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Cultura & Música celebra 7 divulgando Arte e Cultura

Programa radiofônico de entretenimento e informação cultural é o mais ouvido da Universitária FM nas tardes de segunda-feira…

Rádio ao vivo

Jornalista Aurora Miranda Leão, cantora Luciana Lívia (banda Mafalda Mofina) e o produtor Calé Alencar nos estúdios da Universitária FM…

Agosto é mês de Cultura & Música !

Foi no dia 7 de um tal ensolarado agosto de 2007 que as já conhecidas vozes dos radialistas Aurora Miranda Leão e Nelson Augusto chegavam ao ouvinte de forma distinta: eles assumiam a locução de um programa informativo cultural pelo dial da respeitada Rádio Universitária FM de Fortaleza.

Com apoio do Banco do Nordeste, o programa passava a ser mais uma relevante ação estratégica do Centro Cultural Banco do Nordeste para promover o desenvolvimento da região, reafirmando seu foco prioritário na valorização, impulso, fomento e difusão da Arte e da Cultura produzidas no Nordeste.

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A atriz Denise Dumont entrevistada pelos jornalistas Nelson Augusto e Aurora Miranda Leão no #programaCulturaeMúsica da Universitária FM…

A estreia semanal do programa radiofônico Cultura & Música, veiculado das 16 às 17 horas, toda segunda-feira, pela Rádio Universitária FM (107,9 MHz), demarcou um espaço oportuno, relevante e necessário para afirmação da produção cultural nordestina através do rádio e das mídias sociais.

Rádio segunda 23 set 13

Este ano, a comemoração acontece amanhã, dia 11 de agosto, nos estúdios da Universitária FM, quando o programa receberá ouvintes que queiram participar ao vivo de sua audição comemorativa, e também a produtora e mestre em Artes Plásticas, Jaqueline Medeiros, que atualmente responde pela Gerência do Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza.

Jac e noix

Jaqueline Medeiros vai participar do programa Cultura & Música, entrevistada pelos jornalistas Aurora Miranda Leão e Nelson Augusto, quando deverá falar acerca da bem sucedida política de apoio à Arte e à Cultura implementada pelo Banco do Nordeste, bem assim sobre as muitas atividades do Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza. Hoje o CCBN funciona em novas instalações, no centro da capital cearense, à rua Conde D’Eu, 560 – entre a Catedral de Fortaleza e a praça dos Leões, no prédio onde funcionou o Centro de Referência do Professor (antigo Mercado Central).

Lupe e A - Cópia

A cantora e compositora Lupe Duailibe  e a jornalista Aurora Miranda Leão

O Cultura & Música é um programa de entretenimento radiofônico que destaca a produção cultural nordestina, seja através da música, do cinema, do teatro, da fotografia, do jornalismo, e das artes de modo geral. Dividido em blocos musicais temáticos, a produção e roteiro são assinados pelo músico e pesquisador cultural Calé Alencar, enquanto a locução é da dupla Aurora Miranda Leão e Nelson Augusto, que dividem microfone na emissora desde os anos 80.

CCBN 11 mar 14

Calé Alencar, Jacqueline Medeiros, Nelson Augusto e Aurora Miranda Leão

Dividido em diversos módulos, o #programaCulturaeMúsica – atração das tardes de segunda-feira na Rádio Universitária FM – reúne música, entrevistas ao vivo e/ou gravadas, flashes noticiosos de outras cidades (via celular), objetivando divulgar realizações do Centro Cultural Banco do Nordeste, bem como toda ação do Banco do Nordeste que favoreça a Arte e a Cultura, dando espaço também para ações culturais relevantes realizadas por outras instituições.

Evaldo e nós

Nelson Augusto, Evaldo Gouveia, Aurora Miranda Leão e Calé Alencar após audição do #programaCulturaeMúsica na Universitária FM de Fortaleza…

Fique ligado e sintonize a Rádio Universitária FM para acompanhar o programa Cultura & Música: TODA SEGUNDA, das 16h às 17h !

#programaCulturaeMúsica – 7 anos divulgando Arte e Cultura !

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A produção do Cultura & Música celebrando com a equipe um dos aniversários do programa, que neste agosto de 2014 comemora 7 anos fazendo companhia ao ouvinte nas tardes de segunda-feira da Universitária FM…

Inscrições ao CINESUL

O Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo – CINESUL – recebe até 1º de março inscrições para sua vigésima edição. O Festival, que acontece no Rio de Janeiro, recebe inscrições de curtas, médias e longas-metragens.

