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Cultura & Música: 5 anos de informação e boa música no rádio

Programa patrocinado pelo Banco do Nordeste é veiculado toda segunda-feira pela Universitária FM de Fortaleza…

A atriz e produtora Denise Dumont conversa com Nelson Augusto eAurora Miranda Leão no Cultura & Música

Organizado em módulos, o Cultura & Música conta com os quadros Agenda do Centro Cultural Banco do Nordeste, Arte em Conversa, Pelas Ruas que Andei, O Assunto é Cinema, Chão Sagrado, Conexão Nordeste, Espelho Cristalino, Como é Bom Poder Tocar um Instrumento, e Música para Ler, além de mostrar, ao final de cada programa, uma versão diferente da canção Asa Branca, composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira transformada em clássico da música brasileira e hino da região Nordeste. Em todas as audições, acontece sorteio de produtos culturais (livros, cd e dvd), viabilizados com patrocínio do Banco do Nordeste.

Henilton Menezes, titular da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, entrevistado no Cultura & Música…

Veiculado toda segundas-feira, das 16h às 17 horas, pela Universitária FM de Fortaleza, o programa Cultura & Música, apresentado pelos jornalistas Aurora Miranda Leão e Nelson Augusto, completa 5 anos no ar no próximo dia 6 de agosto.

A banda cabaçal dos Irmãos Aniceto esteve no Cultura & Música e virou registro audiovisual de Aurora de Cinema

Por conta disso, o programa receberá o gerente do Ambiente de Gestão da Cultura do Banco do Nordeste, o fotógrafo e cineasta Tibico Brasil, que vai falar sobre a bem sucedida política de apoio à cultura implementada pela instituição através de ações como os centros culturais de Fortaleza, Sousa (no alto sertão paraibano), e Juazeiro do Norte, no cariri cearense. Tibico Brasil também falará sobre o Programa de Cultura Banco do Nordeste – BNDES e os editais de ocupação dos centros culturais mantidos pelo Banco do Nordeste, além de também poder interagir com o público que participa do programa através do telefone.

Aurora e a cantora Daúde, que também já mostrou seu carisma e sua bela voz na Universitária FM…

Luiz Gonzaga: no ano do centenário, destaque no Cultura & Música

Ainda este mês, o Cultura & Música inaugura um novo quadro, A Hora do Rei, o qual será acrescentado para homenagear o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, no ano de seu centenário de nascimento.

Aurora Miranda Leão entrevista o artista e produtor Bené Fonteles…

O programa Cultura & Música é produzido pelo cantor/compositor e produtor musical Calé Alencar, e tem apoio da Casa da Memória Equatorial, podendo ser acompanhado via web pelos seguintes endereços: www.radiouniversitariafm.com.br, www.auroradecinema.wordpress.com, e www.nelsons.com.br

Em “Dia de Rock” no C & M, tema que garante sempre muita participação dos ouvintes…

O pianista e compoitor Ricardo Bezerra fez visita-supresa ao programa em dia de entrevista com a também compositora Mona Gadelha

A equipe do Cultura & Música: os operadores Antônio Carlos Lima e Zé Raimundo, Aurora Miranda Leão, Calé Alencar e Nelson Augusto…

Tibico Brasil vai retornar ao Cultura & Música para falar sobre as ações do Centro Cultural Banco do Nordeste neste ano em que o Banco do Nordeste comemora 60 de atividades…

SERVIÇO

Programa CULTURA & MÚSICA

Quando: segunda, 6 de agosto

Hora: 16h

Onde: Rádio Universitária FM

SINTONIZE: 107, 9 MHz

Nelson Augusto, Aurora Miranda Leão, Fernando Pessoa, e alguns ‘bluseiros’, entre eles, Felipe Cazaux, Artur Menezes e Kazane….

Banco do Nordeste faz 60 e CCBN inaugura exposição

O Banco do Nordeste, por meio do CCBNB-Fortaleza, está promovendo a exposição 60 anos – Histórias de um Banco do Nordeste, na praça Jáder Colares e no Centro de Treinamento do CAPGV. No hotsite do aniversário do Banco, será disponibilizado um link que possibilitará aos funcionários que não estão lotados no Centro Administrativo, realizarem um tour virtual pela exposição.

