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Inscrições ao primeiro CURTA BRASÍLIA

 
  Festival estreia este ano e deve atrair realizadores de todo o país…

Brasília anuncia selecionados e mais de 600 mil em prêmios

Anunciando que a próxima edição fará uma homenagem especial ao crítico Paulo Emílio Salles Gomes – criador da Semana do Cinema Brasileiro, que deu origem ao Festival -, o Secretário Hamilton Pereira abriu a coletiva marcada para divulgar os selecionados às Mostras Competitivas da 45ª edição do Festival de Cinema de Brasília.

A homenagem contará com lançamento do livro que recupera a trajetória de Paulo Emílio e do próprio Festival, com artigos assinados por nomes como Ismail Xavier, Carlos Augusto Calil, Adilson Mendes, Pablo Gonçalo e depoimentos colhidos entre realizadores como Cacá Diegues, André Klotzel e Sérgio Moriconi.

Os 45 anos do Festival de Brasília também serão celebrados com a publicação de Memória Crítica, com 90 textos críticos que analisam 45 filmes premiados ao longo dos anos no festival – duas críticas diferentes para cada filme. Hamilton Pereira também ressaltou a intenção da Secretaria de Cultura de ampliar cada vez mais o alcance do festival. Taguatinga, Ceilândia, Sobradinho e Gama receberão o festival com exibições simultâneas das mostras competitivas. O Cinema Voador, de José Damata, ficará responsável por exibir cinema brasileiro nas cidades satélites.

Além das publicações, o 45º Festival de Brasília mantém a tradição de oferecer atividades formativas, com oficinas, palestras, seminários e debates dos filmes das mostras competitivas no dia seguinte à sua exibição.

Outra novidade para este ano será a 17ª edição do Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal, o qual, pela primeira vez, terá comissão de seleção, como explicou Marco Túlio de Alencar, coordenador do grupo de trabalho criado para regulamentar o troféu. “Ouvimos todas as associações e entidades organizadas para que a resolução refletisse o desejo da classe cinematográfica”, avisou. Segundo ele, com a chegada do cinema digital, aumentou muito o número de filmes inscritos para a Mostra Brasília e estava ficando difícil ver todo o conjunto. Por isso, optou-se pela criação de uma comissão de seleção, integrada por cinco membros, a quem caberá assistir a todo o material e eleger os selecionados.

A Mostra Brasília será exibida em quatro sessões, no sábado, dia 22, e domingo, dia 23 de setembro, provavelmente às 14h00 e às 16h00, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional. Um júri de três pessoas, incluindo convidados de fora de Brasília (reivindicação da classe), escolherá os vencedores. O Troféu distribuirá R$ 200 mil em prêmios e contemplará, além de Melhor Filme e Melhor Direção, dez categorias técnicas, além do prêmio do Júri Popular.

O longa-metragem A Última Estação, do diretor Márcio Curi, foi escolhido para exibição na noite de abertura. No total, foram inscritos 580 filmes para concorrer às várias categorias do Troféu Candango. Destes, 51 eram longas de ficção; 75 eram documentários; 123 curtas documentários; 296 filmes concorrendo como curtas de ficção; e 35 curtas de animação. Destes, 103 eram filmes produzidos em Brasília. Foram selecionados seis títulos de cada categoria para as Mostras Competitivas.

OS SELECIONADOS

Filmes de longa-metragem ficção:

  1. A memória que me contam, de Lucia Murat, 95min, RJ
  2. Boa sorte, meu amor, de Daniel Aragão, 95min, PE
  3. Eles voltam, de Marcelo Lordello, 100min, PE
  4. Era uma vez eu, Verônica, de Marcelo Gomes, 90min, PE
  5. Esse amor que nos consome, de Allan Ribeiro, 80min, RJ
  6. Noites de Reis, de Vinicius Reis, 93min, RJ

Comissão de seleção: Cibele Amaral -diretora, atriz, roteirista e produtora. José Geraldo Couto -Jornalista, crítico de cinema e tradutor. Márcio Curi – cineasta e produtor de cinema. Pedro Butcher – jornalista e crítico de cinema e editor do site Filme B. Sérgio Borges – cineasta.

Longas-metragens documentários:

  1. Doméstica, de Gabriel Mascaro, 85min, PE
  2. Elena, de Petra Costa, 82min, SP
  3. Kátia, de Karla Holanda, 74min, PI
  4. Olho nu, de Joel Pizzini, 101min, RJ/MT
  5. Otto, de Cao Guimarães, 70min, MG
  6. Um filme para Dirceu, de Ana Johann, 80min, PR

Comissão de seleção: Ana Paula Sousa – jornalista especializada em cultura e crítica de cinema. André Luiz Oliveira – cineasta e músico. Guto Pasko – cineasta e roteirista de cinema e TV. João Jardim – cineasta. Leonardo Sette – cineasta.

Curtas-metragens de Ficção

  • A Mão que afaga, de Gabriela Amaral Almeida, 19min, SP
  • Canção para minha irmã, de Pedro Severien, 18min, PE
  • Eu nunca deveria ter voltado, de Eduardo Morotó, Marcelo Martins Santiago e Renan Brandão, 15min, RJ
  • Menino peixe, de Eva Randolph, 17min, RJ
  • Vereda, de Diego Florentino, 20min, PR
  • Vestido de Laerte, de Claudia Priscilla e Pedro Marques, 13min, SP

Comissão de seleção: Felipe Joffily – cineasta. Fernando Mourão Gutiérrez – diretor de filmes de animação e professor do IESB. Marcya Reis – jornalista, roteirista e documentarista na TV Câmara. Rafael Urban – cineasta, roteirista e produtor. Thomas Larson – chargista e ilustrador e diretor de desenho animado.

