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Agosto de Cinema e Cultura Asiática em Sampa

TRAFFIC  terá primeira edição de 2 a 9 de agosto 

 

Será a primeira mostra cinematográfica de filmes representantes do cinema asiático, especialmente da Ásia Oriental e Sudeste Asiático. Durante o TRAFFIC, cerca de 30 títulos serão exibidos no Cine Livraria Cultura, Cinemateca Brasileira e Cine Olido. O festival também levará a São Paulo convidados da região asiática, além de apresentar alguns títulos de Hong Sang-soo e homenagear o diretor Carlos Reichenbach. 

A edição de estreia do TRAFFIC – Festival de Cinema e Cultura Asiática de São Paulo –, tem curadoria de John Badalu, direção artística de Suzy Capó,  produção executiva de Rafael Sampaio e Chris Liu. 

Curador, produtor, professor, crítico e consultor em mais de dez instituições de prestígio dentro e fora do seu país, a Indonésia –  como o Festival Internacional de Cinema de Berlim e o Hong Kong Film Award –, Jhon Badalu apresentará uma programação marcada pela diversidade cultural dos países representados e dos estilos cinematográficos que a compõem.  

 

São Paulo, possui o maior número de pessoas que se declaram de origem asiática do Brasil – cerca de 456 mil são de origem oriental, dos quais 326 mil japoneses, a maior comunidade fora do Japão. 

Além disso, calcula-se que vivem no Brasil, 1,5 milhão de japoneses, 350 mil sino-brasileiros (chineses ou taiwaneses) e 50 mil coreanos. Asiáticos são os principais povos que imigram para São Paulo. Mais de 70% dos brasileiros asiáticos estão no Estado de São Paulo.  

Vale lembrar: a China e o Japão conformam a 2a e 3a maiores economias do mundo. Depois dos EUA, a China é o 2o maior mercado de  filmes do mundo, além de ser um forte mercado atualmente em expansão para importação e exportação no Brasil.  

A programação do Festival TRAFFIC vai reunir longas-metragens que representam de forma diversa aquilo que é produzido nos países asiáticos. De filmes independentes, autorais ou de culto à blockbusters da região, o festival pretende cumprir a lacuna no calendário cultural de São Paulo, exibindo filmes que representam a pluralidade estética, artística e de gêneros das cinematográficas asiáticas.    

O TRAFFIC vai exibir 5 filmes dirigidos pelo cultuado coreano Hong Sang-soo, diretor de mais de 15 títulos entre longas e curtas.

Estão confirmados: Hahaha, Like You Know It All, Oki’s Movie. 

Homenagem ao diretor Carlos Reichenbach 

O cineasta Carlos Reichenbach era um dos habitués das salas da Liberdade e apaixonado pelo cinema japonês. Carlão, como era conhecido no meio, assistia a uma média de dois, três títulos japoneses por semana. Em uma de suas entrevistas, contou que o primeiro impacto com o cinema japonês foi quando assistiu ao Intendente Sansho, de Mizogushi. Carlão contou ainda que viu uma cópia sem legenda, mas mesmo assim ficou absolutamente fascinado. Quando assistiu a Contos da Lua Vaga, decidiu que queria fazer cinema. A exibição do filme de Kenji Mizogushi homenageará Carlão, falecido recentemente. 

TRAFFIC – FILMES confirmados :  

Adorável Homem, de Teddy Soeriaatmadja

P-047, de Kongdej Jaturanrasamee

A Mulher na Fossa, de Marlon Rivera

O Sono Dourado, de Davy Chou

Te Carreguei Pra Casa, de Tongpong Chantarangkul

Remington e a Maldição dos Zumbis Gays, de Jade Castro

O Espelho Nunca Mente, de Kamila Andini

De Volta ao Crime, de Dain Said

Vendados, de Garin Nugroho

Adeus a Carlos Reichenbach

 

O cineasta Carlos Reichenbach morreu na tarde de hoje em São Paulo. Carlão (como era conhecido por todos no meio do cinema) acabara de completar 67 anos exatamente no dia de hoje, 14 de junho. Reichenbach deixa um legado de filmes, textos e muitas ações como incentivador e divulgador do cinema e da cultura. O diretor também foi professor de cinema na ECA – USP durante muitos anos.

 

Carlos Reichenbach nasceu em Porto Alegre mas viveu toda sua vida na cidade de São Paulo, cenário de suas principais obras e local em que participou de diversos movimentos de vanguarda como o Cinema Marginal e as experiências mais autorais do cinema da Boca do Lixo. Premiado nos principais festivais do país, como Brasília, Ceará e Gramado, Reichenbach teve sua obra reconhecida internacionalmente e chegou a ser tema de uma mostra com seus filmes no prestigioso Festival de Roterdã, na Holanda, nos anos 80. O mesmo festival holandês apresentou na sua edição deste ano, em fevereiro, uma cópia restaurada de Liliam M – Relatório Confidencial, de 1975, um dos principais filmes de Carlão. 

