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Dicionário de Curtas e Médias Brasileiros será lançado esta semana

 
 

 DICIONÁRIO DE FILMES BRASILEIROS – CURTA E MÉDIA METRAGEM em edição revista e atualizada.

Será lançada no próximo dia 23 de novembro a 2ª edição, totalmente revista e atualizada, do Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem, de Antonio Leão da Silva Neto. Trata-se do mais completo levantamento já feito sobre a produção brasileira de curtas e médias, englobando obras realizadas tanto em película (Super-8, 16mm e 35mm) como também em formato digital.

Foram catalogados 21.686 filmes e mais de cinco mil diretores, com sinopses e ficha técnica completa, incluindo técnicos, elenco, argumento, participações em festivais, premiações, comentários, curiosidades, enfim, tudo que foi possível informar nesse incrível e árduo trabalho de pesquisa editado em 1.270 páginas.

Resultado de 10 anos de pesquisas, o Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem aborda desde o início do cinema no Brasil (quando Affonso Segreto, de volta da França com uma câmera na mão adquirida dos irmãos Lumière, realiza as primeiras imagens da Baía da Guanabara), caminha pela longa produção oficial do INCE, depois INC e posteriormente Embrafilme, enfoca os ciclos regionais e os curtas clássicos, até chegar aos dias de hoje, com a explosão da produção digital.

Editado pelo IBAC – Instituto Brasileiro Arte e Cultura, com patrocínio do FNC – Fundo Nacional de Cultura, órgão ligado à Secretaria do Audiovisual e ao MinC – Ministério da Cultura, com apoio da Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, o Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem tem apresentação da produtora e curadora Raquel Hallak, prefácio do cineasta/produtor cultural  Francisco César Filho (Chiquinho) e orelha da capa do cineasta/jornalista Alfredo Sternheim.

Sem pretensão de esgotar o assunto, o livro engloba tudo o que já foi publicado até hoje sobre curtas e médias brasileiros, além de dados adicionais e raros de filmes produzidos e nunca exibidos, ou mesmo desaparecidos. Por seu grau de profundidade e riqueza de dados, este Dicionário é fonte de informação obrigatória e imprescindível para qualquer cinéfilo ou pesquisador de cinema.

 O AUTOR 

Antonio Leão da Silva Neto nasceu na cidade de São Paulo, em 1957. É apaixonado por cinema desde criança, quando começou a frequentar os cinemas do bairro do Ipiranga. Seu interesse por cinema brasileiro teve início nos anos 60, vendo a série ‘Vigilante Rodoviário’ e filmes do Mazzaropi. No final dos anos 60, passou a colecionar filmes na bitola 16 mm. Com Archimedes Lombardi, fundou em 1992 a ABCF – Associação Brasileira de Colecionadores de Filmes em 16 mm, entidade que reúne colecionadores de todo o Brasil, com a finalidade de catalogar, preservar e exibir filmes raros, em sessões gratuitas no auditório da Biblioteca Municipal do Ipiranga, hoje Biblioteca Temática Roberto Santos, em São Paulo. Nos anos 90, passou a catalogar atores e filmes brasileiros em fichas tipográficas feitas especialmente para essa finalidade. Esse arquivo originou o livro Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro, em 1998, dicionário pioneiro com 1.400 biografias de artistas brasileiros. Em 2002, lançou o segundo livro, Dicionário de Filmes Brasileiros – Longa-metragem, que lista toda a produção nacional desde 1908, esgotado desde 2004. Em 2006, concluiu e lançou seu mais ousado projeto, Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média-metragens’ que lista toda a produção nacional nessas categorias desde 1897, conseguindo cadastrar mais de 18 mil filmes brasileiros com até 60 minutos de duração, livro produzido com seus próprios recursos. Pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, lançou em 2006, ‘Ary Fernandes, sua Fascinante História’ e, em 2008, ‘Miguel Borges, Um Lobisomem Sai da Sombra’, livros contando vida e obra de dois grandes cineastas brasileiros. Em 2009, lança a edição atualizada do já consagrado ‘Dicionário de Filmes Brasileiros – Longa-metragem’. A versão atual, corrigida e atualizada, teve apoio do FNC – Fundo Nacional de Cultura, do IBAC – Instituto Brasileiro Arte e Cultura e da Rede 2001 Vídeo. Na sequencia, em 2010, lança a atualização de seu primeiro livro, “Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro”, totalmente remodelado e atualizado, com mais de 1000 novas biografias e o inédito Dicionário de Fotógrafos do Cinema Brasileiro, ambos pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Em 2011 lança-se ao desafio de atualizar seu dicionário de curtas, agora com a inclusão de filmes em suporte digital. Seus nove livros hoje são fonte de referência obrigatória para bibliotecas, escolas, redações de jornais e revistas, e emissoras de rádio e televisão, além de frequentemente utilizados por profissionais da área e o público interessado em geral. Formado em economia pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo, com pós-graduação em Administração Financeira e Recursos Humanos, sempre atuou na iniciativa privada em cargos executivos. Como grande apaixonado por cinema, principalmente o brasileiro, percebendo uma grande lacuna no nosso mercado editorial nessa área, dedica todo tempo vago a pesquisas direcionadas ao resgate da memória cinematográfica nacional. 

