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“Sabe quem se separou ?”… Esta é boa !

Comédia de Carmen Salles estreou novo espaço teatral carioca, o Teatro Pinheiro Guimarães

* Quem dá a dica é minha querida amiga Bernadete Duarte… e se Berna recomenda, é porque vale !

VAMOS AO TEATRO !

SABE QUEM SE SEPAROU ?

Após dois anos reunindo fatos, fofocas e devaneios sobre divórcio e separação, Carmen Salles realizou esta dupla estréia: como autora e atriz. Utilizando seus vinte anos de experiência no jornalismo e a influência de sua antiga professora Maria Clara Machado, Carmen criou um texto leve e irônico que toca em questões fundamentais da mulher dos dias de hoje: o fantasma da traição, a inveja feminina, a busca pelo misticismo, as transas mal sucedidas e os problemas que as separadas precisam resolver sozinhas.


Será que alguém consegue passar por tudo isso sem enlouquecer ? Talvez a pergunta que toda recém-separada se faça seja, ao menos em parte, respondida nesse alegre espetáculo, o qual consegue mostrar: bom humor é sempre uma
saída.

A COMÉDIA

Com uma estrutura simples e elegante, o espetáculo investe na figura cativante da atriz que, enquanto divide suas histórias com a platéia, se transforma em diversos personagens: mulheres carentes, histéricas, místicas, corajosas; pai se santo, médico sedutor, cartomante, sexóloga, pastor evangélico, e motorista são alguns deles.

Embora seja um monólogo voltado para o universo feminino, a irreverência de SABE QUEM SE SEPAROU ? atinge igualmente todo tipo de público, independente de sexo ou idade. A duração é de 55 minutos.

Sinopse

A comédia aborda as loucuras do universo feminino a partir da vida da personagem Maria dos Prazeres: uma mulher que pensa estar sendo traída, mas teme a separação. Em função desse dilema, Prazeres procurará todo tipo de ajuda, vivenciando situações extremamente engraçadas. 

Serviço:

Texto e Interpretação: Carmen Salles

Direção: Fernando Maatz e Aramis David Correia

Teatro Pinheiro Guimarães, rua Silveira Martins 153 – Catete

Vandré no próximo Festival ARUANDA

  

Inscrições para o Festival de Documentários mais importante do Nordeste podem ser feitas até 20 de Agosto.

Comandado por Lúcio Villar (com produção-executiva do professor e cineasta Bertrand Lyra), o festival será realizado na capital paraibana de 9 a 14 de dezembro e este ano terá como homenageado especial o compositor Geraldo Vandré.

Lúcio Vilar e Geraldo Vandré conversam em restaurante paulista. Foto: Darlan Ferreira
Geraldo Vandré lê termo de compromisso do Festival
 
Geraldo Vandré, autor da célebre canção que se tornaria hino de resistência à ditadura militar no Brasil , “Pra não dizer que não falei das flores”, promete retornar à Paraíba, onde nasceu, em dezembro próximo e será por um  motivo muito especial: ele é o homenageado do 7º Fest-Aruanda do Audiovisual Brasileiro, constituindo-se na primeira vez em que o artista será agraciado por um festival de cinema. Quem informa é o jornalista e coordenador-geral do evento, Lúcio Vilar.´
O encontro entre Vandré e Lúcio aconteceu num restaurante no centro da capital paulista, onde foi oficializado o anúncio da homenagem que “sensibilizou o artista”, segundo relato de Vilar, ainda sob o impacto das conversas que consumiram a tarde inteira do último dia 7 de maio.
 
– “Estava muito ansioso por esse momento, pois nunca havia visto o Vandré de perto, mas o encontro foi o mais informal possível”, disse o coordenador que tomou a decisão pela homenagem em razão da participação do artista num filme realizado nos anos 60, hoje reconhecido como um “clássico” da década ‘cinemanovista’.
 
A Hora e Vez de Augusto Matraga é baseado em obra de Guimarães Rosa e foi lançado em 1965. O longa foi dirigido por Roberto Santos, cuja música é assinada por Geraldo Vandré. Na época, o filme recebeu os prêmios de melhor argumento, diálogo, direção e ator (Leonardo Villar) na I Semana do Cinema Brasileiro, em Brasília, em 1966.
 
