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IN-EDIT BRASIL abre inscrições

Abertas as inscrições à 5ª edição do IN-EDIT BRASIL – Festival Internacional do Documentário Musical, a acontecer de 2 a 12 de maio em São Paulo. As inscrições vão até 3 de março.

O festival contará com três categorias: Competição Nacional (seleção dos melhores filmes inéditos no circuito comercial para disputar o prêmio “In-Edit Brasil ao Melhor Documentário Musical” votado pelo público), Panorama brasileiro (títulos inéditos mais destacados da atualidade) e Curta um Som (curtas-metragens mais criativos dos últimos anos).

O Prêmio de Melhor Documentário musical será escolhido pelo público e o filme vencedor será exibido no Festival In-Edit de Barcelona com a presença do diretor.

O In-Edit Brasil–Festival Internacional do Documentário Musical – foi criado há 10 anos em Barcelona (Espanha).

 MAIS: www.in-edit-brasil.com

DJIN Sganzerla estreia O Belo Indiferente hoje no RIO

DJIN SGANZERLA tem atuação primorosa em espetáculo de HELENA IGNEZ e ANDRÉ GUERREIRO LOPES

Escrita originalmente para Edith Piaf, sucesso de crítica e público em São Paulo, O Belo Indiferente, de Jean Cocteau, chega ao Rio estrelado pela premiada atriz Djin Sganzerla, com direção de André Guerreiro Lopes e Helena Ignez, A estreia é esta noite,às 21 horas,  no histórico Teatro Ipanema.

“Djin circula pelo ambiente de atmosfera vintage como um misto de personagem de desenho animado (iluminada pela diversidade de cores) e heroína trágica prestes a dar cabo da própria vida”, analisa o crítico Dirceu Alves Jr., da Veja São Paulo.

“Preste atenção na atriz, de corpo e rosto de belezas angelicais, mas um furacão tecnicamente impecável na modulação do olhar clamoroso e da voz visceral ou dissimulada ao telefone”, recomenda o crítico Valmir Santos, da Revista Bravo!

“A montagem de O BELO INDIFERENTE é um acerto do começo ao fim. Impregnada do ritmo veloz destes nossos tempos, linkados em fruições de mil matizes, esta montagem ganha contornos de instalação visual, entrecortada por sons que dominam o ambiente, vindos de todos os quadrantes, dialogando com discursos visuais criados pela câmera ágil e sensível de André Guerreiro Lopes e o resultado não podia ser outro: O BELO INDIFERENTE é uma encenação inteligente e sensivelmente poderosa”.

* Trecho da crítica AURORA DE CINEMA sobre o espetáculo. A íntegra está em https://auroradecinema.wordpress.com/criticas-teatro-cinema-e-musica/

Doc sobre cancioneiro brega ganha Festival In-Edit Brasil

Vou Rifar Meu Coração, filme de Ana Rieper, é o grande vencedor da Competição Brasileira do festival IN-EDIT BRASIL 20124o Festival Internacional de Documentário Musical.

 O filme, que entrará no circuito In-Edit de festivais, conta a história da vida de quem faz e quem ouve Música Romântica no Brasil. Odair José, Amado Baptista, Lindomar Castilho, Nelson Ned, Wando, e muitos outros, são ídolos dentro deste universo e fazem música para os personagens reais deste documentário. Para esses músicos, o amor não vê cor, classe, opção sexual nem diploma universitário. Milhares de brasileiros amam e choram desamores ouvindo suas canções em botecos, inferninhos e quartos escuros de todo o país.

O filme capta histórias de amor reais na intimidade de seus protagonistas, derruba estereótipos sobre traição, homossexualismo, prostituição e trata o Brega como expressão do imaginário popular brasileiro. 

George Harrison: um beatle em Living in the Material World, de Martin Scorsese, um dos grandes trunfos do Festival In-Edit…

Com patrocínio da Petrobras, co-patrocínio da Prefeitura de São Paulo /Secretaria Municipal de Cultural, apoio do Governo do Estado de São Paulo – Programa de Ação Cultural da Secretaria da Cultura, o encerramento do festival In-Edit aconteceu ontem, domingo 10 de junho, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

  

Serviço

IN-EDIT Brasil – 4º Festival Internacional do Documentário Musical

1 a 10 de junho em São Paulo

14 a 21 de junho em Salvador

www.in-edit-brasil.com.br

Djin Sganzerla estreia hoje nova temporada de O Belo Indiferente

O espetáculo O BELO INDIFERENTE, texto de Jean Cocteau com direção de Helena Ignez e André Guerrreiro Lopes, reestreia hoje em São Paulo, após vitoriosa temporada de três meses de casa lotada no Sesc Consolação.
 