Participam da competitiva obras em qualquer suporte, tanto ficção quanto documentários, divididos nas seguintes categorias: longa-metragem (mais de 61 minutos), e curta e média-metragem (até 60 minutos). Os trabalhos devem ter sido finalizados entre 2011 e 2013 e não podem ter sido exibidos em salas comerciais brasileiras ou na televisão aberta. Um filme que já tenha sido inscrito e não tenha sido selecionado, pode participar novamente. E não há número limite de inscrições de um mesmo realizador.

Em 2012, competiram 69 obras, sendo 17 longas – oito documentários e nove de ficção – e 52 médias e curtas – 23 documentários e 29 ficcionais –, tendo sido exibidos cerca de 240 produções. Do Brasil, foram 33 trabalhos, entre eles, duas coproduções, uma com Portugal e uma com a Argentina. Os outros 36 foram de 12 países, sendo 13 da Espanha, seis da Argentina, três do México, dois de Cuba, dois da Venezuela, dois de Portugal, dois do Chile, dois da Colômbia, um do Equador, e três coproduções: El Salvador-México, Porto Rico-Espanha e México-Alemanha.

O CINESUL terá exibições no Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Cinemateca do MAM, entre outros.

As inscrições deverão ser feitas diretamente no site www.cinesul.com.br e as obras (a cópia do filme ou do vídeo proposto) no formato DVD (região zero ou 4) enviadas pelo correio para o endereço da Pulsar Artes & Produção /Cinesul 2013 (Rua Senador Dantas, 29 sala 34.– CEP: 20031-202 – Rio de Janeiro – Brasil).

O Festival será realizado de 4 a 16 de junho, e o resultado da seleção para as mostras competitivas e temáticas será comunicado a partir de 30 de abril em www.festivalcinesul.blogspot.com. O regulamento completo está disponível no site do festival (http://www.cinesul.com.br/regulamento_cine2013.php).

Chris Marker tem obras expostas no Centro Cultural Banco do Nordeste

A exposição O LEGADO DA CORUJA dá seguimento ao projeto Política da Arte, desenvolvido pela Coordenação de Artes Visuais da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (MECA) da Fundação Joaquim Nabuco e a parceria com o Centro Cultural Banco do Nordeste.

Chris Marker, expoente do cinema documental, faleceu em julho, aos 91 anos, em sua casa de Paris…

O Legado da Coruja  (L’Héritage de la Chouette) é um dos mais instigantes e dos menos conhecidos dos muitos projetos realizados pelo saudoso cineasta francês Chris Marker ao longo de uma trajetória de trabalho que já conta seis décadas, apresentando temas sobre a Grécia Antiga que persistem importando como elementos organizadores do pensamento corrente no mundo ocidental. A coruja, animal que simboliza a busca por conhecimento, aparece como guia nessa jornada.

Para marcar a atualidade do projeto de Chris Marker, a exposição é dividida em duas partes. Na primeira, são exibidos os 13 episódios de O Legado da Coruja, projetados em sequência, de modo que a cada dia da exposição a série é mostrada integralmente. Na segunda, foi criado um ambiente de pesquisa e debate, no qual informações sobre o artista e sobre a crise atual na Europa são disponibilizadas por meio de jornais, revistas, livros e outros vídeos.

Quem foi CHRIS MARKER

Chris Marker inovou o cinema durante a Nouvelle Vague, a onda vanguardista francesa, que mudou as regras das filmagens nos anos 1960. Documentarista, seus filmes pareciam mais ensaios literários que cinema, repletos de observações pessoais e insights.

Nascido Christian François Bouche-Villeneuve, nos arredores de Paris, ele integrou a Resistência Francesa e lutou contra os nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Ao fim da guerra, trabalhou como jornalista ao lado de André Bazin, um dos maiores teóricos da Nouvelle Vague. Escreveu críticas de teatro e cinema, poemas e um romance. Até encontrar-se atrás da câmera, filmando documentários de esquerda, que ele mesmo escrevia, dirigia e filmava. Isso durou um extenso período, de 1955 a 1966, até querer ver mais gente fazendo o mesmo.

