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Cursos gratuitos de Audiovisual em Fortaleza

A Vila das Artes abre inscrições para novos cursos de audiovisual. Os editais e as fichas de inscrição estão em www.fortaleza.ce.gov.br/editaisviladasartes. Após preencher a ficha, os interessados deverão comparecer, dentro do período de inscrição, à secretaria da Vila das Artes, das 9h às 20h, para entrega dos documentos. Confira os cursos ofertados:

Documentário – Ensaio como forma
O curso acontece, durante a parte teórica e de elaboração de projetos, no turno da noite, no horário das 18h30 às 21h45, e, durante a realização dos exercícios práticos, em horário a combinar, no período de 30 de abril a 6 de julho, de segunda a sexta. Orientado pelos professores Alexandre Veras, Beatriz Furtado e Felipe Ribeiro.

Desenho de Som – do Roteiro à Finalização

Inscrição até 3 de maio. Abordará conteúdos que pensarão o som desde a elaboração do roteiro até a finalização do filme, incluindo o processo de gravação e suas adversidades, o projeto sonoro e a passagem do digital para o analógico. Será realizado no turno da noite, no horário das 18h30 às 21h45, no período de 14 a 18 de maio. É necessário que o candidato possua conhecimentos e/ou experiência na área.

Técnico de Animação II: Inscrições até 4 de maio. Abordará conhecimentos técnicos para a realização de um vídeo de animação (objetos, recortes, pessoas, etc.) desde seu roteiro e storyboard, elaboração e captação de imagens quadro a quadro, e finalização. A realização será no turno da noite, de segunda a sexta, no horário das 18h30 às 21h45, no período de 21 a 25 de maio. É necessário que o candidato possua conhecimento básico em animação. Ministrado pelo professor André Dias.
 
Produção Executiva: Inscrições até 11 de maio. Abordará a reflexão e análise sobre a produção audiovisual, a atuação do produtor da concepção, partindo da idéia e elaboração do projeto à exibição da obra. Acontece no turno da noite, de segunda a sexta, no horário das 18h30 às 21h45, no período de 28 de maio a 1º de junho. O candidato precisa ter experiência na área de produção audiovisual e conhecimentos a respeito da gestão administrativa dos projetos. Orientado pelo produtor João Júnior.

(Foto: Documentário “As Vilas Volantes – O Verbo Contra o Vento”, de Alexandre Veras)

Cine Ceará abre inscrições. Festival será em junho

Abertas as inscrições à 22ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema. As inscrições de longas e curtas-metragens podem ser feitas até 31 de março. O regulamento completo do festival, organizado pela Associação Cultural Cine Ceará, está disponível em http://cineceara.com 

Concorrem ao Troféu Mucuripe filmes inscritos como longa (divididos em filme, direção, fotografia, edição, roteiro, som, trilha sonora original, direção de arte, ator, atriz e prêmio da crítica) e curta (filme, direção, roteiro, produção cearense e prêmio da crítica). 

Os curtas devem ter sido realizados por produtores e/ou diretores brasileiros, ou radicados no país há mais de três anos, e podem ter até 20 minutos de duração, em qualquer formato. Devem ainda ser obras concluídas a partir de janeiro de 2011 e não podem ter participado de processos seletivos nas edições anteriores do Cine Ceará.  Já os longas devem ter duração mínima de 70 minutos, finalizados a partir de 2010 por produtores e/ou diretores ibero-americanos (países da América Latina e o Caribe, Portugal e Espanha), em formatos profissionais. 

Petrus Cariry foi o grande vencedor ano passado com o longa “Mãe e filha”…

Os prêmios da crítica para melhor curta e longa serão concedidos por um júri formado por membros da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema. Para o melhor longa, conforme o júri oficial, será concedido prêmio especial no valor de U$10.000,00 (dez mil dólares). Haverá ainda a entrega do Troféu Mucuripe de melhor curta da mostra Olhar do Ceará, para o qual haverá um júri de estudantes das universidades de Fortaleza. 

