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Noite de abertura do Comunicurtas, que vem cheio de atrações, e revelando novo talento campinense

Saí de Fortaleza no comecin da manhã de domingo e antes das sete o avião tocava rumo a Salvador, pra de lá então, depois de algumas horas, fazer a rota até Campina Grande.

A chegada na cidade paraibana foi supimpa ! Desembarquei no começo da tarde e tive no voo a companhia do diretor Ives Albuquerque aplacando meu medo de avião… Alegria avistar, ainda de longe, quando aguardava minhas malas apontarem na esteira, o rosto de meu amado convidante.

Ira de Guadalupe, André da Costa Pinto e Cíntia de Oliveira: gente que faz o Comunicurtas…

Anfitrião de primeira, André da Costa Pinto estava no aeroporto, como sempre, cercado por gente de sua adorável equipe como as queridas Cintia de Oliveira e Fabíola Rodrigues. No hotel, o reencontro com minha queridamiga Aninha – cineasta Ana Célia Gomes -, e mais tarde com outra parceira do Bem, Carol Torquato Ledo, e com o querido fotógrafo Wagner Pina. 

Campina Grande conta visíveis progressos e está ainda mais bonita à noite. No cardápio, deliciosas massas do “Spoleto”, e vem muito mais coisa boa por aí. O fotógrafo Walter Antunes e a cantora Luama Socio já estão por aqui. Os demais convidados chegam logo mais. A semana de CINEMA na cidade paraibana promete bastante auê e alegrias multicoloridas. Desde já, PARABÉNS à UEPB e a este aguerrido CineastArtista, André da Costa Pinto, um eterno e, cada vez mais, Queridooooo !

André da Costa Pinto: um dínamo que o Teatro deu ao Cinema… Queridooooo !
De presente deste menino cineasta inquieto-talentoso-indormido e eletrificante ANDRÉ DA COSTA PINTO – apaixonante desde a primeira vista -, ganhei uma mochila ultra hiper chic fashion… fui às nuvens rapidinho. Logo eu, que amo bolsas, inda mais da cor telha. Pasmem !
Foi isso mesmo que ganhei de André: uma estilosa mochila na minha cor predileta, criação de um jovem, talento, ousado e criativíssimo artista visual e estilista de acessórios, por nome Belarmino.
* Para os que sabem de André da Costa Pinto, é fácil supor ter sido ele quem descobriu e agora revela o promissor artista que acabo de conhecer, com satisfação, em Campina Grande. O nome dele é Belarmino.
Ana Célia Gomes e André da Costa Pinto: amizade longa e parceria profícua…
É preciso carregar alma de Artista e ter sensibilidade de ourives para descobrir,  em breves momentos e poucas linhas, o cerne da artisticidade que irrompe em pequenos gestos e decisivas posturas diante do cotidiano.  André tem este perfil, por isso traz sempre consigo esses condões de luz que contagiam e prospectam novas panorâmicas criativas.
É tão charmoso e bonito este Belarmino, tão afetuoso,  singelo e, criador de maravilhas com coisas impensadas, que resolvi chamá-lo Belê. Ele é a própria imagem da beleza, da originalidade, da fecundidade fashionista a expandir-se por várias plataformas, as quais vai imaginando e concretizando em finas iguarias, a serem  reveladas ao público do COMUNICURTAS em exposição que será aberta terça, na segunda noite do concorrido festival.

É de Belarmino (BELÊ) a incrível mochila que já faz parte das relíquias de meu guarda-acessórios. Em breve, postarei fotos aqui pra você, leitor amigo, conferir.

Imagine de que material é feita a mochila….

De um material que todo mundo acredita servir apenas para embalar o cimento que serve de invólucro a tantas construções.

Em breve, falo mais sobre as incríveis criações de Belarmino por aqui e mostro fotos pra você, leitor amigo, pra quem este Aurora de Cinema é dedicado.

ComuniCurtas: Selecionados serão divulgados semana que vem

 André da Costa Pinto, idealizador e coordenador-geral, avisa: semana que vem, serão divulgados os filmes concorrentes desta edição e serão abertas as inscrições para palestras e oficinas.
 
O AURORA DE CINEMA vai participar do Festival e integrar a cobertura diária de Imprensa do COMUNICURTAS para informar seus muitos leitores.

Espaço de Arte: território de Afeto, Cinema e algo mais em Curitiba

Visita ao aconchegante Espaço de Arte, criado e coordenado por Cássia Hauari na capital paranaense, é obrigatória…

Estive em Curitiba final de maio por conta do Festival OLHAR DE CINEMA, que, em sua primeira edição, já chegou marcando presença e dizendo que veio para ficar.

Foram dias ótimos na capital paranaense, cercada de amigos queridos, vendo bons filmes, saboreando deliciosos pratos e conversando muito sobre Cinema. Que, sendo a Sétima Arte, traz todas as outras.

Curitiba tem uma arquitetura impressionantemente bela, ruas bem cuidadas e uma aura de paz que permeou toda nosssa estada por lá. E como chove na capital paranaense ! Não ficamos um dia por lá sem que a chuva deixasse de cair, farta e constante. Falo no final de maio, início de junho. Também lá já estive, em épocas de verão, e o calor reina absoluto.

