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Os Amigos na Poética de Lina Chamie

Filme da cineasta paulista vai concorrer ao troféu redentor na Première Brasil do Festival do RIO

 
Lina Chamie com parte do elenco do filme ‘Os Amigos’ na exibição de estreia, em Gramado…
 
Mais recente filme da premiada cineasta paulista é uma ode à amizade
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Marco Ricca e Dira Paes: amigos e confidentes no novo filme de Lina Chamie…

OS AMIGOSquarto longa-metragem da cineasta Lina Chamie, será exibido na Première Brasil do Festival do Rio, grifada para o período de 26 deste a 10 de outubro. O filme teve sua primeira exibição no 41º Festival de Gramado, onde levou o prêmio de melhor montagem. O filme acompanha um dia na vida de Théo, um arquiteto de São Paulo que acaba de perder um amigo de infância, Juliano. No funeral, Théo relembra seus amigos  e reflete sobre a existência.

 

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Parte da equipe do filme Os Amigos na noite de lançamento em Gramado…

O novo filme de Lina Chamie merece mesmo o título que tem: Os Amigos parece um imenso mosaico afetivo, esculpido no burburinho da São Paulo que a cineasta tanto ama, onde pontificam alguns de seus mais queridos amigos, como os atores Marco Ricca e Fernando Alves Pinto, e as atrizes Dira Paes, Sandra Coverloni e Teka Romualdo.

Assim, poeticamente singelo e pincelado com as mesmas tintas afetivas que Lina deixa escapar em qualquer aparição, o filme já começa como quem convida a um longo abraço de cumplicidade e parceria.

No elenco, Marco Ricca, Dira Paes, Sandra Corveloni, Rodrigo Lombardi, Alice Braga, Caio Blat, Fernando Alves Pinto, Otávio Martins e Maria Manoela. O elenco infantil conta com Gregório Musatti Cesare (Caíto), Julia Weiss Margagini (Manon), Natan Félix Matiusso (Vinícius), Matheus Guimarães (Orácio), Lucas de Oliveira Zamberlan e Davi Butignon Galdeano, que vivem, respectivamente, Théo e Juliano quando crianças.

Ricca
 

Os Amigos é uma produção Girafa Filmes e Dezenove Som e Imagem, de Sara Silveira e Maria Ionescu.  A fotografia é de Jacob Solitrenick, a montagem da pernambucana Karen Harley e a direção de arte de Mara Abreu.  Além da direção, Lina Chamie assina também o roteiro.

Lina Chamie dirigindo o amigo Marco Ricca…

Como bem dizia o notável cineasta Jacques Tati, se tivermos salvação, esta virá através das crianças e dos animais. E é por essa trilha de assumida inspiração na máxima do criador francês que envereda o inventivo roteiro de Lina Chamie, feito com amigos para falar de AMIZADE, e ressaltar a relevância e necessidade dos afetos num mundo em frenética ebulição e desnecessários descompassos emocionais. Centrado na figura de um arquiteto em crise, o roteiro foca em personagens numa cidade de trânsito caótico (como aliás não é mais privilégio apenas de Sampa), constante movimento, arquiteturas grandiosas, e um constante isolamento e inadequação nesse turbilhão no qual está inserida a grande metrópole, uma paixão que os filmes da cineasta sempre realçam com uma textura especial.

 

A belíssima fotografia de Jacob Solitrenick é um trunfo poderoso, que explode em beleza e magia mormente nos takes da encenação da Odisséia de Homero por um elenco infantil afinado, belo e bem entrosado. Nesse aspecto, há cenas ótimas nas quais se vão desenhando aquarelas emocionais reveladoras da transformação existencial pela qual passa o personagem Théo, sobretudo quando este se enxerga novamente criança e tem um imaginário encontro com o melhor amigo de infância, através do reflexo no espelho. Outra cena marcante porque muito bem construída é o diálogo sobre Super-Heróis que acontece entre o protagonista e um dos garotos, feito com espontaneidade e domínio pelo lindo Lucas de Oliveira Zamberlan, que estava em Gramado esbanjando simpatia, mas dizendo não querer ser ator e sim jogador de futebol…

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Lucas Zamberlan estreando na telona em ‘Os Amigos’, de Lina Chamie…


Cineasta de invejável formação literária e musical, Lina Chamie tem uma sensibilidade fascinante para a Sétima Arte pois é capaz de emoldurar musicalmente seus roteiros, com beleza e extrema eficiência, compondo uma espécie de sinfonia imagético-musical, propiciadora de um trajeto sempre prazeroso pelas entrelinhas de seu texto. Em Os Amigos, há um naipe de artistas queridos e de conhecida competência – como Fernando Alves Pinto, Alice Braga, Sandra Corveloni -, somando-se a esse time a presença benfazeja da atriz Teka Romualdo (descoberta no teatro paulista), que marca sua estreia na telona com espontaneidade e notável poder de convencimento. É mais uma grata revelação do apurado cinema de Lina Chamie, que declarou na bem humorada coletiva do filme em Gramado que não pretende parar de trabalhar com a atriz. Quem ganha com isso é o Cinema Brasileiro. Bem vinda seja, TEKA ROMUALDO !