Saiba mais sobre o Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem

  • Plano geral da obra: título; ano de produção ou lançamento em mostras/festivais; cidade e estado onde o filme foi produzido; ficha técnica; cromatismo (p&b/colorido); bitola em que o filme foi concluído; minutagem; elenco/participações/depoimentos; resumo do argumento; comentários; participações em mostras/festivais e premiações.
  • O dicionário contempla filmes produzidos em película cinematográfica (8mm, Super-8, 9,5mm, 16mm e 35mm) e também formato digital (VHS, Betacam, HD, etc), de 1 a 60 minutos de duração.
  • ficha técnica: Informa todos os técnicos que atuaram no filme, números musicais, companhia produtora, distribuidora, se p&b ou colorido, bitola, minutagem, gênero, empresa onde foi feita a sonorização, sistema de som,  laboratório, etc.
  • comentários: Espaço aberto para toda e qualquer informação adicional ou mesmo curiosidade sobre o filme. Nesse campo, entre outras coisas, foi informado: notas de produção, curiosidades, comentários do autor, dos produtores/diretores, etc.

             Ficha Técnica:

Livro: Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média-Metragem
Autor: Antônio Leão da Silva Neto
Edição: IBAC – Instituto Brasileiro Arte e Cultura

Formato:
17 x 24 cm

Capa: – 4 cores – com fotos de cena de 9 (nove) curtas clássicos brasileiros – 1-Aruanda, 1960, PB, dir: Linduarte Noronha; 2-Ilha das Flores, 1989, RS, dir: Jorge Furtado; 3-Rota de Colisão, 1999, RJ, dir: Roberval Duarte; 4-Dos Restos e das Solidões, 2005, CE, dir: Petrus Cariry; 5-O Maior Espetáculo da Terra, 2005, MG, dir: Marcos Pimentel; 6-Yansan, 2006, SP, dir: Carlos Eduardo Nogueira; 7-Calango Lengo, Morte e Vida Sem Ver Água, 2008, RJ, dir: Fernando Miller; 8-Os Sapatos de Aristeu, 2008, SP, dir: Luis René Guerra; 9-Ensaio de Cinema, 2009, RJ, dir: Alan Ribeiro.

Edição Limitada

N° Páginas: 1270
Distribuição Gratuita – Solicitações por dicionariodefilmes@ibacbr.com.br, telefone (11) 6944-7850, com Ângela.
 

