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Arte no CCBB: Cultura no cardápio

O Seleção Brasil em Cena, concurso nacional de dramaturgia, teve seu prazo de inscrições prorrogado até 16 de abril. 

Na quinta edição, o concurso objetiva incentivar a produção de literatura dramática nacional por meio do surgimento de novos dramaturgos. Segundo o regulamento disponível no site bb.com.br/cultura, poderão concorrer textos inéditos de brasileiros natos ou estrangeiros naturalizados.
 
Reconhecido pelo público e pela crítica, o projeto Seleção Brasil em Cena surgiu em 2006 e ao longo de sua existência abriu espaço para novos autores, colocou profissionais no mercado de trabalho, recebeu críticas positivas de diferentes jornais, teve um dos autores selecionados indicado ao prêmio Shell e consolidou-se como um dos mais importantes concursos de dramaturgia nacional da atualidade, reafirmando a posição do Banco do Brasil de apoio e democratização do acesso à cultura.
ESPOSIÇÃO
 
Tarsila do Amaral – Percurso Afetivo  14 de fevereiro a 29 de abril
 
Após mais de 40 anos sem ambientar uma mostra individual da grande artista do modernismo, a Cidade Maravilhosa recebe 82 obras, entre pinturas, desenhos, objetos e gravuras (a única série que é reconhecida como sendo da artista). O conceito curatorial teve inspiração no diário da artista e reuniu o maior número possível de obras para um percurso emocional, afetivo e único.
 
Anticorpos – Fernando & Humberto Campana 1989-2009 – até  6 de maio
 
Retrospectiva que exalta a alegria, o improvável, a ousadia, o improviso e demais singularidades da vida brasileira por meio das peças icônicas desses dois irmãos reconhecidos no Brasil e no mundo. Dividida em núcleos, a mostra reúne filmes, fotos, objetos e as duas cadeiras (Negativo e Positivo, 1989) que marcaram o início da carreira dos artistas.
 
Sala A Contemporânea José Rufino – Divortium Aquarum, 2012 – até 10 de abril
 
Norteado pela apropriação e transmutação de memórias locais, socioculturais e políticas, o site specific do artista paraibano recupera memórias relacionadas ao universo dos rios e do mar.
 
CINEMA
 
11a.   Mostra do Filme Livre (MFL) – até 22 de março
 
Painel da produção independente nacional, com mais de 200 filmes em exibição, entre curtas, médias e longas, em todos os formatos.  Em sua 11ª edição, a MFL homenageia o cineasta Edgard Navarro, promove debates, sessões comentadas e uma oficina de vídeo em cabine montada no foyer.
 
É Tudo Verdade – 23 de março a 01 de abril
 
Reconhecido como principal festival dedicado à cultura do documentário na América Latina, o festival começa dia 25. O Cinema I exibe parte destacada da programação, recebendo algumas de suas principais mostras. 
 
TEATRO
 
Chagall – até 18 de março
 
A peça conta a trajetória do menino que, ao ver uma criança na escola  desenhando a forma humana, decide tornar-se pintor. As cenas passeiam pelo olhar encantado do artista desde a infância e adolescência até sua consagração como Marc Chagall, nos anos 20 do século XX. Direção: João Batista. Encenação: Cia Dramaticidade Comédia.
Sábado e domingo – 16h
 
 
JT – Um conto de fadas punk – 16 de março a 27 de maio
 
Peça inédita sobre “celebridades-relâmpago”, baseada na história real de um adolescente que se consagrou como grande fenômeno da literatura mundial, revelando-se depois uma farsa.  Texto: Luciana Pessanha. Direção Geral: Paulo José.  Direção: Suzana Ribeiro. Elenco:  Natália Lage, Débora Duboc, Nina Morena, Hossen Minussi e Roberto Souza. Idade Recomendada: 16 anos.
Quarta a domingo – 19h
Vestido de Noiva – 24 de março a 6 de maio
 