 
A temporada que começa hoje será de apresentações todos os  sábados, às 21h,  no Teatro  Satyros Um, na capital paulista.
 
 
Confira um trecho do espetáculo:
 
 
Djin Sganzerla: atuação colossal em monólogo clássico…
 
 
 
 
 
A nova temporada de O BELO INDIFERENTE vai até 28 de julho no TEATRO DOS SATYROS – Praça Franklin Roosevelt, 214 – República
Telefone: (11) 3258-6345
 

Vá ao Teatro !

O Teatro precisa de você e você precisa de TEATRO !

Amazonas celebra GANGA BRUTA com Filarmônica em manhã memorável

Clássico de Humberto Mauro, produzido pela CINÉDIA, lotou o Theatro Amazonas, e foi apresentado por Alice Gonzaga, herdeira do pioneiro Adhemar Gonzaga…

A organização do VIII Amazonas Filme Festival esmerou-se em todos os detalhes e brindou o público amazonense, bem como sua ampla cartela de convidados e imprensa, com uma manhã dominical de riqueza imagética e sonora fazendo da exibição de GANGA BRUTA um momento especial em sua recheada programação.

Hernani Heffner e Alice Gonzaga apresentam Ganga Bruta para um Theatro Amazonas lotado…

A Cinédia produziu Ganga Bruta (1933), filme que, ao lado de Limite, de Mário Peixoto, se tornaria marco do cinema brasileiro e um dos mais importantes filmes da história do cinema mundial.

Em sua primeira exibição, Ganga Bruta não foi bem, fazendo pouco menos de 15 mil réis, e o público carioca não gostou, chamando o filme de “Abacaxi da Cinédia”, “o pior filme de todos os tempos”. 

Ganga Bruta teria locações no Amazonas, lugar aonda inesplorado pelo Cinema, mas  filmar lá era muito caro, e as cenas foram transferidas para a Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro…

Isso porque, como de costume, o olhar tem espírito preguiçoso e gosta de ver o que já conhece, por isso a tendência das imagens é se repetir, e os que tentam inovar pagam sempre um preço alto pela ousadia. Assim, filmes e músicas que fogem do senso comum, com um sentido na vanguarda, recebem a rejeição como primeiro sentimento, quase sempre.

Nesse cenário, Ganga Bruta, logo saiu de circulação. Mas o tempo, esse “Senhor dos Enganos”, como bem canta o poeta Herbert Vianna, encarregou-se de fazer sua obra. E ainda ganhou uma ‘ajudinha’ providencial: 

o pesquisador Carl Scheiby, remexendo nos arquivos da Cinédia, encontrou os negativos do filme, remontou-os (com aprovação de Humberto Mauro) e exibiu-os, em 1952, na I Retrospectiva do Cinema Brasileiro. Foi então que Ganga Bruta passou a ter outra receptividade, até obter a justa consagração.

A Orquestra Filarmônica do Amazonas executa a trilha de Ganga Bruta

A primeira filmagem de Ganga Bruta foi a 2 de setembro de 1931, tendo estreado no Rio de Janeiro, no cinema Alhambra, a 29 de maio de 1933, por iniciativa de Francisco Serrador.

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Para o diretor Glauber Rocha, falecido em 1981, Ganga Bruta – roteiro e direção do mineiro Humberto Mauro (com argumento de Octávio Gabus Mendes) -, seria o primeiro grande clássico da produção brasileira. Em seu famoso livro Revisão Crítica do Cinema Brasileiro,  o cineasta baiano o consideraria “um dos vinte maiores filmes de todos os tempos” e atribuiria a Humberto Mauro o título de “pai do cinema brasileiro”.

A obra de Humberto Mauro é considerada um dos mais belos e inovadores filmes de sua época. Não apenas pelo roteiro, apresentando a trama de forma não linear, através de flashbacks, mas sobretudo pela qualidade técnica, pela inventiva utilização de recursos cinematográficas de vanguarda, em perfeita sincronia com uma linguagem sensorial, instintiva, sensual.

A revista CINEARTE, editada por Adhemar Gonzaga (fundador da Cinédia), contava:

“Pela primeira vez, nada menos de três câmeras foram utilizadas para a tomada de uma seqüência passada em interiores. Antigamente, o operador tinha de andar com a máquina às costas, toda vez que devia fazer uma nova tomada. Em Ganga bruta, havia uma câmera para os close-ups, outra já assentada para os long-shots e a terceira aguardando o momento de apanhar outras cenas”.

