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Argentina volta ao Maracanã para final da Copa

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FOI CORAÇÃO NA MÃO O TEMPO TODO… mas eles VENCERAMMMM !

Maxi Rodríguez corre para o abraço em Sergio Romero: ARGENTINA É FINALISTA !!!

Jogo da semifinal foi no estádio Itaquerão em São Paulo: teve prorrogação e terminou nos pênaltis, vencidos brilhantemente pelos hermanos !

#MESSensacionalllllllllllllllll !!!

TOMARAM A QUINTA BOLA DE OURO DO CRAQUE MAS ELE ESTÁ na COPA DO MUNDO DO BRASIL mostrando e reafirmando sua SUPERIORIDADE. Levou à Seleção Argentina à Vitoria no DIA DA FESTA DA INDEPENDÊNCIA ARGENTINA….. 

Masc e M

Javier Mascherano e Lionel Messi: tranquilidade e determinação, dos treinos pros gramados !

Era este o PRESENTE que os argentinos queriam !
NÃO PODERIA HAVER ALEGRIAAAAAAAAAA MAIORRRRRRR !!!

final

MESSI MESSI MESSI 

#‎MESSensacionalllllllllllllllll‬ !!!   

Os argentinos JÁ SÃO os Segundos do Futebol Mundial, oficialmente ! Eles tem uma PAIXÃO por FUTEBOL sem igual, em nenhum outro lugar do mundo. Por isso, o #BlogAuroradeCinema vibra com a Vitória da Seleção Argentina ! O momento é de Super Mega Hiper FELICIDADE !

Ganhar ou não a próxima, fará pouca diferença em nuestros corazóns. 

O sentimento indica e a REALIDADE comprova: TIRARAM A QUINTA BOLA DE OURO do craque MESSI, numa das ações de mais vergonhosa injustiça acontecida ano passado em termos de futebol. Todos sabemos (e nós dissemos assim que a Copa começou) q o time mais forte é o alemão – não tenho nenhuma dúvida disso. Mas também não há dúvida nenhuma de que não adianta levar fotografia de jogador pra estádio, nem camisa, nem encher as redes sociais de mensagens de apoio: os Alemães tem mais Futebol e pronto. Mas nem por isso, os craques argentinos entrarão em campo no domingo de cabeça baixa.

Que venha o Maracanã: mesmo que não ganhemos, já ganhamos !!!

#VivaLaAlbiceleste ! #MESSensacionallll !!! #BlogAuroradeCinemacelebravitóriaargentinanaCopa #BlogAuroradeCinemanaCopa

Gramados poderão perder maestria do jogo de Palermo

Atacante marcou 232 gols pelo clube argentino. Veterano rejeita possibilidade de jogar com a seleção na Copa América, em julho

Por GLOBOESPORTE.COM e agências de notícias Buenos Aires

palermo boca juniors gol huracan (Foto: agência Reuters)
Palermo marcou história do Boca: 232 gols pelo
clube argentino (Foto: agência Reuters)

Maior artilheiro da história do Boca Juniors, o atacante Martín Palermo, afirmou, nesta quinta-feira, que está prestes a se retirar dos gramados. O argentino contou que nenhuma proposta o fará mudar de planos e que a aposentadoria acontecerá em junho deste ano.

– É impossível que me convençam a seguir jogando. Já está decidido – disse ao canal “Todo Notícias”.

Dias antes, o compatriota Juan Sebástian Verón, ofereceu um contrato a Palermo no Estudiantes de La Plata. O atacante, que completa 38 anos em novembro, negou a possibilidade de participar da Copa América, em julho, na Argentina.

– Tenho que deixar a oportunidade para os mais novos que vão conquistar muitas coisas com a seleção.

Palermo marcou 232 gols pelo Boca Juniors e se tornou o maior artilheiro do clube. Ele já defendeu o Estudiantes, Villarreal, Bétis e Alavés, além da seleção argentina. Após deixar os campos, o jogador deve se dedicar à função de treinador

Poesia de CARPINEJAR: Como um GOL de MESSI…

Quem me conhece, tá cansado de saber: quando gosto, meu gostar é pra valer; se me apaixonar, sai da frente…

Pois desde que conheci os versos do poeta gaúcho Fabrício Carpinejar, apaixonei-me pela prosa e a poesia dele.

