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Cinema poético de Zeca Ferreira faz bonito no Festival de Jeri …

AURORA DE CINEMA direto do Festival de Jericoacoara

O dia em Jeri é sempre muito quente. Não há como resistir a uma boa caída n’água nestas escaldantes terras cearenses, sobretudo nestes dias nos quais se fala muito em cinema, as ideias borbulham, novos laços se formam e até em abduções já se fala com frequência (em breve, você saberá mais sobre isso por aqui…)

Assim, o dia foi de debate e calor intenso para alguns, e de muito sol, pedra furada e paraísos de lagoas para outros. Uns terceiros, como este Aurora de Cinema, dedicaram suas preciosas horas a postar aqui pra você, leitor amigo, notícias sobre o correr das horas por esta Jeri de dunas, praia mansa, ideias festeiras e planos ‘aventureiros’…

E a noite foi de filmes, sendo a mostra competitiva de curtas precedida pela homenagem à produtora Zita Carvalhosa, idealizadora da organização Kinoforum e da Mostra Internacional de Curtas de São Paulo.

Na tela, a noite foi de cenas e imagens bem melhores que as da noite anterior, começando com o curta pernambucano Poeta Urbano, que teve boa aceitação da plateia. Mas a exibição de ALDEIA, o novo filme do cineasta carioca Zeca Ferreira, criador do belo e premiadíssimo Áurea, era visivelmente esperada pela turma que faz das imagens seu café matinal diário, e essa energia pareceu contagiar toda a audiência do território Jeri Cinema Digital.

Aldeia

A primeira ficção de Zeca Ferreira foi recebida com um respeitoso silêncio e uma atenção evidente. Na tela, o roteiro de Zeca é anunciado em obra que traz as assinaturas importantes de Pedro Urano na fotografia e Lulu Corrêa na edição, o que por si só já indica garantia de um trabalho meticulosamente preparado, não fora ademais Zeca um colega de extrema sensibilidade, coerência e atenção à eloquência das imagens, aos detalhes de ambientação cênica e ao poder de uma boa trilha.

O ALDEIA de Zeca Ferreira, cuja primeira exibição pública foi justamente aqui neste III Festival de Cinema de Jericoacoara – onde ele foi premiado em 2010 com Áurea -, promete esr mais um dos curtas brasileiros que terá vida longa, bela carreira e percurso extenso em festivais pelo país e no exterior.

O filme é uma realização da CAFU Filmes com produção do próprio Zeca e Antônio Ferreira, Julio Carvana e mais alguém, cujo nome – perdão – me escapa agora.

Rodado numa pequena e aconchegante cidadezinha do interior de Minas, ALDEIA é cinema falando em forma de poesia, ou poesia traduzindo-se em forma de imagens. E que belas imagens, planos encharcados de emoção, tudo na medida certa, nem um tom a mais, nem um acorde a menos. Zeca convidou para o elenco o escritor e compositor Nick Zarvos, o realizador Valério Fonseca, e os estreantes Lucas Cavalcanti e Maynara Rezende, contando com duas amigas na assistência de direção, mas cujos nomes agora me escapam – não tenho o DVD nem a ficha técnica do filme comigo, por isso estas linhas ficam devendo um olhar mais acurado ao filme deste querido amigo, cujo maior sinal de competência e destreza é saber comunicar em ideias, palavras, sons e beleza o sensório que lhe vai n’alma. E como é delicado este ALDEIA de Zeca Ferreira. Que belos planos para construir uma história tão singela e, ao mesmo tempo, tão tocante e comum a tantos, daí porque os olhos não desgrudam da tela, o filme acaba e a gente fica com a sensação de que é fácil fazer cinema.

É como dizia Gene Kelly, ‘difícil é fazer parecer que é fácil…”

Zeca Ferreira consegue isso com maestria e planta no espectador a firme impressão de que ele faz cinema como quem bebe água.

Festival de Jericoacoara tem boas projeções e cinema entre dunas

AURORA DE CINEMA direto do festival de JERICOACOARA

Acontece na internacional praia de Jericoacora, no estado brasileiro do Ceará, a terceira edição do Festival de Cinema de Jericoacoara

Realizadores de 14 estados do país, cineastas da Argentina e da França, jornalistas e artistas de várias vertentes participam do festival, que tem caráter ambiental, e é uma realização da Anhamum Produções Audiovisuais com apoio da Associação de Cinema e Vídeo de Quixadá, tendo à frente o cineasta/escritor e compositor Francis Valle. 

O festival foi aberto na noite de sexta-feira e a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens começou ontem com bons filmes exibidos gratuitamente e uma audiência interessada e participativa.

Seguindo a grade de programação, acontecem debates todas as manhãs no Centro de Artesanato – com o tema Cinema, Independência e Sustentabilidade -, e homenagens a cineastas ilustres como Sílvio Tendler, Hermano Penna, o ator Joel Barcellos e Joaquim Pedro de Andrade (in memorian), de quem serão exibidos os filmes Os Inconfidentes, Macunaíma e Garrincha, Alegria do Povo. Além da presença de nomes conhecidos como os do poeta/cineasta Nirton Venâncio, o do cantor/ator/compositor Rodger Rogério, o do artesão de jóias Francisco Rabello (de Quixeramobim), o do cineasta ambientalista Jefferson Albuquerque (do caririr cearense), e o da cantora Teti, apresentadora oficial do Festival, que vem recebendo aplausos por sua condução descontraída e sua voz, abrindo as sessões de todas as noites com exemplares do cancioneiro nordestino, à capela.

