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Felipe Brida e seu olhar de CINEMA

Acabo de saber e repasso em primeira mão pra você, leitor amigo deste Aurora de Cinema: o livro Cinema em Foco: Críticas selecionadas, do jornalista e professor de Cinema e Semiótica, Felipe Brida, acaba de sair da gráfica.

Segundo o autor, “O livro está saindo do forno depois de seis meses de elaboração, seleção, diagramação e muitos outros ‘ãos’. A HN Editora, de Rio Preto, irá me entregar assim que retornar de viagem, daqui a 10 dias. São 300 resenhas de minha autoria, criteriosamente selecionadas por mim, nesses 10 anos de críticas publicadas em jornais, sites e blogs variados, como E-pipoca, UOL, Colunas & Notas, jornal O Regional, blog Cinema na Web, boletim informativo da Unesp/Bauru e tantos mais. Ao todo 400 páginas de análises de filmes de gêneros e épocas diversas. Deixo uma amostra aqui da capa, cujo projeto gráfico é do amigo publicitário Rafael Martins (pelos encartes ao fundo vocês já podem ter noção do que vão encontrar pela frente!). A revisão dos textos é da competente jornalista Florence Manoel. E muitos amigos colaboraram com prefácio, comentários nas orelhas, apresentação e contra-capa, como o jornalista Marcelo Pestana Carlos Cirne, o diretor de cinema e produtor Walter Webb, a jornalista e atriz Aurora Miranda Leão, e a professora e semioticista Dinamara Garcia Rodrigues. O livro ficou um barato, segundo os poucos que já deram uma conferida no material bruto. Em breve coquetel de lançamento ! Espero que gostem !”

Neusa Borges, Aurora Miranda Leão e Felipe Brida no Festival de Anápolis…

Felipe Boso Brida é um dos jornalistas mais dedicados e antenados profissionais do meio de Cinema, um apaixonado pela Sétima Arte, amigo e parceiro querido de viagens de cinema, festivais e curtas-metragens (ele é um dos muitos que integram o curta O Sumiço de Alice, de minha autoria, rodado durante o I Festival de Cinema de Anápolis, criado e coordenado pela querida Débora Torres).

FELIPE BRIDA está chegando amanhã em Bagé, onde vai ser júri da Mostra Internacional do IV Festival de Cinema da Fronteira. Felipe é mais um que chega para abrilhantar o festival e contribuir com sua sempre judiciosa participação. Bem vindo, Brida, e PARABÉNS pelo livro !

Delícias do Bistrô: Um lugar obrigatório em Bagé

AURORA DE CINEMA direto do Festival de Cinema da Fronteira

É um bangalô cheio de charme. Situado na praça dos Esportes, uma das mais frequentadas de Bagé – a bela cidade gaúcha conhecida como Rainha da Fronteira, por sua proximidade ao Uruguai -, o belo tom de verde de sua fachada é o que primeiro chama atenção.

Ali fica o conhecido Bistrô Yara Coronel, um lugar dominado pela elegância de sua anfitriã, o charme de seus múltiplos e coloridos espaços, a boa música, a beleza de sua ambientação e, sobretudo, pela excelência de sua culinária e o atendimento convidativo.

Bistrô Yara Coronel, um recanto especial em Bagé, coisa de Primeiro Mundo…

Yara Coronel é uma Artista ! Por muitos anos, lecionou Arte para crianças e jovens de Bagé. O tempo encarregou-se de aprimorar sua alma de fazedora de sonhos e artesã de belezas, e ela foi ‘ensinar arte’ através da deliciosa gastronomia do Bistrô e de sua veia singular de criadora de espaços lúdicos cheios de bossa e charme. Resultado: o Bistrô Yara Coronel é uma festa para os olhos e um regalo para o paladar.