Segundo o gerente do Ambiente de Gestão da Cultura, Tibico Brasil, a exposição conta a história do Banco sob o ponto de vista do desenvolvimento, mostrando como a história do BNB caminha junto com a do Nordeste: “A exposição é bastante interativa, com vídeos, fotos e um local onde as pessoas podem deixar recados sobre os 60 anos do Banco”.

Tibico Brasil é o atual “cap” do Centro Cultural Banco do Nordeste…

A mostra será inaugurada oficialmente nesta quinta-feira (19), aniversário do Banco, e segue até 19 de agosto. Ainda segundo Tibico Brasil, grupos de alunos poderão visitar o acervo, que também conta muito da história do Nordeste.

Exposição

Criada a partir de diferentes registros e interpretações, produzidos ao longo da vida da instituição, a exposição é organizada em três ambientes distintos: Trajetórias, Narrativas e Memórias. Em Trajetórias, o visitante compreenderá como as histórias de vida de personalidades públicas, marcos políticos e econômicos se cruzam com a trajetória do Banco, numa articulação que explica, muitas vezes, os caminhos e as linhas de atuação por ele seguidos.

No ambiente Narrativas, são apresentados os programas e resultados da instituição, bem como a repercussão e a interpretação de especialistas sobre ela. Já o ambiente Memórias se constitui num espaço interativo da exposição. Nele estão as imagens escolhidas pelos próprios bancários e os depoimentos daqueles que fazem o Banco do Nordeste.

As rosas amarelas sobem ao palco com Mazé Figueiredo

 

O espetáculo Quando as rosas amarelas se tornam marrons, projeto aprovado em edital do Centro Cultural Banco do Nordeste, estreia no próximo dia 28 em Fortaleza, tendo como palco o Teatro Antonieta Noronha, no centro da cidade.

 O texto é de autoria do ator e diretor Walden Luiz e tem direção de
 Wagner Pereira, contando com o seguinte elenco: Walden Luiz, Mazé Figueiredo (proponente do projeto), Zerivaldo Beserra e Lorenna Aletéia.

Walden Luiz e Mazé Figueiredo em cena: Teatro Cearense estreia mais um espetáculo…

A pequena temporada será dias 28, 29 e 30 deste junho, às 19.30h, no Teatro Antonieta Noronha, Rua Pereira Filgueiras, nº 4, por traz do Paço Municipal, com entrada franca.


Walden Luiz está completando 50 anos atuando no teatro cearense, enquanto Mazé Figueiredo, a incansável atriz, produtora, divulgadora e coralista, que é funcionária aposentada do Banco do Nordeste, completa uma dezena de peças atuando de forma ininterrupta. Haja fôlego ! 

Vamos ao Teatro ! Vamos ver Quando as rosas amarelas se tornam marrons !

 

CCBN sedia encontro sobre ‘Negócios da Música’

Um encontro com artistas, empreendedores e produtores da área da música para alinhar oportunidades de negócios em Fortaleza e no Estado do Ceará.

É o programa Negócios da Cultura – Sobre Música e Empreendimentos, marcado para acontecer no próximo sábado, dia 28, de 10 horas às 18 horas, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza, com entrada franca.

O objetivo do encontro é agregar músicos, produtores e empresários do setor produtivo da música para alinhar orientações e demandas sobre as diferentes formas de apoio à cultura.

Realizado pelo Banco do Nordeste e produzido pela Associação Cultural Cearense do Rock, este será o primeiro de uma série de encontros entre instituições (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Secretaria Municipal de Finanças, Secretaria Municipal de Cultura-SECULT-FOR, SEBRAE-CE, IPHAN e Banco do Nordeste) e a sociedade civil organizada, formada por artistas, coletivos, associações, sindicatos e empreendedores ligados à cadeia produtiva da cultura.

Mais informações: (85) 3464.3268 / 8708.4223.

Inscrições podem ser feitas pelo e-mail: negocioscultura.ccbnb@gmail.com.

Veja a seguir a programação completa do Encontro:

                           PROGRAMAÇÃO

10h – Local: Auditório do 3º andar do Centro Cultural

Apresentação e boas vindas – Banco do Nordeste 

10:15h

SEBRAE

  • Formalização Empreendedor Individual
  • Planos de negócios
  • Consultoria  

10:35h

SEFIN

  • Os impostos municipais e o Empreendedor Individual  

10:55h

SDE

  • Incubação de micro-empreendimentos culturais  

11:15h

SECULT-FOR

  • Pólos Criativo e Tecnológico de Fortaleza
  • Zonas especiais 

11:35h

IPHAN

  • Financiamento para restauração de imóveis privados

11:55h

 Banco do Nordeste

  • CrediAmigo
  • EI e MPE (passo-a-passo para abertura de conta e carta de apresentação; orientação sobre aquisição isolada; capital de giro; pequeno roteiro para apresentação de projeto, etc.)  

