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Silêncio: vem aí a Jornada …

                                           VI JORNADA BRASILEIRA DE CINEMA SILENCIOSO

Antes de ser a indústria de sonhos que conhecemos hoje, o cinema foi uma atração nas feiras e quermesses do século 19. Parte do espetáculo popular, ao lado de truques, mágicas, e circo, o cinema também satirizava com olhar inovador as contradições de um mundo que se transformava rapidamente em direção à modernidade. 

Para criar essa atmosfera de mudanças, a VI JORNADA BRASILEIRA DE CINEMA SILENCIOSO vai apresentar, entre 11 e 19 de agosto, um experimento coletivo abordando, em diferentes sentidos, a mágica do cinema.

 

Sob curadoria de Adilson Mendes, a VI Jornada traz ao público a mostra LUZES E SOMBRAS – dedicada ao cinema expressionista alemão, CINEMA SOVIÉTICO DOS ANOS 1920 – um panorama sobre a revolução russa, BRASIL – O ESPETÁCULO DE 1922 – filmes que tem como tema a nacionalidade, e ainda os já tradicionais DESTAQUES DE PORDEDONE, com título do mais famoso festival dedicado ao gênero.

 

Na programação das atividades paralelas, haverá o SALÃO DAS NOVIDADES – série de atrações que reencenam a natureza popular do cinema dos primeiros tempos, o curso  O Cinema Soviético dos anos 1920: Massa e Poder, com François Albera (professor de História e estética do cinema na Universidade de Lausanne), e uma conferência  com Rielle Navtiski (Universidade da Califórnia) e Eduardo Morettin (ECA/USP) sobre “O Cinema Silencioso Brasileiro e Suas Diferentes Formas de Produção Documental e Ficcional”.

 

A Jornada conta ainda com a parceria de músicos que acompanharão ao vivo as principais sessões. Sob a curadoria de Juliano Gentile, a Jornada 2012 apresenta as bandas Abaetetuba, Camerata Aberta, Paulo Santos, Psilosamples, Marcelo Armani, Mario Manga, Objeto Amarelo, Maurício Takara, Guilherme Granado, Rogério Martins, entre outros. Todos os filmes com acompanhamento musical serão exibidos na Sala Cinemateca BNDES e em projeção silenciosa na Sala Cinemateca Petrobras.

 

Para encerrar as atividades da VI JORNADA BRASILEIRA DE CINEMA SILECIOSO, o público é convidado a assistir ao clássico “O Gabinete do Dr. Caligari” de Robert Wiene, na fachada do Auditório Ibirapuera, ao ar livre, no domingo, dia 19, às 19h, com acompanhamento musical de Mário Manga.

Serviço 

VI Jornada Brasileira de Cinema Silencioso  

De 11 a 19 de agosto          

  

CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207

próximo ao Metrô Vila Mariana

Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)

www.cinemateca.gov.br

ENTRADA FRANCA

Prêmio pode ajudar a finalizar seu filme…

Abertas inscrições ao Prêmio Finaliza 2012, promovido pelo Programa Cinema do Brasil, Associação do Audiovisual e a Cinecolor Digital.

Até 7 de junho, realizadores brasileiros podem inscrever seus trabalhos em fase de pós-produção. O vencedor será escolhido entre 12 e 19 de julho, durante o 7º Festival Latino-Americano, que acontece em São Paulo, e receberá R$ 99,4 mil para finalizar seu filme. (www.cinemadobrasil.org.br).

A participação é aberta a filmes rodados no Brasil, de diretores brasileiros ou estrangeiros com residência permanente no país, produzido por empresa produtora brasileira; ou filmes rodados parcial ou totalmente no exterior, sendo que entre as empresas produtoras figure uma produtora nacional. Além disso, serão recebidas obras que, no ato de sua inscrição, já possuam ao menos um primeiro corte de edição completo, entre 65 e 140 minutos.

Os filmes serão exibidos em sessões privadas, a serem assistidas apenas pelos membros do júri e por pessoas ligadas às diferentes áreas da cadeia produtiva audiovisual. Ao término de cada sessão, o projeto deverá ser apresentado pelo diretor ou produtor para o público, que poderá ou não elaborar perguntas ou comentários referentes à obra apresentada.

O prêmio final de R$ 99,4 mil é oferecido pela Cinecolor Digital. O valor será dividido em correção de cor, edição de som, pré mix, mix final, DCP e Cópia HDcam SR.

O 7º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo acontecerá no Memorial da América Latina, Cinemateca Brasileira, Cinusp “Paulo Emílio” e Cinesesc.

