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Brasil e França vão estrear coprodução na TV

Em euros, dólares ou reais ? Dividir a conta do audiovisual com colegas estrangeiros é um caminho a ser explorado por produtores brasileiros.

O fenômeno, que no cinema já rendeu filmes como “À Deriva” e “Ensaio Sobre a Cegueira”, atinge também a TV. O RioContentMarket, evento internacional que reúne profissionais do setor, terminou sexta com apresentação de vistosas coproduções e um acordo entre as associações de produtores independentes de TV no Brasil e no Reino Unido.

Brasil e França se uniram para Rouge Brésil, ou Vermelho Brasil, um longa-metragem que também vai virar minissérie de cinco capítulos, a ser exibida na Rede Globo e numa emissora francesa.

A parceria é trinacional: do lado de cá, Conspiração Filmes, Globo Filmes e Riofilme; a produtora francesa Pampa Films e o diretor canadense Sylvain Archambaut também aportam no projeto.

Com o respeitável orçamento de nove milhões de euros, Vermelho Brasil narra justamente um conflito entre dois países agora parceiros. A trama retoma 1555, quando uma expedição francesa comandada por Nicolas de Villegagnon tentou tomar o Brasil de Portugal, com uma invasão fracassada na baía de Guanabara (Rio de Janeiro).

Como base, os produtores usaram o romance histórico homônimo. Em 2001, o livro rendeu o Goncourt (importante prêmio literário da França) ao escritor Jean-Christophe Ruffin –adido cultural do Consulado Geral da França em Recife de 1989 a 1990.

A produção está em marcha desde o começo do século. As filmagens aconteceram em setembro, e a previsão é estrear em 2013, nos dois continentes.

     
Cena da coprodução "Vermelho Brasil"
Cena da coprodução “Vermelho Brasil”

Sócio da Conspiração, Ricardo Rangel disse ter bancado “o preço do pioneirismo”, fazendo malabarismo para conciliar os acordos bilaterais que o Brasil mantém com França e Canadá.

Ele define Vermelho Brasil como o maior projeto de TV do país, fora algumas superproduções da Rede Globo.

Fabiano Gullane, da Gullane Filmes, também se aliou à França em seu novo projeto: “Amazônia – Planeta Verde”. Ele anunciou o projeto, rodado em 3D e só com personagens animais, ao lado de Stéphane Millière, da produtora francesa Gédéon.

O longa é contado pela perspectiva de um macaco prego, único sobrevivente de um acidente aéreo na Amazônia.

PARA INGLÊS VER

A ABPITB (Associação Brasileira de Produtoras Independentes de TV), que organiza o RioContentMarket, selou no terceiro dia do evento um protocolo de cooperação e coprodução com o Pact, seu equivalente no Reino Unido.

Brasil e Reino Unido ainda não possuem acordo bilateral. Na área televisiva, os produtores nacionais só têm canais diplomáticos com Alemanha e Canadá.

Para brasileiros, a aliança é uma chance de absorver lições do mercado britânico. Em 2003, os produtores de lá foram beneficiados com uma lei que exigia cota mínima de 25% de programação independente nos canais abertos.

Entre os indies do Brasil, há expectativa para impulso semelhante na produção. Por aqui, é a TV paga que serve de trampolim: em abril, entra em vigor uma lei que estabelece cotas de produções brasileiras independentes nos canais fechados.

Para o diretor-executivo da Pact, John McVay, os dois parceiros vivem em tempos frutíferos para seu mercado audiovisual. “Parece uma combinação perfeita.”

Produtoras do país europeu ainda não são páreas para uma Endemol, a holandesa responsável por Big Brother, mas tentam se consolidar como exportadoras de formatos. Um reality show deve chegar em breve ao país, no programa de Luciano Huck, na Globo: Ruim de Roda, em que os piores motoristas testemunham seus carros serem destruídos por um monstro robótico gigante.

Imagens de Araquém Alcântara em Dois Livros

 

LIVROS EXPÕEM IMAGENS RECENTES E CLÁSSICAS DE ARAQUÉM ALCÂNTARA, UM DOS MAIS IMPORTANTES FOTODOCUMENTARISTAS DO PAÍS 

 Chegam às livrarias em dezembro duas novas obras do precursor da fotografia de natureza no Brasil: o inédito Araquém Alcântara: Fotografias e a reedição ampliada de TerraBrasil, o maior best-seller brasileiro do gênero: 82 mil exemplares em suas 11 edições anteriores, uma prova do prestígio e da qualidade do trabalho do fotógrafo que já publicou 41 livros temáticos e ganhou mais de 50 prêmios nacionais e internacionais.

