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O Palhaço une talento de Selton como Ator e Diretor

Selton Mello tem 38 anos. Mas, se funcionário padrão fosse, já poderia pedir a aposentadoria por tempo de serviço. “Tenho 30 anos de carreira”, contabiliza, sorrindo.

“Nisso, sou meio parecido com os palhaços, que crescem no picadeiro, que se sucedem de geração em geração”, diz o ator. “Comecei a ser ator muito pequeno… Era mágico. Adorava ver aquelas câmeras, aquela gente…”

Não é preciso ser psicanalista para perceber que, por trás do nariz vermelho de Benjamin, protagonista de O Palhaço, esconde-se a face íntima de Selton, aquela que a maquiagem disfarça.

O filme, que será exibido pela primeira vez no Festival de Paulínia, em julho, mergulha no universo circense em busca de uma resposta: o que significa, na essência, ser um artista?

  Guilherme Maia/Divulgação  
O ator Selton Mello em cena de "O Palhaço" (2011), dirigido por ele próprio
O ator Selton Mello em cena de “O Palhaço” (2011), dirigido por ele próprio

DUAS FACES

Em seu segundo longa como diretor, Selton parece ter unido as duas versões de sua carreira: a cômica e a densa.

É como se, depois de uma década, os personagens de “O Auto da Compadecida” e “Lavoura Arcaica” se reencontrassem, amalgamados.

“Não pensei nisso, mas o circo tem uma mistura de sentimentos, é melancólico, mas divertido…”, reflete.

“O filme fala sobre identidade, e este é um momento feliz para mim”, diz. “O filme tem essa calma, essa delicadeza. O personagem está em crise, mas o filme homenageia o lado bendito da vida.”

Nesse sentido, O Palhaço é o oposto de Feliz Natal, sua estreia na direção. Hoje, Selton define o primeiro filme como um grito. “Era como se eu quisesse dizer: ‘Também sou isto aqui!’ Foi o início de uma nova fase.”

Essa novidade contempla, cada vez mais, a direção. Além dos dois longas, Selton dirigiu um episódio da série “A Mulher Invisível” e o talk-show “Tarja Preta”.

Seu desejo com O Palhaço, “comédia lírica” que estreia em outubro, é fazer algo popular e profundo.

“Não me conformo que, para fazer sucesso, um filme tenha que abrir mão de camadas mais sensíveis.”

NA ESTRADA

Antes de construir seu picadeiro, Selton pegou a estrada atrás de circos e histórias. O primeiro palhaço que conheceu, em 2009, foi Biribinha, de Maceió. O que deu nome ao personagem do filme foi Benjamin de Oliveira (1870-1954), ex-escravo que fugiu para seguir um circo.

Antes de tomar para si o papel, ofereceu-o a Wagner Moura e Rodrigo Santoro. Os dois tinham problemas de agenda. E os dois perguntaram: “Por que você não faz?”.

Selton achou boa a ideia e chamou, para ser seu pai, também palhaço, Paulo José. “Pra mim, era uma alegria ver o Paulo, o Macunaíma [do filme de Joaquim Pedro de Andrade], ali comigo.”

Como em Feliz Natal, ele se esmerou no elenco. Estão em cena, por exemplo, Teuda Bara, do Grupo Galpão, e o cantor Moacyr Franco.

Selton se prepara, agora, para colocar no mundo seu palhaço. “É um momento novo o de falar sobre o filme. Mas vai ser bom fazer isso. Vou ter muito prazer em apresentar o meu palhaço.”

* Texto de ANA PAULA SOUSA

Festival de Paulínia Anuncia Programação

Corações Sujos, de Vicente Amorim, adaptação livre da obra de Fernando Morais, abre o Fstival de PAULÍNIA, dia 7 de Julho, seguindo-se show da cantora Rita Lee e Addictive TV.
 
O Paulínia Fest, festival de música realizado anualmente na cidade, trará ao evento cinematográfico grandes nomes da música brasileira, em apresentações abertas ao público
 
 
A Comissão organizadora do Paulínia Festival de Cinema, formada pelo Secretário de Cultura, Emerson Alves e pela equipe da secretaria de cultura da cidade, divulgou os filmes selecionados para o evento, o qual será realizado de 7 a 14 de julho. O festival terá premiação de R$ 800 mil, a ser dividida entre vinte e seis prêmios. O valor do prêmio de Melhor Filme de ficção, que no ano passado era R$ 150 mil, passou para R$ 250 mil. E o Melhor Documentário passa a receber R$ 100 mil, em vez de R$ 50 mil. A intenção do Festival é ajudar a comercialização dos filmes vencedores do evento.
 
Jornalista RUBENS EWALD FILHO é um dos curadores do Festival
 
A Seleção Oficial do Paulínia Festival de Cinema exibirá um total de 27 filmes dos quais 12 são longas-metragens (seis de ficção e seis documentários) e 15 são curtas-metragens, sendo três deles da região Metropolitana de Campinas. O Festival recebeu inscrições de 36 longas de ficção, 58 documentários em longa-metragem, 302 curtas nacionais e 34 curtas regionais, totalizando 394 títulos inscritos.
 
 
O Paulínia Festival de Cinema faz parte do Pólo Cinematográfico que, anualmente, contempla cerca de 20 projetos com verba do edital da Prefeitura. Criado há quatro anos, o Festival rapidamente alcançou projeção entre os eventos mais prestigiados pelo meio cinematográfico e pela mídia. Cerca de 80 jornalistas do país e realizam a cobertura do festival. Para este ano está prevista a vinda de alguns jornalistas da América Latina.
 
