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IN-EDIT BRASIL abre inscrições

Abertas as inscrições à 5ª edição do IN-EDIT BRASIL – Festival Internacional do Documentário Musical, a acontecer de 2 a 12 de maio em São Paulo. As inscrições vão até 3 de março.

O festival contará com três categorias: Competição Nacional (seleção dos melhores filmes inéditos no circuito comercial para disputar o prêmio “In-Edit Brasil ao Melhor Documentário Musical” votado pelo público), Panorama brasileiro (títulos inéditos mais destacados da atualidade) e Curta um Som (curtas-metragens mais criativos dos últimos anos).

O Prêmio de Melhor Documentário musical será escolhido pelo público e o filme vencedor será exibido no Festival In-Edit de Barcelona com a presença do diretor.

O In-Edit Brasil–Festival Internacional do Documentário Musical – foi criado há 10 anos em Barcelona (Espanha).

 MAIS: www.in-edit-brasil.com

FERREIRA GULLAR Vence Prêmio CAMÕES

O poeta maranhense Ferreira Gullar foi o vencedor da edição de 2010 do prêmio Camões, segundo anunciou nesta segunda-feira (31) a ministra da Cultura de Portugal, Gabriela Canavilhas.

O brasileiro sucede, assim, ao cabo-verdiano Arménio Vieira, que venceu o prêmio Camões em 2009.

Gullar tem uma obra extensa e já escreveu poesias, crônicas, ficção, memórias, biografias, ensaios e teatro, além de ter se dedicado também às traduções. Ele também é colunista do caderno Ilustrada, da Folha.

Na cerimônia de anúncio do vencedor do prêmio, a ministra portuguesa destacou a “atividade cívica e política” desenvolvida por Gullar contra a ditadura militar.

  Tuca Vieira/Folhapress  
O poeta Ferreira Gullar
Ferreira Gullar: POETA VENCE edição 2010 do prêmio Camões

O Prêmio Camões, instituído em 1989 pelos governos de Portugal e do Brasil, tem como objetivo principal destacar anualmente um escritor de língua portuguesa que tenha contribuído para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural em português.

A premiação tem ainda como finalidade estreitar e desenvolver os laços culturais entre toda a comunidade lusófona.

O valor do prêmio é de 100 mil euros (cerca de R$ 222 mil). Ainda não foi marcada data para a entrega.

VALDERRAMA: MESSI é o Melhor do Mundo

Ex-jogador colombiano revela torcida por Brasil e Argentina na Copa

Ag./EFE Ag./EFE

Valderrama está otimista com o desempenho das seleções sul-americanas na Copa do Mundo

O ex-meia da seleção colombiana Carlos Valderrama afirmou hoje em El Salvador que o meia-atacante argentino Lionel Messi, do Barcelona, “é o melhor do mundo neste momento”, mesmo antes da Copa do Mundo deste ano, na África do Sul.

Ele (Messi) já não é revelação, ele é o melhor do mundo neste momento – declarou Valderrama.

O ex-capitão da seleção da Colômbia também disse estar “otimista” quanto ao desempenho das equipes latino-americanas na África do Sul.

Estamos otimistas como torcedores. Que nos representem bem e, se chegarmos à final, melhor ainda”, afirmou Valderrama, que visita El Salvador convidado pelo programa ‘Fútbol Forever’, que tenta manter crianças e jovens de áreas pobres longe da violência e do crime.

O ex-meio-campo, que disputou as Copas de 1990 (Itália), 1994 (Estados Unidos) e 1998 (França), falou que torcerá por Brasil e Argentina.

São as duas seleções para as quais daremos força, porque são as que nos representam até o final – afirma Valderrama.

História Afro-Brasileira em Livro

Escrito com a sensibilidade de quem educa jovens e adultos na periferia, o livro conta a história afro-brasileira partindo da vida de um personagem como tantos outros das escolas do Brasil. O objetivo é valorizar a participação do negro em todo o processo histórico e cultural brasileiro.

Ao longo da história do Brasil, poucos autores têm retratado a participação efetiva dos negros no processo de formação do povo brasileiro e a real herança cultural deixada por eles. Atualmente, graças ao esforço dos movimentos sociais negros, essa contribuição vem sendo reconhecida na sociedade brasileira. O livro História da África e afro-brasileira – Em busca de nossas origens, terceiro volume da Coleção Consciência em Debate, é mais um avanço neste sentido.

Os educadores Elisabete Melo e Luciano Braga contam a história da África sob a ótica do personagem Lube, um jovem humilde que volta à escola muito tempo depois de ter abandonado os estudos. Na sala de aula, conhece suas origens africanas e a história de seus antepassados – dos primórdios do surgimento da humanidade até a luta por igualdade no século XXI.

Acompanhando Lube nessa viagem ao longo dos séculos, o leitor entra em contato com a história da África e com o destino dos milhões de negros que foram trazidos à força para o Brasil. Nesse percurso, surgem políticos, artistas e líderes praticamente desconhecidos, configurando o resgate da tradição e da memória afro-brasileira.

“O livro mostra um pouco do que está sendo feito na educação para valorizar a participação do negro em todo o processo histórico e cultural brasileiro”, revelam os autores.

A escola, onde parte da história se desenrola, é um dos Centros de Integração de Jovens e Adultos (Ciejas) que existem na capital paulista. Baseados na inclusão, os centros atendem cerca de 1.800 alunos a partir dos 15 anos de idade, em horários diferenciados, a fim de acolher aqueles que pretendem voltar aos bancos escolares. Os cursos vão da alfabetização até o 9º ano, dividem-se em módulos e ainda oferecem a dupla docência em sala de aula.