Lea, Teka e Lina

Poderosas: Lea Garcia, Teka Romualdo e Lina Chamie…

A com T e FAP

Teka Romualdo e Fernando Alves Pinto em encontro com Aurora Miranda Leão

Lucas e eu

 Aurora Miranda Leão festejando a beleza de Lucas Zamberlan em Gramado…

Nesse viés, Lina Chamie vale-se de obras de compositores como Camille Saint-Saens , Evard Grieg e Benjamin Britten, para lapidar com enorme maestria as muitas texturas e metáforas das quais se compõe Os Amigos, conferindo dramaticidade, leveza, densidade, sutilezas sensórias e pulsões afetivas que somam positivamente para sua singular cinematografia.

Como bem disse o crítico Luiz Carlos Merten, “São cenas deslumbrantes em que Lina, a diretora que melhor utiliza a música clássica no cinema brasileiro, vale-se da suíte O Carnaval dos Animais, de Saint Saenz, que também serve de fundo para a vinheta do Festival de Cannes

Lina C

 LINA CHAMIE

Cineasta paulista, estreou na direção de longa-metragem com Tônica dominante (2001), um filme de tom poético onde a música é o tema central. Ao lado de nomes como Eliane Caffé, Tata Amaral e Laís Bodanzky, faz parte de um grupo de realizadoras surgidas nos anos 1990. Filha do escritor e poeta Mário Chamie e da artista gráfica Emilie Chamie, LINA estudou Música e Filosofia na Universidade de Nova York (NYU). Fez mestrado na Manhattan School of Music e trabalhou no Departamento de Cinema da NYU. Seu segundo longa, A Via Láctea (2007), foi exibido também na Semana Internacional da Crítica do Festival de Cannes 2007 e conquistou o Prêmio Casa de América no Cine en construcción San Sebastián 2006. Seus projetos mais recentes são Santos – 100 Anos de Futebol Arte (2012) e São Silvestre (2013).

Lina e Sara

Lina Chamie e a produtora Sara Silveira: entrevista sobre ‘Os Amigos’…


OS AMIGOS
 

Brasil (SP), 2013, 89 min, 12 anos.

Direção/Roteiro: Lina Chamie

Empresa Produtora: Girafa Filmes / Dezenove Som e Imagens

Produção Executiva:Sara Silveria e Maria Ionescu

Diretor de Fotografia: Jacob Solitrenick, ABC

Diretora de Arte: Mara Abreu

Trilha Musical: Camille Saint-Saens, Edvard Grieg e Benjamin Britten

Montagem: Karen Harley

Lina Chamie e Aurora Miranda Leão: reencontro feliz em Gramado…

Teka Lea e eu

Como num filme de Lina Chamie, as amigas Teka Romualdo, Aurora Miranda Leão e Lea Garcia…

Lina Chamie apresenta Os Amigos dia 14, em Gramado

A cineasta paulista e seu elenco de famosos estarão na sessão competitiva

OS AMIGOS, quarto longa da diretora paulista Lina Chamie, vai participar da Mostra Competitiva Nacional do 41º Festival de Gramado.

Rodrigo Lombardi está no elenco da produção paulista Os Amigos

O filme será exibido na quarta, dia 14, às 19h, com a presença da equipe do filme. A história acompanha um dia na vida de Théo, arquiteto de São Paulo que acaba de perder um amigo de infância, Juliano. No funeral, Théo relembra seus amigos e reflete sobre a existência.

Marco Ricca em mais um filme da diretora Lina Chamie…

A atriz Sandra Corveloni também estará em Gramado…

Estão no elenco os atores Marco Ricca, Dira Paes, Sandra Corveloni, Rodrigo Lombardi, Alice Braga, Caio Blat, Fernando Alves Pinto, Otávio Martins e Maria Manoela. O elenco infantil é composto por Gregório Musatti Cesare (Caíto), Julia Weiss Margagini (Manon), Natan Félix Matiusso (Vinícius), Matheus Guimarães (Orácio), Lucas de Oliveira Zamberlan e Davi Butignon Galdeano, que vivem, respectivamente, Théo e Juliano quando crianças.

Alice Braga integra elenco de mais um filme de Lina Chamie…

Os Amigos é da Girafa Filmes e da Dezenove Som e Imagem, de Sara Silveira e Maria Ionescu. A fotografia é de Jacob Solitrenik, a montagem de Karen Harley e a direção de arte de Mara Abreu. Além da direção, Lina Chamie assina também o roteiro. O filme foi rodado ano passado em Sampa.

SINOPSE

Sem amizade não existe o amor. Um dia especial na vida de Théo. Pela manhã, ele vai ao funeral de seu melhor amigo de infância. Durante o dia, as lembranças vêm, levando Théo a olhar a vida de uma outra maneira. É Majú, uma amiga por quem tem grande afeição, que o ajudará a recuperar as esperanças.

LINA CHAMIE

“Santos – 100 Anos de Futebol Arte” (2012) e “São Silvestre” (2013).

Brasil (SP), 2013, 89 min, 12 anos.

