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Jornadas Namídia destacaram crônica, telenovela, carnaval e telejornalismo

NAMIDIA panfleto mini

As Jornadas NAMÍDIA são uma realização anual do grupo de pesquisa acadêmica da UFJF “Narrativas Midiáticas e Dialogias”, coordenado pela jornalista e professora Doutora Cláudia Thomé.

Neste 2020, a quarta edição das Jornadas de Mídia e Literatura NAMÍDIA aconteceram em versão online – por conta da pandemia que tomou de assalto o mundo -, e tiveram 6 sessões virtuais, no período de 6 a 11 de julho, via Youtube.

Intituladas Jornadas Namídia: narrativas em tempos de pandemia. Gratuito e aberto a quem se interessa pelas discussões propostas, o evento enfatizou o quanto este tempo de quarentena e confinamento privilegiou o olhar para as artes, em especial, o audiovisual.

Os seis dias das JORNADAS tiveram a seguinte configuração:

Na sessão de abertura, as Jornadas Namídia receberam as jornalistas Michele Ferreira (TV Integração) e Mariana Cardoso (TV Globo). A conversa teve mediação do jornalista Pedro Miranda (doutorando em Comunicação do PPGCOM/UFJF e membro do Namídia), e a pauta teve como foco os desafios e mudanças no fazer telejornalístico do período de pandemia.

Na segunda sessão, o convidado foi Victor Menezes (mestre em História Cultural pela Unicamp), que conversou com Vanessa Martins (mestranda em Comunicação do PPGCOM/UFJF e membro do Namídia) e Laura Sanábio (mestranda em Comunicação do PPGCOM/UFJF e membro do Namídia) sobre o universo fantástico de “Harry Potter” e Fake News.

Em seguida, na quarta (08 de julho), foi a vez do pesquisador Valmir Moratelli (escritor, poeta, jornalista, cineasta e doutorando em Comunicação PUC-Rio) abordar o tema da Teledramaturgia. O bate-papo teve como mediadora a atriz e jornalista Aurora Miranda Leão (esta que vos fala, que é doutoranda em Comunicação PPGCOM UFJF e membro do Namídia) e contou com o auxílio luxuoso do jornalista Pedro Miranda (doutorando em Comunicação PPGCOM/UFJF e membro do Namídia). Essa foi uma das conversas que rendeu mais audiência, evidenciando o quanto a telenovela é querida no país e o quanto o público se mantém fiel a essa forma de ecxpressão artística, mesmo em tempos de isolamento social. A atriz Rosamaria Murtinho foi uma das que acompanhou as Lives NAMÍDIA e postou vários comentários elogiosos.

Já na quarta sessão, o convidado foi o jornalista Maranhão Viegas, da TV Brasil, que conversou com a pesquisadora Cláudia Thomé (professora da Facom e da pós-graduação PPGCOM/UFJF, além de coordenadora do Namídia), tendo como mediadora a acadêmica Michele Pereira (doutoranda em Comunicação pela PUC-Rio e membro do Namídia). O tema foi a crônica audiovisual na TV e rendeu belos momentos de defesa da atividade jornalística com ênfase ao aspecto humanitário da profissão, à necessidade do profissional da Comunicação e às sutilezas poéticas da crônica televisiva num ambiente que exige tanta velocidade de produção e deixa pouco espaço para o lirismo. A audiência, atenta e emocionada com as palavras de Maranhão Viegas, acabou emocionando o colega da TV Brasil, que se declarou inteiramente imerso em afetividade e gratidão. 

Na penúltima sessão das #jornadasnamidia, o convidado foi o jornalista e comentarista da folia carioca, Bruno Filippo (Rádio BandNews FM). A conversa sobre Carnaval foi conduzida pelo também jornalista e pesquisador Marco Aurélio Reis (professor Unesa-RJ e vice-coordenador do Namídia) e pela pesquisadora Samara Miranda (mestranda em Comunicação PPGCOM/UFJF e membro do Namídia).

Para encerrar a semana de JORNADAS NAMÍDIA, o convidado super especial foi o pesquisador, carnavalesco e comentarista do Carnaval Globeleza, Milton Cunha. O bate-papo sobre as narrativas da Sapucaí foi conduzido pelos jovens pesquisadores Samara Miranda (mestranda em Comunicação PPGCOM/UFJF) e Rafael Rezende (doutorando em Comunicação PPGCOM/UFJF e membro do Namídia). 

