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Irandhir Santos chega a Gramado como Tatuagem…

TATUAGEM, filme do pernambucano Hilton Lacerda – roteirista de vários títulos dos quais se destacam Amarelo Manga, A Festa da Menina Morta, Árido Movie e Febre do Rato -, foi selecionado para a Mostra Competitiva de longa-metragem nacional do 41º Festival de Gramado, a ser realizado de 9 a 17 de agosto.

Irandhir Santos, magnânimo ator pernambucano, estará na disputa pelo KIKITO…

O filme se passa no ano de 1978, e mostra confrontos e reflexões de uma geração analisados a partir da periferia, ao mesmo tempo em que acompanha o romance entre um soldado de 18 anos e um agitador cultural, dono de um cabaré anarquista.

A história se desenrola no passado e visita questões muito pessoais sobre as quais Hilton Lacerda vem refletindo: o que acontece com as cores que pintamos para o futuro quando o futuro bate à nossa porta?

Tatuagem filme

TATUAGEM é um olhar muito particular para um momento definidor da alma de um povo e dos caminhos de seu cinema, que hoje tem em suas manifestações periféricas seu viés mais excitante. Assim, o filme é a busca da discussão de um tema geral a partir de suas nuances.

Revisitando o Cinema Novo, flertando com o experimentalismo do super-8 da década de setenta no Brasil e dialogando com o cinema contemporâneo, Tatuagem procura jogar luz sobre as várias maneiras que podemos ler e interpretar a história e a cinematografia de um país, devolvendo-lhe texturas e cheiros, e abrir uma brecha para vislumbrar uma das faces mais interessantes e complexas do Brasil: a história que nasce na marginalidade dos acontecimentos.

Outra inspiração para o filme foi o grupo teatral anárquico Vivencial Diversiones, existente no eixo Recife-Olinda, entre 1974 e 1981. Eles viviam em comunidade, numa casa em Olinda, na frente da qual Lacerda passou muitas vezes na infância. “Ficava no caminho da casa da minha avó. Sempre me diziam, ‘olha, aquela é a casa do Vivencial’”, relembra. Embora o grupo seja uma fonte, o diretor ressalta que o filme não é uma biografia nem se prende a personagens do Vivencial.

Lacerda ressalta que esse não é um filme de época, nem se pretende fixo a uma data específica. A proposta é, a partir do passado, discutir o presente. “Os personagens falam muito que, no futuro, tudo vai ser melhor. O preconceito ia acabar, o mundo ia ser melhor… Era a crença da época, a ideia de que o Brasil ia dar certo”, explica o diretor.

Por isso, um dos cenários escolhidos foi a parte histórica de Olinda: “Nosso compromisso não é exatamente com o ano, mas Olinda tem essa neutralidade temporal. Fora isso, os artistas da época gostavam muito daqui da Cidade Alta, tinha tudo a ver”, destaca o produtor João Vieira Júnior.

Hilton Lacerda

Natural de Recife, Hilton Lacerda se destacou pelos roteiros de filmes como AMARELO MANGA (2002, direção de Cláudio Assis), FILMEFOBIA (2008, direção de Kiko Goifman), A FESTA DA MENINA MORTA (2008, direção de Matheus Nastchergale), FEBRE DO RATO (2011, direção de Cláudio Assis), e ÁRIDO MOVIE (2006, direção de Lírio Ferreira), entre outros. Todos exibidos com destaque em festivais nacionais e internacionais de prestígio como Brasília, Gramado, Festival do Rio, Mostra Internacional de São Paulo, Berlim, Locarno, Roterdã, Havana, Bafici, Cannes etc.

Codirigiu o documentário CARTOLA – MÚSICA PARA OS OLHOS (2007, parceria com Lírio Ferreira).  Com TATUAGEM assina sua primeira ficção como diretor.

Sinopse

Brasil, 1978. A ditadura militar, ainda atuante, mostra sinais de esgotamento. Em um teatro/cabaré, localizado na periferia entre duas cidades do Nordeste do Brasil, um  grupo de artistas provoca o poder e a moral estabelecida com seus espetáculos e interferências públicas. Liderado por Clécio Wanderley (Irandhir Santos), a trupe conhecida como Chão de Estrelas, juntamente com intelectuais e artistas, além de seu tradicional público de homossexuais, ensaia resistência política a partir do deboche e da anarquia.

A vida de Clécio muda ao conhecer Fininha (Jesuíta Barbosa), apelido do soldado Arlindo Araújo, 18 anos: um garoto do interior que presta serviço militar na capital. É esse encontro que estabelece a transformação de nosso filme para os dois universos. A aproximação cria uma marca que nos lança no futuro, como TATUAGEM: signo que carregamos junto com nossa história.

