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Cultura & Música: 5 anos de informação e boa música no rádio

Programa patrocinado pelo Banco do Nordeste é veiculado toda segunda-feira pela Universitária FM de Fortaleza…

A atriz e produtora Denise Dumont conversa com Nelson Augusto eAurora Miranda Leão no Cultura & Música

Organizado em módulos, o Cultura & Música conta com os quadros Agenda do Centro Cultural Banco do Nordeste, Arte em Conversa, Pelas Ruas que Andei, O Assunto é Cinema, Chão Sagrado, Conexão Nordeste, Espelho Cristalino, Como é Bom Poder Tocar um Instrumento, e Música para Ler, além de mostrar, ao final de cada programa, uma versão diferente da canção Asa Branca, composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira transformada em clássico da música brasileira e hino da região Nordeste. Em todas as audições, acontece sorteio de produtos culturais (livros, cd e dvd), viabilizados com patrocínio do Banco do Nordeste.

Henilton Menezes, titular da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, entrevistado no Cultura & Música…

Veiculado toda segundas-feira, das 16h às 17 horas, pela Universitária FM de Fortaleza, o programa Cultura & Música, apresentado pelos jornalistas Aurora Miranda Leão e Nelson Augusto, completa 5 anos no ar no próximo dia 6 de agosto.

A banda cabaçal dos Irmãos Aniceto esteve no Cultura & Música e virou registro audiovisual de Aurora de Cinema

Por conta disso, o programa receberá o gerente do Ambiente de Gestão da Cultura do Banco do Nordeste, o fotógrafo e cineasta Tibico Brasil, que vai falar sobre a bem sucedida política de apoio à cultura implementada pela instituição através de ações como os centros culturais de Fortaleza, Sousa (no alto sertão paraibano), e Juazeiro do Norte, no cariri cearense. Tibico Brasil também falará sobre o Programa de Cultura Banco do Nordeste – BNDES e os editais de ocupação dos centros culturais mantidos pelo Banco do Nordeste, além de também poder interagir com o público que participa do programa através do telefone.

Aurora e a cantora Daúde, que também já mostrou seu carisma e sua bela voz na Universitária FM…

Luiz Gonzaga: no ano do centenário, destaque no Cultura & Música

Ainda este mês, o Cultura & Música inaugura um novo quadro, A Hora do Rei, o qual será acrescentado para homenagear o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, no ano de seu centenário de nascimento.

Aurora Miranda Leão entrevista o artista e produtor Bené Fonteles…

O programa Cultura & Música é produzido pelo cantor/compositor e produtor musical Calé Alencar, e tem apoio da Casa da Memória Equatorial, podendo ser acompanhado via web pelos seguintes endereços: www.radiouniversitariafm.com.br, www.auroradecinema.wordpress.com, e www.nelsons.com.br

Em “Dia de Rock” no C & M, tema que garante sempre muita participação dos ouvintes…

O pianista e compoitor Ricardo Bezerra fez visita-supresa ao programa em dia de entrevista com a também compositora Mona Gadelha

A equipe do Cultura & Música: os operadores Antônio Carlos Lima e Zé Raimundo, Aurora Miranda Leão, Calé Alencar e Nelson Augusto…

Tibico Brasil vai retornar ao Cultura & Música para falar sobre as ações do Centro Cultural Banco do Nordeste neste ano em que o Banco do Nordeste comemora 60 de atividades…

SERVIÇO

Programa CULTURA & MÚSICA

Quando: segunda, 6 de agosto

Hora: 16h

Onde: Rádio Universitária FM

SINTONIZE: 107, 9 MHz

Nelson Augusto, Aurora Miranda Leão, Fernando Pessoa, e alguns ‘bluseiros’, entre eles, Felipe Cazaux, Artur Menezes e Kazane….

Unidos da Tijuca CAMPEÃ: Paulo Barros é o Messi do Carnaval !!!

Nosso palpite, divulgando a supremacia da Escola logo após sua passagem pelo Sambódromo, mostrou que estávamos certos: UNIDOS DA TIJUCA é coroada CAMPEONÍSSIMA do Carnaval Carioca !

Escola, mais uma vez, fez desfile de puro encantamento. Aqui o carro-homenagem ao mestre Vitalino (bamba do artesanato de barro pernambucano)…

bonecos de barro dançando na Sapucaí: isso foi só uma parte do desfile espetacular da escola que tem no carnavalesco Paulo Barros seu maior trunfo…

Paulo Barros: ele transformou a Sapucaí em passarela de teatro ambulante… Nota MILLLLLL !!!

Gangorras, sanfoneiros e a inspiração em mestre Vitalino: Tijuca veio provando porque é a Melhor !

O sensacional carro-bolo destacando o centenário do Rei do Baião, Luiz Gonzaga…

Inigualável homenagem à cultura nordestina; carro levou a Asa Branca de Luiz Honzaga e Humberto Teixeira ao Sambódromo e encantou arquibancadas, jurados, imprensa, fotógrafos, turistas e a plateia inteira…

O estandarte Unidos da Tijuca: como se não bastasse os espetaculares desfiles, ainda estampa as mesmas cores do meu time do coração, o Boca Juniors

Paulo Barros consagra-se como um verdadeiro MESSI do Carnaval Carioca… Saravá !