Yara Coronel, figura festejada em Bagé, uma Artista que cultiva Artistas…

Cenários convidativos fazem do Bistrô Yara Coronel um lugar especial…

Ir ou estar em Bagé e não conhecer o Bistrô de Yara Coronel é o mesmo que ir ao Rio de Janeiro e não conhecer o Corcovado ou a Lagoa Rodrigo de Freitas. Ou como diria o Skank,

“É como mergulhar no rio
E não se molhar
É como não morrer de frio
No gelo polar
É ter o estômago vazio e
Não almoçar …”

Por conta da realização do IV Festival Internacional de Cinema da Fronteira, no qual assino com muita honra a Curadoria – obrigada, Zeca Brito e Sapiran pela distinção do convite -, tenho jantado no Bistrô todas as noites. E quanto mais vou ali, mais me impressiono com a qualidade indubitável e irretocável do restaurante. Não à toa, o Bistrô está sempre lotado. E chegando mais gente…

No BISTRÔ YARA CORONEL tudo é um convite a estar, voltar, virar frequentador assíduo. Os pratos são diversos – da massa ao bacalhau, passando pelo frango, o saborosíssimo peixe, até o salmão e outras iguarias finas. Aliás, no Bistrô Yara Coronel, é possível até pedir um prato ‘no escuro’, sem olhar o cardápio. Porque todos os pratos do Bistrô foram criados pela mesma sensibilidade gastronômica e são feitos com as mesmas mãos de fada das artistas do sabor, Raquel e Lu.

Há pratos cujos nomes já dão pro freguês ‘sentir o drama’ : como o Arraso e o Pecado -, além de exemplares de filé que enchem os olhos e regalam o paladar… o que é aquele Salmão Crocante com molho de manga e castanhas ? Benza Deus !

O único senão do Bistrô Yara Coronel é que você não quer sair de lá, pretende voltar sempre, e adeus dieta !

Cândida, Aurora, Martinha e Bete: noites incríveis no Bistrô Yara Coronel, um lugar especial e obrigatório em Bagé…

Um beijo muito carinhoso e agradecido à Diva Yara Coronel, e à sua fabulosa equipe de assistentes, que nos recebem com atenção, delicadeza e simpatia todas as noites – Martinha, Bete, Cândida, Marley, e ainda Rosane Coutinho (Marketing), Lu e Raquel… e parabéns à equipe de organização do IV Festival de Cinema da Fronteira, que nos concedeu este adorável presente de poder estar todas as noites neste lugar mágico, nostalgicamente plástico, belo e singular que é o BISTRÔ YARA CORONEL.

O exótico ambiente de onde saem as preciosas delícias do Bistrô Yara Coronel…

Tudo no Bistrô é um convite ao sorriso e ao brilho do olhar…

Rosane Coutinho e Aurora Miranda Leão curtindo a noite do Bistrô da Yara…

Júnior Rodrigues e Marquinho Silva: gente de cinema no Bistrô Yara Coronel…

Aurora de Cinema em click Rosane Coutinho, simpatia do Bistrô…

Um dos espaços mais bonitos, a apaixonante Sala Azul, um luxo para o olhar…

Jornada de Cinema no Festival da Fronteira

O IV Festival Internacional de Cinema de Fronteira convida para a I  Jornada de Estudos de Cinema da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), abrindo espaço para a participação e a  troca de experiências acadêmicas.

A Jornada vai acontecer dia 22 de novembro e constará de apresentações orais em forma de comunicação ou  relatos de experiência, e uma mesa-redonda, resultando em publicação.

A inscrição é feita mediante submissão (até 5 de novembro) e aceite de resumos, conforme o regulamento, o qual pode ser solicitado  através do e-mail  jornadacinema@gmail.com.

A abertura da Jornada se dará com a mesa-redonda História e Crítica do Cinema Brasileiro Hoje, contando com a participação do renomado teórico Jean-Claude Bernardet (USP), e da jornalista Ivonete  Pinto (UFPEL). A mesa será mediada pelo professor Tiago Lopes, da UniSinos.