A noite de autógrafos das duas publicações acontece dia 8 de dezembro, quarta, a partir das 19 horas na Livraria da Vila dos Jardins (Alameda Lorena, 1.731 – Tel.: (11) 3062-1063), com preços especiais para os dois livros. Araquém Alcântara: Fotografias

   

Trata-se de uma obra diferenciada, à medida que reflete a maturidade de um fotógrafo que já publicou 41 livros temáticos, ganhou mais de 50 prêmios nacionais e internacionais e agora apresenta um trabalho com forte teor poético e totalmente livre de temas. A curadoria das imagens é do fotojornalista e crítico Eder Chiodetto, para quem o andarilho Araquém, após 40 anos como viajante pelo país, agora se liberta, apresentando um trabalho autoral totalmente inovador.

Chiodetto e Araquém já atuaram juntos em outras ocasiões, como no livro “Sertão Sem Fim”, finalista do Jabuti 2009, um dos prêmios literários mais prestigiados do Brasil. O curador comenta a parceria: “A proposta daquela publicação foi renovar a forma como os livros de Araquém eram editados, dando maior ênfase ao olhar fotográfico e menos aos textos ou aos projetos gráficos. No novo trabalho, essa ideia está ainda mais intensa. Não há um tema. O fio condutor é o olhar de Araquém, sua relação com a fotografia, com o Brasil. A poética se sobressai ao discurso político. É um livro de autor, de um poeta que, na maturidade, percebe as nuanças de sua linguagem e a capacidade de dizer o máximo com o mínimo de recursos. Trata-se de um livro de luz. Mostra como um artista reage ao mundo pela percepção da luz e da forma e o traduz subjetivamente em signos universais”, define Chiodetto.

Para o curador, Araquém é um caso raro por manter-se e publicar muito bem ao longo de décadas sem, por exemplo, recorrer à fotografia publicitária, apenas mostrando seu trabalho autoral e a pesquisa sobre o Brasil. “Um artista como esse deve ter algo de especial. Desconheço outro fotógrafo brasileiro com uma trajetória como essa. É bonito perceber que por 40 anos Araquém mantém o foco, seja denunciando os problemas estruturais no trato com o meio ambiente, seja criando a mais importante documentação sobre a fauna e a flora nacionais, seja andando por esse país com seu olhar apaixonado para nos dar a magnitude da cultura brasileira. É uma ação política e poética que as novas gerações precisam conhecer e se espelhar”, diz. 

O livro Araquém Alcântara: Fotografias reúne 80 fotos clicadas originalmente em preto e branco, a maior parte produzida nos dois últimos anos em todas as regiões do Brasil. Estão lá as pessoas, a metrópole, a mata, o rio e até a neve. As imagens estão desvinculadas umas das outras. Cada uma ocupa uma página ímpar, enquanto as páginas pares trazem a simples identificação da cena, fornecendo um respiro para a contemplação.

Ao escolher as fotos para o livro, Eder identificou o que chama de “ciclos de vida e de morte” no conjunto. Uma tempestade brutal se arma para pavor do rio e da barca isolada. O gado vai com obediência, talvez para a ponta da lâmina. Tem até uma figura que parece a própria morte, mas é um trabalhador com uniforme para a lida na caldeira. Os operários erguem um espigão cheio de geometrias, o pai afetuoso carrega o filho nos ombros, a indiazinha troca um olhar cúmplice com a preguiça. O ciclo flerta com a morte mas encontra a vida pulsando de novo.

Araquém Alcântara: Fotografias (Editora TerraBrasil) tem 196 páginas no formato de 30,5 cm x 25 cm, contendo 81 fotografias em preto e branco, impressas em papel italiano Garda Klassica 150g. O preço de capa é R$ 120,00 (no lançamento, será vendido a R$ 100,00).

 TerraBrasil 

   

A obra ganha uma nova edição totalmente renovada. Trata-se do maior best-seller da área de fotografia no Brasil, com impressionantes 82 mil exemplares vendidos em 11 edições, desde o lançamento original em 1998. Primeiro registro visual de todos os parques nacionais brasileiros, logo se tornou referência entre fotógrafos, ambientalistas e viajantes.

É fruto de um ousado e inédito projeto, para o qual Araquém viajou por 300 mil km e produziu mais de 30 mil imagens de todos os então 40 Parques Nacionais. Consumiu 11 anos em viagens – sendo seis meses ininterruptos na Amazônia – e mais três anos até que Araquém conseguisse editá-la. Sem falar nos perigos, como quando ficou sequestrado por índios caiapós menkragnotire no rio Curuá (PA), interessados em entender o que fazia ali o homem urbano e seu maquinário.

