Arquivo da tag: Caparaó

CAPARAÓ Recebe Educadores Ambientais

 Programação do XIII Encontro de Educadores Ambientais da Região do Caparaó 

Data: 18/11/09 – Quinta – Feira  (1º dia) 

14:00 h – Solenidade de Abertura oficial com a presença de Autoridades

Secretária Estadual de Meio Ambiente- Maria da Gloria Brito Abaurre

  • Execução do Hino Nacional/ Ecológico
  • Apresentação Cultural  –

Fala das Autoridades 

Entrega do Titulo ”Guardiões do Caparaó.” 

15:00 h – Palestras : Tema Gerador – Educador Ambiental na Construção de Territórios Sustentáveis 

17:30 h- Desafios da Educação Ambiental no Território do Caparaó Capixaba

               Ecosaurros do Território do Caparaó- Dalva Ringuier, Marcos Satller, Geraldo Dutra, João Batista Gomes, Constantino Korovaef 

19:00h – Jantar            

20:00h   – Noite Cultural : Moda de Viola 

Data: 19/11/09 – Sexta – Feira (2º dia) 

07:00 Café da Manha 

08:00 h  – Dinâmica de Abertura 

08:30h –    Desafios dos municípios para implantação dos  Programas de Educação Ambiental e Políticas Municipais de Educação Ambiental.

Consórcio Caparaó/IEMA 

9:30 h – Apresentação do Núcleo Permanente de Audiovisual do Caparaó Capixaba / Patuléia Filmes/Consorcio Caparaó 

10:00h – Café com Prosa 

10:15 h – Construção da Política Estadual de Educação Ambiental e Construção do Programa de EA no Estado.

CIEA- Comissão interinstitucional de Educação Ambiental

11:15 h- Resíduos Sólidos

Comissão Estadual de Resíduo/SEBRAE –  

12: 00 h Almoço 

13:30 h- Mesa Redonda: Adequação da propriedade Rural  a Legislação Ambiental.

              Licenciamento Ambiental no Município./IEMA/IDAF/IBAMA 

15:00 h– Café com prosa 

15:20 h-  Gestão Compartilhada do Parque/IEMA/Instituto Chico Mendes 

16:20h -Águas Limpas do Caparaó/ FUNASA /MDA/Conselho Territorial do Caparaó Capixaba 

17:00 h Criação de Unidade de conservação , Geração de Conhecimento Local e Fomentar a Educação Ambiental / Palestrante Érika Munaro e Evaraldo Nunes(Iema) 

19:00h Jantar 

20:00 –  Moda de Viola/ Atividade Cultural na praça de Dores do Rio Preto 

Data: 20/11/09 – Sábado (3º dia) 

08:00 h  – Dinâmica de Abertura 

08:30 às 12:00 –  Oficinas Temáticas; 

12:00 h Almoço 

13:30 às 17:30 – 

Formatação dos ANAIS do evento com resumo de tudo. 

Organização do Plano de Trabalho da Educação Ambiental para o ano de 2011

Eleição do Município que realizará o Encontro de 2011 

17h30 – Encerramento – Foto Oficial 

Durante o evento haverá Exposição do Projeto : Fotografia como instrumento de Educação de Educação Ambiental. Parceria com a SAMARCO

Escolha das 3 melhores fotos do projeto dos 5 municípios de Dores do Rio Preto, Guaçuí, Alegre, Jerônimo Monteiro e Muniz Freire.

Entrega da premiação

* Quem informa é meu amigo Geraldo Dutra, fotógrafo e produtor

Lembrando meu amigo TONINHO DANTAS

Todas as vezes em que nos falamos foi sempre muito bom.
A imagem que terei dele, sempre, é a de um extrovertido, simpático e bonachão por excelência. O sorriso dele começava nos olhos e o coração não se fartava de repartir benquerença, amizade, interesse sincero e indormido sobre os rumos da Arte e da Cultura.

Falo de TONINHO DANTAS, meu querido, enorme e inolvidável amigo santista, a quem tive a honra e a gratíssima satisfação de conhecer em 2008.

Ele foi o mentor do festival de curtas-metragens de Santos e seu coordenador por 6 edições. Ainda sabendo do festival só por notícias via imprensa, aquele festival me despertou curiosidade. Quis muito estar lá em 2007, quando os queridos Julinha Lemmertz e Beto Brant foram homenageados, mas à época eu seguia para outro festival bacana e necessário, a MoVA Caparaó, que acontece num dos mais belos e recônditos lugares do país, o entorno da serra do Caparaó, na divisa Espírito Santo-Minas Gerais.