O 22° Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria da Cultura, e do Ministério da Cultura através da Secretaria do Audiovisual. A realização é da Associação Cultural Cine Ceará e conta com patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (SIEC) e da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

São Luís Terá Semana do Audiovisual

 A comunidade acadêmica de São Luís terá em junho mais uma oportunidade para expor seu talento no cinema.

Até amanhã estão abertas inscrições para a 1ª Mostra Universitária Audiovisual. Como parte da programação da II Semana do Audiovisual, em conjunto com a XI Semana de Comunicação, a mostra exibirá vídeos de estudantes e servidores universitários de todo o estado.

A 1ª Mostra Universitária Audiovisual objetiva incentivar a produção de vídeos no estado, além de dar visibilidade ao que se tem feito em, nessa área, São Luís e no interior. Estudantes de qualquer curso de graduação ou pós-graduação podem se inscrever, desde que regularmente matriculados numa instituição de ensino superior. Além disso, a mostra também é aberta a servidores de instituições acadêmicas.

Serão exibidos curtas-metragens com até 10 minutos de duração. Segundo o representante do Cineclube Casarão Universitário, Bruno Lacerda, a quantidade de vídeos a serem exibidos ainda não está definida: “Iremos trabalhar o ajuste do tempo dos vídeos com o tempo da mostra, que será de aproximadamente duas horas”, explica.

Para participar da seleção, basta realizar a inscrição na Semana de Comunicação pelo sítio virtual http://www.semanacomunica.ufma.br, no link Chamada de Trabalhos e apresentar o pedido de inscrição no Departamento de Comunicação Social da UFMA, no prédio do CCSo (Campus Bacanga). O candidato deve entregar, em envelope, uma relação de documentos (disponíveis no regulamento), duas cópias de cada vídeo em DVD e um CD contendo informações como fotos de divulgação, sinopse do filme, ficha técnica, etc. O diretor do vídeo também tem liberdade para publicar releases, cartazes e qualquer outro material de divulgação da sua produção.

A segunda edição da Semana do Audiovisual acontecerá entre 31 de maio e 3 de junho, na UFMA, durante a XI Semana de Comunicação. Além da Mostra Universitária, ganham destaque na Semana outras atividades, tais como o lançamento do filme Céu Sem Eternidade, dirigido pela cineasta Eliane Caffé.

O longa-metragem é um documentário produzido ano passado pelo coletivo da oficina audiovisual de Alcântara, reunindo quilombos da região, estudantes da UFMA e participantes dos Pontos de Cultura “Comunica”. Para as discussões acadêmicas, a Semana de Comunicação contará com a participação dos expressivos pesquisadores Marcos Palácios (UFBA), e André Pase (PUC-RS).

A Felicidade de Jabor pelo olhar de Brida

O retorno de Arnaldo Jabor ao cinema, 25 anos depois

O pequeno Paulo (Caio Manhente) sonha grande, como toda criança. Vive no Rio de Janeiro, é filho de um militar e, de repente, estoura a Segunda Guerra Mundial. Dos oito aos 18 anos, irá aproximar-se de novos amigos e conhecer o amor e o sexo, sempre influenciado pelos ensinamentos do avô, Noel (Marco Nanini).

Havia grande expectativa no retorno de Arnaldo Jabor ao cinema, pela originalidade de seus filmes, os quais rodou durante o fim do Cinema Novo, e o destaque na fase da pornochanchada. Estava longe das câmeras desde 1986, quando fez o bom drama “Eu sei que vou te amar”.

O filme não é de todo ruim, mas poderia ter sido rodado por qualquer um. A história, agradável, com momentos ternos e outros engraçadinhos, é um olhar sobre a infância e a adolescência de um garoto carioca, durante os anos 1940 e 50, em tempos de guerra. Parece recorte de um período, que tenta refletir uma geração do pós-guerra, universalizando o tema, mas tudo de forma menor, sem vigor ou grandes emoções.

