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Arrastão ANÁPOLIS, em capítulos…

Breves anotações sobre os dias de Cinema, bom papo, música e afetividades em Anápolis… 

Bruna Chiaradia, Giselle Motta e Erom Cordeiro apresentam O Palhaço

A ida a Goiás para a realização do II Festival de Cinema de Anápolis foi boa desde o convite. Débora Torres, este dínamo em forma de mulher (idealizadora e coordenadora-geral do Festival),nos convidou ainda em dezembro e, presente à primeira edição, sabia de antemão como seria recebida, e que iria ter muito o que fazer, trocar e conversar no promissor município goiano.

E assim foi: de 19 a 26 de março deste 2012, ancorei minhas ideias e energia em Anápolis, e tudo correu ainda muito melhor do que esperava.

O Festival teve um crescimento admirável e desta vez já deu para sentir logo de início que a cidade abraçou o acontecimento como realização sua. Mérito da Prefeitura, trunfo da Secretaria de Cultura, e aplausos ao esforço e empenho indormidos de Débora Torres.

Débora Torres, incansável na realização de grandes festivais, amiga-irmã querida, cineasta e produtora de exímia competência …

O II Festival de Cinema de Anápolis, cujas exibições acontecem no Teatro Municipal (com reprise todos os dias em algum bairro da periferia da cidade), contou com casa cheia todas as noites, mobilizou jovens de todas as idades e viu o cinema brasileiro contaminar célere e certeiro o coração de novos interessados em adentrar no fascinante mundo audiovisual.

Irandhir Santos, representando o filme Olhos Azuis, levou o troféu de Melhor Ator…

O Prefeito Antônio Gomide e o Secretário Augusto César Almeida reiteraram diversas vezes a satisfação com os resultados obtidos com o investimento no festival, e afirmaram que, independente de quem seja o vencedor na próxima eleição, o Festival já está consolidado e não ha mais como deter seus passos rumo a novas e melhores edições. 

Rubens Ewald Filho, o renomado Curador, sempre cercado de fãs…

NA ESTÂNCIA 

O resort Estância Park, que mais parece uma enorme chácara encravada no mais verde dos habitats de Anápolis, é o pouso feliz de quem participa como convidado do Festival de Anápolis. Impossível é não sucumbir, como diria o menestrel alagoano Djavan. E é mesmo. Como não se enfeitiçar por aquela tranquilidade em forma de imersão sensorial absoluta da Estância, onde a Paz fez morada e os dias tranquilos se sucedem entre tempos nublados, muito sol, calor, chuva e lindas paisagens, recheadas de belas flores e um verde contagiante ?

Difícil querer sair de lá pra ir a qualquer lugar – a não ser quando se pronuncia o nome El Hajj, o ótimo restô árabe onde almoçamos todos os dias… delícias em forma de pratos e guloseimas.

A Estância é tão agradável que dá vontade de ficar ali o dia inteiro conversando amenidades, tomando suco, desfilando alegrias e contando historias. Pra tudo ficar perfeito, só falta mesmo umas belas e generosas redes espalhadas por entre as belezas de seus jardins. 

ENCONTROS 

Débora Torres, Aurora Miranda Leão e a Princesinha Rafaella…

Os encontros em Anápolis são sempre tão agradáveis que a gente já chega lá revestido de saudade porque sabe: na hora da despedida, vai deixar muita coisa boa pra trás. Essa sensação tomou conta desta redatora logo da minha primeira estada ali, em 2011. E foi por isso que nasceu o curta-metragem O Sumiço de Alice, uma tentativa, talvez, de deter aqueles dias de calmaria, prosa farta e boa convivência no coração do município de Anápolis. Ou talvez uma forma de carregar sempre consigo a recordação de um tempo feliz, cercada de  verde e pessoas que gostam das mesmas coisas, ou ainda uma forma de espalhar aos quatro ventos o quão é saudável, bom e revitalizador estar num lugar propicio, em boa companhia e fazendo o que se gosta.