Já o número da CINEARTE de 15 de abril de 1933, publicava:

“A música é do maestro Radamés e tem, além de uma canção e um batuque original, uma composição dramática, que acompanha uma das seqüências mais fortes do filme. As demais músicas são motivos tirados da canção citada e do batuque. Há, ainda, isoladamente, uma outra canção da autoria de Heckel Tavares, com letra de Joracy Camargo. Essa canção é cantada por Jorge Fernandes, o conhecido cantor carioca, que é acompanhado por um grupo de notáveis violinistas, chefiados por Pereira Filho, considerado o melhor violinista do Rio, Jorge André e Medina. Ouviremos também algumas músicas portuguesas, executadas em guitarra por Pereira Filho, que por sua vez faz o solo do violão, que se ouvirá em várias partes da história. A canção de Heckel Tavares foi ensaiada por ele próprio, ensaio esse que se realizou no próprio estúdio, durante vários dias, com a presença de Déa Selva, que aliás canta trechos no filme. Todas essas músicas são genuinamente brasileiras.
E terminando convém frisar ainda que a orquestra do Maestro Radamés foi composta dos mais exímios executantes que se poderiam desejar, entre eles Iberê Gomes, o melhor violoncelista da América do Sul.
Ganga Bruta não é um filme propriamente falado, mas não é silencioso: tem ruídos, falas, músicas e melodias que exprimem situações e muitas são as cenas silenciosas que falam mais do que a voz do movietone ( )”.

Pesquisador Hernani Heffner, expert em Cinema Brasileiro e curador da Cinédia, ao lado de Alice Gonzaga, herdeira de Adhemar Gonzaga, considerada Primeira Dama do Cinema Brasileiro…

Patrimônio da Cultura Brasileira, Theatro AMAZONAS faz manhã de celebração para o filme Ganga Bruta, clássico de Humberto Mauro, com produção da CINÉDIA

Porque Som e Cinema São Inseparáveis…

Com curadoria de Hernani Heffner e Ruy Gardnier, a quarta edição do Festival CineMúsica – Festival de Cinema e Música de Conservatória aconteceu início de setembro na pacata cidade da bela região dos lagos do Rio de Janeiro. Há anos queria conhecer a Cidade da Seresta e não podia deixar de estar no CineMúsica justo no ano em que Alice Gonzaga – Primeira Dama do Cinema Brasileiro – seria homenageada.

Aurora Miranda Leão e Alice Gonzaga no Cine Centímetro (foto Bebel Assaf)

Conservatória é poeticamente sonora e agradável. Estar ali nos dias iniciais de setembro foi muito bom. Tanto a cidade como o Festival fizeram a viagem fazer sentido e plantaram saudades.

Considerada a Cidade da Seresta, Conservatória, no interior do Estado do Rio de Janeiro, abriga o Cine Centimetro – cinema de rua e, réplica do extinto Cine Metro da Tijuca, tradicional bairro da capital carioca -, sede do Festival, que nesta edição, homenageia a MPB no cinema.

A extensa e bem qualificada programação foi aberta na Praça da Matriz com a exibição do documentário Onde a Coruja Dorme, Márcia Derraik e Simplício Neto, cujo foco é o sambista Bezerra da Silva, numa iniciativa de resgate das canções feitas pela gente simples dos morros cariocas.

Em Conservatória, as flores brotam com a mesma constância das músicas…

A Praça da Matriz foi ainda o local de exibição de títulos como “Programa Casé – O Que a Gente Não Inventa Não Existe”, de Estevão Ciavatta, e “Zé Ramalho – O Herdeiro do Avohai”, de Elinaldo Rodrigues. Mas a praça da Matriz é também o lugar onde a gastronomia conservatoriana e o artesanato da região do café se mostram com bastante fartura e todas as noites a praça estava lotada, sobretudo porque antes das sessões de cinema, o festival promoveu diversas apresentações artísticas, nas quais a música foi o grande Maestro.

No comando de tudo, a aguerrida Cleide Salgado, sempre atenta a tudo, disposição invejável e garra bastante para levar adiante festival tão importante quanto necessário, ao qual a prefeitura de Conservatória precisa dar um tratamento à altura do que o festival acarreta para a cidade.

 Troféu CineMúsica para Alice Gonzaga, bastante aplaudida com a justa Homenagem

Com todas as sessões gratuitas, a programação do Festival CineMúsica teve ainda o lançamento de Não se Pode Viver sem Amor, de Jorge Duran, e O Sol de Meio Dia, da diretora paulista Eliane Caffé.

