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ARGENTINA: Cinema e Literatura em mostra no CCBB carioca

 Antologia Visual da Argentina: Cinema e Literatura reúne série de 15 filmes 
O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, em parceria com a Embaixada da Argentina, vai exibir de 28 deste a 2 de setembro, a mostra Antologia Visual da Argentina: Cinema e Literatura, uma série de filmes que apresenta a relação entre filmes argentinos e clássicos da literatura deste País.
 
A mostra destina-se a fornecer uma visão ampla da rica e variada relação entre literatura e cinema argentinos, dividida em três temas: clássicos do cinema argentino, documentários sobre quatro escritores emblemáticos (Borges, Cortazar, Puig e Sábato) e um panorama sobre o cenário atual do cinema contemporâneo.
 
Na seção de clássicos argentinos, destaca-se o filme Rosaura a Las Diez, de Mauro Soficci, considerado pela crítica um dos melhores filmes argentinos de todos os tempos. Soficci ficou conhecido por narrar as histórias apresentando os diversos pontos de vista de cada personagem.
 
 
 
Dentro da retrospectiva histórica, destaca-se ainda o filme No Habra mas Penas Ni Olvidos, adaptação da novela homônima do escritor argentino Osvaldo Soriano. A história propõe um olhar crítico e humorístico da realidade política argentina. Este filme recebeu vários prêmios internacionais, entre eles o Urso de Prata – Prêmio especial do Júri no Festival de Cinema de Berlim em 1984.
A mostra conta também com série de cinco documentários sobre reconhecidos autores argentinos: Borges, Cortazar, Puig e Sábato.
 
 
 
No recorte contemporâneo da mostra, serão exibidos os filmes Ernesto Sábado, Mi Padre e Dormir ao Sol, que ainda não estrearam no Brasil. Haverá também sessões do filme Las Viudas de Los Jueves, um dos filmes recentes com a maior bilheteria do cinema argentino.
 
Outro destaque da mostra é o filme Mentiras Piadosas, de Diego Sabanés, que recebeu Menção Especial do Júri no Festival Cinesul pela “sua excelência na encenação e sua capacidade de diálogo com a tradição narrativa latino-americana”.
 
Clássicos do Cinema Argentino
 
Rosaura a las diez, de Mario Soficci (1958, 100 mim, Livre) – Camilo é um pensionista tímido e pouco atraente envolvido com uma misteriosa mulher chamada Rosaura. Um assassinato perturba esta relação, contado pela ótica de vários personagens. Um dos melhores filmes do cinema argentino, baseado no romance homônimo de Marco Denevi.
 
La cifra impar, de Manuel Antin (1962, 85 min, Livre) – Um filme, baseado em contos de Cortázar, que trata do presente atrelado a um passado latente, alem de traições e morte como pano de fundo.
 
Juan Moreira, Leonardo Favio (1973, 105 min, 14 anos) – Juan Moreira é um bom gaucho trabalhador abusado pelos poderosos, o que levou a transformar-se em um “mau gaucho” despertando ódio e admiração na Argentina do final do Século XIX. Baseado no romance de Eduardo Gutierrez.
 
No habrá más penas ni olvidos, de Hector Oliveira (1984, 80 min, 18 anos) – Na fictícia localidade de Colônia Vela, a luta entre peronistas de esquerda e direita tem imprevistas consequências. Uma deliciosa comedia dramática escrita por Osvaldo Soriano.
 
Ultimos dias de la víctima, de Rodolfo Aristarain (1982, 90 min, 18 anos) – Um assassino cumpre uma nova missão, porém se envolve com a vítima de forma obsessiva. Baseado em romance homônimo de José Pablo Feinmann.
 
 
 
Grande escritor argentino Jorge Luiz Borges é tema de documentário…
 
 
Documentários: Visão do escritor Borges y nosotros, Omar Quiroga (2007, 40 min, Livre) – O documentário indaga, através de diferentes testemunhos, os diversos aspectos da vida do escritor, dentro e fora do âmbito literário.
Cortázar, de Trístan Bauer (1994, 60 min, livre) – Documentário sobre o escritor argentino Julio Cortázar com abundante material de arquivo, protagonizado pelo próprio escritor.
Ernesto Sábato, mi padre, de Mario Sábato (2011, 101 min, Livre) – É um retrato íntimo, comovedor e único do escritor Sábato, realizado por seu filho: o cineasta Mario Sábato.
 