Enquanto isso, prosseguem abertas às inscrições para a mostra de curtas-metragens: até dia 31 pelo site: www.festivaldafronteira.com

Quem faz a Jornada de Estudos de Cinema da Unipampa 

Jean-Claude volta a Bagé para conversar e destrinchar questões da Sétima Arte…

  • Jean-Claude Bernardet:  Jornalista, escritor, roteirista, ator, professor de Cinema, está nesta área há mais de 40  anos. Um dos principais críticos do país, é autor de vários  livros sobre cinema e de três romances. Coautor do roteiro do clássico O caso dos irmãos Naves, do cineasta Luís Sérgio Person, e Um céu de estrelas, de Tata Amaral. Produziu, em parceria com o escritor Fernando Bonassi, o roteiro de Através da janela, também da cineasta Tata Amaral. Como ator, está em alguns filmes, a exemplo de Filmefobia, de Kiko  Goifman.

A gaúcha Ivonete Pinto estará na Jornada de Cinema de Bagé

  • Ivonete Pinto: Jornalista, Doutora em Cinema pela ECA/USP, com tese sobre Abbas  Kiarostami, orientada pelo professor Jean-Claude Bernardet. Atua como  crítica de cinema, co-editora da revista Teorema, e docente do curso de Cinema e Animação da Universidade Federal de  Pelotas, e do curso de Especialização em Cinema  da Unisinos. Preside a ACCIRS (Associação de Críticos de Cinema  do RS) e é vice-presidente da ABRACCINE. Escreveu os livros “A Mediocridade” (Ed.Sulina), “Descobrindo o  Irã” (Ed. Artes e Ofícios) e “Samovar nos Trópicos” (Ed. Artes e  Ofícios).

Tiago Ricciardi Correa Lopes – Professor dos cursos de graduação em Desenvolvimento de Jogos  Digitais, Comunicação Digital, Publicidade e Realização Audiovisual na  Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), é graduado em  Publicidade pela ESPM, e Mestre em Ciências da Comunicação pela  UNISINOS.   Coordena, desde 2009, o Grupo de  Estudos em Narrativas Interativas, vinculado ao curso de Jogos Digitais  da Unisinos, onde desenvolve projetos relacionados ao uso de  técnicas de Role Playing Games (RPGs) para a construção de universos  ficcionais narrativos, e também no desenvolvimento de jogos que fazem uso de tecnologias móveis, como celulares e navegadores GPS.

Inscrições ao Festival de Cinema da Fronteira

Abertas inscrições ao Festival de Cinema que acontece em Bagé (RS).

Realizadores tem até dia 31 deste mês para inscrever seus trabalhos.

Este ano, o festival contará com dois eventos acadêmicos: a I Jornada de Estudos de Cinema – realização da Universidade Federal do Pampa, Unipampa -, e o Semináro Internacional de Cultura Visual – promoção do Instituto Federal Sul Riograndense (IFSul).

O teórico, pesquisador, roteirista, crítico e homem de Cinema, Jean-Claude Bernadet já confirmou presença.

Saiba mais: www.festivaldafronteira.com

Arrastão BAGÉ: porque a cidade virou território de Cinema !

Estávamos todos os dias nos jornais e rádios da cidade. A televisão também acompanhava a maratona de Cinema e a RBS TV – emissora mais conhecida pela repercussão nacional – nos deu apoio através de matérias e veiculação de vinheta promocional.

Os colunistas sociais mais destacados, como Gylmar de Quadros e Marcos Pinto (ambos também radialistas com programas de bastante audiência na rádio POP Rock) foram super receptivos ao festival e abriram generosos espaços para que a divulgação chegasse ao coração dos bajeenses.

Em outras rádios, como a Rádio Clube de Aristides Kússera e a Rádio Cultura, com Edgar Musa, também levantaram a bandeira do Festival de Cinema da Fronteira de forma super receptiva.

Os principais jornais O Minuano e Folha do Sul estamparam notícias diárias com o festival e, muitas vezes, deram ao evento o destaque da Primeira Página. E teve ainda a Zero Hora e o Classi SUL contribuindo para tornar Bagé a Capital Pampeana do Cinema na segunda quinzena deste dezembro onde Bagé foi o centro das atenções de cinéfilos, cinemeiros, estudiosos, produtores, jornalistas, artistas e interessados em Cinema, por qualquer razão.

