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Miguel e a morte inafiançável

Morte de Miguel expõe o racismo estrutural por trás das ...

Diante da trágica morte do garoto pernambucano Miguel, vítima do descaso, racismo, indiferença e negligência de uma patroa (branca) de sua mãe, ficamos todos mudos e indignados.

O Poeta CARPINEJAR foi quem melhor traduziu toda a perplexidade, revolta, repulsa e aflição diante da evitável tragédia. A seguir, a crônica iluminada do notável escritor gaúcho:

DEUS NÃO ACEITA FIANÇA
Fabrício Carpinejar

Diante de Deus, você não terá direito a fiança, não terá desculpas, não terá influência, não terá advogados poderosos, não terá costas quentes, não terá tradição, não terá imóveis, não terá sobrenome, não terá barganha, não terá privilégios, não terá acesso a celulares de governantes.
Diante de Deus, você não será branca, rica, loira, olhos claros, primeira dama, viajada, culta, nada.
Diante de Deus, conhecerá uma inédita igualdade, uma surpreendente justiça, todos são iguais em Sua presença, o que aconteceria com a doméstica se ela fizesse isso com o seu filho realmente acontecerá com você.
Diante de Deus, pagará a conta de sua consciência, não poderá mentir, disfarçar, sonegar a verdade.
Ele sabe que andar apertou no elevador, Ele sabe que você não quis perder tempo com o filho da empregada, Ele sabe exatamente o que você pensou, Ele sabe quem você é, Ele sabe que você abriu a porta para a morte.
Diante de Deus, entenderá o que é um olhar demorado, o que é cuidar, aquilo que deixou de fazer por uma criança indefesa.
Diante de Deus, suas unhas pintadas não serão mais importantes do que a vida de um menino.
O inferno não é um lugar inventado, vem daqui da terra. De seu coração.

E por falar em quarentena, que tal rever “Amores Roubados” ?

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Minissérie de 2014 é trunfo da teleficção

*Aurora Miranda Leão

A começar pela expressividade do layout do título e pela impactante abertura, AMORES ROUBADOS é produção singular da nossa Teledramaturgia. Sou das que acompanharam a exibição na grade da programação da TV Globo em 2014 e recomendo que a assistam.

Quem me acompanha ao longo de minha caminhada como jornalista e pesquisadora de teleficção seriada, sabe o quanto aprecio a narrativa ficcional televisiva. Quando as obras são boas – como esta AMORES ROUBADOS -, aí mesmo é que faço questão de dizer que vejo e vejo com prazer ! Porque amo Dramaturgia – seja no Teatro, no Cinema ou na TV. Assumimos desde sempre que o bom é viajar por outras histórias, inventadas por outras cabeças, recheadas de outras fantasias, que não as nossas. Afinal, como diz o poeta gaúcho Carpinejar, nem a nossa história deixa de ser fantasiada por nós mesmos.

O roteiro de Amores roubados é de George Moura, pernambucano que também assina a autoria de “Onde nascem os fortes” (supersérie exibida em 2018), a partir de obra de Joaquim Maria Carneiro Vilela – advogado, ilustrador, pintor paisagista, cenógrafo, juiz, bibliotecário, secretário de Governo, fabricante de gaiolas, e escritor -, escrita entre 1909 e 1912, e merecedora de várias adaptações para o teatro e o cinema. Mas, por certo, o fato de ter obra sua exibida na programação da emissora líder de audiência no país, fará com que o nome do escritor seja definitivamente inscrito entre os grandes de nossa Literatura. Com o título original de “A emparedada da rua Nova”, Carneiro Vilela dizia que a história viera de um relato ouvido de uma escrava. Até hoje, não se sabe ao certo o que foi ficcionado pelo autor e o que realmente aconteceu.

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Cauã Reymond é Leandro, um típico “don juan” contemporâneo do sertão…

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Minissérie marca estreia de Jesuíta Barbosa na telinha: ele faz Fortunato, grande amigo de Leandro (Cauã Reymond).