Nesse clima, foi ali onde conheci, na edição passada, a carismática e inesquecível figura do produtor Walter Webb, baiano que vive na ponte São Paulo-Los Angeles, cuja prosa flui aos borbotões e faz a tristeza passar longe.

Walter Webb entre as lindas Bruna Chiaradia e Giselle Motta…

Um encanto de pessoa, assim como também a querida poetisa Selva Aretuza, meiga e acolhedora, que também figura no curta rodado em Anápolis. E ainda o encontro mágico com Dila Guerra, Manaíra Carneiro, Felipe Brida, Alex Moletta, Eduardo Cardoso (‘amigo novo, parceiro novo’, como diria o mestre Vinícius de Moraes), Bianca Menti, o embaixador Lauro Moreira, Alberto Araujo, Pedro Pinheiro, Marcus Annolli, Serina Raruá e Almir Torres, alem da sintonia imediata com a leveza carismática e  simpatia contagiante de Zezeh Barbosa.

Carlos Alberto Riccelli, Aurora e Rubens Ewald Filho: encontro cheio de prosa…

Leandro Firmino da Hora e Aurora Miranda: reencontro feliz…

Sem esquecer do reencontro com o querido Mestre Rubens Ewald Filho (!), a querida Alice Gonzaga, Guido Campos, Mallu Moraes, Laurinha Pires e Ed Cajazeira, Ângela Torres, Miguel Jorge, João Batista de Andrade, Lucília e Vladimir Carvalho, e Itamar Borges.

Alice Gonzaga, Débora Torres e Cid Nader: Cinema, produção e jornalismo…

Aurora e o casal Babu Santana e Bruna Barros: cinema e teatro nas conversas…

Os encontros este ano foram em maior número, umas das confirmações do crescimento inconteste do festival. Ingra Liberato, Carlos Alberto Riccelli, Leandro Firmino da Hora, Babu Santana e Bruna Barros, David Cardoso, Fernando Alves Pinto, Wandi Doratiotto, Erom Cordeiro, Gustavo Machado, Flavia Rodrigues, Zózimo Bulbul, Edward e Betina Vianny, Elisa Tolomelli, Lucília e Vladimir Carvalho, Alice Gonzaga, Walter Webb, Serina Raruá, Ângelo Lima, Alex Moletta, Antônio Balbino, e em especial Germano Pereira e as lindas Giselle Motta e Bruna Chiaradia, inauguraram uma nova página em minhas afetividades.

Germano Pereira, Alice Gonzaga, Rubens Ewald Filho e Aurora Miranda Leão…

Enquanto Rubens Ewald Filho, o ilustre Curador, reforçou mais uma vez o tanto que merece de carinho, aplauso e adesão. Lembrando ainda de citar os que se fizeram queridos logo de cara como Delvo Simões, Walace Oliveira, Julliana Pinheiro, Rafaela Torres, Thalyane e Rebeca Romero. Estes também foram mais que especiais para tornar a estada em Anápolis ainda mais prazerosa, contribuindo sobremodo para fazer chegar ao meu escaninho emotivo-imagético a ideia de um novo curta-metragem. Para este, com título provisório de Take 2, já gravaram Rubens Ewald Filho, Walter Webb, Bruna Chiaradia, Débora Torres e Alice Gonzaga.

Quarteto feminino: Giselle Motta, Flávia Rodrigues, Bruna Chiaradia e Aurora Miranda Leão…

Delvo Simões e Alice Gonzaga: ele coordenu o júri e fez a diferença; ela espalhou alegria…

Anápolis encerra Festival de Cinema com fôlego de gigante…

Festival idealizado por Débora Torres e realizado pela Prefeitura Municipal reúne grandes filmes e expressivos nomes, provando que veio para ficar e demarcar importante espaço no cenário audiovisual

A segunda edição do Festival de Cinema de Anápolis consagrou como grandes vencedores os filmes Estômago, Olhos Azuis e Como Esquecer.