Curtas-metragens documentários :

  1. A cidade, de Liliana Sulzbach, 15min, RS
  2. A ditadura da especulação, de Zé furtado, 10min20, DF
  3. A guerra dos gibis, de Thiago Brandimarte Mendonça e Rafael Terpins, 19min30, SP
  4. A onda traz, o vento leva, de Gabriel Mascaro, 24min47, PE
  5. Câmara escura, de Marcelo Pedroso, 25min, PE
  6. Empurrando o dia, de Felipe Chimicatti, Pedro Carvalho e Rafael Bottaro, 25min, MG

Comissão de seleção: Beth Formaggini – documentarista, pesquisadora e produtora audiovisual. Caio Cavechini – jornalista e documentarista. Ciro Inácio Marcondes – crítico e professor de cinema.

Filmes de curtas – ANIMAÇÃO :

  1. Destimação, de Ricardo de Podestá, 13min, GO
  2. Linear, de Amir Admoni, 6min, SP
  3. Mais Valia, de Marco Túlio Ramos Vieira, 4min22, MG
  4. O Gigante, de Luís da Matta Almeida, 10min35, SC
  5. Phantasma, de Alessandro Corrêa, 10min20, SP
  6. Valquíria, de Luiz Henrique Marques, 8min32, MG

Comissão de seleção: Felipe Joffily – cineasta. Fernando Mourão Gutiérrez – diretor de filmes de animação e professor do IESB. Marcya Reis – jornalista, roteirista e documentarista na TV Câmara. Rafael Urban – cineasta, roteirista e produtor. Thomas Larson – chargista e ilustrador e diretor de desenho animado.

O festival concederá aos ganhadores o Troféu Candango e R$ 635.000,00 em dinheiro.

Filme de longa-metragem de ficção:

Melhor filme – R$ 250.000,00
Melhor direção – R$ 20.000,00
Melhor ator – R$ 5.000,00
Melhor atriz – R$ 5.000,00
Melhor ator coadjuvante – R$ 3.000,00
Melhor atriz coadjuvante – R$ 3.000,00
Melhor roteiro – R$ 5.000,00
Melhor fotografia – R$ 5.000,00
Melhor direção de arte – R$ 5.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 5.000,00
Melhor som – R$ 5.000,00
Melhor montagem – R$ 5.000,00

Filme de longa-metragem documentário:

Melhor filme de longa-metragem de documentário – R$100.000,00
Melhor direção – R$ 20.000,00
Melhor fotografia – R$ 5.000,00
Melhor direção de arte – R$ 5.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 5.000,00
Melhor som – R$ 5.000,00
Melhor montagem – R$ 5.000,00

Filme de curta-metragem de ficção:

Melhor filme – R$ 20.000,00
Melhor direção – R$ 5.000,00
Melhor ator – R$ 3.000,00
Melhor atriz – R$ 3.000,00
Melhor roteiro – R$ 3.000,00
Melhor fotografia – R$ 3.000,00
Melhor direção de arte – R$ 3.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 3.000,00
Melhor som – R$ 3.000,00
Melhor montagem – R$ 3.000,00

Filme de curta-metragem de documentário:

Melhor documentário de curta metragem – R$ 20.000,00
Melhor direção – R$ 5.000,00
Melhor fotografia – R$ 3.000,00
Melhor direção de arte – R$ 3.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 3.000,00
Melhor som – R$ 3.000,00
Melhor montagem – R$ 3.000,00

Filme de curta-metragem de animação:

Melhor filme de curta metragem de animação – R$ 20.000,00

Premiação do Júri Popular: total de R$ 65.000,00:

Melhor filme de longa-metragem de ficção- R$ 20.000,00
Melhor filme de longa-metragem documentário – R$ 15.000,00
Melhor filme de curta-metragem de ficção – R$ 10.000,00
Melhor filme de curta-metragem de documentário – R$ 10.000,00
Melhor filme de curta-metragem de animação – R$ 10.000,00

Os Selecionados do BIFF, que acontece em julho

Durante dez dias, Brasília vai receber alguns dos mais comentados filmes do circuito cinematográfico internacional. O BIFF – Brasilia International Film Festival realiza sua primeira edição, entre 13 e 22 de julho, oferecendo Mostra Competitiva com 12 títulos e importantes mostras paralelas.

Anna Karina vai estar presente e ganha mostra especial…

A cidade irá acolher diretores de países como Macedônia, Albânia, Chile, EUA, Emirados Árabes e Inglaterra, e ainda contar com a presença da atriz e cantora Anna Karina, a mais emblemática do cinema francês da década de 1960, protagonista de diversos filmes da Nouvelle Vague, que fará o show de abertura na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.

O I BIFF irá acontecer no Teatro Nacional Cláudio Santoro – Salas Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno – e nas quatro salas do circuito do Cine Cultura Liberty Mall. Terá Mostra Competitiva, com prêmios de US$ 10 mil por categoria, a Retrospectiva Anna Karina (com a exibição de seis títulos protagonizados pela musa de diretores como Jean-Luc Godard) e mostras como Cara Latina, Panorama África, Independente Americano e Panorama Europa, que exibirão produções inéditas no circuito comercial brasileiro.