SERVIÇO:

Noite de autógrafos com o autor, Antônio Leão da Silva Neto e a presença de diretores, atores, jornalistas, críticos, e personalidades ligadas ao Cinema Brasileiro.

Data: 23 DE NOVEMBRO de 2011

Horário: A PARTIR das 20h
Local: ESCOLA CIDADE – FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

Endereço: RUA GENERAL JARDIM, 65 – VILA BUARQUE, SÃO PAULO, atrás da Praça da República, quase em frente à sede da Aliança Francesa.
Mais Informações: 11-3258-8108 (Escola da Cidade) ou IBAC: (11) 6944-7850, com Ângela.

Mais 21 Títulos Dignos de APLAUSO

A Cinemateca rasileira foi cenário esta noite do primeiro lançamento coletivo deste ano da Coleção Aplauso, editada pela Imprensa oficial do Estado de São Paulo, na gestão do professor Marcos Monteiro, no comando da instituição desde janeiro.

Para esse lançamento, foram selecionados 21 títulos,  sendo nove da série Perfil, oito da série Cinema Brasil e quatro da série Especial.

O total de títulos lançados da Coleção Aplauso, desde a sua criação em 2004, é de 260. Com os novos lançamentos esse número salta para 277. São livros que traçam o perfil de dramaturgos, atores, atrizes e diretores de teatro, cinema e televisão. A Coleção Aplauso também publica peças de teatro, críticas de cinema e roteiros cinematográficos e foi idealizada pelo crítico Rubens Ewald Filho, coordenador da meritória coleção.

Tânia Alves, uma das biografadas, e Rubens Ewald Filho, um querido

Série Cinema Brasil

As Melhores Coisas do Mundo”, roteiro de Luiz Bolognesi, para filme de Laís Bodanzky.

Carro de Paulista: Dos Palcos ao Cinema na TV”, texto teatral de Mário Viana e Alessandro Marson; roteiro de Dagomir Marquezi e Ricardo Pinto e Silva.

Dores e Amores”, roteiro de Patrícial Müller, Dagomir Marquezi e Ricardo Pinto e Silva.

Olhos Azuis”, roteiro de Paulo Halm, Melanie Dimantas e Jorge Duran; filme de José Joffily.

Os Famosos e os Duendes da Morte, roteiro de Esmir Filho e Ismael Caneppele; filme de Esmir Filho.

Jorge Ileli: O Suspense de Viver”, de Ely Azeredo.

Marco Altberg: Muitos Cinemas”, de Roberta Canuto.

Zelito Viana: Histórias e Causos do Cinema Brasileiro”, de Betse de Paula.

Série Especial

Dicionário de Fotógrafos do Cinema Brasileiro”, de Antonio Leão da Silva Neto.

Márcio Aurélio: O Que Estava Atrás da Cortina?”, de Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha.

TV Tupi do Rio de Janeiro: Uma Viagem Afetiva”, de Luís Sérgio Lima e Silva.

Ziembinski: Mestre do Palco”, de Antônio Gilberto.

Série Perfil

Bráulio Pedroso: Audácia Inovadora”, de Renato Sérgio.

Carlos Alberto Soffredini: Serragem nas Veias”, de Renata Soffredini.

Dina Lisboa: Moldando EmoçõesA Vida me Fez AssimAtriz, Mulher de Teatro”, de Maria Aparecida Lisboa.

Fúlvio Stefanini: Abrindo as Gavetas”, de Nilu Lebert.

Geraldo Vietri: Disciplina é Liberdade”, de Vilmar Ledesma.

Imara Reis: Van Filosofia” de Thiago Sogayar Bechara.

José Marinho: Luzes do Sertão, Luzes da Cidade”, de José Marinho, José Carlos Monteiro, Tunico Amâncio e Juliana Corrêa.

Lauro César MunizSolta o Verbo”, de Hersch W. Basbaum.

Rubens Corrêa: Um Salto para Dentro da Luz”, de Sérgio Fonta.