Pois foi lá nesta cidade querida onde reencontrei minha amiga Sandra Zawadzki, artista plástica e cineasta, que nos acolheu (ao lado de seu companheiro, o cineasta Mello Viana) com braços e coração abertos, tornando a estada em Curitiba muito mais agradável. E inesquecível.

Foi Sandra Zawadzki quem nos apresentou outra artista curitibana, a incrível Cássia Hauari, misto de deliceza, sensibilidade, hospitalidade e simpatia que cativam à primeira vista.

Aurora, André Costa e Sandra Zawadzki: encontro feliz na noite curitibana…

Sandra e Cássia são irmãs de alma, inspiradas artífices do melhor tom e da mais fina harmonia, buscando a beleza das pequenas coisas; afetivas em gestos triviais; doces e envolventes, sem fazer esforço algum.

Solícitas, foram amigas e anfitriãs do mais alto quilate. Levaram-nos para um excepcional point da noite curitibana – o restô espanhol  Pata Negra -, onde jantamos pratos deliciosos e refinados, como o salmão ao molho de manga e arroz de castanhas e amêndoas que eu pedi – ai, delícia, assim eles me matam !

E na segunda foi a vez de nos convidarem a conhecer o Espaço de Arte, depositário de todos os sonhos e concretudes artísticas de Cássia Hauari, um lugar delicadamente belo, sensivelmente artístico e afetuosamente magnético.

Ali, eu, André Costa, e nossas amigas Fabíola Rodrigues e Fabiana Silveira, passamos uma inesquecível segunda-feira, debaixo de uma chuva torrencial, mas nem ela tornou frio aquele dia pleno de carinho, arte, cultura e valiosa troca de saberes.

No ESPAÇO DE ARTE, há lugar e boa vontade pra acolher toda forma de Arte, qualquer forma de expressão artística.

Cássia Hauari faz Especialização em Arte-Educação, mas de uns anos pra cá, é fascinada por Cinema. Conta isso com um brilho contagiante nos olhos. O sonho maior que ela acalenta agora é levar o cinema pra dentro de seu Espaço de Arte, onde já há uma sala bacana e bem equipada. As cadeiras são de um antigo cinema de Curitiba. Ela só queria assim. E foi atrás num antiquário até descolar as históricas cadeiras para seu Espaço.

Indormida, Cássia aproveitou a realização do Festival OLHAR DE CINEMA e participou de oficinas e do Seminário de Cinema Contemporâneo. Ficou encantada com as aulas do professor Hernani Heffner e conseguiu levar uma porção de amigos a fazer o curso junto com ela. E foi lá, num dos debates do festival, que Cássia conheceu o jovem cineasta/ator/produtor e professor da UEPB, André da Costa Pinto, e encantou-se com as palavras do diretor.

Sei bem o que é isso e o quanto a fala de André tocou Cássia. Eu também fui tocada de imediato pela força, ousadia e destemor deste guri paraibano quando o conheci em São Luís, há alguns anos, numa edição do Festival Guarnicê de Cinema, comandado por Euclides Moreira Neto.

André da Costa Pinto é assim: um vulcão derramando ideias, sensibildiade, ousadia e afetividade por todos os poros. Impossível não se contaminar.

E foi por isso que aconteceu nossa ida ao ESPAÇO DE ARTE. Cássia Hauari encantou-se com André e seu inventivo e prolífico festival de cinema, o COMUNICURTAS, que a UEPB realiza desde o início, e chega este ano à sétima edição. Cássia ficou tão empolgada com as histórias de André da Costa Pinto que já agendou visita à UEPB pro início de julho: quer conhecer de perto a Reitora Marlene Alves (que vem realizando um trabalho importante, pioneiro, e fundamental em defesa da Educação e da Cultura em Campina Grande) e entender melhor como André consegue realizar o festival em Campina e mobilizar tanta gente, seja da cidade, da Paraíba, ou dos quatro cantos do país.

Porque Cássia Hauari também pretende fazer um festival de cinema e quer que ele seja tão imponente, pulsante e aglutinador como o ComuniCurtas idealizado por André.

Por isso, levou André para conhecer seu espaço e conversar com seus parceiros de jornada e de ideias sobre a experiência dele em Campina Grande.

Este AURORA DE CINEMA acompanhou tudo de perto e pode garantir que, nasceu ali, naquele dia chuvoso em Curitiba, tendo como cenário o ESPAÇO DE ARTE, uma vigorosa semente audiovisual. Daquele Encontro, artístico, afetuoso e eloquente, comandado por Cássia Hauari, vai germinar o benfazejo fruto de uma nova aurora cinematográfica.

E como se não bastasse toda a alegria e os fluidos mágicos proporcionados por este encontro, no qual Sandra Zawadzki tem contribuição relevante, Cássia ainda nos brindou com um inigualável almoço nas dependências de seu convidativo ESPAÇO DE ARTE. Detalhe: o cardápio, de extremo bom gosto, foi todo elaborado pela própria Cássia, bem como a decoração do ambiente. Há ainda que citar, em negrito, a competência de seu corpo funcional, onde se destaca sua filha Thaíse Hauari, sendo o lugar comum inevitável: a garota é bela, simpática e tão boa anfitriã quanto a mãe -, responsável por um plantel de refinadas sobremesas.

Cássia e Thaíse Hauari: unidas pela Arte, sintonizadas pela afetividade…

Afe ! Foi pra lá de Demais esta visita ao ESPAÇO DE ARTE Cássia Hauari.