Direção/Roteiro: Lina Chamie

Empresa Produtora: Girafa Filmes / Dezenove Som e Imagens

Produção Executiva:Sara Silveria e Maria Ionescu

Diretor Fotografia: Jacob Solitrenick, ABC

Diretora de Arte: Mara Abreu

Trilha Musical: Camille Saint-Saens, Edvard Grieg e Benjamin Britten

Montagem: Karen Harley

Lina Chamie, Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho em Curitiba…

* Se você pretende ir a Gramado, escolha o SKY Hotel como hospedagem !

Xingu, sobre Irmãos Villas-Bôas, será lançado dia 6

Filme teve exibição especial para os índios do PARQUE NACIONAL DO XINGU 

Xingu, lançado no Amazonas Film Festival, ano passado, estreia dia 6

O filme Xingu, que conta a saga dos irmãos Villas Bôas, idealizadores da primeira reserva indígena do Brasil, foi exibido para os índios em sessão especial realizada no Parque Nacional do Xingu, no Centro-Oeste. A exibição foi realizada através de uma gigantesca tela inflável que viajou durante um dia de barco para chegar na aldeia, e contou com a presença de vários índios que atuaram no filme. 

Além dos xinguanos, também estavam presentes na sessão: o diretor Cao Hamburger, os atores João Miguel (Claudio Villas Bôas) e Maria Flor (Dona Marina), Noel Villas Bôas (filho de Orlando), e as produtoras Andrea Barata Ribeiro e Bel Berlinck. 

“Mostrar o filme no Parque do Xingu fechou com chave de ouro a aventura de realizar essa superprodução. E ainda recebemos o aval e a ‘benção’ dos caciques, dos pajés, dos homens e das mulheres de lá, que nos ajudaram a contar essa história“, comentou o diretor Cao Hamburger.  

Xingu recria a luta dos Villas Bôas – Orlando (Felipe Camargo), Cláudio (João Miguel) e Leonardo (Caio Blat) – pela criação do Parque Nacional do Xingu e pela salvação de tribos inteiras. A distribuição no Brasil é da Downtown Filmes, Sony Pictures e RioFilme. A Natura Ekos é a patrocinadora master do projeto.

O trailer oficial do filme está em: http://www.youtube.com/watch?v=OQwTWLwKLIM

PRODUÇÃO | O2 FILMES 

A O2 Filmes, considerada uma das mais criativas e importantes produtoras brasileiras no mercado mundial, realiza projetos independentes e em parceria com grandes estúdios internacionais e emissoras de televisão. Criada em 1991 pelos sócios Fernando Meirelles, Paulo Morelli e Andrea Barata Ribeiro, a empresa já realizou cerca de 9 mil peças publicitárias e conquistou diversos prêmios, como Cannes Lions, Clio Awards, e é a maior vencedora do Prêmio Profissionais do Ano, promovido pela Rede Globo. Para o cinema, produziu nove curtas e dezesseis longas, entre eles o premiado Cidade de Deus (2002) – citado recentemente pelo site IMDB como um dos cinco melhores filmes da década – e o consagrado “Ensaio Sobre a Cegueira” (2008), ambos dirigidos por Fernando Meirelles. Em 2009, apresentou “À Deriva”, exibido no Festival de Cannes, e filmou “VIPs”, longa de Toniko Melo que foi lançado comercialmente em março de 2011. Para a TV, realizou séries para a Rede Globo – a mais recente foi “Som & Fúria”, uma adaptação da série canadense “Slings and Arrows” – e “Filhos do Carnaval”, para HBO, dirigida por Cao Hamburger, que teve duas temporadas. 

Felipe Camargo e Maria Flor em ritual com os indígenas…

COPRODUÇÃO | GLOBO FILMES  

Desde 1998, quando foi criada, a Globo Filmes produziu e/ou coproduziu mais de 110 filmes, levando para as salas de exibição mais de 130 milhões de pessoas. Com a missão de contribuir para o fortalecimento da indústria audiovisual nacional, apostando em obras de qualidade e valorizando a cultura brasileira, participou dos dez maiores sucessos de bilheteria da retomada. Tropa de Elite 2 lidera a lista com público de mais de 11 milhões de espectadores. O filme bateu recorde de bilheteria e foi o mais visto na história do cinema brasileiro. Em seguida, Se Eu Fosse Você 2, que conquistou mais de 6 milhões de pessoas. O longa-metragem 2 Filhos de Francisco alcançou um público de 5 milhões, pouco mais que Carandiru e Nosso Lar, produções que chegaram à casa dos 4 milhões. Outros sucessos como Se Eu Fosse Você, De Pernas pro Ar, Chico Xavier, Cidade de Deus – com quatro indicações ao Oscar – e Lisbela e o Prisioneiro atingiram mais de 3 milhões de espectadores cada um. 

A Globo Filmes também objetiva promover a sinergia entre o cinema e a televisão, sempre atenta ao reconhecido padrão Globo de qualidade. Sua filmografia contempla vários gêneros, como comédias, infantis, romances, dramas e aventuras. Suas atividades se baseiam nas parcerias com produtores independentes e distribuidores nacionais e internacionais, numa associação de excelência para levar ao público o que há de melhor no cinema brasileiro. 

DISTRIBUIÇÃO | DOWNTOWN FILMES  

Downtown Filmes é uma distribuidora dedicada exclusivamente ao lançamento de filmes brasileiros.

Fundada em 2006, sua estratégia de atuação é distribuir o melhor do cinema nacional, em parceria com os principais produtores e diretores brasileiros. 