Virada Cultural terá Roberto Carlos em mostra da Cinemateca

A Cinemateca Brasileira participa mais uma vez da VIRADA CULTURAL, evento organizado pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Mantendo a já tradicional programação dedicada aos grandes astros da música popular brasileira e mundial, exibe neste ano o documentário Bob Marley: the making of a legend, de Esther Anderson e Gian Godoy. Inédito no Brasil, o filme revela momentos de intimidade do astro da música jamaicana antes de chegar ao estrelato.

O programa dedicado à música pop inclui ainda outra atração muito especial – a projeção, em novas cópias 35mm – confeccionadas especialmente para a ocasião pelo Laboratório da Cinemateca -, de três clássicos do cinema musical brasileiro, dirigidos pelo cineasta e produtor Roberto Farias:

Roberto Carlos em ritmo de aventura, Roberto Carlos e o diamante cor de rosa, e Roberto Carlos a 300 km por hora. Os fãs do Rei terão um prato cheio conferindo a apresentação da trilogia protagonizada pelo principal ídolo da Jovem Guarda. Durante a madrugada, a Cinemateca ainda promove sessões voltadas aos amantes do sexo explícito.

Dois clássicos da pornochanchada recentemente projetados no Festival de Roterdã, na Holanda, fecham as atrações da VIRADA – Senta no meu que eu entro na tua, de Ody Fraga, e Fuk-fuk à brasileira, de J. A. Nunes, pseudônimo do diretor Jean Garrett.

 CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207

próximo ao Metrô Vila Mariana

ENTRADA FRANCA

Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)

www.cinemateca.gov.br 

Wanderlea, Roberto Carlos e Erasmo Carlos: em busca do diamante cor-de-rosa…

PROGRAMAÇÃO 

05.05 | SÁBADO 

SALA CINEMATECA BNDES 

18h00 PRÉ-ESTREIA BOB MARLEY: THE MAKING OF A LEGEND

20h00 ROBERTO CARLOS EM RITMO DE AVENTURA

22h00 ROBERTO CARLOS E O DIAMANTE COR DE ROSA 

06.05 | DOMINGO  

SALA CINEMATECA BNDES 

00h00 ROBERTO CARLOS A 300 KM POR HORA

02h00 SENTA NO MEU, QUE EU ENTRO NA TUA

04h00 FUK FUK À BRASILEIRA 

dom 6 de maio – 00h00 

SESSÃO ESPECIAL 

Bob Marley: the making of a legend, de Esther Anderson e Gian Godoy

Inglaterra/Jamaica, 2011, vídeo digital, cor, 92’ | Exibição em DVD | Legendas em português

Documentário sobre o astro do reggae Bob Marley. O filme reúne uma série de imagens captadas numa câmera de vídeo nos anos 1970 por Esther Anderson, à época sua namorada. O material revela momentos de sua intimidade antes de chegar ao estrelato, conversas entre Marley e sua banda, a The Wailers, fotos e hábitos pessoais. Inédito no Brasil, o documentário foi apresentado em diversos festivais de cinema ao redor do mundo e recebeu a Menção Honrosa da UNESCO no Jamaica Reggae Film Festival.

Não indicado para menores de 16 anos

Reta final para inscrições ao prêmio ABC

 

A Semana ABC 2012 vai acontecer em maio, na Cinemateca Brasileira 

Termina dia 29 de fevereiro o prazo para inscrições do Prêmio ABC 2012. As inscrições dos filmes poderão ser feitas pelo site  www.abcine.org.br

Os finalistas serão selecionados através de votação dos sócios da Associação Brasileira de Cinematografia. Concorrerão todos os longas-metragens exibidos comercialmente em 2011, sendo escolhidos os cinco filmes mais votados nas categorias: Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem,  Melhor Direção de Arte e Melhor Som. Também concorrerão os filmes que forem inscritos nas categorias: Melhor Direção de Fotografia em Curta-Metragem, Filme Comercial, Programa de TV e Filme Estudantil. 

Da categoria Melhor Direção de Fotografia para Filme Estudantil

Concorrerão nesta categoria trabalhos inscritos, somente pelas instituições de ensino audiovisual, que tenham sido realizados como parte das atividades acadêmicas. A inscrição será através de carta enviada para a secretaria da ABC, secretaria@abcine.org.br, em papel timbrado e assinada pelo responsável do departamento do audiovisual, devendo constar: Nome da Instituição de Ensino, Nome do Filme, Diretor,  Diretor de Fotografia, Formato/Suporte, telefone e email do  responsável pelo departamento de audiovisual e do diretor de fotografia.

