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Jorge Salomão faz Rio de Poesia em Santa !

O Poeta, escritor, ator, compositor, performer e inquieto agitador JORGE SALOMÃO convida para novo espetáculo.

Vai ser no próximo fim de semana, sábado e domingo, no bucólico bairro de Santa Tereza, na Cidade Maravilhosa… ali, no belo Centro Cultural Parque das Ruínas, o poeta vai desfilar suas poesias em tarde-noite que terá o sabor da alegria e a cor da sensibilidade, temperados pelo alto astral de Salomão.

A entrada é franca, o programa é IMPERDÍVEL !

Vamos à Santa com JORGE SALOMÃO !

Arte no CCBB: Cultura no cardápio

O Seleção Brasil em Cena, concurso nacional de dramaturgia, teve seu prazo de inscrições prorrogado até 16 de abril. 

Na quinta edição, o concurso objetiva incentivar a produção de literatura dramática nacional por meio do surgimento de novos dramaturgos. Segundo o regulamento disponível no site bb.com.br/cultura, poderão concorrer textos inéditos de brasileiros natos ou estrangeiros naturalizados.
 
Reconhecido pelo público e pela crítica, o projeto Seleção Brasil em Cena surgiu em 2006 e ao longo de sua existência abriu espaço para novos autores, colocou profissionais no mercado de trabalho, recebeu críticas positivas de diferentes jornais, teve um dos autores selecionados indicado ao prêmio Shell e consolidou-se como um dos mais importantes concursos de dramaturgia nacional da atualidade, reafirmando a posição do Banco do Brasil de apoio e democratização do acesso à cultura.
ESPOSIÇÃO
 
Tarsila do Amaral – Percurso Afetivo  14 de fevereiro a 29 de abril
 
Após mais de 40 anos sem ambientar uma mostra individual da grande artista do modernismo, a Cidade Maravilhosa recebe 82 obras, entre pinturas, desenhos, objetos e gravuras (a única série que é reconhecida como sendo da artista). O conceito curatorial teve inspiração no diário da artista e reuniu o maior número possível de obras para um percurso emocional, afetivo e único.
 
Anticorpos – Fernando & Humberto Campana 1989-2009 – até  6 de maio
 
Retrospectiva que exalta a alegria, o improvável, a ousadia, o improviso e demais singularidades da vida brasileira por meio das peças icônicas desses dois irmãos reconhecidos no Brasil e no mundo. Dividida em núcleos, a mostra reúne filmes, fotos, objetos e as duas cadeiras (Negativo e Positivo, 1989) que marcaram o início da carreira dos artistas.
 
Sala A Contemporânea José Rufino – Divortium Aquarum, 2012 – até 10 de abril
 
Norteado pela apropriação e transmutação de memórias locais, socioculturais e políticas, o site specific do artista paraibano recupera memórias relacionadas ao universo dos rios e do mar.
 
CINEMA
 
11a.   Mostra do Filme Livre (MFL) – até 22 de março
 
Painel da produção independente nacional, com mais de 200 filmes em exibição, entre curtas, médias e longas, em todos os formatos.  Em sua 11ª edição, a MFL homenageia o cineasta Edgard Navarro, promove debates, sessões comentadas e uma oficina de vídeo em cabine montada no foyer.
 
É Tudo Verdade – 23 de março a 01 de abril
 
Reconhecido como principal festival dedicado à cultura do documentário na América Latina, o festival começa dia 25. O Cinema I exibe parte destacada da programação, recebendo algumas de suas principais mostras. 
 
TEATRO
 
Chagall – até 18 de março
 
A peça conta a trajetória do menino que, ao ver uma criança na escola  desenhando a forma humana, decide tornar-se pintor. As cenas passeiam pelo olhar encantado do artista desde a infância e adolescência até sua consagração como Marc Chagall, nos anos 20 do século XX. Direção: João Batista. Encenação: Cia Dramaticidade Comédia.
Sábado e domingo – 16h
 
 
JT – Um conto de fadas punk – 16 de março a 27 de maio
 
Peça inédita sobre “celebridades-relâmpago”, baseada na história real de um adolescente que se consagrou como grande fenômeno da literatura mundial, revelando-se depois uma farsa.  Texto: Luciana Pessanha. Direção Geral: Paulo José.  Direção: Suzana Ribeiro. Elenco:  Natália Lage, Débora Duboc, Nina Morena, Hossen Minussi e Roberto Souza. Idade Recomendada: 16 anos.
Quarta a domingo – 19h
Vestido de Noiva – 24 de março a 6 de maio
 
Marco na dramaturgia nacional, o texto de Nelson Rodrigues ganha versão inédita na direção de Caco Coelho e direção artística de Daniela Thomas. No ano do centenário de um dos maiores dramaturgos brasileiros, a montagem ocorre num cenário especialmente desenvolvido para dar vida aos três planos – realidade, alucinação e memória. Durante o dia, o cenário se transformará em exposição interativa, com tablets que mostrarão a obra do autor. Texto: Nelson Rodrigues. Elenco: Vivianne Pasmanter, Renata de Lelis, Vanessa Garcia, Charles Asevedo, Bruno Fernandes, Felipe Di Paula, Flávia Pucci, Sandra Alencar, Renato Linhares, Luciana Belchior. Idade Recomendada: 18 anos.
Quarta a domingo – 21h
 
Idéias
 
A Ópera na Literatura: Uma Inútil Precaução 13 de março – 18h30
Debates sobre óperas compostas a partir de uma obra literária e as questões que envolvem sua transposição para a dramaturgia operística.  Curadoria: Cirlei de Hollanda.
13/03 – Elektra (Richard Strauss & Hofmannsthal) – Participantes: Ivo Barbieri (ensaísta), Osvaldo Ferreira (maestro) e André Paes Leme (diretor teatral).
 