Depois do III Festival de Cinema da Fronteira, Bagé nunca mais será a mesma em termos de Arte & Cultura, e isso será sempre devido à sensibilidade e disposição do prefeito Dudu Colombo e à laboriosa equipe da Secretaria de Cultura de Bagé.

Noite de EMOÇÃO – Jean-Claude Bernardet recebe Homenagem das mãos da atriz Arly Arnaud: reecontro feliz promovido pelo Cinema da Fronteira…

A realização do Festival veio somar-se às muitas e oportunas ações que marcam o Bicentenário de Bagé, agregando valores e somando esforços pra tornar o município ainda mais rico em Patrimônio Histórico e Artístico, evidenciando o enorme potencial que a cidade registra em termos de Cultura e de pioneirismo, em várias áreas.

Pelas ruas, o folder com a programação diária, cartazes e pessoas indagando sobre o festival, nos cumprimentando e felicitando pela realização do III Festival de Cinema da Fronteira.

Em dia de Cinema no Rádio: Luciano Madeira, Zeca Brito, Aristides Kússera e Sapiran Brito falam sobre o Festival…

Foi assim o clima em Bagé, agradável cidade na quase fronteira com o Uruguai, durante a semana de 10 a 17 de dezembro deste 2011, que já  anuncia seu final e sinaliza dias pródigos para a Sétima Arte naquele município do Pampa gaúcho.

Ator Danny Gris, voz oficial do Festival, em momento de gravação com Marcos Gliosci…

O Festival foi mais uma realização da Prefeitura Municipal de Bagé, através de sua Secretaria de Cultura, e marcou de forma intensa e qualificada a agenda sócio-cultural do município.

Helena Ignez e Jean-Claude Bernardet: Sétima Arte super bem representada…

As jornalistas Aurora Miranda Leão e Adriana Niemeyer: ambas Curadoras de Cinema,  em Bagé e Lisboa…

Comissão julgadora da Mostra BiNacional: involuntariamente, a tradução da sensibilidade feminina…

Leonardo Machado: além de Mestre de Cerimônia, ator encantou com sua bela voz e animou a noite no “Garajão do Sapiran”…

Ingra Liberato esbanjou simpatia e fez bonito na cerimônia de encerramento…

Helena Ignêz e Jean-Claude Bernardet: Homenageados celebraram em Bagé o Cinema de todas as fronteiras…

Filmes de A a Z; Realizadores na mesma vibe; vários Estados representados; Celebridades, cinéfilos e voluntários de prontidão; além das festas mais descontraídas com cantoria e dança – este o tom do Festival mais agregador do país

O centenário Palacete Pedro Osório: Cultura em cenário de Cinema…

A cidade gaúcha começou a respirar CINEMA desde o sábado, 10 de dezembro, data na qual foi aberto o III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA.

Talvez muito poucos pudessem imaginar que ali se viveria, durante sete dias, um verdadeiro vendaval de Cinema, com filmes, encontros e discussões sobre a Sétima Arte pululando em todos os quadrantes.

Dos mais compenetrados aos mais brincalhões, teve de tudo no III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA, realizado pela Prefeitura Municipal de Bagé, através de sua Secretaria de Cultura. De 10 a 17 de dezembro, Bagé parou para ver, ver, ouvir, curtir, discutir e aplaudir CINEMA.

A centenária sede da Prefeitura Municipal de Bagé (foto Joyce Miranda Leão)

A produção bajeense surpreendeu e havia quase 30 filmes de curta-metragem em competição, fato merecedor de orgulho pelos cidadãos bajeenses, uma vez que até há pouco não se falava em produções audiovisuais em Bagé.

Cena de O Sabiá, curta de Zeca Brito, rodado totalmente em Bagé…

Para isso, concorreram fortemente as muitas oficinas audiovisuais promovidas pela Prefeitura Municipal, motivada sobretudo pela efeméride dos 200 anos do município do Pampa gáucho, que, aliás, é tão bonito, que deixou meio mundo de visitantes encantados e querendo retornar em 2012.