E enquanto eu curtia as belezas e encantos da mística Patrimônio da Penha, amigos como Gui Castor e André Costa estavam em Santos, tendo oportunidade de conhecer Toninho.
          

Ano seguinte, já formigando de vontade de ir a Santos e conhecer o festival, recebi – através de indicação do estimado amigo Marcelo Pestana – convite para integrar a comissão julgadora do festival e lá fui eu… levava ótimas expectativas na bagagem mas confesso que tudo foi muito melhor do que minha imaginação conseguiu supor.

Cineasta BETO BRANT foi um dos homenageados do Curta Santos em 2006

O Curta Santos criou uma tradição de abrir o festival com uma Noite de Gala, quando a platéia é brindada com diversos números artísticos. Em 2008, esta noite foi no belo e histórico Teatro COLISEU, onde Eva Wilma recebeu homenagem das mãos da colega Irene Ravache, José Wilker das mãos de Marisa Orth e Lea Garcia interpretou belo poema sobre trajetória de lutas, percalços e vitórias da mulher brasileira. Na platéia perto de mim, revi os amigos Lili Caffé e Lírio Ferreira. E a noite virou apoteose quando a escola de samba X-9 assumiu o palco e fez um dos mais emocionantes espetáculos já flagrados por minhas retinas.

Fachada do imponente Teatro Coliseu, em Santos

Trajados com inspirado figurino e nutridos de inegável paixão pela magia transfiguradora da Arte, atores-bailarinos e dançarinos-intérpretes tomaram todos os escaninhos do palco e embeveceram a platéia. Com o signo carnavalesco dramaturgicamente celebrado no palco, a configuração cênica do espetáculo tinha raizes fincadas na linguagem consistente e arquetípica de Plínio Marcos, um amigo santista a quem Toninho não deixava de sempre citar com carinho, admiração, alegria e orgulho pelas atuações conjuntas em muitos anos de luta em prol da justiça social, livre expressão e respeito às liberdades individuais.

Mesclando carnaval e teatro, a profundidade pliniomarquiana com a algarravia sadiamante feliz dos passos carvalizantes, a turma da escola muitas vezes campeã da folia santista – X 9 – deixou a platéia estarrecida diante de tamanha festa para os olhos e a vontade era seguir dançando junto com eles. E a X 9 encerrou a noite provando porque é “tão fácil” dominar os circundantes, de forma apoteótica, fez-nos dançar e encher a alma de sonho, festa e magia.
                   

 No meio deles, a alegria de Toninho parecia a de um garoto recém-saído da escola, vibrando pela certeza da tarefa bem feita e extasiado com a euforia que dominava a escola e contamina a platéia, na qual estavam realizadores de audiovisual de todo o país.  
               

A semana só começava e a acolhida da equipe do festival ia começando a plantar saudades. Todo o elenco participante do festival ancorou no confortável Hotel Avenida, onde se toma um dos melhores cafés-da-manhã do país, de frente para a profusa beira-mar santista.

 
Naquele Curta Santos, tive a feliz companhia do incomparável André Costa. Conheci também Jefferson D, Rodrigo Azevedo, Ricardo Prado, a Inês Cardoso (filha da Ruth Escobar), Mariana Bezerra (filha de Octávio), Ana Cris, Daniel Tavares (do curta Café com Leite), Ruy Burdisso  além de diversos realizadores argentinos (Cine Vivo) – a cinematografia do país foi gentilmente homenageada pelo festival -, a poeta Alzira Rufino e todas as guerreiras da Casa de Cultura da Mulher Negra (onde Toninho era recebido com indisfarçável alegria), além da bela Madi Soquer, modelo escolhida para todas as peças publicitárias do festival. E ganhei um especial presente no encontro com Juninho Brassalotti, o produtor-executivo do festival, braço direito e esquerdo de Toninho, figura exemplar de companheiro e compromisso com os deveres assumidos.

