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A esperança e o sonho no circo de Selton Mello

Selton Mello faz comédia refinada, de imensa beleza e sensibilidade, para falar de afeto, respeito, sintonias…

Penso que quase tudo já se escreveu sobre O Palhaço, a segunda incursão do ator Selton Mello na direção de um longa-metragem. Mas creio que algumas coisas muito singelas e precípuas no filme, precisam ficar mais explícitas. Ou melhor: o filme de Selton me falou, de forma tão profunda e delicada, sobre alguns sentimentos, que gostaria de dividir minhas impressões com você, amigo leitor.

Confesso: como a maioria, já gostava do filme antes de vê-lo. Não só por admirar muito Selton Mello e reconhecer nele um Artista profundo, relevante e necessário, como por todas as críticas favoráveis que li sobre O Palhaço.

Não pretendo dirigir olhares, apontar caminhos ou determinar o lado pelo qual o filme deve conduzir sua emoção. Mas há aspectos essenciais pelos quais seus sentimentos devem ser tocados. E o principal: O Palhaço é um filme que transpõe o espectador a um universo onírico, um oásis para ressaltar e incentivar sentimentos nobres.

Escrevo porque penso que posso contribuir jogando uma pequena semente na busca de uma provável imersão afetiva e mergulho sensorial num dos filmes mais tocantes e profundos dessas últimas décadas. Há tempos não via um filme como O Palhaço: inteligente, sensível, engraçado sem apelação, terno sem pieguice, intenso sem machucar. Um filme brasileiro do terceiro milênio cujo foco não é a pobreza, misérias cotidianas, brigas, preconceitos, racismo, questões de gênero, drogas e afins.

Ou por outra, um filme que revela dimensões importantes e cogentes da psique humana, sobretudo daqueles que fazem arte e carregam, no mais fundo de seu íntimo, uma intrincada certeza dos caminhos incertos e dolorosos, frágeis e muitas vezes solitários, de uma profissão cercada de dúvidas e constantes incertezas, ademais aqui quando está em foco um artista tímido, temeroso e inseguro da sua própria grandeza. Ao mesmo tempo, um filme que aponta para um artista em constante questionamento, parecendo concentrar em si toda a dor da carência e da solitude, que por vezes irá afetar, em maior ou menor escala, cada um de nós, encantados com as tentações da paixão e espicaçados por qualquer suposta rejeição ou desafeto, qual garimpeiros nos escaninhos do afeto.

Selton Mello é uma espécie de mensageiro – sutil, instigante e profético – de idéias que nos perpassam o âmago, sorrateiramente, ainda que não as percebamos de imediato. Às vezes, é preciso que algum arcano, do quilate dele, se embrenhe nas quase sempre difíceis e sinuosas vias de acesso aos recônditos da emoção, para que possamos nos dar conta de certos sinais tão óbvios, tão incrustados, mas quase nunca de fácil aceitação ou tradução.

Com uma simplicidade comovente, e a ternura que desabrocha com assombrosa força de sua interpretação visceral, Selton Mello nos comunica aspectos fundamentais de seu itinerário artístico e suas implicações com o sensório que lhe arrebata a alma. Por tão intrínsecos de seu ser, esses aspectos nos empatizam de imediato e nos fazem enveredar pelas trilhas emocionais que ele tece com profundo cuidado e corajosa imersão para expressar – através da composição invejável de um personagem aparentemente corriqueiro e sem nenhum atrativo especial -, nichos profundos de sua visão de mundo, suas impressões a respeito das relações humanas, e os muitos matizes de que é composta a sua (nossa) tessitura humana: frágil e corajosa, serena e aguerrida, sensível e sensata. Assim, Selton revela-se mais maduro a cada obra, embora mas sofrido (caminho natural para onde nos conduz a maturidade), e cada vê mais verdadeiro, tocante, profundo, essencial e necessário.

