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Beth Formaggini registra memória da ditadura em “Pastor Cláudio”

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“Pastor Cláudio”, documentário escrito e dirigido por Beth Formaggini, será exibido hoje e amanhã no Cine São Luiz, em Fortaleza. As sessões serão seguidas de debate.

Estarão presentes Lúcia Alencar (sobrinha do Frei Tito), da Secretaria da Proteção Social Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS); Pastor Jamieson Simões, militante dos direitos humanos; e o professor Phillipe Bandeira, realizador audiovisual, pesquisador, curador, fotógrafo, doutorando e mestre em Comunicação (UFPE), bacharel em Ciências Sociais (UFC), que vai coordenar a mesa.

O filme mostra o encontro entre o bispo evangélico Cláudio Guerra — ex-delegado responsável por assassinar e incinerar opositores à Ditadura Militar no Brasil (1964-1985), e Eduardo Passos — psicólogo e ativista dos Direitos Humanos, que trabalha no atendimento a vítimas da violência do estado ontem e hoje. A produção é da 4 Ventos Comunicação.

Respaldado por uma interpretação contestada da Lei da Anistia e hoje membro ativo da comunidade evangélica, o Pastor Cláudio revela, dentre outros crimes, como fazia para desaparecer com corpos durante a atuação como agente do estado brasileiro no período da Ditadura. Com a abertura política, Cláudio trabalhou na segurança pública replicando os métodos do passado. Para registrar o diálogo entre o pastor e o psicólogo, a diretora Beth Formaggini monta um cenário com um telão, no qual são projetadas fotografias e vídeos de militantes assassinados de um passado que perdura.

“Propus uma conversa entre Cláudio e Eduardo durante a qual se projetam as imagens, permitindo-nos ver a vinculação de Cláudio à violência do Estado praticada naqueles anos, além de perceber sua frieza aterradora”, conta a diretora. “A interação dos dois personagens, e as cenas e fotos no telão, que também são projetadas no corpo de Cláudio, trazem à tona memórias e reflexões sobre a banalidade do mal e seus desdobramentos. A violência dos homens e do Estado continua a nos assombrar até hoje no Brasil e no mundo”.

“Pastor Cláudio” surgiu a partir da investigação de Beth Formaggini na direção do documentário “Memória Para Uso Diário” (2007), sobre o grupo Tortura Nunca Mais e os desaparecidos políticos da ditadura. Em 2012, foi lançado o livro “Memórias de Uma Guerra Suja”, no qual Rogério Medeiros e Marcelo Netto reúnem depoimentos de Cláudio Guerra. A partir deles, Beth conseguiu respostas para casos que permaneciam sem esclarecimento da Operação Radar (1973-1976), que executou 19 integrantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Foi então que a diretora partiu para Vitória em 2015 para entrevistar Cláudio Guerra, em companhia de Eduardo Passos.

O documentário de Formaggini venceu o prêmio de melhor filme no Festival de Vitória 2018 e participou das mostras: Festival Internacional de Cinema Documental (Equador, 2018), Festival Kinoarte de Cinema 2018, Brasil em Movimento (França, 2018), Festival Internacional de Mulheres no Cinema – FimCine 2018, Festival do Rio 2017, Festival de Havana 2017, Festival Internacional de Filme Documentário do Uruguai – Atlantidoc 2017, Forum Doc BH 2017, Festival Internacional Pachamama (Acre, 2017) e Mostra Autres Brèsils, em Paris, este ano.

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Cineasta Beth Formaggini faz mais um filme importante para a história do país.

Sinopse:

Conversa entre o Bispo evangélico Cláudio Guerra, ex-chefe da polícia civil que assassinou e incinerou militantes que se opunham à Ditadura Militar brasileira e Eduardo Passos, psicólogo militante dos direitos humanos.

Ficha técnica:

Direção, roteiro e produção-executiva: Beth Formaggini

Pesquisa: Linara Siqueira, Juliana Machado, Beth Formaggini, Marcia Medeiros, Vinicius Noronha

Produção: Valéria Burke e Linara Siqueira

Fotografia e câmera: Cleisson Vidal e Juarez Pavelak

Montagem: Márcia Medeiros e Julia Bernstein, edt.

