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Frequência Beatles quer ver Paul McCartney no estádio da Copa

Cearenses investem pesado pra ter Paul McCaartney cantando em Fortaleza…

Dois integrantes do programa radiofônico cearense Frequência Beatles, o jornalista e radialista Nelson Augusto, e a professora de inglês Vera Santiago, estão em Londres de olho na tradicional BEATLES WALK.

Os excepcionais ‘garotos de Liverpool’: se alguém não gosta, pode mandar internar…

Trata-se de uma semana especial para os aficionados do Fab Four, na qual os fãs da imortal banda inglesa podem conhecer ou reencontrar-se com todo o arsenal de atrações referentes aos BEATLES na cidade de Liverpool.

Em Londres, os ‘beatlemaníacos’ cearenses não deixam passar uma oportunidade de reverenciar o conjunto musical que mudou a cara da música no mundo. Saíram daqui de olhona BEATLES WEEK. O percurso, feito a pé por centenas de fãs e turistas, contou ainda com ouvintes do Frequência Beatles: Paulo César Sousa de Alcântara e seu filho de 11 anos, Paulinho; Cynthia Fortuna, e Emília de Fátima, e aconteceu na manhã de terça passada, 21 de agosto de 2012.

O ponto alto do passeio foi uma visita aos famosos estúdios da Abbey Road (webcam onde transmite 24 horas, o movimento dos britânicos e dos fãs http://www.abbeyroad.com/Crossing) na famosa faixa onde os Beatles foram fotografados no conhecido disco Abbey Road. Foi lá, nesse estúdio, onde os Fab Four gravaram, nos anos 60, a maioria das canções que viraram sucesso no mundo inteiro.

Nelson Augusto à frente do grupo que reverencia os Beatles em Liverpool…

Na oportunidade, os integrantes do programa Frequência Beatles, criado e mantido até hoje no ar pelo jornalista Nelson Augusto (via Universitária FM de Fortaleza) levaram uma faixa com os dizeres “Paul, Fortaleza Loves you” . A intenção é tentar angariar mais adeptos para a feliz ideia de ter o ex-Beatle Paul McCartney cantando em Fortaleza quando da reinauguração do estádio do Castelão, em dezembro próximo.

Programa dos Beatles, grande audiência em Fortaleza, chega ao Abbey Road Studios

Nelson Augusto sentindo-se em casa em território dos Beatles

A ideia de aumentar a campanha iniciada pelo fãs do Ceará no
Twitter com o hastag #PaulnoCastelão, vem sendo reforçada pelos integrantes
do Liverpool, e isso acontece até dia 28, quando eles participam da Beatles Week, comemorando as Bodas de Ouro do antológico grupo musical que revolucionou a cultura do mundo com a força e a ousadia de seu discurso, e a beleza inconteste de suas músicas.

BEATLES: canções antológicas e inolvidáveis que mudaram a face do mundo.

História da MÚSICA no mundo divide-se em Antes e Depois dos Beatles

A poucos dias de Paul McCartney…

Cerca de 120 pessoas trabalham na montagem do palco para o aguardado show do cantor Paul McCartney, grifado pro próximo dia 25, no estádio da Ressacada, em Florianópolis.

A estrutura deve chegar aos 24 metros de altura e 53 metros de área frontal. Na tarde de ontem (14), já era possível ver os operários trabalhando de longe: uma torre chamava a atenção na rodovia que passa a cerca de 500 metros de distância do estádio.

Do lado de fora da Ressacada, uma enorme quantidade de estruturas de ferro reuniram curiosos. Muita gente chegou a se aproximar do estádio para fotografar o início da montagem do palco.

A coordenação do show de McCartney em Floripa informou que os equipamentos de sonorização e iluminação a serem utilizados na apresentação do ex-beatle começarão a ser montados no próximo domingo (22). Onze carretas serão utilizadas para transportar o material.

Caso a equipe do Avaí se classifique para as semifinais do Campeonato Catarinense, o estádio da Ressacada corre o risco de ser usado na próxima semana, antes mesmo do show de Paul. A informação repassada pelos organizadores é de que, caso o local necessite ser utilizado, um “tapume” seria montado atrás dos gols para a partida da competição local.

Quase todos os 32 mil ingressos colocados à venda – com valores entre R$ 350 e R$ 760 – para a apresentação de McCartney em Santa Catarina já foram vendidos. Além de Florianópolis, o ex-beatle vai tocar e cantar em Recife, no próximo dia 21 de abril. E caravanas de fãs de todo o Nordeste arrumam as malas para a capital pernambucana. De Fortaleza, estão seguindo os ‘beatlemaníacos’ Astrid Miranda Leão, Vera Santiago e o radialista Nelson Augusto, que comanda o programa Frequência BEATLES, na rádio Universitária FM.

 

Evoé, McCartney !

McCartney volta ao Brasil: novos shows em abril

Paul McCartney fará ao menos dois shows no país em abril, diz a coluna “Radar”, de Lauro Jardim, deste fim de semana. O artista e ex-beatle fechou acordo com a empresa Planmusic para dois shows no Recife e talvez um terceiro, em Florianópolis.

Pra alegria de sua legião de fãs, isso significa o terceiro ano seguido com apresentações de McCartney no país, mas ainda não há informações sobre datas.

McCartney fará 70- anos em junho. Nasceu em Liverpool em 1942. Sem contar as obras de estúdio com os Beatles e mais tarde Wings, o artista gravou cerca de 20 álbuns solo (inclusive de música orquestral).

  Mario Anzuoni-11.fev.2012/Reuters  
Teremos Paul McCartney no Brasil em 2012
Teremos Paul McCartney no Brasil em 2012

Ringo e McCartney aprovam filme de Scorsese com George Harrison

Paul McCartney e Ringo Starr se reuniram ontem em Londres para a première de George Harrison: Living in the Material World, documentário sobre o ex-Beatle dirigido por Martin Scorsese.