Mérito exclusivo do escritor, que abusa do singular direito de encantar…

Pois não é que acabo de ser surpreendida com um texto atordoantemente lindo do poeta (cuja parceria muito deve honrar a Mário Corso), flagrando e traduzindo na mais fina escrituração poética os dribles, passes, jogadas, enfim, a maestria do absolutamente craque argentino LIONEL MESSI ?!

O texto é uma pérola, indicado por minha querida amiga Luziany Gomes, que, sabendo de minha ligação intensa com o mestre de todas as bolas, me presenteou com esta preciosidade.

Um texto que, tivesse eu o talento, o olhar e a sensibilidade de CARPINEJAR, talvez levasse minha assinatura, antes mesmo da do poeta.

O que você vai ler a seguir, eu teria o MAIOR ORGULHO DE ASSINAR.

Salve, CARPINEJAR !

E obrigada por nos presentear a todos, sobretudo nós, tietes e admiradores atentos e maravilhados ante a atuação de MESSI, com esta preciosidade em forma de crônica.

GOL DE PATINETE

Fabrício Carpinejar e Mário Corso

Maradona não pode ser comparado a Pelé, mas Messi sim, ele já mostra fagulhas do impossível, risca fósforos das chuteiras, entra na pequena área com archotes, ilumina a caverna das traves com rupestres e desenhos incríveis. As redes deveriam ser retiradas depois de seus gols.

O que ele aprontou contra Arsenal é antológico. Seu primeiro gol será tão reprisado quanto a derrubada das torres gêmeas. Nasceu com moldura. O argentino recebeu enfiada de Iniesta e deu um chapéu no goleiro Almunia e concluiu sem deixar a bola cair. A questão é o curto espaço da operação, um rasgo para cima, lembrando os dribles para dentro dos santistas Canhoteiro e Edu.

Foi, na verdade, uma bicicleta de frente, criou o gol de patinete. A bola e o goleiro estavam em outra rotação, muito mais lentos; Messi congelou o tempo para encobrir e botou o tempo a correr novamente ao arrematar. A bola sobe com efeito, como se zombasse das mãos do arqueiro. Não há jogo de corpo do atacante, mas jogo de corpo da bola. A bola joga para Messi.

Talvez seja o tento mais perfeito que se viu no Camp Nou. Esperava-se o toque ao lado para limpar o goleiro. Não, ele toca por cima, numa manobra absolutamente original. Essa é a diferença do gênio para o craque, da estrela para o cometa. Messi não diviniza o banal, desembaraça o divino. Amplia o repertório, não permite um mínimo de descuido e desatenção do torcedor. Qualquer lance dele cheira a milagre. Ele não corre, aparece; ele não chuta, coloca; ele fundiu balé com futebol de salão.

Não há jogo ruim, no mínimo boas atuações alternadas com levitações demoníacas. Seu pé esquerdo é uma centopeia delirante. Comprova que os canhotos não surgiram para a mendicância técnica. São reis do ilusionismo.

Ele não realizou sua obra-prima em cima do Olaria, mas na poderosa esquadra do Arsenal em oitavas de final da Liga dos Campeões. Sacramentou a vitória de 3 a 1 sobre o vice-líder do Campeonato Inglês.  Alguns podem alegar que ele não oferece o mesmo espetáculo defendendo a Argentina. Calma, calma, o Barcelona é uma seleção (assim como o Santos da década de 60), a Argentina que é o clube. Messi não repete suas performances de gala no combinado do seu país porque não há como, é uma confusão política, de desmandos e superstições.

No Espanhol, o artilheiro atingiu 77% de acerto nas finalizações, o maior índice da história. Contabiliza 27 gols em apenas 116 conclusões – marcou a cada 4,3 chances que teve.

É um centroavante completo e um meia esplêndido, concilia o talento magnético na condução da bola e o oportunismo de matador. Impossível marcá-lo. Há algo de maduro em seu rosto, lampejo de tigre, e só tem 23 anos.

Repare que nem comemora o gol, acena, agradece com sinal da cruz. Sua comemoração nunca é explosiva, parece que não quer diminuir o lance com coreografias animadas; só aceita dançar com a bola, não trai sua parceira de tango.

Deseja o lance seco, curto, sem música de fundo. O futebol essencial, o futebol pelo futebol.

A sensação que nos passa é que a finalização letal consumiu toda sua energia criativa. Desce um degrau durante a euforia, enquanto o hábito da maioria é se sentir melhor com o gol. 