Música
 
Eternos Modernos – Até 29 de maio
Série musical que apresenta a busca pela modernidade em diferentes momentos da música de concerto no Brasil. Terças-feiras – 12h30 e 19h
13/03 – Modernidade e ruptura – Quarteto Radamés Gnatalli (participação especial de Paulo Sérgio Santos)
 
Anjos Tortos – de 15 a 25 de março
Série musical que traz à cena parte do repertório de Itamar Assumpção, Wilson Simonal, Wally Salomão e Torquato Neto. Geniais e geniosos na mesma medida, esses artistas se importavam menos com o sucesso comercial do que com viver e criar intensamente.
15 e 16 de março – Isca de Polícia homenageia Itamar Assunção. Convidado especial: Arrigo Barnabé
17 e 18 de março – Max de Castro homenageia Simonal
22 e 23 de março – Jards Macalé homenageia Wally Salomão
24 e 25 de março – Chico César homenageia Torquato Neto
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66
Centro – Rio de Janeiro – RJ
CEP 20010-000
www.bb.com.br/cultura
twitter.com/ccbb_rj
facebook.com/ccbb.rj
Aberto ao público de terça a domingo, das 09h às 21h

RIO, PARABÉNSSSS !!!

CIDADE MARAVILHOSA FAZ 445 ANOS…

A SARCA ( Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências) promove hoje uma festa na Rua da Carioca, no Centro do Rio, como acontece há 20 anos. O arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, acompanhará a chegada da imagem peregrina de São Sebastião ao local. Está prevista a presença da cantora Elza Soares e do técnico do Flamengo, Andrade, que serão homenageados. Representante da festa símbolo do Rio, a Rainha do Carnaval de 2010, Shayene Cesário, também é esperada. Um bolo de 10 metros de comprimento será distribuído.

Ainda no Centro, a Secretaria Municipal de Cultura promove shows no Palco Sobre Rodas. Se apresentam na Cinelândia a partir das 18h, a sambista Leci Brandão, a banda Farofa Carioca e a Companhia Carlinhos de Jesus.

Noutro evento, será celebrado outro ritmo tipicamente carioca: a Bossa Nova. No espaço Tom Jobim, que fica no Jardim Botânico (Zona Sul), será lançado o Circuito Bossa Nova, com uma apresentação do músico João Donato. O início do show está previsto para acontecer às 20h30.

Completando as comemorações pelo aniversário do Rio de Janeiro, a Central Única das Favelas (Cufa) organiza uma festa na favela Cidade de Deus (Zona Oeste). MV Bill, Gilberto Gil, Maria Gadú, Preta Gil e o grupo Revelação se apresentam no evento que acontece pela segunda vez neste ano.

EU TAMBÉM SOU CARIOCA

Minha carioquice tem raízes profundas e intensas… 

Porque os melhores dias de minha infância passei nas terras de Vinícius, ao lado de meus pais, meu três manos queridos e minha amiga de todas as horas, a fantástica Niete. Lá, entre as sombras frondosas da pacata General Glicério, eu e meus manos vivemos o auge das primeiras brincadeiras com os primos; descobrimos como era andar de elevador e morar em apartamento, coisa rara pra quem nascera em casa ampla de muitos quartos e pés de sirigüela, goiaba e coqueiro no quintal; e tivemos a companhia sempre agradável dos tios que nos levavam para conhecer os lugares mais bacanas da cidade de que mamãe sempre nos contava, de encantos mil, qual Pão de Açúcar, Corcovado, Quinta da Boa Vista, Vista Chinesa, sem faltar nossa ida aos antigos estúdios da Rede Tupi e TV Globo para acompanhar de perto a gravação de programas de auditório (embora a idade não me permitisse entrar em nenhum deles) e chegar mais perto dos artistas.

Porque o Rio me trouxe a família, uma família onde não faltavam primos e tios de todas as idades, um Natal sempre de mesa farta e os réveillons mais charmosos dos meus olhos;

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Porque adoro tomar chá matte gelado, a qualquer hora do dia ou da noite, de preferência acompanhado de biscoito Globo. Porque minha graça sintoniza com a irreverência do humor inteligente de Mauro Rasi, Miguel Paiva, Tim Rescala, Pedro Cardoso e a turma dos Cassetas; e porque no Rio sempre encontro apaixonados cidadãos cariocas, como o baianísimo Jorge Salomão, o paulista Matheus Nachtergaele e a paraense Rosamaria Murtinho de todos os palcos.
                            

