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Carpinejar muda de opinião para jamais mudar de sentimento

O Poeta Gaúcho Fabrício Carpinejar, que tem o invejável dom de ENCANTAR, mais uma vez oferta um leque de sentimentos e emoções com maestria de ourives.

É de arrepiar dos pés a cabeça a antológica crônica do Poeta Maior, publicada ontem no jornal O Globo, e reproduzida aqui no #BlogAuroradeCinema, como costumamos fazer sempre que Carpinejar nos deixa sem fala e capta, com absoluta perspicácia, nosso sentimento.

Mais uma vez, O efusivo #AplausoBlogAuroradeCinema para Fabrício Carpinejar, de pé, como ele tanto merece !

NÃO DESEJO ISSO NEM PARA MEUS INIMIGOS

* Fabrício Carpinejar

Amar é sempre faltar algo.

Amar é sempre precisar de algo.

Não é uma suficiência, não nos sentimos completos, não nos enxergamos saciados.

É uma ausência que se cria a cada nova exigência.

Amar é se desfalcar por completo. É se esvaziar e oferecer o próprio corpo como casa.

Só somos inteiros quando não amamos – não nos importamos com as consequências de nossos atos.

Amar é o desespero de se perder mais do que perder alguém. É o desespero de perder alguém mais do que a si mesmo.

É acariciar o fogo e acotovelar a água.

É medir o relâmpago e empurrar a chuva.

Todo descuido dói, toda distração arrebenta, toda resposta evasiva provoca apreensão, todo distanciamento mínimo é uma agressão.

Quem ama é possessivo.

Quem ama é instável.

Quem ama é chato.

Quem ama é indignado.

Quem ama é implicante.

Quem ama é insaciável.

Quem ama é inconsolável.

Quem ama é insubordinado.

Quem ama jamais está contente, jamais está plenamente feliz, jamais está em paz consigo.

Quem ama reclama.

Quem ama protesta.

Quem ama é insuportável.

Quem ama é ciumento.

Quem ama é indeciso.

Quem ama é inverossímil.

Quem ama é tirano.

Quem ama é perturbado.

Quem ama é desequilibrado.

Quem ama é nocivo.

Quem ama é antissocial.

Quem ama cria seus motivos para pressionar e perdoar.

Quem ama não espera, não tem paciência, tem pressa de estar junto para depois não decidir nada.

Quem ama discute por qualquer palavra, cicatriza por qualquer silêncio.

Quem ama muda de opinião para jamais mudar de sentimento.

Quem ama diz que acabou a paciência e se reabastece do impossível para oferecer mais.

Quem ama pede o que não sabe, pelo prazer de não saber e pelo prazer de pedir.

Quem ama experimenta um inferno maravilhoso de depender de uma única pessoa.

A exclusividade é terrorista.

É uma atenção extrema para agradar, para olhar, para corresponder, que não tem como ser natural.

Quem ama não é espontâneo, apenas se atrapalha. É tanta vontade de dar certo que exageramos o cuidado. É tanta vontade de abraçar que esmagamos. É tanta vontade de beijar que mordemos. É tanta vontade de viver que adoecemos.

A preocupação é urgência, a saudade é socorro, o medo é emergência.

Mas só para quem ama. Os outros estão salvos.

Carpi edit

Ainda estou pra ver alguém escrever com a mesma profundidade e empatia do genial poeta gaúcho CARPINEJAR… benza Deus !

Carpinejar: “Quem tem preguiça escreve demais”

Carpi blog

Ele é exatamente o que sugere nos textos que escreve, de todos os tipos, para as mais diversas mídias. Ser aluna do Poeta CARPINEJAR é uma Honra, uma Alegria e um aprendizado cotidiano. O Poeta é Impossível ! Promove com intensidade e constância um revertério na cabeça do aluno, assim como acontece com os ouvintes do programa Consultório Sentimental que ele faz na Rádio Gaúcha com outros dois colegas – Junior Klein e Everton Behenck – , e muitas vezes também o faz nos twittes e crônicas semanais.