Nos anos 1960, o poeta Henri Michaux proclamou que a universidade de “Sorbonne deveria ser destruída e Chris Maker erguido em seu lugar”. A alusão se devia à qualidade do material produzido pelo cineasta, que tirou seu pseudônimo da caneta que escreve em qualquer superfície, a Magic Marker.

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Para ver o som, e descobrir a beleza essencial

O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza convida para a abertura, terça que vem, da exposição Do ancestral ao contemporâneo – esculturas e    estruturas sonoras, com os artistas Narcélio Grud e Tércio Araripe. Aberta ao público, a exposição ficará em cartaz até 8 de setembro, de terça a sábado, de 10h às 20h; e aos domingos, de 12h às 18h.

Do ancestral ao contemporâneo – Esculturas e estruturas sonoras                                              * texto de Marcelo Santiago

Qual  será a substância do som, sua cor e brilho ?

Buscar a acústica dos corpos leva a espreitar a essência mística das formas. Na    Bahia, o teosófico suíço Smetak, esotérico da música microtonal, ousou tal    proeza; construiu obra sem igual. Sim, sem igual, pois os que vieram depois são outros magos de outras florestas, que passeiam pelas múltiplas sonoridades.

Tércio Araripe com sua alquimia sonora nos leva a cores, aromas, formas e tempos diferentes, dando aspecto visual nos instrumentos que nos remetem a um elo perdido. Narcélio  Grud como punk místico, atravessa o High-trash com esculturas extraídas na  metafísica mecânica das urbes, e depois, feitas em fábricas atonais.

Agora, para compartilhar com os sensíveis, um propósito: construir novas formas que emitam ondas sonoras e vibrações cósmicas. Não há lugar para o olhar ou o ouvido convencional.

O albino Hermeto diria: “Olha este som e enquanto tateamos o som com a    retina, vemos a beleza do timbre da cabaça metálica…”

Esse é o momento de darmos ouvidos aos nossos olhos.

Centro Cultural Banco do Nordeste leva arte nordestina a São Paulo

1ª Mostra Metrô de Superfície

O Centro Cultural Banco do Nordeste dá mais uma prova de sua vocação para fomentar, apoiar, impulsionar e redimensionar a cultura nordestina.

Numa parcceria com o Paço das Artes, instituição da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, será inaugurada ámanhã, em Sampa, uma mostra de arte contemporêna especial, a 1ª Mostra Metrô de superfície, reunindo trabalhos de jovens artistas da região Nordeste do Brasil.

Trabalho do artista pernambucano Bruno Vilela…

Metrô de superfície é resultado da parceria entre o Paço das Artes e o Centro Cultural do Banco do Nordeste (CCBNB). “Nosso interesse em fazer esta parceria, iniciada ano passado, quando fui algumas vezes para Fortaleza, é de mostrar em São Paulo a produção dos jovens artistas do Nordeste do País”, conta Priscila Arantes, diretora técnica da instituição. “Com a Metrô de superfície esperamos impulsionar o diálogo entre artistas e público para a diversidade da produção nacional, sem no entanto, enclausurar-se numa auto-referência local, mas que, sobretudo, problematize a produção e as condições do fazer artístico no Nordeste em sintonia com o restante do Brasil”, afirma Jacqueline Medeiros, coordenadora do setor de Artes Visuais do CCBNB.

Este processo de intercâmbio se completará em novembro, quando será realizada uma mostra composta por artistas que passaram pelas Temporadas de Projetos do Paço das Artes, programa que objetiva fomentar a curadoria e produção artística contemporâneas.

Da série Diário de Bandeja, da artista Juliana Notari…

Os curadores e críticos Bitu Cassundé (Fortaleza, CE) e Clarissa Diniz (Recife, PE) são os responsáveis pelo projeto. Como assistentes curatoriais do Programa Rumos Artes Visuais 2008/2009 (Instituto Itaú Cultural, São Paulo), realizaram um amplo mapeamento da região Nordeste, acumulando um repertório bastante atualizado acerca da produção artística: “Esta parceria é muito importante para fortalecer nossa interlocução, nossa troca e pensamento crítico e, ao mesmo tempo, colaborativo. Oportunidades de pensarmos uns em relação aos outros são fundamentais. Outro sentido especialmente importante é o do esforço de pensar-nos historicamente, seja em relação a um delineamento mais amplo, secular, seja em relação à contemporaneidade, onde nos roçamos”, dizem os curadores.

