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David Cardoso, Prazeres Barbosa, José Dumont e Zezita Mattos: O Ator é tema de Seminário em Campina Grande

Sem CG

Vai ser assim o I SEMINÁRIO de Construção do Ator:

Ele está sempre pensando em fazer mais e melhor pela cultura paraibana. O inquieto, aguerrido e determinado André da Costa Pinto,  premiado e polêmico cineasta de Barra de São Miguel (PB), realizador do concorridíssimo Festival Comunicurtas (que acontece todo final de agosto) idealizou e Marlene Alves Souza Luna (Secretária de Cultura de Campina Grande) abraçou a ideia. Assim, nos próximos dias 28 e 29, terça e quarta finais de maio, o trabalho do ATOR será tema de instigante Seminário na adorável cidade paraibana.
Confira a programação completa, que é gratuita, e vai acontecer no auditório da Secretaria de Cultura de Campina Grande:

Programação

Dia 28 de maio
14h. Abertura do Seminário pela Secretária de Cultura, Marlene Alves Sousa Luna. Apresentação do Seminário por André da Costa Pinto
Abertura da exposição Fotográfica: 7 anos de set –  Curso de Formação de Atores para Vídeo
Zezita Mattos, grande atriz paraibana, é um dos destaques do Seminário idealizado por André da Costa Pinto…
15h. Mesa – Redonda: As Mulheres Paraibanas do Cinema Nacional Mediadora: Aurora Miranda Leão (Jornalista e Atriz)
Participantes: Arly Arnaud (Atriz)                            Zezita Mattos (Atriz)                                                    Soia Lira (Atriz)
Arly
Arly Arnaud, sensacional atriz paraibana, estará na primeira mesa-redonda…
16h30min. Mesa – Redonda: Mantendo Relações – Os personagens de um Set Mediadora: Cássia Lobão (Atriz e Professora Doutora em Ciências da Comunicação) Participantes: João Carlos Beltrão (Diretor de Fotografia)
        Carlos Mosca (Diretor de Arte)                  César Ricardo (Desenhista de Som)             Amazile Vieira (Produtora)               Gal Cunha Lima (Atriz e Produtora)                            Chico Oliveira (Ator)
Nathan
Cineasta Nathan Cirino é um dos palestrantes no Seminário da Secult-CG
19h. Palestra Novas formas de se contar uma história: O Roteiro Interativo e os Atores Transmídia.
Palestrante: Nathan Cirino (Mestre em Comunicação Social e Professor do Curso de Arte Mídia da Universidade Federal da Paraíba)
20h30min Como produzir um elenco Palestrante: Itamar Borges (Produtor – GO)
22h. Palestra: A história de como cheguei lá com o ator Leo Rosa
23h30min. Programação Social – Samba das Moças Donzelas de Véu e Capela.
José Dumont, um dos mais festejados atores do país, vai dar sua contribuição para o importante debate promovido pela Secretaria de Cultura de Campina Grande…
Dia 29 de maio
14h. A trajetória de Zé Dumont (Ator)
16h. Mesa – Redonda: A Publicidade e o Mercado Local Mediador: André da Costa Pinto Participantes: Hermany Cruz (Presidente do SATED/PB) Joana Marques (Atriz) Representantes de agências de Publicidade de Campina Grande      Representantes dos Departamento Comerciais das Tv’s de CG.
19h – Lançamento do livro: Autobiografia do Rei da Pornochanchada – David Cardoso (Ator e Diretor)
Prazeres
Prazeres Barbosa, que fez participação especial em ‘Salve, Jorge’, também estará em Campina Grande…
20h Palestra: Do Teatro às Telas – Prazer em Conhecer
Palestrante: Prazeres Barbosa (Atriz)
21h. Preparando um elenco e administrando a carreira de um ator Palestrante: Daniel Nigri (Ator, Empresário e Preparador de Elenco formado pela Lee Strasberg Theatre e Film Institute – New York).
David e fã
David Cardoso (com um fã em Anápolis) é dos mais aguardados em Campina Grande…
22h30min. Palestra: História do Cinema Nacional – O ator e na era da Pornochanchada
Palestrante: David Cardoso (Ator e Diretor)
23h30min. Programação Social