Jayme Matarazzo, Maria Luísa Mendonça e Roney Vilella em A Suprema Felcidade

O que me incomoda é a teatralidade dos atores em cena, misturado com a falta de timing. Culpa que se atribui ao diretor. Soa fake para cinema, castigado por um elenco mal aproveitado, e que não está em seus melhores dias. Marco Nanini é o único que segura as pontas, nos poucos momentos que aparece. Dan Stulbach está exagerado como o pai militar, Elke Maravilha envelhecida, sem destaque algum, e ainda rápidas aparições de Ary Fontoura, Jorge Loredo (o Zé Bonitinho), João Miguel (num papel cômico, como um pipoqueiro piadista), além de Maria Flor.

Jabor já foi melhor com “Toda nudez será castigada”, “Eu te amo”, “Tudo bem” e “Opinião pública”. Esse, junto com “Pindorama”, são seus filmes menores e descartáveis. Em suma, um drama ingênuo, desconcertado, teatral demais.

Tammy Di Calafiori estreando em cinema no filme de Jabor…

A Suprema Felicidade (Brasil2010125’) Direção: Arnaldo Jabor Com:Marco Nanini, Dan Stulbach, João Miguel, Maria Flor, Elke Maravilha, Ary Fontoura, Caio Manhente, Emiliano Queiroz, Roney Vilella e Maria Luísa Mendonça, entre outros.

DVD: Menu interativoSeleção de cenas Seleção de idiomas Seleção de legendas Tela: Widescreen Anamórfico (1.85:1) Áudio: Dolby Digital(2.0 / 5.1) Idioma: português Legenda: português, inglês e espanhol Extras: making of; trailer

Distribuição: Paramount Home Entertainment

Inovações no Audiovisual

 
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Feira de Inovação Tecnológica Audiovisual tem início neste domingoA XPTA.LAB -1ª Feira de Inovação Tecnológica Audiovisual – que acontece de 3 a 5 de abril de 2011, reunirá nas dependências da bela Cinemateca Brasileira, 52 projetos vanguardistas na área de plataformas digitais e tecnologias audiovisuais.

Realidade Urbana Aumentada, Geosocialização, Cloud Computing, são alguns termos que vocês poderão entender na prática em uma exposição que promete ser muito visual e interativa.

Todos convidados! A entrada é gratuita

1ª Feira de Inovação Tecnológica Audiovisual tem início neste domingoA XPTA.LAB -1ª Feira de Inovação Tecnológica Audiovisual – que acontece de 3 a 5 de abril de 2011, reunirá nas dependências da bela Cinemateca Brasileira, 52 projetos vanguardistas na área de plataformas digitais e tecnologias audiovisuais.

Realidade Urbana Aumentada, Geosocialização, Cloud Computing, são alguns termos que vocês poderão entender na prática em uma exposição que promete ser muito visual e interativa.

Todos convidados! A entrada é gratuita.

 
  Saiba mais no blog: http://www.culturadigital.br/xpta  
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Agentes Brazucah 2011 foram selecionados

O novo batalhão de Agentes Brazucah foi finalmente escolhido.

São mais de 70 agentes no estado de São Paulo que trabalharão para fazer o filme de nosso cinema!

A lista completa dos novos agentes Brazucah está disponível em nosso blog www.redebrazucah.com.br

Agentes Brazucah 2011 foram selecionadosO novo batalhão de Agentes Brazucah foi finalmente escolhido.

São mais de 70 agentes no estado de São Paulo que trabalharão para fazer o filme de nosso cinema!

A lista completa dos novos agentes Brazucah está disponível em nosso blog www.redebrazucah.com

Cinema Jovem Vence Estética Central

Jovens sem nenhuma experiência com cinema vencem Festival Estética Central

Uma câmera de celular na mão, a vontade de ser cineasta e muitas ideias na cabeça para retratar o dia-a-dia de forma bem criativa. Com esses incentivos, os jovens Igor Melo, 18 anos, Paulo Vinícius de Souza Santos, 22, e Nei Júnior, 25, moradores de Cidade de Deus, Cavalcanti e Cabo Frio, respectivamente, tiveram a oportunidade de flertar com o audiovisual e serem os vencedores do 2º Festival Estética Central, promovido pelo Oi Futuro. Detalhe: nenhum deles tinha experiência com cinema.