Deliciosa e inconfundível sobremesa de banana by Thaíse Hauari: manjar dos deuses…

E olhe que os gentis funcionários ainda nos brindaram com a sonoridade irretocável de  Tim Maia, Jorge Ben Jor e HERBERT VIANNA… não queriam que eu saísse de lá… Benza Deus !

A Cássia Hauari e sua Thaíse, e a nossa estimada Sandra Zawadzki, toda a nossa gratidão e apreço, com um comovido PARABÉNS pelo muito que vem investindo em Arte & Cultura, e pela certeza de que muito ainda farão.

E o desejo AURORA DE CINEMA de que o ESPAÇO DE ARTE prossiga sua trajetória de êxito e possa alargar seu raio de ação, firmando-se também como um espaço de Cinema, para o cinema, pelo Cinema e com o Cinema.

SARAVÁ !!!

ComuniCurtas em nova data, André Costa e uma energia de Cinema

André da Costa Pinto é um jovem guerreiro em defesa da Arte, do Cinema e da beleza da vida.

Conheci-o há alguns anos, em encontro feliz em São Luís, sob as gentilezas de meu querido Euclides Moreira Neto, e a sintonia com ele foi imediata.

André é daquelas pessoas de quem é impossível você ficar perto e não ser logo tocada… pela enorme força que emerge de sua sensibilidade e a imensa vocação libertária que ele emana naturalmente, tornando qualquer ambiente mais agradável, generoso e prenhe de comunhão.

Admiro demais André da Costa Pinto e gosto dele como quem ama um irmão de muitas e muitas entregas, disposições, disponibilidades, sintonias. Torço e vibro com as ações de André como se ele carregasse consigo uma parte de mim.

Não há explicação factual para o sentimento que André me provoca. Mas há entre nós uma cumplicidade que se traduz nos pequenos gestos e nos olhares precisos.

Vejo em André da Costa Pinto um dos mais fortes, aguerridos, sensíveis e instigantes Artistas desta contemporaneidade onde é tão comum o apreço pelo passageiro, a adesão a modismos insanos, a aquiescência com valores descartáveis.

Não sou fã de ANDRÉ porque tornei-me amiga dele. Mas sim tornei-me Amiga de André por admirá-lo profundamente e enxergar nele um manancial de luz e som, imagem e magia, força e beleza rara – aquela beleza que encanta porque acontece sem se impor nem seguir parâmetros de espécie alguma.

Este Menino-Artista que conquistou meu coração e ganhou minha cumplicidade e amizade eternas, escreve-me e me comove por dizer-se sentindo falta de minha presença em Cuiabá.

Mal sabe ele que mais falta sinto eu de não estar por lá, absorvendo da encantadora luz que ele espalha, usufruindo dos fluidos energéticos que ele emana, e tendo-o como fiel parceiro para muitas horas se pura alegria, música e dança pra saudar as coisas boas da vida, que são tantas, mas que só gente com o sangue e o astral de André da Costa Pinto sabem aproveitar.

Pois é este André da Costa Pinto, nascido em Barra de São Miguel mas ‘cidadão honorário’ de Campina Grande (ainda ñ oficialmente) que realiza anualmente, desde 2006, o Festival Comunicurtas – Festival Audiovisual de Campina Grande, o qual nasceu e foi sempre realizado no último final de semana de agosto. Com total apoio da Universidade Estadual de Campina Grande, de onde André foi aluno e hoje é respeitado professor.

Pois toda essa digressão é só pra transmitir “recado” de meu querido André : COMUNICURTAS terá nova data em 2012 !

Ao invés do tradicional mês de agosto, MAIO será o mês onde o Cinema viverá seu ápice em Campina Grande, naquele que tem tudo pra se transformar no festival mais concorrido e mais caloroso do Nordeste, o ComuniCurtas, não por acaso idealizado e coordenado por André da Costa Pinto.

Ele, roteirista e diretor dos premiados curtas-metragens A Encomenda do Bicho Medonho e Amanda & Monick, prepara-se para lançar, em breve, seu primeiro longa-metragem.

E, mais uma vez, será a alma doce, sensível, generosa e libertária de André da Costa Pinto que estará refletida na tela.

Um beijo no coração, meu amado André. Que DEUS te proteja e te dê, sempre mais, Saúde, PAZ, LUZ, energia, amigos em volta e muita criatividade pra fazer CINEMA cada vez mais e melhor, levando junto consigo essa legião de seguidores que te admira e acredita no que você faz, e na qual me incluo, grata e feliz..

EM MAIO, TEM COMUNICURTAS !!!

André da Costa Pinto e Aurora Miranda Leão: Amizade, Companheirismo, Cinema…

ComuniCurtas divulga Programação

Cineasta  André da Costa Pinto, idealizador e coordenador-geral do Festival ComuniCurtas de Cinema e Vídeo, que acontece anualmente em Campina Grande, divulga a programação da próxima edição do concorrido festival, que vai acontecer de 29 de agosto a 3 de setembro, nas dependências do SESC e da UEPB.