Irandhir e eu

Irandhir Santos, que protagoniza ‘Tatuagem’, e Aurora Miranda Leão na edição 2013 do Festival de Cinema de Anápolis…

Ficha Técnica

TATUAGEM

Elenco: Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa, Rodrigo García, Sílvio Restiffe, Sylvia Prado Empresa Produtora: REC Produtores Associados Roteiro e Direção: Hilton Lacerda Produção: João Vieira Jr. Produção Executiva: Nara Aragão Direção de Produção: Dedete Parente Costa Direção de Fotografia: Ivo Lopes Araújo Direção de Arte: Renata Belo Pinheiro Trilha Musical: DJ Dolores (Helder Aragão) Montagem: Mair Tavares Figurino: Christiana Garrido Maquiagem: Donna Meirelles Desenho de Som: Waldir Xavier Som Direto: Danilo Carvalho Mixagem: Ricardo Cutz

* Em Gramado, o Blog Aurora de Cinema vai atuar com apoio cultural do SKY Hotel…

Sky

Brasil perde Paulo César Saraceni

Cineasta estava internado desde outubro, quando sofreu um AVC…

Diretor sofreu falência de órgãos múltiplos; mais recente trabalho foi O Gerente, baseado em obra de Carlos Drummond…

 

 Foto: Tânia Rego/Acervo Universo Produção

O cineasta carioca Paulo Cezar Saraceni, que estava com 79 anos, faleceu morreu ontem (dia 14) em decorrência de falência de órgãos múltiplos.

O corpo de Saraceni será velado hoje na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e será cremado na segunda-feira.

Saraceni havia sofrido um AVC em outubro de 2011. Desde estão, ficou internado no Hospital da Lagoa, no Rio.

Com o cartaz de seu filme Natal da Portela, estrelado por Milton Gonçalves… este filme, SARACENI lançou em Fortaleza…

Ao lado de Nelson Pereira dos Santos e Glauber Rocha, Saraceni foi um dos criadores do Cinema Novo, nos anos 1960.

Com a musa e companheira, Anna Maria Nascimento e Silva…

Saraceni era casado há muitos anos com a atriz Anna Maria Nascimento e Silva, e é considerado um dos precursores do Cinema Novo. Em sua carreira, o cineasta recebeu prêmios como os de Melhor Filme do Festival de Brasília, com A Casa Assassinada, de 1970, e o Prêmio Especial do Júri do Festival do Cinema Brasileiro em Miami, com O Viajante, de 1998.

* Tive a oportunidade de conhecer Saraceni em uma de suas visitas a Fortaleza – cidade pela qual nutria um carinho todo especial – e foi uma enorme honra trocar ideias com ele e desfrutar de sua convivência.

Ao lado de Saraceni, conheci também dois outros grandes de nosso Cinema, os quais também já partiram pro andar de cima: Ferdy Carneiro (pintor, gravador, desenhista industrial e um dos fundadores da Banda de Ipanema), e o grande fotógrafo e iluminador Mário Carneiro. Três figuras supimpas,  de inesquecível convívio !

SARACENI era um gentleman, homem de inteligência refinada, de docilidade cativante, inteligência serena e amabilidades raras. Na área da Sétima Arte, um Mestre. Mas sobre este item, outros falarão melhor que eu.

Fica o Aplauso do AURORA DE CINEMA a Paulo Cezar Saraceni e o desejo de que ele descanse em PAZ, cercado de amigos, música, e muita Luz.

Irandhir Santos, a ministra Ana de Hollanda e Saraceni na Mostra de Tiradentes em janeiro de 2011…

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Walter Webb vai ministrar curso de Cinema em Salvador

O cineasta e produtor baiano do eixo Sampa-Los Angeles, Walter Webb, premiado em Cannes e com mais de 50 anos de experiência em cinema, vai ministrar curso na capital baiana quando maio chegar.

Walter Webb é figura carismática, com amplo conhecimento do fazer cinematográfico, e bem sabe transmitir o que conhece. Trabalhou com nomes como Francis Ford Coppola, John Booman, Roberto Faenza, Nicholas Ray, Anthony Mann, entre muitos outros. Ao lado de Glauber Rocha, Roberto Pires e Rex Schindler, participou ativamente do movimento que originou o Cinema Novo.

Conheci-o ano passado, na primeira edição do Festival de Cinema de Anápolis, e posso garantir que vale a pena aprender, curtir e fazer Cinema com Walter Webb.

Se você é de Salvador, está na capital baiana, ou pretende ir pra lá; se se interessa pela Sétima Arte e tem vontade de saber mais sobre o fascinante mundo do cinema, a oportunidade está lançada!

Na edição 2008 do FestCine Goiânia, Webb e Selton Mello

Inscrições: www.nucleoderedacao.com.br/

CONTATO: 3492-2735/9915-7234

A Felicidade de Jabor pelo olhar de Brida

O retorno de Arnaldo Jabor ao cinema, 25 anos depois

O pequeno Paulo (Caio Manhente) sonha grande, como toda criança. Vive no Rio de Janeiro, é filho de um militar e, de repente, estoura a Segunda Guerra Mundial. Dos oito aos 18 anos, irá aproximar-se de novos amigos e conhecer o amor e o sexo, sempre influenciado pelos ensinamentos do avô, Noel (Marco Nanini).