A comissão de frente ‘atropelou’ o desfile das outras escolas: depois da Tijuca, não teve pra mais ninguém…

Pra você que marcou ‘bobeira’ e perdeu este sensacional Espetáculo da Cultura Brasileira em plena Passarela do Samba, aqui vai um trechinho:

http://globotv.globo.com/rede-globo/netv-1-edicao/v/desfile-da-unidos-da-tijuca-faz-bela-homenagem-a-luiz-gonzaga/1822918

E não perca: sábado à noite, tem mais UNIDOS DA TIJUCA no Sambódromo, grande DESTAQUE no aguardado desfile das Campeãs do Carnaval Carioca !

Gonzaga, Nordeste e Baião

Novas revelações sobre Gonzaga, o Rei do Baião

Autor de dois estudos sobre o músico, jornalista Assis Ângelo prepara o que define como a mais completa biografia do artista, incluindo toda sua filmografia e discografia

O Luiz Gonzaga marqueteiro, que fazia lobby pelo baião; o visionário que, já no Rio, na década de 40, percebeu que havia público consumidor para sua música nos grandes centros – migrantes, como ele, que se mantinham fortemente ligados à sua terra; o primeiro artista a lançar discos com registros do gênero nordestino por excelência. Esse personagem fascinante segue inspirando o jornalista paraibano Assis Ângelo, autor de dois livros sobre ele, e que agora está terminando um novo, a ser lançado no segundo semestre, o qual considera o mais completo.

A publicação trará não só lances da biografia de Gonzagão, mas também bibliografia referente a ele, sua filmografia (apareceu em filmes como Astros em Desfile, de José Carlos Burle, de 1942, Este Mundo É Um Pandeiro, de Watson Macedo, de 46) e, claro, a discografia completa, incluindo as versões do baião em outras línguas, como espanhol, inglês, italiano, francês, japonês e o idioma da Ilha de Páscoa. Baião (“Eu vou mostrar pra vocês…”) foi bastante gravada no exterior, enquanto Asa Branca foi a mais registrada no Brasil.

Este mês, o escritor foi até Buenos Aires, procurar dados que comprovassem uma informação bastante significativa, que dá a dimensão de seu sucesso nos anos 50: a de que, à época, o governo argentino baixou uma norma de proteção à música local, tamanho era o sucesso do tal do baión – a música brasileira mais autêntica que existe, nas palavras do parceiro Humberto Teixeira, a única que ofereceu aos nordestinos desterrados um espelho para que se reconhecessem.

“Gonzaga foi o divisor de águas da música brasileira, não à toa esse é o nome do livro. Nunca ninguém havia gravado baião, forró, xaxado, toada nordestina. O interessante foi que ele, que nunca entrou numa escola, sacava da parte comercial, planejou lançar o baião. Percebeu que a sanfona fazia sucesso, viu que os nordestinos que moravam no Sul gostavam de ouvi-lo falar das coisas da sua terra”, conta Assis, que conheceu o mestre em 1978, em São Paulo, quando o entrevistou pela primeira vez.

Os dois acabaram se tornando próximos – Gonzaga só o chamava de “paraíba”. Por muitas vezes, o ouviu dizer “eu quero é ser cartaz”, uma demonstração de que o filho de Mestre Januário queria apresentar a música nordestina para todos os brasileiros.

Além de horas e horas de conversas com o Rei do Baião, o autor se apoiou também em relatos de gente como os compositores Mario Lago e Luiz Vieira, os músicos Dominguinhos (seu único herdeiro artístico, como o próprio dizia), Hermeto Pascoal e Oswaldinho, os cantores Elba Ramalho, Roberto Luna e Carmélia Alves (a Rainha do Baião), entre outros que conviveram com Gonzagão.

O feliz encontro, em 1945, com Humberto Teixeira, o advogado que o conhecia pela fama de seus 24 discos e que viria a se tornar seu parceiro em Asa Branca, Baião, Qui Nem Jiló, Assum Preto, Légua Tirana e em outros sucessos, e a quem Gonzaga batizaria de Doutor do Baião, é uma passagem importante.

ESTE ENCONTRO inclui um nome fundamental para a consolidação da parceria Gonzaga-Humberto: o nome do cearense LAURO MAIA, consagrado como grande compositor na década de 40.

Lauro Maia é, até hoje, o único compositor cearense gravado por João Gilberto (a canção Trem de Ferro) e foi ele quem indicou a Gonzaga o encontro com Humberto Teixeira, de quem era cunhado.

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Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira: parceria rendeu grandes músicas e momentos excepcionais do Doc de Lírio Ferreira

Gonzaga procurava um letrista e foi até o escritório de Teixeira, no centro do Rio, convocá-lo, depois das ótimas recomendações feitas por Lauro Maia sobre o conterrâneo HUMBERTO TEIXEIRA.  

O artista do povo, que se vestia com trajes e chapéu de couro típicos do sertão, e o literato, que só andava de terno, se completavam – eram “o canhão e a pólvora”, como brinca Otto, pernambucano como Gonzaga, no documentário sobre Teixeira, de Lírio Ferreira, O Homem Que Engarrafava Nuvens. Juntos, eles fizeram do baião o gênero que tomou conta do Brasil, colocando o Nordeste no mapa cultural do País, como ensina o filme.

* Com informações de Roberta Pennafort, RIO