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Filme Cultura destrincha relação Cinema e Teatro

 
A nova edição da revista FILME CULTURA, cuja capa estampa Cinema e Teatro – cenas de uma relação, nasceu da frequência com que o cinema brasileiro vem se reportando ao teatro, buscando novas modalidades de diálogo com a cena teatral, novas formas de registro etc. E também da frequência com que peças de teatro têm recorrido, algumas de modo bastante original, à linguagem e aos suportes audiovisuais.
 
 
 
A partir dessa realidade atual, voltamos um pouco os olhos para outros momentos desse diálogo, desde o cinema silencioso brasileiro, passando, entre outros, pelo Cinema Novo e os blockbusters “teatrais”. Tratamos também de questões relativas à adaptação de textos teatrais e à teatralidade que o cinema incorpora de diversas maneiras.
 
Tônia Carrero e Paulo Autran: expoentes do Teatro que também chegaram ao cinema…

A edição 56 já está disponível também no site www.filmecultura.org.br, assim como todas as edições anteriores, para consulta e download do PDF. No site, há também matérias e vídeos extras exclusivos, como o primeiro curta do diretor de teatro Enrique Diaz, O deus no arroz doce.
 

Confira o link da FILME CULTURA, editada por Carlos Alberto Mattos e Daniel Caetano:
 

Os assuntos em destaque na edição 56 são:

JOGOS DE CENA DANIEL SCHENKER
CINEMA DE PERFORMANCE CARLOS ALBERTO MATTOS
EM BUSCA DO SUCESSO LUÍS ALBERTO ROCHA MELO
PRIMEIRAS AFINIDADES RAFAEL DE LUNA FREIRE
UMA QUESTÃO DE INFLUÊNCIA FILIPE FURTADO
UMA BOA PROMISCUIDADE MESA REDONDA
UM VISUAL DE TEMPORALIDADES DINAH CESARE
HISTÓRIAS DE TRAVESSIA SUSANA SCHILD
ADAPTAÇÃO, RECRIAÇÃO DANIEL CAETANO
TRÊS VEZES COMPADECIDA GILBERTO SILVA JR.
BUSCA AVANÇADA / AMAXON LUÍS ALBERTO ROCHA MELO
ENSAIO FOTOGRÁFICO IVAN CARDOSO
UM FILME / INSOLAÇÃO JOSÉ GERALDO COUTO E SÉRGIO MORICONI
E AGORA? JOÃO MOREIRA SALLES
E AGORA? CARLOS ALBERTO PRATES CORREIA
OUTRO OLHAR / JOUEZ ENCORE, PAYEZ ENCORE DANIEL CAETANO
LÁ E CÁ / THE BRIG JULIANO GOMES
PERFIL: SILVEIRA SAMPAIO LUÍS ALBERTO ROCHA MELO
LIVROS / VIAGEM AO CINEMA SILENCIOSO DO BRASIL CARLOS ALBERTO MATTOS
CINEMATECA DE TEXTOS GERALD THOMAS
CURTAS / EU SOU VIDA, EU NÃO SOU MORTE LUÍS ALBERTO ROCHA MELO
ATUALIZANDO CAIO CESARO
INFORME PETROBRAS / DE ZÉ KETI A TOM JOBIM JOSÉ CARLOS AVELLAR

Porque Resta Um atrevido gosto pelos filmes incompreensíveis…

Porque o Resto é sempre maior que o principal… 

Antes que os desavisados venham me perguntar o que resta em um de meus mais recentes trabalhos, o curta RESTA UM, prefiro responder numa das formas onde sou mais afoita: escrevendo. 

Resta você que entende a intenção da obra ou resta você que vai sair do cinema perguntando sobre o que é mesmo o assunto do filme, ou ainda, qual o sentido deste filme. 

Porque…. 

Resta Um filme a ser feito, um fotograma a ser exibido. 

Resta Um desejo de falar da vida e contar da alegria através do cinema. Resta Um desejo de contagiar e fazer coro ao convite de Sílvio Tendler para tentar fazer mais gente entrar nesta canoa. 

Resta Um ator que não estava nas filmagens, um vinho que não foi tomado, e um beijo que não foi roubado. 

Resta até mesmo você que pensa que o filme homenageia o Cinema Marginal, que de marginal só tem mesmo a má vontade e incompetência dos que não tem coragem de ousar porque se pelam de medo de errar, e errando, revelar-se, afirmando sua ignorância suprema ante a importância e história do Cinema Brasileiro. 

Resta um ator que não entrou neste filme mas estará num próximo, feliz da vida pela alegria de celebrar o encontro e a verdade das palavras. 

Resta Um espectador que chegou atrasado e um diretor que não foi convidado. 

Resta Um convite que não foi aceito e um amor que não se realizou. Resta Um filme que não foi feito e um roteiro inacabado, um caminho a ser seguido e um piano esquecido no canto da sala. 

Resta Um punhado de bons filmes a ver e belas músicas pra ouvir. 