Coleção AplausoEditora: Imprensa Oficial do estado de São Paulo Quanto: R$ 15 (pockets) e R$ 30 (Série Especial).

APLAUSO:Mais Sete Títulos de TEATRO

LIVROS em Capítulos de DESTAQUE no FESTIVAL de  TEATRO Ibero-Americano de São Paulo :
 
 

Governo de S?o Paulo Memorial da Am?rica Latina Imprensa Oficial

 

Estes movos importantes lançamentos da meritória Coleção APLAUSO, idealizada por Rubens Ewald Filho, serão lançados semana que vem, em Sampa, numa demonstração indubitável de apoio, respeito e incentivo ao Teatro.

VIVAAAAAAAAAAA  !!!

RUBENS CORRÊA REDIVIVO

Um dos mais importantes, vibrantes e emblemáticos atores do país, RUBENS CORRÊA é uma lacuna enorme, profunda, impreenchível.

De posse do livro RUBENS CORRÊA – UM SALTO PARA DENTRO DA LUZ, de autoria de Sérgio Fonta, o legado do ator nos preenche a alma inteira.

  

Ante a história de vida, pessoal e profissional de RUBENS – em quem as duas coisas eram inseparáveis -, somos tomados de imensa saudade, as lágrimas quase brotam e por vezes invejamos os muitos partícipes de seu bordado insuspeito e contínuo nos meandros misteriosos de quem abraça o TEATRO como quem sorve oxigênio na mais densa e límpida floresta de virgens matas e ventos benfazejos.

O livro de Sérgio Fonta, também ator, é um mergulho intenso e prazeroso pela trajetória singular de RUBENS CORRÊA: desde que o tomei nas mãos, não larguei mais. Quanto mais se lê, mais se quer avançar, “percorrer” os caminhos trilhados pelo ator matogrossense, vislumbrando pelo olhar de Rubens – tão bem captado por Fonta – momentos históricos e artísticos relevantes da cultura brasileira.

Invade-nos uma saudade… mas não triste, quase feliz, por um tempo que intuímos ter sido vivido em toda sua plenitude pelo visceral RUBENS, de quem tive a honra de ser aluna e espectadora muitas vezes.  

  

Rubens Corrêa com Antônio Petrin na novela O Marajá, na Rede Manchete

As judiciosas palavras de Sérgio Fonta – que em pouco mais de um ano realizou um trabalho de vulto, portentoso, exemplar e digno do traçado de RUBENS CORRÊA – merecem ser lidas. O livro Um Salto para Dentro da Luz é peça obrigatória em toda biblioteca que se arvore de ter este nome. É um dos mais volumosos e  bem escritos livros da Coleção APLAUSO – esta coleção vigorosa e por demais meritória bancada pela Imprensa Oficial de São Paulo, sob a coordenação insone de RUBENS EWALD FILHO, digna de todos os APLAUSOS. 

  

Rubens Corrêa recebe cumprimentos da eterna diva, Tônia Carrero: encontros felizes

Saber de RUBENS CORRÊA nos faz mais ricos de alma. Conhecer seus trabalhos nos enche de orgulho e também carência por tudo quanto “perdemos” ou não vivemos juntos. Saber de RUBENS CORRÊA nos faz acreditar: a entrega vale a pena e dedicar à vida ao que se ama engrandece e dá sentido à vida.

Perscrutar vida e obra de RUBENS CORRÊA nos faz validar as filigranas de todo trabalho artístico feito com amor, por amor, apesar e a partir dele, como assim foi, vida inteira, a plantação prolífica deste monumental ATOR, revalidada e redimensionada nas quase 600 páginas deste NECESSÁRIO TRABALHO de SÉRGIO FONTA, ora ofertado pela IMPRENSA OFICIAL DE SÃO PAULO àqueles que apreciam o SER e crêem, cada vez mais, na capacidade de perpetuar-se através dos amigos, das obras, do tempo voraz, o qual, entretanto, não joga cinzas sobre o MAIS. Ao contrário, encarrega-se de anunciar para os pósteros o que É porque sempre FOI e continuará eternamente SENDO.