Relembrando Beatles: McCartney, Yoko Ono, Olivia Harrison e Ringo Starr

Além dos dois Beatles vivos, estiveram no lançamento, Olivia e Dhani Harrison, viúva e filho de George, e Yoko Ono, viúva de John Lennon. O documentário também teve sessão especial em Liverpool, terra natal da banda.

“Toda vez que vejo algo sobre George as memórias voltam com clareza”, disse McCartney. “Ele era meu colega de ônibus escolar, tenho ótimas recordações. Ele é muito querido por todos nós”, completou. 

Martin Scorsese disse que sempre sentiu uma certa conexão com Harrison. “Sua música tratava de temas que me interessavam”, comentou. “O trabalho de Harrison me confortava e me deixava esperançoso. Eu era fascinado por ele.”

Também estiveram presentes na sessão em Londres o produtor dos Beatles George Martin, Noel Gallagher, o comediante Terry Gilliam, o guitarrista dos Rolling Stones Ronnie Wood e a primeira mulher de Harrison, Pattie Boyd.

Além dos dois ex-Beatles vivos, Living In The Material World trará entrevista com importantes figuras da cultura pop, como o guitarrista Eric Clapton, o produtor Phil Spector, Yoko Ono e os comediantes Terry Gilliam e Eric Idle, do Monty Python (Harrison foi um dos produtores responsáveis pelo lançamento do filme da trupe “A Vida de Brian”). Scorsese também teve acesso a vídeos caseiros inéditos do arquivo de Harrison.

Living In The Material World será exibido primeiro no canal de TV a cabo norte-americano HBO. Além do filme, será lançado um livro escrito por Olivia, com fotos e cartas do músico. Harrison morreu no dia 29 de novembro de 2001, vítima de câncer no pulmão.

Emocionado ao assistir ao documentário Paul McCartney disse: “Fiquei impressionado. O filme me lembrou o que eu já sabia, me fez lembrar quanto George era uma pessoa legal”, disse ao jornal Sunday Telegraph.

George Harrison: Living in a Material World está na programação do Festival do Rio, que começa dia 6 e vai até 18 deste outubro.

McCartney também declarou já ter visto o documentário LennoNYC, sobre a vida de John Lennon, e que não se sente à vontade para produzir um filme sobre sua história. 

“Estou mais interessado em outras pessoas. Já me sinto bem satisfeito com o que eu sei sobre mim”.

Primeiras gravações dos BEATLES serão lançadas em novembro

Disco traz registros de shows em clube noturno em Hamburgo, na Alemanha

Os primeiros registros dos Beatles, contando com a participação do vocalista britânico Tony Sheridan, serão lançados num álbum duplo nos Estados Unidos, dia 8 de novembro.


Beatles na época de Pete Best, no início dos anos 60 (Foto: Reprodução)

Intitulado The Beatles With Tony Sheridan: First Recordings, o disco traz gravações de show em clube noturno de Hamburgo, na Alemanha, em 1961, quando o baterista da banda ainda era Pete Best.

Veja também:
– PLAYLIST: Ouça músicas dos Beatles!

Entre as faixas, estão Ain’t She Sweet, com John Lennon nos vocais, e Cry For a Shadow, escrita por George Harisson.

O lançamento do álbum será acompanhado de um livro com fotos raras, de autoria de Astrid Kirchherr, noiva do baixista ocasional dos Beatles, Stuart Sutcliffe. Além dos retratos, a edição virá com pôsteres dos primeiros shows e biografias feitas à mão por da cada um dos integrantes do grupo.

The BEATLES:  se alguém disser que não gosta, pode mandar internar…

Paul McCartney Emociona até quem lá não estava…

O colega jornalista, repórter, radialista e beatlemaníaco NELSON AUGUSTO, mais uma vez, deslocou-se de sua Fortaleza e foi conferir um show de Paul McCartney. Teríamos feito o mesmo, caso as finanças o tivessem permitido.

Sinto-me bem representada, entretanto, na platéia do encantador e eterno BEATLE pela admiração exageradamente justificada de Nelson e pela emocionada presença de minha mana querida Astrid Miranda Leão nos shows do estádio Engenhão, onde PAUL, mais uma vez, provou e justificou os milhões de APLAUSOS em muitas décadas de estrada artística, recheada de invejável sensibilidade, uma beleza capaz de sobrepor-se ao tempo e aos modismos de plantão, e a força de uma musicalidade capaz de permanecer intensa e profícua, renovando-se a cada vez porque sempre diferente em sua igualdade de décadas de afinação e dedicação ao ofício para o qual nasceu, indubitavelmente, predestinado.

Através da emoção inconteste de ASTRID e Nelson Augusto, sinto-me mais uma na calorosa, imensa e devotada platéia de PAUL, irmanando-me nos aplausos ao eterno BEATLE e em sua admiração incondicional.

SARAVÁAAAAAAAAAAA !!!

Fiquem agora com a bem elaborada reportagem de Nelson Augusto sobre a passagem de PAUL McCARTNEY pela capital carioca, escrita ainda no Rio de Janeiro:

No domingo passado, o ex-Beatle Paul McCartney fez o primeiro dos dois shows da “Up and Coming Tour” marcados, no Rio de Janeiro, com um coro de 45 mil vozes

Na série de apresentações da “Up and Coming Tour”, em 2011, que já passou, na América Latina, pelo Chile e Peru, Paul McCartney fez o primeiro show no Brasil no domingo passado e repetiu a exibição ontem. Devido ao documentário que é mostrado antes do espetáculo, o começo da “Up and Coming Tour” se estendeu por alguns minutos, espera que passou despercebida, até pela qualidade da produção inicial que foi reproduzida em dois telões com excelente qualidade de imagem.

Paul McCartney subiu ao palco acompanhado por instrumentistas tarimbados, do talento de Abe Laboriel Jr (bateria e percussão) Brian Ray (guitarra e baixo), Paul Wix Wickens (teclado), Rusty Anderson (guitarra). O ex-beatle estava vestido num sofisticado blazer azul, calça preta e camisa branca. Em quase três horas de show, Paul cantou e tocou em três guitarras diferentes, no seu inconfundível baixo Hoffner, e também no violão, ukulele, cavaquinho e o piano.