Uma das cenas mais tocantes é o reencontro dos palhaços. A cena está encharcada da alma do próprio Selton e é, sobretudo, ele que vemos na troca de olhares e sintonias com o magnânimo Paulo José. Quando os palhaços – Pangaré e Puro Sangue, filho e pai – se reencontram e se entreolham entre felizes e reflexivos – ali está o encontro de dois grandes símbolos do Cinema Brasileiro: o Ator maduro que é também roteirista e diretor, o Ator que descortinou caminhos e é uma das grandes inspirações do outro. O encontro de Pangaré (Benjamim) e Puro Sangue é o encontro do inspirado artista Selton Mello com o magnânimo artista Paulo José, como se um estivesse a dizer ao outro ‘Eu sigo este caminho porque você veio antes e iluminou’; o outro interagindo ‘Prossiga nesta trilha porque você faz como eu faria’.

Ver Selton Mello atuando é um bálsamo para os olhos, os ouvidos, a alma. Mas vê-lo atuando neste O Palhaço (criação sua, com roteiro dividido com Marcelo Vindicatto) é deleitar-se numa criação soberba, irretocável, de um Artista que tem a ousada coragem de fazer um mergulho profundo em seus escaninhos emocionais e submergir deles cada vez mais forte, sereno, estraçalhado muitas vezes, mas possante e determinado por força desta coragem, suprema e catártica.

Ressalte-se: o filme é mais uma parceria Selton Mello-MondoCane e Vânia Catani-Bananeira Filmes. Um acerto auspicioso. E faz-se necessário ao menos um parágrafo para falar no elenco, este encontro feliz que Selton Mello gerou, proporcionando à platéia conhecer novos atores e rever alguns outros de quem tínhamos até saudade e não sabíamos.

Porque não bastaria apenas a proficiência do roteiro, a habilidade da direção, nem a qualidade técnica da atuação de Selton para ofertar ao filme o êxito de público e crítica que alcançou: a excelência de toda a equipe técnica de O Palhaço é fundamental para o sucesso da obra.  

Giselle Motta, a bela morena que faz a partner do palhaço Puro Sange, dançarina do Circo Esperança, é uma gratíssima revelação. Dona de visível sensualidade, Giselle é também bailarina e emprestou ao filme seus dotes de coreógrafa, tendo ela própria criado a bela coreografia com a qual entra em cena no filme. Sua personagem exige nuances expressivas, as quais Giselle alcança com competência e sensibilidade. Uma atriz de teatro que Selton revela para a telona, e que ainda há de merecer vários outros papéis no cinema. Um brinde à descoberta de Giselle Motta !

Teuda Bara, atriz de sólida presença no grupo de teatro mineiro Galpão, é um tipo perfeito para assumir as pegadas do roteiro. Delícia acompanhar sua atuação. Ótimas as participações de Moacyr Franco, Jorge Loredo, Ferrugem, Tonico Pereira, Jackson Antunes, Fabiana Carla, Erom Cordeiro, Emílio Orciollo Netto, Alex Sander, Phil Miller e Larissa Manoela. Toda essa trupe ajuda a compor um painel imagético-interpretativo primordial para o êxito do filme. Dentre esses, considero estupendo o ‘achado’ do ator Renato Macedo, que compõe com galhardia, espontaneidade e pungente alegria um dos tipos mais expressivos da obra.

Renato Macedo em expressiva participação em O Palhaço

Quem também aparece, qual mineiro anjinho barroco, para enfeitar a tela e resplandecer esperança é a bela Bruna Chiaradia, mais uma oportuna descoberta de Selton. Ela faz Justine, após ter feito testes, e revela fazer um personagem que ajudou a criar: “Selton é generoso e deixa espaço aberto para o ator. Ele gosta de chamar o roteiro pelo nome espanhol, guión, que não é um roteiro e, sim, um guia para o ator”. Assim, Bruna conta que, durante um ensaio, improvisou ao esquecer o texto e esse improviso acabou virando parte do filme: “Os atores dão opinião e isso é tão bonito, porque a gente constrói junto e se sente parte”, diz Bruna, emocionada.