 
Grande ícone mundial, o argentino Che Guevara também está na tela…
Los libros y la noche, Trístan Bauer (2011, 78 min, Livre) – Uma aproximação do universo de Borges através da recriação de alguma de suas obras magistrais, e a cinematografia de vários aspectos de seus brilhantes pensamentos e sua própria vida.
Puig, paisajes de voces, de Silvia Hopenhayn e Marcello Laccarino (1998, 52 min, livre) – Retratos íntimos de Manuel Puig, autor de O beijo da mulher aranha, com as vozes de seus vizinhos de seu povoado natal.
 
Cinema Contemporâneo
La mirada invisible, de Diego Lerman (2010, 97 min, 16 anos) – Em Buenos Aires, durante os dias prévios à guerra das Malvinas, vemos o ponto de vista de uma professora que persegue um aluno desobediente e pouco a pouco faz disso um hábito obscuramente excitante. Baseado no romance Ciencias Morales de Martin Kohan.
Las viudas de los jueves, de Marcelo Piñero (2009, 122 min, 16 anos) – Num condomínio fechado e aparentemente perfeito, três cadáveres aparecem flutuando na piscina. Certezas começam a desmoronar-se, desmentindo a crença de que a prosperidade é eterna e de que a abundância equivale à felicidade. Baseado no romance homônimo de Claudia Piñeiro.
Dormir al sol, Alejandro Chomsky (2011, 84 min, 14 anos) – Um relojoeiro e sua mulher internada num Instituto Psiquiátrico. O real se confunde com o imaginário, o sonho com a vigília e a loucura com a lucidez até culminar com um desconcertante final. Baseado no romance homônimo de Adolfo Bioy Casares.
 
Paulo Autran e Gael Garcia Bernal em cena de O Passado, de Hector Babenco…
El pasado, de Hector Babenco (2007, 114 min, 14 anos) – Logo após uma separação, um homem terá erráticas tentativas para recompor sua vida sentimental. Cada uma das mulheres que aparecerão em seu caminho será forçada a distanciar-se dele. Baseado no romance homônimo de Alan Pauls.
Mentiras piadosas, de Diego Sabanés (2008, 100 min, 14 anos) – Um irmão desaparece em Paris. Seus irmãos o reinventam. É a história de uma casa que vai sendo desmantelada para sustentar um sonho. É, de algum modo, uma história de fantasmas. Baseado em contos de Cortázar.
 
Rio de Janeiro 28.08 a 02.09      
 
28/08 – terça
15h Los Libros y la Noche (el universo de Jorge Luis Borges)  Direção de Tristán Bauer (78 min)  LIVRE
17h Rosaura a las diez    Direção: Mario Soficci (100 min)   LIVRE
19h La mirada invisible  Direção: Diego Lerman  (97 min) 16 anos
21h Mentiras piadosas    Direção: Diego Sabanés  (100 min) 13 anos
29/08 – quarta
15h Cortázar   Direção:Tristán Bauer  (60 min)    LIVRE
17h La cifra impar     Direção: Manuel Antin  (85 min)   LIVRE
19h El pasado  Direção: Héctor Babenco   (114 min)  13 anos
21h Las viudas de los jueves  Direção: Marcelo Piñeiro  (122 min) 16 anos
30/08 – quinta
15h Ernesto Sábato, mi padre Direção: Mario Sábato (101 min)    LIVRE         
17h Juan Moreira  Direção: Leonardo Favio  (105 min)            14 anos
19h Mentiras piadosas    Direção: Diego Sabanés  (100 min) 13 anos
21h El pasado  Direção: Héctor Babenco   (114 min)  13 anos
31/08 – sexta
15h Dormir al sol  Direção: Alejandro Chomsky  (84 min)    13 anos           
17h No Habra mas penas ni Olvidos   Direção : Héctor Olivera (80 min) 18 anos
19h Las viudas de los jueves  Direção: Marcelo Piñeiro  (122 min) 16 anos
01/09 – sábado
16h Puig, paisajes de voces    Direçao: Silvia Hopenhayn e Marcello Iaccarino (52 min) LIVRE
17h Ultimos dias de la víctima     Direção: Rodolfo Aristarain (90 min)     18 anos
19h Dormir al sol       Direção: Alejandro Chomsky  (84 min)    13 anos           
21h Las viudas de los jueves  Direção: Marcelo Piñeiro  (122 min) 16 anos
02/09 – domingo
16h Borges y nosotros Direção: Omar Quiroga   (40 min.)   LIVRE   
17h Rosaura a las diez    Direção: Mario Soficci (100 min)   LIVRE
19h La mirada invisible  Direção: Diego Lerman  (97 min) 16 anos
21h Puig, paisajes de voces Direçao: Silvia Hopenhayn e Marcello Iaccarino (52 min) LIVRE