Realizado de 19 a 26 de março, o festival foi idealizado pela produtora e cineasta Débora Torres, e possível graças à Prefeitura Municipal (através da Secretaria de Cultura), que tem como diretriz básica investir em Cultura e Educação. Único festival a homenagear o pioneiro Adhemar Gonzaga (jornalista fundador da revista Cinearte e da Cinédia) com o nome de uma mostra, o Festival de Cinema de Anápolis reuniu importantes nomes da cinematografia brasileira, de diversas regiões, numa semana de muita troca de experiências, debates, oficinas, homenagens, e exibições gratuitas, no teatro municipal e em diversas praças de comunidades da periferia anapolina.

Rubens Ewald Filho assinou a Curadoria da Mostra Adhemar Gonzaga de Longas-Metragens, na qual concorreram os seguintes filmes: Onde está a felicidade ?; As melhores coisas do mundo; Estômago; Como esquecer; O Palhaço; e Olhos azuis – todos os filmes contaram com pelo menos um representante presente ao festival, que teve ainda mostra de curtas anapolinos e mostra de documentários do centro-oeste.

A abertura foi com o documentário Bokemboka – a trajetória de ‘Seu Menino’ (vencedor do Prêmio Incentivar, concedido pela Prefeitura Municipal de Anápolis, na primeira edição do Festival), seguindo-se Rock Brasília – Era de Ouro, de Vladimir Carvalho.

Entre os muitos homenageados, Zózimo Bulbul, João Batista de Andrade, Embaixador Lauro Moreira, Vantoen Pereira Jr., Hermes Leal, André Moraes, Oscar Magrini, David Cardoso e Bete Mendes (a única que não pôde comparecer devido a compromissos por conta da novela Gabriela). Todos estes receberam o Troféu Anápolis, criação do artista anapolino Napefi.

David Cardoso também recebeu o troféu Anápolis e lançou livro no Festival…

Betina Vianny lançou livro com a obra do pai, e recebeu cumprimentos de Aurora Miranda Leão…

O festival também contou com lançamentos dos seguintes livros: ‘Davi Cardoso – O Rei da Pornochanchada’, autobiografia do ator; Acervo de Alex Vianny, de autoria da atriz Betina Vianny; Ensaios de Cinema, do crítico L.G. de Miranda Leão; Dicionário de Filmes Brasileiros – Curtas e Médias, por Antônio Leão; Cinema (d) e Horror: ensaios críticos, por Carolina Sartomen; além do lançamento do Box Mulheres que fazem cinema, reunindo 10 curtas de cineastas goianas – lançamento da Associação de Cinema Independente de Goiás (Acine).

No palco, convidados recebem box Mulheres de Cinema, lançado pela ACINE…

O Festival de Anápolis contou ainda com uma mostra paralela de filmes do cineasta João Batista de Andrade, e outra com curtas-metragens do ator e cineasta Zózimo Bulbul, que também participou (e foi muito aplaudido) de debate promovido pelo Cineclube Xícara da Silva, co-realizador do Festival. Aliás, cineclubistas do centro-oeste estiveram reunidos ali também por conta do I Encontro Anápolis de Cineclubes. E teve ainda o Festivalzinho, de 20 a 25 de março, com a exibição do filme Pequenas Histórias, de Helvécio Ratton, ofertado às crianças das escolas municipais mas com entrada franca a toda a comunidade.

Zózimo Bulbul e Vladimir Carvalho em foto de Aurora Miranda Leão…

Germano Pereira mostrou que além de ótimo ator, também canta e toca com simpatia e competência… a noite foi no Pub 767 e a platéia quase não deixa ele sair do palco… Saravá !

A comissão julgadora, coordenada pelo produtor Delvo Simões, foi formada por Rosamaria Murtinho, Alice Gonzaga, Leandro Firmino da Hora, Walter Webb, Ingra Liberato, o embaixador Lauro Moreira, Germano Pereira, Vladimir Carvalho e Jarleo Barbosa. Dentre as oficinas, Cinema e Filosofia com a socióloga gaúcha Ada Kroef, e Produção de curta digital de baixo custo, com o dramaturgo e roteirista Alex Moletta.

