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Corrida pelos KIKITOS revela filmes concorrentes

Festival de Cinema de Gramado vai de 10 a 18 de agosto

Betty Faria será uma das Homenageadas na 40 edição do Festival de Gramado

A organização do Festival de Gramado anuncia os filmes selecionados para sua 40ª edição: 8 longas nacionais e cinco estrangeiros vão disputar os KIKITOS, bem como 14 curtas brasileiros e outros 21 gaúchos em mostra dedicada exclusivamente a essa produção.

Entre os Homenageados, receberão prêmios especiais o cineasta argentino Juan José Campanella (ganhador do Oscar por “O Segredo dos Seus Olhos”), as atrizes Betty Faria e Eva Wilma, e o diretor e jornalista Arnaldo Jabor.

Na competição brasileira, são destaque O Som ao Redor, do pernambucano Kleber Mendonça Filho (vencedor do prêmio da crítica internacional no Festival de Roterdã, na Holanda), e Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo com a Minha Vida, segundo filme de Matheus Souza, depois do elogiado “Apenas o Fim”.

Também foram selecionados “Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!” e “Jorge Mautner – O Filho do Holocausto”, documentários que já haviam sido exibidos no circuito de festivais no país. Entre os curtas brasileiros, está O Duplo, de Juliana Rojas, recentemente premiado no Festival de Cannes.

Eva Wilma também vai receber merecida Homenagem em Gramado

“Temos uma variedade estética e narrativa muito grande. É uma seleção que explora as múltiplas possibilidades do cinema nacional e latino”, afirma o jornalista Marcos Santuário, responsável pela curadoria ao lado do crítico Rubens Ewald Filho e do ator José Wilker.

Uma novidade deste ano é a diminuição do valor dos ingressos para o público ter acesso às sessões no Palácio dos Festivais: R$ 20 e R$ 10 para estudantes e idosos.

Gramado prepara 40a edição: 40 anos dando visibilidade ao Cinema Brasileiro…

Confira a lista dos SELECIONADOS ao Festival de Gramado 2012:

Longas-metragens brasileiros
“Super Nada” (SP), de Rubens Rewald
“Insônia” (RS), de Beto Souza
“O que se Move” (SP), de Caetano Gotardo
“Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!” (SP), de Ninho Moraes e Francisco César Filho
“Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo com a Minha Vida” (RJ), de Matheus Souza
“O Som ao Redor” (PE), de Kleber Mendonça Filho
“Colegas” (SP), de Marcelo Galvão
“Jorge Mautner – O Filho do Holocausto” (RJ), de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt

Longas-metragens latinos
“Artigas, La Redota” (Uruguai), de Cesar Charlone
“Calafate, Zoológicos Humanos” (Chile), de Hans Mülchi Bremer
“Vinci” (Cuba), de Eduardo del Llano Rodríguez
“Leontina” (Chile), de Boris Peters
“Diez Veces Venceremos” (Argentina), de Cristian Jure

Curtas-metragens brasileiros
“#”, de Andre Farkas e Arthur Guttilla (SP)
“A Ballet Dialogue”, de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon (RS)
“A Mão que Afaga”, de Gabriela Amaral Almeida (SP)
“A Triste História de Kid-Punhetinha”, de Andradina Azevedo e Dida Andrade (SP)
“Casa Afogada”, de Gilson Vargas (RS)
“Di Melo – O Imorrivel”, de Alan Oliveira e Rubens Pássaro (SP)
“Diário do Não Ver”, de Cristina Maure e Joana Oliveira (MG)
“Dicionário”, de Ricardo Weschenfelder (SP)
“Funeral à Cigana”, de Fernando Honesko (SC)
“Linear”, de Amir Admoni (SP)
“Menino do Cinco”, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira (BA)
“Meta”, de Rafael Baliu (SP)
“O Duplo”, de Juliana Rojas (SP)
“Piove, il film Di Pio”, de Thiago Brandimarte Mendonça (SP)

Mostra de curtas gaúchos
“24 Horas com Carolina”
“A Vida da Morte”
“As Irmãs Maniacci”
“Boa Viagem”
“Brisa”
“Casa Afogada”
“Dr Lang e a Ciência da Metalinguagem”
“Elefante na Sala”
“Estrada”
“Fez A Barba E O Choro”
“Garry”
“Ignácio e Saldanha”
“Lobos”
“Noite Um”
“O Beijo Perfeito”
“Paraphilia”
“Quem é Rogério Carlos?”
“Rigor Mórtis”
“Rua dos Aflitos, 70”
“Só isso”
“Todos os Meus Ídolos Estão Mortos”