Resta Um violão que emudeceu e um canto de passarinhos que não se reproduziu.  

Resta Um carinho esquecido, um afago a ser lembrado e um afeto nunca recebido.

Resta Um filme a ser visto, um aplauso a ser ouvido e um som a ser imitado.

Resta Um enquadramento por fazer, um som e uma luz em sintonia. 

Resta Um coração a ser tocado, um amor a ser encontrado.

Resta Um barco no oceano e um barco-olho rumo ao infinito.

Resta Um motivo a mais para se cultivar a ética, um passo a mais a ser dado, um gesto a menos a ser esquecido.

Resta Um belo quadro na parede, flores viçosas na varanda e um roteiro a ser escrito.

Resta Um canto triste a embalar a solidão e um tango sempre disposto a tocar. 

Resta Um coro de pássaros a anunciar uma manhã na qual os jornais só estampem boas notícias e um amor de pai e mãe que nem a dor da ingratidão abafou. 

Resta Um gol argentino a ser aplaudido, um drible de Messi a ser imitado e uma canção de Lupicínio ecoando na sala. 

Resta Um desvario a ser socorrido, um cotidiano de sonhos a percorrer o imaginário e um arrojo de Kubrick a ser lembrado. 

Resta Um quadro de Picasso a querer ver, um Renoir ainda intacto, um Rembrandt pra quem desconhece as nuances da cor, e um bolero de Ravel acordando as madrugadas douradas. 

Resta Um caminho novo a buscar, uma ousadia transgressora a perseguir e um lixo amontoado na calçada que Vik Muniz precisa transformar. 

Resta Um samba em homenagem à nata da malandragem, um swingue de Gil e Mautner, uma atriz com a grandeza e a competência genuína de Helena Ignêz, um desejo de ouvir a contagiante gargalhada de Zéu Brito e mais algumas pérolas de Wisnik. 

Helena Ignêz evidencia beleza e altivez da mulher brasileira no cinema…

Resta Um canto feliz de andorinha a sonorizar a espera tão acalentada, e um movimento de Tchaikovsky tocando pra quem não tem medo da música clássica. 

Resta Um verso de Ferreira Gullar pra ler, um texto de Graciliano que não nos sai da cabeça, um personagem para Selton Mello interpretar, e um ator da grandeza de Emiliano pra gente ensinar aos que ainda vão chegar. 

Resta Um brilho no olhar da criança esquecida nas madrugadas soturnas das grandes cidades, e um brilho de esperança no gesto de quem vivencia a solidariedade. 

Resta Um take a mais de Zeca Ferreira, mais um documentário que Gui Castor está a concluir, uma nova inquietude imagética de André da Costa Pinto, e uma constante disposição de celebrar as invenções fílmicas de Zeca Brito. 

Resta Um outro Benjamim de Gardenberg para Paulo José, um outro Suassuna para Nachtergaele, um texto com a concisão de Carlos Alberto Mattos, um novo documentário com a assinatura de João Moreira Salles e o precioso olhar de Coutinho. 

Resta Um livro a ser lido e um grande autor a ser celebrado.

Resta Um disco bonito na vitrola, um guardanapo com um poema que a noite revelou, um lenço para amparar lágrimas de amor.

Resta um quadrilátero de paixão nas esquinas nas quais ela em vão aguardou um adeus. Resta Um um sinal de que a vida é o bem maior.

Resta Um poeta que a noite teima em querer despertar e um silêncio revelador que o ouvido atento antevê.

Resta Um desassossego da alma em desalinho pela paixão que arrebata e se intromete nas horas mais improváveis. 

Resta Um violão dedilhando Bossa Nova e um bar em Ipanema rememorando Vininha.

Resta Um choro de flauta aguardando Pixinguinha e um verso ousado de Clarice, Coralina ou Adélia Prado.

Resta Um solo de Toquinho, uma marchinha do Lalá, um twiiter de Carpinejar e um olhar acurado de Caetano que a manhã precisa revelar.

Resta Um minuto para que possamos afirmar a palavra necessária e um espanto ante à embriaguez do luar.

Resta Um comovido apelo à Paz e uma busca incessante pela alquimia dos grandes amores.

Resta Um olhar sempre atento à obra de Truffaut e à dramaturgia de Fassbinder, um interesse crescente pelo bandoneon de Piazzolla e um espanto ante à indiferença da sociedade do descartável. 

Resta Um motivo sempre novo para ver Fernanda representar e reler a grandeza necessária de Ibsen. 

Resta Um atrevido gosto pelos filmes incompreensíveis e um incontido apego aos lugares onde a emoção fez amigos e plantou saudades.  

Resta Um cantinho, um violão, um microfone para celebrar Mário Reis e um anseio de ouvir cantar como Francisco Alves. 

Resta Um filme de Bressane a ser visto e estudado, e um olhar acurado sobre a cinematografia inspiradora da Belair.

