Arquivo da tag: cinema em Brasília

Inscrições ao primeiro CURTA BRASÍLIA

 
  Festival estreia este ano e deve atrair realizadores de todo o país…

Abertas inscrições ao Festival de Brasília

 Setembro é o mês do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Segundo o Secretário de Cultura do DF, Hamilton Pereira, o festival manterá as mudanças realizadas em 2011, como o fim do critério do ineditismo, a incorporação do formato digital na mostra competitiva, a descentralização das exibições e a elevação do valor do prêmio. E serão feitas mais alterações: criação de uma mostra competitiva específica para o gênero do documentário – em longa e curta-metragem –, inclusão da cidade do Gama no projeto Festival nas Satélites, transferência das exibições para as salas Villa-Lobos e Martins Penna do Teatro Nacional, e mudança no perfil da Mostra Brasília, que agora ficará sob a responsabilidade da Câmara Legislativa.

Já o coordenador do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Sérgio Fidalgo, destaca que, com a inclusão da categoria de documentário, espera-se um volume maior de inscrições, portanto, as comissões de seleção trabalharão dez dias e não cinco, como em 2011. Serão cinco integrantes na comissão de curtas e longas de documentário, e cinco para curtas e longas de ficção.

Sérgio Fidalgo e Cibele Amaral, assessora de cinema da Secretaria de Cultura do GDF, também avisaram que pretendem marcar a 45ª como uma edição festiva. Para tanto, já anunciam o lançamento do catálogo Brasília 5.2 – Cinema e Memória, que vem sendo escrito pela pesquisadora Berê Bahia e inclui 12 mostras que irão circular pelo DF, de junho a setembro. E a realização de uma oficina de roteiro para séries televisivas contando com a presença dos escritores Marçal Aquino e Adriana Falcão.

PROGRAMAÇÃO GERAL

Mostras competitivas de filmes de longa-metragem de ficção e de documentário, filmes de curta-metragem de ficção, de documentário e de animação, além de mostras paralelas, tais como Mostra Brasília, Mostra Panorama Brasil, Festivalzinho e, ainda encontros, debates, seminários, oficinas, Cinema Voador, Festival nas cidades do Distrito Federal, lançamentos de catálogos, livros e DVDs e solenidades de abertura e de premiação.

Debate sobre séries de TV, com Marçal Aquino (Força Tarefa); Adriana Falcão (Louco por elas) e Túlio Gonçalo – crítico, roteirista, cineasta e professor no IESB (Mediador).

Debate com as equipes dos filmes concorrentes.

Seminário sobre a Crítica Cinematográfica.

Oficina de Interpretação para Câmera – com o ator libanês Mounir Maasri – para atores profissionais

Oficina Interpretação para iniciantes  – com Mallu Moraes

PRÊMIOS

Troféu Candango e prêmios em dinheiro: R$ 635.000,00

Filme de longa-metragem de ficção:

Melhor filme – R$ 250.000,00
Melhor direção – R$ 20.000,00
Melhor ator – R$ 5.000,00
Melhor atriz – R$ 5.000,00
Melhor ator coadjuvante – R$ 3.000,00
Melhor atriz coadjuvante – R$ 3.000,00
Melhor roteiro – R$ 5.000,00
Melhor fotografia – R$ 5.000,00
Melhor direção de arte – R$ 5.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 5.000,00
Melhor som – R$ 5.000,00
Melhor montagem – R$ 5.000,00

Filme de longa-metragem documentário:

Melhor filme de longa-metragem de documentário – R$100.000,00
Melhor direção – R$ 20.000,00
Melhor fotografia – R$ 5.000,00
Melhor direção de arte – R$ 5.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 5.000,00
Melhor som – R$ 5.000,00
Melhor montagem – R$ 5.000,00

Filme de curta-metragem de ficção:

Melhor filme – R$ 20.000,00
Melhor direção – R$ 5.000,00
Melhor ator – R$ 3.000,00
Melhor atriz – R$ 3.000,00
Melhor roteiro – R$ 3.000,00
Melhor fotografia – R$ 3.000,00
Melhor direção de arte – R$ 3.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 3.000,00
Melhor som – R$ 3.000,00
Melhor montagem – R$ 3.000,00

Filme de curta-metragem de documentário:

Melhor documentário de curta-metragem – R$ 20.000,00
Melhor direção – R$ 5.000,00
Melhor fotografia – R$ 3.000,00
Melhor direção de arte – R$ 3.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 3.000,00
Melhor som – R$ 3.000,00
Melhor montagem – R$ 3.000,00

Filme de curta metragem de Animação:

Melhor filme de curta-metragem de animação – R$ 20.000,00

Prêmio do Júri Popular: total R$ 65.000,00

Melhor filme de longa-metragem de ficção – R$ 20.000,00
Melhor filme de longa-metragem documentário – R$ 15.000,00
Melhor filme de curta-metragem de ficção – R$ 10.000,00
Melhor filme de curta-metragem de documentário – R$ 10.000,00
Melhor filme de curta-metragem de Animação – R$ 10.000,00

O Festival de Brasília acontecerá de 17 a 24 de setembro, e as inscrições podem ser feitas até 30 de junho. www.festbrasilia.com.br

Ritual indígena na tela de Brasília

Filme provoca risos e ovação em Brasília

 

A primeira noite competitiva do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, ocorrida ontem, fez o público embarcar numa viagem antropológica ao Alto Xingu, no Mato Grosso.
 
 

Já exibido no Festival de Gramado, em agosto, o documentário As Hiper Mulheres acompanha um ritual chamado de Jamurikumalu, praticado pelas mulheres da tribo Kuikuro. Na ocasião, elas promovem uma grande festa para levar uma velha índia a cantar pela última vez antes da morte, mas enfrentam problemas já que a única conhecedora dos cantos antigos encontra-se doente.

Criado pelo trio Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro — este último integrante da própria comunidade –, o filme provocou risos na plateia nos momentos em que expunha a intimidade das mulheres. Nos intervalos das cantorias do ritual, à noite, elas “caçam” homens em busca de sexo.

  Divulgação  
Cena do documentário "As Hiper-Mulheres", de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro
As Hiper-Mulheres, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro

“De fato há uma enorme liberdade sexual na aldeia, mas o que a gente está mostrando é o dia a dia mesmo desse universo. Nosso principal problema era saber não pesar a mão nesse aspecto e descobrir como gerar empatia sem perder a textura da música, que era o que importava”, afirmou Fausto em um debate realizado hoje pela manhã.

Para ele, o desafio do documentário foi fugir do mero registro etnográfico. “Queríamos fazer um filme que conseguisse pegar o dilema das músicas que estavam se perdendo”.

Todo falado no dialeto da tribo, o longa foi apresentado com legendas que utilizam gírias do português atual para demonstrar a espontaneidade nas conversas entre os índios, o que reforçava o lado cômico de algumas situações apresentadas. Ao final da projeção, o filme recebeu aplausos demorados do público.

CURTAS

A noite contou ainda com a exibição dos curtas Ser Tão Cinzento (BA), de Henrique Dantas, que revisita o curta “Manhã Cinzenta”, de Olney São Paulo, produzido durante a diratura militar brasileira, e A Fábrica (PR), uma ficção de Aly Muritiba sobre o périplo de um presidiário para dar os parabéns à filha no dia de seu aniversário.

Este ano, o Festival de Brasília criou uma competição exclusiva para os curtas de animação. Na primeira noite, foram exibidos “Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo” (RS), de Rodrigo John, e “Bomtempo” (MG), de Alexandre Dubiela.

* AMANDA QUEIRÓS
Enviada especial da Folha a Brasília

Começa Festival de Brasília

Com o fim  exigência de ineditismo em longas-metragens, foi aberta a 44ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com a tradicional noite de abertura na Sala Villa-Lobos/Teatro Nacional Cláudio Santoro.

A apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional foi seguida da exibição do novo Doc de Vladimir Carvalho – Rock Brasília – Era de Ouro -, premiado como Melhor Documentário na 3ª edição do Festival de Cinema de Paulínia, em julho passado.

Rock Brasília – Era de Ouro narra a história de grupos musicais ancorados na capital federal, os quais, após vencer desafios e obstáculos, vêem  seu sonho tornado realidade: a consagração e o sucesso de suas bandas de rock,  sonho que segue de perto a grande utopia que foi a própria construção de Brasília e da transferência da Capital Federal para o Planalto Central.

Entre esses, os PARALAMAS do SUCESSO, Legião Urbana e Capital Inicial

ROCK BRASÍLIA concorre ao Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Os longas da competição em Brasília são:

As Hiper Mulheres (RJ/PE), de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro.

Trabalhar Cansa (SP), de Juliana Rojas e Marco Dutra.

Hoje (SP), de Tata Amaral.

O Homem Que Não Dormia (BA), de Edgard Navarro.

Meu País (SP), de André Ristum.

Vou Rifar Meu Coração (RJ), de Ana Rieper.

 

Selecionados ao Festival de Brasília

O Festival de Brasília este ano vai acontecer de 26 de setembro a 3 de outubro, tendo na disputa 6 longas-metragens, 12 curtas-metragens e 12 curtas de animação. Ao todo, 624 filmes foram inscritos. Confira os selecionados:

Mostra competitiva de longas-metragens“As hiper mulheres”, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro (Rio de Janeiro/Pernambuco)

“Hoje”, de Tata Amaral (São Paulo)

“Meu país”, de André Ristum (São Paulo)

“O homem que não dormia”, de Edgard Navarro (Bahia)

“Trabalhar cansa”, de Juliana Rojas e Marco Dutra (São Paulo)

“Vou rifar meu coração”, de Ana Rieper (Rio de Janeiro)

Mostra competitiva de curtas-metragens:“A casa da vó Neyde”, de Caio Cavechini (São Paulo)

“A Fábrica”, de Aly Muritiba (Paraná)

“De lá pra cá”, de Frederico Pinto (Rio Grande do Sul)

“Elogio da Graça”, de Joel Pizzini (Rio Janeiro)

“Imperfeito”, de Gui Campos (Distrito Federal)

“L”, de Thais Fujinaga (São Paulo)

“Ovos de dinossauro na sala de estar”, de Rafael Urban (Paraná)

“Premonição”, de Pedro Abib (Bahia)

“Ser tão cinzento”, de Henrique Dantas (Bahia)

“Sobre o menino do Rio”, de Felipe Joffily (Rio Janeiro)

“Três vezes por semana”, de Cris Reque (Rio Grande do Sul)

“Um pouco de dois”, de Danielle Araújo e Jackeline Salomão (Distrito Federal)

Mostra competitiva de curtas de animação:“2004”, de Edgard Paiva (Minas Gerais)

“A mala”, de Fabiannie Bergh (Pará)

“Bomtempo”, de Alexandre Dubiela (Minas Gerais)

“Cafeka”, de Natália Cristine (Rio Grande do Sul)

“Céu, inferno e outras partes do corpo”, de Rodrigo John (Rio Grande do Sul)

“Ciclo”, de Lucas Marques Sampaio (Distrito Federal)

“Media training”, de Eloar Guazzelli e Rodrigo Silveira (São Paulo)

“Menina da chuva”, de Rosaria (Rio de Janeiro)

“Moby Dick”, de Alessandro Corrêa (São Paulo)

“Quindins”, de David Mussel e Giuliana Danza (Minas Gerais)

“Rái sossaith”, de Thomate (São Paulo)

“Sambatown”, de Cadu Macedo (São Paulo)

Relação Cinema x TV e FestBrasília

O Canal Brasil — Espaço do Cinema Brasileiro (66, na grade da Net) —  premiou o curta “A Mula Teimosa e o Controle Remoto” com trofeu (de belo design) e R$15 mil.