Alice Gonzaga, David Cardoso e Aurora Miranda Leão no hall do Teatro Municipal…

Murilo Rosa e Elisa Tolomelli no debate sobre o longa Como esquecer

Além de todos os nomes já citados, circularam em Anápolis na semana do Festival, os seguintes atores, atrizes e produtores: Carlos Alberto Riccelli, Murilo Rosa, Fernando Alves Pinto, Irandhir Santos, Erom Cordeiro, Gustavo Machado, Babu Santana, Bruna Barros, Elisa Tolomelli, Cláudia Natividade, Mallu Moraes, Ana Carolina Machado (do filme O Carteiro), Wandi Doratiotto, Flávia Rodrigues, Ângelo Lima, e as belas atrizes Gisella Motta e Bruna Chiaradia (do filme O Palhaço).

Gisella Motta, Flávia Rodrigues, Bruna Chiaradia e Aurora Miranda Leão…

Wandi Doratiotto, Aurora Miranda Leão e Fernando Alves Pinto: curtição na noite anapolina…

Carlos Alberto Riccelli também curtiu a noite anapolina e distribuiu simpatia…

De quebra, a organização do Festival ofereceu alguns passeios prá lá de especiais, entre esses uma visita à Base Aérea de Anápolis, ao Porto Seco, e um passeio à Pirenópolis, onde um grupo, liderado pelo produtor Walter Webb, foi fazer uma visita à atriz Eliane Lage (Diva do cinema brasileiro dos anos 50, estrela dos filmes Sinhá Moça e Ravina).

Walter Web, Eliane Lage, Lucília e Vladimir Carvalho, e Lauro Moreira…

Confira os vencedores:

1.1 – Melhor Filme de Ficção  – ESTÔMAGO-de Marcos Jorge-R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) mais troféu;

1.2 – Melhor Direção-OLHOS AZUIS-de José Joffily – R$ 12.500,00 (doze mil e quinhentos reais) mais troféu;

1.3 – Melhor Ator-OLHOS AZUIS-Irandhir Santos –R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.4 – Melhor Atriz-COMO ESQUECER-Ana Paula Arósio –R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.5 – Melhor Ator Coadjuvante-ESTÔMAGO-Babú Santana – R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.6 – Melhor Atriz Coadjuvante-ESTÔMAGO-Fabíula Nascimento – R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.7 – Melhor Roteiro-OLHOS AZUIS- Paulo Halm e Melanie Dimantas – R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.8 – Melhor Fotografia-AS MELHORES COISAS DO MUNDO- Mauro Pinheiro Jr. – R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.9- Melhor direção de Arte-O PALHAÇO- CLAUDIO AMARAL PEIXOTO-

R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.10-Melhor Montagem-OLHOS AZUIS- Pedro Bronz- R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.11-Melhor Som-ONDE ESTÁ A FELICIDADE?- Miriam  Biderman, ABC, e Ricardo Reis

 R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.12Melhor trilha Sonora-AS MELHORES COISAS DO MUNDO-BiD- R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu; 

A produtora e roteirista Cláudsa Natividade com Babu Santana: prêmios para Estômago

1.13- – Melhor curta-metragem documentário do Centro-Oeste-DIGA 33-de Angelo Lima –– R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

 

David Cardoso, Carlos Alberto Riccelli e Rubens Ewald Filho: feliz reencontro de amigos…

1.14 – Melhor curta-metragem Anapolino-O GIRO DA CAPELINHA-de Arnaldo Salustiano de Moura – Prêmio Incentivar- Secretaria Municipal da Cultura à Produção de curta-metragem que será destinado à produção de um novo curta-metragem a ser produzido na região de Anápolis e exibido na abertura do 3º ANÁPOLIS FESTIVAL DE CINEMA – R$ 37.500,00 (trinta e sete mil e quinhentos reais) mais troféu;

 

Débora Torres e Alice Gonzaga: amizade acalentada pela Sétima Arte…