Cara Latina será especialmente dedicada à produção de mulheres, dando relevo à presença feminina na política dos países da América Latina. Panorama África  objetiva aumentar o contato com a produção audiovisual do continente africano. Panorama Europa oferece oportunidade de entrada do novo cinema europeu no mercado cinematográfico brasileiro. E Independente Americano pretende dar visibilidade a realizadores que têm renovado a linguagem, com uma grande diversidade de expressão audiovisual.

As mostras serão acompanhadas de debates importantes, como o que trará a Brasília o norte-americano Andrew Houchens, coordenador de projetos especiais da IFP – Independent Filmmaker Project, notável fundação de apoio à realização de filmes independentes nos Estados Unidos. A programação ainda terá palestras e encontros com realizadores. 

FILMES DA MOSTRA COMPETITIVA

UNA NOCHE – USA/CUBA/INGLATERRA, 2012, 90 min
Direção: Lucy Mulloy
Com: Dariel Arrechaga, Anailín de la Rúa de la Torre, Javier Núñez Florián
PREMIADO NO FESTIVAL DE BERLIM EM 2012 E PRÊMIOS DE MELHOR DIREÇÃO, ATOR E CINEMATOGRAFIA NO TRIBECA FILM FESTIVAL.

A MULHER QUE ESCOVOU SUAS LÁGRIMAS – The Woman who brushed off her tears – MACEDONIA/BELGICA/ALEMANHA/ESLOVÊNIA, 2012, 103 min
Direção: Teona Miteveska
Com: Victoria Abril, Labina Mitevska, Jean Marie Galey

HABIBI – EMIRADOS ÁRABES/PALESTINA/HOLANDA/USA, 2011, 78 min
Direção : Susan Youssef
Com: Kais Nashif, Sami Said, Yosef Abu Wardeh, Najwa Mubarki, Maisa Abd Elhadi, Firas Nour
Primeira ficção filmada em Gaza em 15 anos. Uma história de amor proibido. .
PRÊMIO DE MELHOR FILME, MELHOR ATRIZ E MELHOR EDIÇÃO NO FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE DUBAI E O CÂMERA NOVO, DO FESTIVAL CINEMA NOVO DE BRUGGE.

THE LONELIEST PLANET – USA/ALEMANHA, 2011, 113 min
Direção: Julia Loktev
Com: Gael Garcia Bernal, Hani Furstenberg, Bidzina Gujabidze
GRANDE PRÊMIO DO JURI DO AFI FEST, DE LOS ANGELES, GOLDEN TULIP DO FESTIVAL DE ISTAMBUL E O GOLDEN LADY DO LAS PALMAS DE GRAN CANARIA INTERNATIONAL FILM FESTIVAL.

BEL AMI – O SEDUTOR – BEL AMI – FRANÇA/CALIFORNIA, 2012, 102 min
Direção: Declan Donnelan e Nick Ormerod
Com Robert Pattinson, Uma Thurman, Kristin Scott Thomas, Christina Ricci
Bel Ami é um filme de 2012, estrelado por Robert Pattinson e Uma Thurman, com roteiro baseado em livro homônimo, escrito por Guy de Maupassant em 1885. 

ANISTIA – Amnesty – ALBÂNIA/GRÉCIA, 2011, 83 min
Direção: Bujar Alimani
PRÊMIO NO BERLINALE FORUM 2011 E PRÊMIO ESPECIAL DO JURI – FIPRESCI AWARD.

AUSÊNCIA – Without – USA, 2012, 87 min
Direção: Mark Jackson
Com: Joslyn Jensen, Ron Carrier
Numa remota e arborizada ilha do Pacífico, uma jovem mulher tornar-se cuidadora de um homem em estado vegetativo. 
VENCEDOR DO FILM INDEPENDENT SPIRIT AWARDS 2012, PRÊMIO DE MELHOR DIRETOR NO FESTIVAL THESSALONIKI E MELHOR ATRIZ EM MAR DEL PLATA.

REPORTED MISSING – ALEMANHA, 2012, 86 min
Direção: Jan Speckenbach
Com: André M. Hennicke, Luzie Ahrens, Sylvana Krappatsch, Jenny Schily
Martha, uma adolescente de 14 anos, desaparece de um dia para o outro. GRANDE PRÊMIO NEW TALENT COPENHAGEN INTERNATIONAL FILM FESTIVAL.

AVALON – SUÉCIA, 2012, 76 min
Direção: Axel Petersén
Com: Johannes Brost, Peter Carlberg, Léonore Ekstrand
Os anos 80 não acabaram para Janne. VENCEDOR DO FIPRESCI PRIZE FOR BEST FIRST FEATURE IN TORONTO. 

O ANO DO TIGRE – CHILE, 2011, 82 min
Direção: Sebástian Lelio
Com: Luis Dubó, Sergio Hernández
O devastador terremoto do Chile, de 27 de fevereiro de 2011, inadvertidamente converte Manuel de prisioneiro em fugitivo. PRÊMIO DO JURI DO FESTIVAL DE LOCARNO 2011

HOJE – Tey – FRANÇA/SENEGAL, 2012, 86 min
Direção: Alain Gomis
Com: Saül Williams, Aïsa Maïga, Djolof M’bengue, Anisia Uzeyman
Hoje é o último dia de sua vida. Ele sabe que isso é verdade mesmo que ele seja forte e saudável.