Corrida pelos KIKITOS revela filmes concorrentes

Festival de Cinema de Gramado vai de 10 a 18 de agosto

Betty Faria será uma das Homenageadas na 40 edição do Festival de Gramado

A organização do Festival de Gramado anuncia os filmes selecionados para sua 40ª edição: 8 longas nacionais e cinco estrangeiros vão disputar os KIKITOS, bem como 14 curtas brasileiros e outros 21 gaúchos em mostra dedicada exclusivamente a essa produção.

Entre os Homenageados, receberão prêmios especiais o cineasta argentino Juan José Campanella (ganhador do Oscar por “O Segredo dos Seus Olhos”), as atrizes Betty Faria e Eva Wilma, e o diretor e jornalista Arnaldo Jabor.

Na competição brasileira, são destaque O Som ao Redor, do pernambucano Kleber Mendonça Filho (vencedor do prêmio da crítica internacional no Festival de Roterdã, na Holanda), e Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo com a Minha Vida, segundo filme de Matheus Souza, depois do elogiado “Apenas o Fim”.

Também foram selecionados “Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!” e “Jorge Mautner – O Filho do Holocausto”, documentários que já haviam sido exibidos no circuito de festivais no país. Entre os curtas brasileiros, está O Duplo, de Juliana Rojas, recentemente premiado no Festival de Cannes.

Eva Wilma também vai receber merecida Homenagem em Gramado

“Temos uma variedade estética e narrativa muito grande. É uma seleção que explora as múltiplas possibilidades do cinema nacional e latino”, afirma o jornalista Marcos Santuário, responsável pela curadoria ao lado do crítico Rubens Ewald Filho e do ator José Wilker.

Uma novidade deste ano é a diminuição do valor dos ingressos para o público ter acesso às sessões no Palácio dos Festivais: R$ 20 e R$ 10 para estudantes e idosos.

Gramado prepara 40a edição: 40 anos dando visibilidade ao Cinema Brasileiro…

Confira a lista dos SELECIONADOS ao Festival de Gramado 2012:

Longas-metragens brasileiros
“Super Nada” (SP), de Rubens Rewald
“Insônia” (RS), de Beto Souza
“O que se Move” (SP), de Caetano Gotardo
“Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!” (SP), de Ninho Moraes e Francisco César Filho
“Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo com a Minha Vida” (RJ), de Matheus Souza
“O Som ao Redor” (PE), de Kleber Mendonça Filho
“Colegas” (SP), de Marcelo Galvão
“Jorge Mautner – O Filho do Holocausto” (RJ), de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt

Longas-metragens latinos
“Artigas, La Redota” (Uruguai), de Cesar Charlone
“Calafate, Zoológicos Humanos” (Chile), de Hans Mülchi Bremer
“Vinci” (Cuba), de Eduardo del Llano Rodríguez
“Leontina” (Chile), de Boris Peters
“Diez Veces Venceremos” (Argentina), de Cristian Jure

Curtas-metragens brasileiros
“#”, de Andre Farkas e Arthur Guttilla (SP)
“A Ballet Dialogue”, de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon (RS)
“A Mão que Afaga”, de Gabriela Amaral Almeida (SP)
“A Triste História de Kid-Punhetinha”, de Andradina Azevedo e Dida Andrade (SP)
“Casa Afogada”, de Gilson Vargas (RS)
“Di Melo – O Imorrivel”, de Alan Oliveira e Rubens Pássaro (SP)
“Diário do Não Ver”, de Cristina Maure e Joana Oliveira (MG)
“Dicionário”, de Ricardo Weschenfelder (SP)
“Funeral à Cigana”, de Fernando Honesko (SC)
“Linear”, de Amir Admoni (SP)
“Menino do Cinco”, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira (BA)
“Meta”, de Rafael Baliu (SP)
“O Duplo”, de Juliana Rojas (SP)
“Piove, il film Di Pio”, de Thiago Brandimarte Mendonça (SP)

