Arquivo da tag: Bob Dylan

Bob Dylan Expõe Quadros no Brasil, mês que vem

Capa de livro que será lançado em outubro com pinturas de Bob Dylan sobre o Brasil.
Capa do livro a ser lançado em outubro com obras
de Bob Dylan sobre o Brasil. (Foto: Divulgação)

O lendário músico norte-americano Bob Dylan, um aficionado pela pintura, apresentará sua nova coleção Brazil Series pela primeira vez em Copenhague, mês que vem, segundo a assessoria do museu dinamarquês Statens Museum for Kunst.

Bob Dylan: Brasil retratado pelas telas  do artista, estará em exposição mês quem


A coleção compreende cerca de 40 telas pintadas em acrílico e oito desenhos, e será apresentada de 4 de setembro a 30 de janeiro de 2011 no maior museu da Dinamarca.
“É uma coleção que jamais foi exposta, que foi feita para o Statens Museum for Kunst entre 2009 e o primeiro trimestre de 2010”, indicou à AFP o curador-chefe do museu, Kaspar Monrad. “Estes quadros mostram paisagens da vida cotidiana na cidades, as favelas e o campo do Brasil, para onde Bob Dylan viajou em várias oportunidades”.

“O estilo Dylan é inspirado no realismo americano do início do século XX e nas afinidades profundas com pintores do século passado como o Matisse dos anos 1920”, segundo Monrad.
“Também há quadros dramáticos sobre amores infelizes, ajustes de conta mafiosos e outras cenas que mostram o fascínio do artista pela diversidade desse país”, enfatizou.
O museu dinamarquês entrou em contato com o agente de Bob Dylan no final de 2008 para pedir ao artista uma nova coleção de pinturas, afirmou.
“Visitei o Statens Museum for Kunst, que é impressionante, e foi uma surpresa para mim quando me pediram para criar obras especificamente para este museu“, enfatizou Bob Dylan em comunicado publicado pela galeria.
“Foi uma grande honra e um desafio muito apaixonante”, acrescentou, explicando que escolheu o Brasil como tema da exposição porque esteve no país várias vezes e porque gosta muito de seu ambiente.
O astro americano da música folk, de 68 anos, expôs sua coleção anterior, Drawn Blank Series na Alemanha, em 2007, e no Reino Unido, em 2008.

GIL ao lado de Beatles e Michael Jackson

Gilberto Gil está entre os artistas mais relevantes dos últimos 50 anos, segundo a rede de televisão CNN e a revista Songlines.

Ele divide a lista com ícones como os Beatles, os Rolling Stones, Elvis Presley e Michael Jackson.

O público deve votar por seu artista favorito, para escolher cinco entre os 20 concorrentes para o título de ícone da música dos últimos 50 anos.

Os nomes mais votados serão anunciados no próximo dia 25.

A lista também conta com nomes de peso como o de Aretha Franklin, Bob Dylan, Madonna, Bob Marley e James Brown.

Também estão no páreo Juanes, Nusrat Fateh Ali Khan, Youssou N’Dour, Miriam Makeba, Khaled, Asha Bhosle, Oum Kalsoum, Teresa Teng e Leslie Cheung.

  Ivan Franco/Efe  
O cantor Gilberto Gil
Gilberto Gil : ícone dos últimos 50 com Beatles e Elvis Presley

20 Anos após Cazuza, Morre Ezequiel Neves

Morreu hoje no Rio o produtor musical e jornalista Ezequiel Neves, aos 74 anos. Ele estava internado desde janeiro na Clínica São Vicente, na Gávea. Incansável festeiro, sempre a mil por hora, Zeca, como era chamado pelos mais próximos, conviveu nos últimos cinco anos com um tumor benigno no cérebro, enfisema e cirrose.

“Descobridor” de Cazuza e produtor do Barão Vermelho, Zeca morreu exatamente na data de aniversário de 20 anos da morte de seu pupilo. Juntos eles escreveram clássicos como “Codinome beija-flor” e “Exagerado”. Cazuza faleceu em decorrência da Aids, 7 de julho de 1990.

Com seu humor ferino, Ezequiel Neves – chamado no anos 70 de Zeca Jagger – fez “novo jornalismo” muito antes de o gênero ser reconhecido. E em quase duas décadas de atuação no setor, passando pela grande imprensa (revistas “Playboy” e “Pop” na Editora Abril, “Jornal da Tarde”, de São Paulo) e pela alternativa (a edição pirata da “Rolling Stone”, as revistas “Som Três” e “Música do Planeta Terra”, o “Jornal da Música”), fez escola, inspirando dezenas de jovens a ingressarem no jornalismo cultural. Carreira que o próprio tratou de abandonar, trocando-a pela de produtor musical (e eventual letrista) a partir do início dos anos 1980, quando apostou no talento bruto do Barão Vermelho.

Foi devido à insistência de Ezequiel que João Araújo, então presidente da gravadora Som Livre, concordou em lançar o grupo que tinha como cantor e letrista seu filho, Cazuza, ao lado de Roberto Frejat (guitarra e composições), Guto Goffi (bateria), Dé Palmeira (baixo) e Maurício Barros (teclados).

