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BABAUPARATODOS no Cine Ceará e em JERI

O cambista que virou artista e não quer nem

saber em que bicho isso vai dar

 (Documentário – duração: 15 minutos – ano de produção: 2010 – direção: Carlos Normando*)

Fotografia/câmera:  Rômulo Fonseca e J. Moreira (Pastinha)

Som direto:  Weffiston Brasil

Produção/Edição/Direção:  Carlos Normando

Músicas:  Babau do Pandeiro

Participações: Babau do Pandeiro, Paulo Oliveira, Cleílton dos Teclados e o brega star Falcão

Prêmios em Festivais:  3º lugar na 6ª Mostra do Curta Nordestino (FestNatal 2010); selecionado para o 18º Gramado Cine Vídeo (2010); selecionado para o 8º Festival de Cinema de Maringá (2011).

Conheça um pouco mais sobre o filme através de seu próprio criador, o cineasta CARLOS NORMANDO: 

Qual o motivo da escolha desse tema?

 O Babau do Pandeiro é antes de tudo um cara corajoso. Com mais de 70 anos, resolveu ser cantor e com tudo o que não se espera de um cantor. Como diz o Falcão no filme, ele não tem cara de galã e nem voz de veludo… Então foi esse o motivo principal da escolha do Babau como personagem do documentário. Se ele fosse bonito e tivesse uma voz espetacular, seria apenas mais um.

Como foi o trabalho de captação das imagens?

Foi tudo muito planejado e com antecedência. Corri o risco até dele não topar fazer o filme. Quando fui conhecê-lo pessoalmente, as anotações com as primeiras ideias já estavam bastante avançadas. Mas funcionou legal. Quando se planeja tudo direitinho, você já chega sabendo o que quer fazer e como fazer. E o resultado disso é o aproveitamento do material filmado. Juntando tudo, não usei nem três fitas de Mini-DV.

Foram cinco manhãs de filmagens. E uma equipe altamente enxuta e sintonizada: eu o cinegrafista e o técnico de som. Fui tudo produzido com o apoio técnico do Laboratório de Audiovisual e Novas Mídias da Universidade de Fortaleza – Unifor.

 E de onde saiu esse título?

Ah! A etapa da criação do título é talvez a mais importante para mim. Enquanto eu não consigo um título convincente, eu não me sinto com segurança para dar início ao projeto. É uma das primeiras coisas em que penso. Inicialmente, tinha pensado em “Babau para todos”. Aí uma aluna minha de Publicidade, a Carolina Saraiva, deu a ideia de juntar tudo numa só palavra. Fica tão estranho quanto o personagem, disse-me ela. Comprei na hora a ideia!

E a edição?

Por mais que se planeje um documentário como esse, a edição é o momento em que o trabalho realmente nasce. Diante de todos os clipes de vídeo disponíveis, você vai definindo uma sequência que considere interessante. Só não dá pra se apaixonar pelo material, pois muitas vezes você é obrigado a cortar determinado trecho e isso pode ser uma decisão muito difícil. Mas a edição é outra etapa que odoro. Acho até que todo diretor deveria sentar diante do computador e, ele mesmo, operar a máquina.

Onde o documentário será exibido?

Inicialmente, na TV Unifor. E no circuito dos festivais. São mais de cem festivais no Brasil inteiro. Meus outros trabalhos tiveram um excelente desempenho nesses festivais. Só para citar alguns exemplos, ganhei prêmios de melhor curta nos festivais de Maringá-PR, no Fricine, em Nova Friburgo-RJ, no Guarnicê, em São Luís, no Cine Ceará, entre outros. Mas o grande lance é mostrar o trabalho por aí… Já tive três documentários meus selecionados para exibição em rede nacional pela TV Câmara (programa Olhares).  

Quem é Carlos Normando

Cearense de Fortaleza, jornalista e professor universitário dos cursos de Audiovisual e Novas Mídias (Unifor) e de Publicidade e Propaganda (Faculdade Cearense). Fez estágio em “Cinema Verdade” na escola Varan Ateliers de Paris. É autor dos documentários “Lolô S.A.”, “Possante Velho de Guerra”, “Tons de Totonho” entre outros.