Isso garantiu à Downtown Filmes, a partir de 2008, a distribuição de grandes sucessos de bilheteria, como Meu Nome Não é Johnny,  Divã e  Chico Xavier.

Xingu vai entrar no circuito com boa distribuição e críticas favoráveis…

Em 2011, foi responsável pela distribuição dos dois maiores sucessos do ano: as comédias De Pernas Pro Ar e Cilada.com,  que juntos venderam mais de 6.6 milhões de ingressos. Outro lançamento importante foi o documentário Lixo Extraordinário, indicado ao Oscar® de melhor documentário em 2011.

A empresa é dirigida por Bruno Wainer, que tem no seu currículo a distribuição de alguns dos maiores sucessos do cinema brasileiro, entre os quais se destacam Olga, Os Normais, Central do Brasil  e Cidade de Deus. 

DISTRIBUIÇÃO | SONY PICTURES 

A Columbia TriStar Pictures é um dos estúdios mais tradicionais de Hollywood e uma das empresas de maior atuação no mercado cinematográfico que, desde 1989 pertence à Sony Pictures Entertainment Company, uma subsidiária da gigante japonesa Sony Electronics. 

Com presença marcante no mercado nacional,  a Columbia TriStar Filmes do Brasil distribuiu  e/ou coproduziu 22 dos 25 filmes nacionais lançados na década de 90, momento da retomada. Desde então, a Columbia tem investido em inúmeras produções, dos mais diferentes gêneros e apostando em novos talentos, dentre os quais Eu Tu Eles, Deus é Brasileiro, Casa de Areia, Carandiru, Cazuza – O Tempo Não Pára e 2 Filhos de Francisco. 

Equipe no lançamento do filme Xingu no Amazonas Film Festival, novembro de 2011: público e crítica aplaudiram

DISTRIBUIÇÃO | RIOFILME  

O objetivo central da RioFilme é consolidar o Rio de Janeiro como o principal centro de audiovisual da América Latina. Sua atuação é avaliada anualmente pela Prefeitura com base em Acordo de Resultados firmado em 2009 e renovado em 2011, que estabelece um conjunto de seis metas de desempenho. 

A RioFilme realiza investimentos reembolsáveis, nos quais adquire uma participação nas receitas futuras dos projetos, e não-reembolsáveis, em que não há resultado financeiro para a empresa. Os projetos a serem investidos são selecionados em função do potencial de retorno, que pode ser financeiro, social e/ou cultural. 

O Rio de Janeiro é atualmente a capital brasileira que mais investe em audiovisual. De 2009 a 2011 a Prefeitura investiu, por meio da RioFilme e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, cerca de R$ 60 milhões em 170 projetos de filmes, festivais, prêmios e difusão. Em 2012 a RioFilme investirá mais R$ 25 milhões. 

Em 19 anos de atuação, a RioFilme tem desempenhado papel fundamental no processo de crescimento do cinema brasileiro empreendido a partir dos anos 90. Ao longo deste período investiu no desenvolvimento, na produção e no lançamento de cerca de 250 longas-metragens, e na produção de mais de 100 curtas.

Revitalizada em 2009, recebeu mais recursos e mudou o seu perfil. Passou a priorizar o investimento em filmes capazes de combinar valor comercial e artístico, procurando recuperar (e reinvestir) os recursos aportados. Assim, a capacidade de investimento da empresa foi ampliada e os resultados tornaram-se mais expressivos.  

PATROCÍNIO DA NATURA 

O filme Xingu faz parte da cesta de iniciativas apoiadas pela Natura por resgatar uma parte da história brasileira e suas tradições. “Para nós faz todo sentido patrocinarmos o filme com a submarca Natura Ekos, pois a linha, ao longo de seus 11 anos, busca preservar e difundir o patrimônio ambiental e cultura brasileiro valorizando, por meio dos produtos, as riquezas da nossa terra e a tradição da nossa gente”, destaca Karen Cavalcanti, gerente de marketing institucional da Natura.

Caio Blat no lançamento do filme Xingu no Parque Nacional do centro-oeste…

FICHA TÉCNICA  

Direção: Cao Hamburger
Produção: Fernando Meirelles, Andrea Barata Ribeiro, Bel Berlinck
Roteiro: Elena Soarez, Cao Hamburger, Anna Muylaert
Direção de Fotografia: Adriano Goldman, ABC
Direção de Arte: Cassio Amarante
Produção de Elenco: Patricia Faria, Cecília Homem de Mello
Produção de Elenco Indígena: Francisco Accioly
Montagem: Gustavo Giani
Música: Beto Villares
Supervisão de Pós Produção: Hugo Gurgel
Desenho de Som e Mixagem: Alessandro Laroca, Eduardo Virmond Lima, Armando Torres Jr.
Som Direto: Paulo Ricardo Nunes
Figurino: Verônica Julian
Caracterização: Anna Van Steen
Diretor de Produção: Marcelo Torres
Diretora Assistente: Márcia Faria
Produtora Executiva: Bel Berlinck, Andrea Barata Ribeiro
Empresa Produtora: O2 Filmes
Co-produção: Globo Filmes
Distribuição: Downtown Filmes, Sony Pictures e RioFilme
Patrocínio: Natura, Fiat, Eletrobras, NET, BNDES, Ambev, Grupo Newcomm e Sabesp.