A participação de Milton Cunha, que é mestre e doutor em Ciências da Literatura, PHD em História da Arte e coordenador-geral do Observatório de Carnaval da UFRJ, foi das mais festejadas e encerrou com brilhantismo esta quarta edição das Jornadas de Mídia e Literatura do grupo de pesquisa Narrativas Midiáticas e Dialogias.

Quem quiser rever, ou quem perdeu e gostaria de assistir às Jonadas NAMÍDIA, basta acessar o canal do grupo no Youtube:

https://www.youtube.com/channel/UCjsbXtrj4gCfB-5NrbPgQ2w

Para entrar em contato, basta seguir as redes sociais:

Grupo de Pesquisa Narrativas Midiáticas E-mail: grupo.namidia@gmail.com instagram.com/narrativasmidiaticas/ facebook.com/narrativasmidiaticasedialogias ufjf.br/narrativasmidiaticas/

E por falar em quarentena, que tal rever “Amores Roubados” ?

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Minissérie de 2014 é trunfo da teleficção

*Aurora Miranda Leão

A começar pela expressividade do layout do título e pela impactante abertura, AMORES ROUBADOS é produção singular da nossa Teledramaturgia. Sou das que acompanharam a exibição na grade da programação da TV Globo em 2014 e recomendo que a assistam.

Quem me acompanha ao longo de minha caminhada como jornalista e pesquisadora de teleficção seriada, sabe o quanto aprecio a narrativa ficcional televisiva. Quando as obras são boas – como esta AMORES ROUBADOS -, aí mesmo é que faço questão de dizer que vejo e vejo com prazer ! Porque amo Dramaturgia – seja no Teatro, no Cinema ou na TV. Assumimos desde sempre que o bom é viajar por outras histórias, inventadas por outras cabeças, recheadas de outras fantasias, que não as nossas. Afinal, como diz o poeta gaúcho Carpinejar, nem a nossa história deixa de ser fantasiada por nós mesmos.

O roteiro de Amores roubados é de George Moura, pernambucano que também assina a autoria de “Onde nascem os fortes” (supersérie exibida em 2018), a partir de obra de Joaquim Maria Carneiro Vilela – advogado, ilustrador, pintor paisagista, cenógrafo, juiz, bibliotecário, secretário de Governo, fabricante de gaiolas, e escritor -, escrita entre 1909 e 1912, e merecedora de várias adaptações para o teatro e o cinema. Mas, por certo, o fato de ter obra sua exibida na programação da emissora líder de audiência no país, fará com que o nome do escritor seja definitivamente inscrito entre os grandes de nossa Literatura. Com o título original de “A emparedada da rua Nova”, Carneiro Vilela dizia que a história viera de um relato ouvido de uma escrava. Até hoje, não se sabe ao certo o que foi ficcionado pelo autor e o que realmente aconteceu.

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Cauã Reymond é Leandro, um típico “don juan” contemporâneo do sertão…

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Minissérie marca estreia de Jesuíta Barbosa na telinha: ele faz Fortunato, grande amigo de Leandro (Cauã Reymond).

Mas só em ter valido esta primorosa minissérie, já ganhou – e muito – a história de nossa Teledramaturgia, enriquecida pelas interpretações poderosas de Murilo Benício – um ator que consegue passar todo o sensório de seus personagens só com o olhar -, Irandhir Santos, Cauã Reymond, Isis Valverde, Patricia Pillar (soberba em sua angústia lancinante e silenciosa), Cássia Kiss, Osmar Prado, Dira Paes, César Ferrario, Jesuíta Barbosa, Magdale Alves e Thierry Tremouroux.

PRINCIPAIS DESTAQUES: 

– Direção precisa de José Luiz Villamarim, direção de arte, e fotografia de Walter Carvalho;

– O set, os enquadramentos e a atuação de Osmar Prado e Cássia Kiss na cena do acerto de contas;

– A frieza e vilania intrínseca do personagem Jayme, rapidamente tratando de se ‘descartar’ da conversa ‘incômoda’ do sogro Antônio;

– A luz da cena entre Jaime e o delegado (Walter Breda), num lindíssimo enquadramento em silhueta;

– A conversa entre Jaime e Cavalcante – Murilo Benício de costas, passando toda a emoção somente com a voz – genial !