Mas só em ter valido esta primorosa minissérie, já ganhou – e muito – a história de nossa Teledramaturgia, enriquecida pelas interpretações poderosas de Murilo Benício – um ator que consegue passar todo o sensório de seus personagens só com o olhar -, Irandhir Santos, Cauã Reymond, Isis Valverde, Patricia Pillar (soberba em sua angústia lancinante e silenciosa), Cássia Kiss, Osmar Prado, Dira Paes, César Ferrario, Jesuíta Barbosa, Magdale Alves e Thierry Tremouroux.

PRINCIPAIS DESTAQUES: 

– Direção precisa de José Luiz Villamarim, direção de arte, e fotografia de Walter Carvalho;

– O set, os enquadramentos e a atuação de Osmar Prado e Cássia Kiss na cena do acerto de contas;

– A frieza e vilania intrínseca do personagem Jayme, rapidamente tratando de se ‘descartar’ da conversa ‘incômoda’ do sogro Antônio;

– A luz da cena entre Jaime e o delegado (Walter Breda), num lindíssimo enquadramento em silhueta;

– A conversa entre Jaime e Cavalcante – Murilo Benício de costas, passando toda a emoção somente com a voz – genial !

– A comovente e quase pueril fala de Antônia, encharcada de emoção no velório do avô – ISIS VALVERDE divinal, uma nordestina com naturalidade, beleza singular e profunda empatia, levando o telespectador às lágrimas;

– O encontro de Antônia e Fortunato na beira do rio São Francisco…

* A inserção da bela Jura Secreta, música de Sueli Costa e Abel Silva, cantada de forma singular por um contagiante Raimundo Fagner;

* A qualidade das atuações de Irandhir Santos e César Ferrario numa pujança de força magistral entre dois talentos nordestinos;

* A tocante cena entre Cássia Kiss e Jesuíta Barbosa marcando mais pontos na atuação poderosa do elenco e ressaltando uma direção de arte poderosa a favorecer o contraste entre o vermelho ‘revelador’ da personagem de Cássia, o floral do guarda-chuva e a aridez rochosa às margens do São Francisco;

* Patrícia Pillar e Murilo Benício – contracena de Gigantes !

* Lindíssimos momentos de Isis Valverde, quer seja na fotografia magistral de Walter Carvalho, bem como da atuação emocionada e emocionante da atriz;

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* A sintonia precisa entre Isis e Benício em momentos de revelações perturbadoras;

* O quadro poderoso do grande campo de arames farpados como desfecho para o fim do grande vilão, o temido e maligno Jaime, quando a cena ganhou primorosos ares de réquiem;

* O belíssimo final à beira do rio reunindo 3 gerações – filha, neto e avó, preconizando possíveis (?) novos tempos de calmaria na vida conturbada, triste e sombria da família de Jaime – Isis e Patrícia em belos movimentos de interação mãe-filha X atriz tarimbada-atriz em ascensão !

Resultado de imagem para amores roubados cenas finais Patrícia Dira e Isis

Cena final une Isis Valverde e Patrícia Pillar.

De somenos: o não fechamento do destino de João (Irandhir Santos) – personagem e ator mereciam ter sua história amarrada junto ao público; e o do personagem Oscar (Thierry Tremouroux), professor de música da Orquestra Sanfônica, projeto idealizado por Isabel (Patrícia Pillar), ‘exilado’ da cidade a mando de Jaime, e tendo que se passar por Leandro…

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O diretor José Luiz Villamarim dirige Dira Paes e Cauã Reymond…

Amores Roubados é um produto de excelência, que ganhou (como apontamos em artigo de 2014) muitos prêmios: direção, fotografia, ritmo, direção de arte, edição, trilha e atuações magníficas num roteiro de suspense, rico em diálogos bem elaborados e coerentes com o cerne da história. DEZ é ainda pouco para AMORES ROUBADOS ! E é um orgulho para quem, como eu, fica feliz em poder aplaudir a grandiosidade dos nossos artistas e a qualidade a que chegaram os técnicos brasileiros ! Que Teledramaturgia de alto nÍvel faz o Brasil !