Carlão deixa 22 filmes assinados como diretor, 21 roteiros filmados e 38 películas em que dirigiu a fotografia. Seu último trabalho foi “Falsa Loura”, lançado em 2007. Entre seus principais filmes como diretor estão “A Ilha dos Prazeres Proibidos” (1979), “Império do Desejo” (1981), “Filme Demência” (1985), “Anjos do Arrabalde” (1987), “Alma Corsária” (1993) e “Garotas do ABC” (2003).

 

Carlos Reichenbach era sócio da produtora Dezenove Som e Imagens ao lado de Sara Silveira e Maria Ionescu e apresentava, desde 2004, a Sessão do Comodoro no CineSesc, que exibia todo mês filmes raros e inéditos no circuito brasileiro. Reichenbach era casado com Lygia Reichenbach e deixa três filhos e uma neta

Festival de Brasília Já Tem Selecionados

A comissão organizadora do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro está divulgando os selecionados para sua 43º edição. Para compor a mostra competitiva em 35 mm foram escolhidos seis filmes de longa-metragem e 12 filmes de curta-metragem. Já a competição digital terá 22 títulos entre curta e média-metragem. No total, o festival recebeu 455 inscrições, sendo 36 longas e 118 curtas em 35mm e 301 curtas/médias em digital. 

Liliam M - relatório confidencial

Cena de ‘Liliam M. – relatório confidencial’, que vai abrir
o Festival de Brasília. (Foto: Divulgação)

Com forte teor político e marcado por uma seleção de produções inéditas, a mostra será abertura com exibição da cópia restaurada de Liliam M. – relatório confidencial (1975), de Carlos Reichenbach. Com narrativa fragmentada, a história gira em torno do depoimento de uma mulher que muda de identidade e parte em busca de sua liberação sexual.

À epoca do lançamento, Liliam M. – relatório confidencial foi considerado “subversivo” pelo censores da ditadura e teve 20 minutos de cenas cortadas. A protagonista era vivida pela atriz Célia Olga Benvenutti, que contracenava com Benjamin Cattan e Sérgio Hingst.

Na cerimônia de abertura, haverá ainda exibição do curta-metragem 50 anos em 5, de José Eduardo Belmonte. O festival será aberto em solenidade no Teatro Nacional Cláudio Santoro, dia 23 de novembro. O encerramento será no Cine Brasília, dia 30 de novembro, com entrega dos prêmios aos cineastas agraciados.

Confira os filmes SELECIONADOS:

Longas
“A alegria”, de Felipe Bragança e Marina Meliande
“Amor?”, de João Jardim
“O mar de Mário”, de Reginaldo Gontijo e Luiz F. Suffiati
“O céu sobre os ombros”, de Sérgio Borges
“Transeunte”, de Eryk Rocha
‘Vigias”, de Marcelo Lordello

Curtas
“A mula teimosa e o controle remoto”, de Hélio Villela Nunes
“Acercadacana”, de Felipe Peres Calheiros
“Angeli 24 horas”, de Beth Formaggini
“Braxília”, de Danyella Neves e Silva Proença
“Cachoeira”, de Sergio José de Andrade
“Café Aurora”, de Pablo Pólo
“Contagem”, de Gabriel Martins e Maurilio Martins
“Custo zero”, de Leonardo Pirovano
“Fábula das três avós”, de Daniel Turini
“Falta de ar”, de Érico Monnerat
“Matinta”, de Fernando Segtowick
“O céu no andar de baixo”, Leonardo Cata Preta

Mostra competitiva digital

“Com a mosca azul”, de Cesar Netto
“Dalva”, de Filipie Wenceslau
“De bem com a vida – Carlos Elias e o samba em Brasília”, de Leandro Borges
“Do andar de baixo”, de Luisa Campos e Otavio Chamorro
“Entrevãos”, de Luísa Caetano
“Esta pintura dispensa flores”, de Luiz Carlos Lacerda
“Herói”, de Thiago Ricarte
“Lendo no escuro”, de Marcelo Pedrazzi
“My way”, de Camilo Cavalcante
“Naquela noite ele sonhou com um mar azul”, de Aristeu Araújo
“Negócios à parte”, de Juliana Botelho
“O eixo”, de Ricardo Movits
“O filho do vizinho”, de Alex Vidigal
“O gato na caixa”, de Cauê Brandão
“O silêncio do mundo”, de Bárbara Cariry
“Onde você vai?”, de Victor Fisch
“Queda”, de Pablo Lobato
“Queimado”, de Igor Barradas
“Só mais um filme de amor”, de Aurélio Aragão
“Tempo de criança”, de Wagner Novais
“Traz outro amigo também”, de Frederico Cabral
“Últimos dias”, de Yves Moura

Mais de R$ 555 mil devem ser conferidos em prêmios aos vencedores. Sendo R$220 mil para longas-metragens em 35mm, R$70 mil para curtas ou médias-metragens em 35mm e R$65 mil para os curtas em formato digital. Além disso, um Júri Popular premiará dois títulos em 35mm, sendo R$ 30 mil para o melhor longa-metragem e R$ 20 mil ao melhor curta.