Havia grande expectativa no retorno de Arnaldo Jabor ao cinema, pela originalidade de seus filmes, os quais rodou durante o fim do Cinema Novo, e o destaque na fase da pornochanchada. Estava longe das câmeras desde 1986, quando fez o bom drama “Eu sei que vou te amar”.

O filme não é de todo ruim, mas poderia ter sido rodado por qualquer um. A história, agradável, com momentos ternos e outros engraçadinhos, é um olhar sobre a infância e a adolescência de um garoto carioca, durante os anos 1940 e 50, em tempos de guerra. Parece recorte de um período, que tenta refletir uma geração do pós-guerra, universalizando o tema, mas tudo de forma menor, sem vigor ou grandes emoções.

Jayme Matarazzo, Maria Luísa Mendonça e Roney Vilella em A Suprema Felcidade

O que me incomoda é a teatralidade dos atores em cena, misturado com a falta de timing. Culpa que se atribui ao diretor. Soa fake para cinema, castigado por um elenco mal aproveitado, e que não está em seus melhores dias. Marco Nanini é o único que segura as pontas, nos poucos momentos que aparece. Dan Stulbach está exagerado como o pai militar, Elke Maravilha envelhecida, sem destaque algum, e ainda rápidas aparições de Ary Fontoura, Jorge Loredo (o Zé Bonitinho), João Miguel (num papel cômico, como um pipoqueiro piadista), além de Maria Flor.

Jabor já foi melhor com “Toda nudez será castigada”, “Eu te amo”, “Tudo bem” e “Opinião pública”. Esse, junto com “Pindorama”, são seus filmes menores e descartáveis. Em suma, um drama ingênuo, desconcertado, teatral demais.

Tammy Di Calafiori estreando em cinema no filme de Jabor…

A Suprema Felicidade (Brasil2010125’) Direção: Arnaldo Jabor Com:Marco Nanini, Dan Stulbach, João Miguel, Maria Flor, Elke Maravilha, Ary Fontoura, Caio Manhente, Emiliano Queiroz, Roney Vilella e Maria Luísa Mendonça, entre outros.

DVD: Menu interativoSeleção de cenas Seleção de idiomas Seleção de legendas Tela: Widescreen Anamórfico (1.85:1) Áudio: Dolby Digital(2.0 / 5.1) Idioma: português Legenda: português, inglês e espanhol Extras: making of; trailer

Distribuição: Paramount Home Entertainment

Bressane: “Precisei inventar uma maneira de se fazer filmes sem dinheiro”

‘Não me enterrem vivo’

Cineasta Julio Bressane reclama de boicote ao seu trabalho por parte das esquerdas e da imprensa

* Arnaldo Bloch para o jornal O Globo

 Julio Bressane em Lisboa, na Avenida da Liberdade - Foto Enric Vives-Rubio

Em Lisboa para mais uma retrospectiva europeia de sua obra, o cineasta Julio Bressane diz que no Brasil é ignorado pelos editais de financiamento de filmes, as esquerdas e a imprensa o boicotam há 40 anos e a opinião pública de hoje é herdeira do fascismo. 

Como é ser um dito cineasta marginal no século XXI?

JULIO BRESSANE: Hoje a expressão marginal goza até de certo prestígio. Mas foi uma invenção espúria no âmbito de um certo esquerdismo que não perdoava qualquer espírito de vanguarda que não rezasse pela cartilha, como o meu. Não era um bloco monolítico. Afinal, Cinema Novo, em termos de filmes, não queria dizer nada. É sempre assim: no fim, colocam um rótulo para facilitar a inserção no mercado.

Como a bossa nova…

Ou como a Nouvelle Vague. Truffaut, quando indagado sobre o movimento, disse que eram uns contra os outros. Mas o fato é que a coisa do “marginal”, para esse grupo, significava a abjeção suprema, o antissocial. E essas pessoas criaram a Embrafilme, tomaram conta das fontes de financiamento e continuam no poder até hoje. Assim o guichê da Embrafilme ficou vedado a uma meia dúzia de desajustados, entre os quais gente como eu e o Sganzerla. Por isso precisei inventar uma maneira de se fazer filmes sem dinheiro, para sobreviver.

Mas como seus filmes são financiados?

Em geral, como qualquer filme: através do dinheiro público. Mas com orçamentos pífios, que variam de R$ 200 mil a R$ 500 mil. Porém, um dos meus projetos recentes no qual eu mais apostava, “O beduíno”, vem sendo barrado há dois anos. Nos três editais de que participei, solicitando R$ 600 mil para produzir todo o filme, as comissões julgadoras concederam seu aval para 65 longas-metragens e eu fiquei de fora!

O que aconteceu?