As casas dos moradores do distrito estão sendo usadas nas gravações. Um carrossel foi colocado perto da igreja do distrito, que foi expandida para as cenas. Os próprios moradores estão atuando como figurantes em 'Amores Roubados'

O interior do Nordeste brasileiro, fonte perene para a ficção teleaudiovisual.

*Você pode conferir a minissérie inteira acessando o Globo Play. A plataforma pode ser acessada de graça nestes tempos de pandemia.

Cinema, Fake News, Comunicação e Interartes serão debatidos em Colóquio

Colóquio Interartes

Será aberto hoje o I Colóquio Interartes e Comunicação,  na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (Facom-UFJF). Em pauta, a interdisciplinaridade da área, contando com a presença de especialistas para apresentar o diálogo e as interfaces criadas entre cinema, literatura, mídias digitais e comunicação.

A coordenadora do curso de Rádio, Tv e Internet (RTVI), profa. Erika Savernini, e a professora Teresa Neves, são as organizadoras do Colóquio, que deve mobilizar a Facom esta semana. As docentes trabalham a fronteira interdisciplinar em seus respectivos grupos de pesquisa: “Estética e Pensamento Cinematográfico” e “Narrativas e outras Textualidades”. Tem ainda o grupo “Conexões expandidas”, orientado pela professora Soraya Ferreira, que também integra a programação.

O Colóquio une o trabalho dos três grupos de pesquisa. A professora Erika explica que a interdisciplinaridade é essencial na Comunicação enquanto ciência: “A pós-graduação da professora Teresa é na Letras; meu mestrado e doutorado são no Cinema. A professora Soraya trabalha com o campo das tecnologias digitais. Cada uma tem a sua linha de pesquisa, mas a gente estabelece diálogos.”

A ideia do evento surgiu com a intenção de trazer abordagens mais amplas para a Comunicação, aproximando-a das artes: “Com a entrada do curso de RTVI, eu queria fazer um evento com um perfil mais próximo do curso, mas o tema também conversa com o jornalismo porque, afinal, é tudo comunicação”, afirma Erika.

Erika Savernini destaca que a oportunidade de trazer convidados é muito enriquecedora para os participantes: “Com o auxílio financeiro da Capes e o apoio da Fapemig, conseguimos trazer pesquisadores de outras instituições e essa troca de experiências, que eventualmente se dá com profissionais de outras áreas, renova o pensamento”.

Para conduzir a programação, a organização convidou os professores Christine Veras, da Universidade do Texas, em Dallas (EUA), Wellington Júnio Costa, da Universidade Federal do Sergipe (UFS), e Eugênio Trivinho, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Nós resolvemos trazer pesquisadores com quem nos interessa estabelecer parcerias, contatos e, quem sabe, construir uma rede interdisciplinar”, conta Erika, líder do grupo de pesquisa “Estética e Pensamento Cinematográfico”. Os grupos “Narrativa e outras Textualidades” e “Conexões Expandidas” — respectivamente das professoras Teresa Neves e Soraya Ferreira — também estão à frente da realização do Colóquio de Interartes e Comunicação.

Coloq 1

Hoje, às 13h30, o Colóquio será aberto com palestra de Christine Veras (pesquisadora e professora de animação, University of Texas at Dallas) sobre “A pesquisa experimental em arte e tecnologia: especificidades e expansões”, a partir de sua pesquisa de doutorado, desenvolvida na Nanyang Technological University (Cingapura), que gerou a patente do Silhouette Zoetrope, vencedora, em 2016, do terceiro lugar no concurso internacional anual de melhor ilusão.