A premiação de outra produção ligada a um canal de TV, “Amor?”, de João Jardim, mostra que prêmios atribuidos em festivais abrem cada vez mais vitrines televisivas para filmes brasileiros.

“Amor?” foi produzido pelo Canal GNT, com apoio da Avon. Por ter sido o filme escolhido como “o melhor” pelo público do Festival de Brasília, fez jus a prêmio aquisição no valor de R$30 mil, oferecido pela TV Brasil.

No caso do curta, não há nenhum impedimento de que ele seja exibido no Canal Brasil. A equipe que organiza o prêmio checou tudo direitinho (na fase em que os filmes se habilitam a concorrer). Já o caso de “Amor?” deve ser ainda avaliado, pois o JÚRI POPULAR avalia todos os seis longas concorrentes (não houve, nem poderia haver, nenhum questionamento prévio).

 

João dirigiu “Janela da Alma” (com Walter Carvalho), Pro Dia Nascer Feliz, e Lixo Extraordinário (com duas parceiras). Este filme é um dos 25 títulos habilitados ao Oscar de melhor documentário de longa-metragem.

* Comentário de Maria do Rosário Caetano

Céu Mineiro Ganha Brasília

 

O Céu sobre os Ombros é o Grande Vencedor do Festival de Brasília

Filme de Sérgio Borges foi escolhido como o MELHOR pelo júri oficial do 43º Festival de Brasília.

A produção embaralha ficção e documentário ao acompanhar a vida de três pessoas em Belo Horizonte.

O longa recebeu também o prêmio especial do júri, destinado aos personagens/atores, e os troféus de melhor diretor, roteiro e montagem.

Pelo júri popular, o escolhido foi o filme Amor?, dirigido por João Jardim.

Outros destaques foram os filmes “Os Residentes” (quatro Candangos) e “Transeunte” (três Candangos) e “A Alegria” (dois Candangos).

  Divulgação  
Cena do filme "O Céu sobre os Ombros"
Cena de O Céu sobre os Ombros, de Sérgio Borges: Melhor Filme do Festival de Brasília

Lista completa de Vencedores:

PRÊMIOS OFICIAIS – TROFÉU CANDANGO

Longa-metragem em 35mm

Melhor filme (júri oficial) – R$ 80.000,00: “O Céu sobre os Ombros”, de Sérgio Borges

Prêmio Especial do Júri – R$ 30.000,00: Aos personagens/atores do filme “O Céu sobre os Ombros”

Melhor direção – R$ 20.000,00: Sérgio Borges, por “O Céu sobre os Ombros”

Melhor ator – R$ 10.000,00: Fernando Bezerra, de “Transeunte”

Melhor atriz – R$ 10.000,00: Melissa Dullius , de “Os Residentes”

Melhor ator coadjuvante – R$ 5.000,00: Rikle Miranda , de “A Alegria”

Melhor atriz coadjuvante – R$ 5.000,00: Simone Sales De Alcântara, de “Os Residentes”

Melhor roteiro – R$ 10.000,00: Manuela Dias e Sérgio Borges por “O Céu sobre os Ombros”

Melhor fotografia – R$ 10.000,00: Aluizio Raulino, por “Os Residentes”

Melhor direção de arte – R$ 10.000,00: Gustavo Bragança, de “A Alegria”

Melhor trilha sonora – R$ 10.000,00: Andre Wakko, Juan Rojo, David Lanskylansky e Vanessa Michellis por “Os Residentes”

Melhor som – R$ 10.000,00 e ainda Prêmio Dolby: consiste na licença para usar o sistema de som dolby (equivalente a quatro mil dólares): Som Direto, Edicão de Som e Mixagem de “Transeunte”

Melhor montagem – R$ 10.000,00: Ricardo Pretti, de “O Céu sobre os Ombros”

Curta ou média-metragem em 35mm

Melhor filme (júri oficial) – R$ 20.000,00: “Acercadacana”, de Felipe Peres Calheiros