Assim, o Festival de Cinema da Fronteira – que foi o último do ano no país – serviu como grande território de agregação e CONGRAÇAMENTO entre a multifária teia de profissionais que se envolvem, por aptidão, talento, paixão e/ou vocação, nas lides cinematográficas.

Édson Papo Furado: velha guarda do samba capixaba na tela de Bagé…

Desde um filme de um jovem iniciante, como o cineasta capixaba GUI CASTOR ( o documentário Anjo Preto, contando a história do sambista Édson Papo Furado, lá de Vila Velha), passando pelo emblemátivo OLGA (de Jayme Monjardim) e chegando aos consagrados Whisky e El Baño del Papa, e até ao recém-lançado Antes que o mundo acabe…, o Festival de Cinema da Fronteira revelou-se uma importante, neecessária e singular vitrine para o Cinema dos mais diverosos gostos, olhares, sintonias e formas de expressar a vida através das imagens sonorizadas, ou sons imageticamente pensados.

A Diva HELENA IGNEZ, exemplo único de Mulher, Mãe, Atriz libertária e vanguardista, Diretora consagrada e produtora adiante de seu tempo, conquistou Bagé pela simplicidade, elegância dos gestos, beleza de seu filme Luz nas Trevas e magia contagiante de sua intepretação no clássico O Bandido da Luz Vermelha.

Quem aproveitou para ver Helena Ignêz nos dois filmes, jamais verá cinema do mesmo jeito.

Por outro lado, JEAN-CLAUDE BERNARDET, o exponencial Pensador de Cinema, diante do qual todos nós sabemos muito pouco, reafirmou o que ouvimos falar a respeito dos verdadeiros sábios: eles são tão comumente simples que se parecem com qualquer um de nós. Mas ao lado da invejável simplicidade, simpatia, cordialidade, delicadeza e refinamento dos gestos e das palavras, pulsa uma inteligência vibrante, um comichão de sapiciência e observação precisa que, quando indagado, tem sempre uma resposta convincente, sóbria, judiciosa. Uma lição de vida e de respeito ao Cinema estar e conversar com Bernardet.

Portanto, conviver com Jean-Claude Bernardet e Helena Ignez nestes dias de sol, chuva e leve frio em Bagé foi um presente dos Deuses – do Teatro, do Cinema, da Boa Conversa, do Ser Humano esculpido em argamassa de metal precioso.

Que venham novos, maiores e melhores Cinema da Fronteira.

Como almeja e promete o Prefeito Dudu Colombo, que foi, desde a primeira hora, um entusiasta e incentivador do Festival de Cinema da Fronteira.

Escritora Elvira Nascimento, Helena Ignêz, Aurora M. Leão e artista bajeense Marilu Teixeira…

Saraváaaaaaaaaaaa !!!

Defronte à Catedral: depois do Festival de Cinema, Bagé passa a ser vista como um pólo de produção e difusão no interior gaúcho… (foto Joba Migliorin)

BAGÉ consagra CINEMA como grande território da Celebração

Porque o Cinema é A Arte mais rica de todas… 

Desde quando o jovem cineasta Zeca Brito falou-me sobre uma mostra de cinema que realizava em Santa Thereza, um espaço de tradição cultural em Bagé, percebi naquele relato entusiasta e no brilho de seus olhos: ali estava uma pequena semente gritando vida. 

Daí para estar em Bagé neste 2011 assinando a Curadoria do III Festival de Cinema da Fronteira foi um passo rápido e decidido.

 

Bagé é uma cidade gaúcha de fortes raízes históricas e culturais. Foi em 19 de setembro de 1897 que o então Theatro 28 de setembro, no centro do município, era tomado pela Companhia de Variedades Amarantes e recebia o público para assistir à primeira exibição de imagens através do Cinematógrapho Édison. O ator Francisco Santos, também empresário da Companhia, acompanhou com alegria o entusiasmo de sua audiência, eufórica com a inusitada novidade. 