COLOQ livro

A programação segue com o lançamento, às 17h, do livro “Estudos Literários-Visuais; abordagens de um projeto de extensão interdisciplinar”, organizado pelos professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Carlos Eduardo Japiassu Queiroz e Wellington Júnio Costa (ambos estarão presentes e Wellington é palestrante amanhã, 15 de maio). O livro reúne textos de mais 7 autores, que participaram do projeto “Sextas Literárias-Visuais no DLEV”, em 2016 e 2017, apresentando suas leituras de adaptações literárias no cinema, na perspectiva do diálogo entre áreas de conhecimento e linguagens distintas, como a Arquitetura, o Cinema, o Direito, a Filosofia e a Literatura.

Amanhã, dia 15, a palestra será ministrada pelo professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Wellington Júnio Costa, que falará sobre o processo de criação do poeta francês Jean Cocteau. Neste dia, as mesas discutirão os temas “Toda realidade é fake” e “Memória, história e ficção”. Já no último dia, a palestra “Distopias Digitais” será realizada pelo professor da PUC-SP, Eugênio Trivinho, responsável pelo encerramento do evento.

Aluizio

Já o professor Doutor Aluízio Ramos Trinta apresentará o trabalho “Realmente falso ou falsamente real ?  (Os ardis do fake e sua generalização em nosso tempo)”

“Toda realidade é fake” é o nosso mote; mas será fake tudo o que tivermos na conta de realidade? E o que chamamos de realidade é o mesmo que denominamos de real? E, se houver, qual a diferença? Dois livros e dois filmes darão perímetro e volume à nossa breve reflexão. São eles, respectivamente, A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord (1968), e Simulacros e Simulação, de Jean Baudrillard (1981); “O show de Truman”, de Peter Weir (1998), e “Matrix”, de Lilly e Lana Wachovski (1999). A seu modo próprio, estas quatro obras antecipam a introdução de um real pós-humano e a irrupção de uma realidade cotidiana, reconfigurada pela inteligência artificial e modelada por algoritmos.

Aluizio Ramos Trinta é Bacharel e Licenciado em Letras e Literaturas de Língua Portuguesa pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Professor Leitor na Universidade de Toronto (Canadá), onde cursou o Mestrado em Linguística e a Especialização em Comunicação, com o Professor Herbert Marshall McLuhan. É Mestre em Linguística e Filosofia da Linguagem pela ECO/UFRJ e Doutor em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ. É Professor Convidado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Teresa

Teresa Neves, líder do grupo Narrativas e Outras Textualidades, mediará a mesa e apresentará o trabalho “Quem tem medo das fake news?”

No contexto das novas modalidades de interação e participação das redes sociais digitais, propõe-se investigar o fenômeno das fake news como uma espécie de destino irônico do jornalismo, cujas fronteiras não podem mais ser desembaralhadas, deixando em xeque a própria ideia de notícia. O estudo apoia-se nas concepções de “ecologias comunicativas” e “arquiteturas informativas”, de Massimo Di Felice, “verdade como adequação” e “verdade como desvelamento”, de Martin Heidegger, “trânsito” e “simulacro”, de Mario Perniola, e na noção arquetípica de “trickster”, tal como elaborada por Lewis Hyde.

Teresa Neves é professora associada do Departamento de Fundamentos, Teorias e Contextos da Faculdade de Comunicação da UFJF e líder do Grupo de Pesquisa Estudos de Narrativas e Outras Textualidades. Tem doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora e mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Érika

Erika Savernini, líder do grupo Estética e Pensamento Cinematográfico. Vai apresentar o trabalho O sistema formal fílmico como teoria: proposta de teorização e de metodologia para entender o cinema como uma forma de pensamento engendrado no fazer.