– A comovente e quase pueril fala de Antônia, encharcada de emoção no velório do avô – ISIS VALVERDE divinal, uma nordestina com naturalidade, beleza singular e profunda empatia, levando o telespectador às lágrimas;

– O encontro de Antônia e Fortunato na beira do rio São Francisco…

* A inserção da bela Jura Secreta, música de Sueli Costa e Abel Silva, cantada de forma singular por um contagiante Raimundo Fagner;

* A qualidade das atuações de Irandhir Santos e César Ferrario numa pujança de força magistral entre dois talentos nordestinos;

* A tocante cena entre Cássia Kiss e Jesuíta Barbosa marcando mais pontos na atuação poderosa do elenco e ressaltando uma direção de arte poderosa a favorecer o contraste entre o vermelho ‘revelador’ da personagem de Cássia, o floral do guarda-chuva e a aridez rochosa às margens do São Francisco;

* Patrícia Pillar e Murilo Benício – contracena de Gigantes !

* Lindíssimos momentos de Isis Valverde, quer seja na fotografia magistral de Walter Carvalho, bem como da atuação emocionada e emocionante da atriz;

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* A sintonia precisa entre Isis e Benício em momentos de revelações perturbadoras;

* O quadro poderoso do grande campo de arames farpados como desfecho para o fim do grande vilão, o temido e maligno Jaime, quando a cena ganhou primorosos ares de réquiem;

* O belíssimo final à beira do rio reunindo 3 gerações – filha, neto e avó, preconizando possíveis (?) novos tempos de calmaria na vida conturbada, triste e sombria da família de Jaime – Isis e Patrícia em belos movimentos de interação mãe-filha X atriz tarimbada-atriz em ascensão !

Resultado de imagem para amores roubados cenas finais Patrícia Dira e Isis

Cena final une Isis Valverde e Patrícia Pillar.

De somenos: o não fechamento do destino de João (Irandhir Santos) – personagem e ator mereciam ter sua história amarrada junto ao público; e o do personagem Oscar (Thierry Tremouroux), professor de música da Orquestra Sanfônica, projeto idealizado por Isabel (Patrícia Pillar), ‘exilado’ da cidade a mando de Jaime, e tendo que se passar por Leandro…

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O diretor José Luiz Villamarim dirige Dira Paes e Cauã Reymond…

Amores Roubados é um produto de excelência, que ganhou (como apontamos em artigo de 2014) muitos prêmios: direção, fotografia, ritmo, direção de arte, edição, trilha e atuações magníficas num roteiro de suspense, rico em diálogos bem elaborados e coerentes com o cerne da história. DEZ é ainda pouco para AMORES ROUBADOS ! E é um orgulho para quem, como eu, fica feliz em poder aplaudir a grandiosidade dos nossos artistas e a qualidade a que chegaram os técnicos brasileiros ! Que Teledramaturgia de alto nÍvel faz o Brasil !

As casas dos moradores do distrito estão sendo usadas nas gravações. Um carrossel foi colocado perto da igreja do distrito, que foi expandida para as cenas. Os próprios moradores estão atuando como figurantes em 'Amores Roubados'

O interior do Nordeste brasileiro, fonte perene para a ficção teleaudiovisual.

*Você pode conferir a minissérie inteira acessando o Globo Play. A plataforma pode ser acessada de graça nestes tempos de pandemia.

