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Cineastas Contemporâneos em Mostra

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Espero todos lá ! A mostra acontece de 9 a 21 de novembro.

visite: 3moinhos.com

Obs: o site www.cineastascontemporaneos.com.br estará no ar ainda esta semana.

Abraço,

Simone Evan
Coordenadora Geral

FARÓIS de Bodanzky e Eryk Rocha

Carlos Alberto Mattos avisa dos FARÓIS, interessante mostra de cinema documental que acontece na capital carioca:

Um dos encontros mais esperados da Mostra Faróis acontece HOJE:

Jorge Bodanzky e Eryk Rocha vão conversar sobre seus filmes e suas grandes referências no cinema.   

Será na Caixa Cultural, logo em seguida à exibição de 18h30, em 35mm, de Iracema – uma Transa Amazônica, de Bodanzky e Orlando Senna. 

A programação de hoje na Caixa reúne filmes e faróis de Bodanzky e Eryk:

15h30 – Ociel del Toa (Nicolás Guillén Landrián) + Nós e As 4 Estações (Artavazd Pelechian)
16h – Hiroshima Meu Amor (Alain Resnais)
18h – Pachamama (Eryk Rocha)
18h30 – Iracema – Uma Transa Amazônica + encontro
 
Para quem quiser chegar só para o bate-papo, este começa pontualmente às 20h.

Semana que vem, FARÓIS DO DOCUMENTÁRIO

Jornalista CARLOS ALBERTO MATTOS  Convida :
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FEMINA Vai Homenagear Alice Gonzaga

O FEMINA – Festival Internacional de Cinema Feminino será aberto dia 8 com apoio da CAIXA Cultural do Rio de Janeiro e AVON.

A abertura da sétima edição acontece segunda, no Cinema Odeon Petrobras às 21h, com a exibição do primeiro longa de ficção da diretora norueguesa Margreth OlinO ANJO (Engelen), comovente relato de uma jovem viciada, interpretada por Marie Bonnevie.

A diretora virá ao Brasil para a abertura e para participar de debate promovido pelo FEMINA.

Para o público, o festival começa dia 8 e segue até dia 13 , com entrada franca, nos cinemas 1 e 2 da CAIXA Cultural (RJ).

Como todos os anos, o FEMINA presta tributo a uma personalidade feminina do cinema brasileiro. Este ano a homenageada é Alice Gonzaga, diretora da CINÉDIA – estúdio mais antigo do Brasil.

Conhecida como uma das maiores produtoras do país e referência no trabalho de preservação e restauração de filmes, Alice Gonzaga terá dois de seus curtas-metragens exibidos: Memórias de Carnaval e Canção de Amor (sobre Gilda de Abreu e Vicente Celestino). A exibição será dia 13, antecedendo a entrega dos vencedores das mostras competitivas do FEMINA.
Da mesma forma, todos os anos o FEMINA convida um país para apresentar programas de filmes que representem sua cinematografia. O país convidado este ano é a Dinamarca, contando com apoio do Instituto Cultural da Dinamarca.

O FEMINA – Festival Internacional de Cinema Feminino é o primeiro evento do gênero no Brasil e foi criado para destacar o trabalho de mulheres no cenário cinematográfico brasileiro e mundial. 

Criado em 2004, o festival insere-se como primeiro festival de filmes dirigidos por mulheres no Brasil e América Latina. Desde então, acontece anualmente, no Rio de Janeiro, e já realizou itinerâncias e mostras especiais em Niterói, São João de Meriti, Volta Redonda e Barra Mansa (RJ), Fortaleza (CE), Corumbá (MS), Goiânia (GO) e João Pessoa (PB).

Já homenageou as atrizes Betty Faria e Helena Ignez, as diretoras Tizuka Yamasaki, Ana Carolina, Carla Camurati, Beth Formaggini, a escritora Rose Marie Muraro e a fotógrafa Cláudia Ferreira. Já apresentou mostras dos festivais de Cannes e Films de Femmes, da França; Femme Totale, Alemanha; Immagine Donna, Itália; La mujer y el Cine, Argentina; Mujer es Audiovisual, Colômbia; Foco Portugal, VideoArtes Iranianos, As She Likes It, Áustria. E já contou com a participação de ministras brasileiras e latino-americanas, atrizes, representantes de organismos internacionais, diretoras, jornalistas e outras convidadas em seu Fórum de Debates.