Mostra de curtas gaúchos
“24 Horas com Carolina”
“A Vida da Morte”
“As Irmãs Maniacci”
“Boa Viagem”
“Brisa”
“Casa Afogada”
“Dr Lang e a Ciência da Metalinguagem”
“Elefante na Sala”
“Estrada”
“Fez A Barba E O Choro”
“Garry”
“Ignácio e Saldanha”
“Lobos”
“Noite Um”
“O Beijo Perfeito”
“Paraphilia”
“Quem é Rogério Carlos?”
“Rigor Mórtis”
“Rua dos Aflitos, 70”
“Só isso”
“Todos os Meus Ídolos Estão Mortos”

Arnaldo Jabor: trajetória vitoriosa será alvo de Homenagem em Gramado

Mostra de Cinema de Floripa discute Distribuição

8º Encontro do Cinema Infantil discute distribuição

Falta de leis que priorizem o cinema nacional, exibidores que privilegiam o cinema norte-americano e ocupação do mercado pelas distribuidoras estrangeiras. Essas são algumas questões que impedem uma distribuição mais eficiente do cinema produzido no Brasil e vão estar na pauta do 8º Encontro Nacional de Cinema Infantil, que ocorre sábado, dia 30, das 8h30 às 12h30, no Majestic Palace Hotel, em Florianópolis.

Com apoio do Sindicato da Indústria do Audiovisual de Santa Catarina (Santacine), o Encontro faz parte da programação da 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Participam os distribuidores Marco Aurélio Marcondes e Abrão Scherer, a diretora da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Vera Zaverucha, a Secretária do Audiovisual do MinC, Ana Paula Santana, e a diretora Celia Catunda, que vão debater o tema Desafios Criativos: Distribuição e Conteúdo. A mediação é de Luíza Lins, diretora da Mostra. 

No Encontro, serão apresentadas algumas alternativas que vem-se mostrando eficientes. Uma delas é o edital da Ancine de distribuição internacional de cinema brasileiro, em sua quarta edição. O concurso deste ano, cujas inscrições encerraram dia 3 de junho, vai contemplar dez projetos de U$ 25 mil, sendo que US$ 15 mil são provenientes do Programa Cinema do Brasil e US$ 10 mil do Ministério das Relações Exteriores.Entre os filmes já beneficiados pela premiação em edições anteriores estão Tropa de Elite 2, distribuído na Polônia, Sonhos Roubados, na França, e Estômago, em Portugal, entre outros.

Para Marco Aurélio, “uma das questões-chave da indústria do audiovisual é colocar os filmes ‘viajando’. Exibi-los de forma sistemática mundo a fora’. Ele é um dos organizadores da Nossa Distribuidora, criada por sete produtoras que detém as maiores bilheterias do Brasil e que incluem títulos como Tropa de Elite, Dois Filhos de Francisco, Se eu Fosse Você, e Cidade de Deus. Na política da Nossa Distribuidora, é possível reduzir os custos de comercialização de filmes no mercado nacional e também colaborar para o aumento da competitividade do filme brasileiro e das empresas nacionais.
O quê: 8º Encontro Nacional de Cinema Infantil
Quando: Sábado (30), das 8h30 às 12h30
Onde: Hotel Majestic. Avenida Beira-mar Norte, 2.746, Centro, Florianópolis.
Quanto: Gratuito

Inscrições ao Festival Literatura em Vídeo

Vídeos-aula e oficinas virtuais com nomes do cinema nacional já estão online  

O Festival Literatura em Vídeo 2012, realizado pelas editoras Ática e Scipione, com apoio da MTV , da produtora Buriti Filmes e do portal Tela Brasil, está com inscrições abertas até 30 de setembro. Voltado para educadores e alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio das redes pública e privada de todo o país, o concurso tem como objetivo incentivar o hábito pela leitura e estimular a criatividade. 

