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E Eu Joguei Flores Faz Última Sessão

* Reproduzimos matéria especial da jornalista Isabel Costa, publicada no jornal O Povo deste sábado, 28/08/2010

As duas faces do devaneio

Um relacionamento de tia e sobrinha que se confunde com afeto de mãe e filha. Esse é o ponto de partida para a peça E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias que se despede do Teatro Sesc Emiliano Queiroz

“Sonho é sonho”. A fala parece banal, corriqueira. Entretanto, reflete um mosaico de emoções, aspirações e, na maioria das vezes, frustrações humanas vividas em E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias. No espetáculo, assinado por Caio Quinderé, os sonhos, em seu estado mais puro, não possuem obrigação de tornarem-se realidade e podem permanecer eternamente na imaginação dos viventes.
Para explorar esse tema, a peça, que se despede neste fim de semana de temporada no Teatro Sesc Emiliano Queiroz, traz duas personagens que constroem uma relação similar a de uma mãe com uma filha. Maria do Desterro e Maria Lúcia são respectivamente a tia e a sobrinha que dividem uma quitinete no décimo andar de um prédio. A esperança de uma vida melhor fez Maria Lúcia comprar um bilhete de loteria. E, como tantos brasileiros, depositou a perspectiva de uma vida financeira melhor apenas nesta possibilidade. Acontece que o bilhete cai pela janela. Nenhum problema irremediável até o momento. Se junto dele não tivesse ido a chave do lar.
Nesse momento, a tragicomédia começa a explorar uma vertente intimista. “Elas ficam presas nesse apartamento. E estão lá sozinhas, as duas, e vem toda a questão do tempo de relacionamento. Os medos, as culpas, as gentilezas. Vem à tona essa relação da tia e da sobrinha, que na verdade é uma relação de mãe e filha”, explica o diretor Caio Quinderé.
Um suposto namorado chamado Renato entra sorrateiramente na trama. Maria Lúcia tenta falar com ele para pedir auxílio, mas não obtém sucesso. Outras questões vão permeando o enredo. A tia Maria do Desterro fala de um antigo amor não concretizado. O Aparecido é o rapaz que jamais apareceu, sequer em fotografias. Estes dois homens tornam-se presentes e atuantes apesar de não existirem visivelmente.
O espetáculo é caracterizado como tragicomédia e no início comporta-se perfeitamente como tal. “Depois, as personagens vão se interiorizando mais, vão sentindo mais a questão dos sentimentos humanos”, enfatiza Caio Quinderé. A discussão parte para seus momentos mais drásticos. O cansaço faz a sobrinha, Maria Lúcia, travar uma conversação com a Lua. “Ela acaba despejando essa carga dramática no espetáculo”, completa Caio.
A atriz Aurora Miranda Leão estava há dez anos afastada dos palcos. Então, surgiu o convite de Caio Quinderé para um papel construído especialmente para ela. “Fiquei encantada quanto eu escutei o título. A peça tem uma comunicação muito fácil com a plateia, por que coloca problemas muito comuns. São mulheres que passam por problemas cotidianos. Coloca a plateia para refletir e emociona”, afirma a atriz que interpreta Maria Lúcia, a sobrinha.

E MAIS

A montagem ganhou o edital do programa Cultura da Gente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o Prêmio de Teatro Mirian Muniz, conferido pelo Ministério do Cultura – Minc – através da Funarte.

SERVIÇO

 E EU JOGUEI FLORES NAS MINHAS MEMÓRIAS – Hoje (28) e amanhã (29), às 19h, no Teatro Sesc Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caixas, 1701 – Centro). Entrada gratuita. Informações: 3452 9000 / 3452 9066.

Sentimentos Triviais, Boa Música e Flores a Jogar nas Memórias

O sonho de ganhar na loteria e mudar a vida: novos sonhos, projetos de felicidade encomendados, o vislumbrar de dias diferentemente melhores. Duas mulheres, uma tia e uma sobrinha, dividem o cotidiano solitário numa quitinete qualquer de uma grande cidade. E num momento limítrofe ao desespero, vêm à tona sentimentos como rivalidade entre irmãs, inveja, recalques, intrigas, disputas pelo amor de um mesmo homem, superstições, dúvidas, maledicências, e crença até no desconhecido. 

Esta é a trama básica da dramaturgia que Caio Quinderé nos oferece em E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias. 

Escrita há uns 6 anos, a peça chega agora aos palcos: a estréia acontece no próximo sábado, dia 21, às 19h, no Teatro Sesc Emiliano Queiroz. 

Em cena, Aurora Miranda Leão e Mazé Figueiredo são Maria Lúcia e Maria do Desterro, seguindo caminhos interpretativos a partir das indicações da direção, dividida entre o próprio Caio e Ilclemar Nunes (ator, dramaturgo e diretor cearense, de longa estrada nas artes cênicas). 