JERI DE CINEMA: cenário do festival em 2012 pelas lentes de Lília Moema…

Entre os concorrentes, nomes de destaque na seara dos autores de curtas-metragens, como Zeca Ferreira, Carlos Segundo, Arthur Leite, Célia Gurgel, Rafael Jardim, Rwanyto Oscar, e a estreante Aline Moraes, a bela de Recife, que tem conquistado simpatias e muitos amigos por aqui.

No próximo post, lindas fotos do paradisíaco cenário de Jeri e da movimentação intensa nas areias do município praiano cearense. Coisas de Cinema !

Raízes do Brasil inspira parceria Aurora de Cinema e Coletivo Inconsciente

MUÇUEMBA: curta-metragem une produtoras cearense e gaúcha

Cenário paradisíaco de Jericoacoara é a moldura imagética do novo curta

Tudo nasceu meio por acaso, no caminho que transportava o ônibus de Fortaleza a Jericoacoara. Ali, esta redatora e o dileto amigo Leo Tabosa, realizador pernambucano (titular do Departamento de Cultura da Universidade Católica de Pernambuco, e premiado diretor do documentário “Retratos”), matavam as saudades de alguns meses sem se ver, botavam a conversa em dia e trocavam idéias sobre fatos vários, desde prospecções sobre como aproveitar os dias na praia de Jeri (para onde estavam indo por conta da segunda edição do Festival de Cinema Digital) até o movimento cultural em Pernambuco, novas tecnologias, roteiros de cinema, etc.

Leo Tabosa e Aurora esboçaram primeiros passos sob o olhar atento de Filipe Wenceslau

Foi então que nasceu a idéia de pegar uma carona na ensolarada poética de Jeri e criar um curta novo, primeira parceria nossa. E logo veio-me a idéia de aproveitar o diretor gaúcho Zeca Brito (também ator, cantor, compositor, filho de atores, realizador premiado e amigo mais que querido) para protagonizar o roteiro.

E a história foi-se fazendo ao longo dos sete dias passados ao sabor do vento, da maresia, do contato com amigos e novos colegas, dos bons pratos nos restaurantes Casa da Amélia e Na Casa Dela, dos adoráveis banhos de mar, das deliciosas tapiocas da Hosana e, sobretudo, a partir da releitura de textos de três grandes da análise histórico-sócio-político-cultural e antropológica do país: Sérgio Buarque de Hollanda, Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro.

É pouco ?

Então aguarde novos posts para saber mais sobre MUÇUEMBA…

… O filme de uma década a ser inventada…

Começa Hoje II Festival de Cinema de Jericoacoara



A segunda edição do Festival de Jericoacoara – Cinema Digital será aberta esta noite, às 20h, no Circo Jeri, com a exibição do filme Espelho Nativo, de Philipi Bandeira. 
 
Durante a semana do festival – até dia 21 -, o público terá acesso gratuito a 50 produções de até 15 minutos de duração, realizadas em tecnologia digital. O Ceará é o estado que  possui o  maior número de filmes selecionados: 12 no total. 
 
Ao longo do festival, os filmes selecionados serão apreciados por um júri composto por cinco pessoas ligadas à área do audiovisual.  As produções concorrem ao troféu Pedra Furada. As premiações, também em dinheiro, no valor de R$ 5 mil cada, serão destinadas às obras escolhidas pelo júri como as melhores em cada categoria: ficção, documentário, animação e experimental.  
 
 
Também receberá prêmio de R$ 5 mil a melhor produção dos estados Ceará, Piauí e Maranhão, em homenagem à chamada “Rota das Emoções”, que se inicia em Jericoacoara, passa pelo Delta do Parnaíba (PI) e se estende até os Lençóis Maranhenses.
 
O festival também destinará troféus aos vencedores dos quesitos: melhor filme, direção, roteiro, fotografia, trilha original e direção de arte. Além dos troféus para melhor ator e melhor atriz.
 
 
“Queremos mostrar a diversidade do novo cinema brasileiro, e as novas pessoas que estão fazendo esse cinema acontecer, nas suas cidades e comunidades, a cada dia”, afirma Francis Valle, idealizador do festival. “A relação do festival com a comunidade é outro aspecto muito importante. Para contribuir com Jericoacoara, o festival acontece na baixa estação, ajudando a garantir maior movimentação na cidade nesse período”.
 
O festival contará com uma Mostra Especial de Cinema Ambiental e com oficinas de cinema digital. Também prestará homenagem ao cineasta Nelson Pereira dos Santos, cuja presença está confirmada.
 
 
Nos dias 16 e 17 de junho, será exibido o filme Raízes do Brasil Uma Cinebiografia de Sérgio Buarque de Holanda, de Nelson. “Trata-se de um filme ainda inédito para muita gente. A exibição marca a comemoração dos 75 anos do livro ‘Raízes do Brasil’ e dá suporte às discussões do Seminário do Festival, que acontece dias 17 e 18, contando com participantes como os professores e pesquisadores Sílvio Tendler, Sylvia Porto Alegre, Babi Fonteles e José Osmar Fonteles”, afirma Francis.   
          
Também será exibido o curta “Meu Cumpadi Zé Kéti”, de Nelson Pereira dos Santos, como homenagem especial aos 90 anos de nascimento do sambista.
 
Simpatia de MIÚCHA também estará em Jeri…
 
Estarão presentes também à paradisíaca Jericoacoara, a cantora e roteirista Miúcha, o músico Paulo Jobim (filho do maestro Tom Jobim), e Georgiana de Moraes, filha do poeta e compositor Vinicius de Moraes.
 
 
Georgiana, a filha de Vininha, que tantas vezes subiu ao palco com o pai, também será presença reverenciada em Jeri…
 
Para saber mais: www.jeridigital.com.br