Para esta edição, foram criadas novas categoria de premiação. Além das tradicionais Júri Técnico, Júri Popular e Destaques Regionais, o Festival conta agora com Melhor direção de arte, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Som

Outro diferencial deste ano é a parceria com a Buriti Filmes, uma das maiores produtoras de audiovisual do país. O site http://www.literaturaemvideo.com.br apresenta uma série de vídeos-aula e oficinas, objetivando dar apoio técnico para professores e alunos produzirem suas adaptações de até 5 minutos, baseados em uma das obras dos catálogos de literatura juvenil das Editoras.

Esses vídeos, que trazem como protagonistas profissionais renomados como Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi e Walter Carvalho, fazem parte do acervo do Tela Brasil – projeto da Buriti Filmes que estimula produção de curtas metragens  –  e agora estão à disposição também no site do Festival Literatura em Vídeo

Todos os vídeos enviados até 30 de setembro serão avaliados por uma equipe técnica, formada por assessores pedagógicos das Editoras Ática e Scipione, pela equipe da MTV e pela Buriti Filmes. Os vencedores serão escolhidos pelo Júri Técnico, e os vídeos vencedores do concurso serão veiculados na grade da programação da MTV.

Mais Informações: www.literaturaemvideo.com.br 

Programe-se para o Festival Literatura em Vídeo 2012 

Inscrições

Até 30 de setembro

Divulgação dos destaques regionais, destaques das categorias e finalistas / Início das votações online

15 de outubro 

Fim das votações online

28 de outubro 

Divulgação dos vencedores no evento de premiação

8 de novembro 

Divulgação dos vencedores no site

9 de novembro 

Vídeos-aulas no site 

Luiz Bolognesi fala sobre roteiro 

Daniel Rezende fala sobre montagem cinematográfica  

Bráulio Mantovani fala sobre roteiro 

Walter Carvalho fala sobre direção de fotografia 

Geraldo Ribeiro fala sobre som direto 

Antônio Pinto fala sobre trilha sonora

Visita ao Cinema Brasileiro do Século 21…

Livro de Franthiesco Ballerini faz balanço da trajetória do Cinema Brasileiro

Baseado em dois anos de entrevistas com os mais importantes nomes do cinema nacional, Franthiesco Ballerini faz um retrato fiel da produção cinematográfica hoje nas áreas de atuação, direção, roteiro, exibição, distribuição e legislação.

Paulo José e Helena Ignez em ‘O Padre e a moça”, de Joaquim Pedro de Andrade

Investigar o cinema brasileiro ao longo de dois anos trouxe ao jornalista Franthiesco Ballerini muitas surpresas, perspectivas otimistas e algumas decepções. Baseado em entrevistas com os mais importantes nomes do cinema nacional, além de pesquisas e dados da indústria, ele fez um retrato fiel da produção cinematográfica hoje nas áreas de atuação, direção, roteiro, exibição, distribuição e legislação, entre outras. O resultado está no livro Cinema brasileiro no século 21 (304 páginas, R$75,90), lançamento da Summus Editorial. Mais do que fornecer dados, defender teses ou aprofundar questões, Ballerini apresenta reflexões de profissionais atuantes no cinema brasileiro. “Somente conhecendo a fundo nossa história audiovisual e refletindo intensamente sobre os rumos da cinematografia contemporânea, conseguiremos difundir entre todos os brasileiros o hábito de assistir a filmes nacionais”, afirma o autor. O lançamento acontece no dia 17 de abril, terça-feira, das 19h às 22h, na Livraria do Espaço (Rua Augusta, 1475).