SARAVÁ, RUBENS CORRÊA ! Que DEUS continue a nos inspirar com sua Força e sua LUZ através das eras, preservando você – e os muitos amigos com os quais a vida lhe abençoou, como IVAN DE ALBUQUERQUE e LEYLA RIBEIRO – no lugar reservado aos ANJOS, como inspiradamente nos impressiona Sérgio Fonta ao final de seu emblemático UM SALTO PARA DENTRO DA LUZ.

NOSSOS APLAUSOS CALOROSOS para Sérgio Fonta e a COLEÇÃO APLAUSO !!!

Nossa Estima e Admiração Eternas por RUBENS CORRÊA !!!

Enfim, A Biografia de RUBENS CORRÊA

Rubens Corrêa, um Salto para Dentro da Luz, livro de Sergio Fonta (Coleção Aplauso, Editora Imprensa Oficial de São Paulo, 600 p.) Lançamento: HOJE na Livraria Travessa / Leblon, às 19h. 

PORQUE  RUBENS CORRÊA MERECE NOSSA ETERNA SAUDADE e ADESÃO  

 

 

                 O Legado da Paixão

 

Rubens Corrêa foi um dos maiores atores do Brasil, talvez o maior. Para alguns esta afirmação pode parecer um exagero, mas não é: ele foi mesmo. Quem o assistiu em cena nunca mais o esqueceu. Diário de um louco, que ele interpretou com 33 anos, Marat-Sade (em São Paulo e depois Rio) ainda nos anos 60, O assalto, O arquiteto e o imperador da Assíria, Hoje é dia de rock, O beijo da mulher-aranha, mais que tudo Artaud! e O futuro dura muito tempo, seu último trabalho antes de retomar Artaud! até o fim de seus dias, todos estes trabalhos-ícones, entre dezenas de outros, transformaram-se num legado apaixonado de quem amou o teatro como poucos.

Nascido em Aquidauana, Mato Grosso do Sul, em 23 de janeiro de 1931 e morto em 22 de janeiro de 1996 no Rio de Janeiro, Rubens Corrêa construiu sua carreira ao lado do diretor e também ator Ivan de Albuquerque, cujo impulso definitivo veio com a inauguração do Teatro Ipanema, onde a dupla emplacou seus maiores sucessos. Mas Rubens não se limitou ao teatro e, embora não fosse o seu chão, realizou belos trabalhos também em cinema, como Na boca da noite e Álbum de família, entre outros, e na televisão, em novelas como Partido alto, Kananga do Japão e Pantanal, em Especiais como O bispo do rosário ou seriados como Decadência, de Dias Gomes, na Rede Globo, seu último trabalho em tv. Além disso, dirigiu inúmeros espetáculos com enorme sensibilidade, além de fazer a trilha sonora para vários deles. Amou o teatro, a poesia, a música, a vida e o ser humano. Um nome para não esquecer. Agora ficará para sempre lembrado também em livro.

O ator, dramaturgo e diretor Sergio Fonta conheceu Rubens Corrêa nos anos 70, bem jovem, quando começava sua caminhada, ainda como repórter, trabalhando no Jornal de Ipanema e no Jornal de Letras. Entrevistou-o diversas vezes durante a vida mas, desde a primeira vez, surpreendeu-se com seu carisma, sua inteligência e sua generosidade. Mais impactado ainda ficou quando assistiu à montagem histórica de O arquiteto e o imperador da Assíria, no Teatro Ipanema, em que Rubens contracenava com José Wilker, então surgindo como ator: acabou repetindo a dose por oito vezes mais.