KAWBOY – HOLANDA, 2012, 81 min
Direção: Boudewijn Koole
Com: Rick Lens, Loek Peters, Susan Radder, Ricky Koole
MELHOR FILME DA MOSTRA GENERATION, DE BERLIM, 2012; PRIX DE LA VILLE DE SAINT-QUENTIN NO CINEJEUNE, APRIL 2012, E ‘UNICEF AWARD’ NO BAFICI, BUENOS AIRES INTERNATIONAL FILM FESTIVAL, APRIL 2012.

HOMENAGEM À ANNA KARINA 

A mostra Retrospectiva Anna Karina irá exibir seis títulos dentre os mais importantes da carreira da estrela. A dinamarquesa Hanne Karin Bayer virou Anna Karina por sugestão da célebre estilista francesa Coco Chanel. Na época, era recém-chegada de Copenhagen, de onde fugira ainda adolescente, pedindo carona na estrada, por conta de conflitos com os pais. Ao conhecer Coco, quando era modelo da revista “Elle”, ela lhe previu um grande futuro. O prognóstico estava certo, mas não foi como modelo que Anna Karina alcançaria a fama.

Além de se tornar a grande musa de Jean-Luc Godard, foi – apesar de Jeanne Moreau, Jean Seberg e Brigitte Bardot – a atriz mais luminosa e emblemática do cinema francês dos anos 60.

Foi vendo Anna Karina num comercial de sabonete que Godard se interessou por ela. Ficaram casados durante sete anos, fizeram sete longas-metragens e o único episódio realmente memorável de “A Mais Velha Profissão do Mundo”. Uma parceria fecunda que rendeu obras-primas como “Viver a Vida”, “Pierrot, le Fou” e “Alphaville”, além dos adoráveis “Uma Mulher é uma Mulher”, “O Pequeno Soldado”, “Band à Part” e “Made in USA”. Foi, sem dúvida, a melhor e mais inspirada fase da obra godardiana. Poucas dobradinhas atriz-diretor deram origem a tantos e grandes filmes.

Também foi a melhor fase da extensa filmografia de Anna Karina, que, por sinal, trabalhou com outros grandes diretores – como Luchino Visconti (“O Estrangeiro”), Jacques Rivette (“A Religiosa”), George Cukor (“Justine”), Valério Zurlini (“Mulheres no Front”), Rainer Werner Fassbinder (“Roleta Chinesa”). E, claro, Serge Gainsbourg, que a dirigiu no musical “Anna” e a elegeu como uma das intérpretes favoritas de suas lânguidas canções, ao lado da mulher Jane Birkin e Brigitte Bardot.

Antes de atuar e de ser modelo, Anna Karina já gostava de cantar. Seus dotes vocais foram bem aproveitados por Godard em “Uma Mulher é Uma Mulher”, uma homenagem aos musicais hollywoodianos, e no cultuado “Pierrot, le Fou”. Na pouco vista comédia musical “Anna”, em papel feito sob medida para a cantriz, interpretou repertório de Gainsbourg. A partir deste milênio, a música passou a ocupar espaço em sua vida profissional. Foi a partir do ano 2000 que lançou seus três únicos álbuns solo: “Une Histoire d´Amour”, “Chansons de Films” e “Vilain Petit Canard”.

Abertas inscrições ao Festival de Brasília

 Setembro é o mês do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Segundo o Secretário de Cultura do DF, Hamilton Pereira, o festival manterá as mudanças realizadas em 2011, como o fim do critério do ineditismo, a incorporação do formato digital na mostra competitiva, a descentralização das exibições e a elevação do valor do prêmio. E serão feitas mais alterações: criação de uma mostra competitiva específica para o gênero do documentário – em longa e curta-metragem –, inclusão da cidade do Gama no projeto Festival nas Satélites, transferência das exibições para as salas Villa-Lobos e Martins Penna do Teatro Nacional, e mudança no perfil da Mostra Brasília, que agora ficará sob a responsabilidade da Câmara Legislativa.

Já o coordenador do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Sérgio Fidalgo, destaca que, com a inclusão da categoria de documentário, espera-se um volume maior de inscrições, portanto, as comissões de seleção trabalharão dez dias e não cinco, como em 2011. Serão cinco integrantes na comissão de curtas e longas de documentário, e cinco para curtas e longas de ficção.

Sérgio Fidalgo e Cibele Amaral, assessora de cinema da Secretaria de Cultura do GDF, também avisaram que pretendem marcar a 45ª como uma edição festiva. Para tanto, já anunciam o lançamento do catálogo Brasília 5.2 – Cinema e Memória, que vem sendo escrito pela pesquisadora Berê Bahia e inclui 12 mostras que irão circular pelo DF, de junho a setembro. E a realização de uma oficina de roteiro para séries televisivas contando com a presença dos escritores Marçal Aquino e Adriana Falcão.

PROGRAMAÇÃO GERAL

Mostras competitivas de filmes de longa-metragem de ficção e de documentário, filmes de curta-metragem de ficção, de documentário e de animação, além de mostras paralelas, tais como Mostra Brasília, Mostra Panorama Brasil, Festivalzinho e, ainda encontros, debates, seminários, oficinas, Cinema Voador, Festival nas cidades do Distrito Federal, lançamentos de catálogos, livros e DVDs e solenidades de abertura e de premiação.