O conjunto da pesquisa feita por Cassundé e Clarissa é formado por obras de 30 artistas, dos quais 13 estarão presentes à mostra apresentada no Paço das Artes.  O recorte escolhido reúne trabalhos que lidam com a potência da invenção de linguagem em sua acepção fenomenológica, estreitamente vinculada ao corpo, recriando assim as concepções comuns de indivíduo, realidade, verdade e gênero.

Matadouro, obra do artista cearense Solon Ribeiro…

Os artistas Amanda Melo (PE), Bruno Vilela (PE), Carlos Mélo (PE), Cristiano Lenhardt (RS/PE), Juliana Notari (PE), Marina de Botas (SP/CE), Milena Travassos (CE/RJ), Solon Ribeiro (CE), Marcelo Gandhi (RN/SP), Rodrigo Braga (PE), Solange, tô aberta! (RN/Berlim), Thiago Martins de Melo (MA) e Virgínia de Medeiros (BA/SP) compõem a exposição. 

Atividades

Debates e apresentações completam a programação da exposição. Dia 17 de julho, às 19h30, o Paço das Artes recebe os artistas Milena Travassos (CE), Juliana Notari (PE), Cristiano Lenhardt (RS/PE) e Bruno Vilela (PE), Amanda Melo (PE), Virgínia de Medeiros (BA), Marina de Botas (CE) para uma primeira conversa acerca da mostra. Os curadores Bitu Cassundé e Clarissa Diniz também irão compor a mesa, juntamente com a crítica Carolina Soares. Para encerrar, as atividades do dia 27 de agosto, segunda-feira, também serão voltadas para a Metrô de superfície. Os artistas Ribeiro (CE), Thiago Martins de Melo (MA), Carlos Mélo (PE), Rodrigo Braga (PE), Marcelo Gandhi (RN) e Pedro Costa (RN), novamente acompanhados pelos curadores Bitu Cassundé e Clarissa Diniz e pela crítica Carolina Soares, participam da segunda mesa redonda referente à mostra. Na ocasião, também haverá debate entre os artistas José Rufino (PB) e Marcelo Campos (RJ), com mediação do curador Bitu Cassundé. Para encerrar a programação do dia, haverá uma performance de Solange, tô aberta!.

A mostra será encerrada dia 13 de setembro.

 

Arte contemporânea nordestina no Paço das Artes…

1ª Mostra Metrô de Superfície

Abertura: dia 16 de julho, segunda, a partir das 19h30

Visitação: 17 de julho a 13 de setembro

Grátis 

Promoção Paço das Artes e Centro Cultural Banco do Nordeste

Endereço: Avenida da Universidade, nº 01, Cidade Universitária, São Paulo

Tel: (11) 3814-4832 |

Site: www.pacodasartes.org.br

Jorge Salomão faz Rio de Poesia em Santa !

O Poeta, escritor, ator, compositor, performer e inquieto agitador JORGE SALOMÃO convida para novo espetáculo.

Vai ser no próximo fim de semana, sábado e domingo, no bucólico bairro de Santa Tereza, na Cidade Maravilhosa… ali, no belo Centro Cultural Parque das Ruínas, o poeta vai desfilar suas poesias em tarde-noite que terá o sabor da alegria e a cor da sensibilidade, temperados pelo alto astral de Salomão.

A entrada é franca, o programa é IMPERDÍVEL !

Vamos à Santa com JORGE SALOMÃO !

‘Ficções’, do artista Nino Cais, em cartaz no CCBN

O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza convida para a abertura da exposição individual Ficções, do artista visual paulista Nino Cais, com curadoria de Carolina Soares, na próxima terça, 17, às 18 horas.

 

Com entrada franca, a exposição ficará em cartaz até 20 de maio (horários de visitação: terça a sábado, de 10h às 20h; domingos, de 12h às 18h). 

Texto curatorial (por Carolina Soares)

Em 1920, Tristan Tzara oferece ao leitor instruções de como produzir uma poesia.  Simples assim:

Apanhe um jornal./ Apanhe algumas tesouras./ Escolha um artigo do tamanho que você pretende dar ao seu poema./ Recorte o artigo./ Depois recorte cuidadosamente cada palavra do artigo e coloque-as em um saco./ Agite levemente./ Depois retire um recorte após o outro./ Copie-os conscienciosamente na ordem em que saíram do saco./ O poema se parecerá com você./ E você será um escritor de infinita originalidade e encantadora sensibilidade, ainda que incompreensível às massas.  