Já na abertura, brindou a plateia, estimada em 45 mil pessoas, com um clássico do tempo dos Beatles, a criativa “Hello goodbye”. Em seguida, depois de cantar uma da época dos Wings, “Jet” do excelente álbum “Band on the run”, se esforçou falando em português: “Olá, Rio. E aí cariocas, boa noite boa”. Logo depois, resgatou um clássico dos Beatles, “All my loving” sendo acompanhado pelo público. No final, agradeceu dizendo “obrigada (sic)” e já mandou ver uma se sua carreira solo, “Letting go”. Disse depois: “É ótimo estar de volta ao Rio. Esta noite eu vou tentar falar português, mas, vou falar mais em inglês”.

Ao interpretar a ritmada “Drive my car”, do álbum dos Fab Four “Rubber Soul”, tirou o paletó a disse, “tudo bem, tudo ótimo”. Na sequência mandou mais duas de sua fase pós-beatle: “Sing the changes” e “Let me roll it”. Retornando ao repertório dos Beatles, já deixando o baixo e tocando piano, empresta sua voz para a balada “The Long and winding road”. O set list seguiu com mais duas de sua carreira solo: “1985” e “Let ´em in”.

Trocando o piano pelo violão, emenda três canções gravadas em discos ao lado de John, Ringo e George: “I´ve just seen a face”, “And I Love Her” e “Blackbird”, esta última, sozinho com seu instrumento. Antes de cantar “Here toda” anuncia que escreveu essa música para o amigo John Lennon. Logo depois, utilizando o pequeno ukulele, convida a galera para dançar e pede para prestarem atenção na performance coreográfica do baterista Abe Laboriel Jr.

Parceira

Retornando ao violão, faz a primeira parceria vocal com os presentes ao cantar “Mrs. Vandebilt”, no refrão. Paul dizia, “agora é com vocês” e saía do microfone, acenando para os fãs e deixando que eles comandassem a interpretação coletiva – isso também se repetiu em “Ob-la-di, ob-la-da” e “Hey Jude”.

Nesta última, a plateia também colaborou visualmente, exibindo cartazes com a sílaba “Na” para reforçar o coro em uníssono com os presentes. Empunhando o cavaquinho, cantou a emblemática “Eleanor Rigby” e, em seguida, falou: “A próxima música é um tributo para o meu amigo George”, para interpretar “Something”. Logo na sequência, fez o público dançar outra vez com “Band on the run”, faixa-título de um dos seus melhores álbuns da fase do Wings.

Retornando aos Fab Four, emendou as clássicas, “Ob-la-di, ob-la-da”, “Back in the U.S.S.R.”, “I´ve got a Feeeling”, “Paperback writer” e “A day in the life”, viagem musical psicodélica que teve um medley com a pacifista “Give peace a chance”, assinada também por John Lennon. De volta ao piano, a balada “Let it be” fez os apaixonados se abraçarem; a incendiária “Live and let die”, agitar os mais afoitos (destaque aqui para o impacto do show pirotécnico, coordenado com a música) e a popularíssima “Hey jude” ecoar um som uníssono no grudento refrão, embelezando também o ambiente com balões coloridos.

Retorno

Para o primeiro bis, McCartney retorna acenando com uma bandeira do Brasil e depois acelera o público com “Day tripper”, “Lady Madonna” e “Get back”. Sai de cena outra vez, e, sob um coro que grita seu nome, volta para o bloco final inicialmente alicerçado apenas com o seu violão ao dedilhar os primeiros acordes de “Yesterday”. De novo, o coro de 45 mil vozes entrou em ação. Depois do clima acústico, a mais pesada da noite, o marco inicial do heavy metal, “Helter skelter” e o bloco final com “Sgt. peppers lonely hearts club band/The End” que encerra numa atmosfera de êxtase total para todos os que se deliciaram com quase três horas de uma performance musical invejável.

Um pouco mais perto de Paul

No sábado, mesmo sem compromisso profissional, resolvemos dar uma conferida, como turistas, em frente ao Copacabana Palace, onde estava hospedado Sir Paul McCartney. Chegamos 12h30 e uma pequena multidão, de umas duzentas pessoas, já se aglomerava na frente do luxuoso hotel. De imediato, percebemos pessoas de várias gerações, todas imbuídas de uma só vontade: ver Paul de perto.Eram admiradores da obra musical de Paul McCartney. Muitos deles o veriam no palco nos dois dias seguintes, mas, na possibilidade de assistir pelo menos um flash, bem mais próximo do seu ídolo, estavam pacientemente de prontidão, observando com atenção, qualquer possibilidade da aparição.

Quase todos os fãs estavam com algo que os identificassem como tal, principalmente camisetas. Também se via faixas, cartazes e trajes usados pelos Beatles no disco Sgt. Pepper´s, o qual, no formato do antigo LP, também era mostrado por um fã.

Outros ostentavam bonés e bandeiras. No entanto, o que mais impressionou o jornalista, foi uma tatuagem azul escura na batata da perna de um adolescente, a qual homenageava o disco Abbey Road.

Qualquer pessoa que abrisse uma janela do luxuoso hotel Copacabana Palace, era motivo de excitação para os fãs que começavam a gritar em coro o nome de Paul McCartney. Filhos acompanhados pelos pais, pessoas de alguns estados do Brasil, inclusive do Ceará, e também de países vizinhos como o Chile e a Argentina.

Uma típica carioca foi chegando e logo bradando em alto e bom som e seguido por uma coro: “Paul, cadê você. Eu vim aqui só pra te ver”. Outra, com um porte avantajado e uma potente voz gritou para um jornalista que estava numa sacada: “Ei, cara, chama o Paul aí para mim”.

Um artista gráfico gaúcho e torcedor do Grêmio começa a conversar conosco por conta da estampa de nossa camiseta. Ele elogia a blusa e pergunta onde comprei.