Debate sobre séries de TV, com Marçal Aquino (Força Tarefa); Adriana Falcão (Louco por elas) e Túlio Gonçalo – crítico, roteirista, cineasta e professor no IESB (Mediador).

Debate com as equipes dos filmes concorrentes.

Seminário sobre a Crítica Cinematográfica.

Oficina de Interpretação para Câmera – com o ator libanês Mounir Maasri – para atores profissionais

Oficina Interpretação para iniciantes  – com Mallu Moraes

PRÊMIOS

Troféu Candango e prêmios em dinheiro: R$ 635.000,00

Filme de longa-metragem de ficção:

Melhor filme – R$ 250.000,00
Melhor direção – R$ 20.000,00
Melhor ator – R$ 5.000,00
Melhor atriz – R$ 5.000,00
Melhor ator coadjuvante – R$ 3.000,00
Melhor atriz coadjuvante – R$ 3.000,00
Melhor roteiro – R$ 5.000,00
Melhor fotografia – R$ 5.000,00
Melhor direção de arte – R$ 5.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 5.000,00
Melhor som – R$ 5.000,00
Melhor montagem – R$ 5.000,00

Filme de longa-metragem documentário:

Melhor filme de longa-metragem de documentário – R$100.000,00
Melhor direção – R$ 20.000,00
Melhor fotografia – R$ 5.000,00
Melhor direção de arte – R$ 5.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 5.000,00
Melhor som – R$ 5.000,00
Melhor montagem – R$ 5.000,00

Filme de curta-metragem de ficção:

Melhor filme – R$ 20.000,00
Melhor direção – R$ 5.000,00
Melhor ator – R$ 3.000,00
Melhor atriz – R$ 3.000,00
Melhor roteiro – R$ 3.000,00
Melhor fotografia – R$ 3.000,00
Melhor direção de arte – R$ 3.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 3.000,00
Melhor som – R$ 3.000,00
Melhor montagem – R$ 3.000,00

Filme de curta-metragem de documentário:

Melhor documentário de curta-metragem – R$ 20.000,00
Melhor direção – R$ 5.000,00
Melhor fotografia – R$ 3.000,00
Melhor direção de arte – R$ 3.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 3.000,00
Melhor som – R$ 3.000,00
Melhor montagem – R$ 3.000,00

Filme de curta metragem de Animação:

Melhor filme de curta-metragem de animação – R$ 20.000,00

Prêmio do Júri Popular: total R$ 65.000,00

Melhor filme de longa-metragem de ficção – R$ 20.000,00
Melhor filme de longa-metragem documentário – R$ 15.000,00
Melhor filme de curta-metragem de ficção – R$ 10.000,00
Melhor filme de curta-metragem de documentário – R$ 10.000,00
Melhor filme de curta-metragem de Animação – R$ 10.000,00

O Festival de Brasília acontecerá de 17 a 24 de setembro, e as inscrições podem ser feitas até 30 de junho. www.festbrasilia.com.br

Ritual indígena na tela de Brasília

Filme provoca risos e ovação em Brasília

 

A primeira noite competitiva do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, ocorrida ontem, fez o público embarcar numa viagem antropológica ao Alto Xingu, no Mato Grosso.
 
 

Já exibido no Festival de Gramado, em agosto, o documentário As Hiper Mulheres acompanha um ritual chamado de Jamurikumalu, praticado pelas mulheres da tribo Kuikuro. Na ocasião, elas promovem uma grande festa para levar uma velha índia a cantar pela última vez antes da morte, mas enfrentam problemas já que a única conhecedora dos cantos antigos encontra-se doente.

Criado pelo trio Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro — este último integrante da própria comunidade –, o filme provocou risos na plateia nos momentos em que expunha a intimidade das mulheres. Nos intervalos das cantorias do ritual, à noite, elas “caçam” homens em busca de sexo.

  Divulgação  
Cena do documentário "As Hiper-Mulheres", de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro
As Hiper-Mulheres, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro

“De fato há uma enorme liberdade sexual na aldeia, mas o que a gente está mostrando é o dia a dia mesmo desse universo. Nosso principal problema era saber não pesar a mão nesse aspecto e descobrir como gerar empatia sem perder a textura da música, que era o que importava”, afirmou Fausto em um debate realizado hoje pela manhã.

Para ele, o desafio do documentário foi fugir do mero registro etnográfico. “Queríamos fazer um filme que conseguisse pegar o dilema das músicas que estavam se perdendo”.

Todo falado no dialeto da tribo, o longa foi apresentado com legendas que utilizam gírias do português atual para demonstrar a espontaneidade nas conversas entre os índios, o que reforçava o lado cômico de algumas situações apresentadas. Ao final da projeção, o filme recebeu aplausos demorados do público.

CURTAS

A noite contou ainda com a exibição dos curtas Ser Tão Cinzento (BA), de Henrique Dantas, que revisita o curta “Manhã Cinzenta”, de Olney São Paulo, produzido durante a diratura militar brasileira, e A Fábrica (PR), uma ficção de Aly Muritiba sobre o périplo de um presidiário para dar os parabéns à filha no dia de seu aniversário.

Este ano, o Festival de Brasília criou uma competição exclusiva para os curtas de animação. Na primeira noite, foram exibidos “Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo” (RS), de Rodrigo John, e “Bomtempo” (MG), de Alexandre Dubiela.