No dia 22 de setembro, o jornal O Comércio noticiava o acontecido e então se registrava a primeira exibição pública de imagens em Bagé. 

É este frescor jovial e o mesmo enlevo observado naquele público inicial que queremos retomar, fomentar, incentivar e prospectar para Bagé através da realização deste III Festival de Cinema da Fronteira, cuja ambiência é de salutar participação artística, de diversos matizes e vertentes, e cujo cerne traz imbutido o apreço pela Cultura, o gosto pela troca de experiências, a vontade de inocular em cada um o gosto pela Sétima Arte, e uma notória disposição de enfatizar a vocação natural de Bagé para as artes e as ações culturais.

 É objetivo principal da Curadoria tornar Bagé a Capital do Cinema durante esta semana de 10 a 17 de dezembro, na qual fechamos o ano de festivais do país, bem como evidenciar o viés de formação, respeito, atenção e aplauso à atividade cinematográfica. Outrossim, queremos difundir o caráter multifário, questionador e libertário deste festival, o qual pode se orgulhar pela honra de homenagear dois ícones do melhor cinema brasileiro, o chamado ‘cinema de invenção’: o escritor e ensaísta Jean-Claude Bernardet, e a atriz e diretora Helena Ignêz.

Na noite-homenagem: Zeca Brito, Helena Ignez, Sapiran Brito, Jean-Claude e Aurora Miranda Leão (foto Joba Migliorin)

Jean-Claude é um francês apaixonado pelo Brasil, que adotou o país como morada há muitos anos. Helena Ignêz é a mais paulista das atrizes baianas, um dos mitos da vanguarda feminina no cinema. Jean-Claude e Helena, França e Bahia, homem-mulher… 

O Cinema da Fronteira revela, até mesmo na escolha de seus homenageados, o viés inortodoxo e geograficamente transgressor de quem entende a Arte como um território sem fronteiras, onde todas as culturas valem o mesmo porque todas são iguais em suas diferenças de cada dia, e podem ser igualmente transformadoras, em suas predisposições artísticas. 

Viva o Cinema ! 

Viva a não-demarcação de fronteiras culturais ! 

Salve os 200 anos de Bagé ! 

Viva a bandeira Bagé, Capital do Cinema !

 

 AURORA MIRANDA LEÃO assinando a CURADORIA do III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA

INGRA LIBERATO e LEONARDO MACHADO encerram CINEMA DA FRONTEIRA

Festival que trouxe Helena Ignez e  Jean-Claude Bernardet  a Bagé, terá cerimônia de encerramento esta noite, no Museu Dom Diogo…

Atriz querida por onde passa, INGRA Liberato está em Bagé para participar da última confraternização de Cinema do ano no Brasil… 

Leonardo Machado, natural de Bagé, subirá ao palco simbolizando todos os artistas da Capital Pampeana do Cinema

Como acontece em todo festival de cinema, é hoje a noite mais esperada desta terceira edição do Festival de Cinema da Fronteira, aberto em Bagé (RS) no último dia 10, com destacada noite de teatro, música e falas oficiais no bosque do Palacete Pedro Osório (imponente sede da Secretaria de Cultura do Município).

Com comissões julgadoras formadas por Adriana Niemeyer, Catalina Moragues, Arly Arnaud e Mirela Meira – BINACIONAL -, e Sirmar Antunes, Miguel Ramos, Danny Gris, Beca Furtado, Ito Carvalho e Mariana Xavier – BAGÉ 200 Anos -, os concorrentes recebem logo mais, às 21h, em solenidade no belo Museu Dom Diogo de Souza, as estatuetas as quais farão jus os vencedores.

Telão na praça da Catedral: cinema de graça é realidade no Festival de Bagé… (foto J. Migliorin)

A solenidade consta de apresentações de coreografias por bailarinas e alunas de dança da cidade (Bagé é cenário onde a dança é fértil), seguindo-se a cerimônia de entrega de troféus, sob o comando de Ingra Liberato e Leonardo Machado; em seguida, show de Lisandro Amaral no Centro de Lazer Administrativo (antiga sede da Reffesa), com exibição de filmes da Mostra Lusófona.