12:15h

ACR, artistas, produtores & empreendedores

  • Apresentação de demandas
  • Sugestões para o Banco do Nordeste e demais entidades
  • Etc. 

13h

Intervalo para almoço 

14h – Local: Auditório do 3º andar do Centro Cultural

Tira dúvidas entre instituições e artistas/produtores/empreendedores 

16h–18h – Local: Térreo do Centro Cultural

Mesas de informação/orientação. Atendimento individualizado

  • SEBRAE-CE
  • SEFIN
  • SDE
  • SECULT-FOR
  • IPHAN
  • Banco do Nordeste

Perpendicular traz Minas a Fortaleza

 

Três artistas visuais de Minas e três do Ceará em mostra no CCBN

 

Uma iniciativa une três artistas de Minas Gerais e três do Ceará. Eles foram convidados a trabalhar e conviver diariamente, buscando formas de parceria e troca para estimulaar a criação de projetos artísticos a serem apresentados ao público no interior do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza e nas ruas da capital cearense.

Contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais – 8ª edição, o projeto PERPENDICULAR FORTALEZA acontecerá em Fortaleza no período de 21 a 24 deste mês (quarta a sábado da próxima semana).

A programação incluirá performances, ações e intervenções urbanas, além da construção de instalações, lançamento de livros, palestras, apresentação de portfólios e mesas de conversa abertas ao público.

As atividades acontecerão nas seguintes datas e horários: dia 21 (quarta), às 16h; dia 22 (quinta), às 18h; dia 23 (sexta), às 10h; e 24 (sábado), às 17h.

Criado e realizado pelo artista visual, pesquisador de arte e performer mineiro Wagner Rossi Campos, o projeto conta com  participação, ainda, dos seguintes artistas convidados: Sabyne Cavalcanti, Uirá dos Reis e Yuri Firmeza (os três do Ceará); Raquel Versieux e Fernando Ancil, ambos de Minas Gerais.

As Crianças e Clarice, Nicole e um tempo em que ainda havia fadas…

Dia das Crianças teve momento lúdico especial com leitura de Clarice Lispector pela própria sobrinha

Clarice Lispector, uma das escritoras mais festejadas do Brasil, e de obra reconhecida e aplaudida no mundo inteiro, deixou sua marca indelével na Literatura. E a força e encantamento dos textos de Clarice despertam atenção e sintonia onde quer sejam lidos, ultrapassam qualquer faixa etária.

Assim, uma parte importante da obra de Clarice – para crianças e adultos – foi o ponto alto da programação do Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza neste Dia das Crianças de 2011.

Com uma leitura descontraída e invejável condução sensorial, a produtora e cineasta carioca Nicole Algranti, sobrinha-neta da escritora, esteve em Fortaleza, e protagonizou dois momentos de ‘contação de histórias” no agradável espaço cultural do centro de Fortaleza.

 

Para uma platéia lotada de crianças e mamães ávidas por conhecer mais e melhor da obra da escritora ucraniana que amava o Brasil, e viveu sua infância e adolescência em Recife – por isso Clarice tinha um apreço especial pelo nordeste brasileiro -, Nicole conseguiu a proeza de fazer as crianças sentirem-se partícipes da construção literária de Clarice e, por certo, amealhou novos leitores para a tia e muitos adeptos para a Literatura.

De quebra, Nicole Algranti ainda angariou uma porção de ‘aspirantes a veterinários’, tal a forma carinhosa, delicada, convincente e verdadeira com a qual falou sobre seu amor pelos animais.

Aliás, Nicole não só falou sobre seu amor aos animais, como mostrou um pouco dele através de imagens, exibindo um vídeo feito por ela mesma, em sua casa de Teresópolis, no qual aparece como uma autêntica guardiã do reino animal, cuidando de tornar o respeito aos bichos matéria de ensino da sensibilidade, da educação e da generosidade. Sentada no galinheiro, Nicole está o tempo todo se derramando em cuidados com um um galo que está com problemas numa das patas. Ela conversa com o galo, coloca remédio no ‘pezinho’ dele e até canta (Roberto Carlos) pra acalmar o animal machucado.

