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André Costa revela Tudo que Deus criou… e faz bonito pelo Cinema em Campina Grande

 
Aproxima-se o grande dia do lançamento: o super aguardado filme de André da Costa Pinto – Tudo que Deus criou – tem pré-estreia nacional neste sábado, na paraibana Campina Grande, onde foi filmado.
 
As primeiras cenas foram rodadas ainda em 2009, tendo a Universidade Estadual de Campina Grande como realizadora. Tudo que Deus Criou é o primeiro longa-mentragem do cineasta, produtor, professor de Cinema e idealizador do Festival ComuniCurtas, André da Costa Pinto, dos premiados curtas Amanda e Monick e A Encomenda do Bicho Medonho.
 
A produção é fruto de uma parceria entre o diretor André da Costa Pinto e o produtor Adriano Lírio – ambos bastante premiados nos últimos anos por seus trabalhos na área audiovisual.
 
O elenco tem nomes de vasta estrada na cena artística nacional: Letícia Spiller, Guta Stresser, Maria Gladys, Paulo Vespúcio e Cláudio Jaborandy. Mas vale ressaltar: a maior parte do elenco é composta por atores da própria Campina Grande, todos eles ex-alunos de Aandré Costa, como o estreante Paulo Phillipe, que faz o protagonista Miguel.
 
Letícia Spiller em grande momento de atuação…
 
Amor, tristeza, dor, melancolia e momentos de extrema delicadeza compõem o filme, que tem roteiro do próprio André Costa. O filme é uma parceria da Medonho Produções com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que vem sendo pródiga em fomentar o audiovisual em suas hostes, sobretudo depois da chegada revolucionante de André da Costa Pinto aos quadros da UEPB.
 
Tudo que Deus criou foi inteiramente rodado em Campina Grande, principalmente nas ruas João Pessoa e Félix Araújo, no centro da cidade, e tem a aplaudida assinatura de João Carlos Beltrão na fotografia, e a da cantora e compositora Val Donato na trilha sonora.
 
 
A pré-estreia nacional acontece este sábado no Hotel Garden, em Campina Grande, às 20h, com sessão especial para convidados da UEPB e imprensa, contando com a participação de todo o elenco. Dia seguinte (26), no mesmo local, haverá duas sessões especiais, às 15 e às 17h, gratuitas e abertas a todos os interessados.
 

Em cenário “filme catástrofe”…

Para Célia Bitencourt

Películas “escapando” de suas latas, dezenas de fitas VHS, entre o mofo e a desfiguração apodrecida, fotografias amareladas e espalhadas pelo chão, recortes de jornais voando pela sala quente e inadequada para armazenar tamanha riqueza de registros imagéticos e sonoros da Parahyba…

Em típico cenário “filme catástrofe”, eis que desponta um espectro na embaçada imagem da vitrine. Ao passar a mão, o vulto dá lugar a um cineasta… Mas, ele não faleceu? – pergunto-me ao mesmo tempo que um frio percorre a espinha, gelando até a alma. Sim, é verdade! Como, então?! Ao tentar racionalizar a resposta, uma nova dimensão se interpõe, destituindo de sentido a indagação. Diante de mim, lá está Machado Bitencourt no Espaço Cultural, esbravejando em cena aberta de “filme silencioso”, do qual visualizo apenas expressões de angústia e revolta em estado puro.

Ensaio voltar ao sentido perdido, pois reza a lenda que os mortos serenam seus ânimos. Qual nada! “Aqui”, a normalidade cotidiana é absolutamente subvertida; dou-me conta então do pesadelo em que estou mergulhado.

Ainda lembro dos sonhos como manifestação de desejos, já dizia Freud… Este, porém, se passa em velocidade chapliniana, sem sonorização, acompanhado apenas de música triste enquanto Machado nos lembra Michael Douglas (Um Dia de Fúria), revirando o que restou de seu acervo até levar as mãos à cabeça em desespero incontido ante um desfecho tão apoteótico quanto desolador:

Fotogramas escorrem impunemente em transmutação líquida (“síndrome do vinagre”, que configura a decomposição da película) pelas rampas do Espaço Cultural, na mais surreal e fantástica tomada com força de “tsumani”. Desperto subitamente, ainda acometido do forte aroma do tempero doméstico.

Tal como um náufrago, eis o melancólico resumo da fita, Machado parece ter perdido de vez as esperanças de que sua “garrafa”, lançada ao mar de indiferenças e má vontades recorrentes… seja um dia encontrada.

Eita Parahyba velha de guerra ! Nem na vida eterna dá descanso a seus filhos !

* Texto do professor e documentarista paraibano, LÚCIO VILLAR, coordenador-geral do Festival ARUANDA de Documentários, que acontece todo dezembro na adorável João Pessoa…

Vem Aí o VI ComuniCurtas…

Querido e jovem cineasta André Costa avisa: estão abertas inscrições à VI edição do ComuniCurtasUEPB – Festival Audiovisual de Campina Grande.

Podem ser inscritos curtas com até 20 minutos de duração, produzidos em qualquer época, desde que nunca tenham participado, em anos anteriores, de nenhuma das Mostras do ComuniCurtas.

Este ano, a grande novidade do festival camoinense é que, além da Mostra Competitiva de Curtas, haverá também a Mostra de Making Of.

  

Corra e Inscreva seu trabalho !

Consulte regulamento e baixe ficha de inscrição: www.comunicurtas.com.br