É um erro pensar que jogar com alegria diferencia o jogador. Ele precisa jogar com todos os sentimentos misturados, com tristeza também.

Se Lionel Messi encanta desse jeito com aplausos, ficamos imaginando o que faria num acesso de raiva e fúria. Se ele age assim para calar o adversário, o que seria capaz de encenar para calar a torcida.

Está na hora de vaiar Messi. Vaiar com vontade. Daí ele conhecerá a perfeição que vem com a vingança. Conhecerá o cisne negro. A outra metade de Pelé que lhe falta. 

Ele não corre, aparece; ele não chuta, coloca; ele fundiu balé com futebol de salão.

Culturas AfroArgentinas

Primer Festival Infentil de Culturas Afroargentinas


En el marco del Bicentenario nos permitimos poner una mirada sobre nuestra identidad como pueblo. Para visibilizar la cultura y naturalizar la experiencia, los niños del jardín, mostrarán la presencia y el origen de nuestra cultura popular. Evidenciando que la música es un lenguaje humano, los niños serán protagonistas de los ensambles de los toques tradicionales de la cultura yorubà, los cantos y las danzas.
Orgullo, Paz y Bien


ARGENTINA: respeito à riqueza da cultura negra começa na infância

13 de novienbre
Jardín 928
Esteban Echeverría
BUENOS AIRES, Argentina

Borges Inédito Encontrado na Argentina

Um poema desconhecido do escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986) e cerca de mil livros dele, com anotações de próprio punho, foram encontrados na Biblioteca Nacional da Argentina, informaram os autores da descoberta.

O escritor e poeta, que era antiperonista, doou cerca de mil livros para a Biblioteca Nacional depois de deixar a direção da instituição durante o exílio de Juan Perón, de 1955 a 1973. Esta coleção é especialmente preciosa porque contém esboços de futuras obras e comentários à margem dos livros. Mas caiu no esquecimento e não foi catalogada.

  Juan Mabromata/AFP  
Pesquisadora Laura Rosato mostra livro com anotações de Jorge Luis Borges em Buenos Aires
Pesquisadora Laura Rosato mostra livro com anotações de Jorge Luis Borges em Buenos Aires

Foi preciso esperar até 2004 para que dois pesquisadores iniciassem o trabalho, o qual resultou na revisão dos mais de 900.000 livros da Biblioteca.

“Avisamos os pesquisadores de todo mundo, das universidades de Virginia e Pittsburgh nos Estados Unidos até Leipzig e Hamburgo na Alemanha”, informou Laura Rosato, uma das descobridoras.

“Vários deles já nos anunciaram que virão antes do fim do ano”, acrescentou, orgulhoso, Germán Álvarez, que também trabalha na Biblioteca Nacional argentina, da qual Borges foi diretor durante 18 anos.

Rosato e Álvarez reuniram e publicaram suas descobertas numa obra de 400 páginas Borges, livros e leituras, editada pela própria Biblioteca Nacional.

Uma das principais descobertas é um poema inédito, manuscrito por Borges, sobre um exemplar em alemão do teólogo Christian Walch e datado de 11 de dezembro de 1923.

Os especialistas reconheceram o traço fino e preciso característico do autor: “É de longe a descoberta mais importante”, disse Germán Álvarez.

“A esperança/como um corpo de menina…”, diz o poema. “É o primeiro Borges, o mais íntimo, quase erótico”, acrescentou Rosato.

Um Pouco de História e Cinema Argentino

Quando o cinema do país platino conquista o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010 com El Secreto de sus Ojos, de Juan José Campanella, já exibido em Fortaleza, nada tão pertinente quanto o crítico abordar, mesmo a vôo de pássaro o cinema argentino, de ontem e de hoje, e também um pouco da história dos nosso vizinho

Colonizada pelos espanhóis no século XVI e em luta desde então por maior liberdade comercial, e inspirados nas revoluções americanas (1776) e francesa (1789), os chefes crioulos (brancos nascidos nas América espanhola) reuniram-se e organizaram um movimento de emancipação sob liderança de José de San Martin, a qual culminou com a deposição do vice-rei espanhol (1810) e depois de muita luta com a declaração formal de independência (1816). A Argentina também desempenhou papel-chave na derrubada do domínio europeu no restante da América do Sul. Depois de um período de poder semiditatorial, o país emergiu como república democrática em meados do século XIX, mas desde então tem tido problemas recorrentes com a estabilidade política, periodicamente caindo sob domínio militar. 194 ou 200 anos de independência, pouco importa: os argentinos podem orgulhar-se da ruptura com o jugo espanhol, mesmo se o país não conseguiu desfrutar de uma unidade interna, como veremos mais adiante.