 

Resta Um dilacerante silêncio ante a brutalidade do desaparecimento de John Lennon e um incontido mal-estar ante as ingerências nefastas da política no cotidiano. 

Resta Um infinito e revolucionário desejo de se perpetuar nos fotogramas que hoje são pixels nas alquimias da edição digital, tão rápida e eficiente que nos faz brincar com as horas e achar graça da facilidade de criar temporalidades diversas, fazer andar pra frente e retroceder nos ponteiros de nossa imersão cotidiana. 

Resta Um constante e permanente desejo de continuar abraçando o cinema brasileiro e um desejo intermitente de ouvir o som paralâmico da guitarra de Herbert Vianna.  

Resta Um indormido desejo de expressar-se e traduzir em imagens o que vai n’alma e no pensamento. 

Resta Um permanecente intuito de reaprender a amar pra não morrer de amar mais do que pude. 

Resta, sobretudo, essa vontade enorme de acertar e prosseguir fazendo CINEMA e apostando em coisas nas quais acreditamos, sejam elas concludentes ou não.  

Carvana e Milton Gonçalves em O Anjo Nasceu, segundo filme de Bressane…

Resta ademais um desejo de falar de vida, o aconchego do abraço amigo nas noites eternas, e a ânsia de chegar a um tempo onde a ingratidão morra de sede, a indiferença naufrague de tédio, a injustiça definhe por inanição e a estupidez se envergonhe de existir… 

Porque, enfim, Resta Um desejo de amar e ser amado

Amar sem mentir nem sofrer

Desejo de amar sem mais adeus… 

Enfim, Resta Um anseio de que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado. 

* O título deste artigo e as palavras finais nos foram inspirados por textos do cronista Artur da Távola, bem como as citações óbvias aos versos do saudoso poeta Vinícius de Moraes. 

 

Vinícius de Moraes, poeta que ilumina e inspira…

Faróis que vieram para expandir luzes seminais…

O jornalista, crítico e homem do Documentário, Carlos Alberto Mattos, idealizou, executou e tornou uma coqueluche do bom cinema, a Mostra FARÓIS.

Tudo começou através do respeitado Blog de Carlinhos, à época o DOCBlog _ hoje ele atende por Rastros de CarMattos -, onde documentaristas de escol apontavam seus filmes preferidos e quais suas principais referências ao criarem suas obras.

Assim, nomes como João Moreira Salles, Vladimir Carvalho, Eduardo Coutinho e Erik Rocha, para citar apenas alguns, apontaram seus favoritos, e dessa forma nos deram a conhecer seu acervo sonoro-imagético, e também, intuitivamente, influenciaram/influenciam muitos e muitos, a cada dia.

OS FARÓIS do DOC BLOG foram tão longe, alcançaram tanta repercussão, que o cerne de sua criação proliferou e gestou a MOSTRA FARÓIS, que será aberta semana que vem, em prestigiado espaço na capital carioca.

Portanto, viva as iniciativas que começam como um pequeno ponto de luz no horizonte, conquistam pela seriedade e relevância da ideia, e frutificam em ações que beneficiam todo um contingente que vê, estuda, propaga, perpetua e engrandece o Cinema Brasileiro.

Salve Carlinhos Mattos por ideia tão auspiciosa !

Parabéns à Caixa Cultural que acreditou e realiza. E à jornalista e produtora Mariana Bezerra, parceira desde os primeiros momentos.

Caixa Cultural, Laffilmes Cinematográfica, Instituto Femina

tem o prazer de convidar para a abertura da Mostra FARÓIS DO CINEMA 2011- Quem faz e quem inspira. 

Será exibida a cópia restaurada do filme Xica da Silva, de Carlos Diegues, e após a sessão, um coquetel de confraternização. 

Abertura 6 de dezembro,terça-feira,19h, a Caixa Cultural RJ, Av. Almirante Barroso, 25 (metrô: Estação Carioca)

 

A propósito do Resta Um…

Porque o RESTO é sempre MAIOR que o Principal 

Estávamos todos contagiados. O mesmo sentimento de euforia e entusiasmo contagiou a mim, Ingra Liberato, Rosamaria Murtinho, Miguel Jorge, Rogério Santana e Alex Moletta naquela agradável noite goiana, ancoradouro privilegiado para nossa emoção, transformando em vibração entusiástica os pilares e preceitos nos quais se ergueu a Belair. A calorosa sensação de ter encontrado alguma coisa que parecíamos buscar há tempos, invadiu o espírito de todos, e nossa vontade era sair abraçando cada um, como dizia a inspirada letra de Chico : “Era uma canção, um só cordão, uma vontade, de tomar a mão de cada irmão pela cidade”… Sim, era como se, a partir das contundentes e belas imagens garimpadas por Bruno Safadi e Noa Bressane, tudo começasse a criar sua própria lógica e os sentidos eregiam conexões absolutamente inovadoras, criando sensorialidade onde antes havia interrogação e tédio. Uma incisiva sintonia aflorou e o rosto de cada um estampava fulgores até então impensáveis.