Na introdução de Um salto para dentro da luz, Sergio Fonta fala da emoção daquele momento:

“ – O que dizer das atuações de Rubens, senhor do seu espaço, comandante irrevogável, dilacerado e definitivo, e de Wilker, pleno como o Arquiteto? Dois belos momentos de teatro. E o que dizer da inesquecível trilha sonora criada por Cecília Conde? E da encenação com direito a pietás, missas mozartianas e um enorme e misterioso chapéu branco de mulher”?

O trabalho de pesquisa de Fonta durou mais de um ano. Além da escrita do próprio livro em si, colheu dezenas de depoimentos e entrevistas com todos os que conviveram com Rubens no teatro, na tv ou no cinema, entre eles, Sérgio Britto, Ary Coslov, Julia Lemmertz, Emiliano Queiroz, Caíque Botkay, Ivone Hoffmann, Ricardo Blat, Fauzi Arap, Evandro Mesquita, Cristina Pereira, Thelma Reston, José Wilker, Nildo Parente, Maria Padilha, Walter Lima Júnior, Jacqueline Laurence, Rosamaria Murtinho e  Tizuka Yamasaki.

“ – Espero ter contribuído para a preservação da memória deste grande ator, diz Fonta. Seu universo é tão vasto, suas amizades tão permanentes, pois todos os que deram seus depoimentos conservam intactos seu sentimento por ele, que, talvez, fosse necessário mais um livro sobre ele, tanta a admiração e a saudade de quem o conheceu ou o viu num palco”.

 

Rubens Corrêa, um Salto para Dentro da Luz, será lançado no dia 24 de janeiro, próxima segunda-feira, na Livraria Travessa do Shopping Leblon, a partir das 19h. 

Algumas declarações sobre Rubens Corrêa para o livro Um salto para dentro da luz, de Sergio Fonta 

Emiliano Queiroz:

“RUBENS CORRÊA, um homem bom e generoso. Um artista BELO, um encantador de almas”.

 Rosamaria Murtinho: 

“Rubens deixou como legado o amor a um ideal, o amor ao teatro. A procura do texto bom para mostrar ao público. Ele sempre nivelou por cima. Sempre procurou coisa boa, espetáculo bom. E o público ia. Sempre”.

 

Maria Padilha: 

“Arte e ética juntos são imbatíveis! Esse, para mim, é o maior legado que o Rubens deixou”.

Júlia Lemmertz: 

Além de ser um ator incomparável, era uma criatura linda, dava vontade de ficar por perto dele e conversar muito”.

Sergio Britto: 

“Eu sempre disse que nós, atores, tentamos dialogar como os personagens à nossa frente. Sempre achei que o Rubens dialogava mais alto, sem exageros, ele dialogava com Deus. As suas falas adquiriam dimensão maior. Não eram meras palavras de um texto, era um ser humano tentando a comunicação maior. Esse é o Rubens Corrêa que merece ser lembrado”.

* Foi com grande alegria que soube, há mais de um ano, que Sérgio Fonta trabalhava na feitura desta biografia do ator RUBENS CORRÊA e, por causa disso, eu e Sérgio trocamos figurinhas desde então. Uma enorme e saudável alegria saber que ele se debruçava sobre vida e obra deste Mestre Querido de todos os Palcos e Telas, uma satisfação imensa partilhar este lançamento auspicioso de hoje com você, leitor amigo. Mais uma meritória iniciativa da Imprensa Oficial de São Paulo.

Esta redatora teve a honra e a alegria de entrevistar RUBENS CORREA, de vê-lo algumas vezes, sempre MAGNÂNIMO, em cima do palco, e ademais, a imensa Glória de ser aluna do Ator-Entidade, o Ator-Soberano, o Ator de todos os papéis e pra quem qualquer APLAUSO será, sempre, merecido.

Saudades enormes de Rubens Corrêa !