Resumo: Apresentaremos a concepção de cinema que permeia as pesquisas desenvolvidas no grupo Estética e Pensamento Cinematográfico. Nos últimos anos, propomos uma investigação teórica sobre o ato criativo cinematográfico e sua forma expressa (o filme) com fundamento em uma teoria estética (Pareyson), uma concepção filosófica (Julio Cabrera) e uma metodologia (Teoria dos Cineastas) que tomam o cinema como uma forma de pensamento inscrito no sistema formal fílmico que é apenas traduzido (precariamente, em alguns momentos) para a língua escrita no processo de sua interpretação e no nosso modelo ocidental de produção e de divulgação do conhecimento científico.

Soraya

Linguagens e Distopias Emergentes no Ciberespaço é o trabalho a ser apresentado pela profa Doutora Soraya Ferreira.

Buscamos entender como as diferentes dinâmicas de comunicação insurgem em acontecimentos contemporâneos disruptivos, polissêmicos, contemporâneos que evidenciam a distopia do ecossistema digital. Articulamos reflexão entre teoria e prática crítica a partir da obra o Céu nos Observa” de Daniel Lima, 2010, que ganha potência poética na medida em que agencia no “comum” interações informacionais, chamando atenção para os elementos de vigia que convivemos – de maneira invisível – no nosso cotidiano. A obra nos faz ver os controles existentes em nossos territórios e fora do nosso corpo, que ao mesmo tempo dominam nossos corpos e nossas ações rotineiras, fazendo parte do nosso habitat conectivo.( Texto elaborado com Christine Mello- Líder do Grupo de Pesquisa Extremidades)

Soraya Ferreira é Doutora em Semiótica pelo Programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica pela PUCSP e estágio pós-doutoral no Programa de Tecnologia da Inteligência e do Design Digital da PUCSP- TIDD_PUCSP. Faz parte do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Sociedade da UFJF é líder do Grupo de Pesquisa Conexões Expandidas e é membro do Grupo Sociotramas do TIDD_PUCSP. É autora do livro A Televisão em Tempos de Convergência, pela Editora UFJF.

 Isabela

Isabela Ribeiro Norton é mestranda em Comunicação pelo PPGCOM-UFJF na linha de pesquisa Estética, Redes e Linguagens.Pesquisa temas relacionados ao fluxo informativo, dinâmica comunicacional, transmídia, redes e cultura participativa. Membra do Grupo Conexões Expandidas – Facom/UFJF.

A primeira série Original Netflix totalmente brasileira, Série 3%, trata de um futuro distópico, no qual só os 3% merecedores conseguem passar por um processo seletivo e chegar ao Maralto Analisar estratégias de divulgação da série em espaços não tradicionais, assim como os fluxos e as dinâmicas propostas nos permitem entender parte do ecossistema digital que habitamos. Olhar para como se faz comunicação e entretenimento é uma poderosa ferramenta para olhar para a nossa realidade.

Helena coloq

Helena Oliveira (PPGCOM-UFJF) apresentará trabalho que desenvolveu com Nilson Assunção Alvarenga, intitulado O real no jogo de Eduardo Coutinho. Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho, é considerado um dos principais filmes do documentário nacional e já foi amplamente discutido e estudado por pesquisadores em artigos científicos e livros. Com a intenção de trazer uma nova perspectiva para o filme, o presente artigo tentará analisá-lo sob à luz da noção de real, tal como pensada por Hal Foster e Jean-Louis Comolli, abordando os possíveis efeitos do jogo proposto pelo diretor e propondo que o documentário trata, em última instância, do papel do espectador nesse jogo. 

Laryssa

Laryssa Prado (PPGCOM-UFJF) apresentará o trabalho SÉRIES DE ANIMAÇÃO INFANTIL: representação de gênero em produções brasileiras. A presente pesquisa, desenvolvida como dissertação de mestrado (em andamento), tem como objetivo, por meio da análise fílmica, investigar como se dá a representação de gênero em três séries de sucesso no Brasil: Meu AmigãoZão, O Show da Luna e Irmão do Jorel, voltadas ao público de 03 a 11 anos. Para isso, a pesquisa também trabalha conceitos como educomunicação e estudos de gênero, além de abordar uma breve perspectiva sobre a história, modelos, formatos e escolas na animação

SERVIÇO

I COLÓQUIO INTERARTES & COMUNICAÇÃO

Quando: de 14 a 16 de maio, das 13:30h às 20h.