Premio especial do júri: “Braxília”, de Danyella Proença

Melhor direção – R$ 10.000,00: Gabriel Martins e Maurilio Martins, de “Contagem”

Melhor ator – R$ 5.000,00: Vinny Azar e Ícaro Teixeira, por “A Mula Teimosa e o Controle Remoto”

Melhor atriz – R$ 5.000,00: Dira Paes, de “Matinta”

Melhor roteiro – R$ 5.000,00: Danyella Proença, de “Braxília”

Melhor fotografia – R$ 5.000,00: Yuri Cesar, de “Cachoeira”

Melhor direção de arte – R$ 5.000,00: Maíra Mesquita, de “Fábula das Três Avôs”

Melhor trilha sonora – R$ 5.000,00: Puriki e índios do alto rio negro, de “Cachoeira”

Melhor som – R$ 5.000,00: Som Direto, Edicão de Som e Mixagem de “Matinta”

Melhor montagem – R$ 5.000,00: Paulo Sano de “Acercadacana”

Curta-Metragem Digital

Melhor Filme (Júri Oficial) – R$ 15.000,00: “Traz Outro Amigo Também” de Frederico Cabral

Melhor Direção R$ 10.000,00: Pablo Lobato, pelo filme “Queda”

Melhor Ator – R$ 5.000,00: Emanuel Aragão, por “Só Mais um Filme de Amor”

Melhor atriz – R$ 5.000,00: Ketellen Coutinho, por “Tempo de Criança”

Melhor Roteiro – R$ 5.000,00: Samir Machado de Machado, por “Traz Outro Amigo Também”

Melhor Fotografia – R$ 5.000,00: Carol Matias e Elias Guerra, por “Entrevãos”

Melhor Direção De Arte – R$ 5.000,00: Daniel Banda, por “O Filho do Vizinho”

Melhor Trilha Sonora – R$ 5.000,00: Lucas Marcier, por “Tempo de Criança”

Melhor Som – R$ 5.000,00: O Grivo, por “Queda”

Melhor Montagem – R$ 5.000,00: Alberto Feoli, por “Traz Outro Amigo Também”

PRÊMIO JÚRI POPULAR

Melhor longa-metragem em 35mm R$ 30.000,00 e ainda Prêmio exibição TV Brasil – R$ 30 mil ao melhor longa-metragem e o título premiado integrará a programação da emissora: “Amor?”, de João Jardim

Melhor curta-metragem em 35mm R$ 20.000,00 e ainda Prêmio Megacolor/ Estudios Mega – R$ 8.000,00 em serviços do Estudios Mega e R$10.000,00 em serviços do Megacolor: “Braxília”, de Danyella Proença

OUTROS PRÊMIOS

CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL

Melhor longa em 35mm classificado em 1º lugar – R$ 75.000,00 e ainda Prêmio Quanta – R$ 10.000,00 em equipamentos de iluminação e maquinaria: “O Mar de Mário”, de Reginaldo Gontijo e Luiz F. Suffiati

Melhor longa em 35mm classificado em 2º lugar – R$ 35.000,00: SEM CONCORRENTE

Melhor média ou curta em 35mm classificado em 1º lugar – R$ 20.000,00 e ainda Prêmio Quanta – R$ 8.000,00 em equipamentos de iluminação e maquinaria: “Profana Via Sacra”, de Alisson Sbrana

Melhor média ou curta em 35mm classificado em 2º lugar – R$ 10.000,00: “Ratão”, de Santiago Dellape

Melhor filme Digital R$ 10.000,00 e ainda Prêmio Quanta – R$ 4.000,00 em equipamentos de iluminação e maquinaria: “A Menor Distância Entre Dois Pontos”, de Breno Nina e Elias Guerra

AQUISIÇÃO CANAL BRASIL

Cessão de um Prêmio de Aquisição, no valor de R$ 15.000,00, ao Melhor Curta 35mm selecionado pelo júri Canal Brasil: “A Mula Teimosa e o Controle Remoto”, de Hélio Villela Nunes