Os passos do tão esperado encontro do diretor do Festival com o mito da MPB
 
 Já passava das 13h quando um táxi estacionou próximo aonde aguardava ansiosamente por um dos maiores nomes da música popular brasileira de todos os tempos. Geraldo Vandré desce do carro, e nos cumprimentamos pela primeira vez. Caminhamos da Martins Fontes, onde nos encontrávamos, na direção do Largo do Paissandu, transitando por ruas abarrotadas de ambulantes e trabalhadores que se despediam do meio expediente de um sábado de temperatura em declínio.
 
Em restaurante na região central que serve um impecável ‘mexidinho de ovos’, e onde já é velho habitué, sua presença é saudada afetivamente pelo proprietário e seus garçons. É aí que Vandré aceita o convite, autografa o documento oficial, e me revela uma curiosidade. Sua opção por viajar de carro, e que gostaria de refazer o percurso mais uma vez dirigindo até João Pessoa para participar do festival Aruanda.
 
Compartilhei que tal idéia também me fascinava, mas que nunca havia consumado tal intento. Ele, além de me ‘desafiar’ a encarar a empreitada, justificou as razões de ordem filosófica, digamos assim.
 
– “De massificação, basta a daqui de baixo. Ônibus aéreo jamais!”, pontificou. E lembrou da viagem que fez, num Galaxi que conserva até hoje, de São Paulo à Anápolis, no final de 1968, ainda sem a informação de que o AI-5 havia sido decretado, e que teve que retornar com o cancelamento de um dos shows. Contou com riqueza de detalhes como conseguiu passar incólume por todas as barreiras policiais encontradas no caminho, para me ‘desafiar’ novamente:
 
– “E por que você não conversa com uma grande empresa em João Pessoa para apoiar o festival e colocar um automóvel para que possa ir dirigindo até lá?”, disse assim, na lata, ao que lhe devolvi, de imediato, tratar-se de uma simpática, sedutora e boa idéia de marketing a se pensar. Quem sabe, possa interessar aos senhores empresários do setor (alguém aí se habilita a alavancar a imagem de sua empresa por uma causa justa?…).
 
Os papos foram muitos, mas não poderia faltar o registro à “Fabiana”, canção que fez para a Aeronáutica, cuja cópia em formato de bolso me presenteou. Pedi para que autografasse e revelei que ele era a segunda personalidade artística a quem fizera pedido semelhante. O saudoso Zé Kéti foi o primeiro, também aqui em São Paulo nos anos noventa.
 
– “Não há um segundo sem um primeiro”, disse-me um Vandré generoso e descontraído, logo tascando sua assinatura.
 
Entre alguns poucos goles de cerveja e saídas para fumar (aqui é proibido fazê-lo em recinto fechado), aquele homem de cabelo tingido pelo néon do alto de seus 76 anos me impressionava a cada nova fala, sempre com algo espantosamente instigante sobre o Brasil, resquícios e fragmentos que ficaram de sua época e o ‘fastio cultural’ que perpassa novas gerações de gostos e sentidos duvidosos.
 
Estava diante de um mito. Sim, é verdade. Ali estava o homem que, sozinho, colocou o Maracanãzinho a seus pés para seguir a canção, braços dados ou não. Descobri, porém, muito mais. Muito além, portanto, da cristalização desse mesmo mito. Enxerguei Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, homem extremamente lúcido e pé no chão, pronto a falar duras e cristalinas verdades de modo refinado e elegante, dado o aguçado senso crítico que impressiona profundamente quem se coloca na condição de seu interlocutor.
 
Saímos do restaurante e refizemos o percurso novamente a pé, desta vez pelos calçadões de artérias comerciais do centro de São Paulo. Sentamos em um banco de praça, por sugestão sua, meio que para não interromper a inspirada prosa, agora cortada por rajadas geladas de vento da tarde que já avançava para seu breve lusco-fusco nesse outono paulistano com cara de inverno.
 
Despedimo-nos outra vez na Martins Fontes. Sigo o caminho de volta com a absoluta certeza de que havia experimentado um sentimento sem precedentes. Melhor ainda é saber que esse privilégio será compartilhado por um número ainda maior de pessoas, com sua presença na abertura do Fest-Aruanda.
 