Cada instituição poderá inscrever até quatro (4) trabalhos. 

Os ganhadores do Prêmio ABC 2012 serão conhecidos dia 12 de maio, em cerimônia a ser realizada na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. receberam o prêmio, entre outros, os longas Tropa de Elite 2, de José Padilha; A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor; Os Famosos e Os Duendes da Morte, de Esmir Filhoa minissérie  Afinal, o que querem as Mulheres? de Luiz Fernando Carvalho; o curta-metragem Haruo Ohara, de Rodrigo Grota. 

Desde 2001, a Semana ABC de Cinematografia reúne personalidades das diversas áreas da produção audiovisual, do Brasil e do exterior, em conferências, painéis e debates. Após a Semana, toda a programação é disponibilizada em streaming no site www.abcine.org.br. O grande momento do evento é a entrega do Prêmio ABC de Cinematografia, outorgado pelos associados em várias categorias (Melhor Direção de Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Montagem e Melhor Som) para o formato longa-metragem, além do prêmio de Melhor Direção de Fotografia nos formatos curta-metragem, publicidade, programa de TV e filme estudantil.

Maio tem Semana ABC na Cinemateca…

Abertas as inscrições para o Prêmio ABC 2012

Até 29 de fevereiro, abertas inscrições para o Prêmio ABC 2012, as quais poderão ser feitas pelo site  www.abcine.org.br. Os finalistas do Prêmio ABC 2012 serão selecionados através de votação dos sócios da Associação Brasileira de Cinematografia.

Concorrerão todos os Longas-Metragens exibidos comercialmente em 2011, sendo escolhidos os cinco filmes mais votados nas categorias: Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem,  Melhor Direção de Arte e Melhor Som. Também concorrerão ao Prêmio ABC 2012 os filmes inscritos nas categorias: Melhor Direção de Fotografia em Curta-Metragem, Filme Comercial, Programa de TV e Filme Estudantil. 

Os ganhadores do Prêmio ABC 2012 serão conhecidos dia 12 de maio, em cerimônia a ser realizada na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

receberam o prêmio, entre outros, os longas Tropa de Elite 2, de José Padilha; A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor; Os Famosos e Os Duendes da Morte, de Esmir Filhoa minissérie  Afinal, o que querem as Mulheres? de Luiz Fernando Carvalho; e o curta-metragem Haruo Ohara, de Rodrigo Grota. 

Desde 2001, a Semana ABC de Cinematografia reúne personalidades das diversas áreas da produção audiovisual, do Brasil e do exterior, em conferências, painéis e debates. Após a Semana, toda a programação é disponibilizada em streaming no site www.abcine.org.br. O grande momento do evento é a entrega do Prêmio ABC de Cinematografia, outorgado pelos associados em várias categorias (Melhor Direção de Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Montagem e Melhor Som) para o formato longa-metragem, além do prêmio de Melhor Direção de Fotografia nos formatos curta-metragem, publicidade, programa de TV e filme estudantil.


Sobre a ABC

A Associação Brasileira de Cinematografia, ABC, fundada em 2 de janeiro de 2000, reúne profissionais de cinema, especialmente diretores de fotografia, com o objetivo de incentivar a troca de ideias e informações para democratizar e multiplicar o aperfeiçoamento técnico e artístico da categoria.

Com mais de 300 associados, a ABC mantém várias listas on line, a principal delas de uso exclusivo dos sócios, e envia um Boletim Eletrônico para cerca de 2.000 assinantes. As listas representam um importante ponto de encontro entre os profissionais mais experientes, os iniciantes e os estudantes, que encontram on line informação atualizada sobre diversos temas de interesse.

A ABC publica, em conjunto com editoras, obras relevantes para a cinematografia, como o livro Expor uma História, de Ricardo Aronovich. A Associação é uma das fundadoras do Congresso Brasileiro de Cinema e associada da IMAGO, Federação Européia das Associações de Cinematografia. A ABC colabora também com estudos técnicos visando à qualidade das projeções no país, e suas Recomendações Técnicas vêm sendo adotadas pela ANCINE nos projetos de instalação de novas salas.

A ABC atua na área do direito autoral, seguindo a tendência de reconhecimento dos direitos legais de co-autoria nas obras audiovisuais, nos moldes já adotados em alguns países europeus.