Nicole Algranti lê textos da tia Clarice enquanto desperta a sensibilidade e estimula o amor pela Literatura e o respeito aos animais…

Numa oportuna e bela intersecção com a obra de Clarice, Nicole oferece às crianças e suas atentas mamães o filme O OVO, seu curta-metragem de estréia,  com roteiro dela e de Luiz Carlos Lacerda, baseado em texto da própria Clarice.

No filme, a narração cabe à bela voz de Maria Bethânia, e estão em cena as atrizes Louise Cardoso, Lucélia Santos e Carla Camuratti (em belíssimas e exclusivas imagens de sua gravidez, em todo o esplendor, à beira-mar carioca – imagens de uma beleza transcendental pelas quais, por certo, Camuratti deve ser grata à Nicole até hoje), além do ator Chico Diaz.

O OVO é um curta que rodou os mais importantes festivais do país, desde seu lançamento em 2003, um daqueles filmes de caráter atemporal: em qualquer época ou lugar em que seja exibido, despertará sempre atenção, causando uma sensação de impacto ante ao novo, ao singular, ao insólito da palavra e à força das imagens.

O Aurora de Cinema teve a satisfação de estar na platéia deste Momento LISPECTOR  tão especial na programação infantil do Centro Cultural Banco do Nordeste.

Foi de tal modo sensível, competente, delicada e despretensiosa a leitura que Nicole fez da obra da tia ilustre que também eu senti-me voltando no tempo, me apanhei de novo querendo criar pintinhos amarelos (como acontece com toda criança de infância saudável), ter um quintal cheio de plantas pra tomar conta, poder desfrutsr da alegria de conviver com gatos e cachorros, perfazendo uma viagem tão encantadora quanto apaziguante…

Foi como se, de repente, tivesse sido transportada para uma terra onde o reino da fantasia estende sua tenda sem acanhamento, e onde o sonho é livre e necessário, aquele tempo de pardais, do verde nos quintais, quando ainda havia fadas… como na bela canção imortalizada por Raimundo Fagner nos versos de Paulinho Tapajós e na canção antológica do mestre Sivuca.

Se outros méritos não tivesse, só por ter-nos feito a nós, espectadores, viajantes do sonho, cúmplices da esperança de um mundo melhor, e cultivadores de valores civilizatórios tão importantes quanto esquecidos – como o apreço à leitura e a preservação do respeito ao próximo e as liberdades individuais -, a presença de NICOLE ALGRANTI na programação do Centro Cultural Banco do Nordeste foi um tento importante e digno de constar em espaços semelhantes, nos quais também se priorize a Cultura, se valorize a Arte, se incentive e incremente coisas tão fundamentais para a longevidade saudável do planeta, como o cuidado com o adulto em formação na criança de hoje, respaldados na certeza de que todos somos iguais em nossas diferenças de cada dia.

Parabéns ao Centro Cultural Banco do Nordeste por  ter permitido ao público de Fortaleza  esta nova forma de contato com a obra de Clarice Lispector . E a Nicole Algranti, o mais carinhoso  abraço , seguido de caloroso aplauso para uma leitora que faz da Arte sua melhor expressão emocional e consegue transformar em cinema as muitas lições aprendidas, desde quando entendeu que ser Lispector é muito mais que ser famosa, bem mais que encantar pela palavra e comover pela singularidade de alma.

Viva Clarice Lispector !

Cercada de crianças: foi assim que Nicole Algranti encerrou seu encontro com a garotada no CCBN…

Nicole Algranti: cativando com simplicidade e verdade…

Aurora Miranda Leão e Nicole Algranti: unidas pelo Cinema, a Arte, o apreço por Clarice Lispector

Tempos sombrios em Mostra no CCBN

 

Exposição fotográfica de Marcelo Brodsky é documento sobre ditadura militar na Argentina e no mundo

A exposição “Buena Memoria”, do fotógrafo argentino Marcelo Brodsky, será aberta no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza na próxima terça, 16, às 18 horas, ficando em cartaz até 18 de setembro, com entrada franca (horários de visitação: terça-feira a sábado, de 10h às 20h; e aos domingos, de 12h às 18h).