Apoio: BBDTVM e Copag. 

Caio Blat em mais um personagem marcante…

ELENCO 

João Miguel (Claudio Villas Bôas)

Felipe Camargo (Orlando Villas Bôas)

Caio Blat (Leonardo Villas Bôas)

Maiarim Kaiabi (Prepori)

Awakari Tumã Kaiabi (Pionim)

Adana Kambeba (Kaiulu)

Tapaié Waurá (Izaquiri)

Totomai Yawalapiti (Guerreiro Kalapalo)

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL 

Maria Flor (Marina) | Augusto Madeira (Noel Nutels) | Fabio Lago (Bamburra)

Atores brasileiros dignificam nosso Cinema

O Aurora de Cinema reproduz judicioso texto do jornalista Ricardo Calil porque desvenda lado relevante da produção audiovisual brasileira

Geração de atores garante futuro do cinema brasileiro

Algum tempo atrás, Selton Mello deu uma entrevista para o Canal Brasil dizendo algo como: “No futuro, as pessoas vão se dar conta de que o cinema brasileiro do começo dos anos 2000 foi marcado por uma geração de jovens atores”. Não lembro exatamente que nomes ele citou, mas certamente Wagner Moura, Lázaro Ramos, Matheus Nachtergaele, Caio Blat, Daniel de Oliveira e o próprio Selton deveriam estar entre eles.
 

A frase me voltou à cabeça ao assistir à impecável performance de Lázaro em “Amanhã Nunca Mais”, que chega aos cinemas nesta sexta-feira. Seria apenas a temporã e competente estreia em longa-metragem de Tadeu Jungle, que renovou a linguagem da TV brasileira nos anos 80, mas a interpretação de Lázaro leva o filme a outro patamar. Ele torna crível não apenas seu personagem – um anestesista incapaz de dizer não, vivendo um dia de pesadelo urbano em São Paulo –, mas tudo que ele toca.

Se olharmos para trás, veremos que vários outros filmes brasileiros recentes foram ou salvos da mediocridade ou tiveram um salto de qualidade graças ao trabalho desses atores. O que seria dos dois “Tropas de Elite”, de “VIPs”, de “O Homem do Futuro” sem Wagner Moura? De “Bróder” sem Caio Blat? De “Jean Charles” sem Selton? E assim por diante. Suas atuações são, sem exceção, superiores ao próprio filme. De certa forma, eles são co-autores dessas obras.

No cinema argentino, há um rosto oficial: Ricardo Darín. No brasileiro, há cinco ou seis. Eles deram a cara do cinema brasileiro pós-retomada, mais do qualquer diretor, talvez até mais do que qualquer temática (globochanchada, filme de favela) ou qualquer estética (televisiva, publicitária).

E ainda há uma série de atores e atrizes que pode se juntar a esse grupo quando tiver mais papeis de protagonista – de Irandhir Santos a Cauã Raymond, de Leandra Leal a Hermilla Guedes –, todos muito jovens. Além dos muitos diretores estreantes que chegaram à tela nestes últimos dois anos, essa geração de atores é uma promessa muito concreta de futuro para o cinema brasileiro.

E o KIKITO está com…

Confira os vencedores do 38º Festival de Cinema de Gramado:

LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

 

Melhor Filme de longa-metragem: BRÓDER de JEFERSON DE Melhor Diretor: JEFERSON DE por BRÓDER Melhor Ator: CAIO BLAT por BRÓDER

Melhor Atriz: SIMONE SPOLADORE por NÃO SE PODE VIVER SEM AMOR

Melhor Roteiro: DANI PATARRA E JORGE DÚRAN por NÃO SE PODE VIVER SEM AMOR

Melhor Fotografia: LUIS ABRAMO por NÃO SE PODE VIVER SEM AMOR

Melhor Trilha Musical: JOÃO MARCELLO BÔSCOLI e JEFERSON DE por BRÓDER 

E JONH ULHOA, RUBEN JACOBINA e DIAMANTINO FEIJÓ por PONTO ORG 

Melhor Montagem: QUITO RIBEIRO e JEFERSON DE por  BRÓDER

Melhor Direção de Arte: ANA DOMINONI por  O ÚLTIMO ROMANCE DE BALZAC 

Prêmio Especial do Júri: O ÚLTIMO ROMANCE DE BALZAC, de GERALDO SARNO 

Prêmio da Crítica: Melhor Filme: DIÁRIO DE UMA BUSCA, de FLAVIA CASTRO

Prêmio do Júri Popular: Melhor Filme: 180º, de EDUARDO VAISMAN

Prêmio do Júri Estudantil: Melhor Filme: DIÁRIO DE UMA BUSCA, FLAVIA CASTRO

 

Jeferson De: consagração no Festival de Cinema de Gramado

 

 LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO

Melhor Filme: MI VIDA CON CARLOS, de GERMAN BERGER

Melhor Diretor: NICOLAS PEREDA, por PERPETUUM MOBILE

Melhor Ator: GABINO RODRIGUEZ, por PERPETUUM MOBILE e MARTIN PIROYANSKY,

por LA VIEJA DE ATRAS;