O público local e os convidados do evento lotam diariamente os 1.350 lugares do teatro que exibe os filmes da programação do Festival. Além dos filmes, o festival oferece apresentações de expoentes da música popular. São cerca de mil convidados do meio cinematográfico que aproveitam o evento para debater novas tecnologias e mercado.
 
 
Abertura e Encerramento
 
Na abertura do evento será exibido o filme Corações Sujos, de Vicente Amorin. A sessão para convidados será realizada às 20h30, no Theatro Municipal de Paulínia. Na seqüência, será apresentado o show da cantora Rita Lee.
 
O encerramento do Festival acontece na noite de 14 de julho, quinta-feira, a partir das 19h, em cerimônia para convidados, com a exibição de um longa-metragem que será anunciado nas próximas semanas. Após a exibição do filme, acontece a premiação do Festival.
 
 
Entrada Franca
Com exceção da abertura e do encerramento, todas as sessões de filmes no Festival serão abertas ao público e terão entrada franca.
 
 
Paulínia Fest
 
O Paulínia Fest é um evento com apresentações musicais abertas ao público, realizado anualmente na cidade de Paulínia e já esta em sua terceira edição. Neste ano ,a programação terá Rita Lee e Addictive TV dia 7 de julho, após a exibição de Corações Sujos, na abertura do Festival; Caetano Veloso e Seu Jorge, dia 8, e Gilberto Gil e Vanessa da Mata, no 9, sábado. As apresentações acontecerão numa arena, montada ao lado do Theatro Municipal, para 3,5 mil espectadores.
 
Os ingressos para esses shows já estão sendo vendidos na bilheteria do Theatro Municipal e pelo site www.ingressorapido.com.br
 
SELTON MELLO, já premiado em Paulínia com Feliz Natal, vai exibir seu novo longa, O Palhaço, no qual atua ao lado de Paulo José. Sem dúvida, fortíssimo concorrente.
 
Longas de Ficção
 
1. A Febre do Rato, de Cláudio Assis (PE)
2. Meu País, de André Ristum (SP)
3. O Palhaço, de Selton Mello (RJ)
4. Onde Esta a Felicidade ? , de Carlos Alberto Riccelli (SP)
5. Os 3, de Nando Olival (SP)
6. Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra (SP)
 
Documentários
 
1. A Cidade de Imã, de Ronaldo German (RJ)
2. A Margem do Xingu, de Damià Puig Auge (SP)
3. Ela Sonhou que Eu Morri, de Matias Bracher Mariani (SP)
4. Ibitipoca, Droba Pra Lá, de Felipe de Barros Scaldini (MG)
5. Rock Brasília – era de ouro, de Vladimir Carvalho (DF)
6. Uma Longa Viagem, de Lúcia Murat (RJ)
 
Curtas Nacionais
 
1. A Grande Viagem, de Caroline Fioratti (SP)
2. Acabou-se, de Patricia Baia (CE)
3. Café Turco, de Thiago Luciano (SP)
4. O Cão, de Abel Roland (RS)
5. O Cavalo, de Joana Guttman Mariani (SP)
6. O Pai Daquele Menino, de Lemos Arthuso (SP)
7. Off Making, de Beto Schultz (SP)
8. Polaroid Circus, de Marcos Mello e Jacques Dequeker (RS)
9. Qual Queijo Você Quer?, de Cíntia Domit Bittar (SC)
10. Tela, de Carlos Nader (SP)
11. Trocam-se Bolinhos por Histórias de Vida, de Denise Machi (RS)
12. Uma Primavera, de Gabriela Amaral Almeida (SP)
 
Curtas Regionais
 
1. Argentino, de Diego Costa
2. 3×4, de Cauê Nunes
3. Adeus, de Alessandro Barros
 
 
Prêmios
 
O Festival distribuirá, por meio de sua premiação oficial, um total de R$ 800 mil aos vencedores das diversas categorias, como segue:
 
Filmes de longa-metragem

 

Melhor Filme ficção: R$ 250 mil  
Melhor Documentário: R$ 100 mil 
Melhor Diretor ficção: R$ 35 mil
Melhor Diretor Documentário: R$ 35 mil 
Melhor Ator: R$ 30 mil 
Melhor Atriz: R$ 30 mil 
Melhor Ator coadjuvante: R$ 15 mil 
Melhor Atriz coadjuvante: R$ 15 mil 
Melhor Roteiro: R$ 15 mil 
Melhor Fotografia: R$ 15 mil 
Melhor Montagem: R$ 15 mil 
Melhor Som: R$ 15 mil 
Melhor Direção de arte: R$ 15 mil 
Melhor Trilha Sonora: R$ 15 mil 
Melhor Figurino: R$ 15 mil 
Especial Júri: R$ 35 mil 

Filmes de curta-metragem – Nacional

Melhor filme: R$ 25 mil 
Melhor Direção: R$ 15 mil 
Melhor Roteiro: R$ 10 mil 

Filme de curta-metragem – Regional

Melhor filme: R$ 25 mil 
Melhor Direção: R$ 15 mil 
Melhor Roteiro: R$ 10 mil 

Prêmios do Júri Popular


Melhor longa ficção: R$ 25 mil 
Melhor documentário: R$ 15 mil 
Melhor curta metragem nacional: R$ 5 mil 
Melhor curta-metragem regional: R$ 5 mil 
 
 
Realização e Patrocínios
 
Realização– Prefeitura Municipal de Paulínia, através da Secretaria Municipal de Cultura.
Apoio – Vitoria Hotéis (o Hotel Oficial do Festival).