Agora, a publicação conta com papel e impressão de alta qualidade e 50% de fotos inéditas, ampliando a abordagem, indo além dos Parques Nacionais e abranger todos os ecossistemas do país. Do original, estão mantidas as instigantes apresentações assinadas por Carlos Moraes e Rubens Fernandes Jr. Como também a famosa capa, em que uma onça olha fixamente para a objetiva, numa postura parte hipnótica, parte aterrorizadora. Pode-se achar que o felino posa respeitosamente para a câmera, mas talvez esteja só organizando o ataque.

A nova edição, a 12ª de TerraBrasil, tem 248 páginas no formato de 28 cm x 33,5 cm, contendo 152 fotografias (cor e p&b, analógicas e digitais), impressas em papel importado Novatech brilhante. O preço de capa é R$ 149,00 (no lançamento, será vendido a R$ 120,00).

 Futuro sombrio 

No conjunto de sua obra, Araquém Alcântara chama para a briga. É que em quase todos os seus livros, a exuberância das paisagens chega acompanhada de denúncias – visuais ou verbais; sutis ou explícitas – sobre o mau trato com o meio ambiente. Então desde cedo na carreira, há cerca de 40 anos, seu olhar passou a enquadrar tanto o deslumbre quanto a destruição. 

Hoje, o fotógrafo se diz ainda mais pessimista em relação ao que os humanos fazem à natureza. “Estou desiludido, cada vez mais. Mas continuo sendo um desiludido apaixonado”, ressalva. 

Futuro próximo 

Araquém já prepara outros trabalhos. Para o final de 2011, prevê um livro sobre cheiros e sabores da Amazônia, feito em parceria com o chef Alex Atala. E outro acerca de cachaças, em conjunto com o sommelier Manoel Beato e que deve incluir um curioso estudo de Gilberto Freyre sobre a bebida nacional.

Até 2013, devem ocorrer comemorações pelos 40 anos de carreira do fotógrafo. Há projetos de uma exposição e de novas publicações. Araquém tem vontade de produzir uma trilogia sobre o Brasil contemporâneo, além de um estudo – “numa linha euclidiana” – sobre a terra, o homem e a extinção, tendo os rios da Amazônia como personagens-chave.

Mistérios da Amazônia no Teatro

ESPETÁCULO INFANTIL AMAZÔNIA ADENTRO APRESENTA MISTÉRIOS E HISTÓRIAS DA REGIÃO AMAZÔNICA
 
Com a Cia. Conto em Cantos, a peça possui texto inédito, criado a partir da pesquisa de campo em comunidades ribeirinhas realizada pelas atrizes Juliana Offenbecker e Priscila Harder

 
A Cia. Conto em Cantos está em temporada do espetáculo teatral infantil Amazônia Adentro, no Auditório do Sesc Pinheiros, fazendo apresentações todos os domingos até 12 de dezembro.  A peça aborda lendas e culturas da região amazônica e busca aproximar as crianças, jovens e adultos deste universo de magia, repleto de seres encantados e misteriosos.
 
O espetáculo possui texto inédito criado a partir da pesquisa de campo realizada pelas atrizes Juliana Offenbecker e Priscila Harder. As artistas pesquisaram por dois meses a cultura popular em comunidades ribeirinhas da Amazônia (Amazonas e Pará) e dedicaram quase dois anos para a construção da obra (entre 2008 e 2009), que possui também trilha sonora ao vivo e canções do poeta manauara Celdo Braga.
 
Na peça, Barbra e Sirona são vizinhas ribeirinhas no Amazonas. Sozinhas numa canoa desejam chegar a Parintins e participar da “Festa do Boi”. Nesta viagem percorrem uma trajetória mítica que envolve universos humanos e amazônicos, resgatando lendas, tradições, músicas, superstições e encantamentos do povo ribeirinho. Adentrando rios infinitos e matas densas e seculares, Barbra e Sirona, fazem também uma viagem para dentro de todos nós desvendando histórias, muitas vezes desconhecidas, mas tão ligadas a nossa fonte inicial, a nossa raiz: o ser brasileiro, o ser universal.
 