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Carpinejar ministrando oficina no curso B.arco. Foto #BlogAuroradeCinema

Partindo do princípio de que a doença é a INDIFERENÇA, o escritor afirma:

A pior coisa que existe hoje é as pessoas terem vergonha do ciúme. Ele é tratado como doença. Você não vai dizer para o namorado que está com ciúme. Vai tentar sonegá-lo, escondê-lo, e ele só vai crescer. Se a mulher confessa que tem ciúme, o homem diz “Você não confia em mim?”. Assim, ele coloca em risco o relacionamento e não permite que você sinta ciúme. E eu acho que o ciúme é indispensável. Porque é a pessoa ciumenta que vai se importar com você, vai ser leal, escutar o que você diz. A gente pensa nos efeitos colaterais do ciúme, no barraco, no escândalo, mas a gente esquece o lado positivo, a cumplicidade, a intimidade, a preocupação. Ele só se torna incontrolável quando sufocado”.

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Carpinejar e a jornalista Aurora Miranda Leão, fã assumida do Poeta gaúcho…

Na aula de CARPINEJAR, que tem duração de 4 horas diárias – das 19h às 23h, o tempo passa mas você não sente. Jamais assisti a uma aula de tempo tão extenso e ao mesmo tempo tão breve. Jamais assisti a aula cronologicamente com mais de uma hora que não olhasse o relógio para ver quanto tempo faltava para terminar. CARPINEJAR consegue a façanha singular de tornar uma aula prazerosa, curta, necessária, relevante, especial, única e ainda consegue te fazer achar que o tempo foi muito curto e ainda há tanto para aprender com ele.

Isso é das proezas que o Poeta alcança… verouvir Carpinejar falando dá súbita impressão de que o tempo parou no espaço e que tudo pode e deve ser eternizado em Poesia, Humor, e Sensibilidade.

Carpi corpo inteiro

O Poeta afirma: “SEM ESTRANHEZA, A GENTE NÃO VALORIZA O QUE TEM”. E ele está, mais uma vez, coberto de razão !

Vida longa para FABRÍCIO CARPINEJAR !

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Fabrício Carpinejar ganha abraço efusivo da jornalista Aurora Miranda Leão…

“A crônica não é feita para ser um cabedal de impressões, é para contar uma história. Escrever é uma alegria, uma dança” – CARPINEJAR

Para Carpinejar, o riso é confissão ! Então, já somos confidentes !

“A poesia possui essa capacidade de perdurar o que não pode ser dito, o que foi sentido

Há tempos, queríamos fazer uma oficina com o Poeta Carpinejar, ouvir uma palestra dele, ir a uma noite de autógrafos, participar de um Consultório Sentimental ao Vivo, fazer uma entrevista com ele, conversar, trocar ideias, enfim, queríamos conhecer o magistral poeta gaúcho de perto. E finalmente, a hora chegou e semana que vem estaremos na oficina dele – que tem o sugestivo título de TANTA TERNURA – lá em Sampa, no Centro Cultural B. Arco.

Calhou de dar certo, calhou de estar no Rio e arrumar tempo de ir a São Paulo, e até esqueci os compromissos a cumprir em Fortaleza. Mas os desígnios de Deus são imperscrutáveis (conforme dizia meu sábio avô, Dr. João Miranda Leão), e se a oportunidade apareceu agora, é porque agora é que tem de ser.

Fabrício Carpinejar: nova oficina poética em São Paulo semana que vem…

E desde quando decidi-me por ir a São Paulo e participar da oficina, e que consegui comprar as passagens, e fiz minha inscrição, penso no quão insólito isso é pra quem há anos é leitora cotidiana do Poeta. E os amigos de verdade entendem e torcem, as amigas comentam e sabem de meu contentamento, e imaginam o tamanho da minha FELICIDADE.

E pensando nisso desde quarta, e, principalmente nesta sexta, em andanças pela orla carioca, fiquei matutando no quão é difícil conviver com o silêncio quando o falar e escrever precisam ser imperativos. Porque, afinal, o que pensa em primeiro lugar um jornalista quando admira alguém e vai encontrá-lo ? Naturalmente, pensa em fazer uma entrevista com esse certo alguém. E ao pensar na entrevista que tanto sonho em fazer com o poeta Carpinejar, sobrevém um estrondoso silêncio, e faltam-me as perguntas. Afinal, o que perguntar a alguém com a transparência de Carpi ? O que indagar a um Poeta que se mostra inteiro em suas belas crônicas (quase diárias) e em suas postagens cotidianas no Twitter ? O que ainda perguntar a quem se revela intensamente, e aos pedaços, em cada ideia ou pensamento que solta para o leitor como quem dá um mergulho num oceano sem medo do desconhecido ou das pedras e feras que possa encontrar no mar ?