Segundo o autor, Caio Quinderé, havia a intenção de uma montagem anterior. Corria o ano de 2005 e os ensaios tiveram início numa sala do teatro José de Alencar com Aurora Miranda Leão e Aline Pereira… até que veio um convite para Caio retornar ao Rio, onde passou parte da infância e adolescência. E o autor deslocou-se para a Cidade Maravilhosa, onde também foi trabalhar com teatro. E foram dois anos de muita atividade na seara da produção. Caio, entretanto, nunca abandonou a idéia de levar as flores das memórias ao tablado e, ano passado, aceitou convite da atriz Mazé Figueiredo para levar adiante o projeto, agora com novo desenho cênico. Mazé então inscreveu o projeto da montagem do espetáculo no edital do programa Cultura da Gente (leia-se Banco do Nordeste) – destinado a funcionários aposentados da instituição – e o resultado não poderia ser mais feliz:  projeto aprovado, foram dados os primeiros passos para a montagem que agora chega ao teatro.  

Aurora e Mazé levam à cena a criação de Caio Quinderé

Mazé Figueiredo e Aurora Miranda Leão estão em cena vivendo Desterro e Lúcia. Caio criou a luz e a trilha sonora, a partir da inspiração recolhida através das notas do piano de Antônio José Forte – de quem Caio ouviu a melodia de E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias, e daí “pescou” o título da peça que ainda estava por escrever… Envolta nos acordes de Antônio José, as letras a brotar do imaginário de Caio foram sintonizar em grandes ícones do nosso cancioneiro, irrigando a cena com sonoridades preciosas, emoldurando com sutileza as palavras que brotam férteis e velozes de sua criação dramatúrgica: Chiquinha Gonzaga e Pixinguinha enriquecem e dignificam ainda mais o espetáculo, no qual a composição homônima de Antônio José é a célula-mater auditiva.

Hora de preparar a cena e ver transformadas em “realidade” as palavras rascunhadas no papel, Caio convidou Ilclemar Nunes para a direção, Luciano Morais para a produção, Neiara Leão para a criação de figurinos, e o resultado de 4 meses de ensaio poderá ser visto agora, na temporada que começa sábado no Teatro Emiliano Queiroz.

 Vamos ao Teatro !

 

Mazé e Aurora: as conflituadas Desterro e Lúcia

SERVIÇO

E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias

Texto: Caio Quinderé

Direção: Caio Quinderé e Ilclemar Nunes

Onde: Teatro Emiliano Queiroz

ESTREIA: dia 21/8, sábado, 19h

Temporada: 22,28 e 29 de agosto

ENTRADA FRANCA

E Eu Joguei Flores…

Este é o cartaz do espetáculo E EU JOGUEI FLORES NAS MINHAS MEMÓRIAS, que tem estréia agendada pro dia 21, às 20h, no Teatro Sesc Emiliano Queiroz, em Fortaleza.

A dramaturgia é de CAIO QUINDERÉ – autor de textos como Donas do Destino e do premiado Nos Trilhos da Paixão, que ganhou montagem da Comédia Cearense (leia-se Haroldo e Hiramisa Serra).

Desta vez, Caio também assina a direção (estreando) numa parceria com o tarimbado Ilclemar Nunes (ator, diretor e dramaturgo cearense, que por mais de 40 anos exerceu a profissão em palcos cariocas).

No elenco, Aurora Miranda Leão e Mazé Figueiredo.

Neste sábado e domingo, 14 e 15, às 16h, atrizes afinam o trabalho em ensaios abertos ao público.

Olhar de João Encanta…

O curta-metragem OLHAR DE JOÃO, com direção da jornalista goiana Mariley Carneiro, é um documentário de pouco mais de 20 minutos que vem colecionando prêmios em festivais pelo país e já tem agenda internacional.  

 

Fotográfo João Caetano, tema do DOC, com Mariley Carneiro e Jaubas Alencar, diretor de Desenvolvimento do Banco do Nordeste do Brasil no Maranhão        Foto Lauro Vasconcellos

A Sinopse do curta diz: Pensar como a natureza pensa. Mas como é pensar como a natureza pensa, se a gente não percebe a natureza e a despreza?” Ela grita, agoniza, pede socorro, mas quem vê ? O documentário Olhar de João mostra a forma singular com que o fotógrafo João Caetano, vê as faces e formas ocultas em pedras, troncos, flores e frutos. Um alerta através da fotografia. 

Sobre o filme, o cineasta Andreson Carvalho diz: 

 

Assisti ao filme e quero parabenizá-los. Ele merece não só os prêmios recebidos no Guarnicê, como muitos outros. Tudo no filme se encaixa perfeitamente. Como o próprio João disse, a música contribuiu bastante na construção do filme.

Eu, particularmente, gostei de dois momentos: quando o João relata ter-se visto pela primeira vez numa fotografia e quando ele aponta e mostra os contornos das imagens percebidas por ele.Quando o filme termina, fica aquele gostinho de quero mais. Essa, na minha opinião, é a prova de um trabalho muito bem realizado.