Marco na dramaturgia nacional, o texto de Nelson Rodrigues ganha versão inédita na direção de Caco Coelho e direção artística de Daniela Thomas. No ano do centenário de um dos maiores dramaturgos brasileiros, a montagem ocorre num cenário especialmente desenvolvido para dar vida aos três planos – realidade, alucinação e memória. Durante o dia, o cenário se transformará em exposição interativa, com tablets que mostrarão a obra do autor. Texto: Nelson Rodrigues. Elenco: Vivianne Pasmanter, Renata de Lelis, Vanessa Garcia, Charles Asevedo, Bruno Fernandes, Felipe Di Paula, Flávia Pucci, Sandra Alencar, Renato Linhares, Luciana Belchior. Idade Recomendada: 18 anos.
Quarta a domingo – 21h
 
Idéias
 
A Ópera na Literatura: Uma Inútil Precaução 13 de março – 18h30
Debates sobre óperas compostas a partir de uma obra literária e as questões que envolvem sua transposição para a dramaturgia operística.  Curadoria: Cirlei de Hollanda.
13/03 – Elektra (Richard Strauss & Hofmannsthal) – Participantes: Ivo Barbieri (ensaísta), Osvaldo Ferreira (maestro) e André Paes Leme (diretor teatral).
 
Música
 
Eternos Modernos – Até 29 de maio
Série musical que apresenta a busca pela modernidade em diferentes momentos da música de concerto no Brasil. Terças-feiras – 12h30 e 19h
13/03 – Modernidade e ruptura – Quarteto Radamés Gnatalli (participação especial de Paulo Sérgio Santos)
 
Anjos Tortos – de 15 a 25 de março
Série musical que traz à cena parte do repertório de Itamar Assumpção, Wilson Simonal, Wally Salomão e Torquato Neto. Geniais e geniosos na mesma medida, esses artistas se importavam menos com o sucesso comercial do que com viver e criar intensamente.
15 e 16 de março – Isca de Polícia homenageia Itamar Assunção. Convidado especial: Arrigo Barnabé
17 e 18 de março – Max de Castro homenageia Simonal
22 e 23 de março – Jards Macalé homenageia Wally Salomão
24 e 25 de março – Chico César homenageia Torquato Neto
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66
Centro – Rio de Janeiro – RJ
CEP 20010-000
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Aberto ao público de terça a domingo, das 09h às 21h

Março Tem MOSTRA DO FILME LIVRE

Logo após o carnaval, começa a MOSTRA DO FILME LIVRE. um dos eventos audiovisuais mais democráticos do Brasil.

A parttir de 10 de março, o CCBB RIO vai abrigar a 10ª edição da Mostra, a qual, pela primeira vez, terá espaço também no CCBB de São Paulo, apresentando um grande painel da atual produção independente nacional e ampla retrospectiva das edições anteriores.

Ao longo desses 10 anos, já foram homenageados na MFL cineastas e produtoras de extrema importancia para o cinema nacional. Destaque para Fernando Spencer (PE), Eliseu Visconti, Luiz Rosemberg Filho, Andrea Tonacci (SP), Helena Ignez, Joel Pizzini e Sergio Ricardo, Paulo Halm, Godot Quincas, Philippe Barcinski (SP), Eduardo Nunes, Camilo Cavalcante (PE) e Nilson Primitivo, além de uma sessão especial do documentarista holandês Johan Van Der Kueken, em 2005.

As produtoras, ações e/ou coletivos/movimentos já destacados foram: Mosquito (MG), Pepa Filmes, RAÇA Filmes, A Organização, Canibal Filmes (do diretor Petter Baiestorf, SC), Angu TV, Curta o Curta, Nem só o que anda é móvel (MG), A produtora (MG), Tv Morrinho, Plus Ultra, Cavídeo, CTAV, Projeto Cérbero.

Abaixo alguns destaques da MFL 2011 que se debruça sobre o atual cenário de renovação do cinema brasileiro, com destaque para filmes de diretores jovens, de baixo orçamento, que vem ganhando destaque nos festivais internacionais:

Dia 11 de março, às 19h30m, exibição no Brasil, da versão de 63 min (nova)., do filme “Desassossego”, recém-exibida no Festival de Roterdã. Projeto coordenado por Felipe Bragança e Marina Meliande, que reuniu 14 diretores que responderam “audiovisualmente” a uma carta enviada com fragmentos de filmes. 