O grande vencedor, Igor Melo, e Paulo Vinícius, que ficou em segundo: jovens incentivados a investir em arte | Foto: Deisi Rezende/ Agência O Dia

“Como eu fazia curso de audiovisual no Espaço Cultural Cidade de Deus, uns colegas que têm grupo de rap me pediram para gravar um videoclipe. Em troca, peguei algumas das cenas para reeditar no formato do festival e usei a música deles como trilha, para retratar a vida de um menino na comunidade. Essa experiência incrível só despertou a vontade de investir na área”, conta Igor Melo, que é ator e tirou o primeiro lugar com o vídeo Alegria de Criança, ganhando um laptop.

“Agora quero seguir na área da arte, que abrange tantas coisas que gosto, como vídeo, fotos, artes plásticas”, diz o grafiteiro Paulo Vinícius, que tirou segundo lugar com Scratch Book NexTwo. Nei Junior ficou em terceiro com Antes que o Céu Desabe. Já o Prêmio Especial da Curadoria foi para  Dias Nublados, de Valdilia de Oliveira, Fernanda Andrade, Daniel Cruz e Renan Pontes, moradores da Rocinha.

Este ano, o festival contou com um Núcleo Móvel — kombi equipada com ilhas de edição e celulares —, que percorreu diversos bairros, possibilitando aos passantes filmarem e finalizarem vídeos de até um minuto com ajuda de editores. Os vencedores e outros 135 trabalhos produzidos por pessoas de diferentes idades e classes sociais serão exibidos até 24 de abril no Oi Futuro.

Patrocínio
O Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados vai contemplar 187 projetos nos 12 estados brasileiros que dispõem e utilizam leis de incentivo à cultura. Entre os selecionados, há peças de teatro, mostras de cinema e artes visuais, shows de música, festivais de dança, novas tecnologias, cultura popular, literatura e patrimônio. A lista está disponível : oifuturo.org.br/cultura/patrocinios/resultado.

* GISLANDIA GOVERNO

Março Tem MOSTRA DO FILME LIVRE

Logo após o carnaval, começa a MOSTRA DO FILME LIVRE. um dos eventos audiovisuais mais democráticos do Brasil.

A parttir de 10 de março, o CCBB RIO vai abrigar a 10ª edição da Mostra, a qual, pela primeira vez, terá espaço também no CCBB de São Paulo, apresentando um grande painel da atual produção independente nacional e ampla retrospectiva das edições anteriores.

Ao longo desses 10 anos, já foram homenageados na MFL cineastas e produtoras de extrema importancia para o cinema nacional. Destaque para Fernando Spencer (PE), Eliseu Visconti, Luiz Rosemberg Filho, Andrea Tonacci (SP), Helena Ignez, Joel Pizzini e Sergio Ricardo, Paulo Halm, Godot Quincas, Philippe Barcinski (SP), Eduardo Nunes, Camilo Cavalcante (PE) e Nilson Primitivo, além de uma sessão especial do documentarista holandês Johan Van Der Kueken, em 2005.

As produtoras, ações e/ou coletivos/movimentos já destacados foram: Mosquito (MG), Pepa Filmes, RAÇA Filmes, A Organização, Canibal Filmes (do diretor Petter Baiestorf, SC), Angu TV, Curta o Curta, Nem só o que anda é móvel (MG), A produtora (MG), Tv Morrinho, Plus Ultra, Cavídeo, CTAV, Projeto Cérbero.

Abaixo alguns destaques da MFL 2011 que se debruça sobre o atual cenário de renovação do cinema brasileiro, com destaque para filmes de diretores jovens, de baixo orçamento, que vem ganhando destaque nos festivais internacionais:

Dia 11 de março, às 19h30m, exibição no Brasil, da versão de 63 min (nova)., do filme “Desassossego”, recém-exibida no Festival de Roterdã. Projeto coordenado por Felipe Bragança e Marina Meliande, que reuniu 14 diretores que responderam “audiovisualmente” a uma carta enviada com fragmentos de filmes. 