Melhor Atriz: ALMA BLANCO, por LA YUMA

Melhor Roteiro: PABLO JOSE MEZA, por LA VIEJA DE ATRAS

Melhor Fotografia: MIGUEL LITTIN por MI VIDA CON CARLOS

Prêmio Especial do Júri: LA YUMA, de FLORENCE JANGEY

Prêmio da Crítica: Melhor Filme: EL VUELCO DEL CANGREJO, de OSCAR RUIZ NAVIA

Prêmio Júri Popular: Melhor Filme: MI VIDA COM CARLOS, de GERMAN BERGERPrêmio Júri Estudantil: Melhor Filme: EL VUELCO DEL CANGREJO, de OSCAR RUIZ NAVIA 

Caio Blat, Jonathan Haagensen e Silvio Guindane: elenco do premiado BRÓDER

 

 PREMIAÇÃO – CURTA 35 MM E DIGITAL

Melhor filme: CARRETO, de CLAUDIO MARQUES E MARILIA HUGHES  E HARUO

                      OHARA, de RODRIGO GROTA

Prêmio Especial do Júri: OS ANJOS DO MEIO DA PRAÇA, de ALÊ CAMARGO E

                                         CAMILA CARROSSINE

Melhor Diretor: RODRIGO GROTA por HARUO OHARA

Melhor Ator: FLAVIO BAURAQUI por NINJAS

Melhor Atriz: ELISA VOLPATTO por UM ANIMAL MENOR

Melhor Roteiro: CLAUDIO MARQUES E MARILIA HUGHES por CARRETO 

Melhor Fotografia: CARLOS EBERT por HARUO OHARA

Melhor Trilha Musical: MARCELO FRUET, BOTO STANLEY E AUGUSTO CANANI

por AMIGOS BIZARROS DO RICARDINHO

Melhor Montagem: PAULO SACRAMENTO por NINJAS

Melhor Direção de Arte: VICENTE SALDANHA por AMIGOS BIZARROS DO

                                        RICARDINHO

Prêmio da Crítica: Melhor Filme:  BABÁS, de CONSUELO LINS

Prêmio do Júri Popular: Melhor Filme: RATÃO, de SANTIAGO DELLAPE

Prêmio Estudantil: Melhor Filme: HARUO OHARA, de RODRIGO GROTA 

 

Mostra Panorâmica:

 

Melhor Filme: TERRA DEU, TERRA COME, de RODRIGO SIQUEIRA 

MOSTRA GAÚCHA – Prêmio Assembléia Legislativa de Cinema                                           35MM E DIGITAL

Melhor Filme: Um Animal Menor, de PEDRO HARRES e MARCOS  CONTRERAS

Melhor Direção: William Meyer, por Eu e o cara da piscina

Melhor Roteiro: Pedro Harres e Marcos Contreras, por Um animal Menor

Melhor Fotografia: Bruno Polidoro, por Um animal menor e Peixe Vermelho

Melhor Direção de Arte: Lívia Santos, por Eu e o cara da piscina

Melhor Música: Jean Pierre Caron e Rafael Sarpa, por Peixe Vermelho

Melhor Montagem: Denise Marchi, por Eu e o cara da piscina

Melhor Edição de Som: Gabriela Bervian, por Peixe Vermelho

Melhor Produtor/ Produtor Executivo: Ana Adams, por Peixe Vermelho

Melhor Ator: Fernando Mantelli, por  Limbo

Melhor Atriz: Araci Esteves, por Maldita

Sensacional atriz gaúcha ARACI ESTEVES ganha mais uma estatueta

XINGU: NOVA PRODUÇÃO O2 FILMES

SAGA DOS IRMÃOS VILLAS BÔAS VIRA FILME, COM DIREÇÃO DE CAO HAMBURGER

As filmagens de Xingu, nova produção da O2 Filmes, dirigido por Cao Hamburger, começam dia 20. Os atores João Miguel, Felipe Camargo e Caio Blat estão confirmados nos papéis principais dos irmãos Villas Bôas. O filme conta a saga dos irmãos Villas Bôas, idealizadores da reserva do Parque do Xingu, primeira terra indígena homologada pelo governo federal, em 1961, e será rodado em Palmas, em Tocantins, e no Parque.

Os internautas vão poder acompanhar as novidades do filme Xingu através de seu blog, no site da produtora O2, no endereço http://www.o2filmes.com.br. O blog vai trazer histórias dos bastidores, fotos e vídeos sobre as filmagens. O primeiro vídeo entrará no ar na quinta-feira, dia 1 de julho, no lançamento do blog. O diretor Cao Hamburger também fez um texto para a estreia do blog.

O ator João Miguel, que ganhou reconhecimento por seu trabalho em Estômago, interpretará Claudio; Felipe Camargo foi escalado para o papel de Orlando; Caio Blat faz o irmão mais novo, Leonardo. “Escolher atores para interpretar irmãos é sempre difícil. Já havia passado por essa experiência em Filhos do Carnaval [série da HBO]. Tem de haver não só a identificação do ator com o personagem, mas também, entre eles, deve existir uma unidade, uma química, que torne verossímil a relação consangüínea. A escolha de Caio, Felipe e João Miguel, nesse sentido, foi muito feliz”, comemora Cao.