(*) Lúcio Vilar é professor da UFPB, coordenador do Fest-Aruanda e pós-doutorando da ECA-USP.
 
Clássico do cinema nacional está na programação
 
Segundo o coordenador do FestAruanda, o filme “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” terá exibição especial na noite da abertura oficial do 7º Fest-Aruanda, dia 9 de dezembro no Hotel Tambaú, Paraíba . Antes, o cantor e compositor será homenageado pela organização do festival com a entrega dos troféus Aruanda (de Contribuição ao Cinema Nacional e Contribuição à Música Popular Brasileira nas décadas 1950-1960).
Reportagem: Bernadete Duarte
Fonte: Canal Brasil

Do amigo POETA, guerreiro e querido, JORGE SALOMÃO…

(renovado com esmero e sensibilidade nas palavras cheias de carinho de outra “irmã” de alma, amada Bernadete Duarte):

“Celebro as primeiras horas do domingo sagrado que ainda vou ver nascer pq vou dormir agora, mas pensando no quanto sinto saudade de você. E quando penso em vc , copio Aurora, porque ela traz os loiros fios de esperança na cabeça quando se trata do nascer de um novo dia… Jorge tem nome de Santo Guerreiro, dos que usam a lança e se lançam na alma da gente e a gente nunca mais esquece. Aurora, amada e moleca de minha vida…eu não bebi, mas é que estou embriagada de saudade de vocês !!!!!!!!”

           O sol amanhece em Canoa Quebrada…Foto: Aurora Miranda Leão

JORGE SALOMÃO SAÚDA…

Todas as manhãs,
canto pra subir,
no passo a passo,
nos sonhos,
na firmeza,
no porvir.

Todas as manhãs,
alimento esperanças,
quem sabe alguma,
alguma coisa seja.
Todas as manhãs,
grito por viver,
clamo ao sol por mais justiça,
abro o leque da solidariedade.

Todas as manhãs,
sou mais eu,
sendo mais justo,
em todas as medidas.
Todas as manhãs,
danço minhas manhas,
abrindo as manhãs.

Poeta Jorge Salomão inunda o espaço de Força e Fé e irradia Solidariedade

“Como manter-se íntegro num tempo totalmente dissolvente? O ato de filosofar, diziam os gregos, aproxima os homens dos deuses. É um dia como outro qualquer? Não creio. Domingo é diferente, é domingo.

Você acorda de um outro jeito, porque é domingo. Pensa um pouco, reflete, cada passo é um novo passo na semana que começa. É domingo, hoje é domingo.

Cada jogada, mesmo dentro de casa, é diferente. Alguns dormem, você prepara o café, toma um gole, é domingo. O silêncio é gratificante. Na rua, alguns andam devagar, é domingo.

É um dia sagrado? Para quem? Bilhões de pessoas morrem de fome pelo planeta afora. Uns refletem, outros nada pensam.

É transformador? De algum jeito é. Ele junta pessoas. No almoço, no papo, no modo de ser solidário em algum ato na vida. O amor é importante? O amor é tudo na vida, dizia o poeta persa Omar Khayam. O domingo mexe com todos: o desamor vira amor, a inimizade vira amizade, a fraternidade vira comunhão. E você, o que pensa disso?

É domingo em toda parte… As crianças brincam na liberdade, mesmo nos territórios limitados por violências várias. Pulam, dançam, se beijam enquanto os pais mastigam e ruminam sua dor. O domingo brilha de um jeito luminoso diferenciado dos outros dias. Você que levantou cedo, enquanto seu amor dorme, que cuidados passo a passo você toma como parte integrante da humanidade? É cinematográfico o domingo. Você toca e retoca o som da vida. Nos mínimos detalhes, você articula, é domingo. Em todo gesto é domingo. No espelho, na praia, no banho, na confraternização você dá um chega para lá no que não deu certo e tenta acertar a dança, pois é domingo. No sorriso, na padaria, no jornaleiro, no futebol algo corre diferente. Hoje é domingo no mundo inteiro. Vamos ferver! O negócio vai esquentar! Axé!!!”