Festival de Cinema da Fronteira: clima de congraçamento começou muito antes do encerramento… (foto Joba Migliorin)

Na sequência, uma grande festa de congraçamento entre todos os participantes e os funcionários da Secretaria de Cultura do Município, deverá tornar inesquecível esta terceira edição do Festival de Cinema da Fronteira.

Salve, Salve !

Que venha 2012 !

Em Bagé, Cinema tem dança, filmes, missa e boa comida…

Aberta ontem a tarde a Mostra Competitiva BiNacional de Curtas-Metragens do III Festival de Cinema da Fronteira

Antes do início da Mostra, no belo cenário da Centro Histórico Vila de Santa Tereza, a exibição do longa Antes que o mundo acabe (!), da cineasta gaúcha Ana Luíza Azevedo, contando com a presena do jovem ator Eduardo Cardoso, que fez bonito subindo ao palco e conversando com o público sobre como foi fazer o trabalho – sua estréia em longas – e como vê a inclusão do filme no festival de cinema de Bagé.

Eduardo revelou simpatia, simplicidade, disposição e genuíno gosto por atuar e participar de festivais, respondendo com espontaneidade e carinho às perguntas da platéia. Um luxo e uma alegria contar com Eduardo Cardoso no III Festival de Cinema da Fronteira.

Ontem também, chegaram a Bagé o realizador gaúcho Diego Müller, cujo filme A Invasão do Alegrete abriu a mostra competitiva e foi bastante bem recebido pelo público. Uma delícia ver a típica história gaúcha contada de forma tão leve e divertida num roteiro bem amarrado e interpretado por atores do naipe de Sirmar Antunes e Danny Gris, que estavam, ambos, na platéia, abrilhantando a mostra competitiva do Festival. 

Denise Del Cueto, Aurora e Sirmar Antunes, que curte em Bagé o Cinema da Fronteira…

Mas antes da exibição dos curtas, houve uma apresentação de dança – item no qual Bagé é pródigo -, em coreografias criadas pela professora Keilla, que também subiu ao poalco e dançou um número com sua turma.

Sobretudo os dois garotos que dançaram mostraram vocação, talento, tomando conta do palco com leveza e altivez; soltos, leves, concentrados, com um suingue super bacana e mandaram muito bem, recebendo por isso muitos aplausos.

Aliás, as coreografias de Keilla foram bem recebidas, estreladas por belas e dispostas garotas bajeenses, tudo muito bom, apenas com um senão: todas as danças tinham como trilha músicas americanas.

Não que também não haja belos exemplares musicais na América do Norte (quem não curte Bee Gees, Lionel Ritchie, Donna Summer, George Benson ?), mas especialmente quando trabalhamos com crianças e adolescentes, faz-se necessário incutir nelas o gosto, o respeito e a vontade de se expressar através da Cultura que nos identifica e nos toca ao coração primeiro.

Conversei com a simpática Kelly sobre isso e ela me prometeu criar uma coreografia com trilha dos Paralamas… estou aguardando… Saravá !!!

Depois da exibição dos primeiros concorrentes da Mostra Binacional, foi a vez de dar uma chegadinha à Catedral de São Sebastião, onde o bispo Dom Gílio Felício oficiou uma Benção em homenagem aos artistas da Sétima Arte.

A Catedral é um importante prédio histórico de Bagé e estava quase lotada, repleta de jornalistas, realizadores, artistas, a turma da produção, e a comunidade bajeense, que atendeu ao chamado do III Festival de Cinema da Fronteira e compareceu à celebração para disseminar boas energias ao festival que começa com as melhores vibrações.

Em nome do Festival, falou o presidente de Honra, senhor Aristides Kúcera.

Tenor Flávio Leite encantou a platéia do Festival de Cinema de Bagé…

O ponto alto foi a participação do afinadíssimo Coral Auxiliadora e a eloquência da voz do tenor Flávio Leite, que arrancou aplausos calorosos de uma platéia extasiada com sua bela voz e sua emocionante participação.