Breve histórico cultural

Neste ponto, cabe lembrar a origem da palavra argentina-argentine, do Francês Intermediário argentin, do Francês Antigo argent (silver, em inglês) + in-ine, donde argênteo (prateado, de prata), porque o distrito do chamado Rio da Prata (silver river) exportava o metal. Em verdade, juntamente com o ouro, o irídio, o paládio e a platina, a prata é um dos chamados metais preciosos, devido principalmente à sua relativa escassez, maleabilidade e resistência à oxidação atmosférica.

A República Argentina, só para aguçar a memória dos leitores, ocupa a maior parte meridional da América do Sul entre os Andes a oeste e o Oceano Atlântico a leste. Está limitada pelo Chile (ao sul e a oeste) pela Bolívia e Paraguai (ao norte) e pelo Brasil e Uruguai (a nordeste). Naturalmente muito se poderia escrever neste Caderno sobre a paisagem argentina, suas principais regiões, grupos populacionais, demografia, economia nacional, governo, educação, saúde e bem-estar, instituições culturais e aspectos psicossociais e políticos, notadamente no tocante à fragilidade das instituições democráticas em vários períodos de sua existência, às vezes conturbada, sabendo-se do esforço de alguns poucos líderes democratas para continuar a sustentar instituições governamentais viáveis. Pois uma característica da história argentina tem sido uma tensão crescente, com freqüência irrompendo em violência entre a Buenos Aires e o restante do país.

Aspectos político-sociais

Originariamente vinculada ao vice-reinado do Peru, a Argentina tornou-se em 1776 parte do então recém-criado vice-reinado do Rio da Prata com sua Capital em Buenos Aires. Em suma, o país caracterizava-se por cidades europeizadas e um grande interior amiúde atrasado em seu desenvolvimento. A economia argentina tinha como fulcro a exportação de carne bovina de primeira, uma de suas principais indústrias, mas tem havia crescimento recente de têxteis, plásticos e a indústria de engenharia e desenvolvimento de recursos minerais naturais, particularmente cobre. Substanciais depósitos de petróleo e gás ocorriam em várias partes do país e eram de suma importância para as indústrias em plena capacidade operacional. O país crescia a olhos vistos. República democrática em meados do século XIX, desenvolveu-se na Argentina, de 1825 a 1850, uma confederação de províncias sob a liderança de Juan Manuel Rosas, adotando-se três anos depois uma nova Constituição com a qual Buenos Aires se tornou um distrito federal. A partir de 1880 prosperou uma economia razoavelmente estável baseada na exportação de grãos e carne bovina. Já nos primeiros anos do século XX a Argentina passou a ser governada por uma coalisão de grupos conservadores, os quais elegiam os presidentes, como Julio Argentino Roca, figura dominante daquele tempo. Uma crise econômica em 1890 resultou no surgimento do Partido Radical, o qual assumiu o poder em 1916 e nele permaneceu até 1930, quando o Presidente Hipólito Irigoyen foi deposto pelo exército. De novo, sob governança conservadora até 1943, em plena II Guerra, a Argentina permaneceu politicamente instável e um processo ditatorial elegeu presidente o General Juan Domingo Perón (1895-1974), oficial de carreira do exército.

A famosa Casa Rosada, sede do Governo …

Perón e Evita

Perón assumiu o poder em 1946 e foi reeleito para novo mandato em 1951, não só pelas medidas adotadas para melhor distribuição da renda nacional como porque fortaleceu o movimento operário. A inegável popularidade de Perón se devia mais ao apelo carismático de Eva Perón, sua mulher. Depois da morte dela em 1952, a popularidade de Perón declinou rápida, particularmente após entrar em conflito com as hierarquias militares, o clero católico e as classes economicamente privilegiadas. Em 1955 Perón foi forçado a exilar-se na Espanha. Mas, com a “ressurreição” da poderosa força política do Partido Peronista, o caudilho retornou ao poder em 1973, somente para morrer menos de um ano depois. Com seu desaparecimento, sucedeu-o sua viúva, a vice-presidente Maria Estela Martinez de Perón, deposta aliás pelo exército em março de 1976.