Um lugar de ausência? (texto de Diógenes Moura)

O fotógrafo argentino Marcelo Brodsky construiu um ensaio fotográfico a partir de ausências tão próximas quanto ele mesmo, o desaparecimento do seu irmão Fernando, do seu amigo Martín, dos amigos dos seus amigos, dos que ele já tinha ouvido falar, dos que ele nunca ouviu falar e mesmo não conhecendo eram tão próximos de uma mesma dor, de uma fenda que se abriu na vida e nas famílias de cada um dos desaparecidos, dessa amargura de um adeus nunca revelado: “Buena Memoria” é um documento sobre a ditadura militar na Argentina e em todas as outras partes do mundo onde o sistema político atiçou (e ainda atiça) as suas garras.

Com fotografias de família e retratos dos colegas de turma do Colégio Nacional de Buenos Aires, o artista reescreveu uma identidade perdida a partir das imagens dos que estão vivos, para localizaar em algum lugar do passado, a sua própria história e, nesse caso, tratar sobre uma memória universal que não se perdeu e é definitiva para o hoje mundo “democrático” entender que não poderemos seguir adiante sem que todos esses nomes sejam repetidos, repetidos e repetidos como verdadeiramente o são no corpo vivo de “Buena Memoria”. Assim, teremos o retrato de um tempo. É esse tempo que Brodsky perpetua acompanhado pelas suas próprias palavras e pelas palavras de amigos que sabem o que significam até hoje aqueles anos de assassinatos, desaparecimentos, silêncio, mudez e morte anunciada.

Trata-se também de uma exposição sobre a literatura dessa ausência. Sobre a forma verídica de um acontecimento. Chega ao Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza num momento importante, o bicentenário das lutas de resistência na América Latina. “Buena Memoria” é, portanto, um livro aberto que poderá mudar a cada instante: Claudio, Martín, Fernando e todos os outros nomes desaparecidos vistos simbolicamente pelos alunos de hoje nas imagens da série Ponte da Memória. Refletidos nos rostos deles, os outros, nos mesmos, os que aqui ficamos para não esquecer, para nunca esquecer que o terrorismo foi assim: apagou de sua frente nomes e sobrenomes sem se importar com o trauma que apenas encontra sinônimo nos horrores da guerra.

“Buena Memoria” reconstrói Marcelo Brodsky para si mesmo. Traz de volta (sim, sabemos que isso não é possível) o seu amigo Martín quando os dois queriam ser fotógrafos. Traz de volta seu irmão Fernando, numa foto feita por Sara, a mãe dos dois. Uma única fotografia do filho que não voltou, sentado num teatro vazio. Apenas (e tudo) isso. Não será jamais uma fotografia muda. Traz para diante de nós o retrato 3 x 4 de Claudio onde ele olha e pensa que os “fins justificam os meios”, e traz ele mesmo, Brodsky, num navio, ao lado de seu irmão sobre as águas marrons do rio da Prata (“permanecemos em um lugar desconhecido”) onde os corpos eram atirados e onde hoje, em Buenos Aires, está instalado o Parque da Memória. É lá, naquele espaço onde a emoção perde o nome, que justamente estão inscritos os nomes de quase todos os desaparecidos. Ao trazer para os nossos olhos a própria história de Marcelo Brodsky irmanada à história de muitas outras famílias, “Buena Memoria” cruza o espaço da vida com o que a vida, a palavra, a memória e a fotografia têm de mais extraordinário: ir do ontem ao muito além.

 

ARTES CÊNICAS EM FESTIVAL NO CCBN

 

V Festival Banco do Nordeste das Artes Cênicas começa dia 13 e segue até 27, Dia Mundial do Teatro

O V Festival Banco do Nordeste das Artes Cênicas apresentará um elenco diversificado de atividades orientadas para o teatro, o circo e a dança. Com entrada franca, o Festival acontecerá nos três Centros Culturais Banco do Nordeste (Fortaleza; Cariri, em Juazeiro do Norte, no sul do Ceará; e Sousa, no alto sertão paraibano).

Nesta quinta edição, serão realizadas quatro mostras (Palco, Infantil, Rua e Dança), totalizando 32 espetáculos de companhias de seis estados nordestinos (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia e Sergipe), além de outros três brasileiros (Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná) e um espetáculo internacional, fruto de uma parceria ítalo-pernambucana.