PRÊMIO DA CRÍTICA – TROFÉU CANDANGO

Melhor longa 35mm: “Transeunte”, de Eryk Rocha

Melhor curta em 35mm: “A Mula Teimosa e o Controle Remoto”, de Hélio Villela Nunes

PRÊMIO CONTERRÂNEOS

Melhor Documentário do Festival: “Zé[s]”, de Piu Gomes

PRÊMIO ABCV/ESTÚDIOSMEGA E MEGACOLOR

Melhor curta em 35mm: “Ratão”, de Santiago Dellape

PRÊMIO ABCV DF 2010

Argemiro Gomes de Andrade Jr.

PRÊMIO VAGALUME

Melhor Longa 35mm: “Amor?”, de João Jardim

Melhor Curta 35mm: “Café Aurora”, de Pablo Pólo

PRÊMIO SARUÊ

O elenco de “O Céu sobre os Ombros”: Everlyn Barbin, Lwei Bakongo e Murari Krishna

MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES – TROFÉU CANDANGO

Filme que melhor utilizar material de pesquisa cinematográfica brasileira: “De Bem com a Vida – Carlos Elias e o Samba em Brasília”, de Leandro Borges

Filme de João Jardim Impressiona Brasília

Amor ? enfoca relacionamento marcado pela violência física, e recebe aplausos

 

Paixão de trapo e farrapo, que funciona a tapas e beijos? É mais ou menos o mote central de Amor?, de João Jardim, mix de ficção e documentário muito aplaudido pelo público do Cine Brasília. O diretor parte de uma pesquisa com pessoas que viveram relacionamentos marcados pela violência física e, a partir desses casos reais, faz atores e atrizes interpretarem as histórias. O modus operandi dialoga com o já clássico documentário de Eduardo Coutinho, jogo de cena, no qual atrizes interpretam relatos reais. ´Com a diferença de que o filme do Coutinho joga com a ambiguidade entre realidade e encenação, ao passo que no meu é dito que tudo é encenação, logo de início`, diz o diretor.


Foto: Heloisa Passos/Divulgação
 

Amor? tem momentos fortes, em especial graças à atuação de intérpretes como Angelo Antonio, Júlia Lemmertz, Silvia Lourenço e outros, que emprestam credibilidade e dramaticidade às falas. É um filme da fala. E do rosto do ator como tela das emoções. E no que consistem esses depoimentos? Em histórias nas quais as notas do amor e do desejo se entrelaçam com as da violência física.

Ao todo, são oito relatos, sete heterossexuais, apenas um relembrando a turbulenta relação entre duas mulheres. Esse caso de amor lésbico, com todas as suas complicações, paixões e preconceitos envolvidos, é um dos que atingem maior grau de densidade emocional em todo o conjunto de histórias. Silvia Lourenço e Fabíula Nascimento interpretam o casal.

Amor ? foi bem aplaudido no final, palmas que continuaram durante os créditos, quando são apresentados os intérpretes, muitos deles rostos conhecidos da televisão como Du Moscovis, Lilia Cabral e Mariana Lima.

Curtas

Os curtas da noite também foram bons, em especial A mula teimosa e o controle remoto, de Hélio Vilela Nunes (SP), história infantil deliciosa sobre a convivência de dois meninos, um da cidade outro do campo. Um tem problemas com a mula que empaca, o outro, o filho do patrão, traz como brinquedo uma maravilha tecnológica, um aviãozinho acionado por controle remoto. O encanto está na maneira como as duas realidades dialogam.

Café Aurora, de Pablo Polo (PE), investe num visual sofisticado para dar conta de um entrecruzamento de experiências Um garçom se encanta pelo mundo das esculturas, enquanto a artista plástica saboreia o ótimo café feito pelo garçom Refinado.

Os nomes dos contemplados saberemos hoje à noite quando forem distribuídos os Candangos, os troféus do Festival de Brasília, depois da exibição hors concours de Os deuses e os mortos, de Ruy Guerra, em cópia restaurada.