Além das razões que citei antes, há esta mentalidade de que “filme de público” ou “filme de mercado” têm preferência. Ora, isso não existe. Com raras exceções, não há filme que dê lucro. A cada 50 filmes americanos, um se paga. Se considerar o custo do filme, o público não paga nem a cópia. O dinheiro vem única e exclusivamente das fontes, privadas ou oficiais, de financiamento. São elas que pagam as equipes, os diretores, os atores. Os filmes brasileiros, então… Com exceção de um ou dois, é tudo deficitário.

Dos seus filmes, qual deu mais público até hoje?

Nenhum deu “mais público”, já que nenhum deu público algum… Mas mesmo que nem eu vá, eles nunca dão prejuízo em comparação com esses colossos de custos astronômicos. Filmes que custam R$ 200 mil já estão no lucro só de irem à tela. O mais recente, “A erva do rato”, ficou nove semanas em cartaz numa sala. Há grandes produções que ficam o mesmo tempo e produzem grandes rombos. Outra limitação é a imprensa. Venho sendo vítima de um trabalho prolongado de censura a mim e a meus filmes. Quando fiz “Cleópatra”, a maneira com que o filme foi tratado foi de uma brutalidade e vulgaridade sem par. É uma mentalidade genocidária. O que não quero é que me enterrem vivo, isso é que não pode. Essas coisas representam uma espécie de veto à sua vida. Feito por gente com sensibilidade de barata. Esquecem que há gente sensível. Às vezes o que para uma pessoa é uma coisa natural pode levar outra à morte. Conheço em cinema pelo menos três casos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/05/06/julio-bressane-reclama-de-boicote-ao-seu-trabalho-por-parte-das-esquerdas-da-imprensa-924399511.asp#ixzz1Ljsd7CGr

 

* N.R.: Cineasta de minha maior admiração, cuja obra O Mandarim, de 1995, foi tema de meu trabalho de conclusão da Pós-Graduação na UFC – Especialização em Audiovisual em Meios Eletrônicos -, JÚLIO BRESSANE é de nossos cineastas o mais erudito e um dos homens mais doces com quem já tive a oportunidade de conversar.

Fico profundamente triste e solidária ao desabafo de BRESSANE e, por isso, não posso deixar de expressar minha mais intensa sintonia com o pensamento e a obra magnânima deste Cineasta – a quem o mundo reverencia constantemente, seja através de mostras retrospectivas, palestras, debates e festivais de cinema, vide a homenagem que ora recebe em Portugal; a que recebeu no início do ano no Uruguai; e as homenagens anuais na Itália -, bem como minha completa repulsa a esta sensação de indiferença e desapreço que hoje se apossa de Julio, inexplicável por tudo quanto já doou à Cultura Brasileira e ao acervo emocional de tantas pessoas que, como eu, aprenderam a  admirá-lo por sua obra importante, singular, e necessária, e descobriram no cineasta um homem sábio, profundo conhecedor da cultura de seu país, sensível, de uma delicadeza que se expressa até na sua maneira pausada de falar e na sua voz sempre baixinha, e, sobretudo, um homem de Cultura e da Cultura, um erudito na verdadeira acepção da palavra.

Nosso APLAUSO mais carinhoso e solidário a JÚLIO BRESSANE e nossa profunda Admiração pelo seu Cinema e sua obra magistral.

Wagner Moura: Cada Vez Mais, de Cinema

 

Wagner Moura na pré-estreia de VIPS em Sampa, nesta segunda-feira

A maturidade do cinema brasileiro contemporâneo passa pelo nome de Wagner Moura. Selton Mello divide as atenções, mas Moura tem o amparo do público e das bilheterias: desde 2007, quando estreou o primeiro Tropa de Elite, seus filmes foram vistos por cerca de 14 milhões de espectadores e faturaram por volta de R$ 125 milhões. Nenhum outro artista nos últimos anos, nem mesmo favoritos das telas como Xuxa ou Renato Aragão, pode se gabar disso.

Em entrevista para divulgar “Vips”, que estreia na próxima sexta, Wagner Moura,  disse não ter nenhum problema com o sucesso, pelo contrário: quer ser visto. E não só pelos brasileiros, já que a partir de julho estará filmando em Hollywood, ao lado de Matt Damon e Jodie Foster.

“Sou um artista que quer se comunicar com as pessoas”, disse o ator. “Meu trabalho foi feito para as pessoas assistirem, sem que isso seja um demérito, sem que eu tivesse que abaixar meu senso de qualidade, meu senso estético. Shakespeare existiu como um dos maiores artistas de todos os tempos, mas popular em sua essência.”

A partir disso, seria fácil imaginar o ator na televisão, mas seu último papel foi na novela Paraíso Tropical, há quatro anos, justamente quando “Tropa” entrou em cartaz, e ele não mostra qualquer disposição de voltar aos folhetins tão cedo. “A novela é uma coisa de tempo, você precisa passar um ano inteiro fazendo, tem que estar com muita disposição. Além disso, o cinema brasileiro está vivendo um momento muito bom. Acho que VIPS’ se insere num contexto extraordinário, que é de filmes de qualidade, com bons roteiros, bem produzidos, com bons atores e que querem ganhar público, achar um lugar no mercado.”