Alheias ao artista que causava o burburinho no hotel três senhoras que caminhavam pelo calçadão comentavam: “Esse povo não tem o que fazer”. Uma tiete liga o som do seu telefone celular no qual se ouve “Another Day”. Em outro momento, mesmo sem instrumentos, uma galera canta “Hey Jude”.

O repórter turista já ia desistindo de esperar para ver seu ídolo quando, exatamente às 17h25, Paul McCartney aparece simpático, lépido e fagueiro acenando para o público. Êxtase total. Gritos, gente chorando e, é claro, a grande maioria filmando e fotografando tudo. Depois, o artista entra em sua Mercedes 2011, modelo 2300, prateada, placas EFY-7606, de São Paulo e, inicialmente, ainda com o vidro do carro abaixado, dá adeus.

BEATLES em Documentário Inédito…

Primeira visita do Quarteto aos EUA

Nunca lançado comercialmente, filme dos irmãos Albert e David Maysles ganha exibição em São Paulo

Os Beatles desembarcam em Nova York, em fevereiro de 1964: três mil pessoas no aeroporto

Beatles desembarcam em Nova York, fevereiro de 1964: três mil pessoas no aeroporto

Não é por acaso que o diretor norte-americano Albert Maysles, 84 anos, é um dos homenageados do In-Edit Brasil, festival dedicado exclusivamente a documentários musicais. Ao lado de David, irmão e parceiro morto em 1987, o cineasta flagrou dois momentos cruciais da cultura pop no mundo. Em 1964, na primeira visita dos Beatles aos Estados Unidos, a dupla registrou o nascimento do rock como fenômeno de massa em “What’s Happening!”, que permanece praticamente inédito até hoje.

Cinco anos depois, quando acompanhavam uma turnê dos Rolling Stones, filmaram em “Gimme Shelter” o assassinato de um fã dos Rolling Stones pelos motoqueiros do Hell’s Angels, que faziam a segurança de um show gratuito na rodovia de Altamont, na Califórnia. Era o fim do sonho hippie e a morte simbólica dos anos 1960. Os dois filmes serão exibidos na sequência nesta quinta-feira (5) no Cinesesc, em São Paulo, na presença de Maysles, que também está no Brasil para ministrar palestra.

Restaurado no início da década passada, “Gimme Shelter” chega ao festival acompanhado por “Get Yer Ya-Ya’s Out!”, média-metragem do show que a banda fez no Madison Square Garden, em Nova York, em novembro de 1969 e deu origem ao álbum ao vivo de mesmo nome. Parte das imagens haviam sido utilizadas em “Gimme Shelter”, mas o material na íntegra só veio a público em 2009.

A grande novidade no Brasil, no entanto, é “What’s Happening! The Beatles in USA!”. David e Albert receberam carta branca para seguir John, Paul, George e Ringo na viagem do quarteto pela América do Norte no auge da beatlemania. Aeroporto, quartos de hotel, boates, estações de TV, shows, bastidores, tudo serviu de fonte para o filme, que nunca foi lançado comercialmente. Em 1994, a Apple Corps, proprietária dos direitos autorais, reeditou o material e lançou “The First U.S. Visit”, desprezando o original. Por conta disso, a exibição de “What’s Happening!” só pode ser feita na presença do diretor, o que acontecerá às 21h, no Cinesesc. 

Paul, George, John e Ringo durante entrevista em Nova York: mania na Inglaterra e nos EUA (Foto: Getty Images)

Conheça abaixo curiosidades das duas semanas que os Beatles passaram nos Estados Unidos:

– Os Beatles desembarcaram no aeroporto internacional Idlewild (pouco depois rebatizado como John F. Kennedy), em Nova York, em 7 de fevereiro de 1964. Saíram de Londres perseguidos por 4 mil fãs e encontraram uma multidão de 3 mil nos EUA. A banda foi assediada por jornalistas, concedeu uma coletiva de imprensa e depois seguiu para o Plaza Hotel, já cercada por fanáticos.

– Embora já fossem um sucesso na Grã-Bretanha no início de 1963, demorou quase um ano para que a Capitol Records lançasse os discos dos Beatles em território norte-americano. O selo deve ter se arrependido do atraso. Verdadeira febre no país, o compacto de “I Want to Hold Your Hand” vendeu 2,6 milhões de cópias nos EUA nas duas semanas anteriores à chegada do grupo. As rádios chegavam a tocar a música mais de uma vez por hora.

Imprensa e fãs recebem a banda no desembarque do trem em Washington

– Dois dias depois de chegarem ao país, os Beatles se apresentaram no “Ed Sullivan Show”, um dos programas de TV mais populares dos Estados Unidos. A banda mostrou quatro músicas – “All My Loving”, “Till There Was You”, “She Loves You”, “I Want to Hold Your Hand” – e foi assistida por 74 milhões de espectadores, quase metade do total da população norte-americana. O sucesso foi tanto que na semana seguinte os quatro tocaram ao vivo da Flórida e, dias depois, o programa mostrou outras duas músicas gravadas (“Twist and Shout”, “Please Please Me”) e um reprise do hit “I Want to Hold Your Hand”.

– O “Ed Sullivan Show”, porém, não foi a estreia do grupo na televisão dos EUA. Em janeiro, o programa jornalístico “The CBS Evening News with Walter Cronkite” exibiu um especial sobre a beatlemania na Grã-Bretanha, com imagens filmadas em Londres e em outras cidades britânicas. A matéria teve impacto imediato nas vendas da banda nos EUA.

– Os Beatles lançaram o estilo de cabelo conhecido como “moptop” (“mop” é esfregão em inglês), que intensificou o burburinho em torno da banda. Enquanto os fãs copiavam o corte, as classes conservadoras dos Estados Unidos achavam tudo aquilo muito estranho – pais ficavam com medo dos filhos e os jornalistas não conseguiam distinguir um beatle do outro.

– “What’s Happening!” funciona, de certa forma, como um antecessor de “Os Reis do Iê Iê Iê”, primeiro filme de ficção estrelado pelos Beatles, lançado em julho de 1964. O documentário registra a beatlemania nos Estados Unidos, enquanto “A Hard Day’s Night” – nome original do longa – encena a perseguição da banda pelas ruas de Londres.