Lembro bem quando Toninho avisou com sua espontaneidade contagiante do sábado de “cangerê” na quadra da X9. Seus olhos brilhabam quando o ônibis com os realizadores aportou em frente à quadra da escola de samba de seu coração. E que delícia foi aquela tarde de chuvoso e animado sábado ao som da pulsante bateria da campeã santista. Como não podia faltar no script, tendo Toninho tinha sempre muita conversa descontraída, muito papo franco e muitas palavras para saudar os companheiros. E ele tinha prazer em repartir o microfone: queria ouvir a voz de todos, conhecer a alma de cada um, conviver o mais possível com a bagagem cultural de quem convidava pra sua cidade como para fazer conhecer um pouquinho de casa e repartir um muito de sua alegria.

Coube a Juninho me informar da passagem de Toninho e imagino o quão difícil isso foi. Ele sabe bem o quanto eu e Toninho éramos ligados… sempre que pedi qualquer coisa a Toninho, fui mais do que atendida. Desde que nos conhecemos, a troca de idéias entre nós correu franca, livre e constante. Toninho pedia opiniões, dava sugestões, queria palpites e acatava idéias com impressionante cordialidade. 

Foi assim que acatou minha idéia de reverenciar, em 2009, o ator Matheus Nachtergaele, ilustre Homenageado da última noite do Curta Santos ano passado. Para entregar o troféu Claudio Mamberti, convidou o irmão do saudoso ator, Sérgio Mamberti, e, por coincidência, naquele dia lembrava-se mais um ano da partida de Claudio.
Generoso e integro, Toninho convidou-me ao palco para saudar Matheus, abrindo valeiras para ancorar minha emoção ante ao Artista tão Admirado. Conferiu-me então uma das mais marcantes noites de minha vida. Matheus é um símbolo do ácme a que pode chegar um Ator. Tornou-se amigo de quem o admira desde o início, quando começou a ganhar destaque nacional pela qualidade de sua atuação visceral em O Livro de Jó, com a companhia da Vertigem.

Então não sabíamos que aquela seria a última noite de Toninho à frente de seu filho mais novo e amado, a quem fez brotar com a chama do amor pelo Cinema, respeito pelos colegas, vontade de ver os abraços florescerem em forma de realização artística, e a determinação de quem sempre apostou no afeto e na Arte como senda para uma humanidade mais fraterna, sensível e solidária . A noite de homenagem a Matheus Nachtergaele no mais antigo cinema de Santos – o REX do Gonzaga – foi uma noite onde tudo deu certo e todos pareciam se abraçar numa comunhão sem dissonâncias nem assintonias.

 

Toninho Dantas, idealizador do CURTA SANTOS, sempre cercado de amigos, deixa Santos de luto…
Naquele 2009, agora tão forte na lembrança e tão distante no espaço, o ator Ney Latorraca, outro santista ilustre, também foi homenageado recebendo uma “estrela” na Calçada da Fama do REX. Com ele, e mais o ator Edi Botelho, o cineasta Luís Carlos Lacerda (de quem foi exibido o curta Vida Vertiginosa), o empresário da noite Cabbet e a empreendedora Edna Fuji, passamos momentos agradáveis e de benfazeja fruição discursiva e gastronômica, que agora marejam nossos olhos de doída saudade.

Este ano, Toninho pretendia instituir uma temática feminina ao festival e queria ter como ícone a carioquíssima atriz Leila Diniz. Ainda não sabia se Janaína embarcaria na idéia mas chegou a me falar sobre o assunto todo animado. Como era de costume, passei-lhe várias idéias para a programação. Uma dessas dizia respeito à homenagem que há tempos queria fazer ao cineasta Karim Aïnouz, de quem sou orgulhosa conterrânea. Outra sobre a possibilidade de uma mostra especial de curtas femininos, os quais recrutaria entre trabalhos de tantas colegas realizadoras.

                  De pronto, Toninho vibrou com as idéias e disse-me que faltava apenas fechar patrocínios, mas eu ainda tive tempo de dizer-lhe que faria tudo quanto estivesse ao meu alcance antes e apesar de existir ou não verba.
                 Despedimo-nos com a mesma recíproca satisfação e eu contava os  meses para regressar à querida Santos, rever amigos feitos pelo condão acolhedor da alquimia de Toninho, como Juninho Brassalotti, Ricardo, Jamila, Marcelo Pestana, Carlos Cirne, Rodrigo , Jackson, Milena Guimarães e tantos tantos outros. E abria espaço na bagagem para levar a Toninho meu maior abraço, meu carinho mais “exagerado” e minha sintonia atemporal, expressos com serena convicção porque se sabiam irmãs e bem-vindas.
TONINHO DANTAS, vai com Deus, amigo ! E até qualquer dia.