CAZUZA: ícone da música POP brasileira, foi a descoberta mais festejada de Ezequiel Neves…

Além de ter coproduzido os discos do Barão e os da carreira solo de Cazuza, foi coautor de clássicos do rock brasileiro como “Por que a gente é assim?”, “Codinome beija-flor” e “Exagerado”. No período em que atuou como produtor da Som Livre, Ezequiel também trabalhou com ícones da MPB como Elizeth Cardoso e Cauby Peixoto. Ele ainda colaborou em programas musicais da Rede Globo e foi corroteirista do filme Rio Babilônia, dirigido por Neville de Almeida, de quem era amigo desde a juventude, em Belo Horizonte.

Nascido em Belo Horizonte, em 30 de novembro de 1935, filho de um cientista, cedo se envolveu na vida cultural da capital mineira. Entre 1956 e 58, Ezequiel publicou alguns desses contos na revista literária Complemento, que coeditou junto ao escritor Silviano Santiago e o escritor Ivan Ângelo. Ele também frequentava assiduamente o Clube de Cinema; o Teatro Experimental, dirigido por Carlos Kroeber; e o grupo de dança de Klaus e Angel Vianna. Entre os jovens artistas e intelectuais de Belo Horizonte circulavam ainda o escritor Affonso Romano de Sant’Anna, os atores Jonas Bloch e Rodrigo Santiago e o hoje deputado federal Fernando Gabeira.

Ezequiel chegou a atuar no TEATRO ao lado de grandes nomes como a atriz CACILDA BECKER.

Graças ao teatro, em 1965, Ezequiel Neves trocou Belo Horizonte por São Paulo, após atuar com seu grupo mineiro numa montagem de Sonhos de uma noite de verão, de Shakespeare. Em seguida, integrado ao elenco do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), traballhou com Cacilda Becker e participou de uma montagem de “Zoo story”, de Edward Albee. Ainda em São Paulo, foi para o grupo de Antunes Filho, em “A megera domada”, e, depois, atuou em “Julio Cesar” ao lado de Jardel Filho.

Apesar do talento para o teatro, a paixão pela música bateu mais alto. Em fins de 1960, o disco de estreia do grupo The Doors converteu-o ao rock – até então, ele só ouvia jazz, de Billie Holiday e Frank Sinatra a Miles Davis, e artistas brasileiros como Elizeth Cardoso e João Gilberto, paixões que a acompanharam até o fim – e, aos poucos, Ezequiel trocou o palco pelas redações, virando crítico de música do recém-criado Jornal da Tarde (então o veículo vespertino do “Estado de São Paulo”). Em entrevista ao GLOBO, ao completar 60 anos, Ezequiel Neves relembrou essa passagem:

– Tomei um ácido lisérgico e descobri que, se eu não conseguia ser eu mesmo, não tinha porquê tentar ser outros personagens. A experiência aconteceu em 1969, ainda tentei ficar no palco até 1970, quando fui para Londres fazer teatro. Foram três meses de desbunde. Na volta, ainda fiz “A última peça”, de José Vicente. Um espetáculo totalmente anárquico, todo mundo fumava maconha e tomava ácido.

Em 1971, nova mudança. Ezequiel aceitou o convite de Luiz Carlos Maciel e foi ao Rio para coeditar a versão brasileira, e pirata (sem licença dos donos nos EUA) da revista Rolling Stone, que durou um ano. Em seguida, ao lado de Ana Maria Bahiana e Tárik de Souza, criou a revista “Rock: A história e a glória” (que, em 1976, daria lugar ao “Jornal de Música”). É desse período os pseudônimos Zeca Jagger (homenagem ao seu maior ídolo, Mick Jagger, dos Rolling Stones), Zeca Zimmerman (este, o sobrenome de batismo de Bob Dylan) e Angela Dust.

Em 2008, Ezequiel Neves lançou, ao lado de Guto Goffi e o jornalista Rodrigo Pinto, o livro Barão Vermelho – Por que a gente é assim?.

* Texto de Antônio Carlos Miguel, do Globo

* N.R.: No filme de Sandra Werneck e Walter Carvalho sobre CAZUZA, o ator Emílio de Mello é quem interpreta, com brilhantismo, o papel de Ezequiel Neves.

Scorsese Vai Filmar SINATRA

Scorsese quer De Niro e Pacino em filme sobre Sinatra

scorsese

Enquanto divulgava Ilha do Medo na Índia, Martin Scorsese falou a um jornal local sobre um de seus próximos projetos, a cinebiografia de Frank Sinatra.

Na entrevista, o cineasta revelou que não pretende fazer um filme convencional. A idéia é seguir o modelo de Não Estou Lá, sobre Bob Dylan, e colocar vários atores para interpretar facetas distintas do cantor.

“Não dá pra fazer um greatest hits da vida dele. Isso já foi tentado. Outra maneira seria com três ou quatro Sinatras diferentes. Jovem, adulto, meia-idade, bem idoso. A trama vai e vem no tempo, e a narrativa se faz com as músicas. É o que estamos tentando fazer. É complicado”, declarou.

Scorsese adiantou, também, um pouco dos seus planos em relação ao elenco: “ainda preciso achar o ator certo para trazer Frank Sinatra de volta à vida. Minha escolha seria Al Pacino, com Robert De Niro como Dean Martin,” revelou o diretor que já tem uma primeira versão do roteiro pronta, mas só deve começar a produção após finalizar a adaptação do livro infantil A Invenção de Hugo Cabret.