Arnaldo Jabor: trajetória vitoriosa será alvo de Homenagem em Gramado

Betty Faria no Teatro Santa Isabel

Betty Faria não teve feriado nesta semana. “Foi feriado para Tiradentes, porque eu gravei novela”, brinca. Atriz de televisão, teatro e cinema, Betty diz que a calmaria não tem vez no seu cotidiano. “Gostaria que o dia tivesse 36 horas”. Atualmente, a eterna Tieta do Agreste está na telinha na novela Uma Rosa com Amor, do SBT, e no teatro com a montagem Shirley Valentine, com apresentações neste sábado e domingo, no Teatro Santa Isabel.


Espetáculo será apresentado neste sábado e domingo, no Teatro  Santa Isabel Foto: Aguida Amaral/Divulgacao

O texto da peça,  já adaptada ao cinema, é do inglês Willy Russel (o papel no teatro também já foi de Renata Sorrah, em 1991). Trata-se de uma mulher que, depois de um casamento de anos, filhos criados, se vê – literalmente – conversando com as paredes. Até que uma amiga a convida para fazer uma viagem pelas ilhas gregas. Mas ela ainda não tem certeza se vai viajar. “Não é papo de mulherzinha. Toca o coração de homens, jovens, mulheres, gays. Essa mulher é uma pessoa que tem uma vontade imensa de viver, mas que está amortecida”.

A atuação (que rendeu à atriz a indicação ao prêmio Shell na categoria melhor atriz – vencida por Fernanda Montenegro, de Viver sem Tempos Mortos) no monólogo marca o reencontro de Betty Faria com os palcos, depois de mais de dez anos longe do teatro. “São coisas da vida. Não sei te dizer porque foi tanto tempo. Realmente não sei. Quando estreei em São Paulo, vi como tinha sido uma boba. Deixei a vida me levar. E é verdade que foi uma década bastante complicada em minha vida, em vários sentidos”.

A atriz conta que o primeiro ‘encontro’ com Shirley Valentine aconteceu em janeiro de 2008, quando recebeu o texto de um produtor paulista interessado em montar a peça.

Só que, à época, Betty estava na televisão, na novela global Duas Caras. O trabalho, aliás, vinha se sucedendo de forma quase ‘engatinhada’. Betty fez o show BettyFaria.Doc, em que era acompanhada por uma banda, no Rio e em Fortaleza; atuou no filme Chega de Saudade, de Laís Bodanzky; nas novelas Pé na Jaca e Duas Caras.

Tempos depois, numa homenagem que recebeu do Banco do Brasil, Betty fez a leitura do texto. “Não pensava em fazer um monólogo, já tinha feito Camaleoa (1993), estive até aí no Recife. Mas ela (Shirley) aconteceu. Fui me encantando pela mensagem de força, superação, mudança, esperança”. A atriz conta ainda que não esperava a repercussão da peça e que está feliz por vir ao Recife. “É minha cidade de coração. Sou cria de ‘vó pernambucana’. Só tem uma tristeza: “não vou ficar o tempo que preciso para matar a saudade”.

Querida e aplaudida em todo o país, Betty Faria aporta em Recife para apresentação no histórico Teatro Santa Isabel

Shirley Valentine estreou em abril do ano passado, com direção de Guilherme Leme. O texto foi traduzido por Euclydes Marinho, com adaptação dele e de Leme, e mostra de forma muito contundente a situação limite de uma mulher. “Eu não sabia se fazia o que eu queria ou o que eu tinha de fazer. Estávamos em pé na fila do check-in, eu e a Jane. Eu perguntei para ela ‘pra que tanta vida se a gente não usa?’ Ela disse que era culpa dos homens e continuou a ler sua revista. Bobagem, não são os homens que fazem isso com as mulheres”.

Serviço  Shirley Valentine, com Betty Faria
Onde: Teatro Santa Isabel
Quando: sábado, às 21h; e domingo, às 20h
Quanto: R$ 80 (plateia), R$ 40 (meia); R$ 60 (camarote), R$ 30 (meia), à venda na bilheteria do teatro e na Saraiva do Shopping Recife
Informações: (81) 3232-2940

* Reportagem de Pollyanna Diniz, de Recife