Capital goiana foi a concha envolvente que abrigou o RESTA UM

Assim, foi-se desenhando com mais clareza a idéia inicial de fazer um registro imagético do inesperado encontro em Goiânia, cidade aprazível demais para deixarmos perder-se nos desvãos do andamento voraz do cotidiano, próprio da modernidade líquida onde estamos imersos(tão bem definida pelo sábio sociólogo Zigmunt Balman).

Miguel Jorge, Ingra l.iberato, Alex Moletta, Aurora, Rogério Santana, Rosamaria Murtinho e Débora Torres: cada um, a seu modo, contribuindo pro RESTA UM

Qual deveria ser o próximo passo então ? Como alinhavar os elos das intersecções que fomos amealhando ao longo daqueles dias, arejados de imagens e plenos do oxigênio das afinidades que se impõem pela naturalidade de ideais siameses ? Como traduzir pelo gesto da palavra e a alquimia do olhar análogo aquela luminosidade que nos arrebatava e intrometia-se em nossas conversas, todas as horas, noite adentro ? Como significar a eloqüência do instantâneo entrosamento em Goiânia e o contato absolutamente conversor expresso no encontro com a Belair ? A Belair de Júlio Bressane, Rogério Sganzerla e Helena Ignêz…

Cineasta Júlio Bressane, inspirador do clima nas gravações do Resta Um

As idéias então foram tomando assento: no restaurante do hotel, na van que nos conduzia ao cinema, nas cadeiras da sala de exibição, nas trocas de assunto a palpitar quando, a maioria de nós, assumia a função de jurados.

Então Samuel Reginatto, imagem da alegria numa única noite de cinema e festa, se juntou a Júlio Léllis, cineasta amante da Literatura e da sensatez; e se somou à disponibilidade integral de Ingra Liberato, ganhando a benfazeja cumplicidade de Rosamaria Murtinho; e conquistou Miguel Jorge, sábio escritor que de imediato aderiu à nossa idéia de fazermos um filme; e chegou até a Alex Moletta, ator e roteirista a nos encher de ânimo e verdade; e encontrou guarita em Débora Torres, chegando até Rogério Santana, e extrapolando fronteiras para ganhar Sílvio Tendler, Henrique Dantas e o próprio Bruno Safadi. 

Assim, em apenas cinco dias de absoluta imersão no universo da Sétima Arte, do qual Goiânia é âncora todos os novembros, foi gestado o Resta Um, curta-metragem agora ofertado para o olhar, a mente e o coração de quem estiver na platéia ou com este texto em mãos.

Resta Um é um curta digital, colorido, tem 19’25”, roteiro e direção de Aurora Miranda Leão. Ingra Liberato é a presença mais constante, embora não possamos dizê-la “personagem principal” ou protagonista. Isso não existe nos filmes Belair. Lá como cá, os atores não representam mas valem pelo que representam, como nos diz Antônio Medina Rodrigues, e aí a cabeça do espectador tem todo o controle e pode optar por entender o que quiser. O que pra uns pode estar explícito, para outros pode ser apenas um jogo do roteiro ou uma insinuação da direção.  

A imagem icástica de Ingra Liberato a ilustrar o cartaz, bem como o material de divulgação do filme, mostra o indicador da atriz apontando… como a indicar que Resta Um

O que resta encontrar então neste novo filme que Aurora Miranda Leão ora nos oferece ? 

O que resta pode ser você, espectador, que não participou das filmagens e não conviveu com o grupo formado em Goiânia. Resta você que entende a intenção da obra ou resta você que vai sair do cinema perguntando sobre o que é mesmo que viu e qual o sentido deste filme. 

Resta Um filme a ser feito, um fotograma a ser exibido. 

Resta Um desejo de falar da vida e contar da alegria através do cinema. Resta Um desejo de contagiar e fazer coro ao convite de Sílvio Tendler para tentar fazer mais gente entrar nesta canoa. 

Resta Um ator que não estava nas filmagens, um vinho que não foi tomado, e um beijo que não foi roubado. Resta você que se pergunta sobre o sentido deste filme, resta você que poderia ter dado um depoimento. Resta Um espectador que chegou atrasado e um diretor que não foi convidado.

Resta Um convite que não foi aceito e um amor que não se realizou. Resta Um filme que não foi feito e um roteiro inacabado, um caminho a ser seguido e um piano esquecido no canto da sala. 

Resta Um punhado de bons filmes a ver e belas músicas pra ouvir.

Resta Um violão que emudeceu e um canto de passarinhos que não se reproduziu.   

Resta Um carinho esquecido, um afago a ser lembrado e um afeto nunca recebido.

Resta Um filme a ser visto, um aplauso a ser ouvido e um som a ser imitado.

Resta Um enquadramento por fazer, um som e uma luz em sintonia.

Resta Um coração a ser tocado, um amor a ser encontrado.