BACURAU vence mais um festival

bacurau
O filme pernambucano do Brasil, Bacurau, dos cineastas Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, acaba de conquistar mais três prêmios: desta vez na 23a edição do  Festival de Cine de Lima, no Peru.
Os prêmios são: Melhor Filme, Melhor Direção e Prêmio da Crítica Internacional. Com estreia marcada no Brasil para o próximo dia 29, Bacurau já tem na bagagem o Prêmio do Júri no Festival de Cannes e o prêmio de Melhor Filme na principal mostra do Festival de Cinema de Munique.
As pré-estreias comerciais do filme começaram poucas horas depois da sessão de sexta em Gramado, a primeira exibição pública de Bacurau no Brasil. No Palácio dos Festivais, na serra gaúcha, a exibição foi como filme de abertura (fora de competição) do 47° Festival de Gramado, o mais popular do país. Os diretores, a atriz Sonia Braga e parte da equipe técnica e elenco apresentaram o filme, aplaudido em cena aberta. No sábado, a coletiva de imprensa no Hotel Serra Azul teve super lotação.
Bacurau é a segunda coprodução entre a CinemaScopio do Recife (“O Som ao Redor”, “Aquarius”) e a SBS em Paris (“Synonymes”, de Navad Lapid, vencedor do Urso de Ouro em Berlim, “Elle”, de Paul Verhoeven, “Mapas Para as Estrelas”, de David Cronenberg). O filme de Kleber e Dornelles é também uma coprodução com Globo Filmes, Simio Filmes, Arte France Cinema, Telecine e Canal Brasil.
Produzido por Emilie Lesclaux, Said Ben Said e Michel Merkt, tem patrocínio da Petrobras, Fundo Setorial do Audiovisual, Funcultura (Governo de Pernambuco) e do CNC (Centre National de la Cinematographie, France).
ELENCO
Sonia Braga : Domingas
Udo Kier : Michael
Teresa: Bárbara Colen
Pacote: Thomás Aquino
Lunga: Silvero Pereira
Plinio: Wilson Rabelo
Damiano: Carlos Francisco
Forasteira: Karine Teles
Forasteiro: Antonio Saboia
Erivaldo: Rubens Santos
Isa: Luciana Souza
Madalena: Eduarda Samara
Carmelita: Lia de Itamaracá
Terry: Jonny Mars
Kate: Alli Willow
Jake: James Turpin
Julia: Julia Marie Peterson
Bob: Charles Hodges
Willy: Chris Doubek
Joshua: Brian Townes
Carranca: Rodger Rogério
DJ Urso: Jr. Black
Madame: Zoraide Coleto
Sandra: Jamila Facury
Deisy: Ingrid Trigueiro
Robson : Edilson Silva
Tony Jr: Thardelly Lima
Claudio: Buda Lira
Nelinha: Fabiola Liper
Flavio: Marcio Fecher
Maciel: Val Junior
Raolino: Uirá dos Reis
Bidé: Valmir do Coco
Luciene: Suzy Lopes
Angela: Clebia Sousa
Darlene: Danny Barbosa
FICHA TÉCNICA
Roteiro e Direção: Kleber Mendonça Filho & Juliano Dornelles
Produção: Emilie Lesclaux, Saïd Ben Saïd et Michel Merkt
Produtora Executiva: Dora Amorim
Produtor Associado: Carlos Diegues
Diretor de Fotografia: Pedro Sotero
Diretor de Arte: Thales Junqueira
Figurino: Rita Azevedo
Montagem: Eduardo Serrano
Som : Nicolas Hallet
Design de som e montagem de som : Ricardo Cutz
Mixagem: Cyril Holtz e Ricardo Cutz
Casting: Marcelo Caetano
1° assistente de direção : Daniel Lentini
Direção de Produção: Cristina Alves & Dedete Parente
Música Original: Mateus Alves e Tomaz Alves Souza
Caracterização e Efeitos: Tayce Vale

Silvio Tendler lança novo filme e é homenageado na Mostra Ecofalante

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O cineasta carioca Silvio Tendler é o grande homenageado da 8ª Mostra Ecofalante, a ser aberta dia 29 (sessão para convidados) e com exibições gratuitas de 30/05 a 12 de junho, em São Paulo. 

Conhecido por documentários de grande repercussão e por retratar personalidades – como os ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubitschek, o cineasta Glauber Rocha e  Milton Santos, considerado como um dos maiores geógrafos do mundo -,Tendler já produziu e dirigiu mais de 80 títulos, entre longas, médias e curtas-metragens, além de séries televisivas.  Temos a honra de ter o mestre Sílvio em participação especial no nosso curta-metragem Resta Um, lançado em 2011. Nesse curta, com roteiro e direção de Aurora Miranda Leão, Sílvio Tendler dá um belo depoimento em defesa do Cinema !

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Na Mostra Ecofalante, que começa na quarta, serão exibidos onze de seus filmes mais  marcantes. 

A programação inclui Dedo na Ferida” (Brasil, 2017, 91 min), grande vencedor da  Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental na categoria ‘Longas’ da Competição Latino-Americana. O filme trata do fim do estado de bem-estar social e da interrupção dos sonhos de uma vida melhor para todos num cenário em que a lógica homicida do capital financeiro inviabiliza qualquer alternativa de justiça social. 