A programação também contemplará ações formativas, como as oficinas de formação artística voltadas ao público adulto e oficinas de iniciação ao público infantil. Igualmente importantes são as atividades relacionadas à instrução patrimonial e à apreciação de outras áreas que empreendem diálogo com as artes cênicas, a exemplo do cinema.

Cortejos de abertura e encontro sobre profissionalização

Na abertura do Festival, acontecerão cortejos nas três cidades. Em Fortaleza, dia 13 (domingo), às 10 h, haverá cortejo de bonecos gigantes e apresentação do grupo Batuqueiros, um coletivo percussivo focado nos ritmos da cultura popular nordestina e afro-brasileira.

Em Juazeiro do Norte, dia 16, às 17 h, os grupos de Reisado “Discípulos do Mestre Pedro” e “Guerreiro Santa Madalena” levam a tradição popular, num cortejo saindo da Praça Padre Cícero em direção ao Largo do Memorial Padre Cícero.

Em Sousa, o cortejo de abertura contará com quatro grupos convidados e acontecerá dia 17 (quinta), a partir das 17 h, saindo da Praça da Matriz em direção ao Centro Cultural Banco do Nordeste.

No CCBN-Fortaleza, no próximo dia 15 (terça-feira), de 10h às 18h, acontecerá o Encontro sobre Profissionalização de Grupos de Teatro, o qual deve ser um momento de troca de ideias sobre os caminhos, os tributos, as leis e as diferentes formas de apoio do poder público e privado para que os grupos adquiram sustentabilidade com o seu fazer artístico-profissional. Contará com a presença de representantes dos Ministérios da Cultura e do Trabalho, Cooperativa Paulista de Teatro, Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Ceará (SATED-CE) e de importantes grupos nordestinos de teatro, a exemplo do Bagaceira (CE) e do Clowns de Shakespeare (RN).

Mostra Palco

Entre os destaques da Mostra Palco, estão os seguintes espetáculos e respectivos grupos: “Roliúde”, com o grupo carioca EmCartaz Empreendimentos Culturais; “O Capitão e a Sereia”, com o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, do Rio Grande do Norte; “Marotes e Mamulengos”, com o grupo cearense Circo Tupiniquim; “Só Sei Que Foi Assim”, com o coral cearense Seios da Face; “Engenharia Erótica – Fábrica de Travestis”, com o Grupo Parque de Teatro, do Ceará; “Tropeço”, com a Cia. Tato Criações Cênicas, do Paraná; “Sebastião”, monólogo com o autor, encenador e ator baiano Fábio Vidal; “A Descoberta das Américas”, com o Leões de Circo Pequenos Empreendimentos, do Rio de Janeiro; “Cordel do Amor Sem Fim”, com O Poste Soluções Luminosas e Samuel Santos, de Pernambuco; e “O Auto da Índia”, com o grupo sergipano Marionetas.

 

Mostras Rua, Infantil e Dança

Por sua vez, a Mostra Rua traz como atrações os seguintes espetáculos e grupos: “Cordel do Pega Pra Capá”, com a companhia baiana Gente de Teatro e Funceb; “Circo Arlequin”, com a Trupe Arlequin de Circo Teatro, da Paraíba; “Palhaço Colorau e Neorlândio”, com o grupo cearense Tempero do Riso; “Por que a gente não é assim? Ou Por que a gente é assado?”, com o grupo cearense Bagaceira; e “Silêncio Total – Vem Chegando o Palhaço”, com o ator e diretor paraibano Luiz Carlos Vasconcelos.

Abrilhantam a Mostra Infantil sete espetáculos e grupos, a saber: “Mamulengo, Arte do Riso”, com a companhia cearense Te-Tê-Rê-Te-Tê; “Il Transporto Umano”, com o Circo em Bothiglia (Itália-Brasil); “Criaturas de Papel”, com os cearenses do Bricoleiros; “Canções e Brinquedos Roceiros – Uma Ópera Caipira”, com o grupo paulista Tempo de Brincar; “Zero”, com a companhia paulista Mevitevendo; “Alegria, Alegria! O Circo Chegou”, com o grupo cearense Garajal; e “A Rainha do Nada”, com a companhia cearense de Teatro Epidemia de Bonecos.

A Mostra Dança apresenta quatro grupos e espetáculos: “Avesso do Passo”, Cia. de Dança da Escola Municipal de Frevo do Recife; “Diferente Olhar Infinito”, com o grupo cearense N Infinito; “Folgança”, com a Escola de Dança do Paracuru (CE); e “Brincando”, com a Cubos Companhia de Dança, de Sergipe.