Para celebrar ELIS Regina

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro recebe exposição multimídia sobre uma das maiores divas da MPB
A exposição Viva Elis, a ser aberta dia 9, integra o projeto NIVEA VIVA ELIS, idealizado por João Marcello Bôscoli, com patrocínio NIVEA.
O projeto começou oficialmente dia 19 de março, no Rio, com a realização de Avant-Première quando Maria Rita subiu ao palco interpretando, pela primeira vez, canções eternizadas na voz de sua mãe. Assim, iniciou-se a primeira etapa do NIVEA VIVA ELIS, com turnê consagrada por cinco shows gratuitos promovidos em algumas cidades – Porto Alegre (24/03/12), Recife (01/04/12), Belo Horizonte (08/04/12), São Paulo (05/05/12) e Rio de Janeiro (13/05/12).
Maria Rita estreou este ano no cancioneiro imortalizado por ELIS…
Outra vertente do projeto é a exposição Viva Elis, gratuita e com formato multimídia, cuja proposta é apresentar seu conteúdo de forma itinerante, tendo já ocorrido em  São Paulo e Porto Alegre, localidades em que cerca de 52.500 visitantes prestigiaram o projeto.
Rico e diversificado, o material da exposição conta cerca de 200 fotos de Elis Regina, além de reunir trechos de entrevistas emblemáticas, ingressos, posters de shows, vídeos de apresentações, especiais de televisão, réplica de figurinos, revistas e jornais da época. Um documentário contendo depoimentos de vários artistas que trabalharam com Elis também faz parte da exposição. “O que deve emocionar mais as pessoas é uma sala onde poderão ouvir a voz de Elis sem acompanhamento instrumental, solo.” – afirma João Marcello Bôscoli.
Fisicamente o mais parecido com a mãe, João Marcelo idealizou o projegto em homenagem a Elis Regina
O conteúdo da exposição, sob curadoria de Allen Guimarães, é composto por arquivos da família, materiais cedidos pela imprensa e doações de milhares de fãs, de conhecidos de Elis, que entraram em contato assim que tiveram conhecimento do projeto. Aberta ao público gratuitamente, de terça a domingo, a exposição ocupa oito salas do primeiro andar do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB).
Segundo a diretora de Marketing da BDF NIVEA Brasil, Tatiana Ponce, o principal objetivo do NIVEA VIVA ELIS é oferecer ao público mais acesso à cultura popular por meio de uma grande homenagem. “Para a NIVEA, a essência do projeto retrata uma harmoniosa relação entre música, cuidado e beleza, aspectos que se conectam de maneira extremamente verdadeira, na intenção de promover esta linda homenagem à Elis Regina”.
A exposição Viva Elis tem projeto expográfico da empresa Artifício, designer da Tecnopop e produção da Automática. As próximas cidades a receberem a exposição serão Belo Horizonte e Recife, sempre com entrada gratuita.
Serviço – Exposição Viva Elis
Local:  Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB)
Data: 9 de agosto a 30 de setembro
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro  – 1º andar
Informações: (21) 3808-2020 Horários: De terça a domingo, das 9h às 21h

Ingmar Bergman em Retrospectiva carioca


Em maio, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, o diretor Ingmar Bergman ganha a maior retrospectiva já realizada no Brasil. Com apoio do Swedish Film Institute, Fundação Ingmar Bergman, Instituto Sueco e da Embaixada da Suécia no Brasil, a mostra exibe mais de 50 filmes.

Cineasta Ingmar Bergman, referência do cinema mundial, terá mostra inédita no CCBB carioca…

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Com curadoria de Paulo Herkenhoff, a mostra Amazônia – ciclos de modernidade apresenta cerca de 300 obras, desde o século XVIII até os dias atuais, abordando o Iluminismo, o Ciclo da Borracha, o Modernismo e a Contemporaneidade. São mil m2 ocupados por fotografias, pinturas, aquarelas, desenhos, esculturas, objetos, vídeos e documentos raros.

Rabin Ajaw – a filha do Rei é a exposição que reúne peças do vestuário das populações de origem Maia e mergulha no universo dos ritos e mitos de uma das mais avançadas civilizações. A mostra começa com uma grande “brincadeira numérica”, voltada para a questão do mito do fim do mundo em 2012, e segue com painéis de fotos, objetos em cerâmica, imagens e trajes originais.