Sílvio Tendler assina duas das maiores bilheterias do cinema documental brasileiro de todos os tempos, presentes na programação. Tendo alcançado 800 mil espectadores nas salas comerciais, “Os Anos JK – Uma Trajetória Política”(Brasil, 1980, 110 min) retrata a eleição de Juscelino Kubitschek, o nascimento de Brasília e o golpe militar. Tem ainda Jango” (Brasil, 1984, 114 min), que refaz a trajetória política de João Goulart, o 24° presidente brasileiro, deposto por um golpe militar nas primeiras horas de 1º de abril de 1964. A obra chegou à impressionante marca de um milhão de espectadores. 

O filme O Fio da Meada (Brasil, 2019, 77 min) estreia no festival. Neste filme, o foco é a luta de povos tradicionais brasileiros contra a urbanização opressora, denunciando a violência no campo e nas comunidades tradicionais. No filme, caiçaras, quilombolas e indígenas lutam para sobreviver e tentar impedir que suas reservas naturais sejam destruídas pelo processo de urbanização. 

O Veneno Está na Mesa (Brasil, 2011, 50 min) retrata como o Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no planeta, com 5,2 litros por ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo o mundo pelo risco que representam à saúde pública.Após impactar o Brasil mostrando as perversas consequências do uso de agrotóxicos, sua continuação, O Veneno Está na Mesa 2” (Brasil, 2014, 70 min), apresenta uma nova perspectiva, na qual atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional e suas danosas consequências para a saúde pública.

O filme apresenta experiências agroecológicas empreendidas, com alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores. Por sua vez, “Agricultura Tamanho Família” (Brasil, 2014, 58 min) focaliza como no Brasil, dos quase cinco milhões de estabelecimentos rurais, 4,5 milhões correspondem a iniciativas de agricultura familiar, que se utilizam de estratégias de produção em pleno acordo com o meio ambiente, produzindo a maior parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. Ao lado de “O Veneno Está na Mesa” e “O Veneno Está na Mesa 2”, este filme forma a “Trilogia da Terra” do diretor Sílvio Tendler. 

Quando o mundo estava pautado pelo pensamento único da globalização, o professor Milton Santos foi a voz discordante denunciando as perversidades do que chamou de “globaritarismo”, sistema econômico que provoca a concentração de riqueza entre os ricos e que distribui mais pobreza para os desfavorecidos. O longa-metragem Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá (Brasil, 2006, 90 min) apresenta a última entrevista do geógrafo, na qual ele traça um painel das desigualdades entre o Norte rico e o mundo do Sul saqueado, apresentando alternativas e um prognóstico otimista sobre o futuro da humanidade.

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Documentário sobre a vida e a morte de Glauber Rocha, o polêmico cineasta baiano que revolucionou o cinema, Glauber o Filme, Labirinto do Brasil (Brasil, 2003, 97 min) traz imagens do seu enterro: depoimentos de quem acompanhou sua trajetória, seu pensamento e idéias, explodem na tela num filme-tributo à memória de um artista que idealizava um cinema independente e libertário. O filme integrou a competição oficial do Festival de Cannes. 

Finalmente, Utopia e Barbárie (Brasil, 2009, 120 min) é um road movie que passa pela Itália, EUA, Brasil, Vietnã, Cuba, Uruguai, Chile, entre outros, documentando lugares e protagonistas da história, a fim de reconstruir uma narrativa do mundo a partir da Segunda Guerra Mundial. Mas tão importante quanto os temas retratados é o olhar do diretor, que vai-se construindo à medida em que o filme vai acontecendo, de maneira a dar voz a diferentes personagens, independentemente de suas orientações político-partidárias, com o objetivo de chegar a um rico painel de nossa época. 

Silvio Tendler e eu EDIT

Jornalista Aurora Miranda Leão e Sílvio Tendler durante festival de cinema em Anápolis

A programação da 8ª Mostra Ecofalante de Cinema ainda traz um ciclo sobre as utopias e o cinema militante pós-68 (com obras assinadas por grande diretores do cinema), o Panorama Internacional Contemporâneo, a Sessão Infantil e o 2º Seminário de Cinema e Educação, além dos novos programas Mostra Brasil Manifesto e Realidade Virtual. 

As atividades da Mostra Ecofalante de Cinema podem ser acessadas através dos seguintes links:

facebook.com/mostraecofalante

twitter.com/MostraEco

instagram.com/mostraecofanlate

www.ecofalante.org.br

 Serviço

8ª Mostra Ecofalante de Cinema

de 30/05 a 12/06

Abertura: 29/05

www.ecofalante.org.br