Debates, curtas, entrevista e noites de autógrafos

A programação do Festival ainda contará com debates, palestras, exibição de curtas-metragens sobre Teatro e uma entrevista aberta ao público com o ator Luiz Carlos Vasconcelos, dentro do programa Nomes do Nordeste. Também acontecerão Noites de Autógrafos com lançamentos literários sobre Artes Cênicas patrocinados pelo Programa Banco do Nordeste de Cultura. Serão lançados os livros “O ator risível – procedimentos para as cenas cômicas”, do professor-doutor Fernando Lira, e “Criador & Criatura”, do ator, diretor, professor e pesquisador teatral Hemetério Segundo.

Edição 10 da Revista Tatuí

 

Da edição 00 para a número 10. Com essa veia essencialmente experimental, a Revista Tatuí de Crítica de Arte circula no universo das artes visuais como uma das mais importantes e experimentais revistas de crítica de arte do País. O lançamento da edição número 10 acontecerá em Fortaleza no próximo dia 26, às 19 horas, no auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste.

Como é tradição, exemplares da revista serão distribuídos gratuitamente.  Haverá também um Troca de Idéias de duas editoras da revista – Ana Luisa Lima e Clarissa Diniz – com o público. Paralelamente ao lançamento, as duas editoras ministrarão juntas, no mesmo auditório, a oficina “Experimentação editorial coletiva sobre crítica de arte”. Com inscrições gratuitas, a oficina acontecerá de 26 a 29 (de 14h às 18h) e no dia 30 (de 13h às 17h). As inscrições prosseguem até dia 26.

Depois da número 00 (lançada no último mês de julho) – que marcou um retorno da revista a um caráter ainda mais experimental em sua edição –, mais uma vez 8 artistas/críticos/curadores/cineastas/escritores/designers de vários cantos do país se juntam em residência – de imersão total, ao longo de 21 dias – para “gerar” a nova edição da Tatuí, a número 10.

Entre julho e agosto deste ano, numa casa alugada em Olinda, um time de peso, cuja atuação profissional transborda definições tradicionais, pôde dar uma “nova” dimensão à atual complexidade das possibilidades da arte. Os residentes foram Pablo Lobato (MG), Daniela Castro (SP), Kamilla Nunes (SC), Deyson Gilbert (SP), Vitor César (CE) e Cristhiano Aguiar (PE), que se juntaram às editoras Ana Luisa Lima e Clarissa Diniz. E a revista só saiu da residência editorial quando pronta para ir para a gráfica, sendo editada e diagramada ao longo dos dias de convívio e produção do corpo editorial convidado para a Tatuí nº 10.

A Tatuí 10 traz grande variedade de textos, de caráter analítico, ficcional, poético, gráfico e de intervenção. “Esta edição reúne um conjunto de pensamentos que problematizam a linguagem, borrando as fronteiras entre literatura, crítica, arte e design em colaborações desenvolvidas também em parceria entre os editores e, em alguns casos, a partir de apropriações/traduções de textos/imagens/pensamentos alheios”, explica Clarissa Diniz, uma das editoras.

 

Residência

Elaborada ao longo de uma vivência de caráter coletivo e colaborativo, a Tatuí 10 traz, em seu projeto editorial, evidências dessa experiência como, por exemplo, nos vários textos que pensam sobre o lugar da fala, do silêncio e do pensamento nas relações sociais e na arte (como na imagem, na crítica de arte e na história). As negociações entre indivíduos, para a constituição de um tecido social, é também outro foco da revista. Permeando questões como essas – como horizonte metodológico de parte da Tatuí 10 -, a liberdade em apropriar-se (das mais variadas formas) de pensamentos de outros indivíduos, coletivizando a autoria tanto internamente – entre o grupo de residentes-editores – como socialmente, a partir do empréstimo e da releitura da obra de pessoas como Hélio Oiticica, Haroldo de Campos ou Ulises Carrión, processo compositivo indicado no sumário da revista.

 

Projeto gráfico

Discutido por seu corpo editorial e executado pelo editor e designer Vitor César, é também pela forma gráfica que a Tatuí edição 10 incorpora as discussões que permeiam seus textos/poemas/ficções… constituindo-se a partir de apropriações/traduções de identidades visuais genéricas (como livros de romance ou cartas datilografadas) e de imagens, colecionadas ao longo do período da residência editorial e identificadas aos conteúdos abordados na revista.