Onde: Faculdade de Comuicação – UFJF

Entrada franca.

Confira a programação completa

Outras informações: (32) 2102-3601/3602 

CATANDUVA prepara Mostra de Cinema

Filme COLEGAS e oficina gratuita de Roteiro constam da programação…

Mostra CARTAZ

Faltam apenas 13 dias para o início da I Mostra de Cinema de Catanduva, projeto cultural que visa a propiciar à população de Catanduva e região acesso ao cinema independente brasileiro e contato com artistas e cineastas, inserindo assim a cidade no circuito de mostras e festivais do país.

Cantanduva está, portanto, em contagem regressiva. O ritmo se intensifica e a expectativa entre estudantes, produtores e realizadores, trabalhadores da Arte e da Cultura, profissionais da Comunicação, Imprensa, ou simplesmente interessados pela Sétima Arte, acelera em movimentação constante. A programação da Mostra está assim organizada:

Mostra de Curtas: exibição de cinco curtas-metragens por dia, de temática variada, totalizando vinte filmes. Local: Anfiteatro do Centro Cultural de Catanduva.

Mostra de Longas: exibição de um longa-metragem por dia, de gênero documentário, sempre após a exibição dos curtas, totalizando quatro produções. Local: Anfiteatro do Centro Cultural de Catanduva.

Mostra Infanto-Juvenil: exibição de sete curtas-metragens, em dois dias, durante o horário escolar (manhã e tarde). A Secretaria de Educação é parceira da Mostra, sendo responsável por levar os alunos da Rede Municipal para assistir aos curtas. Local: Teatro Municipal Aniz Pachá.

Mostra de Inclusão Social: exibição do longa “Colegas” (2012), de Marcelo Galvão, em um dia durante o horário escolar (manhã e tarde). Público-alvo: instituições que atuam com público portador de necessidades especiais, como Apae e Coordenadoria de Inclusão Social de Catanduva. Local: Apae de Catanduva

Col este

O premiado filme COLEGAS é uma das atrações da Mostra de Catanduva…

A I Mostra de Cinema de Catanduva também vai promover uma oficina de roteiro gratuita, lançamentos de livros, e bate-papo de cinema, TV e teatro com renomados artistas brasileiros, os quais estarão em Catanduva para prestigiar o evento.