De então a esta parte o painel histórico da argentina já se tornou mais conhecido dos leitores. Assim, o general Leopoldo Galtieri (22 dez 1981/18 jun 1982) presidiu a Argentina e tentou retomar as ilhas Malvinas (ou Falklands, para os ingleses) e enfrentou uma guerra desastrada. Seguiram-se-lhes Fernando de La Rúa (dez 1999 a dez 2001), depois Raul Ricardo Alfonsin (1983-1989), Carlos Saul Menem (1989-1995 e 1995-1999), Nestor Kirchner (2003-2007) e sua mulher Cristina (2007-).

Sobre Raul Alfonsin

De todos os presidentes argentinos cumpre destacar Raul Alfonsin, democrata, humanista, inimigo das torturas e dos torturadores, reconhecido aliás por sua contribuição institucional e por haver restabelecido a plena vigência das instituições republicanas e dos direitos e garantias individuais. Não admira ter dito alto e bom som esta frase lapidar: “A democracia argentina foi sempre interrompida pelos golpes militares. É preciso pôr um fim nisso”.

Os maiores responsáveis pelas violações dos direitos humanos durante o regime militar (a tal “guerra suja” da qual resultaram milhares de desaparecidos políticos) foram julgados e condenados pela justiça. Mas Alfonsin teve de ceder às pressões de setores militares (temia ele um atentado?) e às contradições do seu partido e impediu o julgamento de outros responsáveis por graves violações dos direitos humanos ao promulgar as leis do “Ponto Final” (mecanismo de prescrição antecipada) e “Obediência Devida” (a culpa dos responsáveis por atrocidades cometidas). Mas o Congresso Nacional considerou nulas essas leis em 2003, finalmente declaradas inconstitucionais pela Corte Suprema em 14 de julho de 2005.

Advogado e político argentino respeitado, e uma das figuras mais importantes da história do seu partido, a União Cívica Radical, Alfonsin opôs-se à guerra das Malvinas e ao oficialismo partidário representado por Fernando de La Rúa, a quem derrotou para presidente da República. Também denunciou o pacto militar-sindical vinculado à Junta Militar. Na convenção do Partido Radical, Alfonsin derrotou o jornalista Ítalo Luder e logo assinou o Tratado de Paz e Amizade com o Chile, pondo fim a uma disputa de limites. Mas Alfonsin não conseguiu resolver os graves problemas econômicos enfrentados pelo país, neles incluída uma taxa anual de 343% em 1988 e superior a 3000% para 1989, apesar de haver adotado a Plano Austral com a substituição da moeda. Alfonsin renunciou à presidência cinco meses antes do término do seu mandato em 1989, sucedendo-lhe Carlos Menem (1989-95), reeleito (1995-99). Nestor Kirchner (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007- ) são os derradeiros presidentes da Argentina, há pouco acusados de enriquecimento ilícito. Ficamos por aqui.

Nasce o cinema argentino

Os primeiros passos do cinema argentino, como bem registram os historiadores, foram dados em fins de 1886/1900 com a importação de câmaras de fabricação francesa, tendo-se filmado experimentalmente curtas e médias-metragens sobre o funcionamento de um Hospital de Clínicas e uma operação cirúrgica, uma abertura de avenida, a vida noturna da cidade (“Buenos Aires, a cidade que nunca dorme”, já dizia uma publicidade da época), a inauguração de um teatro, uma noitada de tangos e a maestria de um artista do bandônion (ou bandoneón, na escrita hispano-americana, espécie de acordeão quadrado com mecanismo e teclado semelhante ao da concertina). Segundo dizem, a criação desse instrumento nasceu de um turista alemão, também músico encantado com Buenos Aires e com as possibilidades do acordeão, por isso mesmo decidiu reduzir-lhe o tamanho e modificar alguns recursos. O bandoneón tornou-se em pouco tempo o instrumento mais típico das inesquecíveis noitadas de tangos argentinos.

A beleza inolvidável do Caminito, que vive lotado de turistas…
Em 1901-10, filmou-se o primeiro noticiário intitulado “Viaje Del Doctor Campos Salles a Buenos Aires” e abriu-se o caminho para a produção de filmes de longa-metragem, ou seja, películas de ficção e personagens com a estréia, em 1908, de “El Fuzilamento de Dorrego”, de Mario Gallo, imigrante italiano e artista versátil. À época, o filme foi considerado um épico histórico, segundo registram os enciclopedistas Kline & Nolan. Quanto ao mais, os festejos do centenário da Revolução de Maio, à qual já nos referimos, suscitaram noticiários e documentários diversos. Já se reconhecia então e se louvava o trabalho dos “cameramen” e dos iluminadores, bem assim o da edição.