Festival de Cinema Fantástico agenda terça com RUGGERO DEODATO

 

RUGGERO DEODATO NO CINEFANTASY

Principal evento dedicado ao cinema de gênero fantástico (ficção científica, horror e fantasia), o CINEFANTASY – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA FANTÁSTICO chega à sua sexta edição e traz, pela primeira vez, parte de sua programação à Cinemateca Brasileira. Reunindo o melhor do cinema de gênero do Brasil e do mundo em mais de 140 filmes, o festival é uma realização da Fly Cow Produções Culturais e da Secretaria de Estado da Cultura, com curadoria de Eduardo Santana e Vi vi Amaral. Além da Cinemateca, a programação do CINEFANTASY se estende para a Biblioteca Viriato Corrêa, para o Centro Cultural São Paulo e o Cinesesc.

Neste ano, a principal atração do festival é a homenagem ao diretor italiano Ruggero Deodato, autor de clássicos como Canibal holocausto, conhecido por ser um dos filmes mais polêmicos da história do cinema. Nascido em 1939, Deodato começou sua carreira como assistente de direção de Roberto Rosselini e de Sérgio Corbucci. Em 1977, dirigiu O último mundo dos canibais, produção responsável por trazer à tona o gênero de filmes sobre canibais. Além disso, O último mundo dos canibais impulsionou Deodato a realizar, em 1979, Canibal holocausto, filme que causou grande controvérsia na Itália e no Reino Unido devido à violência extrema e ultra-realista, obrigando o diretor a revelar os segredos por trás dos efeitos especiais e de levar os atores principais frente à corte Italiana, para provar que eles ainda estavam vivos.

O filme segue uma linha de “falso documentário”, num formato copiado inúmeras vezes em obras como A bruxa de Blair e o mais recente REC. Celebrado por fãs de horror no mundo t odo, Deodato está para os canibais assim como Romero está para os zumbis. É uma lenda viva entre os diretores de filmes de horror Italianos, junto a Lucio Fulci e Mario Bava, criadores dos filmes mais bizarros da história do cinema.

A Cinemateca Brasileira exibe em sessões especiais três das mais famosas produções do cineasta italiano, O último mundo dos canibais, House on the edge of the park e Canibal holocausto, rodados nas décadas de 1970 e 1980. Além disso, tem a honra de recebê-lo para uma conversa com o público terça-feira, dia 22, às 20h.

Em sua palestra, Deodato falará sobre sua experiência, polêmicas e sobre os bastidores de seus filmes. A mesa também contará com a presença do crítico de cinema Luiz Carlos Merten e do jornalista italiano Paolo Zelati, conhecedor do cinema de horror produzido na Itália. 

CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207

próxima ao Metrô Vila Mariana

Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)

www.cinemateca.gov.br

Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)

Estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

PROGRAMAÇÃO 

22.11 | TERÇA 

SALA CINEMATECA PETROBRAS 

16h30 O ÚLTIMO MUNDO DOS CANIBAIS 

SALA CINEMATECA BNDES

 

18h15 HOUSE ON THE EDGE OF THE PARK

20h00 CANIBAL HOLOCAUSTO | ENCONTRO COM RUGGERO DEODATO, LUIZ CARLOS MERTEN E PAOLO ZELATI 

 FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES 

Canibal holocausto (Cannibal holocaust), de Ruggero Deodato

Itália, 1980, 35mm, cor, 95’ | Legendas em português | Exibição em DVD

Robert Kerman, Francesca Ciardi, Faye Daniels,< span> Perry Pirkanen

Professor da Universidade de Nova York vai atrás de documentaristas perdidos na Amazônia. Lá chegando, ele descobre os horrores que< font size=”2″> eles passaram nas mãos de canibais.

classificação indicativa: 18 anos

ter 22 20h00

 

House on the edge of the park (La casa sperduta nel parco), de Ruggero Deodato

Itália, 1980, 35mm, cor, 91’ | Legendas em português | Exibição em DVD

David Hess, Annie Belle, Christian Borromeo, Giovanni Lombardo Radice

Dois vagabundos arruaceiros entram sem ser convidados numa festa chique. Após serem expulsos por seus anfitriões esnobes, eles os fazem de reféns e os submetem a diversos tipos de tortura e sofrimento.

classificação indicativa: 18 anos

ter 22 18h15 

O último mundo dos canibais (Ultimo< /span> mondo canibale), de Ruggero Deodat o

Itália, 1977, 35mm, cor, 95’ | Legendas em português | Exibição em DVD

Massimo Foschi, Ivan Rassimov, Me Me Lai, Sheik Razak Shikur

Alegadamente baseado numa história real (o que não é verdade), o filme mostra o drama de Robert Harper, um magnata do ramo do petróleo que, perdido nas selvas da Nova Guiné, é aprisionado por uma tribo de primitivos que vivem nos tempos das cavernas e praticam o canibalismo.

classificação indicativa: 18 anos

ter 22 16h30

Cinemateca Lança AnimaTV

 

Mais 21 Títulos Dignos de APLAUSO

A Cinemateca rasileira foi cenário esta noite do primeiro lançamento coletivo deste ano da Coleção Aplauso, editada pela Imprensa oficial do Estado de São Paulo, na gestão do professor Marcos Monteiro, no comando da instituição desde janeiro.