QUEM FAZ A MOSTRA CINEMA DE CATANDUVA 

Curadoria da I Mostra de Cinema de Catanduva

AURORA MIRANDA LEÃO – Bacharel em Comunicação Social e pós-graduada em Audiovisual em Meios Eletrônicos pela Universidade Federal do Ceará, onde também cursou Arte Dramática. É jornalista, atriz, radialista, cantora, professora de teatro, documentarista, e produtora cultural. Edita o blog Aurora de Cinema, já com quase 500 mil leitores, e escreve também para os sites Turismo & Negócios, Garganta da Serpente e Argumento.net. Há mais de 13 anos, assina a editoria de Arte & Cultura da revista Gente de Ação, e há seis apresenta os programas Cultura & Música, e Conversando com Arte pela Rádio Universitária FM de Fortaleza. É organizadora dos livros Analisando Cinema – Críticas de LG de Miranda Leão (Coleção Aplauso/Imprensa Oficial de São Paulo), e Ensaios de Cinema (edital Cultura da Gente – Banco do Nordeste do Brasil). Atua com frequência no circuito de festivais de cinema, onde divide-se nas funções de repórter e jornalista convidada, curadora, jurada, realizadora, e Relações Públicas. Também ministra palestras sobre o tema e mantém um canal no Youtube, atendendo por Aurora de Cinema. Recebeu menção honrosa no 9º Prêmio Missões (Roque Gonzalez, RS) por sua matéria Utopia de Cinema, além de contar duas premiações no jornalismo radiofônico, uma na área de Saúde (Ministério da Saúde) e outra na área de Economia (1º Prêmio BNB de Jornalismo, promovido pelo Banco do Nordeste em 2003, na categoria Mídia Eletrônica). Entre seus trabalhos audiovisuais, produziu os curtas LG – Cidadão de Cinema (de Gui Castor), Zé.com (de Luís Carlos Lacerda), Engenho de Menino, Coração Raiz, Santalegria, O sumiço de Alice, e Resta Um, todos dirigidos por ela); os documentários Adorável Rosa, A casca avoa & o miolo fica, Pegadas de Zila (de Valério Fonseca), e No Passo do Birim; a vídeo-crônica Tavoliana; e o clipe da música Batuques & Bantos, do cantor e compositor Calé Alencar. Atuou nos curtas A Última Palavra, de Chico Cavas Jr, Um dia que corre, de Arthur Leite, e protagoniza o ainda inédito ‘O Último Cigarro’, de Bruna Dantas. É curadora do Festival Internacional de Cinema da Fronteira, e convidada anual do FECIM (Festival de TV e Cinema Independente de Muqui) e do Comunicurtas (Festival Audiovisual de Campina Grande).

 

FELIPE BOSO BRIDA – Nascido em Catanduva (SP), é jornalista, crítico de cinema, especialista em Artes Visuais pela Unicamp e professor no Imes-Fafica (Catanduva/SP) e no Senac Catanduva. Comentarista de cinema na Nova TV (Catanduva/SP), é autor do livro “Cinema em Foco – Críticas Selecionadas” (2012) e colabora com resenhas de filmes em diversos órgãos de imprensa (boletim eletrônico Colunas & Notas, boletim informativo da UNESP/Bauru, Observatório da Imprensa, Argumento.net e revista Middia Magazine). É organizador e consultor de festivais e mostras de cinema brasileiro. Como comentarista de cinema, já atuou nas rádios Jovem Pan, Bandeirantes AM e Globo AM e também nos jornais O Regional e Notícia da Manhã, além de ter sido colaborador de cinema nos sites E-Pipoca, Cineminha e UOL.

AP

O Teatro Aniz Pachá vai abrigar a mostra infanto-juvenil…

Equipe Técnica

Organização, Coordenação e Realização: Prefeitura de Catanduva e Secretaria de Cultura de Catanduva

Prefeito: Geraldo Vinholi

Secretário de Cultura: Nelson Lopes Martins

Realização: Prefeitura de Catanduva através da Secretaria de Cultura

Parceria: Secretaria de Educação, Secretaria de Inclusão Social, SESC, APAE, FATEC, IMES, Paulinhos Grill

SERCINE: Ainda dá tempo inscrever !

As inscrições ao terceiro SERCINE – Festival Sergipe de Audiovisual prosseguem até dia 26.

Este ano, o festival sergipano reforça a busca peça democratização do acesso do público a obras audiovisuais de grande destaque, possibilitando a disseminação de trabalhos de novos realizadores, e visando a disseminar a produção audiovisual da região nordeste, além de promover o acesso de portadores de necessidades especiais ao cinema através de mostras de acessibilidade.

Se você é Realizador de Cinema e deseja participar, esta é a sua chance ! Os realizadores podem concorrer na Mostra Competitiva Cão de Telha, voltada ao Cinema Nordestino, e na Mostra Competitiva Nacional Universitária, voltada para realizadores universitários de todo o país.

Mais informações: www.sercine.com.br

O SERCINE é uma realização da Cacimba de Cinema e Vídeo, Ministério da Cultura e Governo Federal.