Segunda-feira (29/08)

19h: Cerimônia de Abertura no SESC Centro
Homenagem a Marcus Vilar e Torquato Joel
Entrega do Prêmio Machado Bitencourt de Contribuição ao Cinema Paraibano

Mostra Outros Olhares
Resta Um – Direção: Aurora Miranda Leão (Fic-20’/CE)

* Lançamento contará com a presença da atriz INGRA LIBERATO, que é a protagonista do curta digital, realizado em Goiânia


Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema de Curta-Metragem
Mais Denso que Sangue – Direção: Ian Abé (Fic-15’/CG) Classificação: 16 anos
O Reino da Serra – Direção: Sinaldo Luna (Doc-15’40’’/CG-Itatuba) Livre

Uma Ciência Encantada – Direção: Chico Sales (Doc-20’/JP) Livre
Manteiga em Venta de Gato – Direção: Pablo Maia (Fic-5’/JP) 
No Ventre da Poesia – Direção: Karlla Christine e Carlos Mosca (Doc-15’/CG) Escravos de Jó – Direção: Daniel Araújo (Fic-20’/JP) Classificação: 12 anos
Maria do Caixão – Direção: Hildeberto Figueiredo e Álisson Marques (Doc-10’33’’/CG) Classificação: Livre
Estrelando : José Sawlo – Direção: Leandro Alves (Doc-19’47’’/CG)

Mostra Competitiva Brasil

Eu não quero voltar sozinho é um dos concorrentes
Menina da Chuva – Direção: Rosário (Animação -6’/ RJ)
Eu Não Quero Voltar Sozinho – Direção: Daniel Ribeiro (Fic-17’/SP)
22h: Programação Social

Terça-feira (30/08)

10h: Debate e Coletiva de Imprensa com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior
Local: DECOM/UEPB
14h: Oficina de Fotografia com João Carlos Beltrão no DECOM/UEPB
Oficina de Direção com Marcus Vilar
19h: Mostras Competitivas no SESC CENTRO

Mostra Competitiva A Idéia é

FENART 2010 – Agência: Arte Final Propaganda
Caricatura (Revista Politika) – Agência Sin
Infinity Doc – Agência Sin
Náufrago – Agência: Dabliu A
São João Rede Pharma – Agência: Criare Comunicações

Mostra Competitiva Tropeiros de Telejornalismo

Juventude Vendida 1 – TV Correiro – Repórter: Wendell Rodrigues
Caravana JPB: Resistência Cultural – TV Cabo Branco/Paraíba – Repórter: Laerte Cerqueira
São João Cordel – TV Itararé – Repórter: Rodrigo Apolinário

Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema de Curta-Metragem

22 Anos – Direção: Anne Emanuelle (Doc-10’07’’/CG) Classificação:Livre
O Diário de Márcia – Direção: Bertrand Lira (Doc-20’/JP) Classificação: 12 anos
Antes do Café – Direção: Carlos Mosca (Fic-8’32’’/CG) Classificação:10 anos
A Fábrica de Gravatas – Direção: Érik Medeiros (Fic -10’10’’/CG)

Hoje Tem Espetáculo ? – Direção: Leandro Alves (Doc-15’/CG)

O Prazer em Cartaz – Direção: Sandro Mangueira (Doc-12’/CG)

Tocando um Baixo – Direção: Katiane Alves do Anjos (Doc-15’/Conde) Peregrinos – Direção: Adeilton Costa e Ítalo Jones Marinho (Doc-17’20’’/CG)

O Quinto Beatle – Direção: Ítalo Brito e Fernando Ventura (Doc – 12’04’’/CG)

Mostra Competitiva Brasil

Acercadacana – Direção: Felipe Perez Calheiros (Doc-20’/PE)
Revertere Ad Locum Tuum – Direção: Armando Mendz (Fic-18’/MG)
22h: Programação Social

Quarta-feira (31/08)

10h: Debate e Coletiva de Imprensa com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior
Local: DECOM/UEPB
14h: Oficina de Fotografia com João Carlos Beltrão no DECOM/UEPB
Oficina de Direção com Marcus Vilar no DECOM/UEPB
Oficina de Como Submeter Projetos a Lei Ruanet com Antônio Leal no DECOM/UEPB
19h: Mostras Competitivas no SESC CENTRO

Mostra Competitiva A Idéia é

Chopp – Agência: Dabliu A
Cordel (Artexpress) – Agência: CaféCom
Roleta – Agência Sin
Sumiço – Agência Sin
Ressocialização – Trabalho Acadêmico alunos da Cesrei

Mostra Competitiva Tropeiros de Telejornalismo

Juventude Vendida 2 – TV Correiro – Repórter: Wendell Rodrigues
Lajedo Pai Mateus – Repórter Junino – Repórter: Giordani Matias, Emmanuela Leite e Alidiane Sousa
Caravana JPB: Educação – TV Cabo Branco/Paraíba – Repórter: Laerte Cerqueira

A acolhedora Campina Grande conta os dias para o início de mais um ComuniCurtas

Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema de Curta-Metragem

Quando Eu Crescer… – Direção: Emanuel Dias (Doc-15’/CG) Classificação:Livre
Durma Comigo – Direção: Renato Hennys (Fic-8’/CG) Classificação:14 anos
Cinema Americano – Direção: Taciano Valério (Doc-15’/CG) 
Travessia – Direção: Kennel Rógis (Doc-13’50’’/Coremas) Classificação: Livre
Pedro Perilima – Direção: Ian Costa (Doc- 13’30’’/CG) Classificação:Livre
Chico do Itararé – Direção: Giovanni Perez (Doc-15’/CG) Classificação:Livre
As Folhas – Direção: Deleon Souto (Fic-14’/Patos) Classificação:Livre
Concreto – Direção: Jaime dos Santos Guimarães (Doc-12’59’’/CG)