 

Wagner Moura em VIPS, que estreia nesta sexta

“Tenho muito bode desse negócio de que filme bom precisa ser um negócio cabeçudo para 17 pessoas assistirem, e que filme pra agradar o público precisa ser uma droga, ser um filme bobo”, continuou o ator. “Acho significativo o ‘Tropa de Elite 2’ ser o maior sucesso da história do cinema nacional porque ele se enquadra nisso, reúne uma dimensão política enorme, tem substância e as pessoas mesmo assim foram lá e assistiram. O espectador não é um idiota, que só quer ver porcaria, e nem o crítico só vai respeitar um negócio porque é hermético. Talvez o Brasil, por ter uma herança do Cinema Novo, do cinema político, tenha deixado essa sensação de que filme bom tem de ser difícil, não pode se comunicar. Digo isso não em oposição ao cinema de experimentação, que acho ótimo e precisa ser feito. Mas acho que não é só ele que merece ser aplaudido pela crítica e pelo público.”

Moura também disse se sentir confortável com o fato de, sozinho, já conseguir atrair público para o cinema, responsabilidade geralmente exclusiva a galãs ou astros infantis. “Acho bom existirem atores que chamem o público para o cinema. Eu vou ver os filmes que o Selton faz, por exemplo, porque gosto do trabalho dele. A mesma coisa com Sean Penn, Al Pacino. Isso faz parte. O fato de ter um ator que leve o público também é significativo desse momento do cinema brasileiro.”

O convite para o primeiro trabalho de destaque em Hollywood, segundo Moura, foi consequência de sua exposição nas telas do país. “Estou indo fazer esse trabalho por causa do ‘Tropa de Elite’, principalmente, mas também pela história que tenho aqui.”

O filme em questão se chama Elysium e tem direção do sul-africano Neill Blomkamp, o mesmo de Distrito 9, indicado ao Oscar no ano passado. O ator comentou que “Tropa” e “Distrito” são esteticamente parecidos, pelo “viés político”, e que aceitou o papel de um vilão pela qualidade do roteiro, que se passa 100 anos no futuro. “É um personagem muito bom, que eu aceitaria se fosse feito aqui ou em qualquer lugar. É muito legal mesmo.”

Ao lembrar do passado, Wagner Moura contou ter saudade de um certo sentimento “selvagem” da juventude, mas não troca isso pela experiência. “Entendi melhor como funciona o mecanismo do cinema, jogo melhor com a parafernália toda. Me tornei um ator rodado, tanto que já me deu vontade de dirigir um filme.”

 

Vanessa da Mata e Wagner Moura no set do videoclipe dirigido pelo ator

A estreia atrás das câmeras acontece com o clipe de Te Amo, de Vanessa da Mata, que será veiculado em breve. Rodado em 35mm, o vídeo é protagonizado pela bailarina Marilena Ansaldi, tem figurino do estilista Ronaldo Fraga, fotografia de Lula Carvalho (“Tropa 2″, Budapeste”) e montagem de Daniel Rezende (“Cidade de Deus”). “O que me dá tesão de dirigir é poder reunir vários profissionais legais e deixar eles trabalharem. Estou feliz.”

São dois os projetos como diretor de longa-metragem, a exemplo, mais uma vez, de Selton Mello (que dirigiu Feliz Natal e finaliza O Palhaço). O primeiro, segundo ele, “muito pessoal, como geralmente são os primeiros filmes”, ainda ganha forma e está apenas em um caderno, escrito a mão, com caneta esferográfica. O outro é a adaptação de um livro, não-revelado, através de Rodrigo Teixeira, da RT Features, produtor famoso por ter comprado os direitos de sucessos recentes como as biografias de Tim Maia e de Lobão.

Enquanto as ideias não se concretizam, Wagner Moura continua a toda como ator. No segundo semestre, estreia O Homem do Futuro, de Cláudio Torres, mistura de comédia e ficção científica. Nesta semana, ele começa as filmagens de A Cadeira do Pai. Primeiro longa do diretor Luciano Moura, o filme conta a história de um casal de médicos que está se separando e precisa lidar com o sumiço do filho de 13 anos, que foge de casa. Ainda no elenco, estão Mariana Lima (“A Suprema Felicidade”) e Lima Duarte.

Além disso, tem ao menos mais dois projetos encaminhados: a superprodução Serra Pelada, de Heitor Dhalia, diretor que está atualmente em Hollywood filmando com Amanda Seyfried; e a adaptação do livro Viúvas da Terra, sobre política agrária no Brasil, com direção de Henrique Goldman (“Jean Charles”). Isso sem contar as novas propostas que recebe semanalmente. A televisão, realmente, ficou para trás.

