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Livro de Felipe Brida é um mergulho no mundo do Cinema

Cercado de amigos e interessados na Sétima Arte, autor lançou seu livro de estreia em CATANDUVA, sua cidade natal…

Uma enorme fatia de amigos, estudantes, profissionais da área cultural, e interessados em Cinema de modo geral compareceram a noite de lançamento do livro CINEMA EM FOCO, de autoria do jornalista/radialista/blogueiro e professor universitário FELIPE BRIDA. Sem dúvida, o momento revestiu-se num dos mais concorridos lançamentos literários dos últimos tempos em Catanduva, numa bela noite que teve como cenário o espaço do SESC.

Felipe autogr

Felipe Brida autografando seu livro de estreia como crítico de cinema em concorrida noite em Catanduva…

O livro Cinema em Foco – Críticas Selecionadas, do jornalista e crítico de cinema paulista Felipe Brida, reúne 290 resenhas de filmes de sua autoria, publicadas ao longo de uma década, em diversos veículos de comunicação de todo o país, como sites, boletins eletrônicos, jornais, blogs e revistas.

São 356 páginas que contém minuciosas análises de filmes que marcaram a história, de todos os gêneros e épocas. Conta com prefácio da atriz e produtora de cinema Aurora Miranda Leão, além de notas do jornalista Marcelo Pestana e palavras do renomado produtor e cineasta baiano Walter Webb.

Felipe Brida e Thatiana Pizarro na noite do lançamento em Catanduva…

QUEM É FELIPE BRIDA

Felipe Brida é jornalista formado pela Unirp – Centro Universitário de Rio Preto e especialista em “Artes Visuais e Intermeios” pela Unicamp. Pesquisador de cinema desde 1998 e professor de Comunicação e Semiótica no Imes Catanduva, ministra cursos de extensão e workshops de História da Arte Contemporânea e História do Cinema em faculdades e festivais de cinema em todo o país (como Anápolis e Goiânia/GO, Brasília/DF, São Paulo/SP, Bagé/RS e Belém/PA). Comentarista de cinema na rádio Globo e na Nova TV, também publica críticas de cinema no jornal “O Regional”, nos sites “E-pipoca”, “Observatório da Imprensa” e “Argumento.net”, no clipping eletrônico “Colunas & Notas”, na revista “Middia Magazine” e no informativo semestral da Unesp/Bauru. Mantém dois blogs de cinema (“Cinema na Web” e “Setor Cinema”). Trabalhou como repórter e comentarista de cinema na rádio Jovem Pan de Catanduva, no jornal Notícia da Manhã, na rádio Bandeirantes e na revista Maxxis.

Aurora Miranda Leão, Murilo Rosa e Felipe Brida durante a primeira edição do Festival de Cinema de Anápolis, em 2011…

ALGUMAS PALAVRAS sobre CINEMA EM FOCO

Felipe era ainda um adolescente quando o cinema começou a dominar sua atenção. Enveredou pelo jornalismo e desde 1998 pesquisa sobre a Sétima Arte. Essas vivências só ratificaram sua decisão de seguir na trincheira da Arte, da Cultura e da Comunicação. Especializou-se em Artes Visuais e Intermeios pela Unicamp, e tornou-se professor de História da Arte, Semiótica e Comunicação em universidades paulistas. Ainda bem moço, este jornalista polifacético tem, no entanto, uma considerável bagagem cultural. Além de escrever sobre Cinema e manter dois sites, ele ainda arranja tempo para ministrar cursos e workshops, participar de festivais, estar sempre bem informado, e ser comentarista também no rádio.

Neusa Borges, Aurora de Cinema e Felipe Brida em noite memorável…

A presença de Felipe Brida, em todos os espaços onde atua, mostra o quanto pode contribuir positivamente alguém atuante na área com seriedade, responsabilidade e compromisso com a história. Quem dedica-se ao que faz com o empenho, proficiência e compromisso histórico como o autor de quem agora falamos dignifica a profissão e empresta um diferencial relevante para alavancar o entendimento do cinema como ferramenta muito mais funcional do que possa parecer num primeiro olhar, sem tempo suficiente para apreender conceitos.