Mostra Competitiva Brasil

Asfixia – Direção: Fábio Aguiar (Fic-15’/SP)
Do Morro ? – Direção: Mykaela Plotkin e Rafael Montenegro (Doc-20’/PE)
22h: Programação Social

Quinta-feira (01/09)

9h: Mostra Infantil no SESC Centro
10h: Debate e Coletiva de Imprensa com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior
Local: DECOM/UEPB
14h: Oficina de Direção de Arte com Ana Paula Cardoso no DECOM/UEPB
Bate-papo entre os realizadores de festivais e mostras audiovisuais da Paraíba no DECOM/UEPB
19h: Mostras Competitivas no SESC CENTRO

Mostra Competitiva Tropeiros de Telejornalismo

Caravana JPB: Saúde – TV Cabo Branco/Paraíba – Repórter: Laerte Cerqueira
Presídio Desativado – TV Borborema – Repórter: Renato Diniz
Juventude Vendida 4 – TV Correiro – Repórter: Wendell Rodrigues
Circo de Bairros – TV Itararé – Repórter: Hermano Júnior

Mostra Competitiva Estalo

A Foca do Judeu – Direção: Altiéres Stevam, Diane Silva e Jonatha Medeiros (1’ /CG)
Descida ao Centro da Cidade – Direção: Juliana Terra (1’ /CG)
? – Direção: Fernando de Oliveira Morais (1’ /JP)
Inverno e Mentiras em Campina Grande – Direção: Allan Dantas (1’ /CG)
As 1001 Utilidades de Mainha – Direção: Thiago Lopes (1’ /CG)
No Escuro – Direção: M Quixaba e Carine Fiúza

Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema de Curta-Metragem

Lamúria – Direção: Nathan Cirino (Fic- 15’/CG) Classificação:Livre
Degradação das Almas – Direção: Ismael Moura (Fic-15’/Cuité)

As Voltas do Mundo – Direção: Fabrício Santana (Doc-15’/CG-Aroeiras)

Ensaio – Direção: Altiéres Estavam (Fic-9’28’’/CG) Classificação:16 anos
A Identidade da Memória Morta – Direção: Rebecca Cirino (Doc-15’/CG)
Irmãs – Direção: Gian Orsini (Doc-16’/JP) Classificação: Livre
Salete Cobra – Direção: Ailton Francisco (Doc-9’/CG) Classificação: Livre

Mostra Competitiva Brasil

A Dama do Peixoto – Direção: Allan Ribeiro e Douglas Farias (Doc -11’/RJ)
A Fábula da Corrupção – Direção: Lizandro Santos (Animação- 8’15’’/RS)
Carreto – Direção: Cláudio Marques e Marília Aughes (Fic-12’/BA)
22h: Programação Social

Sexta-feira (02/09)

10h: Debate e Coletiva de Imprensa com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior
Local: DECOM/UEPB
14h: Oficina de Direção de Arte com Ana Paula Cardoso no DECOM/UEPB
Mostra de Cinema Argentino no SESC Centro
19h: Mostras Competitivas no SESC CENTRO

Mostra Outros Olhares

Ninjas –Direção: Denison Ramalho (Fic -15’/SP)
Angeli 24 horas – Direção: Beth Formaggini (Doc – 25’/RJ)

Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema de Curta-Metragem

Biliu: O Maior Carrego do Brasil – Direção: Lau Barboza (Doc-13’/CG)

Menino Artíficie – Direção: Ana Célia Gomes, Kárem Vasconcelos e Samuel Dias (Doc -15’/CG) Classificação: Livre
Nublado – Direção: João Paulo Palitot (Fic-12’/JP) Classificação: Livre
Olhar Particular – Direção: Paulo Roberto (Doc-10’40’’/Cabedelo)

Zefinha e Sebastião– Um Chifrudo Coroado – Direção: Dianne Ferreira (Animação-6’45’’/CG) Classificação: 12 anos
Metafisica – Direção: Eduardo Gomes (Fic-12’/JP) Classificação: Livre
O Hóspede – Direção: Anacã Agra e Ramon Porto Mota (Fic-17’/CG)

Explícito – Direção: Marcel Henriques (Doc-14’35’’/CG) Classificação: 16 anos

Mostra Competitiva Brasil

Rái Sossaith – Direção: Thomate (Animação-10’/SP)
Casa da Vó Neide – Direção: Caio Cavechini (Doc-20’/SP)
A Fábrica – Direção: Aly Muritiba (Fic-15’/PR)
22h: Programação Social

Numa das edições do ComuniCurtas, Aurora Miranda Leão e André da Costa Pinto, Yomara Rocha e Ana Célia Gomes

Sábado (03/09)

10h: Debate e Coletiva de Imprensa com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior
Local: DECOM/UEPB
14h: Fórum dos Realizadores Audiovisuais Paraibanos no DECOM/UEPB
20h: Entrega do prêmio pela contribuição ao Cinema Brasileiro para Hilton Lacerda
Cerimônia de encerramento e entrega dos prêmios no SESC Centro

22h: Programação Social: Festa de Encerramento

Documentário de Campina Grande flagra vítima da chuva

Ele queria ser vendedor de sapato e foi ator em documentário sobre trabalho infantil

Menino de 10 anos sofria preconceito por trabalhar como catador de lixo.
menino morto chuva PB (Foto: Wagner Pina/Curta Quando Eu Crescer/Divulgação)

Deyvison, de beleza morena e sorriso cativante, catava lixo para ajudar a família a sobreviver e foi arrastado pela chuva na Paraíba
(Foto:Wagner Pina/Quando Eu Crescer/Divulgação)

O menino José Deyvison Fernandes, de 10 anos, que morreu na Paraíba vítima das fortes chuvas que atingiram o estado desde o fim de semana, é o personagem principal do documentário Quando eu crescer, que trata do  preconceito sofrido por crianças que trabalham.