Dia 12 de março, às 19h30m, “O céu sobre os ombros”, de Sérgio Borges, vencedor dos prêmios de Melhor Filme e Direção no Festival de Brasília 2010 e, concorrente ao Tiger Award no Festival de Roterdã 2011. 

Dia 13 de março, às 16h, debate sobre “A nova cena. O jovem cinema contemporâneo brasileiro”, com a presença de Felipe Bragança e Marina Meliande (diretores cariocas de “Desassossego”), Sérgio Borges (da produtora Teia, de MG) e Luiz e Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes (da Alumbramento, do CE). Após o debate Marcelo Ikeda e Dellani Lima lançam “Cinema de garagem”, um inventário afetivo do jovem cinema contemporâneo brasileiro, durante a primeira década do século 21.

Dia 14 de março, às 19h30m, pré-estréia de “Os monstros”, nova produção do Alumbramento, produtora cearense que vem se destacando pela produção de filmes de baixo orçamento. Este novo longa-metragem é da mesma trupe de “Estrada para Ythaka”, projeto coletivo dos mesmos quatro diretores (Luiz e Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes).

Dia 15 de março, as 17h30, estréia de “Legião estrangeira” primeiro longa-metragem do crítico Luiz Alberto Rocha Melo, da revista eletrônica Contracampo.

Dia 19 de março, estréia de Estado de sítio, projeto coletivo dirigido por oito diretores mineiros, entre os quais os críticos da revista Filmes Polvo, e diretores de diversos curtas metragens, como “Contagem”, vencedor do prêmio de melhor direção curta 35mm no Festival de Brasília 2010. 

Dia 19 de março às 15h30, debate ABDeC: “O cinema e o público na era digital”, com Ana Paula Santana (SAV), Marcio do Val (ECAD), Bruno Vianna e Dario Gularte. 

Dia 22 de março, às 16h, sessão LIBRAS, especial para deficientes auditivos.

Dia 26 de março às 20h, lançamento de quatro curtas inéditos do cineasta Luiz Rosemberg Filho, diretor de “Crônica de um Industrial” (que participou do Festival de Cannes em 1976) e “A$$untina das Amérikas”, ambos clássicos do período conhecido como “Cinema Marginal”. Bate papo com o diretor após a sessão. 

Dia 27 de março às 20h, exibição de “Luz nas trevas”, seqüência do clássico “O bandido da luz vermelha” dirigido por Helena Ignez. Ela estará presente para um bate-papo com o público após a sessão.

Dia 29 de março, às 20h, lançamento de “Filme livre! curando, mostrando e pensando filmes livres”, coletânea de textos inéditos e publicado nos catálogos da MFL, com reflexões sobre o cinema independente no Brasil nos últimos 10 anos e textos críticos sobre os curtas exibidos e sobre os principais homenageados. Organização de Marcelo Ikeda.

Até dia 30, Inscrições ao FESTin …

 

As inscrições da segunda edição do FESTinFestival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa foram prorrogadas até dia 30, domingo.

Podem ser inscritos Curtas, Médias e Longas, nas categorias Documentário ou Ficção. Única exigência: língua portuguesa representada, para que alcance o processo de seleção. 

O FESTinFestival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa é um evento único, idealizado e coordenado por Calebe Pimentel, cujo objetivo é fomentar a interculturalidade, a inclusão social e o intercâmbio cultural nos países lusófonos. Através do festival, pretende-se descobrir e incentivar novos valores espalhados pelos sete cantos do mundo, unidos por uma mesma língua. 

A segunda edição do FESTin vai acontecer de 26 de Abril a 1º de Maio, no Cinema São Jorge, onde será celebrada a continuidade do sucesso evidenciado na primeira edição, realizada em maio passado. A edição deste ano tem co-produção da Fundação Luso-Brasileira e apoio oficial do Ministério da Cultura de Portugal.

