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Ceará mostra sua Holliúdy em Sampa

Novo longa do cineasta cearense HALDER GOMES está na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo…


Após a boa receptividade nos festivais de Brasília (Mostra  Panorama Brasil) e  Cine Ceará,  o longa CINE HOLLIÚDY, do cineasta Halder Gomes, será exibido na 36ª Mostra  Internacional de Cinema de São Paulo. Único representante do cinema  cearense, CINE HOLLIÚDY vai concorrer ao Prêmio Itamaraty.

Roteiro  vencedor do Edital do Ministério da Cultura para Filmes de Baixo Orçamento, CINE HOLLIÚDY  foi inspirado no curta-metragem O Astista Contra o Caba do Mal. O curta, obra do próprio Halder, participou de mais de 70 festivais em 20  países, vencendo cerca de 40 prêmios.

No eclético elenco de CINE  HOLLIÚDY , destacam-se Edmilson Filho, Miriam  Freeland, Roberto Bomtempo, Fiorella Mattheis e Angeles Woo, filha do cineasta  John Woo. Uma curiosidade: por ser fiel ao “cearensês”, o filme apresenta  legendas em português.

Ainda em 2012, o longa – uma declaração de amor ao cinema – representará o Brasil no 10th The World Film Festival of Bangkok, em novembro. CINE  HOLLIÚDYestreia comercialmente no primeiro semestre de 2013, com distribuição da Downtown Filmes.

Miriam Freeland tem participação em Cine Holliúdy

ELENCO

Edmilson  Filho, Miriam Freeland, Joel Gomes, Roberto Bomtempo, Angeles Woo, Fiorella  Mattheis, Fernanda Callou, João Netto, Karla Karenina, Marcondes Falcão, Haroldo  Guimarães, Rainer Cadete, Márcio Greyck, Jorge Richie, João Pedro Delgado,  Jesuíta Barbosa.

FICHA  TÉCNICA

2012, ficção, 90 minutos, cor.

Diretor/produtor/roteirista:  Halder Gomes

Produtores  executivos: Halder Gomes, Dayane Queiroz

Produtor  Associado: Edmilson Filho

Diretora  de Fotografia: Carina Sanginitto

Diretora  de Arte: Juliana Ribeiro

Figurino:  Jô Fontelles

Som  direto: Alfredo Guerra

Mixagem:  Érico “Sapão” Paiva

Montagem:  Helgi Thor

Efeitos  visuais: Márcio Ramos

Música  original: Herlon Braz

Coreógrafo:  Edmilson Filho

Edmilson Filho: ator cearense radicado nos EUA, protagonista de Cine Holliúdy…

 

Cine Holliúdy – Pequeno Glossário de Cearensês

AÍ DENTO – RESPOSTA A QUALQUER PROVOCAÇÃO.

ABESTADO – APALERMADO,  IMBECIL, IDIOTA, ESTÚPIDO. PESSOA QUE NÃO ENTENDE DE NADA. EM NOTÓRIA ALUSÃO AO  ANIMAL, OU SEJA, UMA BESTA.

ALFININ – ESPÉCIE DE RAPADURA.

ANDE TONHA! – YESSSSSSS!

ARRE ÉGUA! – INTERJEIÇÃO QUE PODE SIGNIFICAR QUALQUER COISA, A DEPENDER DO TOM DE VOZ E DA OCASIÃO (ALEGRIA,  IRRITAÇÃO…).

BAITOLA – GAY. (A PALAVRA TEM ORIGEM NA CONSTRUÇÃO DA PRIMEIRA ESTRADA DE FERRO  DO CEARÁ. O CHEFE DA OBRA ERA UM  ENGENHEIRO INGLÊS, COM UM JEITO AFEMINADO, QUE REPETIA “ATENÇÃO PARA A BAITOLA” , REFERINDO-SE A BITOLA.

BILOTO – BOTÃO.

CANGAPÉ – CHUTE RODADO.

CATREVAGE – COISA VELHA.

CU  DO MUNDO – LUGAR  MUITO DISTANTE.

DIABÉISS? – QUE DIABO É ISSO?  QUE É ISSO ?

EXPRESSÃO, DEBOCHADA, DE ESPANTO: “DIABÉISS MENINA, QUE SAIA CURTA É  ESSA?”.

ISPILICUTE – DO INGLÊS “SHE’S PRETTY CUTE”: ENGRAÇADINHA, MULHER MUITO  FACEIRA.

MACHO OU MACHO RÉI – CARA, AMIGO: “OLÁ MACHO  RÉI!”

MEUZÓVO – EXPRESSÃO DE DISCÓRDIA, “UMA OVA”.

“JUCA É UM POLÍTICO HONESTO — HONESTO MEUZÓVO!”

ÔI DA GOIABA – TERMINAL DO TUBO DIGESTIVO.

MÓI DE CHIFRE (OU CHÍFI) – CORNO.