* AMANDA QUEIRÓS
Enviada especial da Folha a Brasília

Começa Festival de Brasília

Com o fim  exigência de ineditismo em longas-metragens, foi aberta a 44ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com a tradicional noite de abertura na Sala Villa-Lobos/Teatro Nacional Cláudio Santoro.

A apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional foi seguida da exibição do novo Doc de Vladimir Carvalho – Rock Brasília – Era de Ouro -, premiado como Melhor Documentário na 3ª edição do Festival de Cinema de Paulínia, em julho passado.

Rock Brasília – Era de Ouro narra a história de grupos musicais ancorados na capital federal, os quais, após vencer desafios e obstáculos, vêem  seu sonho tornado realidade: a consagração e o sucesso de suas bandas de rock,  sonho que segue de perto a grande utopia que foi a própria construção de Brasília e da transferência da Capital Federal para o Planalto Central.

Entre esses, os PARALAMAS do SUCESSO, Legião Urbana e Capital Inicial

ROCK BRASÍLIA concorre ao Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Os longas da competição em Brasília são:

As Hiper Mulheres (RJ/PE), de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro.

Trabalhar Cansa (SP), de Juliana Rojas e Marco Dutra.

Hoje (SP), de Tata Amaral.

O Homem Que Não Dormia (BA), de Edgard Navarro.

Meu País (SP), de André Ristum.

Vou Rifar Meu Coração (RJ), de Ana Rieper.

 

Selecionados ao Festival de Brasília

O Festival de Brasília este ano vai acontecer de 26 de setembro a 3 de outubro, tendo na disputa 6 longas-metragens, 12 curtas-metragens e 12 curtas de animação. Ao todo, 624 filmes foram inscritos. Confira os selecionados:

Mostra competitiva de longas-metragens“As hiper mulheres”, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro (Rio de Janeiro/Pernambuco)

“Hoje”, de Tata Amaral (São Paulo)

“Meu país”, de André Ristum (São Paulo)

“O homem que não dormia”, de Edgard Navarro (Bahia)

“Trabalhar cansa”, de Juliana Rojas e Marco Dutra (São Paulo)

“Vou rifar meu coração”, de Ana Rieper (Rio de Janeiro)

Mostra competitiva de curtas-metragens:“A casa da vó Neyde”, de Caio Cavechini (São Paulo)

“A Fábrica”, de Aly Muritiba (Paraná)

“De lá pra cá”, de Frederico Pinto (Rio Grande do Sul)

“Elogio da Graça”, de Joel Pizzini (Rio Janeiro)

“Imperfeito”, de Gui Campos (Distrito Federal)

“L”, de Thais Fujinaga (São Paulo)

“Ovos de dinossauro na sala de estar”, de Rafael Urban (Paraná)

“Premonição”, de Pedro Abib (Bahia)

“Ser tão cinzento”, de Henrique Dantas (Bahia)

“Sobre o menino do Rio”, de Felipe Joffily (Rio Janeiro)

“Três vezes por semana”, de Cris Reque (Rio Grande do Sul)

“Um pouco de dois”, de Danielle Araújo e Jackeline Salomão (Distrito Federal)

Mostra competitiva de curtas de animação:“2004”, de Edgard Paiva (Minas Gerais)

“A mala”, de Fabiannie Bergh (Pará)

“Bomtempo”, de Alexandre Dubiela (Minas Gerais)

“Cafeka”, de Natália Cristine (Rio Grande do Sul)

“Céu, inferno e outras partes do corpo”, de Rodrigo John (Rio Grande do Sul)

“Ciclo”, de Lucas Marques Sampaio (Distrito Federal)

“Media training”, de Eloar Guazzelli e Rodrigo Silveira (São Paulo)

“Menina da chuva”, de Rosaria (Rio de Janeiro)

“Moby Dick”, de Alessandro Corrêa (São Paulo)

“Quindins”, de David Mussel e Giuliana Danza (Minas Gerais)

“Rái sossaith”, de Thomate (São Paulo)

“Sambatown”, de Cadu Macedo (São Paulo)

Relação Cinema x TV e FestBrasília

O Canal Brasil — Espaço do Cinema Brasileiro (66, na grade da Net) —  premiou o curta “A Mula Teimosa e o Controle Remoto” com trofeu (de belo design) e R$15 mil.

A premiação de outra produção ligada a um canal de TV, “Amor?”, de João Jardim, mostra que prêmios atribuidos em festivais abrem cada vez mais vitrines televisivas para filmes brasileiros.

“Amor?” foi produzido pelo Canal GNT, com apoio da Avon. Por ter sido o filme escolhido como “o melhor” pelo público do Festival de Brasília, fez jus a prêmio aquisição no valor de R$30 mil, oferecido pela TV Brasil.

No caso do curta, não há nenhum impedimento de que ele seja exibido no Canal Brasil. A equipe que organiza o prêmio checou tudo direitinho (na fase em que os filmes se habilitam a concorrer). Já o caso de “Amor?” deve ser ainda avaliado, pois o JÚRI POPULAR avalia todos os seis longas concorrentes (não houve, nem poderia haver, nenhum questionamento prévio).

 

João dirigiu “Janela da Alma” (com Walter Carvalho), Pro Dia Nascer Feliz, e Lixo Extraordinário (com duas parceiras). Este filme é um dos 25 títulos habilitados ao Oscar de melhor documentário de longa-metragem.