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A Sala A Contemporânea ganha mais uma mostra: Gisela Mota e Leandro Lima com uma videoinstalação “díptica”.

O Festival de Cinema Europeu tem como tema a sustentabilidade e exibe títulos inéditos da Dinamarca, Portugal, Eslováquia, República Tcheca, Espanha, Suécia, Alemanha, França, Polônia, Áustria e Reino Unido.

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A Embaixada da Suécia traz ao CCBB Rio a mostra Suécia Inovadora, abordando 20 problemas enfrentados pela sociedade, relacionados à Tecnologia Limpa, Ciências para a Vida, Tecnologia da Informação e inovação.

Durante dois dias, Economia Criativa traz debates sobre as oportunidades que grandes eventos como a Copa e as Olimpíadas oferecem à cidade.

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O concurso Brasil Vocal CCBB chega à etapa final e apresenta o trabalho dos finalistas e um painel da música feita especialmente para grupos vocais  com a presença de grupos de diferentes regiões do País.

Uma vez por mês, às quartas-feiras, o grupo vocal BR6 divide o palco do CCBB com corais, jovens e consagrados talentos.

Março de Teatro e É Tudo Verdade no CCBB carioca…

 

Paulo José, JT Leroy, Natália Lage, Caco Coelho, Daniela Thomas, Nelson Rodrigues, e Viviane Pasmanter
 
O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro apresenta este mês 3 novos espetáculos de teatro
 
Baseado em episódio real, com direção de Susana Ribeiro e Paulo José, JT – Um Conto de Fadas Punk traz a atriz Natália Lage no papel de JT Leroy, jovem escritor consagrado como grande fenômeno da literatura mundial, admirado por personalidades como Madonna, Bono Vox, Winona Rider e que, na verdade, nunca existiu.
 
Natália Lage volta aos palcos dirigida por Paulo José…
 
Um marco na dramaturgia nacional, o espetáculo Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, ganha versão inédita com direção de Caco Coelho e direção artística de Daniela Thomas. No ano do centenário de um dos maiores dramaturgos brasileiros, a montagem ocorre em cenário especialmente desenvolvido para dar vida aos três planos – realidade, alucinação e memória. Ocupando a rotunda do CCBB Rio, durante o dia, o cenário se transformará em exposição interativa, com tablets que mostrarão a obra do autor. O elenco traz Vivianne Pasmanter, Renata de Lelis, Vanessa Garcia, Charles Asevedo, Bruno Fernandes, Felipe Di Paula, Flávia Pucci, Sandra Alencar, Renato Linhares e Luciana Belchior.
 
Tudo Que não Invento É Falso é o espetáculo de dança infantojuvenil inspirado na obra Memórias Inventadas, do poeta matogrossense Manoel de Barros.
 
Presente no CCBB Rio desde sua primeira edição, o Festival É Tudo Verdade completa 17 anos reconhecido como principal evento dedicado à cultura do documentário na América Latina. O Cinema I exibe parte da destacada da programação, recebendo algumas de suas principais mostras.
 
 
 
Sala A Contemporânea abre a série 2012/2013 com a exposição individual inédita: José Rufino – Divortium Aquarum, 2012. Norteado pela apropriação e transmutação de memórias locais, socioculturais e políticas, o site specific do artista paraibano recupera memórias relacionadas ao universo dos rios e do mar.
 
A Galeria de Valores, espaço interativo que conta a história da moeda no Brasil e no mundo apresenta nova mostra na sua última sala: Art Decó/Art Noveau, reunindo um conjunto de jóias de um período mítico da história recente, marcado pelo luxo.
 
Anjos Tortos é a série musical que traz à cena parte do repertório de Itamar Assumpção, Wilson Simonal, Wally Salomão e Torquato Neto. Geniais e geniosos na mesma medida, esses artistas se importavam menos com o sucesso comercial do que com viver e criar intensamente. Entre os convidados estão: Isca de Polícia, Arrigo Barnabé, Max de Castro, Jards Macalé e Chico César.
 
As séries musicais permanecem no Teatro II com espetáculos temáticos: Gauchada Sul Gêneris traz Marcelo Delacroix e Band, Simplesmente Inédito tem como tema Linguagens, Eternos Modernos recebe Quarteto Radamés Gnatalli e participação especial de Paulo Sérgio Santos.
 
A edição de março de A Ópera na Literatura: Uma Inútil Precaução traz Ivo Barbieri (ensaísta), Osvaldo Ferreira (maestro) e André Paes Leme (diretor teatral) para falar de Elektra (Richard Strauss & Hofmannsthal).