TIRA A MACAÚBA DA BOCA ! – QUANDO ALGUÉM FALA DE FORMA ININTELIGÍVEL, VOCÊ DIZ ISSO PARA ELA.

INDARRAI – PALAVRA INDIANA, AINDA INÉDITA NA INDIA, QUE SUGERE UMA NOVA TENTATIVA A QUEM ACABOU DE SE ESTREPAR.

MAH – CONTRAÇÃO PRA MACHO. USADO EM QUALQUER CONVERSA  ENTRE HOMENS PRA COMECAR E TERMINAR QUALQUER FRASE.

DAR O PREGO – (NO  INFINITIVO) QUEBRAR, DESMANTELAR, PIFAR. “O CARRO  DEU O PREGO”.

COISAR – VERBO QUE SERVE COMO SUBSTITUTO DAQUELE QUE A PESSOA ESQUECE OU NÃO QUER,  EXATAMENTE, USAR. “ACHO QUE ESSA MENINA TÁ COISANDO COM O NAMORADO!…”. “ACHO  QUE ESTE LEITE TÁ COISADO (ESTRAGADO)!”. “MULHER QUE NÃO SABE COISAR ACABA  PERDENDO O MARIDO !…”.

COISATIVO– DO VERBO COISAR.

LEROWHITE– LERO,LERO, EM  INGLÊS. QUER DIZER, EM CEARENSÊS.

JOIADO– ALGO MUITO BOM, BACANA.

AMUFINADO– MURCHO, TRISTE, SEM VONTADE PRA NADA.

SE  AMOSTRAR– SE EXIBIR PARA OS OUTROS.

CHIBATA– CHICOTE. TAMBÉM UMA ALUSÃO AO ÓRGÃO SEXUAL MASCULINO.

TABACUDA– BUCETUDA.

PERISTÔNIO– ÓRGÃO PRÓXIMO DA PLEURA CENTRAL DA PERIDURAL.

PEGAR  O BÊCO– SAIR FORA.

SOLA  NO ESPINHAÇO– PÊIA MUITA.

MÃO  DE PÊIA– COBRIR DE PORRADA.

AMILTON  MELO– UM DOS MAIORES CRAQUES DO FUTEBOL CEARENSE.

CARNIÇA– AGREMIAÇÃO DO CEARÁ SPORTING CLUBE.

DO  TEMPO QUE O KING KONG ERA SOIM– ALGO MUITO ANTIGO.

FRANGA  DE URUBU– COISA MUITO FEIA. UM ASSOMBRO.

MAIS  INVOCADO DO QUE CORRIDA DE PATO ! – ALGO PRA LÁ DE  IMPRESSIONANTE.

FROGOIÓ– MULHER RUIVA.

PIRANGUEIRO– SUJEITO FOLGADO QUE QUER TUDO DE GRAÇA.

RUMA– UM MONTE DE QUALQUER COISA.

Halder Gomes: cineasta faz bela homenagem à sua terra, o Ceará, e provoca risos na plateia com uma comédia onde o Cinema é o grande foco…

Para saber mais, acesse: http://cineholliudy.wordpress.com/

E veja na web: Cine Holiúdy – O Astista Contra o Caba do Mal

http://www.youtube.com/watch?v=pHqb2AsD9e4

Bárbara Cariry promove Outros Cinemas em Fortaleza

Abertas até dia 17 as inscrições à quinta edição da Mostra Outros Cinemas, que vai acontecer de 16 a 19 de outubro na Casa Amarela da UFC, em Fortaleza.

Os interessados devem enviar as produções acompanhadas de ficha de inscrição, devidamente preenchida e assinada, além de fotos, release e autorização de exibição, disponíveis em: www.mostraoutroscinemas.blogspot.com  

Podem ser inscritas produções de todo o país. Os filmes selecionados pela curadoria da Mostra não são exibidos em nível competitivo.

Cada participante poderá inscrever até 2 filmes e/ou vídeos, de acordo com sua duração (curta metragem – até 23 minutos), sobre qualquer tema e que não tenha participado de edições anteriores.

Idealizada por Bárbara Cariry, a Mostra Outros Cinemas é uma realização da Sereia Filmes e vai consolidando-se como mais um espaço alternativo para a difusão da produção audiovisual brasileira.

Cego Aderaldo, novo filme de Cariry, terá lançamento no CineCE

A Cariri Filmes e o Cine Ceará convidam para a exibição de

CEGO ADERALDO – O CANTADOR E O MITO

Local: Cine Ceará – Theatro José de Alencar 

Data: 3 de junho (domingo)

Horário: 21 horas

Entrada franca

Sinopse: Cego Aderaldo (1878 – 1967) foi não apenas o maior nome da poesia cantada e improvisada no Brasil, foi também um mito nacional. Cego Aderaldo adotou e criou, como filhos, 26 crianças. A todos deu estudo e profissão. Inovador e criativo, foi exibidor de cinema na década de 30 e levou a cantoria para grandes capitais, onde era saudado como personagem da dimensão de Padre Cícero e Lampião. A sua obra influenciou a música popular e as artes brasileiras, nas décadas de 50 e 60. O filme conta a história deste artista extraordinário, revelando as suas lutas e as suas vitórias, mostrando as dimensões do homem que, superando todas as adversidades, voa até a glória e se encanta no mito. 