Resta Um barco no oceano e um barco-olho rumo ao infinito.

Resta Um motivo a mais para se cultivar a ética, um passo a mais a ser dado, um gesto a menos a ser esquecido.

Resta Um belo quadro na parede, flores viçosas na varanda e um roteiro a ser escrito.

Resta Um canto triste a embalar a solidão e um tango sempre disposto a tocar.

Resta Um coro de pássaros a anunciar uma manhã na qual os jornais só estampem boas notícias e um amor de pai e mãe que nem a dor da ingratidão abafou.

Resta Um gol argentino a ser aplaudido, um drible de Messi a ser imitado e uma canção de Lupicínio ecoando na sala. 

Resta Um desvario a ser socorrido, um cotidiano de sonhos a percorrer o imaginário e um arrojo de Kubrick a ser lembrado. 

Resta Um quadro de Picasso a querer ver, um Renoir ainda intacto, um Rembrandt pra quem desconhece as nuances da cor e um bolero de Ravel acordando as madrugadas douradas. 

Resta Um caminho novo a buscar, uma ousadia nova a perseguir e um lixo amontoado na calçada que Vik Muniz precisa transformar. 

Resta Um samba em homenagem à nata da malandragem, um swingue de Gil e Mautner, um ator com a competência de Mauro Mendonça, um desejo de ouvir a contagiante gargalhada de Zéu Brito e mais algumas pérolas de Wisnik.

Resta Um canto feliz de andorinha a sonorizar a espera tão acalentada, e um movimento de Tchaikovsky tocando pra quem não tem medo da música clássica. 

Resta Um texto de Rubens Ewald Filho pra ler, um poema de Jorge Salomão que não nos sai da cabeça, um personagem para Fernando Eiras interpretar e um ator da grandeza de Emiliano pra gente ensinar aos que ainda vão chegar.

Resta Um brilho no olhar da criança esquecida nas madrugadas soturnas das grandes cidades, e um brilho de esperança no gesto de quem vivencia a solidariedade. 

Imagem de Aos Pés, premiado curta do cineasta gáucho Zeca Brito…

Resta Um take a mais de Zeca Ferreira, mais um documentário que Gui Castor está a concluir, uma nova inquietude imagética de André da Costa Pinto, e um novo mergulho nas invenções fílmicas de Zeca Brito.

Resta Um outro Benjamim de Gardenberg para Paulo José, um outro Suassuna para Nachtergaele, um texto com a concisão de Carlos Alberto Mattos, um novo documentário com a assinatura de João Moreira Salles e o precioso olhar de Coutinho.

Resta Um livro a ser lido e um grande autor a ser celebrado. 

Resta Um disco bonito na vitrola, um guardanapo com um poema que a noite revelou, um lenço para amparar lágrimas de amor. 

Resta um quadrilátero de paixão nas esquinas nas quais ela em vão aguardou um adeus. Resta Um um sinal de que a vida é o bem maior. 

Resta Um poeta que a noite teima em querer despertar e um silêncio revelador que o ouvido atento antevê. 

Resta Um desassossego da alma em desalinho pela paixão que arrebata e se intromete nas horas mais improváveis.

 

Resta Um violão dedilhando Bossa Nova e um bar em Ipanema rememorando Vininha.

Resta Um choro de flauta aguardando Pixinguinha e um verso ousado de Clarice, Coralina ou Adélia Prado.

Resta Um solo de Toquinho, uma marchinha do Lalá, um twiiter de Carpinejar e um olhar acurado de Caetano que a manhã precisa revelar. 

Resta Um minuto para que possamos afirmar a palavra necessária e um espanto ante à embriaguez do luar. 

Resta Um comovido apelo à Paz e uma busca incessante pela alquimia dos grandes amores. 

Resta Um olhar sempre atento à obra de Truffaut e à dramaturgia de Fassbinder, um interesse crescente pelo bandoneon de Piazzolla e um espanto ante à indiferença da sociedade do descartável. 

Resta Um motivo sempre novo para ver Fernanda representar e reler a grandeza necessária de Ibsen. 

Resta Um atrevido gosto pelos filmes incompreensíveis e um incontido apego aos lugares onde a emoção fez amigos e plantou saudades. 

Resta Um cantinho, um violão, um microfone para celebrar Mário Reis e um anseio de ouvir cantar como Francisco Alves. 

Resta Um filme de Bressane a ser visto e estudado e um olhar acurado sobre a cinematografia inspiradora da Belair. 

Resta Um dilacerante silêncio ante a brutalidade do desaparecimento de John Lennon e um inexplicável mal-estar ante as ingerências nefastas da política no cotidiano. 

Resta Um infinito e revolucionário desejo de se perpetuar nos fotogramas que hoje são pixels nas alquimias da edição digital, tão rápida e eficiente que nos faz brincar com as horas e achar graça da facilidade de criar temporalidades diversas, fazer andar pra frente e retroceder nos ponteiros de nossa imersão cotidiana. 