* Comentário de Maria do Rosário Caetano

Céu Mineiro Ganha Brasília

 

O Céu sobre os Ombros é o Grande Vencedor do Festival de Brasília

Filme de Sérgio Borges foi escolhido como o MELHOR pelo júri oficial do 43º Festival de Brasília.

A produção embaralha ficção e documentário ao acompanhar a vida de três pessoas em Belo Horizonte.

O longa recebeu também o prêmio especial do júri, destinado aos personagens/atores, e os troféus de melhor diretor, roteiro e montagem.

Pelo júri popular, o escolhido foi o filme Amor?, dirigido por João Jardim.

Outros destaques foram os filmes “Os Residentes” (quatro Candangos) e “Transeunte” (três Candangos) e “A Alegria” (dois Candangos).

  Divulgação  
Cena do filme "O Céu sobre os Ombros"
Cena de O Céu sobre os Ombros, de Sérgio Borges: Melhor Filme do Festival de Brasília

Lista completa de Vencedores:

PRÊMIOS OFICIAIS – TROFÉU CANDANGO

Longa-metragem em 35mm

Melhor filme (júri oficial) – R$ 80.000,00: “O Céu sobre os Ombros”, de Sérgio Borges

Prêmio Especial do Júri – R$ 30.000,00: Aos personagens/atores do filme “O Céu sobre os Ombros”

Melhor direção – R$ 20.000,00: Sérgio Borges, por “O Céu sobre os Ombros”

Melhor ator – R$ 10.000,00: Fernando Bezerra, de “Transeunte”

Melhor atriz – R$ 10.000,00: Melissa Dullius , de “Os Residentes”

Melhor ator coadjuvante – R$ 5.000,00: Rikle Miranda , de “A Alegria”

Melhor atriz coadjuvante – R$ 5.000,00: Simone Sales De Alcântara, de “Os Residentes”

Melhor roteiro – R$ 10.000,00: Manuela Dias e Sérgio Borges por “O Céu sobre os Ombros”

Melhor fotografia – R$ 10.000,00: Aluizio Raulino, por “Os Residentes”

Melhor direção de arte – R$ 10.000,00: Gustavo Bragança, de “A Alegria”

Melhor trilha sonora – R$ 10.000,00: Andre Wakko, Juan Rojo, David Lanskylansky e Vanessa Michellis por “Os Residentes”

Melhor som – R$ 10.000,00 e ainda Prêmio Dolby: consiste na licença para usar o sistema de som dolby (equivalente a quatro mil dólares): Som Direto, Edicão de Som e Mixagem de “Transeunte”

Melhor montagem – R$ 10.000,00: Ricardo Pretti, de “O Céu sobre os Ombros”

Curta ou média-metragem em 35mm

Melhor filme (júri oficial) – R$ 20.000,00: “Acercadacana”, de Felipe Peres Calheiros

Premio especial do júri: “Braxília”, de Danyella Proença

Melhor direção – R$ 10.000,00: Gabriel Martins e Maurilio Martins, de “Contagem”

Melhor ator – R$ 5.000,00: Vinny Azar e Ícaro Teixeira, por “A Mula Teimosa e o Controle Remoto”

Melhor atriz – R$ 5.000,00: Dira Paes, de “Matinta”

Melhor roteiro – R$ 5.000,00: Danyella Proença, de “Braxília”

Melhor fotografia – R$ 5.000,00: Yuri Cesar, de “Cachoeira”

Melhor direção de arte – R$ 5.000,00: Maíra Mesquita, de “Fábula das Três Avôs”

Melhor trilha sonora – R$ 5.000,00: Puriki e índios do alto rio negro, de “Cachoeira”

Melhor som – R$ 5.000,00: Som Direto, Edicão de Som e Mixagem de “Matinta”

Melhor montagem – R$ 5.000,00: Paulo Sano de “Acercadacana”

Curta-Metragem Digital

Melhor Filme (Júri Oficial) – R$ 15.000,00: “Traz Outro Amigo Também” de Frederico Cabral

Melhor Direção R$ 10.000,00: Pablo Lobato, pelo filme “Queda”

Melhor Ator – R$ 5.000,00: Emanuel Aragão, por “Só Mais um Filme de Amor”

Melhor atriz – R$ 5.000,00: Ketellen Coutinho, por “Tempo de Criança”

Melhor Roteiro – R$ 5.000,00: Samir Machado de Machado, por “Traz Outro Amigo Também”

Melhor Fotografia – R$ 5.000,00: Carol Matias e Elias Guerra, por “Entrevãos”

Melhor Direção De Arte – R$ 5.000,00: Daniel Banda, por “O Filho do Vizinho”

Melhor Trilha Sonora – R$ 5.000,00: Lucas Marcier, por “Tempo de Criança”

Melhor Som – R$ 5.000,00: O Grivo, por “Queda”

Melhor Montagem – R$ 5.000,00: Alberto Feoli, por “Traz Outro Amigo Também”

PRÊMIO JÚRI POPULAR

Melhor longa-metragem em 35mm R$ 30.000,00 e ainda Prêmio exibição TV Brasil – R$ 30 mil ao melhor longa-metragem e o título premiado integrará a programação da emissora: “Amor?”, de João Jardim

Melhor curta-metragem em 35mm R$ 20.000,00 e ainda Prêmio Megacolor/ Estudios Mega – R$ 8.000,00 em serviços do Estudios Mega e R$10.000,00 em serviços do Megacolor: “Braxília”, de Danyella Proença