Imagem Filmes/Divulgação
 Bruna Chiaradia tem atuação destacada em O Palhaço

Bruna fez o teste, passou e entrou para o elenco como Justine, personagem que ajudou a criar. “Selton é generoso e deixa espaço aberto para o ator. Ele gosta de chamar o roteiro pelo nome espanhol, guión, que não é um roteiro e, sim, um guia para o ator”, conta Bruna. Ela diz que, durante um ensaio, improvisou ao esquecer o texto. O improviso acabou virando parte do filme. “Os atores dão opinião e isso é tão bonito, porque a gente constrói junto e se sente parte”, conclui a atriz.

E um destaque todo especial para a ótima atuação de Danton Mello, que ‘duela’ com o irmão em pé de igualdade e compõe com ele uma das cenas mais engraçadas e interessantes do filme. Assim, com a magistral composição de tipos que conseguiu desenhar, Selton Mello imprimiu ao ecrã um painel artístico bastante impactante e digno, que autoriza com louvor sua óbvia e assinada inspiração felliniana.

Outrossim, o que ressalta mesmo no arcabouço poético deste segundo longa de Selton Mello (impregnado de sutis e belas referências à cidade onde nasceu, aos circos de sua infância, ao amor pelos pais, que aparecem em rápidos closes) são todas as filigranas de suas entranhas pessoais – influências, sensibilidades, inspirações, coerências, homenagens, gratidões, afetos, sintonias, e relações humanas – que adentram, pontuam e perpassam todo o filme com uma singeleza cativante, irrecusável. É de tamanho valor o que Selton Mello nos apresenta em O Palhaço com propriedade, sensatez e ternura que essas suas referências – profundas, viscerais, intrínsecas – acabam por nos contagiar e, quando o letreiro sobe, não há como conter a emoção, as lágrimas, o envolvimento e a completa adesão ao artista grandioso e profundamente imerso em suas verdades que é Selton Mello.  

Portanto, Selton Mello: por nos transmitir sentimentos tão meritórios – como a bondade, a pureza de intenções, a cortesia, a gratidão, a reverência aos que vieram antes, o cuidado com o próximo, a atenção aos de maior idade, o carinho com os menos privilegiados, o respeito pelas diferenças, a delicadeza com os que fogem aos padrões midiáticos, a imensa solidariedade aos desajeitados, rejeitados ou tronchos de desafeto -, e por nos conduzir a estas reflexões com o dom da inocência, da sensibilidade e da ternura, nós lhe parabenizamos e agradecemos.

E lhe desejamos vida longa, cada vez mais Cinema, força e ousadia, agradecendo pela beleza da Arte que você faz com tanta propriedade, vocação e sentido de quem comunica para entrar em contato com o próximo, e entrega a esse encontro o melhor e o mais profundo de seu ser.

Da platéia, é fácil deleitar-se com a interpretação carismática e irretocável de Selton e Paulo José. A graça do personagem de Selton – o palhaço Pangaré/Benjamim – nos contagia desde a primeira aparição. A trama vai nos comovendo mais a cada take, e de repente estamos completamente absortos naquela história aparentemente tão despretensiosa e comum.

Quando a tela escurece e a xilogravura assume a cor exibindo os créditos, ao final de 90 minutos, você percebe que nem viu o tempo passar mas está completamente impregnado pelos sentimentos, sensações e emoções com as quais Selton Mello imprime vigor, e rigor técnico indiscutível a mais um filme seu, suas marcas pessoais de Artista. Relevante e necessário a seu tempo, um tempo que precisa de muito mais Artistas com a estirpe de Selton Mello, e de muito, mais muito mais pessoas com a riqueza de alma e grandeza de valores que Selton Mello traz no coração e que transmite, até sem o saber.