Para esse lançamento, foram selecionados 21 títulos,  sendo nove da série Perfil, oito da série Cinema Brasil e quatro da série Especial.

O total de títulos lançados da Coleção Aplauso, desde a sua criação em 2004, é de 260. Com os novos lançamentos esse número salta para 277. São livros que traçam o perfil de dramaturgos, atores, atrizes e diretores de teatro, cinema e televisão. A Coleção Aplauso também publica peças de teatro, críticas de cinema e roteiros cinematográficos e foi idealizada pelo crítico Rubens Ewald Filho, coordenador da meritória coleção.

Tânia Alves, uma das biografadas, e Rubens Ewald Filho, um querido

Série Cinema Brasil

As Melhores Coisas do Mundo”, roteiro de Luiz Bolognesi, para filme de Laís Bodanzky.

Carro de Paulista: Dos Palcos ao Cinema na TV”, texto teatral de Mário Viana e Alessandro Marson; roteiro de Dagomir Marquezi e Ricardo Pinto e Silva.

Dores e Amores”, roteiro de Patrícial Müller, Dagomir Marquezi e Ricardo Pinto e Silva.

Olhos Azuis”, roteiro de Paulo Halm, Melanie Dimantas e Jorge Duran; filme de José Joffily.

Os Famosos e os Duendes da Morte, roteiro de Esmir Filho e Ismael Caneppele; filme de Esmir Filho.

Jorge Ileli: O Suspense de Viver”, de Ely Azeredo.

Marco Altberg: Muitos Cinemas”, de Roberta Canuto.

Zelito Viana: Histórias e Causos do Cinema Brasileiro”, de Betse de Paula.

Série Especial

Dicionário de Fotógrafos do Cinema Brasileiro”, de Antonio Leão da Silva Neto.

Márcio Aurélio: O Que Estava Atrás da Cortina?”, de Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha.

TV Tupi do Rio de Janeiro: Uma Viagem Afetiva”, de Luís Sérgio Lima e Silva.

Ziembinski: Mestre do Palco”, de Antônio Gilberto.

Série Perfil

Bráulio Pedroso: Audácia Inovadora”, de Renato Sérgio.

Carlos Alberto Soffredini: Serragem nas Veias”, de Renata Soffredini.

Dina Lisboa: Moldando EmoçõesA Vida me Fez AssimAtriz, Mulher de Teatro”, de Maria Aparecida Lisboa.

Fúlvio Stefanini: Abrindo as Gavetas”, de Nilu Lebert.

Geraldo Vietri: Disciplina é Liberdade”, de Vilmar Ledesma.

Imara Reis: Van Filosofia” de Thiago Sogayar Bechara.

José Marinho: Luzes do Sertão, Luzes da Cidade”, de José Marinho, José Carlos Monteiro, Tunico Amâncio e Juliana Corrêa.

Lauro César MunizSolta o Verbo”, de Hersch W. Basbaum.

Rubens Corrêa: Um Salto para Dentro da Luz”, de Sérgio Fonta.

Coleção AplausoEditora: Imprensa Oficial do estado de São Paulo Quanto: R$ 15 (pockets) e R$ 30 (Série Especial).

Glauber Rocha Homenageado no Festival de Brasília

Leão de Sete Cabeças, restaurado, será exibido HOJE em sessão especial

Guardado durante 30 anos na Cineteca Nazionale di Roma, o filme Leão de Sete Cabeças, primeira produção de Glauber Rocha fora do Brasil, foi finalmente restaurado e será exibido em sessão especial no Festival de Brasília.

Exibição acontece às 17h desta segunda, com entrada gratuita, no Cine Brasília. A restauração faz parte da segunda fase do projeto Coleção Glauber Rocha, que, na primeira, já restaurou os filmes Barravento, Terra em Transe, O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro e A Idade da Terra.