– Quando os Beatles deixaram os Estados Unidos no final de fevereiro, cerca de 60% dos discos vendidos no país eram da banda. Em março, as cinco primeiras posições nas paradas da Billboard eram músicas dos Beatles.

Paul e Ringo no quarto do hotel em New York: sucesso estrondoso começava ali

– Na época, os shows do grupo não passam de meia hora. A primeira apresentação ao vivo nos Estados Unidos aconteceu em 11 de fevereiro de 1964, no Washington Coliseum. No dia seguinte, o quarteto voltou para Nova York e tocou no Carnegie Hall, mais uma vez com ingressos esgotados. No próximo ano, a banda seria a primeira a se apresentar num estádio – o Shea Stadium, em Nova York.

Expoentes do documentário

Mas não foi só pelos filmes musicais – outros dois longas foram selecionados para o In-Edit, veja aqui – que os irmãos Maysleys são conhecidos. Os dois são responsáveis por introduzir o “cinéma vérité”, ou cinema verdade, nos Estados Unidos. Em vez de simular a ausência da câmera, os trabalhos da dupla fazem questão de deixar claro para o espectador a presença de uma equipe perante os entrevistados e usar o poder das lentes para extrair a verdade. Acaba-se com o jogo cena que reinava até então e surge um novo gênero, que combina a objetividade do jornalismo com a estética cinematográfica.

Quarteto genial em tempo de brincadeira, lado de fora do teatro, antes da apresentação

O primeiro grande filme dos Maysleys nesse sentido foi “Caixeiro-Viajante”, de 1968. Gravado em preto e branco, mostra a rotina de quatro homens tentando vender exemplares caros da bíblia em bairros pobres dos Estados Unidos e a dificuldade em atingir suas metas de venda. Na trilha sonora, inclusive, há uma música dos Beatles. Em 1976, os diretores concluíram outro longa considerado clássico: “Grey Gardens”. O filme segue as Beale, mãe e filha, primas de Jacqueline Kennedy Onassis, que moravam numa mansão imunda em East Hampton, balneário de alto padrão em Nova York.

As duas foram ameaçadas de despejo pela prefeitura por ameaça sanitária – elas viviam sem água e luz, em meio a lixo, gatos, guaxinins e uma infestação de pulgas. No momento em os Maysleys chegaram à casa, a situação já não era tão precária, mas “Grey Gardens” flagra a tensa relação entre mãe e filha – marcada por culpa e dependência psicológica – e identifica a falência da aristocracia norte-americana, que ainda sofria os efeitos da Grande Depressão.

John Lennon na porta do avião, seguindo pra Miami: carreira inesquecível…

Ícone pop, o documentário ganhou uma sequência em 2006, “The Beales of Grey Gardens”, com imagens nunca utilizadas pelos diretores, e deu origem, em 2009, a um filme de ficção homônimo feito para a TV, estrelado por Drew Barrymore e Jessica Lange, premiado no Emmy e Globo de Ouro.

Serviço – Albert Maysles no In-Edit Brasil 2011

“Gimme Shelter”
Cinesesc, São Paulo
Quinta-feira, 05, às 19h
O diretor vai encerrar a sessão

“What’s Happening! The Beatles in USA!”
Cinesesc, São Paulo
Quinta-feira, 05, às 21h
O diretor abrir a sessão

Masterclass em São Paulo
Museu da Imagem e do Som (MIS), sexta-feira (06), às 15h
Vagas esgotadas

*Marco Tomazzoni, do iG São Paulo

ARRASTÃO ANÁPOLIS !

Aurora de Cinema na cobertura do Festival 

 Bela Semente em Prol do Cinema Brasileiro

 

Anápolis, o segundo mais desenvolvido e promissor município de Goiás, bem próximo à bela e hospitaleira Goiânia, acolheu em abril passado um bom bocado do cinema brasileiro. A prefeitura deu chance e Débora Torres, uma mulher aguerrida, dedicada às produções que assina, competente, forte, solidária e disposta, semeou mais um terreno em Goiás, que deverá gerar belos e imponentes galhos para açambarcar todo o variado painel que, cada vez mais, o cinema brasileiro descortina.

Aurora Miranda Leão, Débora Torres, Ed Cafezeira e Almir Torres no resort ESTÂNCIA

O I Festival de Cinema de Anápolis, de 12 a 18 de abril, foi um momento precioso de encontro entre gente que faz cinema – nos bastidores, nos palcos, nas platéias, por trás das câmaras e nas telas dos quatro cantos do mundo.  Estive por lá, com muita honra, como jornalista convidada, e fiquei encantada.

Desde a acolhida no aeroporto, onde três jovens da equipe de Débora já me esperavam há algum tempo – Pedro Pinheiro, Tatiana Lopes e a bela Jéssica – . Ali, reencontrei o simpático casal Laura Pires e Edvaldo Cafezeira, dois queridos de longa data. Assim, tudo foi muito convidativo, desde o início.

Aurora recebe caloroso abraço de Débora Torres na chegada a Anápolis…

O trajeto Goiânia-Anápolis é feito em estrada com boa manutenção e se faz ligeiro. Chegar e dar de cara com o precioso espaço do resort Estância Park foi outra boa surpresa. Foi lá que revi minha querida amiga Débora, idealizadora e coordenadora-geral do Festival que seria aberto àquela noite. Ela vinha acompanhada do irmão Almir, outro que deu a maior força para o êxito do Festival.

Fomos almoçar no amplo e vem servido resto da Estância e lá reencontrei o colega de batente, Cid Nader, outro cujo astral sempre favorece momentos aprazíveis.

Quando a noite começou a se insinuar, nos trouxe junto o abraço da querida Alice Gonzaga, grande baluarte do nosso Cinema, feliz por estar acompanhando a meritório Homenagem ao pai, que nomina a mostra competitiva de longas-metragens.