 
Ficha técnica
Direção e dramaturgia | Solange Dias
Pesquisa de campo | Juliana Offenbecker e Priscila Harder
Atrizes | Juliana Offenbecker e Priscila Harder
Direção musical e Músico | Fabio Freire
Canções | Fábio Freire e Celdo Braga (compositor manauara)
Manipulação de bonecos e contra-regra | Ludmila Dorta
Iluminação | Camila Andrade
Cenografia e adereços | Marisa Rebolo
Orientação de manipulação de bonecos | Carolina Cal
Preparação circense e teatro de sombras | Wilson Mandri
Figurinos e bonecos | Leide de Castro
Produção | Juliana Offenbecker e Priscila Harder

 
 
Cia. Conto em Cantos
A companhia Conto em Cantos foi fundada em 2005 pelas atrizes Juliana Offenbecker (formada pelo teatro-escola Célia Helena e licenciada em Artes Cênicas na UNESP) e Priscila Harder (formada pelo teatro-escola Célia Helena e Bacharel em Direção Teatral na Escola de Comunicação e Artes da USP).

Com interesse em aprofundar seus conhecimentos na linguagem cênica por meio de histórias e narrativas, e de levar o potencial transformador da vivência teatral ao mais diversos lugares a companhia desenvolveu, ao longo de 05 anos, apresentações de narração de histórias, entre as quais destacam-se: Contos de Meio Ambiente, Quatro Contos do Mundo, Encantos Reais, Limeriques, Contos Brasileiros e Uma Linda Mulher e outras histórias.
 
A linguagem da companhia prima por mesclar narração e dramatização, utilizar recursos sonoros e materiais simples que estimulem a imaginação. Atualmente, a companhia Conto em Cantos trabalha com espetáculos teatrais, narração de histórias e oficinas de teatro. Foram realizadas, desde 2005, mais de 400 atividades que ocorreram em teatros, escolas públicas e particulares, centros culturais, rede Sesc, livrarias, bibliotecas, feiras de livros e parques no estado de São Paulo  e em comunidades ribeirinhas e na periferia dos estados do Amazonas e do Pará.
Desde 2007 a companhia é contemplada pelo PROART e realiza apresentações em escolas municipais, CEUs e participa do programa Recreio nas Férias da Prefeitura Municipal de São Paulo.
Em 2009 estreou o espetáculo de teatro-narrativo VOZ INVENTADA, criado a partir de poemas de Manoel de Barros. Este espetáculo foi convidado a participar do projeto Viagem Literária 2010 e a realizar diversas apresentações em cidades do interior do estado de São Paulo.
No ano de 2008 iniciamos uma pesquisa de campo na Amazônia com os seguintes objetivos: intercambio cultural (narração de histórias do nosso repertório e coleta de histórias populares da região), imersão cultural, criação de uma nova dramaturgia baseada na cultura amazônica, e apresentação do espetáculo AMAZÔNIA ADENTRO. A pesquisa e o processo de criação duraram aproximadamente 2 anos, e culminou na estréia e temporada do espetáculo no Centro Cultural São Paulo.

VAMOS AO TEATRO !
 
Mais informações :
http://www.ciacontoemcantos.blogspot.com/

CURTA AMAZÔNIA INCENTIVA CRIAÇÃO de ROTEIRO

Visando a estimular novos talentos na área de roteiro para cinema, Carlos Levy (organizador do Festival de Cinema CURTAMAZÔNIA) conclama estudantes, profissionais liberais e a comunidade de Porto Velho em geral para esta nova campanha de estímulo e incentivo à criação de histórias para virar roteiro cinematográfico. 

É isso mesmo!!! Você que gosta de escrever as mais diferentes histórias, seja do cotidiano ou não, faça isso a partir de agora e concorra a uma PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA EM VÍDEO após a realização do 1º Festival de Cinema CURTAMAZÔNIA/2010

Sua história será sorteada durante o festival. O VENCEDOR terá a sua disposição uma equipe de cineastas de Rondônia e Belém para auxiliar na execução de seu roteiro cinematográfico e equipamentos para realização de seu filme de curta-metragem.

Não perca tempo, seja criativo e comece a escrever sua história que ela vai virar roteiro cinematográfico e depois um filme. 

É simples: escreva sua história e mande para o endereço abaixo. Inscrições gratuitas.

As locações das produções se limitam à capital de Porto Velho. Consta no kit de produção cinematográfica: Finalização do roteiro, externas com cinegrafista, equipe de produção, finalização digital, GC e 100 Cópias em mídia DVD do material finalizado.

 PROMOÇÃO: ASSOCIAÇÃO CURTA AMAZÔNIA

PARCERIA: ABD/RO, Imprensa e sites parceiros do Estado de Rondônia.

 Mande sua história somente para o seguinte endereço:

 ASSOCIAÇÃO CURTA AMAZÔNIA

Rua Raimundo Cantuária, 712-B, Bairro Baixa União, CEP: 76.805-862, Porto Velho-RO

Informações: (69) 3224-7077 – festival@curtamazonia.com