Aguarde um novo post sobre o Festival CineMúsica, evento que segue para sua quinta edição como um dos mais profícuos e relevantes para o duo Som & Cinema, o ponto G da Sétima Arte.

CINÉDIA Anuncia Novos Cursos

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RECINE Evidencia Riqueza da Música Brasileira

Maior mostra de filmes dedicados à Música Brasileira foi aberta ontem

 A 9ª edição do RECINEFestival Internacional de Cinema de Arquivo – vai apresentar um total de 115 filmes que documentam a trajetória dos cantores, compositores, músicos e gêneros que fizeram a música brasileira do século 16 até os dias atuais. Na programação, em exibição no Arquivo Nacional, até dia 29, estão preciosidades guardadas há décadas.

“O espírito do RECINE é esse, tirar das prateleiras aquilo que está esquecido, que está guardado”, afirma o curador do festival, Clovis Molinari Jr. Cada edição é dedicada a filmes sobre um determinado tema, que têm como marca a utilização de imagens, áudio e documentação de arquivo.”Este ano, teremos filmes sobre samba, choro, música sertaneja, bossa nova, rock e até funk. O Brasil é um país enorme, e de Norte a Sul os gêneros são os mais diferentes. A nossa intenção foi mostrar essa diversidade musical brasileira”, diz Molinari Jr.

Para a realização do RECINE, o prédio do Arquivo Nacional, na Praça da República, se transforma num espaço cinematográfico, com seis salas de exibição e sessões ao ar livre, no pátio interno. A programação abrange mostras competitiva e informativa, oficina de vídeo, fórum de debates, palestras e homenagens, além do lançamento da revista RECINE, voltada para o tema do ano.

Na sessão de abertura, foi exibido o filme português Apanhei-te cavaquinho, do cineasta Ivan Dias, que conta como esse instrumento musical, de origem europeia, influenciou a música brasileira. De HOJE, 26, a sexta, 29, haverá sessões contínuas, sempre com entrada franca, das 9h30m às 18h. A sessão de encerramento, às 19h de sexta, será iniciada com uma apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem de Campo Grande. Em seguida, haverá a entrega dos prêmios aos vencedores da mostra competitiva e uma homenagem aos músicos e cineastas Alceu Valença e Sergio Ricardo, com a exibição do filme A Noite do Espantalho, de 1974. Rodada na Fazenda Nova Jerusalém, em Pernambuco, a produção foi dirigida por Sergio Ricardo, com trilha sonora de Geraldo Azevedo e Alceu Valença, que também atuou no filme.

Música & Cinema Acampam em Conservatória

Festival Reúne Música e Bom Cinema na Cidade da Seresta

Aberta ontem à noite a quarta edição do Festival CineMúsica 

Chegamos cedo nesta adorável cidade fluminense entre bela e farta vegetação com montanhas convidativas.

Conservatoriamente nominada cidade da Seresta, aqui a música flui aos borbotões desde o agradável café da manhã na aconchegante pousada Sol Maior 2, onde estamos eu, Alice Gonzaga, Ruy Gardnier, Allan Ribeiro e tantos outros que viemos participar do CineMúsica, festival comandado com esmero pelo professor Hernani Heffner.

Hoje à noite acontece a merecida homenagem aos 80 anos da CINÉDIA, por conta da qual Alice Gonzaga recebe cumprimentos desde sua chegada.

A simpatia de Adriana Consentino nos recebe a todo momento, para qualquer situação, na bem equipada Casa de Cultura de Conservatória..

Cleide Salgado responde pela produção-executiva e Célia Martins Pires e Lucas Salgado assinam a assessoria de imprensa. Lúcia Gama, exímia no artesanato de toalhas, conversa franca e disposição invejável, responde pelas oficinas do FormaCine, que ganham a praça da Matriz toda tarde. A curadoria é de Hernani Heffner e Ruy Gardnier, de quem tive a feliz oportunidade de ser aluna em oficina de crítica realizada em Fortaleza há 2 anos…

Ontem à tarde, tive a oportunidade de conhecer o Museu Vicente Celestino, uma preciosidade encravada entre o verde cativante e a antiga estação ferroviária de Conservatória, cidade onde o chocolate, a culinária, o artesanato e a música se espalham como cupim entre papéis de seda… Puro oxigênio !

 

* Logo mais, novos posts sobre o CineMúsica… aguardem…

Música Brasileira no Cinema