Aurora Miranda, Selva Aretuza e Alice Gonzaga: companheiras de cinema em Anápolis

A abertura foi no Teatro Municipal: noite festiva, platéia lotada e a primeira exibição pública do filme Hollywood no Cerrado, de Tânia Montoro e Armando Bulcão, um documentário revelador para o quão Anápolis tem a ver com parte da história do cinema, sobretudo o de Hollywood: afinal, no município goiano que agora envereda pelas trilhas do audiovisual, viveu e floresceu muita gente de prestígio no cinema norte-americano, como Joan Lowell, Mary Martin, Larry Hagman, Gilbert Adrian.

Nesta noite, a atriz francesa Eliane Lage – grande diva do cinema brasileiro nos anos 50 (há três décadas, feliz moradora de Pirenópolis), reencontrou-se, depois de tantos anos, com os amigos Walter Webb e Alice Gonzaga. Um belo encontro, abonado em frente ao palco do Teatro Municipal de Goiânia.

Débora Torres, cineasta Alberto Araújo e Tânia Montoro em noite de cinema em Anápolis

A platéia anapolina adorou se ver na tela: suas reações de aprovo eram indisfarçáveis, e ouviam-se muitos risos durante algumas passagens. Oxalá o filme tenha boa visibilidade pelas telas do país e chegue também em solo americano. A comunidade anapolina merece.

O festival teve duas mostras competitivas: a de Longa-Metragem de Ficção Brasileiro, adequadamente chamada Adhemar Gonzaga, num justo e belo preito ao jornalista pioneiro da indústria cinematográfica no Brasil, e a mostra Curta Anápolis, para dar visibilidade à produção anapolina, de todos os gêneros. O Troféu Anápolis, criado pelo artista plástico Napefi, foi entregue a personalidades como Vladimir Carvalho, Miguel Jorge, Tizuka Yamazaki, Ingra Liberato, Murilo Rosa, Luiz Carlos Vasconcellos e Mallu Moraes, além de ter sido entregue aos representantes dos filmes vencedores.

A programação também disponibilizou seu foco para as crianças da rede municipal de ensino – tendo sessões super concorridas – e proporcionou o I Encontro de Cineclubes do Centro-Oeste – com direito à oficina cineclubista coordenada por Carol Paraguassu, e a presença muito intensa de cineclubistas da região.

Edvaldo Cafezeira, Aurora Miranda, Walter Webb e Débora Torres…

Em Anápolis também aconteceram diversas oficinas – alvitres da agilidade mental e disposição para o trabalho que Débora Torres demonstra a todo momento, mesmo quando não se dá conta disso – com aulas de roteiro, produção e direção ministradas pelo baluarte Walter Webb.

Walter Webb distribui simpatia entre Eliane Lage e Alice Gonzaga: trio-Patrimônio

Aliás, sobre esta figura é preciso um parêntese especial: Walter Webb foi presença das mais solicitadas e encantadoras em Anápolis, a todos dedicando uma palavra especial, uma atenção calorosa, um bom fio de enriquecedora conversa, em qualquer direção. Uma enorme alegria conhecê-lo e privar de seu convívio.

Aurora Miranda Leão e a alegria de reencontrar ator Guido Campos

Falando nisso, o que não faltou em Anápolis foi a convivência  com pessoas do mais significativo quilate… ainda estou por descobrir se isso é fruto da energia revitalizante que emanava da acolhedora Estância Park (o belo resort que nos serviu de cenário e aconchego por uma semana) ou se esses “presentes” se configuram no espaço a cada vez que minha irmã querida Débora Torres toma a colcheia e toca pra frente uma enorme caravana de holofotes em direção aos artistas do Cinema e ao cinema dos Artistas Brasileiros.

Serina Raruá e Aurora Miranda Leão: Sétima Arte acontecendo em Anápolis

Desta vez, ela nos trouxe a delicadeza e prestatividade de Serina Raruá, além da disponibilidade sempre atenta de Ângela Torres e a presença sempre benfazeja de Guido Campos e Rubens Ewald Filho, este Homem-Cinema sempre a encantar com sua simplicidade, simpatia, riqueza de memória e conhecimento abalizado sobre tantos temas, um mestre na arte de seduzir e encantar porque nele notoriedade, prestígio, desafetação, riqueza espiritual e carisma são um só trevo de cinco folhas.

E por falar nele, Rubens destacou o quanto a história de Anápolis revela uma espécie de predestinação para o cinema, uma vez que ali viveram, entre os anos 40 e 50, Janet Ganyor – atriz principal do grande clássico do cinema, o filme Aurora, de Murnau -, e seu marido Gilbert Adrian (um dos grandes estilistas de Hollywood). E citou também a presença de Mary Martin, atriz de grandes musicais da Broadway, em cuja biografia há uma marcante passagem pela cidade. “Com uma história dessas, com certeza já estava escrito nas estrelas que Anápolis está diretamente ligada ao cinema”

Secretário Augusto César, Débora Torres, Rubens Ewald Filho e o prefeito Gomide

E assim, divididos entre ricos papos sobre a Sétima Arte, piadas e generosos encontros nos espaços da Estância Park, de dia, e filmes, debates e fartos churrascos noturnos, transcorreu aquele adorável período do festival de cinema de Anápolis.

Neusa Borges, Aurora Miranda Leão e Felipe Brida: respirando cinema em Anápolis

Churrascaria Los Pampas foi ponto de encontro todas as noites… Haja churrasco !

A cada noite, um debate após os filmes, comandados ora por Débora ora por Guido, reunia público e realizadores num importante intercâmbio de idéias artísticas e disponibilidade para a informação. Toda noite também o entorno do Teatro Municipal acolhia o público, imprensa e convidados com um barzinho agradável e de preços convidativos, aliado a um bom momento musical com artistas da cidade.

Aurora Miranda Leão e Laura Pires na noite-lançamento biografia Roberto Pires

Em Anápolis, também havia uma janela para livros sobre cinema: ali foram lançados o ótimo livro do amigo Alex Moletta – “Criação de Curta-Metragem em Vídeo Dgital” -, o histórico livro de Beto Leão sobre os 100 Anos do Cinema Goiano, e a biografia do cineasta baiano Roberto Pires, que sua viúva Laura Pires autografava emocionada, junto ao lançamento da cópia restaurada do filme Redenção, título iniciático da carreira de Roberto e primeiro longa-metragem baiano.