* Por Marco Tomazzoni

Adeus a Isabella “Capitu”…

Morreu na noite de terça, no RIO, aos 72 anos, a atriz Isabella Cerqueira Campos, protagonista de CAPITU, dirigido por Paulo César Saraceni, um marco do Cinema Novo. Isabella, como era conhecida, lutava contra um câncer de mama.

Atriz de cinema, televisão e teatro, Isabella nasceu em Novo Mundo, na Bahia, em 27 de julho de 1938. Aos 15 anos, mudou-se para o Rio, onde estudou teatro e dança. Trabalhou como comissária de bordo e tornou-se modelo em Paris, tendo desfilado para a Maison Dior em 1960.

A atriz Isabella no filme 'Capitu' / Arquivo - Reprodução

Dois anos depois, voltou para o Rio e deu início à carreira de atriz com a peça “A prima dona”. Sua estréia nos cinemas aconteceu no mesmo ano, no filme “Os apavorados”, a última chanchada da Atlântida, seguido por Cinco vezes favela, de Cacá Diegues, um dos marcos do Cinema Novo.

Isabella tornou-se uma das musas do movimento e seu trabalho mais marcante foi Capitu, de 1968, dirigido por Paulo Cesar Saraceni, que viria a ser seu marido. A atriz viveu a protagonista, ao lado de Othon Bastos como Bentinho, e Raul Cortez como Escobar.

ISABELLA: beleza e elegância ganharam as telas do país nos anos de 1960/70

Na televisão, Isabella foi destaque em novelas como “Passos dos ventos”, de 1968, e “A cabana do Pai Tomáz”, de 1971, e no seriado “Sítio do Pica Pau Amarelo”, de 1978.

No teatro, estrelou peças como “Dura lex sed lex, no cabelo só Gumex”, de 1965, “Viver é muito perigoso”, de 1968, “Quinze anos depois”, de 1985, “Amar se aprende amando”, de 1987, e “Cora Coralina”, de 1989.

Nos anos 1970, ela casou-se com o cineasta Carlos Frederico Rodrigues, com quem trabalhou em filmes como “A possuída dos mil demônios”. Na década seguinte, Isabella mudou-se com o marido para Visconde de Mauá, onde fundou o Teatro da Montanha.

Seu último trabalho foi uma participação especial no filme Brasília 18%, de Nelson Pereira dos Santos, em 2006. No ano seguinte, ela apareceu nas telas em depoimento ao documentário Panair do Brasil, de Marco Altberg.

* Conheci ISABELLA ano passado. Nos encontramos numa manhã de muito sol e calor na praia de COPACABANA, apresentada pela querida amiga DÉBORA TORRES – cineasta, idealizadora e coordenadora-geral do Festival de Goiânia do Cinema Brasileiro. 

Débora tinha ido passar uma temporada na capital carioca e era hóspede de Isabella, a quem conheceu num dos muitos festivais de cinema que acontecem no país, e teve oportunidade de homenagear ISABELLA no respeitável FESTCINE GOIÂNIA, tornando-se desde então sua grande amiga, coisa muito típica de Débora, um amor de pessoa…

Em nosso encontro na praia, ISABELLA – muito elegante, educada, meiga e bonita, mesmo com o passar do tempo -, se protegia do sol com um enorme chapéu e um guarda-chuva… Na ocasião, me contou da amizade ainda mantida com o cineasta Paulo César Saraceni, seu primeiro marido, e disse que seu grande objetivo era publicar um livro contando bastidores do cinema, através de sua experiência como uma das grandes presenças do Cinema Novo.

Depois daquele dia, mantivemos contatos por e-m e cheguei  até a indicar algumas editoras pra Isabella… há tempos, sentia falta das mensagens dela… não sabia que estava doente…

Reproduzo aqui o primeiro e-m que recebi de ISABELLA, repleto de afeto e delicadeza :

Fofésima Aurora,

Adorei te conhecer e fiquei encantada com o e-mail que você
me enviou. Que bom encontrar pessoas como você e Débora,
verdadeiros dinâmos, tônico para a alma.
Não se atreva a vir aqui ao Rio sem me procurar e 
espero que isto aconteça em breve. 
Quero estar com você e usufruir de alguns momentos ao seu lado. 
Pessoas como você não são apenas para a gente conhecer e tchau. 
São pra gente conviver. 
Como foi de carnaval? Beijos da Isabella

Guardo de ISABELLA a lembrança de uma bela senhora, elegante, de traços muito finos, simpática, delicada, um exemplo do que é uma verdadeira DIVA.

Saudades de ISABELLA !