Dia 12 de março, às 19h30m, “O céu sobre os ombros”, de Sérgio Borges, vencedor dos prêmios de Melhor Filme e Direção no Festival de Brasília 2010 e, concorrente ao Tiger Award no Festival de Roterdã 2011. 

Dia 13 de março, às 16h, debate sobre “A nova cena. O jovem cinema contemporâneo brasileiro”, com a presença de Felipe Bragança e Marina Meliande (diretores cariocas de “Desassossego”), Sérgio Borges (da produtora Teia, de MG) e Luiz e Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes (da Alumbramento, do CE). Após o debate Marcelo Ikeda e Dellani Lima lançam “Cinema de garagem”, um inventário afetivo do jovem cinema contemporâneo brasileiro, durante a primeira década do século 21.

Dia 14 de março, às 19h30m, pré-estréia de “Os monstros”, nova produção do Alumbramento, produtora cearense que vem se destacando pela produção de filmes de baixo orçamento. Este novo longa-metragem é da mesma trupe de “Estrada para Ythaka”, projeto coletivo dos mesmos quatro diretores (Luiz e Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes).

Dia 15 de março, as 17h30, estréia de “Legião estrangeira” primeiro longa-metragem do crítico Luiz Alberto Rocha Melo, da revista eletrônica Contracampo.

Dia 19 de março, estréia de Estado de sítio, projeto coletivo dirigido por oito diretores mineiros, entre os quais os críticos da revista Filmes Polvo, e diretores de diversos curtas metragens, como “Contagem”, vencedor do prêmio de melhor direção curta 35mm no Festival de Brasília 2010. 

Dia 19 de março às 15h30, debate ABDeC: “O cinema e o público na era digital”, com Ana Paula Santana (SAV), Marcio do Val (ECAD), Bruno Vianna e Dario Gularte. 

Dia 22 de março, às 16h, sessão LIBRAS, especial para deficientes auditivos.

Dia 26 de março às 20h, lançamento de quatro curtas inéditos do cineasta Luiz Rosemberg Filho, diretor de “Crônica de um Industrial” (que participou do Festival de Cannes em 1976) e “A$$untina das Amérikas”, ambos clássicos do período conhecido como “Cinema Marginal”. Bate papo com o diretor após a sessão. 

Dia 27 de março às 20h, exibição de “Luz nas trevas”, seqüência do clássico “O bandido da luz vermelha” dirigido por Helena Ignez. Ela estará presente para um bate-papo com o público após a sessão.

Dia 29 de março, às 20h, lançamento de “Filme livre! curando, mostrando e pensando filmes livres”, coletânea de textos inéditos e publicado nos catálogos da MFL, com reflexões sobre o cinema independente no Brasil nos últimos 10 anos e textos críticos sobre os curtas exibidos e sobre os principais homenageados. Organização de Marcelo Ikeda.

Fragmentos do Desejo em palco carioca

A partir de amanhã, 13, começa a temporada do espetáculo Fragmentos do Desejo, da Cia Dos à Deux, no Teatro I do CCBB, no Rio.
 
André Curti e Artur Ribeiro estão à frente do premiado grupo que já rodou 47 países com seu teatro gestual.
 
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Dorival Caymmi e Christian Andersen

Mariana Manhães, Contemporânea

 Convite para a abertura da programacao  Sala A Contemporanea no Centro Cultural Banco do Brasil - 2o andar                          Mariana Manhaes | Dentre Segunda-feira 9 de agosto 19h
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NOVELAS em Destaque no CCBB

 Elas começaram vinculadas ao teatro, alcançaram projeção nacional impressionante e hoje são exportadas e desenvolvidas de acordo com as oscilações da audiência. As novelas de televisão, uma das maiores especialidades brasileiras, despontam como o foco do evento A História da Telenovela, série de nove encontros mensais que começa hoje, às 18h30, no Teatro 1 do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com entrada franca

Na abertura, Regina Duarte conversa com o público sobre a sua trajetória na TV, desde a primeira novela (A Deusa Vencida, de Ivani Ribeiro, na extinta TV Excelsior), sempre como protagonista.  

 

Também vão ajudar a contar a história dos 60 anos de TV no Brasil, Nathalia Timberg, Eva Wilma, Laura Cardoso, Ana Rosa, Nicette Bruno, Paulo Goulart e Silvio de Abreu

    

Idealizador do evento, o produtor Hermes Frederico evoca as novelas mais marcantes ao longo das décadas, como 25499 Ocupado, O Direito de Nascer, Irmãos Coragem, Selva de Pedra, Roque Santeiro e Vale Tudo, tanto pelo pioneirismo quanto pela consolidação da audiência. Hermes tinha 5 anos quando assistiu a 25499 Ocupado, primeira novela diária da TV brasileira, com Tarcísio Meira e Glória Menezes.  

– Na minha infância, na década de 60, os capítulos duravam meia hora, e pude assistir a O direito de nascer, assim como a várias novelas da Excelsior e da Tupi, além dos primeiros sucessos da Globo, como Um rosto de mulher e O sheik de Agadir – recorda. 

Origem no teleteatro

A televisão começou diretamente vinculada ao teatro. Basta lembrar os teleteatros, que proporcionavam ao telespectador contato com peças inteiras, gravadas ao vivo. 

Todas as emissoras tinham os seus teleteatros, com as peças ao vivo e depois em videotape, com boa audiência. As novelas foram ocupando esse espaço – analisa Hermes. – Nos anos 60 e 70, a televisão reuniu nas novelas grandes autores e atores de teatro.  

 

Sônia Braga dança com Paulete na saudosa Dancing Days de Gilberto Braga, uma das novelas de maior audiência da TV … 

Pioneira na televisão, Eva Wilma firmou parcerias artísticas importantes com os maridos, John Herbert (Alô, Alô Doçura) e Carlos Zara, e com autores como Cassiano Gabus Mendes

 

Eva Wilma é uma das atrizes que vão abrilhantar o evento do CCBB 

Cassiano foi meu mestre na televisão. Tão importante quanto José Renato e Antunes Filho foram para mim no teatro – confirma a atriz. 

O grande salto qualitativo de Eva Wilma veio com a oportunidade de interpretar as gêmeas Ruth e Rachel em Mulheres de Areia, de Ivani Ribeiro, outra autora determinante na sua carreira: 

Fiz heroína e vilã, ao mesmo tempo, numa época em que a televisão era mais artesanal. Passei por um período intenso de ensaios. E me dei conta de que os vilões são interessantes porque repletos de conflitos. Procuro mostrar o lado humano deles, com humor e uma alegria suicida. 

 

Regina Duarte e a inesquecível Dina Sfat em Selva de Pedra, clássico de Janete Clair 

A composição da megera de A Indomada, de Aguinaldo Silva, contrastou com a sobriedade da personagem do seriado Mulher. A atriz traz à tona uma série de trabalhos marcantes, como O meu pé de laranja lima, adaptação de Ivani Ribeiro para o romance de José Mauro de Vasconcelos. 

Propunha marcações para a personagem. Lembro que antigamente a televisão não era simultânea – compara a atriz. – Então, a novela tinha terminado em São Paulo, mas não em Minas Gerais. Fomos até lá fazer um grande capítulo ao vivo. Quando saí do avião, uma multidão gritava o nome da personagem. 

Em A Viagem, a atriz entrou em contato com o mundo espiritual. 

Tivemos uma palestra interessantíssima com Chico Xavier, antes do início das gravações – lembra Eva. 

Eva Wilma abordou ainda o período da ditadura militar em Roda de Fogo, de Lauro Cesar Muniz, através da torturada Maura. 

Foi uma oportunidade de falar sobre o que a nossa geração passou – sublinha a atriz, que se prepara agora para as gravações de Araguaia, próxima novela das 18h, de Walter Negrão. 

Com história acumulada na televisão, Nicette Bruno fez teleteatro, passou por emissoras como a Tupi, a Rio e a Continental até desembarcar na Globo, no seriado Obrigado, Doutor

 

Reginaldo Faria e Luís Gustavo na primeira versão de Ti Ti Ti,  de 1985 

Antigamente, a TV era um bico para os atores. Até que o hábito de ver novelas começou a deslanchar – destaca Nicette, que pode ser vista atualmente no remake de Ti-Ti-Ti, de Maria Adelaide Amaral.

* Texto de Daniel Schenker, do JB