 

Tatuí de Crítica de Arte

A Tatuí, revista de crítica de arte com versões online (www.revistatatui.com) e impressa, surgiu no Recife (PE) em 2006 a partir do encontro de críticos de arte em formação. Seu primeiro número, em forma de fanzine, foi concebido durante o SPA das Artes (evento anual de artes visuais da cidade), sob a ideia de uma crítica de imersão, experimento de crítica de arte que pretendia não se vincular à concepção de distanciamento crítico.

Nos números seguintes da Tatuí, expandiram-se suas intenções editoriais. Contando com apoios pontuais que em muito colaboraram com seu financiamento, a revista – mantendo seu caráter de independência, experimentalismo e pluralidade – tem proposto debates aos quais se agregam colaborações diversas cujos conteúdos alicerçam um observatório acerca da arte hoje produzida, em especial, no Brasil. Atualmente, encontram-se publicados nove números da revista, com tiragem média de 1.500 exemplares.

 

“Experimentação editorial coletiva sobre crítica de arte”

Ementa

Tomando como ponto de partida a experiência da revista Tatuí, suas editoras propõem esta oficina, que tem por intenção a discussão acerca das possibilidades da crítica de arte a partir da construção coletiva de um projeto editorial composto de textos e outros tipos de conteúdo crítico, produzidos ao longo do período proposto. Partindo dessa prática, pretende-se investigar a relação entre arte e crítica, objeto e sujeito da análise, forma e conteúdo, pensamento e práxis, levando em consideração as especificidades do contexto local. Ao final da oficina, ocorrerá o lançamento do produto editorial, com debate aberto ao público.

 

Público-alvo

A oficina é voltada para todo aquele interessado em arte e seu debate crítico (história, sociologia, filosofia, antropologia e crítica de arte, entre outros). Como a oficina pretende gerar um produto editorial, é importante que os participantes tenham interesse na escrita, bem como disponibilidade de tempo para produção de textos (e/ou outros conteúdos) para além do horário dos encontros. A oficina é indicada para no máximo 15 participantes.

 

Datas e Horários

26 a 30 de outubro, sendo de 14h às 18h no período de 26 a 29 (terça-feira a sexta-feira), e de 13h às 17h no dia 30 (sábado). No dia da abertura da oficina (terça-feira, 26), será lançada a revista Tatuí, edição nº 10, às 19h, com uma troca de ideias entre as editoras e o público presente, no auditório do CCBNB-Fortaleza (3º andar).

 

Ministrantes da oficina

Ana Luisa Lima (PE) – Editora da revista Tatuí. Graduada no curso de Lic. Ed. Artística/Artes Plásticas pela UFPE. Foi curadora do I Salão Universitário de Arte Contemporânea – UNICO (SESC-PE), já escreveu diversos textos para exposições e catálogos, é pesquisadora membro do Grupo de Pesquisa do MAMAM (crítica e história da arte), Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – Recife-PE. É autora de um dos artigos do livro Artes Visuais: Conversando Sobre (Org. Madalena Zaccara e Sebastião Pedrosa), Editora Universitária/UFPE, além de ser crítica de arte convidada da Sala Recife.

 

Clarissa Diniz (PE) Editora da revista Tatuí. Crítica de arte, é graduada em Lic. Ed. Artística/Artes Plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco, UFPE. Membro do coletivo Branco do Olho. Foi premiada com bolsa-pesquisa do 47º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, a partir da qual publicou o livro Crachá – aspectos da legitimação artística (Recife: Massangana, 2008). De curadorias desenvolvidas, destacam-se Encarar-se – Fernando Peres e Rodolfo Mesquita (Museu Murillo La Greca, Recife-PE, 2008), O Lugar Dissonante, co-curadoria com Lucas Bambozzi (Espaço Cultural Torre Malakoff, Recife-PE, 2009) e contidonãocontido, co-curadoria com Maria do Carmo Nino e EducAtivo Mamam (Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, 2010). Tem textos publicados em revistas, catálogos e livros especializados. Foi curadora assistente do Programa Rumos Artes Visuais 2008/2009 (Instituto Itaú Cultural, São Paulo). Integra do Grupo de Críticos do Centro Cultural São Paulo, CCSP.

Música Instrumental no Palco do BNB