                                            Foto: Aurora Miranda Leão, Barreirinhas (MA)

GUARNICÊ Começa TERÇA

A foto que anuncia o Blog é nossa Homenagem à calorosa festa do Bumba meu Boi do Maranhão, que esta semana vai estar a todo vapor na capital maranhense…

… onde na terça terá o Centro de Convenções acolhendo a 33a edição do Festival GUARNICÊ de CINEMA, o mais festeiro do Brasil !

A convite do professor Alberto Dantas, coordenador do festival, e do Departamento de Arte e Cultura da UFMA – promotora do evento – estamos afivelando as malas para curtir mais uma edição do Guarnicê, que vai do dia 22 ao dia 26.

A caminho de São Luís também o querido amigo e poeta Jorge Salomão e a incansável e doce Bernadete Duarte. Viva !

 

Bernadete, Jorge Salomão e Aurora: trio União pelo Cinema

 

A beleza e a energia contagiante das festas populares maranhenses… onde o São João é muito MAIS !

JORGE SALOMÃO em ENTREVISTA EXCLUSIVA

O poeta e agitador cultural Jorge Salomão, figura emblemática da cena cultural carioca há pelo menos duas décadas, é o entrevistado do programa Conversando com Arte deste domingo, 11 de abril.


 
Baiano de Jequié, acostumado tanto aos bastidores da produção quanto às luzes do palco, Salomão foi testemunha ocular de um movimento que influenciou decisivamente a cultura brasileira na segunda metade do século 20: o Tropicalismo.
 
Ele e seu irmão, Waly Salomão, transitaram fortemente pelos caminhos do movimento que até hoje influencia gerações e gerações de músicos, poetas e artistas brasileiros.
 
No programa deste domingo, em entrevista concedida a jornalista Aurora Miranda Leão no Rio de Janeiro, Jorge Salomão fala com a eloqüência que lhe é peculiar e trafega com competência pelo Audiovisual, Música, Poesia, Artes Plásticas, Moda e mais, com espaço também para seu recente CD – CRU Tecnológico – onde seus  textos estão acompanhados de arrojado tratamento musical.
 
“Quando era pequeno, eu, Waly e minhas irmãs, brincávamos sempre de teatro em nossa casa. Tivemos uma infância rica. Era a época da Rádio Nacional, com cantoras como Marlene, Linda e Dircinha Baptista. Em Jequié, também existiam três cinemas e neles nós assistimos a todos os filmes da chanchada, depois o neorealismo italiano…  No curso clássico, em Salvador, descobrimos Jean Paul Sartre e passamos a ler Marx. Éramos conhecidos como os ‘vermelhos’ pelos outros alunos…  Na juventude, eu li todo o romance nordestino, descobri a obra de Rachel de Queiroz… Essa história de ficar tudo no centro Rio/São Paulo é muito boba. Vivemos num país grande, maravilhoso. É preciso fazer dele um campo de possibilidades. Para isso, estão aí os artistas, os pensadores: eles devem abrir caminhos, derrubar estruturas…
 
“O fato de eu ser nacionalmente conhecido não me coloca numa poltrona, separado de tudo. No Brasil, você sempre deve ficar lutando para não desistir. Então, eu tonifico e quero tonificar, de algum jeito, o pensamento. A gente precisa mudar a cabeça das pessoas. Eu? Já fiz a revolução na minha cabeça. Não me enquadro nesses esquemas de ser maldito, marginal, o escambau”.
 
 Com idéias assim, polêmicas, antenadas com o agora e sempre olhando em direção à não estagnação da criatividade, Jorge Salomão está em entrevista imperdível no próximo CONVERSANDO COM ARTE da Universitária FM, domingo, das 15 às 16h.
 

 
O poeta JORGE SALOMÃO entre as jornalistas  Bernadete Duarte e Aurora Miranda Leão durante o II Curta Lençóis, realizado em novembro passado em Barreirinhas (MA).

O programa, patrocinado pela Banco do Nordeste do Brasil e levado ao ar pela Universitária FM de Fortaleza, é uma produção de Calé Alencar, e pode ser acompanhado pelos endereços www.auroradecinema.com.br e www.radiouniversitariafm.com.br