A iniciativa é uma realização do Tempo Glauber e da filha do cineasta, Paloma Rocha, com aporte financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, Governo da Bahia, e das Secretarias de Fazenda e Cultura do Estado da Bahia, e contou com apoio da Associação Baiana de Cinema e Vídeo(ABCV), da Cinemateca Brasileira e da Cineteca Nazionale di Roma. O projeto também abarca as restaurações dos filmes Cabeças Cortadas, Claro, Câncer e História do Brasil.

A história da restauração de Leão


O original do filme do filme foi repatriado da Itália para o Brasil em 2009, quando a parceria entre Tempo Glauber, Cinemateca Brasileira, ABCV e Cineteca Nazionale di Roma foi formalizada, com incentivo da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. A restauração consistiu primeiramente no escaneamento no formato 4K e o restauro digital em 2K, realizado pelos Estúdios Mega.

O processo possibilitou a confecção de uma nova matriz, em alta definição, e um novo negativo em 35mm. A versão original do áudio em vários idiomas foi recuperada a partir de uma única cópia 35mm – que estava em avançado estado de deterioração – e de fitas Umatic. O restauro foi executado pela JLS Facilidades Sonoras.

O Filme

O cenário de Leão de Sete Cabeças é o Congo Brazaville de 1969. Vivendo no exílio imposto pela ditadura militar brasileira, Glauber Rocha, principal nome do Cinema Novo, expõe neste filme o colonialismo europeu que domina a África a as tentativas do povo nativo em se libertar desse domínio. Assim, Glauber continuou retratando as mazelas que tanto afligem os países pobres e fez disso marca da sua obra cinematográfica.

Quando Leão de Sete Cabeças estava sendo produzido, os críticos acreditavam que Glauber deveria filmar apenas paisagens em seu próprio país. Mas, quando o filme foi concluído, viram que o argumento se mostrou falho. O  longa demonstrou perfeita integração com a evolução estética glauberiana, embasada na linguagem visual e cênica de uma espécie de “pan-terceiromundismo”, e apresentou personagens arquétipos, todos com algum tipo de poder.

De um lado, os pilares do imperialismo – invasores europeus e norte-americanos, além da Igreja e seu eterno cortejo ao poder. A elite local era um fantoche denominado e coroado presidente. Do outro, os revolucionários locais, contraditórios em suas lutas e indecisos entre a centralização do movimento e a manutenção do sentimento tribal, mesmo em busca de um objetivo comum: a liberdade perante o colonialismo estrangeiro.

Para a professora de Cinema e ensaísta  da UFRJ, Ivana Bentes, “o que Glauber parece dizer é que nenhuma explicação histórica, sociológica, marxista ou capitalista, pode dar conta da complexidade e tragédia da experiência da pobreza”, constata.

Glauber imaginou o filme como uma epopéia africana, pensando-a como ponto de vista do homem do Terceiro Mundo, se opondo aos filmes comerciais que tratavam de safáris, ao modelo de concepção dos brancos em relação àquele continente. Para ele, trata-se de uma teoria sobre a possibilidade de um cinema político, feito na África justamente porque o cineasta acreditava ser o lugar que possuía os mesmos problemas do Brasil.

Ele complementa esse pensamento declarando sua aversão à leitura sociológica da miséria feita pela esquerda, visto no manifesto Estetyka do Sonho, escrito em duas versões(1966 e 1971), e que bebe nas fontes dos seus filmes realizados nesse período. Nesse texto, relata sua impotência e perplexidade perante as ditaduras militares, a fragilidade de intelectuais, artistas e militantes em combatê-las, além da acomodação popular que resulta nessa tragédia.

Glauber acredita que para superá-la é preciso seguir pelo caminho dos sonhos do cinema, provocando distúrbios nos códigos (sociais, políticos, estéticos, de comportamento), algo que já vinha sendo explorado em sua obra. Para alguns autores, Leão de Sete Cabeças pode ser visto como o elo perdido entre Terra em Transe e A Idade da Terra, a chave do enigma que liga a primeira parte da carreira de Glauber (os anos 60) com a segunda (de 1970 a 1980).

Preservação da obra de Glauber Rocha

Um dos objetivos da restauração de Leão de Sete Cabeças é dar continuidade à disseminação da obra de Glauber Rocha em alta qualidade, já que há grande aumento na demanda pelos filmes do cineasta, tanto nas escolas de cinema, quanto nos festivais nacionais e internacionais, e, por fim, para uso de trechos em documentários.

Todos querem assistir à obra de Glauber, em bom ou mal estado, mas isso tem obrigado os detentores das cópias não restauradas a fornecer material de má qualidade, incompleto e deteriorado, o que causa constrangimento e não divulga a sua obra como deveria. A partir de 2003, com o advento da Coleção Glauber Rocha, esta realidade começou a mudar.