Que Deus a receba e lhe dê muita PAZ…

* Os Filmes nos quais ISABELLA atuou:

 – Cinco Vezes Favela(1962), episódio de Marcos Farias;
– Os Apavorados (1962), de Ismar Porto;
– O Desafio (1965), de Paulo César Saraceni;
– Proezas de Satanás na Vila do Leva e Traz (1967), Paulo Gil Soares;
–  Capitu (1968), de Paulo César Saraceni;
– Pedro Diabo ama Rosa Meia-Noite (1969), de Miguel Faria Jr.;
– O Bravo Guerreiro (1969), de Gustavo Dahl;
– A Cama ao Alcance de Todos (1969), de Daniel Filho e Alberto Salvá;
– Barão Olavo, O Horrível (1970), de Júlio Bressane;
– Lúcia McCartney, Uma Garota de Programa (1971), de David Neves;
– A Possuída dos Mil Demônios (1971), de Carlos Frederico;
– As Quatro Chaves Mágicas (1971), de Alberto Salvá;
– A Lira do Delírio (1978), de Walter Lima Jr.;
– Lerfá Mú (1979), de Carlos Frederico Rodrigues;
– Parceiros da Aventura (1980), de José Medeiros;
– O Mundo a Seus Pés (1987), curta de Carlos Frederico.

Glauber Rocha Homenageado no Festival de Brasília

Leão de Sete Cabeças, restaurado, será exibido HOJE em sessão especial

Guardado durante 30 anos na Cineteca Nazionale di Roma, o filme Leão de Sete Cabeças, primeira produção de Glauber Rocha fora do Brasil, foi finalmente restaurado e será exibido em sessão especial no Festival de Brasília.

Exibição acontece às 17h desta segunda, com entrada gratuita, no Cine Brasília. A restauração faz parte da segunda fase do projeto Coleção Glauber Rocha, que, na primeira, já restaurou os filmes Barravento, Terra em Transe, O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro e A Idade da Terra.

A iniciativa é uma realização do Tempo Glauber e da filha do cineasta, Paloma Rocha, com aporte financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, Governo da Bahia, e das Secretarias de Fazenda e Cultura do Estado da Bahia, e contou com apoio da Associação Baiana de Cinema e Vídeo(ABCV), da Cinemateca Brasileira e da Cineteca Nazionale di Roma. O projeto também abarca as restaurações dos filmes Cabeças Cortadas, Claro, Câncer e História do Brasil.

A história da restauração de Leão


O original do filme do filme foi repatriado da Itália para o Brasil em 2009, quando a parceria entre Tempo Glauber, Cinemateca Brasileira, ABCV e Cineteca Nazionale di Roma foi formalizada, com incentivo da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. A restauração consistiu primeiramente no escaneamento no formato 4K e o restauro digital em 2K, realizado pelos Estúdios Mega.

O processo possibilitou a confecção de uma nova matriz, em alta definição, e um novo negativo em 35mm. A versão original do áudio em vários idiomas foi recuperada a partir de uma única cópia 35mm – que estava em avançado estado de deterioração – e de fitas Umatic. O restauro foi executado pela JLS Facilidades Sonoras.

O Filme

O cenário de Leão de Sete Cabeças é o Congo Brazaville de 1969. Vivendo no exílio imposto pela ditadura militar brasileira, Glauber Rocha, principal nome do Cinema Novo, expõe neste filme o colonialismo europeu que domina a África a as tentativas do povo nativo em se libertar desse domínio. Assim, Glauber continuou retratando as mazelas que tanto afligem os países pobres e fez disso marca da sua obra cinematográfica.

Quando Leão de Sete Cabeças estava sendo produzido, os críticos acreditavam que Glauber deveria filmar apenas paisagens em seu próprio país. Mas, quando o filme foi concluído, viram que o argumento se mostrou falho. O  longa demonstrou perfeita integração com a evolução estética glauberiana, embasada na linguagem visual e cênica de uma espécie de “pan-terceiromundismo”, e apresentou personagens arquétipos, todos com algum tipo de poder.

De um lado, os pilares do imperialismo – invasores europeus e norte-americanos, além da Igreja e seu eterno cortejo ao poder. A elite local era um fantoche denominado e coroado presidente. Do outro, os revolucionários locais, contraditórios em suas lutas e indecisos entre a centralização do movimento e a manutenção do sentimento tribal, mesmo em busca de um objetivo comum: a liberdade perante o colonialismo estrangeiro.

Para a professora de Cinema e ensaísta  da UFRJ, Ivana Bentes, “o que Glauber parece dizer é que nenhuma explicação histórica, sociológica, marxista ou capitalista, pode dar conta da complexidade e tragédia da experiência da pobreza”, constata.

Glauber imaginou o filme como uma epopéia africana, pensando-a como ponto de vista do homem do Terceiro Mundo, se opondo aos filmes comerciais que tratavam de safáris, ao modelo de concepção dos brancos em relação àquele continente. Para ele, trata-se de uma teoria sobre a possibilidade de um cinema político, feito na África justamente porque o cineasta acreditava ser o lugar que possuía os mesmos problemas do Brasil.

Ele complementa esse pensamento declarando sua aversão à leitura sociológica da miséria feita pela esquerda, visto no manifesto Estetyka do Sonho, escrito em duas versões(1966 e 1971), e que bebe nas fontes dos seus filmes realizados nesse período. Nesse texto, relata sua impotência e perplexidade perante as ditaduras militares, a fragilidade de intelectuais, artistas e militantes em combatê-las, além da acomodação popular que resulta nessa tragédia.