OUTROS PRÊMIOS

CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL

Melhor longa em 35mm classificado em 1º lugar – R$ 75.000,00 e ainda Prêmio Quanta – R$ 10.000,00 em equipamentos de iluminação e maquinaria: “O Mar de Mário”, de Reginaldo Gontijo e Luiz F. Suffiati

Melhor longa em 35mm classificado em 2º lugar – R$ 35.000,00: SEM CONCORRENTE

Melhor média ou curta em 35mm classificado em 1º lugar – R$ 20.000,00 e ainda Prêmio Quanta – R$ 8.000,00 em equipamentos de iluminação e maquinaria: “Profana Via Sacra”, de Alisson Sbrana

Melhor média ou curta em 35mm classificado em 2º lugar – R$ 10.000,00: “Ratão”, de Santiago Dellape

Melhor filme Digital R$ 10.000,00 e ainda Prêmio Quanta – R$ 4.000,00 em equipamentos de iluminação e maquinaria: “A Menor Distância Entre Dois Pontos”, de Breno Nina e Elias Guerra

AQUISIÇÃO CANAL BRASIL

Cessão de um Prêmio de Aquisição, no valor de R$ 15.000,00, ao Melhor Curta 35mm selecionado pelo júri Canal Brasil: “A Mula Teimosa e o Controle Remoto”, de Hélio Villela Nunes

PRÊMIO DA CRÍTICA – TROFÉU CANDANGO

Melhor longa 35mm: “Transeunte”, de Eryk Rocha

Melhor curta em 35mm: “A Mula Teimosa e o Controle Remoto”, de Hélio Villela Nunes

PRÊMIO CONTERRÂNEOS

Melhor Documentário do Festival: “Zé[s]”, de Piu Gomes

PRÊMIO ABCV/ESTÚDIOSMEGA E MEGACOLOR

Melhor curta em 35mm: “Ratão”, de Santiago Dellape

PRÊMIO ABCV DF 2010

Argemiro Gomes de Andrade Jr.

PRÊMIO VAGALUME

Melhor Longa 35mm: “Amor?”, de João Jardim

Melhor Curta 35mm: “Café Aurora”, de Pablo Pólo

PRÊMIO SARUÊ

O elenco de “O Céu sobre os Ombros”: Everlyn Barbin, Lwei Bakongo e Murari Krishna

MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES – TROFÉU CANDANGO

Filme que melhor utilizar material de pesquisa cinematográfica brasileira: “De Bem com a Vida – Carlos Elias e o Samba em Brasília”, de Leandro Borges

Filme de João Jardim Impressiona Brasília

Amor ? enfoca relacionamento marcado pela violência física, e recebe aplausos

 

Paixão de trapo e farrapo, que funciona a tapas e beijos? É mais ou menos o mote central de Amor?, de João Jardim, mix de ficção e documentário muito aplaudido pelo público do Cine Brasília. O diretor parte de uma pesquisa com pessoas que viveram relacionamentos marcados pela violência física e, a partir desses casos reais, faz atores e atrizes interpretarem as histórias. O modus operandi dialoga com o já clássico documentário de Eduardo Coutinho, jogo de cena, no qual atrizes interpretam relatos reais. ´Com a diferença de que o filme do Coutinho joga com a ambiguidade entre realidade e encenação, ao passo que no meu é dito que tudo é encenação, logo de início`, diz o diretor.


Foto: Heloisa Passos/Divulgação
 

Amor? tem momentos fortes, em especial graças à atuação de intérpretes como Angelo Antonio, Júlia Lemmertz, Silvia Lourenço e outros, que emprestam credibilidade e dramaticidade às falas. É um filme da fala. E do rosto do ator como tela das emoções. E no que consistem esses depoimentos? Em histórias nas quais as notas do amor e do desejo se entrelaçam com as da violência física.

Ao todo, são oito relatos, sete heterossexuais, apenas um relembrando a turbulenta relação entre duas mulheres. Esse caso de amor lésbico, com todas as suas complicações, paixões e preconceitos envolvidos, é um dos que atingem maior grau de densidade emocional em todo o conjunto de histórias. Silvia Lourenço e Fabíula Nascimento interpretam o casal.

Amor ? foi bem aplaudido no final, palmas que continuaram durante os créditos, quando são apresentados os intérpretes, muitos deles rostos conhecidos da televisão como Du Moscovis, Lilia Cabral e Mariana Lima.

Curtas

Os curtas da noite também foram bons, em especial A mula teimosa e o controle remoto, de Hélio Vilela Nunes (SP), história infantil deliciosa sobre a convivência de dois meninos, um da cidade outro do campo. Um tem problemas com a mula que empaca, o outro, o filho do patrão, traz como brinquedo uma maravilha tecnológica, um aviãozinho acionado por controle remoto. O encanto está na maneira como as duas realidades dialogam.

Café Aurora, de Pablo Polo (PE), investe num visual sofisticado para dar conta de um entrecruzamento de experiências Um garçom se encanta pelo mundo das esculturas, enquanto a artista plástica saboreia o ótimo café feito pelo garçom Refinado.

Os nomes dos contemplados saberemos hoje à noite quando forem distribuídos os Candangos, os troféus do Festival de Brasília, depois da exibição hors concours de Os deuses e os mortos, de Ruy Guerra, em cópia restaurada.

* Informações do Diário de Pernambuco