* Informações do Diário de Pernambuco

Festival de Brasília é Notícia

Novos realizadores do cinema brasileiro, mediados pela jornalista Maria do Rosário Caetano, colocaram seus trabalhos em debate público na manhã de ontem, no Hotel Kubitschek Plaza. A rodada de perguntas e respostas foi iniciada por Sérgio de Andrade e Daniel Turini, que exibiram na abertura da mostra competitiva 35mm os filmes Cachoeira e Fábula das Três Avós, respectivamente. 

Sérgio de Andrade, representante do norte do país (quebrando jejum de 39 anos em que o Festival não selecionava um filme dessa região), contou ter feito várias alterações no roteiro: “os índios trouxeram muita informação e o eixo dramático sofreu mudanças”, disse. Para Sérgio de Andrade, a intenção de seu “pseudo-documentário” é mostrar o homem do Amazonas.

Protagonista de Cachoeira, Begê Muniz, hoje estudante de teatro em São Paulo, afirmou que índios hoje tem imagens de homens brigando por terra. Disse, também, que quando os indígenas falam de outros estados brasileiros dizem: “lá no Brasil”, como se fossem estrangeiros. 

Elogiado por ter feito uma produção direcionada ao público infantil, Daniel Turini disse que seu curta é fruto de muita leitura de fábulas e não escondeu que Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carol, é a influência mais presente: “No inicio, quando alguém fazia comparações, eu negava. Depois eu mesmo vi que tinha influências”, concluiu o diretor adiantando que um longa infantil é seu próximo projeto. 

Um Ovni estranho e obscuro. A definição que A Alegria recebeu este ano na França, quando participou da Quinzena da Realizadores do Festival de Cannes, agrada Felipe Bragança e Marina Meliande. Os diretores afirmaram que “não é um filme feito para adolescentes”. 

Realizado com R$ 750 mil, o filme, que já tem distribuidor no Brasil – Adhemar Oliveira -, entrou na Quinzena de Cannes convidado pelo diretor artístico Frederic Boyer, que assistiu ao trabalho anterior da dupla, A Fuga da Mulher Gorila. “Até os franceses já sentiram um cheiro diferente”, disse o diretor afirmando acreditar que platéias mais jovens vão se entusiasmar com o filme, situado no universo fantástico. 

Sobre a escolha de artistas não profissionais para o elenco, o diretor disse gostar de “misturar os tons. Tainá Medina foi escolhida (protagonista) porque foi a única que acreditou que poderia atravessar uma parede”.  

Programação completa: www.festbrasilia.com.br

Prorrogadas Inscrições do IESB

Estudantes universitários podem inscrever obras audiovisuais até  dia 19 
 
As inscrições ao II Festival IESB de Cinema Universitário foram prorrogadas até a próxima SEXTA, 19 de novembro.

Poderão participar todos os alunos vinculados a universidades, além dos matriculados em cursos livres de audiovisual. A premiação será decidida por comissão de seleção composta por reconhecidos profissionais do audiovisual de Brasília e os prêmios serão concedidos às seguintes categorias: Ficção, Documentário, Animação, ou melhor trabalho realizado com Novas Mídias, Direção e Roteiro. Cada prêmio será contemplado com a quantia de 500 reais, além de um troféu.
 
 
O Festival IESB de Cinema Universitário acontecerá de 6 a 8 de dezembro em Brasília. Os filmes serão exibidos na Sala de Cinema do IESB da Asa Sul, no campus Edson Machado SGAS 613/614 Av. L2 sul. A premiação para convidados e para os filmes selecionados será dia 10 de dezembro.
 
A inscrição para o Festival IESB de Cinema é gratuita. Qualquer estudante universitário que tenha realizado uma obra audiovisual entre 2009 e 2010 (desde que a obra não tenha sido exibida no I Festival IESB de Cinema), poderá inscrevê-la no Festival.
 
Mais informações: www.iesb.br e www.festivaliesbdecinema.blogspot.com