Porque quem lê Carpinejar com a atenção devida e a sensibilidade necessária sabe que o POETA está integralmente presente nas palavras que emprega com maestria de ourives. Basta ter o cuidado de prestar atenção: a Alma do Poeta nos é entregue em papel celofane com uma coragem indubitável e uma notável capacidade de despir-se para melhor ofertar-se e solidarizar-se com o leitor !

Diante disso, ronda-me a inquietação: o que direi ao Poeta ao conhecê-lo ? O que ainda falta perguntar a ele que não tenha dito em suas crônicas antológicas, suas entrevistas, suas reportagens, suas participações no programa #encontro, seus ensinamentos no programa da Rádio Gaúcha, seus muitos e maravilhosos livros, seu arrebatador programa A Máquina ?

Não sei por onde começar… mas nada melhor que recorrer ao próprio Poeta para iniciar uma conversa com ele, e assim vou me apoiar em fortalezas carpinejarianas, como ele próprio ensina:

“Quando conhecemos alguém, o mais complicado é acertar as brincadeiras. Afinar o humor. Rir e fazer rir. É somente pelo riso que nos confessamos.”

“Cometa bobagens. Não pense demais porque o pensamento já mudou assim que se pensou. O que acontece normalmente, encaixado, sem arestas, não é lembrado. Ninguém lembra do que foi normal. Complique o que é muito simples. Conte uma piada sem rir antes. Não chore para chantagear. Cometa bobagens. Ninguém lembra do que foi normal. Que as suas lembranças não sejam o que ficou por dizer. É preferível a coragem da mentira à covardia da verdade. Seja imprudente porque, quando se anda em linha reta, não há histórias para contar”

“Não seja séria; a seriedade é duvidosa; seja alegre; a alegria é interrogativa. Quem ri não devolve o ar que respira.”

“Não tenho participação nas duas principais decisões da vida: nascer e morrer. O que me leva a concluir que só posso fazer bobagem.”

É o Poeta quem diz: “Felicidade é estar sensível, disponível, atento a qualquer distração; é uma predisposição a mudar de planos”.

Portanto, eu só posso é estar vivendo um momento de plena FELICIDADE. Afinal, meus planos foram absolutamente mudados: não me preparei para ser aluna de Carpinejar; não pensava ir a São Paulo agora; não imaginei sair do Rio embarcando para São Paulo, desviando minha rota para alcançar o sonho de conhecer o Poeta ao vivo. Mas como diz o querido Herbert Vianna, “Se é assim mesmo/ Que assim seja !

Que venha enfim o TANTA TERNURA, e que Deus me ajude a saber o que dizer diante de alguém a quem tanto Admiro e quero bem !

A oficina TANTA TERNURA,  com aulas de escrita criativa ministradas pelo Poeta CARPINEJAR, apresenta as teorias sobre o fazer literário e a possibilidade de acentuar a beleza da banalidade, Vai ser nos próximos dias 23, 24 e 25 em São Paulo, e as inscrições prosseguem abertas até dia 23.

Informações:
Carga horária total – 12 horas – 3 encontros
Aberto a todos os interessados em escrever crônicas.
Inscrições http://barco.art.br/oficina-de-cronica-tanta-ternura/

CARPINEJAR e o Amor Feminino

Eu acho que saber namorar é realmente incomodar, provocar, é ser uma agência de notícias. Se eu almoço sozinho, por exemplo, eu não consigo fazê-lo sem ligar para minha namorada e perguntar o que ela almoçou. Eu quero saber o que ela está comendo, o que ela está fazendo naquele momento. Agora, se a pessoa pensar que o outro não merece saber, se não tiver paciência, é isso que acaba um relacionamento: é a impessoalidade.

O poeta gaúcho FABRÍCIO CARPINEJAR, pérola rara, está lançando novo livro. Desta vez é Mulher Perdigueira, pela Bertrand Brasil…

“… Porque amar não é um vexame. Escândalo mesmo é a indiferença.” (Fabrício Carpinejar)

 As pessoas deviam fazer seguros de vida para não confundi-lo com amor. Porque amor é justamente isso, é ficar inseguro, é ter aquele medo de perder a pessoa todo dia, é ter medo de se perder todo dia. É você se ver mergulhado, enredado, em algo que você não tem mais controle. Mas aí o que fazemos? Amamos com limite para não sofrer. Mas eu prefiro muito mais quem se ilude a quem é cético; precisamos desta ilusão que é justamente aceitar o risco que estamos correndo.