MUQUI mobilizada: FECIM começa na Quinta…

Tv e Cinema Independente é o foco do I FECIM…

Este AURORA DE CINEMA vai estar em MUQUI, município do Espírito Santo conhecido como Cidade Menina, cobrindo o festival organizado por Léo Alves…

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Cine Favela promove oficina gratuita de Cinema

Mais dos bastidores do Araxá Cine Festival…

Aurora de Cinema direto do Araxá Cine Festival

A paisagem repleta de Ipês, cenário inspirador de Araxá

Débora Torres, Jui Huang e Aurora Miranda Leão na noite de abertura…

Aurora Miranda Leão entre Alexandre Lopes e Jui Huang, dois novos e adoráveis amigos…

Débora Torres, a idealizadora do Araxá Cine Festival, cineasta Helvécio Ratton e ator Odair Fialho…

Curtindo a natureza e em busca de cenários para o novo curta Aurora de Cinema…

Em visita ao galpão de tecelagem da Fundação Calmon Barreto: Alice Gonzaga, Célia Pio, Aurora Miranda Leão, Débora Arantes e Laura Pires (foto Ed Cajazeiras)…

Aurora Miranda Leão, Alice Gonzaga e o fotógrafo Alex Silva em frente à antiga estação de trem, hoje Fundação Calmon Barreto…

Delícias de Araxá colocam mulheres num de seus hobbies preferidos: comprar…

Antônio Leão e Aurora Miranda Leão: parentes na mesma emoção pelo Cinema !

Flávio e Karla Guarnieri: belo casal encantou a todos no Araxá Cine Festival

Aurora Miranda Leão, Leonardo Cata Preta e Jui Huang na plateia do Teatro Municipal de Araxá…

Na noite de lançamento do pré-trailler de ‘Vazio Coração’: Débora Torres, Patrícia Naves, Sr. Timótheo e cineasta Alberto Araújo…

Alex Moletta e Aurora Miranda Leão: reencontro de amigos no Araxá Cine

* Fotos Alex Silva e Ed Cajazeiras…

Filmes produzidos na América Latina podem receber apoio

Inscrições abertas à 10ª edição do Miami Encontros, programa de desenvolvimento de projetos de longas-metragens produzidos na América Latina.

O Festival Internacional de Cinema de Miami, cuja 30ª edição será realizada em março de 2013, aceita inscrições de longas em fase de pós-produção, produzidos por produtoras latino-americanas e/ou dirigidos por realizadores hispano-americanos, desde que contenham temática latina. O período de inscrição vai até 7 de dezembro – a cópia em dvd do filme deve chegar aos organizadores impreterivelmente até 16 de dezembro.

Aos cinco projetos selecionados será entregue prêmio no valor de 10 mil dólares, patrocinado pela Entidade de Gestão de Direitos dos Produtores Audiovisuais Ibero-americanos (EGEDA). A finalização dos projetos e seu posterior impulso para que estreiem em âmbito internacional são objetivos principais do programa.
Saiba mais: http://www.miamifilmfestival.com/industry/encuentros.aspx

FestCine Amazônia: ainda dá tempo !

 Continuam abertas até dia 31 as inscrições à 10ª edição do FESTCINEAMAZÔNIA Festival Latino Americano de Cinema, a ser realizado na cidade de Porto Velho, de 6 a 10 de novembro.

Podem ser inscritas produções de qualquer país, desde que legendadas em português. O Festival aceita todos os gêneros de produção: ficção, animação, experimental, documental e reportagem ambiental (TVs) com até 26 minutos.

O FESTCINEAMAZÔNIA é o maior festival de audiovisual da região norte do país, reconhecido no Brasil e outros países. Coordenado pelo cearense Jurandir Costa, residente há décadas em Rondônia, o festival apresenta, além da mostra competitiva, filmes convidados e homenageia artistas, produtores, diretores e personalidades atuantes na temática ambiental. Este ano, o projeto comemora a primeira década mantendo edições ininterruptas. Inscrições e Regulamento no site www.cineamazonia.com