Porque conhecer o Rio foi como penetrar numa canção cheia de Bossa e Nova graça, conjunção que até hoje nos enleva a alma e faz lembrar o barquinho vai, a tardinha cai; ou do carioquíssimo hino ao Tom – rua Nascimento e Silva, 107, você ensinando pra Elizeth as canções de Canção do Amor Demais

… e porque tenho ademais a sorte e a alegria de ter amigos tão cariocas como Bernadete Duarte, Alice (Cinédia) Gonzaga, Maria Letícia, Luiz Carlos Lacerda, Denise Del Cueto, Valério Fonseca, Allan Ribeiro, Lea Garcia e Carminha Araújo …
                 
Porque o Rio, que não é só de janeiro mas de todos os meses onde a sintonia com a alegria seja mais mais forte, é a cidade onde me sinto mais à vontade, quase pé-no-chão no quintal de casa; cidade que me apresentou Lamartine Babo e suas deliciosas marchinhas do carnaval de todos os tempos… e os mais lindos hinos de futebol do mundo, mesmo sendo eu botafoguense – como Vinícius e João Moreira Salles -, e não Flamengo como o carioquíssimo paraibano Herbert Vianna.

Porque o Rio me trouxe Vinícius de Moraes e Vininha me trouxe a Ipanema, de toda garota, e do cronista Artur da Távola, que com sua maneira sincera, inteligente e refinada de ser carioca me fez ainda mais cativa da Cidade Maravilhosa;
                                                    

Porque adoro ir pra praia e cair na água e quando estou no Rio me sinto personagem de um cartão postal do qual posso dispor a toda hora, em qualquer clima, com todos os matizes que a brejeirice carioca torna moda pro mundo quando assume as passarelas de nosso olhar embriagado por tanta beleza;

Porque ser carioca não é questão de batistério- nome por demais formal pra rimar com quem nasce abençoado pela imagem cravada no Corcovado. Ser carioca é questão de pulsação, não exige nacionalidade, bairrismo nem formalidade. Ser carioca é caminhar como quem anda de mãos dadas com o ar e encontrar, a cada esquina ou beira-mar, mais um motivo para afirmar: “É melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe, é assim como a luz no coração…”

 Saravá, Vininha !
                      

Sou carioca porque não me canso de olhar  a Lagoa Rodrigo de Freitas nem consigo parar de me embevecer cada vez que trafego no sentido São Conrado-Flamengo, num adorável pris-du-vie pela fascinante orla carioca;

          

Sou carioca porque me encanto a cada vez que olho a Ilha Fiscal ou lembro da beleza das ilhas Cagarras e não deixo de passar pela feira da Praça XV e a Feira Hippie de Ipanema, de onde é quase impensável sair sem carregar muitas sacolas. Penso, ademais que quem vai ao Rio e não fica completamente estarrecido ante tamanha disponibilidade do Criador com a criação de lugar tão belo e magiar, deve mesmo ter nascido sem samba no pé e nem bom sujeito é.

Sou carioca porque sou Santa Tereza e seu bondinho tornando os Arcos da Lapa paisagem art-noveau; porque sou Catete, Glória, Laranjeiras, Botafogo, Flamengo e todos os bairros que me fazem a infância bater mais fundo e apressam o compasso do meu coração;

 

 
Em passeio feliz pelo centro da capital carioca, esta jornalista (outubro de 2008)…

Sou carioca porque é tão fácil embarcar na poesia encravada da Cinelândia do Odeon, do Amarelinho e do imponente Teatro Municipal e porque adoro baixar no Largo da Carioca, onde o verão do Rio é mais forte que no mar, e não saio de lá sem dar uma passada na praça Tiradentes – pra conferir o lugar onde morou a maestrina Chiquinha Gonzaga e onde estão abrigados dois teatros históricos, o Carlos Gomes e o João Caetano, defronte ao belo prédio do Real Gabinete Português de Leitura. E, claro, no entorno da Carioca, apressar o passo e dar uma passadinha no Saara pra deixar cair umas moedinhas pelo comércio popular mais serelepe do país, depois afastar o cansaço e o calor com uma passadinha no tradicional Bar Luís, onde meu pai aprendeu a sorver chopp com meu querido avô Miranda e minha frenética vó Virgínia, nosso adorados e saudosos Juju e Noquinha.

Sou carioca porque o Rio recupera todas as minhas energias: basta olhar a marina da Glória, a Vermelha praia da Urca, ou a linda enseada de Botafogo – vontade de ficar lá pra sempre.


                                
Sou carioca porque o Rio parece uma cidade sempre pronta a desfraldar uma festa, por qualquer motivo banal, desde que a descontração, a graça e o intuito de fazer alguém feliz esteja em evidência.

Sou carioca sobretudo porque no Rio me sinto uma brasileira do mundo, alma cosmopolita, recheada de dons artísticos, plena de paixão e efervescente de energia pra fazer tocar e dançar todos os ritmos numa só voz, como em uníssono a saudar:

 

Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil

Cidade Maravilhosa, coração do meu Brasil !

Enfim, SOU CARIOCA PORQUE QUERO !