O filme foi lançado na noite de ontem no Sesc de Campina Grande sob clima de luto, segundo o diretor Emmanuel Dias, aluno do premiado cineasta André da Costa Pinto (idealizador e coordenador-geral do festival ComuniCurtas de Cinema, que acontece todos os agostos em CG). O garoto foi levado pela enxurrada quando sua casa desabou durante a chuva de domingo (17), mas o corpo foi encontrado somente na quarta-feira.

“Precisávamos de uma criança que tinha que ajudar a família trabalhando e sofria preconceito por isso. A diretora da escola do Deyvison nos apresentou a ele, pois ele trabalhava diariamente em um lixão para ajudar a mãe com recursos, e sofria preconceito dos colegas da escola”, afirma Dias ao G1.
 

Quando eu crescer (Foto: Divulgação)
Cartaz do documentário “Quando eu  crescer”
 
Segundo ele, o menino era chamado de “Zé do Grude” pelos colegas e pedia sempre à diretora ajuda para fugir das brincadeiras ruins dos alunos da escola.

“Ele era muito carinhoso, sempre sorria. Dizia que gostava de trabalhar para ajudar a família. Tudo o que ele tinha até hoje era proveniente do lixo, pois ele vivia no lixão no bairro de Mutirão, onde morava”, acrescenta o diretor estreante.

Deyvison dizia que, quando fosse adulto, gostaria de ser vendedor de sapatos. “Desde a primeira vez que perguntei para ele o que ele queria ser quando crescer, ele respondeu que gostaria de ser vendedor de sapatos. Explicava que, como sapatos eram caros, ele iria ganhar muito dinheiro”, afirma Emmanuel Dias.

As chuvas, que deixaram mais de 8 mil desabrigados e dois mortos na Paraíba, derrubaram a casa de Deyvison na madrugada de domingo (17). Com o desmoronamento, o garoto e a mãe foram arrastados pelas águas.  A mãe foi resgatada com vida ainda no domingo, mas o filho continuava desaparecido até a quarta-feira, quando a Defesa Civil do estado confirmou que o corpo havia sido localizado.

menino morto chuva PB (Foto: Wagner Pina/Curta Quando Eu Crescer/Divulgação)
Dayvison, durante as filmagens (Foto: Wagner Pina/Quando Eu Crescer)

“A mãe está na casa das lideranças da comunidade e é muito pobre, também trabalhava no lixão. Ela se sente culpada pela morte do filho, pois, quando a água arrastou eles, ela segurou por um momento nas mãos de Deyvison, e depois teve que soltar, devido à correnteza”, diz o diretor.

“O Deyvison era um menino simples, fechado no início. Nunca tinha visto uma câmera e um microfone antes, ficou com medo no início e não queria gravar. Mas aos poucos ele foi se entrosando com o grupo”, afirma o diretor. Emmanuel é aluno do Curso de Extensão em Produção de Documentário da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), pelo qual produziu o filme em que o garoto atua.

Além de Deyvison, houve outra morte pelas chuvas na Paraíba: uma criança de dois meses, vítima do desabamento de uma casa em Puxinanã.

Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo 

A propósito do Resta Um…

Porque o RESTO é sempre MAIOR que o Principal 

Estávamos todos contagiados. O mesmo sentimento de euforia e entusiasmo contagiou a mim, Ingra Liberato, Rosamaria Murtinho, Miguel Jorge, Rogério Santana e Alex Moletta naquela agradável noite goiana, ancoradouro privilegiado para nossa emoção, transformando em vibração entusiástica os pilares e preceitos nos quais se ergueu a Belair. A calorosa sensação de ter encontrado alguma coisa que parecíamos buscar há tempos, invadiu o espírito de todos, e nossa vontade era sair abraçando cada um, como dizia a inspirada letra de Chico : “Era uma canção, um só cordão, uma vontade, de tomar a mão de cada irmão pela cidade”… Sim, era como se, a partir das contundentes e belas imagens garimpadas por Bruno Safadi e Noa Bressane, tudo começasse a criar sua própria lógica e os sentidos eregiam conexões absolutamente inovadoras, criando sensorialidade onde antes havia interrogação e tédio. Uma incisiva sintonia aflorou e o rosto de cada um estampava fulgores até então impensáveis.

Capital goiana foi a concha envolvente que abrigou o RESTA UM

Assim, foi-se desenhando com mais clareza a idéia inicial de fazer um registro imagético do inesperado encontro em Goiânia, cidade aprazível demais para deixarmos perder-se nos desvãos do andamento voraz do cotidiano, próprio da modernidade líquida onde estamos imersos(tão bem definida pelo sábio sociólogo Zigmunt Balman).