Um abraço muito comovido a Selton Mello e um Parabéns muito caloroso a toda a equipe que tornou possível este Palhaço cheio de charme, carisma e verdades profundas que é o palhaço do Circo Esperança de Selton Mello.

Arrastão ANÁPOLIS, em capítulos…

Breves anotações sobre os dias de Cinema, bom papo, música e afetividades em Anápolis… 

Bruna Chiaradia, Giselle Motta e Erom Cordeiro apresentam O Palhaço

A ida a Goiás para a realização do II Festival de Cinema de Anápolis foi boa desde o convite. Débora Torres, este dínamo em forma de mulher (idealizadora e coordenadora-geral do Festival),nos convidou ainda em dezembro e, presente à primeira edição, sabia de antemão como seria recebida, e que iria ter muito o que fazer, trocar e conversar no promissor município goiano.

E assim foi: de 19 a 26 de março deste 2012, ancorei minhas ideias e energia em Anápolis, e tudo correu ainda muito melhor do que esperava.

O Festival teve um crescimento admirável e desta vez já deu para sentir logo de início que a cidade abraçou o acontecimento como realização sua. Mérito da Prefeitura, trunfo da Secretaria de Cultura, e aplausos ao esforço e empenho indormidos de Débora Torres.

Débora Torres, incansável na realização de grandes festivais, amiga-irmã querida, cineasta e produtora de exímia competência …

O II Festival de Cinema de Anápolis, cujas exibições acontecem no Teatro Municipal (com reprise todos os dias em algum bairro da periferia da cidade), contou com casa cheia todas as noites, mobilizou jovens de todas as idades e viu o cinema brasileiro contaminar célere e certeiro o coração de novos interessados em adentrar no fascinante mundo audiovisual.

Irandhir Santos, representando o filme Olhos Azuis, levou o troféu de Melhor Ator…

O Prefeito Antônio Gomide e o Secretário Augusto César Almeida reiteraram diversas vezes a satisfação com os resultados obtidos com o investimento no festival, e afirmaram que, independente de quem seja o vencedor na próxima eleição, o Festival já está consolidado e não ha mais como deter seus passos rumo a novas e melhores edições. 

Rubens Ewald Filho, o renomado Curador, sempre cercado de fãs…

NA ESTÂNCIA 

O resort Estância Park, que mais parece uma enorme chácara encravada no mais verde dos habitats de Anápolis, é o pouso feliz de quem participa como convidado do Festival de Anápolis. Impossível é não sucumbir, como diria o menestrel alagoano Djavan. E é mesmo. Como não se enfeitiçar por aquela tranquilidade em forma de imersão sensorial absoluta da Estância, onde a Paz fez morada e os dias tranquilos se sucedem entre tempos nublados, muito sol, calor, chuva e lindas paisagens, recheadas de belas flores e um verde contagiante ?

Difícil querer sair de lá pra ir a qualquer lugar – a não ser quando se pronuncia o nome El Hajj, o ótimo restô árabe onde almoçamos todos os dias… delícias em forma de pratos e guloseimas.

A Estância é tão agradável que dá vontade de ficar ali o dia inteiro conversando amenidades, tomando suco, desfilando alegrias e contando historias. Pra tudo ficar perfeito, só falta mesmo umas belas e generosas redes espalhadas por entre as belezas de seus jardins. 

ENCONTROS 

Débora Torres, Aurora Miranda Leão e a Princesinha Rafaella…

Os encontros em Anápolis são sempre tão agradáveis que a gente já chega lá revestido de saudade porque sabe: na hora da despedida, vai deixar muita coisa boa pra trás. Essa sensação tomou conta desta redatora logo da minha primeira estada ali, em 2011. E foi por isso que nasceu o curta-metragem O Sumiço de Alice, uma tentativa, talvez, de deter aqueles dias de calmaria, prosa farta e boa convivência no coração do município de Anápolis. Ou talvez uma forma de carregar sempre consigo a recordação de um tempo feliz, cercada de  verde e pessoas que gostam das mesmas coisas, ou ainda uma forma de espalhar aos quatro ventos o quão é saudável, bom e revitalizador estar num lugar propicio, em boa companhia e fazendo o que se gosta.