Cena de O Segredo dos Seus Olhos, com Ricardo Darin e Soledad Villamil, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2009

Mas somente em 1915 com a produção de “Amalia”, de Enrique Garcia, e “Nobleza Gaucha”, de Martinez, Guche y Cairo, os filmes argentinos se tornaram comercialmente bem sucedidos. Entre 1915 e 1927, a indústria cinematográfica do país viu nascer o estabelecimento de vários estúdios e também um melhoramento indiscutível em termos de proficiência técnica e da importância da edição. O cineasta dominante nesses tempos recuados, 1921-30, era José A. Ferreyra, cujos filmes, muitos aliás, como “El Tango de La Muerte”, “Flor de Durazno”, com apresentação de Carlos Gardel, “El Gaucho” e “Viejita” eram extremamente populares do ponto-de-vista local. A produção de filmes durante a era do cinema mudo alcançou uma realização de doze longas, enquanto Federico Valle produzia “El Apostol”, de Cristiani, Taborda e Decaud, desenho animado de longa-metragem em pleno cinema mudo. “El Último Malón”, de Alcides Greca, reconstruiu em detalhes o filme sobre o norte de Santa Fé.

L.G. DE MIRANDA LEÃO*
 * Critico de cinema

Maradona e o Tango Final…

 
    Fica como a mais tocante, triste, cruel, DEVASTADORA imagem da Copa 2010 a tristeza incomparável de Maradona na coletiva à imprensa, pós-derrota pra Alemanha…

Poderá haver semblante mais insólito, tocante e peculiar ao clima dos mais lindos TANGOS (aqueles que de tão belos não se pode nem ouvir porque o coração cai arrebentado, sem chance de segundo tempo ?)  do que o do inolvidável técnico/craque/jogador argentino durante a COLETIVA “cruel” pós-jogo final da Copa ?  

Ver MARADONA arrasado daquele jeito é como sentir o tapete lhe fugindo dos pés… E pensar na tristeza colossal que toma conta da alma platina da seleção de Messi, Tevéz, Higuaín, Milito, Verón, Agüero, Mascherano, Burdisso, Palermo… todos eles… é TRISTEZA DEMAAAISSSSSSSSSSS

   

 Vontade de estar perto de MARADONA, por quem tanto torcemos nesta Copa … vontade de dizer aos aguerridos jogadores argentinos que eles foram BRILHANTES em campo, que chegaram à África como uma seleção desacreditada e saem como “a seleção favorita”, responsável pelo mais difícil e mais disputado jogo deste Mundial.
 
     O grupo comandado por Maradona, Mancuso, Messi, Tevéz, Mascherano e Verón jogou com impressionante vontade de virar, de seguir adiante, de não esmorecer e isso foi/é lindooooo… os aregntinos deixam os campos da África do Sul de cabeça erguida, com uma partida muito bem jogada – onde tiveram pouca sorte (foram muitos os chutes a gol, com um gol impedido de Higuaín), muitos passes brilhantes (sobretudo de Messi e Tevéz) e onde não esmoreceram nem perderam a Dignidade, nunca. Nada de machucar ninguém nem desistir de lutar.
 
       

  Isso é a raça Argentina. Os alemães são como tanques blindados: se preparam sempre como se fossem disputar um LUGAR NA VIDA, qual FUZIS num campo de guerra… dá até arrepio vê-los em campo, jogando de PRETO… parecem arrastar consigo uma infindável energia negativa…

  
 Mas tinham melhor preparo físico, jogaram melhor… fazer o quê ?!


 
         Tentar ir ver um jogo da seleção platina em Buenos Aires

Carlitos Tevéz: brilhante em campo, em todos os jogos…
 
        Agora somos Uruguai, ademais pelo querido Loco Abreu, do nosso Botafogo, embora acreditemos numa final Holanda e Alemanha… e Alemanha vence.

                 

MARADONA: Craque montou equipe coesa e solidária

 

                                ADELANTE, COMPANHEROS !
 