Resta Um constante e permanente desejo de continuar abraçando o cinema brasileiro e um desejo intermitente de ouvir o som paralâmico da guitarra de Herbert Vianna

Resta Um olhar para A Última Palavra, aquela que nos tirará do dilema profundo que parece nos atar ao nada existencial. 

Resta Um indormido desejo de expressar-se e traduzir em imagens o que vai n’alma e no pensamento. 

Resta Um permanecente intuito de reaprender a amar pra não morrer de amar mais do que pude. 

Resta, sobretudo, essa vontade enorme de acertar e prosseguir fazendo cinema e apostando em coisas nas quais acreditamos, sejam elas concludentes ou não. 

Resta ademais um desejo de falar de vida, o aconchego do abraço amigo nas noites eternas, e a ânsia de chegar a um tempo onde a ingratidão morra de sede, a indiferença naufrague de tédio, a injustiça definhe por inanição e a estupidez se envergonhe de existir… 

Porque, enfim, Resta Um desejo de amar e ser amado

Amar sem mentir nem sofrer

Desejo de amar sem mais adeus…

Até, quem sabe,

Resta Um desejo de morrer de amar mais do que pude. 

Enfim, Resta Um anseio de que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado. 

* O título deste artigo e as palavras finais nos foram inspirados por textos do cronista Artur da Távola, bem como as citações óbvias aos versos do saudoso poeta Vinícius de Moraes

Mostra Internacionmal de Sampa Começa Amanhã

 * Da lavra de meu querido amigo CARLOS ALBERTO MATTOS, o bam-bam-bam dos Documentários:

Caixa de texto:   Divulgação A supermaratona da 34ª edição da ‘Mostra Internacional de Cinema de São Paulocomeça amanhã. Infelizmente, mais uma vez não vou poder estar presente para apreciar as pérolas pescadas por Leon Cakoff e sua equipe. Várias delas, porém, já conferi no recente Festival do Rio. Deixo aqui alguns pequenos comentários e links para resenhas desses filmes da seção Perspectiva Internacional:

A Suprema Felicidade” (Brasil), de Arnaldo JaborMesmo quem disse ter gostado não conseguiu explicar por quê. Jabor embola Fellini, “Closer”, Nelson Rodrigues e muitas referências mas num conjunto abarrocado, irregular e interminável.

Armadillo” (Dinamarca), de Janus MetzDoc que faz a guerra do Afeganistão parecer coisa encenada. Tem seu grande momento numa matança de talibãs e o subsequente questionamento dos métodos utilizados e do desrespeito aos mortos.

Avenida Brasília Formosa” (Brasil), de Gabriel MascaroLeia resenha.

Bebês” (França), de Thomas BalmesCriou a etnografia lactente: conheça o mundo através de quatro bebês de três continentes. Cuidados familiares, higiene, relações com o espaço e o lúdico.

Além disso, os nenéns são irresistíveis.

Cópia Fiel” (França/ Itália), de Abbas Kiarostami – Não é um grande Kiarostami. Parece um Resnais menor. Discute originais x cópias em nível um tanto básico e fantasioso. Mas tem Juliette Binoche brilhando em cada frase e cada olhar.  

Culturas de Resistência” (EUA), de Iara LeeLeia resenha.

Diário de Uma Busca” (Brasil/ França), de Flávia CastroUm belo doc, vencedor da categoria e do Prêmio da crítica internacional no Festival do Rio. Pesquisa histórica, insights humanos e respeito pelas dúvidas que o filme não pode elucidar.

Dong” (China), de Jia Zhang-KeLeia resenha.

Elvis & Madona” (Brasil), de Marcelo LaffitteFilme popular atrevido e de boa cepa. Não é isento de problemas, mas acredita tanto em sua exótica hipótese romântica que acaba nos encantando e divertindo.

HeartBeats” (Canadá), de Xavier DolanNão confirmou minha boa impressão do primeiro filme de Dolan, “Eu Matei Minha Mãe” (2009).  Muita afetação sub Kar-Wai num triângulo amoroso que não emplaca nem sai de cima.

Inútil” (China/ Hong Kong), de Jia Zhang-KeLeia resenha.

José & Pilar” (Brasil/ Portugal/ Espanha), de Miguel Gonçalves MendesLeia resenha.

Memória Cubana” (França/ Brasil/ Cuba), de Alice de Andrade e Iván NápolesLeia resenha.

Memórias de Xangai I Wish I Knew” (China), de Jia Zhang KeLeia resenha.

Nossa Vida” (Itália/ França), de Daniele Luchetti – Não chega a ser um Nanni Moretti, mas tem lá seu interesse. Sobretudo pela performance de Elio Germano, num tipo de personagem ‘humanodefeituoso’ que só os italianos parecem saber construir.

Nostalgia da Luz” (França/ Alemanha/ Chile), de Patricio GuzmanLeia resenha.

O Círculo” (Irã), de Jafar PanahiLeia resenha.