Encerrada a Bênção aos Artistas, a praça da Catedral parou para ver O Banheiro do Papa, premiada produção uruguaia, que cumpriu a etapa Rodacine do Festival de Cinema da Fronteira.

E para encerrar a noite, um jantar especial no aconchegante Madre Maria, um dos belos restôs de Bagé.

Logo mais, um passeio pelo cemitério de Bagé para conhecer mais sobre a Arte Cemiterial, enquanto em Santa Tereza a programação terá início às 15h com a Mostra da Lusofonia – FestIN Bagé, a ser apresentada pela jornalista Adriana Niemeyer, que também integra o júri da Mostra Binacional.

Aguardem novos posts por aqui…

Como anda o movimento de Cinema em Bagé…

A noite de abertura do III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA se estendeu no Bistrô da Yara Coronel, pequena jóia gastronômica, de apaixonante design de interiores,  encravada ali pertinho do Palacete Pedro Osório, que conquista pelo colorido e delicadeza da decoração, pelo atendimento impecável, pela culinária supimpa e pela presença singular da própria Dona Yara, uma artista em forma de hostess.


 
Ai estiveram ilustres do porte de Jean Claude Bernardet (ensaísta, crítico e roteirista de cinema), Adriana Niemeyer (sobrinha do arquiteto, jornalista e Curadora da Mostra FestIN Bagé), o jornalista Cid Nader (site Cinequanon, de SP), acompanhados da artista Marilu Teixeira e de seu filho Zeca Brito. Havia mais a turma do grupo Falos & Stercus (onde atua a atriz Carla Cassapo, que também é habitué em filmes gaúchos), e mais uma porção de artistas e bajeenses cujos nomes me escapam agora da memória.
 
Toda a equipe de produção também estava lá, – capitaneada por Flávia Matzembacher, Maristela Ribeiro e Lúcio Born -, recepcionada com belos números musicais por um trio de música nativa onde uma exímia pianista alegrava a noite, e um acordeon fazia bonito ao lado de uma boa parcussão.

Esse trio tocou impressionantemente umas 4 horas sem parar e entoou pérolas de Noel Rosa, Vinícius de Moraes, Evaldo Gouveia, e uma porção de tangos excepcionais…
 
Do cardápio, só elogios para uma deliciosa salada servida de entrada, seguida pelo prato principal, risoto à la Yara com filé e iguaria de cenoura com passas. 

Quando passava da meia-noite, chegou ao Bistrô o cineasta carioca André Miguéis, que concorre na Mostra Binacional com o curta Pronta Entrega, já vencedor de alguns festivais. E até na madrugada está chegando gente de cinema em Bagé: o realizador de São Paulo, José Agripino (que concorre com PoliAmor, logo depois de ser premiado no Festival CLOSER), chegou no ônibus das 5h, e o jovem ator gaúcho Eduardo Cardoso chegou hoje ao meio-dia para conferir a exibição do longa Antes que o mundo acabe, da diretora Ana Luíza Azevedo, no qual ele atua, e que foi exibido na Mostra de Longas Metragens.


 
Bianca Menti e Eduardo Cardoso em Antes que  o mundo acabe: o ator está em Bagé participando do Festival de Cinema da Fronteira

Para a noite de amanhã, está prevista a chegada da atriz Arly Arnaud, paraibana do Maranhão, que vai integrar a comissão julgadora, e na terça chega a grande homenageada, Helena Ignêz, ícone do cinema mais autoral que se faz no Brasil desde o final dos anos de 1960.

Helena Ignêz chega esta semana a Bagé para receber justa Homenagem…

Vou parando por aqui porque é hora de arrumar o visual e seguir pra Mostra Competitiva em Santa Tereza. Às 20h, missa em Homenagem aos Artistas da Sétima Arte, oficiada pelo Bispo Dom Gilio Felício com particpação do Coral Auxiliadora e do tenor Flávio Leite. Na Catedral de Bagé…

Aguarde novos posts…