Nesse clima, foi ali onde conheci, na edição passada, a carismática e inesquecível figura do produtor Walter Webb, baiano que vive na ponte São Paulo-Los Angeles, cuja prosa flui aos borbotões e faz a tristeza passar longe.

Walter Webb entre as lindas Bruna Chiaradia e Giselle Motta…

Um encanto de pessoa, assim como também a querida poetisa Selva Aretuza, meiga e acolhedora, que também figura no curta rodado em Anápolis. E ainda o encontro mágico com Dila Guerra, Manaíra Carneiro, Felipe Brida, Alex Moletta, Eduardo Cardoso (‘amigo novo, parceiro novo’, como diria o mestre Vinícius de Moraes), Bianca Menti, o embaixador Lauro Moreira, Alberto Araujo, Pedro Pinheiro, Marcus Annolli, Serina Raruá e Almir Torres, alem da sintonia imediata com a leveza carismática e  simpatia contagiante de Zezeh Barbosa.

Carlos Alberto Riccelli, Aurora e Rubens Ewald Filho: encontro cheio de prosa…

Leandro Firmino da Hora e Aurora Miranda: reencontro feliz…

Sem esquecer do reencontro com o querido Mestre Rubens Ewald Filho (!), a querida Alice Gonzaga, Guido Campos, Mallu Moraes, Laurinha Pires e Ed Cajazeira, Ângela Torres, Miguel Jorge, João Batista de Andrade, Lucília e Vladimir Carvalho, e Itamar Borges.

Alice Gonzaga, Débora Torres e Cid Nader: Cinema, produção e jornalismo…

Aurora e o casal Babu Santana e Bruna Barros: cinema e teatro nas conversas…

Os encontros este ano foram em maior número, umas das confirmações do crescimento inconteste do festival. Ingra Liberato, Carlos Alberto Riccelli, Leandro Firmino da Hora, Babu Santana e Bruna Barros, David Cardoso, Fernando Alves Pinto, Wandi Doratiotto, Erom Cordeiro, Gustavo Machado, Flavia Rodrigues, Zózimo Bulbul, Edward e Betina Vianny, Elisa Tolomelli, Lucília e Vladimir Carvalho, Alice Gonzaga, Walter Webb, Serina Raruá, Ângelo Lima, Alex Moletta, Antônio Balbino, e em especial Germano Pereira e as lindas Giselle Motta e Bruna Chiaradia, inauguraram uma nova página em minhas afetividades.

Germano Pereira, Alice Gonzaga, Rubens Ewald Filho e Aurora Miranda Leão…

Enquanto Rubens Ewald Filho, o ilustre Curador, reforçou mais uma vez o tanto que merece de carinho, aplauso e adesão. Lembrando ainda de citar os que se fizeram queridos logo de cara como Delvo Simões, Walace Oliveira, Julliana Pinheiro, Rafaela Torres, Thalyane e Rebeca Romero. Estes também foram mais que especiais para tornar a estada em Anápolis ainda mais prazerosa, contribuindo sobremodo para fazer chegar ao meu escaninho emotivo-imagético a ideia de um novo curta-metragem. Para este, com título provisório de Take 2, já gravaram Rubens Ewald Filho, Walter Webb, Bruna Chiaradia, Débora Torres e Alice Gonzaga.

Quarteto feminino: Giselle Motta, Flávia Rodrigues, Bruna Chiaradia e Aurora Miranda Leão…

Delvo Simões e Alice Gonzaga: ele coordenu o júri e fez a diferença; ela espalhou alegria…