Jean-Claude Bernardet: prefácio por si só é uma recomendação à obra…

Para Jean-Claude Bernardet, que assina o prefácio do livro, o cinema brasileiro deste século 21 pode – e precisa – passar por uma mudança de valores. Até hoje, diz ele, trabalhar para o público não é algo bem-visto entre os cineastas. “O ideal é vislumbrarmos um cinema absolutamente diversificado, que corresponda ao gosto do público e do grupo dos intelectuais, sem que seja necessário optar por um deles”, afirma. Entre os cineastas, documentaristas, roteiristas, distribuidores, produtores, atores e especialistas entrevistados estão Leon Cakoff e Gustavo Dahl (ambos falecidos em 2011 e que deram uma das suas últimas entrevistas em vida), Marco Woldt, Alberto Flaksman, Inácio Araújo, Fernando Meirelles, Cacá Diegues, Marçal Aquino, Fernando Bonassi, Andrucha Waddington, José Wilker, Leona Cavalli, Leonardo Medeiros, Léa Garcia, Selton Mello, Wagner Moura, Daniel Filho e Luiz Carlos Barreto. A obra é ilustrada com fotos de várias produções brasileiras, entre elas: Central do Brasil, Bicho de sete cabeças, Tropa de elite e Cidade de Deus.

                      

                                   Leila Diniz: inesquecível musa do Cinema Brasileiro

A obra, dividida em 12 capítulos, traz uma análise do cinema nacional, incluindo história, internacionalização, ensino do cinema e documentários. Em sua vasta pesquisa, Ballerini constatou que, hoje, grande parte dos profissionais envolvidos na teoria e prática do cinema brasileiro acredita que seja necessário buscar cada vez mais um cinema que se comunique com o espectador, para a ampliação do público. Mas essas mesmas pessoas também inscrevem projetos nos editais de incentivo para falar de experiências pessoais ou temas que lhes agradem, sem levar em consideração a vontade do público.

“Trata-se de algo no mínimo preocupante”, afirma o autor. Segundo ele, das quase 70 produções brasileiras feitas, em média, por ano, provavelmente menos de 10% têm capacidade de atingir o grande público e aumentar o market share do cinema nacional, fomentando, assim, o hábito de ir ao cinema para assistir às produções feitas internamente, crucial para a formação de uma indústria menos dependente de recursos do Estado. No entanto, diz ele, praticamente todos os filmes nacionais utilizam recursos públicos durante o processo de produção. Só no ano de 2010, por exemplo, foram captados mais de R$154 milhões para a realização de produções audiovisuais. “É muito dinheiro, especialmente levando-se em conta que tal investimento não retorna para o governo e nem para o contribuinte”, afirma Ballerini.

Dina Sfat e Grande Otelo no clássico Macunaíma

O livro começa pela análise da história do cinema brasileiro no século 20, para que o leitor compreenda como se chegou ao cenário atual, detalhando fatos importantes da cinematografia brasileira desde o seu nascimento. O autor conta que a “belle époque” do cinema nacional se deu graças à regularização da distribuição da energia elétrica no Rio de Janeiro. A obra trata ainda das eras Atlântida e Vera Cuz, passando pelo Cinema Novo, o Cinema Marginal e a Embrafilme, que culminou com a morte do cinema nacional. Conta também como foi a retomada: as bases para o século 21.

Cidade de Deus, de Fernando Meirelles: marco internacional do Cinema Brasileiro…

“Podemos admitir que a Retomada começou em 1995, com Carlota Joaquina, e terminou em 2002, com Cidade de Deus, já que, com o início do século 21, foram apresentadas novas peças para um maquinário cinematográfico que já estava a toda velocidade”, afirma Ballerini. Segundo ele, entre 1997 e 2002, a afluência dos espectadores brasileiros às salas de exibição cresceu de 52 milhões para cerca de 90 milhões, ou seja, 70%. E os filmes nacionais foram vistos por um público cada vez maior, que pulou de 2,5 milhões para sete milhões de espectadores.

‘Matou a família e foi ao cinema”: clássico de Júlio Bressane é um marco

O foco do livro é justamente o que Ballerini chama de Pós-Retomada, com uma herança composta de mais de um século de alternância de ciclos, vícios, fracassos, sucessos comerciais e artísticos e experiências. A obra mostra que, apesar dos problemas, no século 21 também houve avanços na cinematografia brasileira. A começar por sua maior diversidade: a produção nunca foi tão heterogênea. Atualmente, diz o autor, não há apenas uma tendência no cinema nacional – como ocorria com o Cinema Novo – mas várias, sendo produzidos desde filmes espíritas até boas e velhas comédias. “E a diversificação da produção contribui para o estabelecimento de novos públicos”, complementa.