Glauber acredita que para superá-la é preciso seguir pelo caminho dos sonhos do cinema, provocando distúrbios nos códigos (sociais, políticos, estéticos, de comportamento), algo que já vinha sendo explorado em sua obra. Para alguns autores, Leão de Sete Cabeças pode ser visto como o elo perdido entre Terra em Transe e A Idade da Terra, a chave do enigma que liga a primeira parte da carreira de Glauber (os anos 60) com a segunda (de 1970 a 1980).

Preservação da obra de Glauber Rocha

Um dos objetivos da restauração de Leão de Sete Cabeças é dar continuidade à disseminação da obra de Glauber Rocha em alta qualidade, já que há grande aumento na demanda pelos filmes do cineasta, tanto nas escolas de cinema, quanto nos festivais nacionais e internacionais, e, por fim, para uso de trechos em documentários.

Todos querem assistir à obra de Glauber, em bom ou mal estado, mas isso tem obrigado os detentores das cópias não restauradas a fornecer material de má qualidade, incompleto e deteriorado, o que causa constrangimento e não divulga a sua obra como deveria. A partir de 2003, com o advento da Coleção Glauber Rocha, esta realidade começou a mudar.

As cópias restauradas em formato de cinema digital, DVD e película de 35mm permitem que os filmes sejam distribuídos para mostras nacionais e internacionais, além da exibição em salas de cinema comerciais, universidades e outros espaços onde a obra de Glauber tem alcance bastante significativo. O filme Terra em Transe, por exemplo, após a restauração, atingiu a marca de 10 mil espectadores nas salas de cinema, em apenas duas semanas em cartaz.

Extras do DVD 

Os DVD’s contêm documentários especialmente realizados sobre cada filme, dirigidos por Paloma Rocha e Joel Pizzini. Neles estão reunidas entrevistas com elenco e equipe, cenas de arquivo, entrevistas inéditas com Glauber Rocha, o trailer original, artigos e reportagens, análise crítica feita por especialistas, versões de roteiros, roteiros, cartazes, trilha sonora, desenhos e story-board, tudo o que compreende o processo de criação e de produção intelectual do artista.

Patrimônio histórico e cinematográfico reunido e vivo 

O próprio Glauber, em 1980, escreveu uma carta preocupado com a recuperação dos negativos originais destes filmes. O documento foi editado e utilizado na apresentação do projeto, que ainda relata a necessidade da atenção e dos cuidados urgentes com os negativos originais para que seu processo de deterioração, já avançado, não acabe por prejudicar de modo irreparável a história do cinema brasileiro, no caso da perda definitiva de algum filme. 
Ficha técnica

O Leão de Sete Cabeças
Direção: Glauber Rocha
Elenco: Rada Rassimov, Jean-Pierre Léaud, Giulio Brogi, Hugo Carvana, Gabrielle Tinti, René Koldhoffer, Baiack, Miguel Samba, André Segolo, Aldo Bixio, povo e dançarinos do Congo
Dedicatória: a Paulo Emilio Sales Gomes
Companhia produtora: Polifilm
Produtores: Gianni Barcelloni e Claude Antoine
Diretor de produção: Giancarlo Santi
Gerente de produção: Marco Ferreri
Assistente de direção: André Gouveia
Argumentistas e roteiristas: Gianni Amico e Glauber Rocha
Diretor de fotografia: Guido Cosulich
Som direto: José Antônio Ventura
Montadores: Eduardo Escorel e Glauber Rocha
Letreiros: Francesco Altan
Música: Folclore africano, Baden Powell e uma versão do Hino Nacional francês cantada por Clementina de Jesus
Locações: Brazzaville (Congo)

Equipe de restauro
Direção do projeto: Paloma Rocha
Curadoria e pesquisa: Joel Pizzini
Direção de produção: Márcia Cardim
Direção de fotografia: Luis Abramo
Assistente de direção: Sara Rocha
Restauração de imagem Mega e
Restauração de Imagem Mega e Som: Cinemateca Brasileira, Estúdios Mega e JLS Facilidades Sonoras
Apoio Financeiro: Fundo de Cultura da Bahia, Governo da Bahia e Secretaria Estadual de Fazenda e Cultura
Realização: Paloma Cinematográfica, Cardim Projetos e Soluções Integradas e Associação Baiana de Cinema e Vídeo – ABCV
Apoio: Associação dos Amigos do Tempo Glauber e Comunika Press

Serviço
Exibição de Leão de Sete Cabeças, filme restaurado de Glauber Rocha
em Sessão Especial no Festival de Cinema de Brasília 2010
Onde: Cine Brasília – Endereço: EQS 106/107, em Brasília-DF
Quando: 29/11/2010
Horário: 17h
Acesso livre