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Irandhir Santos chega a Gramado como Tatuagem…

TATUAGEM, filme do pernambucano Hilton Lacerda – roteirista de vários títulos dos quais se destacam Amarelo Manga, A Festa da Menina Morta, Árido Movie e Febre do Rato -, foi selecionado para a Mostra Competitiva de longa-metragem nacional do 41º Festival de Gramado, a ser realizado de 9 a 17 de agosto.

Irandhir Santos, magnânimo ator pernambucano, estará na disputa pelo KIKITO…

O filme se passa no ano de 1978, e mostra confrontos e reflexões de uma geração analisados a partir da periferia, ao mesmo tempo em que acompanha o romance entre um soldado de 18 anos e um agitador cultural, dono de um cabaré anarquista.

A história se desenrola no passado e visita questões muito pessoais sobre as quais Hilton Lacerda vem refletindo: o que acontece com as cores que pintamos para o futuro quando o futuro bate à nossa porta?

Tatuagem filme

TATUAGEM é um olhar muito particular para um momento definidor da alma de um povo e dos caminhos de seu cinema, que hoje tem em suas manifestações periféricas seu viés mais excitante. Assim, o filme é a busca da discussão de um tema geral a partir de suas nuances.

Revisitando o Cinema Novo, flertando com o experimentalismo do super-8 da década de setenta no Brasil e dialogando com o cinema contemporâneo, Tatuagem procura jogar luz sobre as várias maneiras que podemos ler e interpretar a história e a cinematografia de um país, devolvendo-lhe texturas e cheiros, e abrir uma brecha para vislumbrar uma das faces mais interessantes e complexas do Brasil: a história que nasce na marginalidade dos acontecimentos.

Outra inspiração para o filme foi o grupo teatral anárquico Vivencial Diversiones, existente no eixo Recife-Olinda, entre 1974 e 1981. Eles viviam em comunidade, numa casa em Olinda, na frente da qual Lacerda passou muitas vezes na infância. “Ficava no caminho da casa da minha avó. Sempre me diziam, ‘olha, aquela é a casa do Vivencial’”, relembra. Embora o grupo seja uma fonte, o diretor ressalta que o filme não é uma biografia nem se prende a personagens do Vivencial.

Lacerda ressalta que esse não é um filme de época, nem se pretende fixo a uma data específica. A proposta é, a partir do passado, discutir o presente. “Os personagens falam muito que, no futuro, tudo vai ser melhor. O preconceito ia acabar, o mundo ia ser melhor… Era a crença da época, a ideia de que o Brasil ia dar certo”, explica o diretor.

Por isso, um dos cenários escolhidos foi a parte histórica de Olinda: “Nosso compromisso não é exatamente com o ano, mas Olinda tem essa neutralidade temporal. Fora isso, os artistas da época gostavam muito daqui da Cidade Alta, tinha tudo a ver”, destaca o produtor João Vieira Júnior.

Hilton Lacerda

Natural de Recife, Hilton Lacerda se destacou pelos roteiros de filmes como AMARELO MANGA (2002, direção de Cláudio Assis), FILMEFOBIA (2008, direção de Kiko Goifman), A FESTA DA MENINA MORTA (2008, direção de Matheus Nastchergale), FEBRE DO RATO (2011, direção de Cláudio Assis), e ÁRIDO MOVIE (2006, direção de Lírio Ferreira), entre outros. Todos exibidos com destaque em festivais nacionais e internacionais de prestígio como Brasília, Gramado, Festival do Rio, Mostra Internacional de São Paulo, Berlim, Locarno, Roterdã, Havana, Bafici, Cannes etc.

Codirigiu o documentário CARTOLA – MÚSICA PARA OS OLHOS (2007, parceria com Lírio Ferreira).  Com TATUAGEM assina sua primeira ficção como diretor.

Sinopse

Brasil, 1978. A ditadura militar, ainda atuante, mostra sinais de esgotamento. Em um teatro/cabaré, localizado na periferia entre duas cidades do Nordeste do Brasil, um  grupo de artistas provoca o poder e a moral estabelecida com seus espetáculos e interferências públicas. Liderado por Clécio Wanderley (Irandhir Santos), a trupe conhecida como Chão de Estrelas, juntamente com intelectuais e artistas, além de seu tradicional público de homossexuais, ensaia resistência política a partir do deboche e da anarquia.