O festival possibilitou também que, a cada noite, os filmes exibidos no dia anterior pudessem ser vistos por maior número de pessoas, sendo então ofertados em algumas praças de Anápolis, e a equipe comandada pelo elétrico Itamar Borges registrava tudo em making-of.

Débora Torres e o Secretário Augusto César abraçam necessidade do Festival

Os filmes concorrentes eram: Orquestra de Meninos, representado por Murilo Rosa (homenageado com o Troféu Anápolis) – seguido por uma legião de fãs que o acompanhou o dia inteiro em Anápolis: o ator arrebatou uma multidão ao belo parque Ypiranga numa tarde em que diversas orquestras da cidade tocaram em sua homenagem.

Aurora M. Leão e Felipe Brida: jornalistas também tietaram o premiado Murilo Rosa

Murilo foi atencioso e simpático com todos, não se furtando a posar para fotos, dar autógrafos e espalhar beijinhos e abraços entre as tietes. Na visita ao parque municipal, Murilo Rosa (sempre acompanhado dos pais) foi recebido pelo prefeito Antônio Gomide, o secretário de Cultura, Augusto César de Almeida, a diretora municipal de Políticas Públicas, Agueda Maria Zimmer, a coordenadora do programa Criar e Tocar, Marisa Espíndola, e por professores da rede municipal de ensino.

Ator, que passou infância em Anápolis, recebeu bela homenagem do Festival

Dila Guerra e Manaíra Carneiro apresentam o premiado  Cinco Vezes Favela…

Cinco Vezes Favela, o emblemático filme produzido por Cacá Diegues, foi representado por uma das diretoras do primeiro episódio, a pulcra e simpática Manaíra Carneiro, e por Dila Guerra, atriz do último episódio do filme – que Rubens me avisou logo tratar-se de “grande atriz”. As duas foram iluminadas presenças no festival e participaram ativamente do debate pós-exibição.

Darlene Glória em cena de Feliz Natal, longa de Selton Mello

Feliz Natal, o impactante filme de Selton Mello, foi representado por sua mãe, a elegante Selva Aretuza, e pelo ator Leonardo Medeiros. Obra colecionadora de prêmios em festivais pelos quatro cantos, o filme de estréia de Selton é ainda melhor do que esperava, digno mesmo de todas as honrarias: aponta um diretor vigoroso, criador de um roteiro instigante (parceria com Marcelo Vindicatto), enriquecido por uma fotografia (Lula Carvalho) em plena sintonia com o leitmotiv do argumento, com enquadramentos belos e inusitados – há pelos menos três momentos em que isso é patente: na vertigem de Mércia (personagem de Darlene) rodando entre luzinhas decorativas do Natal; na cena do personagem Caio (Leo Medeiros) deitado em posição fetal no meio da rua; e na cidade que nos é dada ver se descortinando em seu anoitecer por trás de um muro alto, branco – lindo a mais não poder…

Leonardo Medeiros e Selva Aretuza apresentando Feliz Natal, de Selton Mello

Selton é dono de invejável sensibilidade, evidenciada sobretudo pelos artistas que convoca para trabalhar com ele, dando qualificado destaque ao trabalho de artistas como Darlene Glória, Lúcio Mauro, Emiliano Queiroz, e Paulo Guarnieri. Supimpa este Selton ! Exponencial ator e um diretor de envergadura.

A cineasta Anna Luíza Azevedo entre Eduardo Cardoso e Bianca Menti

Dia seguinte, a cineasta Anna Luíza Azevedo, e os jovens atores gaúchos Eduardo Cardoso e Bianca Menti representaram o filme Antes que o Mundo Acabe, título que fez daquela a noite mais positivamente energizada do festival.

Bianca Menti e Pedro Tergolina em Antes que o mundo acabe

Filme sensível, onde desponta o talento promissor de Pedro Tergolina (de rara beleza), muito bem aproveitado em cenas ao lado de Eduardo e Bianca, Elisa Volpatto e Murilo Grossi. Roteiro caprichado, assinado a quatro mãos por Paulo Halm, Jorge Furtado, Giba Assis Brasil e a própria Anna Azevedo.  Antes que o Mundo Acabe findou por sagrar-se vencedor em diversas categorias e na mais importante delas, Melhor Filme. Um justo reconhecimento a uma obra eivada de méritos, pronta para ser vista, revista e sair encantando, a cada vez em que for exibida.

Já na madruga, Aurora, Eduardo Cardoso, Bianca Menti e Cid Nader em papo de cinema

Fiquei fascinantemente impressionada com mais este belo exemplar do cinema gaúcho e me enchi de saudades de Porto Alegre (o filme tem ademais este mérito, de mostrar a capital gaúcha como uma cidade que precisa ser visitada, fartamente cultural, tranqüila e acolhedora).

Ana Carbatti: mais um prêmio ao talento, premiada por Os Inquilinos

O último filme em competição, Os Inquilinos, do sempre polêmico Sérgio Bianchi, também recebeu vários troféus, incluindo Melhor Atriz e Atriz Coadjuvante (respectivamente, Ana Carbatti e Cássia Kiss).

 

Murilo Rosa (ao lado de Débora Torres) cumprimenta prefeito Antônio Gomide

Necessário salientar: merece parabéns o prefeito Antônio Gomide e a equipe de sua Secretaria de Cultura (na pessoa do secretário Augusto César de Almeida), que apostaram num projeto de suma relevância, não só para a cidade de Anápolis mas pra todo o estado goiano e para os muitos que, diariamente, precisam acordar com a certeza de que vale a pena investir no sonho de fazer Arte no Brasil e prosseguir criando, construindo um cinema que, a par de todas as dificuldades, se mantém ativo e pulsante, cotidianamente.