Segundo o jornalista, no período em que as entrevistas eram realizadas alguns mitos ruíram, como o de que a indústria norte-americana é autossustentável. Se nem mesmo Hollywood conseguiu prescindir da proteção governamental, como isso seria possível para cinematografias muito menos desenvolvidas – em termos de produção para o mercado -, como a brasileira ?

  

Helena Ignez: estreia na direção rendeu prêmios mundo afora…

Na sua avaliação, o cinema de arte vem surpreendendo o Brasil e o mundo no século 21. Porém, diz ele, o ideal é que as exceções virem regra e que predominem produções que sejam igualmente louváveis como filmes de arte, mas que também consigam um grau tão sofisticado de comunicação com o público, a ponto de garantir tudo o que qualquer produtora ou cineasta almeja: críticas positivas, prêmios nacionais e internacionais e sucesso de bilheteria. “Por isso, que venham mais filmes como Central do Brasil, Cidade de Deus e Tropa de elite, as principais produções do período compreendido entre o início da Retomada e o final da primeira década do século 21”, conclui Ballerini.

Tropa de elite: êxito resultou em versão 2 e revelou ao mundo talento singular de Wagner Moura

O Autor

Franthiesco Ballerini, jornalista, foi crítico de cinema do Jornal da Tarde por sete anos e colaborador de O Estado de S. Paulo, produzindo reportagens especiais e entrevistas em Hollywood. Mestre em Comunicação Social, especialista em história do cinema mundial, colaborou com as revistas Bravo!, Contigo!, Quem e Sci-fi News e foi colunista cultural da Rádio Eldorado e da TV Gazeta. Autor de Diário de Bollywood – Curiosidades e segredos da maior indústria de cinema do mundo (Summus, 2009), é crítico e colunista da Revista Valeparaibano, além de professor e coordenador da Academia Internacional de Cinema. Também ministra palestras e cursos sobre cinema e cultura em instituições do Brasil e do mundo. Mais informações: www.franthiescoballerini.com.

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Título: Cinema brasileiro no século 21 – Reflexões de cineastas, produtores, distribuidores, exibidores, artistas, críticos e legisladores sobre os rumos da cinematografia nacional.
Autor: Franthiesco Ballerini
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 75,90
Páginas: 304 páginas – 17 x 24 cm
ISBN: 978-85-323-0706-4
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: http://www.summus.com.br

 

Uma chance para seu Roteiro…

O Filma Brasil II vai premiar o melhor curta e média metragem: ajude a descobrir novos talentos do cinema nacional

Pelo segundo ano, o concurso Filma Brasil vai ajudar novos talentos do cinema brasileiro. Trata-se de um concurso diferente e democrático, totalmente realizado pela internet, com prêmios de R$ 135 mil.

Os participantes realizam um cadastro on-line, e enviam os roteiros junto com uma defesa em vídeo de até um minuto e meio. A votação acontece no próprio site do projeto, seguindo para um júri de profissionais do audiovisual. A melhor média vence, considerando que o público tem peso 1 e o júri peso 9.

Faça como a Shell Petróleo. patrocine esta ideia! Você ou a sua empresa podem apoiar à Cultura com abatimento no imposto de renda devido.

Realizado pelo Instituto Vencer, o Filma Brasil II é um projeto inscrito na Lei Rouanet e aprovado pelo Ministério da Cultura.

Mais: http://www.institutoliderar.org.br/
Tel. (11) 2936 1000

O Sumiço de Alice será atração na festa de encerramento do Festival de Anápolis

 

O Sumiço de Alice, mais recente curta-metragem Aurora de Cinema Produções, foi escolhido para abrir a solenidade de encerramento da segunda edição do Festival de Cinema de Anápolis, que começa no próximo dia 19 e prossegue até dia 26.