A vida de Clécio muda ao conhecer Fininha (Jesuíta Barbosa), apelido do soldado Arlindo Araújo, 18 anos: um garoto do interior que presta serviço militar na capital. É esse encontro que estabelece a transformação de nosso filme para os dois universos. A aproximação cria uma marca que nos lança no futuro, como TATUAGEM: signo que carregamos junto com nossa história.

Irandhir e eu

Irandhir Santos, que protagoniza ‘Tatuagem’, e Aurora Miranda Leão na edição 2013 do Festival de Cinema de Anápolis…

Ficha Técnica

TATUAGEM

Elenco: Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa, Rodrigo García, Sílvio Restiffe, Sylvia Prado Empresa Produtora: REC Produtores Associados Roteiro e Direção: Hilton Lacerda Produção: João Vieira Jr. Produção Executiva: Nara Aragão Direção de Produção: Dedete Parente Costa Direção de Fotografia: Ivo Lopes Araújo Direção de Arte: Renata Belo Pinheiro Trilha Musical: DJ Dolores (Helder Aragão) Montagem: Mair Tavares Figurino: Christiana Garrido Maquiagem: Donna Meirelles Desenho de Som: Waldir Xavier Som Direto: Danilo Carvalho Mixagem: Ricardo Cutz

* Em Gramado, o Blog Aurora de Cinema vai atuar com apoio cultural do SKY Hotel…

Sky

Walter Carvalho será homenageado em Festival no Rio

 

Festival Nacional de Cinema do IFF homenageia fotógrafo paraibano 

 
 
 
 

Com larga folha de serviços prestados ao cinema nacional o fotógrafo e cineasta Walter Carvalho, será o homenageado do 1º Festival Nacional de Cinema do IFF



Filmes nos quais Walter Carvalho atuou como fotógrafo

Febre do rato (2011), de Claudio Assis. Prêmio de melhor fotografia no Festival de Paulínia 2011.
 Sonhos Roubados (2009), de Sandra Werneck
23 anos em sete segundos: o fim do jejum do Corinthians (2009), de Di Moretti
A Erva do rato (2008), de Julio Bressane
Chega de saudade (2007), de Laiz Bodanzky
Cleópatra (2007), de Julio Bressane. Prêmio de melhor fotografia no Festival de Cinema de Brasília.
O céu de Suely (2006), de Karim Aïnouz
O baixio das bestas (2006), de Cláudio Assis
Eu me lembro (2005), de Edgar Navarro
Crime delicado (2005), de Beto Brant. Prêmio de melhor fotografia no 10º Festival de Miami.
Veneno da madrugada (2005), Ruy Guerra. Prêmio de melhor fotografia no Festival de Brasília.
A máquina (2005), de João Falcão
Entreatos (2004), de João Moreira Salles
Cazuza – O tempo não pára (2004), de Sandra Werneck e Walter Carvalho
Carandiru (2003), de Hector Babenco
Filme de amor (2003), de Júlio Bressane
Madame Satã (2002), de Karim Aïnouz
Amarelo manga (2002), de Cláudio Assis
Lavoura arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho. Prêmio de melhor fotografia nos festivais de Cartagena e Havana. Prêmio da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) e o Grande Prêmio Brasil do Cinema Brasileiro.
Amores possíveis (2001), de Sandra Werneck
Abril despedaçado (2001), de Walter Salles
O primeiro dia (2000), de Walter Salles
Villa-Lobos, uma vida de paixão (1999), de Zelito Viana
Notícias de uma guerra particular (1999), de João Moreira Salles e Kátia Lund
Central do Brasil (1998), de Walter Salles
Pequeno dicionário amoroso (1997), de Sandra Werneck
Cinema de lágrimas (1995), de Nelson Pereira dos Santos
Terra estrangeira (1995), de Walter Salles
Socorro Nobre (1995), de Walter Salles
Krajcberg, o poeta dos vestígios (1987), de Walter Salles
Jorge Amado no cinema (1979), de Glauber Rocha

Filmes nos quais Walter Carvalho atuou como Diretor
 
Raul – O início, o fim e o meio (2011)
Budapeste (2009)
Moacir arte bruta (2005)
Cazuza – O tempo não pára (2004)
 Lunário perpétuo (2003)
Janela da alma (2002). Codirigido com João Jardim.