Alice Gonzaga, curadora e coração da CINÉDIA: Homenagem no FEMINA

A Homenagem do FEMINA este ano merece APLAUSOS pois muito merecida: reconhecer a atuação incansável de ALICE GONZAGA, responsável pela CINÉDIA (companhia cinematográfica criada pelo jornalista, diretor e produtor Adhemar Gonzaga em março de 1930), é um exemplo que as novas gerações devem perseguir. Afinal, a memória audiovisual de um país é a própria memória de sua história e o que Alice Gonzaga vem fazendo pelo patrimônio audiovisual brasileiro é dihno dos maiores encômios.

Festejem-se pois estes 80 da CINÉDIA e a dedicação integral de Alice Gonzaga à Sétima Arte.

SIRON FRANCO Expõe no RIO

Os últimos sete meses de trabalho do artista plástico goiano Siron Franco aportam no Rio, a partir desta terça.

SEGREDOS é o nome da expô que a Caixa Cultural vai oferecer gratuitamente ao público carioca e aos que estiverem de passagem pelo Rio.

As novas obras do consagrado pintor e escultor Siron foram criadas no ateliê dele em Aparecida de Goiânia.

Reconhecido internacionalmente, Siron Franco já teve sua obra representada em mais de uma centena de coletivas pelo mundo, incluindo os mais importantes salões e bienais, e garante que, dentre sua obra, esta série é a que mais exige o olhar atento do espectador.

São figuras que estão encobertas sob várias camadas de tinta. Está vendo aquele Nietzsche ali? – aponta para o canto superior esquerdo da tela SEGREDO número 3. – Só fui perceber aquele rosto depois de três meses.

O mesmo aconteceu com a escultura SEGREDO número 21, que simboliza uma fogueira de São João, composta por mármore sintético incrustado por santos e símbolos religiosos. Siron levou quatro anos para perceber que a obra remetia à memória de sua mãe.

– Demorei a perceber que a escultura era a homenagem que sempre quis fazer a ela. Sabia que não queria algo figurativo, como o rosto dela numa tela. Mas não sabia bem como fazer.

Comecei a trabalhar nessa obra como se os cilindros de mármore estivessem como estacas presas ao chão. Depois percebi que deveriam ser expostos como uma fogueira. Foi quando a obra se mostrou como uma homenagem à minha mãe, pois todos os anos nas festas de São João, ela andava descalça sobre a fogueira; e quando eu encostava no pé dela, era gelado feito mármore.

Inspirações reunidas

Segredos tem início na tela Número 1, produzida sobre um fundo de carvão com CDs dispostos, de forma a simular os furos do cartão que lhe dava acesso ao quarto de hotel em que se hospedou em Caracas, em 2001.

Levei o cartão para o meu ateliê. Um dia o sol bateu nele e os pontos onde estavam os furos começaram a brilhar. Esse momento me tocou. Agora, por que isso me tocou? Este é que é o segredo – afirma Siron Franco. Além disso, há a relação entre a obra e o segredo contido no cartão que permitia eu abrir a porta daquele quarto.

Embora a tela tenha sido produzida em 2001, a ideia da série surgiu quatro anos depois, quando as linhas horizontais e verticais do outro quadro lhe indicaram um caminho para composições, que, na maioria das obras, se encontram formando cruzes.

Nesta série, fui criando mesclando conceitos, imagens, círculos em várias camadas dentro da estrutura vertical e horizontal. Penso no formato da obra, mas, como ela vai se desenvolver, descubro no processo. É como o jazz; você tem o tema fixo, mas os músicos vão improvisando de acordo com o que estão sentindo naquele momento.

A analogia remete ao processo atual de criação do artista. Se até os anos 80 sua obra era composta a partir de imagens bem reconhecidas – principalmente quando contestava a ditadura militar, expondo vísceras e figuras descarnadas – hoje Siron Franco lança mão das linguagens contemporânea para criar e recriar suas obras, se valendo do tempo para agregar conceitos e reflexões num mesmo quadro.

Há tempo atrás eu jogava fora coisas estranhas que produzia no ateliê. Hoje eu guardo. Faço a primeira intervenção e viro a tela para a parede. Vou fazendo isso com vários quadros. Deixo-os lá e parto para retomar o primeiro. Aí olho pra tela e penso qual caminho seguir, como se estivesse esquentando meu sistema nervoso. Pode levar anos. O Millôr Fernandes quando ia lá no meu ateliê sempre dizia: “este quadro está melhorando”. É isso mesmo, as obras vão se impondo, recebendo várias camadas, que representam várias reflexões. Elas vão se mostrando para mim.

A exposição que marca a volta do artista goiano à cidade requer o olhar atento do espectador: “as obras exigem reflexão”

Segredos

CAIXA CULTUTAL – Av. Almirante Barroso, 25 – centro do Rio, ( 21)  2544-4080. De 3ª a sáb., 10h às 22h; dom., 10h às 21h. Grátis.  

* Informações de Bernardo Costa