O Último Comandante” (Brasil/ Costa Rica), de Isabel Martinez Artavia e Vicente FerrazSaí desapontado dessa dramatização pesada e antiquada da história de um ex-líder da Revolução Sandinista. Paco Jarquín renegou seu passado glorioso, mas o filme não precisava ter renegado a sutileza e a boa dramaturgia.  

Of Gods and Men” (França), de Xavier BeauvoisFilme bonito, sóbrio, muito bem interpretado, mas que veicula um elogio ao racionalismo democrático europeu contra os ‘bárbaros’ árabes. Achei etnocêntrico e, no fundo, bastante carola.  

Os Palhaços” (Itália), de Federico FelliniLeia resenha.

Palavra e Utopia” (Portugal/ França/ Espanha/ Brasil), de Manoel de OliveiraLeia resenha.

Ser e Ter” (França), de Nicolas Philibert – Leia resenha.

Um Filme Falado” (Portugal/ França/ Itália), de Manoel de Oliveira Leia resenha.

Uma Mulher, Uma Arma e Uma Loja de Macarrão” (China), de Zhang Yimou – O chanchadão xaolin diverte ocasionalmente. Yimou refere-se tanto aos irmãos Coen (é um remake deGosto de Sanguee cita “Onde os Fracos Não Têm Vez) quanto a ele próprio. Há traços comuns e paródicos com “Ju Dou”, Lanternas Vermelhase O Clã das Adagas Voadoras”.

Acesse: http://carmattos.wordpress.com / https://twitter.com/carmattos

Grandes Sucessos do Cinema Brasileiro em Debate

Arrasa Quarteirão Brasileiro – Os Maiores Sucessos de Público de Todos os Tempos

Este o tema do encontro A Fórmula do Blockbuster – como conquistar o público, com a participação de Marco Aurélio Marcondes, Diler Trindade e Pedro Rovai que, irão sentar-se à mesa com Gustavo Dahl no próximo domingo, dia 3, às 18h, na Sala de Cinema da Gamboa, na sede do Festival do Rio, com entrada franca.

O encontro tem como tema a edição nº 52 da revistaFilme Cultura’ – que voltou a circular trimestralmente em abril deste ano, iniciativa do Instituto Herbert Levy, com patrocínio da Petrobras.

Na edição nº 52cuja capa traz o títuloArrasa Quarteirão – os filmes brasileiros que todo mundo viu’ -, destacamse uma entrevista exclusiva com Daniel Filho – a versão integral estará disponível no site da revista no domingo -, uma tabela com todos os filmes brasileiros que fizeram mais de 1 milhão de espectadores desde a década de 70, um perfil de Roberto Farias, além de artigos da equipe fixa de colaboradores: Marcelo Cajueiro, João Carlos Rodrigues, Carlos Alberto Mattos, Daniel Caetano, Joana Nin; e um editorialartigo de Gustavo Dahl.

Também colaboraram para a edição Luciana Corrêa de Araújo, João Luiz Vieira, Rafael de Luna Freire, Alfredo Sternheim, Susana Schild, André Piero Gatti, Ruy Gardnier, Jorge Vasconcellos, Luíz Alberto Rocha Melo e Caio Cesaro. Na coluna ‘E Agora?’, a edição traz Vladimir Carvalho e Paulo Sacramento. No encontro serão distribuidos 300 exemplares da revista.

Além do lançamento da nova edição, os presentes terão a oportunidade única de adquirir a versão impressa facsimilar, em cinco volumes, das quase 4.000 páginas de ‘Filme Cultura’ – publicadas entre 1966 e 1988 – que reproduzem fielmente as edições 1 a 48 e mais duas especiais internacionaisFestival de Cannes e Festival de Berlim.

Nestes volumes, encontra-se a crônica do cinema brasileiro e de aspectos importantes do cinema internacional no período. Em suas páginas, textos hoje considerado clássicos de Jean-Claude Bernardet, Sérgio Augusto, Antonio Moniz Vianna, Ismail Xavier, Inácio Araújo, João Luiz Vieira, Rogério Sganzerla e Jairo Ferreira, entre muitos outros nomes de peso.

Entre seus editores, a Filme Cultura contou com Ely Azeredo, Flávio Tambellini, David Neves, José Carlos Avellar, Cláudio Bojunga e João Carlos Rodrigues.

Seu conteúdo abrangia críticas de filmes, ensaios, pesquisas, entrevistas, perfis, catalogação de diretores brasileiros e estrangeiros, bem como artigos sobre técnica, produção, mercado, festivais e premiações. Há também um precioso material iconográfico sobre a história do cinema brasileiro, fundamental para cinéfilos, pesquisadores e estudantes.

No dia do encontro a coleção estará a venda pelo preço promocional de R$ 50custa R$ 100 -, nas principais livrarias do país

* Informações de Carlos Alberto Mattos

Site: http://www.filmecultura.org.br.