Miguel Jorge, Ingra l.iberato, Alex Moletta, Aurora, Rogério Santana, Rosamaria Murtinho e Débora Torres: cada um, a seu modo, contribuindo pro RESTA UM

Qual deveria ser o próximo passo então ? Como alinhavar os elos das intersecções que fomos amealhando ao longo daqueles dias, arejados de imagens e plenos do oxigênio das afinidades que se impõem pela naturalidade de ideais siameses ? Como traduzir pelo gesto da palavra e a alquimia do olhar análogo aquela luminosidade que nos arrebatava e intrometia-se em nossas conversas, todas as horas, noite adentro ? Como significar a eloqüência do instantâneo entrosamento em Goiânia e o contato absolutamente conversor expresso no encontro com a Belair ? A Belair de Júlio Bressane, Rogério Sganzerla e Helena Ignêz…

Cineasta Júlio Bressane, inspirador do clima nas gravações do Resta Um

As idéias então foram tomando assento: no restaurante do hotel, na van que nos conduzia ao cinema, nas cadeiras da sala de exibição, nas trocas de assunto a palpitar quando, a maioria de nós, assumia a função de jurados.

Então Samuel Reginatto, imagem da alegria numa única noite de cinema e festa, se juntou a Júlio Léllis, cineasta amante da Literatura e da sensatez; e se somou à disponibilidade integral de Ingra Liberato, ganhando a benfazeja cumplicidade de Rosamaria Murtinho; e conquistou Miguel Jorge, sábio escritor que de imediato aderiu à nossa idéia de fazermos um filme; e chegou até a Alex Moletta, ator e roteirista a nos encher de ânimo e verdade; e encontrou guarita em Débora Torres, chegando até Rogério Santana, e extrapolando fronteiras para ganhar Sílvio Tendler, Henrique Dantas e o próprio Bruno Safadi. 

Assim, em apenas cinco dias de absoluta imersão no universo da Sétima Arte, do qual Goiânia é âncora todos os novembros, foi gestado o Resta Um, curta-metragem agora ofertado para o olhar, a mente e o coração de quem estiver na platéia ou com este texto em mãos.

Resta Um é um curta digital, colorido, tem 19’25”, roteiro e direção de Aurora Miranda Leão. Ingra Liberato é a presença mais constante, embora não possamos dizê-la “personagem principal” ou protagonista. Isso não existe nos filmes Belair. Lá como cá, os atores não representam mas valem pelo que representam, como nos diz Antônio Medina Rodrigues, e aí a cabeça do espectador tem todo o controle e pode optar por entender o que quiser. O que pra uns pode estar explícito, para outros pode ser apenas um jogo do roteiro ou uma insinuação da direção.  

A imagem icástica de Ingra Liberato a ilustrar o cartaz, bem como o material de divulgação do filme, mostra o indicador da atriz apontando… como a indicar que Resta Um

O que resta encontrar então neste novo filme que Aurora Miranda Leão ora nos oferece ? 

O que resta pode ser você, espectador, que não participou das filmagens e não conviveu com o grupo formado em Goiânia. Resta você que entende a intenção da obra ou resta você que vai sair do cinema perguntando sobre o que é mesmo que viu e qual o sentido deste filme. 

Resta Um filme a ser feito, um fotograma a ser exibido. 

Resta Um desejo de falar da vida e contar da alegria através do cinema. Resta Um desejo de contagiar e fazer coro ao convite de Sílvio Tendler para tentar fazer mais gente entrar nesta canoa. 

Resta Um ator que não estava nas filmagens, um vinho que não foi tomado, e um beijo que não foi roubado. Resta você que se pergunta sobre o sentido deste filme, resta você que poderia ter dado um depoimento. Resta Um espectador que chegou atrasado e um diretor que não foi convidado.

Resta Um convite que não foi aceito e um amor que não se realizou. Resta Um filme que não foi feito e um roteiro inacabado, um caminho a ser seguido e um piano esquecido no canto da sala. 

Resta Um punhado de bons filmes a ver e belas músicas pra ouvir.

Resta Um violão que emudeceu e um canto de passarinhos que não se reproduziu.   

Resta Um carinho esquecido, um afago a ser lembrado e um afeto nunca recebido.

Resta Um filme a ser visto, um aplauso a ser ouvido e um som a ser imitado.

Resta Um enquadramento por fazer, um som e uma luz em sintonia.

Resta Um coração a ser tocado, um amor a ser encontrado.

Resta Um barco no oceano e um barco-olho rumo ao infinito.

Resta Um motivo a mais para se cultivar a ética, um passo a mais a ser dado, um gesto a menos a ser esquecido.

Resta Um belo quadro na parede, flores viçosas na varanda e um roteiro a ser escrito.

Resta Um canto triste a embalar a solidão e um tango sempre disposto a tocar.

Resta Um coro de pássaros a anunciar uma manhã na qual os jornais só estampem boas notícias e um amor de pai e mãe que nem a dor da ingratidão abafou.

Resta Um gol argentino a ser aplaudido, um drible de Messi a ser imitado e uma canção de Lupicínio ecoando na sala. 

Resta Um desvario a ser socorrido, um cotidiano de sonhos a percorrer o imaginário e um arrojo de Kubrick a ser lembrado. 

Resta Um quadro de Picasso a querer ver, um Renoir ainda intacto, um Rembrandt pra quem desconhece as nuances da cor e um bolero de Ravel acordando as madrugadas douradas. 