Alice Gonzaga, grande inspiradora e homenageada com o curta de Anápolis…

Rodado em Anápolis (GO), durante o I Festival de Cinema de Anápolis (idealizado e coordenado pela cineasta Débora Torres), realizado em abril de 2011 no município goiano, o curta é um trabalho experimental que agrega diversos nomes importantes do cinema nacional. 

A inspiração veio numa visita à bucólica cidade de Pirenópolis, em passeio proporcionado pela organização do festival, reunindo diversos realizadores, produtores e artistas. 

Berço de tantos filmes brasileiros (como “Simeão, o boêmio”, primeiro filme dirigido pelo goiano João Bennio; O Tronco, de João Batista de Andrade; O Leão do Norte, de Carlos Del Pino; e o curta Borralho, do maranhense Arturo Sabóia de Almada), Pirenópolis é um município tombado pelo Patrimônio Histórico, a atrair, durante todo o ano, um enorme fluxo de turistas por conta de suas belezas naturais, sua tranqüilidade e suas festas populares, como as tradicionais Cavalhadas.

 

Selva Aretuza estreia como atriz em atuação descontraída…

Gravado em formato digital, com imagens captadas em mini DV, o curta O Sumiço de Alice é mais uma produção Aurora de Cinema, finalizada em parceria com a Cabeça de Cuia Filmes (da fotógrafa e cineasta cearense Lília Moema). 

Guido Campos, ator goiano, tem participação destacada em O Sumiço de Alice…

O processo de produção resume-se a 3 dias de filmagens no circuito Teatro Municipal-Estância Park de Anápolis, mas, apesar do pouco tempo, o filme conta com elenco estelar, onde despontam o talento vibrante de Zezeh Barbosa, a criatividade singular dos goianos Deborah Torres e Guido Campos, a expressividade da atriz Dila Guerra, a criatividade do escritor Miguel Jorge, a descontração do cineasta e produtor Walter Webb, a simpatia de Alice Gonzaga, o tom descontraído de Mallu Moraes, a seriedade na estréia de Selva Aretuza e Manaíra Carneiro, além da inteligente participação dos jornalistas Cid Nader e Felipe Brida.

 

Mallu Moraes, Guido Campos e Dila Guerra: trio é pura descontração …

Um belo plano-seqüência gravado em Pirenópolis responde pela abertura de O Sumiço de Alice. O filme vai-se desenvolvendo e, ao longo de seus 20 minutos, uma sucessão de imagens e depoimentos insólitos vão mapeando a intrincada história do inopinado e misterioso sumiço de Alice.

 

Débora Torres: produtora revela dimensão de seu talento como atriz…

Até o final, paira no ar a pergunta que não quer calar: como e porquê Alice sumiu  

* O Sumiço de Alice terá sua  exibição pública no II ANÁPOLIS FESTIVAL DE CINEMA, às 19h, abrindo a solenidade de encerramento. 

A  ótima Zezeh Barbosa é destaque com participação cativante e bem humorada…

FICHA TÉCNICA 

Argumento, Roteiro, Fotografia e Direção: Aurora Miranda Leão

Produção: Aurora de Cinema e Cabeça de Cuia Filmes

Apoio de Set: Pedro Pinheiro e Ângela Torres

Assistente de produção: Itamar Borges, Mallu Moraes e Luziany Gomes

Direção de Platô: Laura Pires

Trilha sonora  – Carmina Burana, de Mozart (versão remix)

                                 Capricho, de Villa Lobos

 (Antônio Meneses, violoncelo – Cristina Ortiz, piano)

                            

Edição: Aurora M. Leão e Lília Moema

Still: Edvaldo Cajazeira e Laura Pires

Elenco:  ALICE GONZAGA

                ZEZEH BARBOSA

                DÉBORA TORRES

                GUIDO CAMPOS

                WALTER WEBB

                MIGUEL JORGE

                SELVA ARETUZA               

                DILA GUERRA

                MALLU MORAES

                JOÃO BATISTA DE ANDRADE

                MANAÍRA CARNEIRO

                CID NADER

                FELIPE BRIDA

                SERINA RARUÁ

                ITAMAR BORGES

                LAURA PIRES

                ED CAJAZEIRA