Murilo Rosa encantou Anápolis e contribuiu com brilhantismo para sucesso do Festival

Idealizado pela cineasta e produtora-executiva Débora Tôrres, o I Festival de Cinema de Anápolis foi organizado pela Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura Municipal de Anápolis em parceria com a ACAA – Associação Cultural e Artistica de Anápolis – , o Cineclube Xícara da Silva, e o Pontão de Cultura Tenda Jovem.

E pra encerrar, vou tentar lembrar de todos com quem estive nestes tão agradáveis dias em Anápolis. É difícil mas vou tentar não esquecer ninguém.

Murilo Rosa foi Melhor Ator por Orquestra de Meninos e encantou em Anápolis

Primeiro a alegria de reencontrar Rubens Ewald Filho e Alice Gonzaga, além de Laura Pires, Edvaldo Cafezeira, Ângela Torres e Itamar Borges. Na última noite, o abraço que não podia faltar, no querido escritor Miguel Jorge, poeta de aguçada sensibilidade. Depois a beleza e simpatia de Manaíra Carneiro, carioca estreando muito bem na direção de longa com Cinco Vezes Favela, acompanhada de outra carioca que também se tornou querida: a super simpática Dila Guerra, participante antenada de debates e conversas sobre cinema.

Dila Guerra, Manaíra Carneiro, Itamar Borges, Mallu Moraes, Felipe Brida, Aurora Miranda Leão e Alice Gonzaga em noite de confraternização em Anápolis

Escritor Miguel Jorge e roteirista Alex Moletta também abrilhantaram festival

E ainda a tranqüilidade pacificadora de Cid Nader e o jeito bem-vindamente  solícito de Felipe Brida, boa-praça de carteirinha.  Sem esquecer de Mallu Moraes, João Batista de Andrade, o embaixador Lauro Medeiros, além de Neusa Borges, Umberto Magnani, Sérgio Bianchi, Selva Aretuza, os atores Leonardo Medeiros, Guido Campos, Eduardo Cardoso e Bianca Menti;  o casal Lucília e Vladimir Carvalho, e a presença sempre bem-vinda de Walter Webb e do querido amigo Alex Moletta.

Documentarista paraibano de Brasília, Vladimir Carvalho, homenageado com Troféu Anápolis, fez contundente discurso ao recebê-lo

E teve ainda o Paulo e o Marcos, conduzindo com simpatia e bom humor todo mundo pra qualquer lugar, e a Serina Raruá, misto de elegância, pragmatismo e disponibilidade. Ficando pro final quem chegou por último: o charme alegremente cativante da esplendorosa Zezeh Barbosa, que chegou no finalzinho mas não precisou nem de cinco minutos pra conquistar a simpatia e adesão de todos. E ainda gravou eloqüente participação no curta O Sumiço de Alice, que virá na seqüência, fruto dos dias ensolarados e prolíficos em solo anapolino.

E para celebrar a última noite do I Festival de Cinema de Anápolis, não podia faltar uma animada festa, que aconteceu na boate Nobel, onde dancei à beça, ao lado de curtidores da noite – como Débora, Serina, Mallu, Itamar, Ângela, Guido e Zezeh –, e na qual precisei “assumir” as pick-ups várias vezes pois o DJ (o simpático Nelsinho) não tinha sequer uma música do “trio fantástico” (Paralamas), nem tampouco uma faixa dos Beatles… a noitada foi inesquecível mas resolvi, a partir de então, assumir meu lado DJ.

Vencedores da mostra de curtas: ator Marcus Annoli e equipe do filme “Entre”

Que venha o Anápólis 2012 !

Dila, Laurita, Mallu Moraes, Aurora Miranda e Zezeh Barbosa: noite final em Anápolis

Um beijo carinhoso a todos que desfrutaram comigo estes divertidos dias em Anápolis e um agradecimento muito forte e sincero a Débora Torres e toda a sua equipe.

* Fotos de Anápolis são de Ed Cafezeira, Aurora Miranda Leão e Felipe Brida

SARAVÁ !!!

Até 2012, se Deus quiser !

Interpretação para Cinema e TV, Carnaval, Beatles e Grafologia

 

Para quem gosta de Cinema, TV, Música, Samba e Carnaval , e ainda para os que querem saber mais sobre os BEATLES e sobre GRAFOLOGIA, a hora é esta:

A CINÉDIA – Centro Cultural de Santa Tereza – está oferecendo um leque de novos e ótimos cursos nas áreas Música, Cinema, Televisão, Samba, Grafologia. Com um time de professores de Primeira Linha: Carlos Prazeres, Luis Carlos  Lacerda, Marcel Gootlieb, Ricardo Oiticica e Elisabeth Romar.

Tem alguma dúvida ? Quer saber mais ? Confira neste post endereço e telefones CINÉDIA.

E APROVEITE esta excelente e rara oportunidade !

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Buenos Aires Reverencia BEATLES

O primeiro museu da América Latina dedicado aos Beatles abrirá suas portas em Buenos Aires nesta segunda, 3 de janeiro, e exibirá os “tesouros” do maior colecionador de objetos do quarteto de Liverpool. 

 

“É o único museu sobre os Beatles cujo catálogo pertence a um colecionador privado. É realmente o único no mundo depois do The Beatles Story em Liverpool”, afirma o colecionador argentino Rodolfo Vázquez em declarações publicadas sexta-feira pelo jornal Tiempo Argentino, de Buenos Aires.

Vázquez entrou em 2001 no Livro Guinness dos recordes por sua coleção de objetos do grupo, que soma cerca de 8.500 itens, desde fotos e discos, vestuário, cheques assinados pelos integrantes da mítica banda e até uma caixa de preservativos com a imagem de John Lennon e Yoko Ono.

Grande parte destes objetos será exibida neste museu que funcionará dentro de um complexo cultural em pleno centro de Buenos Aires, onde também se rebatizará uma sala teatral com o nome de John Lennon.

No mesmo complexo, funciona há anos o Cavern Club Buenos Aires, um bar que recria a atmosfera do mítico pub The Cavern de Liverpool, onde os Beatles iniciaram sua bem-sucedida carreira.

da Agência EFE