As cópias restauradas em formato de cinema digital, DVD e película de 35mm permitem que os filmes sejam distribuídos para mostras nacionais e internacionais, além da exibição em salas de cinema comerciais, universidades e outros espaços onde a obra de Glauber tem alcance bastante significativo. O filme Terra em Transe, por exemplo, após a restauração, atingiu a marca de 10 mil espectadores nas salas de cinema, em apenas duas semanas em cartaz.

Extras do DVD 

Os DVD’s contêm documentários especialmente realizados sobre cada filme, dirigidos por Paloma Rocha e Joel Pizzini. Neles estão reunidas entrevistas com elenco e equipe, cenas de arquivo, entrevistas inéditas com Glauber Rocha, o trailer original, artigos e reportagens, análise crítica feita por especialistas, versões de roteiros, roteiros, cartazes, trilha sonora, desenhos e story-board, tudo o que compreende o processo de criação e de produção intelectual do artista.

Patrimônio histórico e cinematográfico reunido e vivo 

O próprio Glauber, em 1980, escreveu uma carta preocupado com a recuperação dos negativos originais destes filmes. O documento foi editado e utilizado na apresentação do projeto, que ainda relata a necessidade da atenção e dos cuidados urgentes com os negativos originais para que seu processo de deterioração, já avançado, não acabe por prejudicar de modo irreparável a história do cinema brasileiro, no caso da perda definitiva de algum filme. 
Ficha técnica

O Leão de Sete Cabeças
Direção: Glauber Rocha
Elenco: Rada Rassimov, Jean-Pierre Léaud, Giulio Brogi, Hugo Carvana, Gabrielle Tinti, René Koldhoffer, Baiack, Miguel Samba, André Segolo, Aldo Bixio, povo e dançarinos do Congo
Dedicatória: a Paulo Emilio Sales Gomes
Companhia produtora: Polifilm
Produtores: Gianni Barcelloni e Claude Antoine
Diretor de produção: Giancarlo Santi
Gerente de produção: Marco Ferreri
Assistente de direção: André Gouveia
Argumentistas e roteiristas: Gianni Amico e Glauber Rocha
Diretor de fotografia: Guido Cosulich
Som direto: José Antônio Ventura
Montadores: Eduardo Escorel e Glauber Rocha
Letreiros: Francesco Altan
Música: Folclore africano, Baden Powell e uma versão do Hino Nacional francês cantada por Clementina de Jesus
Locações: Brazzaville (Congo)

Equipe de restauro
Direção do projeto: Paloma Rocha
Curadoria e pesquisa: Joel Pizzini
Direção de produção: Márcia Cardim
Direção de fotografia: Luis Abramo
Assistente de direção: Sara Rocha
Restauração de imagem Mega e
Restauração de Imagem Mega e Som: Cinemateca Brasileira, Estúdios Mega e JLS Facilidades Sonoras
Apoio Financeiro: Fundo de Cultura da Bahia, Governo da Bahia e Secretaria Estadual de Fazenda e Cultura
Realização: Paloma Cinematográfica, Cardim Projetos e Soluções Integradas e Associação Baiana de Cinema e Vídeo – ABCV
Apoio: Associação dos Amigos do Tempo Glauber e Comunika Press

Serviço
Exibição de Leão de Sete Cabeças, filme restaurado de Glauber Rocha
em Sessão Especial no Festival de Cinema de Brasília 2010
Onde: Cine Brasília – Endereço: EQS 106/107, em Brasília-DF
Quando: 29/11/2010
Horário: 17h
Acesso livre

Direitos Humanos na Tela

 De 8 a 14 próximos, Fortaleza sediará a 5º Mostra de Direitos Humanos.

A realização é da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República,  produção da Cinemateca Brasileira e patrocínio da Petrobras, a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul é dedicada a obras que abordam questões referentes aos direitos humanos, produzidas na região.
 
Nesta sua quinta edição, o evento atinge 20 capitais brasileiras e a programação reúne 41 filmes,
representando dez países sul-americanos. A programação destaca Homenagem ao ator argentino Ricardo Darin, a retrospectiva Direito à Memória e à Verdade e uma seção de títulos contemporâneos, vários deles inéditos no Brasil. 

A Mostra em Fortaleza irá acontecer no Casa Amarela Eusélio Oliveira e no Centro Cultural Bom Jardim. 