 

O fotógrafo João Caetano, Markinho Itapary, Andreson Carvalho e Mariley Carneiro

 

Andreson Carvalho ajudando Mariley a carregar seus “Guarnicês”… foto Aurora Miranda Leão

Para conferir o trailler, acesse

http://festivalguarnice.blogspot.com/2010/06/clicks-fotos-lauro-vasconcelos.html

A Festa do Cinema em JERI

 
 
De quarta a domingo, 9 a 13 de junho, foram dias ensolarados na paradisíaca Jericoacoara… Cenário de rara beleza, propício para aliar Cinema, Ecologia, relações humanas, beleza e música de qualidade, Jeri caiu no gosto de cineastas de todo o país…
 
Mica Farina, o bam-bam-bam das trilhas, recebe merecido troféu pelo filme O Bailarino e o Bonde, de Rogério Nunes, no qual a trilha é o sinal verde… Público aplaudiu o “Mestre” de pé…
 
Zeca Ferreira, diretor do belo Áurea, vence na categoria MELHOR FILME e recebe aplausos de aprovação. Filme tem fotografia pra lá de boa do premiado Pedro Urano…
 
Atriz SABRINA GREVE, gracinha de amiga, tem estréia premiada com curta-metragem 3.33, roteiro e direção dela …
  
  
Filipe Wenceslau, paraibano de Salvador, leva prêmio (das mãos de Edna Letícia) pelo ótimo 300 Dias
 
Leo Tabosa, de Recife, ganha Melhor Documentário com Retratos, que ele assina com Rafael Negrão
  
  
Vencedores posam pra foto em clima de alegria…
  
Cineasta Carlos Segundo, de Uberlândia, criador de “Cheirosa”, concede entrevista no cenário das exibições do Festival de JERI

Jornalista Aurora Miranda Leão sela amizade com colega botafoguense, premiado cineasta carioca Valério Fonseca
 

Lucas Sá (nosso Harry Potter), cineasta que desponta em São Luís, e Síria Mapurunga, única jornalista destacada para a cobertura oficial do festival de Jericoacoara

JORGE SALOMÃO em ENTREVISTA EXCLUSIVA

O poeta e agitador cultural Jorge Salomão, figura emblemática da cena cultural carioca há pelo menos duas décadas, é o entrevistado do programa Conversando com Arte deste domingo, 11 de abril.


 
Baiano de Jequié, acostumado tanto aos bastidores da produção quanto às luzes do palco, Salomão foi testemunha ocular de um movimento que influenciou decisivamente a cultura brasileira na segunda metade do século 20: o Tropicalismo.
 
Ele e seu irmão, Waly Salomão, transitaram fortemente pelos caminhos do movimento que até hoje influencia gerações e gerações de músicos, poetas e artistas brasileiros.
 
No programa deste domingo, em entrevista concedida a jornalista Aurora Miranda Leão no Rio de Janeiro, Jorge Salomão fala com a eloqüência que lhe é peculiar e trafega com competência pelo Audiovisual, Música, Poesia, Artes Plásticas, Moda e mais, com espaço também para seu recente CD – CRU Tecnológico – onde seus  textos estão acompanhados de arrojado tratamento musical.
 
“Quando era pequeno, eu, Waly e minhas irmãs, brincávamos sempre de teatro em nossa casa. Tivemos uma infância rica. Era a época da Rádio Nacional, com cantoras como Marlene, Linda e Dircinha Baptista. Em Jequié, também existiam três cinemas e neles nós assistimos a todos os filmes da chanchada, depois o neorealismo italiano…  No curso clássico, em Salvador, descobrimos Jean Paul Sartre e passamos a ler Marx. Éramos conhecidos como os ‘vermelhos’ pelos outros alunos…  Na juventude, eu li todo o romance nordestino, descobri a obra de Rachel de Queiroz… Essa história de ficar tudo no centro Rio/São Paulo é muito boba. Vivemos num país grande, maravilhoso. É preciso fazer dele um campo de possibilidades. Para isso, estão aí os artistas, os pensadores: eles devem abrir caminhos, derrubar estruturas…
 
“O fato de eu ser nacionalmente conhecido não me coloca numa poltrona, separado de tudo. No Brasil, você sempre deve ficar lutando para não desistir. Então, eu tonifico e quero tonificar, de algum jeito, o pensamento. A gente precisa mudar a cabeça das pessoas. Eu? Já fiz a revolução na minha cabeça. Não me enquadro nesses esquemas de ser maldito, marginal, o escambau”.
 
 Com idéias assim, polêmicas, antenadas com o agora e sempre olhando em direção à não estagnação da criatividade, Jorge Salomão está em entrevista imperdível no próximo CONVERSANDO COM ARTE da Universitária FM, domingo, das 15 às 16h.
 

 
O poeta JORGE SALOMÃO entre as jornalistas  Bernadete Duarte e Aurora Miranda Leão durante o II Curta Lençóis, realizado em novembro passado em Barreirinhas (MA).

O programa, patrocinado pela Banco do Nordeste do Brasil e levado ao ar pela Universitária FM de Fortaleza, é uma produção de Calé Alencar, e pode ser acompanhado pelos endereços www.auroradecinema.com.br e www.radiouniversitariafm.com.br