Inscrições e Informações: www.festin-festival.com

A propósito do Resta Um…

Porque o RESTO é sempre MAIOR que o Principal 

Estávamos todos contagiados. O mesmo sentimento de euforia e entusiasmo contagiou a mim, Ingra Liberato, Rosamaria Murtinho, Miguel Jorge, Rogério Santana e Alex Moletta naquela agradável noite goiana, ancoradouro privilegiado para nossa emoção, transformando em vibração entusiástica os pilares e preceitos nos quais se ergueu a Belair. A calorosa sensação de ter encontrado alguma coisa que parecíamos buscar há tempos, invadiu o espírito de todos, e nossa vontade era sair abraçando cada um, como dizia a inspirada letra de Chico : “Era uma canção, um só cordão, uma vontade, de tomar a mão de cada irmão pela cidade”… Sim, era como se, a partir das contundentes e belas imagens garimpadas por Bruno Safadi e Noa Bressane, tudo começasse a criar sua própria lógica e os sentidos eregiam conexões absolutamente inovadoras, criando sensorialidade onde antes havia interrogação e tédio. Uma incisiva sintonia aflorou e o rosto de cada um estampava fulgores até então impensáveis.

Capital goiana foi a concha envolvente que abrigou o RESTA UM

Assim, foi-se desenhando com mais clareza a idéia inicial de fazer um registro imagético do inesperado encontro em Goiânia, cidade aprazível demais para deixarmos perder-se nos desvãos do andamento voraz do cotidiano, próprio da modernidade líquida onde estamos imersos(tão bem definida pelo sábio sociólogo Zigmunt Balman).

Miguel Jorge, Ingra l.iberato, Alex Moletta, Aurora, Rogério Santana, Rosamaria Murtinho e Débora Torres: cada um, a seu modo, contribuindo pro RESTA UM

Qual deveria ser o próximo passo então ? Como alinhavar os elos das intersecções que fomos amealhando ao longo daqueles dias, arejados de imagens e plenos do oxigênio das afinidades que se impõem pela naturalidade de ideais siameses ? Como traduzir pelo gesto da palavra e a alquimia do olhar análogo aquela luminosidade que nos arrebatava e intrometia-se em nossas conversas, todas as horas, noite adentro ? Como significar a eloqüência do instantâneo entrosamento em Goiânia e o contato absolutamente conversor expresso no encontro com a Belair ? A Belair de Júlio Bressane, Rogério Sganzerla e Helena Ignêz…

Cineasta Júlio Bressane, inspirador do clima nas gravações do Resta Um

As idéias então foram tomando assento: no restaurante do hotel, na van que nos conduzia ao cinema, nas cadeiras da sala de exibição, nas trocas de assunto a palpitar quando, a maioria de nós, assumia a função de jurados.

Então Samuel Reginatto, imagem da alegria numa única noite de cinema e festa, se juntou a Júlio Léllis, cineasta amante da Literatura e da sensatez; e se somou à disponibilidade integral de Ingra Liberato, ganhando a benfazeja cumplicidade de Rosamaria Murtinho; e conquistou Miguel Jorge, sábio escritor que de imediato aderiu à nossa idéia de fazermos um filme; e chegou até a Alex Moletta, ator e roteirista a nos encher de ânimo e verdade; e encontrou guarita em Débora Torres, chegando até Rogério Santana, e extrapolando fronteiras para ganhar Sílvio Tendler, Henrique Dantas e o próprio Bruno Safadi. 

Assim, em apenas cinco dias de absoluta imersão no universo da Sétima Arte, do qual Goiânia é âncora todos os novembros, foi gestado o Resta Um, curta-metragem agora ofertado para o olhar, a mente e o coração de quem estiver na platéia ou com este texto em mãos.

Resta Um é um curta digital, colorido, tem 19’25”, roteiro e direção de Aurora Miranda Leão. Ingra Liberato é a presença mais constante, embora não possamos dizê-la “personagem principal” ou protagonista. Isso não existe nos filmes Belair. Lá como cá, os atores não representam mas valem pelo que representam, como nos diz Antônio Medina Rodrigues, e aí a cabeça do espectador tem todo o controle e pode optar por entender o que quiser. O que pra uns pode estar explícito, para outros pode ser apenas um jogo do roteiro ou uma insinuação da direção.  