Há que aprender a levantar depois da queda. Assim é a vida. Como uma nota recorrente de um tango de Gardel…

Sem MARADONA, é fim de Copa

MARADONA: somos solidários a Vossa dor, camarada… Valeu por alçar a seleção platina a outro patamar, pelos momentos vários de alegria proporcionados, pela maneira cordial com que mostrou ao mundo como se monta uma equipe solidária, fraterna, companheira.

Argentina se prepara com serenidade

 

Em dia de folga, Maradona recebe Danny Jordan na concentração

maradona danny jordan

Maradona e Jordan se encontram na concentração
argentina em dia de folga  (Foto: Reprodução/Olé)

A três dias do jogo contra a Alemanha, os jogadores argentinos foram contemplados com uma tarde de folga. Depois de um leve trabalho físico pela manhã, os comandados de Maradona almoçaram e foram liberados para aproveitar a tarde desta terça-feira em Pretória. Quem apareceu na concentração sul-americana foi o presidente do Comitê Organizador da Copa, Danny Jordan, que fez uma visita ao treinador da Argentina em retribuição ao apoio manifestado por Maradona à organização do Mundial.

Enquanto Jordan e Maradona se encontravam, Messi e Palermo tratavam de seguir rumo ao bairro onde estão hospedados seus familiares, assim como fez boa parte dos atletas. Já os jogadores Heinze, Mascherano e Verón optaram por aproveitar a tarde nas dependências da concentração argentina.

Agüero e Lionel Messi sob o comando de Maradona: MESSI é a grande preocupação da equipe alemã
Por GLOBOESPORTE.COM Pretória, África do Sul

“MARADONA é Insuperável”

Quem diz é o zagueiro alemão Arne Friedrich, que aguarda com grande expectativa a próxima partida de sua seleção pela Copa do Mundo.

O primeiro motivo, é claro, se refere ao desafio de ajudar sua equipe a dar mais um passo rumo ao quarto título mundial. O segundo, informa nesta terça-feira o site oficial da Fifa, é ligado a sua grande admiração pelo técnico da equipe adversária, Diego Armando Maradona, que comandará a Argentina no confronto das quartas de final do torneio contra a Alemanha.

Segundo o site da Fifa, que cita declarações do jogador ao portal oficial da Federação Alemã de Futebol, o atleta acredita que Maradona é a grande atração do Mundial. “Como jogador, e agora como técnico, ele é insuperável. Para mim, ele foi o maior jogador de futebol que já existiu, e vai permanecer nessa condição. Desta forma, mesmo indiretamente, é ótimo o confronto com ele, e será mais bonito ainda se ganharmos de seu time”, diz Friedrich.

Carlitos Tevéz: jogadas sensacionais no Mundial

De acordo com as informações divulgadas, o zagueiro considera a Argentina um adversário superior individualmente, mas aposta na força coletiva da equipe alemã para a vitória. “A Argentina é a favorita”, afirma o zagueiro, que destaca, entre os atletas adversários, os atacantes Lionel MessiCarlos Tevez. “Porém, temos que fazer com que o time seja capaz de apresentar soluções criativas. Estamos coesos, como equipe, e mostramos até agora capacidade de nos mantermos assim frente às seleções que enfrentamos”, acrescentou.

Alemanha e Argentina se enfrentam no próximo sábado, às 11h, na Cidade do Cabo, pelas quartas de final do Mundial da África do Sul.

Toda a nossa TORCIDA e preces indormidas pela VITÓRIA da brilhante seleção comandada por MARADONA.

Só ouvir, durante todo este período do Mundial, em todas as transmissões televisivas onde o futebol é destaque, que “Argentina é a favorita”, “Argentina é a melhor seleção até agora”, “Argetnina é a grande favorita do Mundial” – sobre uma seleção que chegou à Copa desacreditada, já é um som paralâmico em nossos ouvidos atentos e apaixonados.

Fora do time contra a Coreia do Sul, Maradona beija Verón, após substituição no jogo contra Nigéria

Maradona beija Verón após partida contra a Nigéria,  seu estilo habitual de tratar os jogadores

Só por estar assim, e continuar em campo, despertando a máxima atenção até dos adversários, a seleção de MARADONA, MESSI, TEVÉZ, PALERMO, Agüero, Milito, Di Maria, Mascherano, Higuain, Heinze, Sérgio Romero, Gutiérrez, Samuel, Mancuso e toda a trupe da alviceleste, já é CAMPEÃ.

 SARAVÁAAAAAAAAA !!!

Adelante, Companheros ! E vamos a ganar !