 

  www.cinedireitoshumanos.org.br

Cine Benjamin Abrahão da Casa Amarela Eusélio Oliveira – UFC
(85) 3366-7772                        Av.da Universidade , 2591

ENTRADA FRANCA


09/11 – TERÇA-FEIRA

16h

A VERDADE SOTERRADA – Miguel Vassy (Uruguai/ Brasil, 56 min, 2009, doc)

ROSITA NÃO SE DESLOCA – Alessandro Acito, Leonardo Valderrama (Colômbia/ Itália, 52 min, 2009, doc)

18h

A BATALHA DO CHILE II – O GOLPE DE ESTADO – Patricio Guzmán (Chile/ Cuba/ Venezuela/ França, 90 min, 1975, doc)


20h
VIDAS DESLOCADAS –
João Marcelo Gomes (Brasil, 13 min, 2009, doc)
PERDÃO, MISTER FIEL – Jorge Oliveira (Brasil, 95 min, 2009, doc)
 

10/11 – QUARTA-FEIRA
14h – Audiodescrição

AVÓS – Michael Wahrmann (Brasil, 12 min, 2009, fic)
ALOHA – Paula Luana Maia, Nildo Ferreira (Brasil, 15 min, 2010, doc)

CARRETO – Marília Hughes, Claudio Marques (Brasil, 12 min, 2009, fic)

EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO – Daniel Ribeiro (Brasil, 17 min, 2010, fic)

* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.


18h
DIAS DE GREVE –
Adirley Queirós (Brasil, 24 min, 2009, doc)

PARAÍSO – Héctor Gálvez (Peru/ Alemanha/ Espanha, 91 min, 2009, fic)

20h

CARNAVAL DOS DEUSES – Tata Amaral (Brasil, 9 min, 2010, fic)

MEU COMPANHEIRO – Juan Darío Almagro (Argentina, 25 min, 2010, doc)

LEITE E FERRO – Claudia Priscilla (Brasil, 72 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 16 anos

11/11 – QUINTA-FEIRA
14h – Audiodescrição

PRA FRENTE BRASIL – Roberto Farias (Brasil, 105 min, 1982, fic)

* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.

18h
A CASA DOS MORTOS –
Debora Diniz (Brasil, 24 min, 2009, doc)

CLAUDIA – Marcel Gonnet Wainmayer (Argentina, 76 min, 2010, doc)

20h
GROELÂNDIA –
Rafael Figueiredo (Brasil, 17 min, 2009, fic)
MUNDO ALAS –
León Gieco, Fernando Molnar, Sebastián Schindel (Argentina, 89 min, 2009, doc)

 12/11 – SEXTA-FEIRA
16h

ENSAIO DE CINEMA – Allan Ribeiro (Brasil, 15 min, 2009, fic)

108Renate Costa (Paraguai/ Espanha, 91 min, 2010, doc)

Classificação indicativa: 12 anos

18h
A HISTÓRIA OFICIAL –
Luis Puenzo (Argentina, 114 min, 1985, fic)

Classificação indicativa: 12 anos

20h
XXY –
Lúcia Puenzo (Argentina/ França/ Espanha, 86 min, 2006, fic)

Classificação indicativa: 16 anos

 

13/11 – SÁBADO
16h
HALO –
Martín Klein (Uruguai, 4 min, 2009, fic)
ANDRÉS NÃO QUER DORMIR A SESTA – Daniel Bustamante (Argentina, 108 min, 2009, fic)

Classificação indicativa: 12 anos

18h
MARIBEL –
Yerko Ravlic (Chile, 18 min, 2009, fic)

O QUARTO DE LEO – Enrique Buchichio (Uruguai/ Argentina, 95 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 14 anos

20h
O FILHO DA NOIVA –
Juan José Campanella (Argentina/ Espanha, 124 min, 2001, fic)

Classificação indicativa: livre


14/11 – DOMINGO

16h

DOIS MUNDOS – Thereza Jessouroun (Brasil, 15 min, 2009, doc)
AMÉRICA TEM ALMA –
Carlos Azpurua (Bolívia/ Venezuela, 70 min, 2009, doc)

18h

CARRETO – Marília Hughes, Claudio Marques (Brasil, 12 min, 2009, fic)
BAILÃO –
Marcelo Caetano (Brasil, 17 min, 2009, doc)

DEFENSA 1464 – David Rubio (Equador/ Argentina, 68 min, 2010, doc)

20h

EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO – Daniel Ribeiro (Brasil, 17 min, 2010, fic)

IMAGEM FINAL – Andrés Habegger (Argentina, 94 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos