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Cultura & Música: diferencial no rádio cearense

O programa Cultura & Música, no ar toda segunda-feira pela rádio Universitária FM, completou 4 anos segunda passada em clima de alegria e descontração. Não faltaram Parabéns dos muitos ouvintes, e-ms, presença de convidados no estúdio, refrigerantes e até um oportuno bolo com velinhas.

No ar desde 6 de agosto de 2007 pela Universitária FM, o programa  tem patrocínio do Banco do Nordeste, e prima por divulgar a agenda de eventos artísticos e culturais do Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza, incluindo outros equipamentos culturais da capital cearense e também os CCBNs de Juazeiro do Norte e de Sousa (PB). Além disso, o Cultura & Música abre espaço para entrevistas e divulgação da produção musical, priorizando o ambiente artístico nordestino e suas conexões com a música brasileira e mundial.

Veiculado toda segunda, das 16h às 17 h, pela Universitária FM, 107.9 MHz, o Cultura & Música comemorou estes 4 anos nas ondas do rádio, e também via web, contando com a presença do gerente do Ambiente de Gestão da Cultura do Banco do Nordeste, o fotógrafo e cineasta Tibico Brasil, que falou sobre a bem sucedida política de apoio à cultura implementada pela instituição por intermédio de ações como os centros culturais de Fortaleza, Sousa, no alto sertão paraibano, Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, e os centros cujas obras estão em andamento, em Teresina (PI), e Vitória da Conquista (BA). Tibico Brasil também divulgou a data de lançamento do edital 2011-2012 do prêmio BNB de Cultura, parceria com o BNDES, e os editais de ocupação dos centros culturais em atividade para 2012.

A cantora DAÚDE também está na lista das entrevistadas do programa

O Cultura & Música premiou os ouvintes com produtos culturais viabilizados com patrocínio do Banco do Nordeste e veiculou a centésima versão da canção Asa Branca, em interpretação coletiva reunindo a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, o músico Carlos Malta, o mestre João do Pife e os grupos As Jovelinas e Ventoinha de Canudos.

O clima descontraído e comemorativo da audição da última segunda foi permeado pela execução da música Parabéns pra Você, executada pela Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto. Parabéns pra Você é o título em português para a canção Happy Birthday to You e sua versão foi criada em 1942 pela compositora e educadora paulista Bertha Celeste.

Contando com apoio do acervo da Casa da Memória Equatorial, o programa Cultura & Música é produzido pelo cantor/compositor Calé Alencar e apresentado pelos jornalistas Aurora Miranda Leão e Nelson Augusto.

Ensaios de Cinema em Debate

LG de Miranda Leão, ensaísta, crítico de cinema, jornalista e professor aposentado de Língua Inglesa e Literatura Americana tem encontro marcado com o público hoje, a partir das 18h, no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza.

 

Na pauta, o programa TROCA DE IDÉIAS, onde vai debater pontos abordados em seu mais recente livro – ENSAIOS DE CINEMA (edital Cultura da Gente do BNB) -, e responder a questionamentos da platéia.

Uma ótima oportunidade para ouvir o crítico, conversar com o eminente professor e trocar idéias sobre assuntos relativos à Sétima Arte. 

 

De graça, no CCBN Fortaleza, hoje, 18h…

Mais informações: (85) 3464.3108 

O Universo Literário de Clarice Lispector

Seminário avançado sobre Lispector  

Clarice Lispector é uma das escritoras mais celebradas, discutidas e difundidas da contemporaneidade. Sua extensa obra tem como tema principal a vida. Com sutileza, ela fala da existência, do ato de ser, das diversas maneiras de olhar o mundo. 

Em 2010, comemoram-se 90 anos de nascimento da escritora e os 50 anos do lançamento de seu livro de contos Laços de Família. Para marcar essas datas, divulgar sua obra, e estimular a reflexão sobre sua escrita, nasceu a ideia do Seminário Avançado CLARICE: UMA PAIXÃO, que o Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza promoverá de 8 a 10 próximos, sempre das 14 h às 18 h. Inscrições gratuitas abertas até dia 8, na recepção do CCBNB-Fortaleza.

O objetivo do Seminário é reunir estudiosos, estudantes e apreciadores para uma imersão no universo clariceano. Os convidados para o evento são, antes de tudo, amantes desse mundo de palavras e pensamento, sendo provenientes de diferentes áreas: literatura, cinema, linguagens visuais diversificadas, artes plásticas, direito, psicologia, sustentabilidade, entre outras, assumindo, por isso, pontos-de-vista distintos sobre o mesmo objeto.

Assim, no decorrer do Seminário, será montada uma imagem multifacetada da escritora, apreendendo as diversas nuances de sua obra/vida, através de leituras distintas.

Também fazem parte da programação um conjunto de eventos e ações de cunho sócio-cultural que, realizados de forma paralela, objetivam incluir maior número de pessoas no mundo criado por Clarice, verificando como a voz dessa escritora, às vezes apontada como hermética, repercute de forma intensa em nossa contemporaneidade.

Essa revelação – esse momento de espanto – pode acontecer por meio da literatura, assim como através do cinema, das histórias sobre sua vida, dos registros nos papéis de carta, das possíveis descobertas dos estudos literários, das diversas vozes que dizem Clarice. Pode acontecer também através de tantas linguagens: vídeos, fanzines, grafitti etc. Pode ter, inclusive, o gosto do inesperado, pois, Quem diz Clarice diz Surpresa, como se sabe.

Na lista de palestrantes convidados, constam nomes como:

·         Augusto Ferraz, escritor pernambucano, amigo pessoal e correspondente da homenageada. Divide com o público cartas inéditas, tesouros de seu arquivo pessoal, trocadas com Clarice, entre 1975 e 1977.

·         Taciana Oliveira, cineasta pernambucana, diretora do filme “A Descoberta do Mundo”, em fase de edição, no qual se propõe a narrar a vida de Clarice Lispector enlaçando imagem e texto.

·         Teresa Montero, autora de “Eu sou uma pergunta: uma biografia de Clarice Lispector” (Rocco, 1998), um dos mais completos e conceituados livros sobre a escritora.

·         Ricardo Iannace, professor universitário, autor de “A Leitora Clarice Lispector” (2001) e “Retratos de Clarice Lispector” (2009).

·         Vera Moraes, professora do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará (UFC). Doutora em Sociologia pela UFC. Pós-doutora pela USP, com pesquisa sobre Clarice Lispector. 

·         Miguel Leocádio Araújo, Mestre em Literatura Brasileira (UFC), com dissertação sobre Clarice, professor da Universidade Estadual do Ceará.

·         Elenice Lima, mestranda em Literatura Comparada pela UFC, pesquisadora das questões dos afetos em Clarice.

·         Anna Karine Lima (SDH/UFC), escritora, pesquisadora da vida e obra de Clarice Lispector. Coordena o Programa “Ler é Ter Direitos” da SDH.

·         Fernanda Coutinho, professora do Departamento de Literatura e do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFC. Doutora em Teoria da Literatura, UFPE, 2004, e Pós-Doutora em Literatura Comparada, UFMG, Universidade de Paris, Sorbonne (Paris IV), 2010.

 Programação do Seminário CLARICE: UMA PAIXÃO:

 

Dia 8 (Quarta)                                                                            

14:00h – Abertura do Seminário

Boas-vindas aos participantes

14:15 h – Exibição de vídeo amador:  Clarices

Depoimento sobre making-of do vídeo e impressões da plateia

14:30 às 15:30 h – Enlaçando Vozes I – Uma Clarice, muitos laços: Conversas sobre afetos, vida, literatura e cinema.

Com: Taciana Oliveira, cineasta, diretora de A Descoberta do mundo, Augusto Ferraz, escritor e amigo pessoal de Clarice, Anna Karine Lima, artista plástica e leitora de Clarice, Fernanda Coutinho, professora do Curso de Letras da UFC, pesquisadora da obra clariceana

16:00 às 16:30h – Intervalo para café 

16:30 às 17:30 h – Enlaçando Vozes II – Laços de Família I

Com: Vera Moraes e Odalice de Castro Silva, professoras do Curso de Letras da UFC, pesquisadoras da obra clariceana, e Grupo de estudos Representações dos Afetos Femininos na Literatura Brasileira/UFC

Luciana Braga; Laís Oliveira, com co-autoria de Cintia de Castro e Sayonara Bessa Cidrack, com co-autoria de Janne Maria Mesquita

Contraponto temático: “Clarice Lispector colunista feminina”

Marta Milene Gomes de Araújo (Mestrado em Teoria da Literatura, UFPE)

18:00 h – Abertura das exposições   Construindo a Descoberta “Os acordes para um filme” (Taciana Oliveira) e Luminescência (Anna Karine Lima) e “Clarice: paixões” (Fernanda Coutinho e Beatriz Saldanha)

  

Dia 9 (Quinta)

14:00 às 15:30 h – Enlaçando Vozes III – Leituras em torno de Clarice

Com: Ricardo Iannace, autor de A Leitora Clarice (2001) e Retratos em Clarice Lispector: Literatura, Pintura e Fotografia (2009), Ilza Matias de Souza, professora do Departamento de Literatura da UFRN e Vera Moraes

Mediação: Miguel Leocádio Araújo, professor da UECE

15:30 h às 16:00 – Intervalo para café

16:30 às 17:30 – Enlaçando Vozes IV – Laços de Família II

Com: Fernanda Coutinho e Grupo de estudos Representações dos Afetos Femininos na Literatura Brasileira/UFC (Elenice Lima, Lilian Martins e Diego Nascimento Araújo)

Mediação: Vera Moraes

 

17:30h às 18:00h – Enlaçando Vozes V – Clarice e outros olhares

Projecto Clarice: exibições de vídeos da artista portuguesa Patrícia Lino

18:00h às 18:20h Urbe/arte – Discussão com o público: Carlos Eduardo Bezerra, Doutor em Literatura e vida social (UNESP/Assis)

 

18:20h – Enlaçando Vozes VI – A celebração de muitas palavras

Exibição de vídeo-amador Vozes, vozes, vozes

Laboratório de leitura com crianças: Passagens de O Mistério do Coelho pensante, A Vida íntima de Laura, A Mulher que matou os peixes e Quase de verdade  

Depoimento sobre making-of do vídeo e impressões da plateia 

Dia 10 (Sexta) 

14:00h às 15:30h – Enlaçando Vozes VII – O Rio de Clarice

Com: Teresa Monteiro, autora de Clarice na cabeceira e Taciana Oliveira, cineasta, diretora de A Descoberta do mundo. 

15:30 h às 15:45 – Intervalo para café 

16:45h às 17:00h Leitura e sedução: Leitura espontânea de textos de Clarice por parte da plateia  

17:00 h às 18:00h –  Enlaçando Vozes VIII – Clarice, nós, seus leitores!

Com: Augusto Ferraz, Ricardo Iannace, Taciana Oliveira e Teresa Montero

Mediação: Anna Karina e Fernanda Coutinho 

18:15h – Lançamentos literários

Novo Livro de LG Será Lançado Terça em Fortaleza

TERÇA, 7 de Dezembro, às 18h, crítico LG de Miranda Leão estará no TROCA de IDÉIAS do Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza para lançar seu novo livro, que já teve lançamentos no FestCine Goiânia e no V Festival de Cinema e Vídeos dos Sertões, realizado em Floriano, no Piauí. Dia 13, o livro será lançado no Festival ARUANDA, em João Pessoa, e dia 17 no I Festival de Cinema de Maracanaú, região metropolitana da capital cearense.

O livro ENSAIOS DE CINEMA é editado pelo Banco do Nordeste do Brasil através do programa CULTURA DA GENTE, que apóia trabalhos de Arte & Cultura de funcionários aposentados da instituição.

                                        

            Ensaios de Cinema, Um Olhar Acurado sobre a Sétima Arte 

            De autoria do crítico LG de Miranda Leão, ENSAIOS DE CINEMA reúne alguns dos principais ensaios escritos pelo jornalista cearense ao longo de muitas décadas de dedicada inspiração à arte de imortalizar um filme através das reflexões por ele inspiradas.

  

Orson Welles, genial criador, é um dos pilares da preciosa pena de LG

            Nomes como os de Orson Welles, Stanley Kubrick, Ingmar Bergman, François Truffaut, Federico Fellini e Michelangelo Antonioni, entre tantos outros, são foco da pena do Mestre a nos guiar delicada e inteligentemente pelas vastas searas onde se inscrevem as obras destes grandes samurais da alquimia de perceber a vida e adentrar o mundo, através de pontos-de-vista especiais transformados em sabedoria pela magia eterna da Sétima Arte.

François Truffaut está no ensaio inicial, que saúda a Nouvelle Vague…

            Conhecido nas lides cinematográficas por seu profícuo exercício da crítica, LG lança agora seu segundo livro, cujo prefácio leva a assinatura do jornalista Rubens Ewald Filho: “Tivemos o prazer de editar pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial uma seleção de seus textos. Mas que são apenas uma pequena representação do que ele escreveu nesta última década. Agora temos mais de seus escritos, maior e melhor. Neste livro, todos os textos referem-se a filmes, cineastas ou cinematografias especiais (como cinema alemão, sueco, americano) e há outra coisa que eu admiro, seu rigor. L.G. não  escreve sem ter visto pelo menos três vezes o filme ou a obra a qual se reporta.Antes de tudo, é um livro para mergulhar de cabeça e alma, coração aberto e olhos cheios de imagem”.

 

Stanley Kubrick, um dos cineastas preferidos de LG, retratado em ensaio antológico 

Dos mais profícuos críticos de Cinema do país, Mestre LG – como é mais conhecido – é Bacharel em Literatura de Língua Inglesa e Portuguesa, aposentado pelo Banco do Nordeste e pela Universidade Estadual do Ceará. Nascido em Fortaleza, filho de pais amazonenses, LG é jornalista, Sócio-Honorário da Associação Cearense de Imprensa e membro fundador da Academia Cearense da Língua Portuguesa. Na área do Magistério, fez estudos em Nova Iorque e estágio didático nas Escolas Berlitz e Cambridge em Manhattan, tendo lecionado por uma década no Instituto Brasil-Estados Unidos (IBEU) e na Escola Americana, sediada em Fortaleza nos anos 1960 e 1970.

Cultor de Cinema desde ainda garoto, presenciou as filmagens de Orson Welles no Mucuripe (fato registrado no documentário Cidadão Jacaré, de Firmino Holanda e Petrus Cariry), levado por seu pai (o cinéfilo e médico-pediatra Dr. João Valente de Miranda Leão, um dos fundadores da Maternidade-Escola de Fortaleza): viu o grande cineasta americano vadear na praia do Meireles e fazer algumas prises de vues. Foi dos mais atuantes membros do extinto Clube de Cinema de Fortaleza (CCF), décadas 1960 e 1970, através do qual ministrou diversos cursos e pronunciou palestras sobre A Arte do Filme com apoio nas obras de Welles, Bergman, Kubrick, Truffaut, Losey e Melville.

A Sétima Arte é assunto recorrente em seus artigos, publicados em todos os jornais já editados no Ceará.Tem artigos em diversas publicações, além de revisar, fazer apresentações e contribuir com a publicação de livros nas mais diferentes áreas, desde Poesia, passando por Cinema, Literatura, Língua Portuguesa, Inglês e diversos trabalhos acerca de Xadrez, seu exercício intelectual preferido, daí ter criado e organizar, há mais de duas décadas, o torneio Memorial CAPABLANCA de Xadrez, realizado anualmente no BNB Clube Fortaleza. Por seu dignificante trabalho em prol da Sétima Arte, recebeu homenagem do cineasta capixaba Gui Castor através do curta LG – Cidadão de Cinema, lançado em 2007. 

LG na cena de abertura do curta LG – Cidadão de Cinema, de Gui Castor

Como diz a jornalista Neusa Barbosa, “É de admirar que um profissional da crítica mantenha intocado seu fôlego intelectual tantas décadas num mister assim polêmico, não raro ingrato e carregado de incompreensões. Afinal, alguns desavisados costumam confundir os críticos com infalíveis juízes do bom gosto e alguns entre estes, os mais vaidosos, aceitam assim ser considerados. Não é o caso de Miranda Leão que, embora mestre, ensina nas entrelinhas de seus iluminados comentários com a sutileza que cabe aos dotados da melhor sabedoria, amparado numa pedagogia que vem da enorme intimidade com o assunto que comenta.{…} Mestre em literatura de língua inglesa e portuguesa, Miranda Leão domina a língua com uma fina expressão, construindo frases certeiras que, embora se alonguem num estilo precioso, cultivado em épocas mais eruditas do que esta apressada nossa, sempre sabem onde querem chegar. Suas palavras acertam sempre no alvo, construindo análises e conceitos capazes de enriquecer o universo de seus leitores”.

Walter Hugo Khoury e LG: amizade consolidada e registro em texto emocionante

Crianças Ganham Programação Gratuita

 

Por conta do Dia da Criança, o Centro Cultural Banco do Nordeste realiza um elenco de 26 atividades infantis educativas gratuitas, na próxima terça, 12, das 10 horas às 18 horas.

No período da manhã, a partir das 10h, o destaque na programação do Especial Dia da Criança é o passeio no Trenzinho da História, conduzido pelo turismólogo Gerson Linhares. No trajeto, crianças e acompanhantes passearão por ruas e avenidas do Centro Histórico de Fortaleza, num veículo tipo trenzinho. Ainda de manhã, a partir das 11h, haverá outro passeio do Trenzinho da História.

A partir das 10h30, acontecerão três atividades simultâneas: a encenação da peça Uma rapadura, três atores e uma história, com a Cia. Sem Nome e direção de Danilo Castro; a contação de histórias, facilitada por Nádia Aguiar, utilizando o acervo de livros infantis da biblioteca do CCBNB-Fortaleza; e a oficina de dança e teatro criativo, ministrada por Jaqueline Peixoto e Andréia Pires. Às 11h, tem show de mágica O espetáculo dos sonhos”, com o mágico Goldini.

À tarde, a partir do meio-dia, mais um passeio no Trenzinho da História e mais uma edição da oficina de dança e teatro criativo. Às 12h30, o mágico Goldini ministrará oficina de Mágica. Às 13h e às 16h, haverá oficina de livros e poesia, com o poeta Ítalo Rovere. A partir das 13h30, haverá quatro sessões da Mesinha de Arte, atividade lúdica facilitada por Linda Mascarenhas, que visa à integração das crianças com as exposições de artes visuais em cartaz no CCBNB-Fortaleza. As outras três sessões acontecerão às 14h, 16h30 e 17h.

Dando sequência à programação, três atividades realizadas pela manhã serão reapresentadas: às 14h30, a contação de histórias utilizando o acervo de livros infantis da biblioteca do CCBNB-Fortaleza, com Nádia Aguiar; às 15h e às 17h, a encenação da peça Uma rapadura, três atores e uma história, com a Cia. Sem Nome e direção de Danilo Castro; e também às 15h, o show de mágica com o mágico Goldini.

O Circo Mirtes, uma das atrações da tarde, traz Palhaços (às 15h30), Malabares (às 16h), Boneca (16h30), Monociclo (16h30) e Contorcionista (17h). Às 16h30, haverá oficina de Batuque, ministrada por Éden Barbosa, que utilizará instrumentos de percussão de matriz africana (atabaques, agogôs e xequerês) como elemento criativo. A partir das 17h30, as atividades do Especial Dia da Criança serão encerradas com um espetáculo de Pirafogia. Nele, Fernando e Weberth Silva fazem mil estripulias com o fogo, mas tudo com muita segurança.

Arquiteturas Populares Portuguesas em Exposição

O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza convida para a exposição de fotografias Arquitecturas populares: memórias do tempo e do patrimônio construído, do arquiteto e fotógrafo português António Menéres, quinta, dia 7, às 18 horas. Com entrada franca, a exposição ficará em cartaz até dia 28.

Com exibição de 84 fotos, a expô abrange um largo espectro temporal e espacial. Menéres dividiu-a em conjuntos, denominados: As velhas memórias; Ambientes; Habitação; A arquitectura do trabalho; O sol, a terra e a água; A arquitectura do sentimento religioso; O “saber” do detalhe; e Gentes.

Nela, transparece o espírito norteador dos realizadores do Inquérito (um trabalho de investigação cultural desenvolvido em Portugal entre 1955 e 1960), marcado pela imbricação dos estudos de arquitetura popular em conceitos de Antropologia Cultural. O grupo de fotos denominado As velhas memórias, por exemplo, reúne construções pré-romanas, romanas e medievais, todas bem anteriores ao surgimento do Brasil como nação.

António Menéres dedica-se à fotografia desde menino. Assim, além das tarefas que lhe competiram na época dos trabalhos do Inquérito, quando foram colhidas mais de 11 mil fotografias, Menéres possui uma coleção que “ultrapassa os 15 mil disparos”, conforme suas palavras. Desse acervo admirável, guardado com carinho e desvelo à espera de propagação ampla, António Menéres selecionou 84 exemplares, que agora mostra no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza.

Ele diplomou-se em Arquitetura pela antiga Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP), instalada no Palacete do Braguinha, em São Lázaro, na zona central da cidade do Porto. Quando do desmembramento da ESBAP, criou-se a atual Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), localizada em ponto mais distante, no Campo Alegre. A FAUP é a prestigiosa entidade de ensino na qual Menéres foi professor, hoje aposentado.

Videoinstalação Questiona Papel da Curadoria

 

Em ação conjunta, os artistas visuais mineiro Pablo Lobato e o cearense Yuri Firmeza apresentarão a videoinstalação intitulada “O que exatamente vocês fazem, quando fazem ou esperam fazer curadoria?”, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza, a partir da próxima quinta, 7 de outubro, às 18 horas.

Com entrada franca, a videoinstalação ficará disponível à visitação pública até 7 de novembro (horários de visitação: terça-feira a sábado, de 10h às 20h; aos domingos, de 10h às 18h).

O projeto da dupla consiste na produção de uma videoinstalação, criada a partir de conversas com inúmeros curadores que vivem e trabalham em distintas regiões do Brasil. Os dois artistas viajaram pelo país, gravando em vídeo as falas dos curadores convidados a partir da pergunta que intitula o projeto.

Para além de uma aparente ironia que se insinua na inversão dos papéis artista/curador, o projeto O que exatamente vocês fazem, quando fazem ou esperam fazer curadoria?  promove uma aproximação de práticas e pensamentos no sentido de revelar sensibilidades, alimentar a criação de novas experiências e problematizar estagnações de um campo de poder cada vez mais atuante no sistema da arte – a curadoria.

Após a filmagem, foi feita a edição e a programação da videoinstalação – montagem formada por oito monitores de vídeo e organizada em círculo evocando uma mesa-redonda. A cada momento a imagem e/ou a fala de um curador é disparada em um dos monitores.

A alternância destes disparos sugere a dinâmica de uma conversa. Por exemplo, o curador X, em um dos televisores, apresenta sua fala enquanto todos os outros monitores exibem imagens dos demais curadores em silêncio, oferecendo o tempo da escuta. Encerrada a colocação do curador X, por meio da edição e programação da videoinstalação, o curador Y prossegue com a palavra, corroborando com a discussão e assim sucessivamente.

O ritmo desta conversa criada também alcançará a devida autonomia de um corpo que ultrapassa a idéia de uma coleção de pontos de vista. “O material irá constituir um corpo audiovisual, nos aproximando dele através dos dispositivos escolhidos: as falas, provocadas por uma mesma questão e destinadas à composição de um espaço específico: o círculo de monitores instalados. A edição dos vídeos e a composição das falas dentro do círculo são os recursos fundamentais para a criação de tal ambiente”, destaca Yuri Firmeza.  

Curadoria: campo de poder no sistema de arte

Ao longo dos últimos dez anos a função do curador vem-se configurando como espaço extremamente valorizado no campo das artes. Esta valorização implica um complexo e delicado arranjo de novas relações que nos forçam a pensar. Diante da atualidade desta questão, passamos à palavra aos próprios curadores: O que exatamente vocês fazem, quando fazem ou esperam fazer curadoria?

O poder exercido pelo curador hoje, além de mediar a aproximação entre diferentes produções artísticas, agenciando forças e sentidos possíveis de determinadas obras, opera também na formação de acervos institucionais e na produção de um pensamento crítico, afetando assim as diversas instâncias de legitimação da arte. “Acreditamos pois, ser de extrema relevância pensar de forma mais compartilhada ‘O que pode a curadoria?’”, enfatiza Yuri Firmeza.

A presente videoinstalação desenvolve-se a partir da ação conjunta de dois artistas que vivem e trabalham em diferentes estados do Brasil – Pablo Lobato, em Minas Gerais, e Yuri Firmeza, no Ceará. Ambos são jovens artistas que tiveram a oportunidade de iniciar essa pesquisa conjunta no biênio 2007/2008, durante o 29º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte – Bolsa Pampulha, quando Yuri deixou Fortaleza para viver em Belo Horizonte.

Nesse período, os artistas escreveram juntos o texto Bordas para misturar, publicado no caderno Pensar do Jornal Estado de Minas, expressando o interesse pela investigação de certos campos de poder do sistema da arte.

BNB Mostra Canção Brasileira Independente

DAÚDE: cantora baiana é a última atração da Mostra do BNB

Começa HOJE a Mostra BNB da Canção Brasileira Independente apresentando artistas que propagam em suas localidades as experiências vivenciadas a partir de duas vertentes: diversidade e identidade.

Alheios as adversidades, participam de todas as etapas da produção de seus respectivos trabalhos, indo desde o processo de composição, passando pelo registro, assinatura de contratos, até à elaboração da apresentação junto ao publico consumidor, primando pela fusão de elementos culturais locais, regionais e planetários.

Tudo isso interagindo em perfeita sintonia, no espaço aberto pelo Banco do Nordeste, principal instituição financeira do Governo Federal dedicada às questões de desenvolvimento sustentável da Região Nordeste, para agregar e promover novos e veteranos talentos da música independente brasileira.”

PROGRAMAÇÃO :

DIA 15, QUARTA-FEIRA

12h Isaac Cândido (CE).
17h Suco Elétrico (RS).
19h Criolina (MA).

DIA 16, QUINTA-FEIRA

12h Roraima (PI).
17h Beto Brito (PB).
19h Marku Ribas e Trio (MG).

DIA 17, SEXTA-FEIRA

12h Khalil Gibran (CE).
17h Curumin (SP).
19h Khrystal (RN).

DIA 18, SÁBADO

12h Gustavo Portela (CE).
17h Marquinho Sathan (RJ).
19h Breculê (CE).

DIA 22, QUARTA-FEIRA

12h Marcus Caffé (CE).
17h Fhátima Santos (CE).
19h Mirianês Zabot (RS).

DIA 23, QUINTA-FEIRA

12h Rodger Rogério (CE).
17h Nayra Costa (CE).
19h George Israel (RJ).

DIA 24, SEXTA-FEIRA

12h Perfume de Gardênia (RN).
17h Carlinhos Nação (CE).
19h Érika Machado (MG).

DIA 25, SÁBADO

12h Soraya Castello Branco (PI).
17h Sueldo Soares (RN).
19h Fire Friend (SP).

DIA 29, QUARTA-FEIRA

12h Mel Mattos (CE).
17h Aline de Lima (MA).
19h Quinteto Agreste (CE).

DIA 30, QUINTA-FEIRA

12h Andréa Piol (CE).
17h André Marinho (RJ).
19h Daúde (BA). 

Cantor mineiro MARKU RIBAS é uma das atrações: show nesta QUINTA

Sérvulo Esmeraldo no Troca de Ideias

 

Vida e obra de um dos artistas brasileiros de maior projeção internacional – o escultor, gravador, ilustrador e pintor cearense Sérvulo Esmeraldo – será tema da palestra intitulada Os jogos espaciais de Sérvulo Esmeraldo.

Com entrada franca, a palestra será ministrada pela professora-doutora e livre-docente em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (USP), Ana Maria Belluzzo, dentro do programa de debates Troca de Ideias, nos Centros Culturais Banco do Nordeste-Fortaleza e Cariri.

No CCBNB-Fortaleza, a palestra acontecerá na próxima quarta, dia 1º, às 18h30; e no CCBNB-Cariri, em Juazeiro do Norte, no  dia 3, também às 18h30.

Através da exposição individual Ocupação do Espaço, Sérvulo Esmeraldo reúne um conjunto significativo de seus trabalhos nos CCBNBs-Fortaleza e Cariri, nos quais estão em curso idéias nascidas na década de 1980, mas que agora ganharam novas concreções. No CCBNB-Cariri, a exposição continua em cartaz até o próximo dia 4 (sábado).

Organizadas pela curadora Dodora Guimarães, as duas exposições fazem jus à integridade desse importante artista, que voltou a trabalhar em Fortaleza, depois de morar muitos anos no exterior.

As obras de Sérvulo guardam sinais de seu extenso percurso – do traçado gráfico à escultura construída em espaço urbano. Dão testemunho da melhor tradição da escultura contemporânea feita por artistas brasileiros, que revela ágil pensamento visual, abreviado e compacto, próprio do artista gráfico, e a índole do escultor que submete sua obra ao ambiente. 

Sérvulo Esmeraldo, obra e vida

Sérvulo Esmeraldo é um dos artistas brasileiros de maior projeção internacional. Seu rigor geométrico-construtivo e sua disciplina criativa colocaram seu nome em destaque a partir da década de 1950, e, através deste renome internacional, o artista luta continuamente pela divulgação da arte nordestina e pela renovação artística do seu Estado.

Nascido no Crato em 27 de fevereiro de 1929, aos 18 anos Sérvulo vai para Fortaleza, onde toma contato com os artistas da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), como Inimá de Paula, Aldemir Martins e Antônio Bandeira, além de receber orientação de Jean Pierre Chabloz.

Neste período, realiza xilogravuras com inspiração na gravura popular, de formas puras e em preto e branco, que aos poucos vão sofrendo influências de Goeldi – em especial a partir de 1951, quando se transfere para São Paulo e toma contato, através de Aldemir Martins, com Sérgio Milliet, Bruno Giorgi, Lívio Abramo e com o próprio Oswaldo Goeldi.

Em 1957 realiza uma individual no MAM e, no ano seguinte, parte para Paris como bolsista do governo francês, onde estuda litogravura com Johnny Friedlander e frequenta o ateliê da Escola de Belas Artes de Paris.

A partir daí a obra de Esmeraldo vai tomando uma feição mais abstrata e se afasta das influências nordestinas. O figurativismo de formas puras dá lugar a um concretismo consciente e estudado, e a escultura predomina sobre a gravura.

Segue as idéias de Van Doesburg e da Bauhaus, e seus elementos são, quase invariavelmente, a reta, o ângulo, o preto e o branco, resultado também de sua experiência gráfica. Muitas delas são desmontáveis, permitindo uma interação e a recriação da obra pelo espectador.

Durante os anos 1960, o artista vai se integrando à Escola de Paris, fazendo apenas visitas esporádicas ao Brasil. Sempre preocupado com a escultura, realiza experiências com arte cinética que resultam, em 1975, nos ‘Excitáveis’ – caixas cobertas de acrílico que podemos chamar de quadros-objetos, dentro dos quais elementos móveis respondiam à eletricidade estática gerada ao se friccionar a tampa.

Em 1977, Sérvulo volta ao Brasil decidido a promover a divulgação da arte contemporânea em seu Estado, particularmente em Fortaleza – e para isso vai usar sua própria obra, espalhando suas esculturas pelos prédios da cidade, fazendo uma articulação entre arquitetura e escultura que pode ser sentida em toda a cidade. A linearidade e a crescente monumentalidade de suas esculturas ganham as ruas e vão aos poucos se integrando ao meio de forma consciente – o artista passa a realizar esculturas que interagem com o vento, a água e o sol.

Sérvulo Esmeraldo contribuiu não só para a divulgação da arte brasileira no exterior – tendo fundado o Museu de Gravura no Crato, em 1956, introduziu Mestre Noza no livro Via Sacra, ensaio sobre a gravura nordestina, e publicou ainda o estudo L’imagirie Populaire au Brésil – como para trazer a arte contemporânea de todo o mundo para sua cidade. Foi o organizador das Exposições Internacionais de Esculturas Efêmeras, em 1986 e 1991, da qual participaram muito artistas nacionais e internacionais, que mandavam seus projetos para serem montados aqui, em geral com materiais baratos, e desmontados depois da mostra, o que possibilitava baixo custo. (*)

(*) Texto de Cassandra de Castro Assis Gonçalves [bolsista IC-FAPESP] e Profa. Dra. Daisy Peccinini de Alvarado [orientadora MAC-USP]

José Patrício: Matemática é Peça-Chave

O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza vai abrir na próxima terça, 10, às 19 horas, a exposição individual O Número, do artista pernambucano José Patrício, com curadoria de Paulo Herkenhoff, dentro da programação do IV BNB Agosto da Arte.

Na abertura da mostra, acontecerá uma troca de idéias do artista e do curador com o público. Com entrada franca, a exposição fica em cartaz até 30 de setembro.

José Patrício, Um Artista do Número (* Paulo Herkenhoff)

José Patrício é um artista do Número. Com jogos de dominó e dados, quebra-cabeças ou grandes quantidades de objetos, como botões e contas de colar, ele cria sua linguagem do número. No entanto, é necessário olhar mais adiante. Estamos diante de jogos, de regras, códigos, quantidades, formas, sólidos geométricos, o zero e o ilimitado. A matemática organiza e até dirige a vida contemporânea. Na sociedade moderna, tudo é número: os cálculos de nossa vida, movimentos da sociedade são medidos (como a opinião), na política (o voto), sem falarmos da economia (a produção, o acúmulo etc.) e da ciência.

Esta exposição nos lança algumas questões: em termos da filosofia, qual a relação do número com a verdade? Os números mentem ou são os homens que mentem através da manipulação dos números?

Qual a relação, nos dominós, entre cor e número? Isso é pintura, quando a cor e o número formam um discurso se tornam signo da comunicação? Uma coleção de botões azuis e outra de botões vermelhos se referem ao Pastoril: como a cor pode ser um símbolo? Como percebemos o mundo através de nossos sentidos? Um trabalho com 46.872 pregos nos faz pensar no som ou nos convida ao toque? Como percebemos dominós em algumas obras se ali não existe qualquer pedra de dominó?

O que é o acaso e o controle em nossa experiência cotidiana, o que são jogos com números? O que é o caos dos números? O número nos oferece estabilidade? Quando colecionamos alguma coisa, esse movimento de juntar tem fim? Mesmo que a quantidade de uma coisa tenha fim, o número é infinito? Como experimentamos a ideia de infinitude em nossa existência? Seria isso uma relação com a vida e a morte?

Seria eu o Um, o Outro o Dois e mais um Outro o Três? O que isso significa na vivência do sujeito da linguagem? Onde está o Zero nesses jogos? O que é o Zero? É a ausência? A falta? Vivemos, como seres humanos, sempre uma ideia de falta? Seria a falta o que nos levou a construir a linguagem? É o que nos leva ao Outro? Seria a falta o próprio eu de cada um de nós? Em suma, entregar-se à obra de José Patrício é um convite ao jogo entre o olhar, a sensibilidade e a inteligência.

Obra de José Patrício reunindo 84 mil peças de dominó