O elenco secundário foi escolhido por Hamburger durante o período de desenvolvimento do projeto. Participam cerca de 250 índios, selecionados no próprio Parque do Xingu.  

Cena do belo O Ano em que meus pais saíram de férias, trabalho anterior de Cao Hamburguer, filme merecidamente premiado em vários festivais

Em O Ano em que meus pais saíram de férias (2006), o diretor falava de assuntos próximos a sua realidade, ambientados em São Paulo, sua cidade natal. “Ambos os filmes falam da relação entre os seres humanos, mas as filmagens de Xingu me trazem desafios diferentes, por sua grandiosidade épica”, diz Hamburger. “Ao mesmo tempo que é um registro de uma época, vejo Xingu como um filme contemporâneo, sintonizado com as questões ambientais e de sustentabilidade”.  

A história chegou até a produtora O2 Filmes através de Noel Villas Bôas, filho de Orlando. “Me  convidaram para dirigir e de cara, me apaixonei pelo projeto. O filme fala de temas profundos, sobre o ser humano e a civilização. Esses irmãos foram movidos por uma paixão: a defesa da cultura e do patrimônio dos povos indígenas. Conseguiram criar o maior parque indígena, que faz 50 anos em 2011”, conta Cao.

“A idéia é fazer um filme sobre heróis brasileiros, que tenha ação mas que também emocione o público. E a vida dos irmãos Villas Bôas está cheia de aventura e emoção”, completa a produtora Andrea Barata Ribeiro.                                                          

Assinam o roteiro Cao Hamburger e Elena Soares, com colaboração inicial de Ana Muylaert. Foram necessários quatro anos até o roteiro final. Durante os dois primeiros anos, coordenados pela antropóloga Maíra Buhler, foram feitas pesquisa histórica e entrevistas com pessoas que conviveram com os irmãos.

A equipe principal inclui a roteirista Elena Soares (Casa de AreiaEu Tu Eles); o diretor de fotografia Adriano Goldman (Cidade dos Homes), o diretor de arte Cássio Amarante (O Ano que Meus Pais Saíram de FériasAbril Despedaçado). O figurino é assinado por Veronica Julian e a maquiagem é de Anna Van Steen. A produção é de Fernando Meirelles, Andrea Barata Ribeiro e Bel Berlink, com co-produção da GloboFilmes.

Felipe Camargo volta à telona no novo longa de Cao Hamburguer

 O2 FILMES:

A O2 Filmes, considerada uma das mais criativas e importantes produtoras brasileiras no mercado mundial, realiza projetos independentes e em parceria com grandes estúdios internacionais e emissoras de televisão. Criada em 1991 pelos sócios Fernando Meirelles, Paulo Morelli e Andrea Barata Ribeiro a empresa já realizou cerca de 9 mil peças publicitárias e conquistou diversos prêmios, como Cannes Lions, Clio Awards, e é a maior vencedora do Prêmio Profissionais do Ano, promovido pela Rede Globo. Para o cinema, produziu nove curtas e nove longas-metragens, entre eles o premiado Cidade de Deus (2002) – citado recentemente pelo site IMDB como um dos cinco melhores filmes da década – e o consagrado Ensaio Sobre a Cegueira (2008), ambos dirigidos por Fernando Meirelles.

Em 2009, apresentou À Deriva, exibido no Festival de Cannes, e filmou “VIPs”, longa de Toniko Mello com lançamento previsto para fevereiro de 2011. Para a TV, realizou séries para a Rede Globo – a mais recente foi Som & Fúria, uma adaptação da série canadense Slings and Arrows – e Filhos do Carnaval, para HBO, dirigida por Cao Hamburger, que teve duas temporadas.

ELENCO:

João Miguel

Felipe Camargo

Caio Blat

FICHA TÉCNICA:

Direção: Cao Hamburger

Produção: Fernando Meirelles, Andrea Barata Ribeiro, Bel Berlinck

Roteiro: Elena Soares e Cao Hamburger

Elenco:  João Miguel, Felipe Camargo e Caio Blat

Direção de fotografia: Adriano Goldman

Direção de Arte: Cassio Amarante

Figurino: Veronica Julian

Maquiagem:  Anna Van Steen

Assessoria de Imprensa:

Primeiro Plano – Anna Luiza Muller

Chico Xavier no Ceará

 Com direção de Glauber Filho e Halder Gomes, começaram ontem as filmagens de As Mães de Chico Xavier. O longa-metragem está sendo rodado em Guaramiranga e  traz Nelson Xavier mais uma vez no papel do médium mineiro e vai tratar de três histórias de mães que perderam filhos e receberam cartas psicografadas por Chico.

No elenco estão ainda Herson Capri, Vanessa Gerbelli, Caio Blat, Via Negromonte, Neuza Borges e Paulo Goulart Filho, entre outros.

O filme é uma realização da Estação Luz Filme, produtora cearense, em co-produção com a ATC Entretenimentos, também local,  e a Reef Pictures de Los Angeles (EUA).

As Melhores Coisas… A Partir de Sexta

Eles têm espinhas, divertem-se com os amigos, se apaixonam, “ficam”, brigam com os pais, postam suas experiências em blogs e não largam do celular. Ou seja, são adolescentes de verdade os que aparecem na tela do cinema. E aí é que está a graça do novo filme da cineasta Laís Bodanzky, As Melhores Coisas do Mundo, com estréia agendada para a próxima sexta, 16.