Resultado de mais de um ano de pesquisas, realizadas também em sala de aula, o livro resgata a imagem e a importância dos heróis africanos. “Esse reconhecimento eleva a autoestima do estudante negro”, afirma Braga.

Dividido em nove capítulos, o livro aborda a história do continente africano, o período de escravização, a vinda para o Brasil de milhões de africanos e o período pós-abolicionismo. “O objetivo é contribuir para um novo momento na formulação de políticas de combate à discriminação etnorracial na educação”, afirma Elisabete. Ao longo da obra, eles compartilham descobertas, experiências e saberes advindos de uma trajetória de estudo, aprendizado e, também, de muita esperança. “Fizemos uma viagem pela história da humanidade para entender o processo de exclusão dos grandes centros e a formação das periferias”, complementa Braga.

Em todos os capítulos, o personagem principal fala sobre sua vida e as mudanças ocorridas depois que ele retomou os estudos e conheceu um pouco mais sobre sua verdadeira origem. A obra inclui cartas baseadas em fatos reais sobre atos de preconceito e discriminação, e uma viagem aos primórdios da humanidade. Mostra a África antes do período colonial, ressaltando as riquezas e os costumes de um povo que vivia conforme os ensinamentos de seus antepassados, e aborda o tráfico negreiro para as Américas. Os autores percorrem também o caminho dos escravizados até a liberdade conquistada no Brasil, destacando os quilombos e os vários personagens marcantes da história que sempre estiveram à frente da luta por um país igualitário.

No final da obra, eles sugerem aos professores atividades práticas que podem ser realizadas com os alunos. O objetivo é discutir de maneira crítica a participação do negro e sua importância histórica na sociedade brasileira. “O livro é uma fonte de novidades, curiosidades e riquezas culturais ainda tão distantes das escolas”, concluem os educadores.

Consciência em Debate

A coleção Consciência em Debate, coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos pela Michigan State University (EUA), pesquisadora e consultora da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, tem por objetivo debater temas prementes da sociedade brasileira, tanto em relação ao movimento negro como no que concerne à população geral.

Os autores

Elisabete Melo é bióloga, pedagoga e especialista em Educação Profissional Integrada pelo Instituto Federal de Educação de São Paulo (Ifesp). Professora das redes municipal e estadual de São Paulo, atua na área de Biologia/Ciências e na educação de jovens, adultos e portadores de necessidades especiais.

Luciano Braga é educador e especialista em Educação Profissional Integrada pelo Instituto Federal de Educação de São Paulo (Ifesp). Professor das redes municipal e estadual de São Paulo, trabalha com jovens, adultos e portadores de necessidades especiais, sobretudo no ensino de Artes.

Título: História da África e afro-brasileira – Em busca de nossas origens – Coleção Consciência em Debate
Autores: Elisabete Melo e Luciano Braga
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 21,00
Páginas: 128
ISBN: 978-85-87478-40-5
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: http://www.selonegro.com.br

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Brasil e Portugal Lá & Cá

Com apresentação de Paulo Markun e participação especial do português Carlos Fino, Brasil, Portugal – Lá e Cá compartilha visões que um país tem do outro, suas influências, semelhanças e diferenças

 

Dois países irmãos, duas emissoras públicas e dois reconhecidos profissionais do jornalismo dão as mãos para uma viagem inédita. O destino desse intercâmbio é Brasil, Portugal – Lá e Cá, nova série da TV Cultura, a estrear no próximo domingo, às 21h.

A Rádio e Televisão de Portugal (RTP) é a parceira dessa empreitada, que foi idealizada pelo jornalista Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta (FPA), e pelo convidado especial do programa, Carlos Fino, conselheiro de imprensa da Embaixada de Portugal no Brasil.  

Em 13 episódios de 30 minutos, a atração semanal revela o Brasil para os portugueses e Portugal para os brasileiros. Suas semelhanças e diferenças – curiosidades, sutilezas, resgate histórico e cultural – serão abordadas em reportagens especiais, conversas descontraídas, reflexões, entrevistas exclusivas e muitas imagens dos arquivos dos dois canais.

 Tudo em casa

Lá e Cá tem como cenário fixo a casa de Markun, em Santo Antônio de Lisboa – comunidade fundada por açorianos em Florianópolis (SC) –, e a de Fino, em Fronteira, na região do Alentejo, em Portugal. No bate-papo, que se estende por alguns pontos turísticos e idílicos, os temas passeiam entre o pop e a História, passando por economia, cultura, culinária, arquitetura, meio ambiente, comportamento e outros assuntos que interessam a portugueses que vivem cá e a brasileiros que vivem lá, e vice-versa. Todo esse emaranhado de debates é conduzido com saudáveis pitadas de bom humor.

 

No primeiro episódio, depoimentos como o da cantora Fafá de Belém, do jornalista português do jornal O Expresso, Nicolau Santos, e da artista plástica residente em Portugal, Letícia Barreto, trazem pontos de vista individuais que contextualizam o amplo cenário sócio-cultural luso-brasileiro. As falas, além disso, dão fôlego ao já dinâmico roteiro.

 

A série será exibida no Brasil pela TV Cultura e em Portugal pela RTP 2 e RTP Internacional, que transmite também para vários países do mundo. No novo site da atração – www.tvcultura.com.br/laeca – ficarão disponíveis os episódios do Lá e Cá logo após o seu lançamento na grade. Ainda terá a opção para que o público envie seus vídeos. Os mais criativos ficarão em destaque.