Produtor de Finalização: Ade Muri

Edição de som e mixagem: Bernardo Gebara

Mixagem: Bernardo Gebara e Alexandre Jardim

Produção de finalização: Ade Muri

Consultoria: Marta Andreu

Vídeo design: Rogério Costa

Som direto: Toninho Muricy

Tape to Tape e finalização: Link digital

Ano: 2017

Duração: 76′

Classificação: (12 anos)

Empresa Produtora: 4Ventos Comunicação

Site: http://www.4ventosproducoes.com

Distribuição: Arthouse

Plataformas: O filme Pastor Claudio está disponível nas plataformas VOD: iTunes, Google Play, Vivo Play, Now e Looke.

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SERVIÇO:

Exibição gratuita do documentário PASTOR CLÁUDIO, seguida de debate

Quando: 23 e 24 de outubro de 2019

Onde: Cine São Luiz, praça do Ferreira, centro de Fortaleza.

Horário: 19h

ENTRADA FRANCA

 

Juliana Paes: a nova Dona Flor do Cinema

Juliana Paes, a Diva Master entre as morenas brasileiras da atualidade, vai protagonizar mais um clássico do saudoso Jorge Amado: a atriz será Dona Flor no Cinema !

A nova versão do filme Dona Flor e seus dois maridos começará a ser rodada mês que vem em  Salvador. A direção é de Pedro Vasconcelos, um dos talentos emergentes da TV Globo, emissora na qual estreou como ator.
O inesquecível trio Mauro-Sônia-Wilker em Dona Flor e seus Dois Maridos
A ideia do diretor é repetir o sucesso da primeira adaptação do filme, de 1976, que durante 34 anos foi a produção nacional de maior público da história do Cinema Brasileiro, com mais de 10 milhões de espectadores. Agora, perde apenas para Tropa de Elite 2, de José Padilha.
Esta será a segunda vez que Juliana Paes protagoniza um remake de Jorge Amado. Em 2012, a atriz incorporou a lendária Gabriela em uma das novelas das 23h de maior audiência na TV Globo, dirigida por Mauro Mendonça Filho. Na versão fílmica de 1976, de retumbante êxito, o famoso trio Dona Flor Flor e seus Dois Maridos foi interpretado por Sônia Braga, José Wilker (Vadinho) e Mauro Mendonça (Teodoro). Já na TV, a minissérie de 1998, dirigida por Maurinho Mendonça, teve Giulia Gam, Edson Celulari e Marco Nanini nos papéis principais.
No filme de Pedro Vasconcelos, os maridos serão Marcelo Faria (Vadinho) e Leandro Hassum (Teodoro).
Despedida
Atualmente, Juliana Paes pode ser vista na telona no filme ‘A Despedida’, do premiado diretor Marcelo Galvão. O filme recebeu 4 Kikitos no Festival de Gramado, há 2 anos, incluindo o de Melhor Atriz para Juliana. E antes que o ano acabe, Juliana volta ao Projac para os primeiros trabalhos de preparação de elenco rumo à próxima novela de Glória Perez, do horário nobre, a ser exibida em 2017.
Juliana

Juliana Paes também está em Dois Irmãos, série já gravada e ainda inédita, sob direção de Luiz Fernando Carvalho, da obra do escritor amazonense Milton Hatoum, que pode ir ao ar em janeiro.

Depois do sucesso da novela Totalmente Demais, Juliana Paes adotou o look que exibe agora com novo corte de cabelo…

Gramado já recebe inscrição de filmes

Gramado 1

Festival mais importante e mais tradicional do Brasil inscreve para sua 44a edição…

Abertas as inscrições para a 44ª edição do Festival de Cinema de Gramado. O tradicional festival que acontece na serra gaúcha está recebendo filmes para as mostras competitivas de longas-metragens brasileiros e estrangeiros e curtas brasileiros. As inscrições podem ser feitas no site www.festivaldegramado.net, através do qual também está disponível o regulamento oficial da competição.

Os realizadores podem submeter seus trabalhos até 1º de junho. Além do cobiçado KIKITO, serão distribuídos 280 mil reais entre os vencedores das mostras competitivas.  A curadoria de longas-metragens segue com a presença de Rubens Ewald Filho, Eva Piwowarski, e Marcos Santuario.

O Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema – Mostra Gaúcha de Curtas, promoção conjunta com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul,  também começará a receber inscrições este mês.

Gram KIK

Troféu mais cobiçado do Cinema Brasileiro terá nova edição em agosto…

Andréia Horta vai eternizar Elis Regina no Cinema

Semelhança de Andréia Horta com Elis Regina impressiona…

ELIS, cinebiografia em homenagem à cantora Elis Regina, será lançado no próximo semestre, e traz Andréia Horta no papel-título e em caracterização que a deixou mega parecida com a saudosa “Pimentinha“. O filme narra a vida da cantora gaúcha desde sua chegada à capital carioca até sua morte em 19 de janeiro de 1982. A direção é de Hugo Prata, que assina seu primeiro filme.

Andréia Horta, que atualmente protagoniza a novela Liberdade, Liberdade, diz acreditar na força dos sonhos. Sobretudo porque desde os 19 anos, quando leu a biografia da cantora , desejou interpretá-la: “Foi uma cabeçada. Fiquei completamente apaixonada e comecei a desejar fazê-la um dia”.

Elis e Andreia

Durante o processo de produção do filme, Andréia teve problemas de agenda e quase perde a chance de assumir Elis: “Quando saiu a grana do projeto, fui chamada para fazer uma novela e não teria condições de me preparar. Tive que sair, mas acabei voltando. Acho que a Elis não deixou. Ela foi lá e me trouxe de volta”.

Andréia Horta conta que passou por uma intensa rotina de preparação vocal e corporal: “No filme é a voz dela, porque quando você a ouve, o coração balança. Fizemos um filme justamente porque ela canta como ela canta. O trabalho de canto foi exaustivo porque eu tinha que ‘encostar’ nela. A voz é da Elis, mas minha veia tem que saltar quando a dela salta, minha respiração tem que ser a mesma.”

Elis PB

Elis Regina: força, carisma, voz e interpretação que entraram para a História !

Os olhos de Andréia se enchem de brilho quando fala de ELIS: “Era uma mulher fiel aos seus impulsos, com uma capacidade de elaboração das coisas incrível. Um ouvido brilhante ! Os músicos diziam que ela era um instrumento, porque era um absurdo de escuta musical. Tinha também um lado caseiro, que eu desconhecia.Tudo nela me interessa”. A atriz afirma que um dos momentos mais tocantes nas filmagens foi quando gravou a música O Bêbado e o Equilibrista, que tornou-se um clássico da MPB e um hino do movimento da Anistia. Além disso, Andréia lembra da emoção de cantar o clássico Fascinação. “Era como se eu estivesse cantando para ela”.

Enfim, Elis Regina tem data marcada para chegar aos cinemas…

 João Marcello Bôscoli, filho mais velho da cantora (que tinha 11 anos quando Elis morreu), diz estar satisfeito com os trechos que viu do filme. João Marcelo declara também que muitas pessoas se interessaram em levar a vida de Elis ao cinema, mas nada foi adiante. Segundo ele, o diretor Hugo Prata é quem foi ousado e não desistiu da ideia, realizando um projeto de forma autoral: “O Hugo disse que ia fazer e fez. É seu primeiro filme e as pessoas estão surpresas com o resultado”.

Andréia Horta no set durante as filmagens de ELIS

O diretor HUGO PRATA, que declara ser um apaixonado por música, diz que seu primeiro longa-metragem, não poderia fugir ao tema: “Essa história precisava ser contada. Elis reúne todas as características de um bom personagem. É forte, controversa, apaixonada, brava, profunda, polêmica e, além de tudo, uma artista excepcional. Colocava muita paixão em tudo, sempre. E isso é fundamental”.

Comentando a eleita Andréia Horta para o papel da cantora, Hugo Prata enxerga a escolha pela sensibilidade: “Ela teve a compreensão da personagem e a força dramática. Foi difícil traduzir essa mulher tão complexa, grande e forte. Andréia trabalhou o tempo todo no limite da emoção, assim como a Elis. Tentamos levar isso para a tela. E acho que conseguimos. Mas foi com muito sangue, suor e paixão”.

Andréia Horta e o desafio de viver a história da eterna Elis Regina