A imagem icástica de Ingra Liberato a ilustrar o cartaz, bem como o material de divulgação do filme, mostra o indicador da atriz apontando… como a indicar que Resta Um

O que resta encontrar então neste novo filme que Aurora Miranda Leão ora nos oferece ? 

O que resta pode ser você, espectador, que não participou das filmagens e não conviveu com o grupo formado em Goiânia. Resta você que entende a intenção da obra ou resta você que vai sair do cinema perguntando sobre o que é mesmo que viu e qual o sentido deste filme. 

Resta Um filme a ser feito, um fotograma a ser exibido. 

Resta Um desejo de falar da vida e contar da alegria através do cinema. Resta Um desejo de contagiar e fazer coro ao convite de Sílvio Tendler para tentar fazer mais gente entrar nesta canoa. 

Resta Um ator que não estava nas filmagens, um vinho que não foi tomado, e um beijo que não foi roubado. Resta você que se pergunta sobre o sentido deste filme, resta você que poderia ter dado um depoimento. Resta Um espectador que chegou atrasado e um diretor que não foi convidado.

Resta Um convite que não foi aceito e um amor que não se realizou. Resta Um filme que não foi feito e um roteiro inacabado, um caminho a ser seguido e um piano esquecido no canto da sala. 

Resta Um punhado de bons filmes a ver e belas músicas pra ouvir.

Resta Um violão que emudeceu e um canto de passarinhos que não se reproduziu.   

Resta Um carinho esquecido, um afago a ser lembrado e um afeto nunca recebido.

Resta Um filme a ser visto, um aplauso a ser ouvido e um som a ser imitado.

Resta Um enquadramento por fazer, um som e uma luz em sintonia.

Resta Um coração a ser tocado, um amor a ser encontrado.

Resta Um barco no oceano e um barco-olho rumo ao infinito.

Resta Um motivo a mais para se cultivar a ética, um passo a mais a ser dado, um gesto a menos a ser esquecido.

Resta Um belo quadro na parede, flores viçosas na varanda e um roteiro a ser escrito.

Resta Um canto triste a embalar a solidão e um tango sempre disposto a tocar.

Resta Um coro de pássaros a anunciar uma manhã na qual os jornais só estampem boas notícias e um amor de pai e mãe que nem a dor da ingratidão abafou.

Resta Um gol argentino a ser aplaudido, um drible de Messi a ser imitado e uma canção de Lupicínio ecoando na sala. 

Resta Um desvario a ser socorrido, um cotidiano de sonhos a percorrer o imaginário e um arrojo de Kubrick a ser lembrado. 

Resta Um quadro de Picasso a querer ver, um Renoir ainda intacto, um Rembrandt pra quem desconhece as nuances da cor e um bolero de Ravel acordando as madrugadas douradas. 

Resta Um caminho novo a buscar, uma ousadia nova a perseguir e um lixo amontoado na calçada que Vik Muniz precisa transformar. 

Resta Um samba em homenagem à nata da malandragem, um swingue de Gil e Mautner, um ator com a competência de Mauro Mendonça, um desejo de ouvir a contagiante gargalhada de Zéu Brito e mais algumas pérolas de Wisnik.

Resta Um canto feliz de andorinha a sonorizar a espera tão acalentada, e um movimento de Tchaikovsky tocando pra quem não tem medo da música clássica. 

Resta Um texto de Rubens Ewald Filho pra ler, um poema de Jorge Salomão que não nos sai da cabeça, um personagem para Fernando Eiras interpretar e um ator da grandeza de Emiliano pra gente ensinar aos que ainda vão chegar.

Resta Um brilho no olhar da criança esquecida nas madrugadas soturnas das grandes cidades, e um brilho de esperança no gesto de quem vivencia a solidariedade. 

Imagem de Aos Pés, premiado curta do cineasta gáucho Zeca Brito…

Resta Um take a mais de Zeca Ferreira, mais um documentário que Gui Castor está a concluir, uma nova inquietude imagética de André da Costa Pinto, e um novo mergulho nas invenções fílmicas de Zeca Brito.