Acesse: http://carmattos.wordpress.com / https://twitter.com/carmattos

Encerramento dos FARÓIS: IMPERDÍVEL !!!

Jornalista CARLOS ALBERTO MATTOS informa: 

Mostra Faróis -É HOJE o brinde de encerramento, 18h30, na Caixa Cultural.

Vamos reprisar os curtas premiados da Sessão Novas Luzes:

 

Áurea, de Zeca Ferreira

Mãos de Outubro, de Vitor Souza Lima

Bailão, de Marcelo Caetano  

Haruo Ohara, de Rodrigo Grota

 

O programa é lindo e raramente você vai ver esses extraordinários curtas juntos assim de novo.

 

Em seguida à sessão, serviremos um pequeno coquetel. 

Se puder, apareça. Continue ligado no blog www.faroisdocinema.com.br

 

Abraços e obrigado pela atenção durante a mostra.

Carlos Alberto Mattos 

FARÓIS de Bodanzky e Eryk Rocha

Carlos Alberto Mattos avisa dos FARÓIS, interessante mostra de cinema documental que acontece na capital carioca:

Um dos encontros mais esperados da Mostra Faróis acontece HOJE:

Jorge Bodanzky e Eryk Rocha vão conversar sobre seus filmes e suas grandes referências no cinema.   

Será na Caixa Cultural, logo em seguida à exibição de 18h30, em 35mm, de Iracema – uma Transa Amazônica, de Bodanzky e Orlando Senna. 

A programação de hoje na Caixa reúne filmes e faróis de Bodanzky e Eryk:

15h30 – Ociel del Toa (Nicolás Guillén Landrián) + Nós e As 4 Estações (Artavazd Pelechian)
16h – Hiroshima Meu Amor (Alain Resnais)
18h – Pachamama (Eryk Rocha)
18h30 – Iracema – Uma Transa Amazônica + encontro
 
Para quem quiser chegar só para o bate-papo, este começa pontualmente às 20h.

Áurea é Música Brasileira nos Faróis

Exiba convite[4...jpg na apresentação de slides
É o cineasta carioca ZECA FERREIRA quem convida:
 
Amigos,
faremos amanhã uma sessão bem especial do Áurea dentro da Mostra Faróis do Cinema, organizada pelo crítico Carlos Alberto Mattos.
O filme passará dentro da sessão Novas Luzes, junto com os curtas “Bailão”, de Marcelo Caetano, “Haruo Ohara” (de Rodrigo Grota) e “Mãos de Outubro” (Vítor Souza Lima), seguido de debates com os realizadores. A sessão acontece no Oi Futuro Ipanema com reprise no domingo, 19, na Caixa Cultural (sem debate). Seguem abaixo os horários. O convite, em anexo, deve ser impresso e apresentado na bilheteria.
Apareçam!

19/09 

OI FUTURO IPANEMA

19h00 – Áurea ( Zeca Ferreira)

– Mãos de Outubro (Vitor Souza Lima)

– Bailão (Marcelo Caetano)

– Haruo Ohara (Rodrigo Grota)

– Encontro com os realizadores 

Dia 19/09 (domingo)

CAIXA CULTURAL

18h30 – Encerramento – Sessão Novas Luzes:

– Áurea (Zeca Ferreira)

– Mãos de Outubro (Vitor Souza Lima)

– Bailão (Marcelo Caetano)

– Haruo Ohara (Rodrigo Grota)

* O documentário Áurea evidencia o talento e a bela voz da cantora Áurea Martins, em bem articulado roteiro do próprio Zeca com belíssima fotografia do cearense Pedro Urano.

O filme é dos mais belos curtas da recente safra brasileira e será exibido semana que vem na Mostra Competitiva do Festival Curta Canoa, que acontece de 18 a 25 na praia cearense de Canoa Quebrada, no município de Aracati.

* VAMOS AO CINEMA !

Eduardo Coutinho e Vladimir Carvalho Conversam

Jornalista Carlos Alberto Mattos lembra programação de HOJE da Mostra FARÓIS DO CINEMA – DOCUMENTÁRIO BRASILEIRO:

Hoje, haverá encontro histórico entre Eduardo Coutinho e Vladimir Carvalho após a exibição de Cabra Marcado para Morrer (em que os dois foram parceiros), às 18:30h.
É a primeira vez que os dois documentaristas vão estar juntos para conversar sobre seus filmes e suas admirações no cinema. Para quem já tiver assistido ao filme ou só puder chegar mais tarde, a conversa terá início por volta de 20h.
 
A programação nas duas salas de cinema da Caixa vai girar em torno dos dois realizadores e seus “Faróis”:
15h30 – A Pedra da Riqueza (Vladimir Carvalho) + O Homem de Aran (Robert Flaherty)
16h – O País de São Saruê
18h – Faces (John Cassavetes)
18h30 – Cabra Marcado para Morrer, seguido do encontro
Saiba tudo sobre a Mostra: www.faroisdocinema.com.br