Resta Um caminho novo a buscar, uma ousadia nova a perseguir e um lixo amontoado na calçada que Vik Muniz precisa transformar. 

Resta Um samba em homenagem à nata da malandragem, um swingue de Gil e Mautner, um ator com a competência de Mauro Mendonça, um desejo de ouvir a contagiante gargalhada de Zéu Brito e mais algumas pérolas de Wisnik.

Resta Um canto feliz de andorinha a sonorizar a espera tão acalentada, e um movimento de Tchaikovsky tocando pra quem não tem medo da música clássica. 

Resta Um texto de Rubens Ewald Filho pra ler, um poema de Jorge Salomão que não nos sai da cabeça, um personagem para Fernando Eiras interpretar e um ator da grandeza de Emiliano pra gente ensinar aos que ainda vão chegar.

Resta Um brilho no olhar da criança esquecida nas madrugadas soturnas das grandes cidades, e um brilho de esperança no gesto de quem vivencia a solidariedade. 

Imagem de Aos Pés, premiado curta do cineasta gáucho Zeca Brito…

Resta Um take a mais de Zeca Ferreira, mais um documentário que Gui Castor está a concluir, uma nova inquietude imagética de André da Costa Pinto, e um novo mergulho nas invenções fílmicas de Zeca Brito.

Resta Um outro Benjamim de Gardenberg para Paulo José, um outro Suassuna para Nachtergaele, um texto com a concisão de Carlos Alberto Mattos, um novo documentário com a assinatura de João Moreira Salles e o precioso olhar de Coutinho.

Resta Um livro a ser lido e um grande autor a ser celebrado. 

Resta Um disco bonito na vitrola, um guardanapo com um poema que a noite revelou, um lenço para amparar lágrimas de amor. 

Resta um quadrilátero de paixão nas esquinas nas quais ela em vão aguardou um adeus. Resta Um um sinal de que a vida é o bem maior. 

Resta Um poeta que a noite teima em querer despertar e um silêncio revelador que o ouvido atento antevê. 

Resta Um desassossego da alma em desalinho pela paixão que arrebata e se intromete nas horas mais improváveis.

 

Resta Um violão dedilhando Bossa Nova e um bar em Ipanema rememorando Vininha.

Resta Um choro de flauta aguardando Pixinguinha e um verso ousado de Clarice, Coralina ou Adélia Prado.

Resta Um solo de Toquinho, uma marchinha do Lalá, um twiiter de Carpinejar e um olhar acurado de Caetano que a manhã precisa revelar. 

Resta Um minuto para que possamos afirmar a palavra necessária e um espanto ante à embriaguez do luar. 

Resta Um comovido apelo à Paz e uma busca incessante pela alquimia dos grandes amores. 

Resta Um olhar sempre atento à obra de Truffaut e à dramaturgia de Fassbinder, um interesse crescente pelo bandoneon de Piazzolla e um espanto ante à indiferença da sociedade do descartável. 

Resta Um motivo sempre novo para ver Fernanda representar e reler a grandeza necessária de Ibsen. 

Resta Um atrevido gosto pelos filmes incompreensíveis e um incontido apego aos lugares onde a emoção fez amigos e plantou saudades. 

Resta Um cantinho, um violão, um microfone para celebrar Mário Reis e um anseio de ouvir cantar como Francisco Alves. 

Resta Um filme de Bressane a ser visto e estudado e um olhar acurado sobre a cinematografia inspiradora da Belair. 

Resta Um dilacerante silêncio ante a brutalidade do desaparecimento de John Lennon e um inexplicável mal-estar ante as ingerências nefastas da política no cotidiano. 

Resta Um infinito e revolucionário desejo de se perpetuar nos fotogramas que hoje são pixels nas alquimias da edição digital, tão rápida e eficiente que nos faz brincar com as horas e achar graça da facilidade de criar temporalidades diversas, fazer andar pra frente e retroceder nos ponteiros de nossa imersão cotidiana. 

Resta Um constante e permanente desejo de continuar abraçando o cinema brasileiro e um desejo intermitente de ouvir o som paralâmico da guitarra de Herbert Vianna

Resta Um olhar para A Última Palavra, aquela que nos tirará do dilema profundo que parece nos atar ao nada existencial. 

Resta Um indormido desejo de expressar-se e traduzir em imagens o que vai n’alma e no pensamento. 

Resta Um permanecente intuito de reaprender a amar pra não morrer de amar mais do que pude. 

Resta, sobretudo, essa vontade enorme de acertar e prosseguir fazendo cinema e apostando em coisas nas quais acreditamos, sejam elas concludentes ou não. 

Resta ademais um desejo de falar de vida, o aconchego do abraço amigo nas noites eternas, e a ânsia de chegar a um tempo onde a ingratidão morra de sede, a indiferença naufrague de tédio, a injustiça definhe por inanição e a estupidez se envergonhe de existir… 

Porque, enfim, Resta Um desejo de amar e ser amado

Amar sem mentir nem sofrer

Desejo de amar sem mais adeus…

Até, quem sabe,

Resta Um desejo de morrer de amar mais do que pude. 

Enfim, Resta Um anseio de que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado. 

* O título deste artigo e as palavras finais nos foram inspirados por textos do cronista Artur da Távola, bem como as citações óbvias aos versos do saudoso poeta Vinícius de Moraes