Resta Um outro Benjamim de Gardenberg para Paulo José, um outro Suassuna para Nachtergaele, um texto com a concisão de Carlos Alberto Mattos, um novo documentário com a assinatura de João Moreira Salles e o precioso olhar de Coutinho.

Resta Um livro a ser lido e um grande autor a ser celebrado. 

Resta Um disco bonito na vitrola, um guardanapo com um poema que a noite revelou, um lenço para amparar lágrimas de amor. 

Resta um quadrilátero de paixão nas esquinas nas quais ela em vão aguardou um adeus. Resta Um um sinal de que a vida é o bem maior. 

Resta Um poeta que a noite teima em querer despertar e um silêncio revelador que o ouvido atento antevê. 

Resta Um desassossego da alma em desalinho pela paixão que arrebata e se intromete nas horas mais improváveis.

 

Resta Um violão dedilhando Bossa Nova e um bar em Ipanema rememorando Vininha.

Resta Um choro de flauta aguardando Pixinguinha e um verso ousado de Clarice, Coralina ou Adélia Prado.

Resta Um solo de Toquinho, uma marchinha do Lalá, um twiiter de Carpinejar e um olhar acurado de Caetano que a manhã precisa revelar. 

Resta Um minuto para que possamos afirmar a palavra necessária e um espanto ante à embriaguez do luar. 

Resta Um comovido apelo à Paz e uma busca incessante pela alquimia dos grandes amores. 

Resta Um olhar sempre atento à obra de Truffaut e à dramaturgia de Fassbinder, um interesse crescente pelo bandoneon de Piazzolla e um espanto ante à indiferença da sociedade do descartável. 

Resta Um motivo sempre novo para ver Fernanda representar e reler a grandeza necessária de Ibsen. 

Resta Um atrevido gosto pelos filmes incompreensíveis e um incontido apego aos lugares onde a emoção fez amigos e plantou saudades. 

Resta Um cantinho, um violão, um microfone para celebrar Mário Reis e um anseio de ouvir cantar como Francisco Alves. 

Resta Um filme de Bressane a ser visto e estudado e um olhar acurado sobre a cinematografia inspiradora da Belair. 

Resta Um dilacerante silêncio ante a brutalidade do desaparecimento de John Lennon e um inexplicável mal-estar ante as ingerências nefastas da política no cotidiano. 

Resta Um infinito e revolucionário desejo de se perpetuar nos fotogramas que hoje são pixels nas alquimias da edição digital, tão rápida e eficiente que nos faz brincar com as horas e achar graça da facilidade de criar temporalidades diversas, fazer andar pra frente e retroceder nos ponteiros de nossa imersão cotidiana. 

Resta Um constante e permanente desejo de continuar abraçando o cinema brasileiro e um desejo intermitente de ouvir o som paralâmico da guitarra de Herbert Vianna

Resta Um olhar para A Última Palavra, aquela que nos tirará do dilema profundo que parece nos atar ao nada existencial. 

Resta Um indormido desejo de expressar-se e traduzir em imagens o que vai n’alma e no pensamento. 

Resta Um permanecente intuito de reaprender a amar pra não morrer de amar mais do que pude. 

Resta, sobretudo, essa vontade enorme de acertar e prosseguir fazendo cinema e apostando em coisas nas quais acreditamos, sejam elas concludentes ou não. 

Resta ademais um desejo de falar de vida, o aconchego do abraço amigo nas noites eternas, e a ânsia de chegar a um tempo onde a ingratidão morra de sede, a indiferença naufrague de tédio, a injustiça definhe por inanição e a estupidez se envergonhe de existir… 

Porque, enfim, Resta Um desejo de amar e ser amado

Amar sem mentir nem sofrer

Desejo de amar sem mais adeus…

Até, quem sabe,

Resta Um desejo de morrer de amar mais do que pude. 

Enfim, Resta Um anseio de que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado. 

* O título deste artigo e as palavras finais nos foram inspirados por textos do cronista Artur da Távola, bem como as citações óbvias aos versos do saudoso poeta Vinícius de Moraes

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