Embora aqui se busque resguardar as devidas diferenças construídas cronologicamente pela História da Arte, não deixa de ser tentador cair em certos devaneios anacrônicos, pois o trabalho de Nino Cais parece se valer de semelhante receita. A aleatoriedade pressuposta na escolha dos objetos que tensiona junto ao seu corpo provoca o observador a entender a obra como uma espécie de “faça você mesmo”.  Essa instrução, no entanto, não significa o abandono em relação a uma crença nas potencialidades artísticas, mas sim o confronto com certos mecanismos retóricos voltados para meras atribuições de valores estéticos.

Nesse desmonte, os objetos não são, porém, destituídos de uma banalidade ordinária, ou seja, os utensílios de cozinha apropriados, por exemplo, continuam sendo utensílios de cozinha, apenas adquirem funcionalidades simbólicas. E mais, ao aliá-los ao seu próprio corpo, Nino Cais dá margens a narrativas fantásticas. São situações inusitadas em que persiste uma ideia de acaso como oposição à realidade.  Do encontro entre o artista e as coisas de seu entorno resultam fissuras irremediáveis. Afinal, de que maneira estabelecer relações de continuidade frente a um corpo humano cujo rosto se mantém recoberto por objetos não apenas diversos como desconcertantes? 

São ficções que, mesmo com certo humor, não apaziguam, pelo contrário, provocam inquietações. Ao utilizar seu corpo como material escultórico – elegendo a fotografia como meio não apenas documental, mas também como parte constituinte do trabalho –, Nino Cais recoloca questões em torno da possibilidade de moldar uma fotografia escultórica (ou uma escultura fotográfica?). Com isso, os arranjos, aos quais os objetos estão sujeitos, resultam em trabalhos que transcendem as mais tradicionais categorias, impedindo distinções estritas entre os dois campos, ou seja, as fotografias não são mais registros de esculturas, mas esculturas em si.

Para baratinar ainda mais a conversa, na exposição Ficções, amplia-se o debate ao serem apresentados dois conjuntos de trabalhos: um bidimensional e outro tridimensional. A diferença em suas dimensões, no entanto, não evita com que ambos sejam concebidos a partir de questões semelhantes em torno de uma ideia de escultura contemporânea e de seu caráter objetual. São espacialidades e volumes que favorecem diferentes experiências produzindo tensões não apenas por suas estruturas internas como também por suas relações com o observador que, diante de cada uma, precisa se comportar de maneira diametralmente oposta.

A presença marcante de coisas familiares como utensílios domésticos e enfeites de festas juninas restitui uma temporalidade aos trabalhos que parece falar sempre no presente, acontecer no momento em que os observamos. Com isso, torna-se impossível não olharmos para um balde ou uma bacia, mesmo que pressionados ao teto, e não rememorarmos seus lugares no mundo. Não há ambiguidade. O balde ou a bacia continuam sendo um balde ou uma bacia.

É o que intriga e desconcerta. Simples assim.

Madame NoAr: garantia de boas risadas no Teatro

A atriz Mazé Figueiredo estará esta tarde e amanhã, em dois horários, encenando a comédia Madame NoAr no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza, com entrada franca.

A direção é da também atriz Leuda Bandeira e o texto é de Nícolas Almeida.

As apresentações são QUINTA e SEXTA,  23 e 24 de fevereiro, às 15h e às 18h – a entrada é gratuita mas recomenda-se chegar ao Centro Cultural Banco do Nordeste com uma hora de antecedência.

Este espetáculo é mais um trabalho artístico possibilitado pelo edital Cultura da Gente, ação meritória do Banco do Nordeste em prol da criação artística de seus funcionários. Quem responde pelo Cultura da Gente é Rosana Virgínia, uma querida e dedicada funcionária do CCBN, incentivadora dos colegas e entusiasta dos belos frutos que vem sendo gerados pelo edital.

O Aurora de Cinema já esteve na platéia de Madame NoAr  – uma ardilosa vidente, boa de ver e ouvir – e recomenda: o trabalho é um bom momento do teatro cearense, com competente direção de Leuda Bandeira e atuação primorosa de Mazé Figueiredo.

Vamos ao Teatro ! E vamos aplaudir Madame NoAr, uma comédia para agradar a gregos, troianos, cearenses e plateias de todas as cores, credos e palcos do país.