Ler as críticas de Felipe Brida é um gostoso entretenimento e um benfazejo aprendizado. Porque a prosa dele é clara, expressiva e de fácil compreensão para quem quer se interesse por saber mais e melhor sobre um filme. Acertou em cheio ao escolher o ofício.

Brida e Leonardo 2011 foto AML

Felipe Brida e o ator Leonardo Medeiros durante encontro de Cinema…

Mais que um apanhado de várias críticas escritas ao longo de suas atividades em tantos meios diferentes, o livro de Brida é um generoso convite a todos os interessados em conhecer mais sobre cinema, cultura, arte, sociedade e contemporaneidade.

E é com imensa e afetiva satisfação que partilho este convite com você, leitor, na certeza de estar indicando uma valiosa fortuna crítica para sua estante cinéfila, em andamento ou por se fazer, pois será difícil ler o livro de Brida e não ficar com imensa vontade de rever muitos dos filmes por ele comentados, ou ir a uma locadora pegar a cópia correspondente ao título cuja leitura lhe aguçou mais a curiosidade.

Felipe e a mãe

Felipe Brida na noite de lançamento em Catanduva, ao lado da mãe Fátima Boso…

Recomendo a leitura porque foi com encantamento pelo profundo sentido de objetividade, síntese, boa informação, coerência e clareza – pilares do bom jornalismo – que as palavras de Brida de imediato me tocaram, há alguns anos, quando comecei a descobrir seus textos em andanças pela web, muito antes de vir a desfrutar de sua amizade leal, sincera, afetuosa e cheia de imagens a tracejar linhas de empatia e emoções a transpassar ideias sonoras e visuais, as quais o acompanham sem o menor sentido de convencimento mas encravadas na alma de um profissional cujo trabalho espelha amor ao que faz, e muito respeito e apreço pela sua audiência.

O livro de Felipe Brida, portanto, é digno de nosso melhor aplauso e o deve ser de sua melhor leitura. Portanto, vamos a ela !

Em noite festiva, Felipe Brida, o poeta Jorge Salomão, a jornalista Aurora Miranda Leão e o cineasta Luís Alberto Cassol – Bagé, novembro 2012…

Arte Contemporânea em Vídeos

Prêmio Registros – vídeos sobre arte

O Canal Contemporâneo lança, pela primeira vez, o “Prêmio Registros – vídeos sobre arte”, que premiará até quatro vídeos sobre arte contemporânea brasileira produzidos entre os anos 1990 e 2010, com prêmios no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) cada.

A convocatória do Prêmio Registros pretende mapear e estimular a produção de registros videográficos com ênfase no documental e ensaístico, priorizando especialmente a experimentação de linguagem e novos formatos. Os documentários e ensaios videográficos inscritos no “Prêmio Registros” devem ser norteados pela arte contemporânea brasileira e seus desdobramentos, em exposições, vernissages, visitas, entrevistas, ateliês e debates.

O Prêmio Registros foi concebido a partir da verificação de uma enorme lacuna no que diz respeito à realização de registros de arte contemporânea brasileira na atualidade, apesar da enorme facilidade que os meios digitais possibilitam à produção e divulgação de vídeos. O objetivo deste prêmio é chamar atenção para o tema e, com isso, incentivar a criação de parcerias para a produção de vídeos sobre arte que tragam potencial para a troca de ideias, a promoção de novas ações e o estímulo de discussões sobre arte contemporânea e seu circuito.

Todo o processo, desde a inscrição até a exibição dos vídeos selecionados, será feito pela internet, no sítio do Canal Contemporâneo e com o uso dos canais do YouTube,. Com a publicação dos vídeos na internet, o Canal Contemporâneo dá continuidade a um trabalho que vem desenvolvendo há dez anos junto à sua comunidade: a criação de uma memória coletiva da arte contemporânea brasileira. O uso da internet como suporte permite não apenas difundir e divulgar as criações apresentadas, mas, também, produzir referências para que outras possam surgir.

