as atenções de criadores – entre diretores, roteiristas, fotógrafos, atores, técnicos – de todo o país, o que é evidenciado pelo número sempre muito grande de inscrições, chegadas de vários cantos do país.

 

Lucélia Santos, homenageada da noite de encerramento (edição 2008), e Veiga Júnior, sempre uma força na organização

É sempre significativo o número de inscrições de filmes cearenses, e há sempre um número considerável de produções do Ceará concorrendo aos troféus do Guarnicê.Lembro muito bem quando em 2006 a colega realizadora Michelline Helena, roteirista profícua, de atuação marcante no Ceará, ganhou vários prêmios com seu curta Marilza e a Lata de Leite Condensado… Aliás, uma das coisas que sempre me chamou a atenção no festival, foi o interesse toda vez demonstrado por realizadores de todo o país em participar do festival.

 

O querido amigo ALLAN RIBEIRO, premiadíssimo no festival de 2007 do Guarnicê… aliás, ganhar prêmios é uma constante na trajetória de Allan. Saravá !!!

Quanto à edição deste ano, que prevê mudanças como a escolha do Centro de Convenções para as exibições, e que recebe aporte financeiro especial – tendo inclusive a Petrobrás como marca única a “Apresentar” o Festival -, acredito possa trazer um diferencial capaz de ressignificar valores, estratégias e ações, visando a uma amplitude na abrangência do festival, dotando-o de maior visibilidade junto à cadeia produtiva da cultura, e demarcando sua realização como de extrema relevância para o fomento e incremento da produção audiovisual, sobretudo do Nordeste.

 

Euclides Moreira Neto, hoje presidente da Fundação Municipal de Cultura, Rosamaria Murtinho (homenageada 2006) e Aurora Miranda Leão

    Meus votos sinceros e incentivo indormido para que o Guarnicê se reafirme EVENTO DE SUMA ACUIDADE para a Cultura do Nordeste, abraçando cada vez mais as manifestações populares típicas e tradicionais da região como valores do Patrimônio Imaterial Brasileiro, e reverbere, nos quatro cantos do país, como espaço irradiador, multicultural, abrangente e necessário para a produção, exibição, formação e discussão sobre o lugar permanente de destaque no qual queremos ver o CINEMA BRASILEIRO incluído, sempre mais.

 
 
Rubens Ewald Filho, Aurora Miranda Leão e Paulo Betti em noite de lançamento literário na edição 2007 do Guarnicê. Foto Lauro Vasconcelos.

Allan Ribeiro Vence Huesca

O curta-metragem Ensaio de Cinema, do realizador carioca Allan Ribeiro – um veterano em prêmios  acaba de ganhar o prêmio Cacho Pallero no 38o Fest de Cine de Huesca – Espanha.

“El jurado ha concedido el Premio “Cacho Pallero”, concedido por la Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo, al corto “Ensaio de Cinema”, del brasileño Allan Ribeiro, por su “experimentación forma” y su “sensibilidad” en el tratamiento de los personajes.”

Outro filme brasileiro, Vela ao Crucificado, de Frederico Machado, Maranhão, recebeu Menção Honrosa.
 

Mais em:
http://www.agendadefestivais.com.br/2010/06/curta-brasileiro-recebe-o-premio-cacho.html