O terceiro longa de Laís mostra alegrias e conflitos de Mano (Francisco Miguez), um adolescente de 15 anos vivendo com intensidade todas “as primeiras vezes” – umas boas e outras nem tanto – que essa fase da vida reserva.

O clima de primeira vez também acompanhou grande parte dos atores do filme, selecionados entre os participantes de oficinas realizadas em escolas de classe média de São Paulo e outros adolescentes que se inscreveram para o teste, totalizando 2.500 jovens interessados em participar da produção.

 

Além do carismático Francisco, de 15 anos, também estrearam Gabriela Rocha e Gabriel Illanes, ambos de 16 anos, que interpretam os melhores amigos de Mano, Carol e Deco. O elenco com atores não profissionais contribui muito para o frescor do filme. “Era minha única opção, uma pessoa com a idade deles não tinha tempo de ter muita experiência”, comenta Laís.

 

Esse também é o primeiro trabalho como ator de Fiuk, nome artístico de Felipe Galvão, filho do cantor Fábio Júnior, protagonista da atual temporada de Malhação e vocalista da banda Hóri. Ele faz o sensível e apaixonado Pedro, um personagem que não costuma ser muito comum em programas televisivos voltados para o público teen. Entre os atores consagrados estão Denise Fraga, Zé Carlos Machado (pais do protagonista), Paulo Vilhena e Caio Blat. 

De verdade 

As conversas com os estudantes nos colégios ajudaram na elaboração do roteiro do filme, assinado pelo marido e parceiro dela, Luiz Bolognesi, que também escreveu os longas anteriores Bicho de Sete Cabeças (2000) e Chega de Saudade (2007). “Uma resposta bem comum que a gente ouvia é que eles adoram assistir a filmes feitos para adolescentes, gostam de todos os gêneros, desde os mais dramáticos ao mais besteróis”, conta a diretora. “Mas eles ressaltavam assim: ”se vocês vão contar uma história que fala do nosso universo, tem que ser diferente de tudo o nós vemos e gostamos, se vão falar da gente tem de ser de verdade”.”

Desse processo, Laís concluiu que “adolescência é sempre adolescência” e não sentiu diferença nas situações vividas pelos jovens atuais com aquelas da sua geração. “Outro fator que aí sim me espantou é que hoje a tecnologia favorece para que eles vivam essas emoções com mais intensidade”, comenta. “Não dá pra negar que o celular, a internet e os iPods intensificam essa fase da vida.” Tanto intensificam que o uso desses instrumentos para disseminar o bullying (agressão física ou psicológica) entre os estudantes é explorado com destaque no filme. 

Mesmo focada no lançamento de  As Melhores Coisas do Mundo, Laís já tem novo projeto em mente, ainda embrionário: um filme infanto-juvenil sobre o saci. “Ainda vai demorar.” Em compensação, no teatro, ela dirige uma peça já para o segundo semestre deste ano.

FILME BRASILEIRO ESTRÉIA em BERLIM

Primeiro longa de Jeferson De, criador do Dogma Feijoada, Bróder será exibido no Festival de Berlim e projeta Capão Redondo na tela de um dos maiores festivais do mundo

Bróder tem première mundial hoje.  Primeiro longa do diretor, representa o Brasil na Panorama, uma das mais prestigiadas mostras competitivas do festival que termina sábado.

“Berlim vai mostrar o preto que voa e o preto que não voa, que usa bilhete único.” Assim De comentou a participação de outro filme do Brasil, Besouro (o do preto que voa, de Daniel Tikhomiroff), e do seu Bróder na mesma seção.

O diretor resolveu dar a um ator branco (Caio Blat)  o papel de seu primeiro longa para, na verdade, questionar o que é ser negro e o que é ser branco em um país em que, como diz a canção, as riquezas são diferentes, mas miséria ainda é miséria em qualquer canto. Não é por acaso que Bróder é o primeiro longa a projetar o mítico Capão na tela. “Nenhum cineasta paulista cumpriu bem a tarefa de retratar a periferia paulistana. Está na hora dos diretores tirarem suas lentes da Vila Madalena e mirarem a perifa”, provoca De. E filmes como Antônia, Os 12 Trabalhos, Contra Todos, Linha de Passe? “Respeito meus colegas, mas nenhum conseguiu traduzir bairros complexos como o Capão.”

Seja como for, o fato é que Bróder traz finalmente um diretor negro à frente de um filme sobre essa fatia ainda tão mal entendida do Brasil. “É um projeto de dentro para fora. Não importa quem é negro ou branco. Importa quem é excluído. É uma história de irmandade, para pegar pela emoção e não um manifesto.”

Caio Blat diz que o mais importante foi conhecer as pessoas no Capão e ter a bênção para representá-las. “Conheci muitas histórias como a do Macu, muitas mães que perderam seus filhos. Mas o clima lá agora é de superação. Os dias de guerra dos anos 90 passaram, e, por incrível que pareça, o que pacificou o bairro não foram programas de governo. O que mais contribuiu foi a organização do crime, a unificação, acabando com as disputas entre gangues.”