O “Prêmio Registros – vídeos sobre arte” é produzido com recursos do edital Conexão Artes Visuais MinC/Funarte/Petrobras 2010.

Inscrições vão até 23h59 de 10 de setembro

SERVIÇO:
Prêmio Registros – seleção e premiação de vídeos sobre arte contemporânea brasileira
Data: de 10 de agosto a 10 de setembro
Local: http://www.canalcontemporaneo.art.br e http://www.canalcontemporaneo.tv
Contato: premioregistros@gmail.com
Ficha de inscrição: http://www.canalcontemporaneo.art.br/registros
Comissão: Consuelo Lins, Cristiana Tejo, Lucas Bambozzi
Realização: Canal Contemporâneo
Este prêmio é produzido com recursos do Conexão Artes Visuais MinC/Funarte/Petrobras 2010.

A Arte de Evandro Carlos Jardim

 

EVANDRO CARLOS JARDIM: NO MASP
e na IMPRENSA OFICIAL
 

 

Artista faz releitura da mostra de 1973, realizada no mesmo Masp, da qual manteve o nome: “a noite, no quarto de cima, o cruzeiro do sul, lat. sul 23º32’36”, long.w.gr. 46º37’59”. Na abertura, HOJE (1º de julho), será lançada publicação com 20 imagens, algumas inéditas.  

 

Um caminhante que circula pela cidade de São Paulo, atento a todos os detalhes, colhendo referências e registrando suas impressões sobre lugares e figuras em pinturas, colagens e gravuras. Com esta temática e um conjunto de obras que revisita a sua série intitulada “a noite, no quarto de cima, o cruzeiro do sul, lat. sul 23º32’36”, long.w.gr. 46º37’59”, o desenhista, pintor e gravador Evandro Carlos Jardim expõe no Masp – Museu de Arte de São Paulo (Av. Paulista, 1.578), até 22 de agosto, cerca de 250 trabalhos. Em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Evandro produziu para a abertura da mostra, marcada para HOJE, 1º de julho, às 19 horas, uma plaquete (pequeno livro, de 26 páginas) com 20 imagens, impressa em dois tons de preto. 

Com projeto gráfico do fotógrafo João Luiz Musa, a publicação reproduz algumas imagens expostas e outras gravuras inéditas produzidas pelo artista – entre essas, duas da Pinacoteca do Estado, sede anterior da Escola de Belas Artes e onde Jardim estudou. Para este trabalho, Jardim criou múltiplas possibilidades de leitura e de associação entre as imagens próximas e distantes como forma de explorar os mesmos lugares da cidade de São Paulo e seus arredores.

 

Já a exposição pode ser considerada uma releitura da mostra que Evandro produziu em 1973 e expôs no mesmo Masp, com curadoria de Pietro Maria Bardi. A atual tem curadoria do artista Luiz Armando Bagolin e reúne desenhos, gravuras, pinturas, fotografias, cadernos de anotações e objetos feitos ao longo destes 37 anos, pertencentes à coleção do artista e de coleções particulares. Algumas obras produzidas para a época estarão expostas, junto com outras do mesmo tema, “revistas” pelo artista.  

Os textos assinados por Pietro Maria Bardi e Antonio Maluf para o catálogo da exposição de 1973 foram reeditados e “dialogam” com o atual, de Luiz Armando Bagolin.

 Sobre o artista 

Nascido em 1935, Evandro Carlos Jardim estudou pintura, modelagem e escultura, entre 1953 e 1958, e gravura em metal com Francesc Domingo Segura, entre 1956 e 1957, na Escola de Belas Artes de São Paulo. Paralelamente à carreira artística, é professor universitário em várias instituições, como a Escola de Belas Artes, a FAAP e a ECA-USP. Em 1987 foi convidado a coordenar ateliês livres, como o Ateliê Experimental de Gravura Francesc Domingo, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), e a Oficina de Gravura em Metal do Sesc Pompéia, ainda em atividade. Entre diversas outras exposições, participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1967, da 2ª Jovem Arte Contemporânea do MAC-USP, em 1968, e da 38ª Bienal de Arte de Veneza, em 1976, representando o Brasil.