Rosemberg Cariry na companhia do Cego Aderaldo: acabou virando filme…

Ficha Técnica

Roteiro e Direção: Rosemberg Cariry

Produção Executiva: Bárbara Cariry

Direção de Produção: Teta Maia

Direção de Fotografia e câmera – Daniel Pustowka   

Montagem: Rosemberg Cariry e Firmino Holanda 

Técnico de Som:  Yures Viana

Patrocínio: Secretário do Audiovisual – SAV/MinC e TV Brasil.

Informações: Cariri Filmes (85) 3244 6944

BABAUPARATODOS no Cine Ceará e em JERI

O cambista que virou artista e não quer nem

saber em que bicho isso vai dar

 (Documentário – duração: 15 minutos – ano de produção: 2010 – direção: Carlos Normando*)

Fotografia/câmera:  Rômulo Fonseca e J. Moreira (Pastinha)

Som direto:  Weffiston Brasil

Produção/Edição/Direção:  Carlos Normando

Músicas:  Babau do Pandeiro

Participações: Babau do Pandeiro, Paulo Oliveira, Cleílton dos Teclados e o brega star Falcão

Prêmios em Festivais:  3º lugar na 6ª Mostra do Curta Nordestino (FestNatal 2010); selecionado para o 18º Gramado Cine Vídeo (2010); selecionado para o 8º Festival de Cinema de Maringá (2011).

Conheça um pouco mais sobre o filme através de seu próprio criador, o cineasta CARLOS NORMANDO: 

Qual o motivo da escolha desse tema?

 O Babau do Pandeiro é antes de tudo um cara corajoso. Com mais de 70 anos, resolveu ser cantor e com tudo o que não se espera de um cantor. Como diz o Falcão no filme, ele não tem cara de galã e nem voz de veludo… Então foi esse o motivo principal da escolha do Babau como personagem do documentário. Se ele fosse bonito e tivesse uma voz espetacular, seria apenas mais um.

Como foi o trabalho de captação das imagens?

Foi tudo muito planejado e com antecedência. Corri o risco até dele não topar fazer o filme. Quando fui conhecê-lo pessoalmente, as anotações com as primeiras ideias já estavam bastante avançadas. Mas funcionou legal. Quando se planeja tudo direitinho, você já chega sabendo o que quer fazer e como fazer. E o resultado disso é o aproveitamento do material filmado. Juntando tudo, não usei nem três fitas de Mini-DV.

Foram cinco manhãs de filmagens. E uma equipe altamente enxuta e sintonizada: eu o cinegrafista e o técnico de som. Fui tudo produzido com o apoio técnico do Laboratório de Audiovisual e Novas Mídias da Universidade de Fortaleza – Unifor.

 E de onde saiu esse título?

Ah! A etapa da criação do título é talvez a mais importante para mim. Enquanto eu não consigo um título convincente, eu não me sinto com segurança para dar início ao projeto. É uma das primeiras coisas em que penso. Inicialmente, tinha pensado em “Babau para todos”. Aí uma aluna minha de Publicidade, a Carolina Saraiva, deu a ideia de juntar tudo numa só palavra. Fica tão estranho quanto o personagem, disse-me ela. Comprei na hora a ideia!

E a edição?

Por mais que se planeje um documentário como esse, a edição é o momento em que o trabalho realmente nasce. Diante de todos os clipes de vídeo disponíveis, você vai definindo uma sequência que considere interessante. Só não dá pra se apaixonar pelo material, pois muitas vezes você é obrigado a cortar determinado trecho e isso pode ser uma decisão muito difícil. Mas a edição é outra etapa que odoro. Acho até que todo diretor deveria sentar diante do computador e, ele mesmo, operar a máquina.

Onde o documentário será exibido?

Inicialmente, na TV Unifor. E no circuito dos festivais. São mais de cem festivais no Brasil inteiro. Meus outros trabalhos tiveram um excelente desempenho nesses festivais. Só para citar alguns exemplos, ganhei prêmios de melhor curta nos festivais de Maringá-PR, no Fricine, em Nova Friburgo-RJ, no Guarnicê, em São Luís, no Cine Ceará, entre outros. Mas o grande lance é mostrar o trabalho por aí… Já tive três documentários meus selecionados para exibição em rede nacional pela TV Câmara (programa Olhares).  

Quem é Carlos Normando

Cearense de Fortaleza, jornalista e professor universitário dos cursos de Audiovisual e Novas Mídias (Unifor) e de Publicidade e Propaganda (Faculdade Cearense). Fez estágio em “Cinema Verdade” na escola Varan Ateliers de Paris. É autor dos documentários “Lolô S.A.”, “Possante Velho de Guerra”, “Tons de Totonho” entre outros.