ENSAIOS DE CINEMA, HOJE, na Oboé

Para “ler” o Cinema

Um dos críticos de cinema mais conhecidos fora do eixo Rio-São Paulo, o cearense L.G de Miranda Leão lança Ensaios de Cinema (Banco do Nordeste, 2010, 282 páginas, R$ 20,00), novo livro de críticas, hoje à noite, no Centro Cultural OBOÉ, na Aldeota, às 19:30h.

  

Dificilmente uma sequência costuma fazer jus ao seu filme original. Na contramão dessa tendência, o crítico de cinema L. G de Miranda Leão lança hoje sua primeira e bem-sucedida “continuação”, o livro Ensaios de Cinema – extensão da primeira obra do autor, Analisando Cinema.

Nos dois títulos, L.G. reúne críticas e ensaios publicados ao logo de mais de 50 anos de carreira. O primeiro, lançado em 2006 pela Imprensa Oficial de São Paulo, torna-o o único cearense, residente em Fortaleza, a ser publicado na prestigiada Coleção Aplauso.

Agora, em Ensaios de Cinema, o especialista traz uma visão mais ampla da produção cinematográfica de países como Alemanha, EUA, República Checa e Suécia. Na lista de cineastas abordados estão grandes nomes como François Truffaut, Stanley Kubrick, André Bazin, Ingmar Bergman, Martin Scorsese e Orson Welles.

A obra, que já foi lançada no FestCine Goiânia e no V Festival de Cinema e Vídeos dos Sertões (Floriano-PI), tem apresentação do colega Rubens Ewald Filho, que tece elogios ao rigor do trabalho do autor.

“Ao lançar ´Analisando…´, notei o entusiasmo de muita gente, alunos, amigos e colegas. Isso me animou a escrever um segundo livro”, comemora L.G. “Assim, comecei a reunir novas críticas e ensaios”. Os textos apresentados no novo trabalho cobrem pelo menos meio século de trajetória da sétima arte, ao abordar temas e gêneros como a Nouvelle Vague, o cinema americano nos anos 70, filmes de guerra, entre outros temas.

Carreira

Frente a um recorte tão grande e à considerável produção acumulada, o autor recorreu ao critério de afinidade para selecionar o material. “Escolhi textos sobre diretores e filmes com os quais tenho mais afinidade”, ressalta. “Truffaut, Kubrick, Bergman e Welles, por exemplo, sempre estiveram à frente de seu tempo”. O livro foi organizado com a ajuda da filha do crítico, Aurora Miranda Leão, que também trabalha com cinema. Na orelha da publicação, a caçula lembra as matinês do Cine São Luís, no Centro de Fortaleza, onde assistiu, na companhia do pai, aos primeiros exemplares de sua filmoteca pessoal.

Para o próprio L.G., a paixão também vem de família – no caso, graças à influência do pai, o médico e cinéfilo João Valente de Miranda Leão. “Ele nos levava ao cinema com frequência”, recorda o crítico.

Uma experiência em particular marcou o crítico. “Na década de 40, Welles veio ao Ceará para filmar cenas de It´s all true, no Mucuripe. Meu pai tinha sido apresentado ao Welles, e nós fomos assistir à uma gravação. Vi o diretor deitado no chão, com a câmera apontada em contra-plano. Ao seu lado havia uma caixa preta, parecido com um decodificador de TV, que ele manipulava com cuidado. Meu pai foi perguntar o que era aquilo e Welles respondeu que era um gravador de som direto, algo que fomos ter no Ceará apenas nos anos 80″, conta, entusiasmado. Na ocasião, L.G. tinha dez anos de idade. “A partir daí, cinema passou a ser paixão”, confessa o crítico. Não por acaso, Orson Welles está na lista de seus cineastas favoritos.

Alguns anos depois, o crítico conheceu outra figura cuja influência foi fundamental em sua carreira – o jornalista e também crítico de cinema Darcy Costa (1923 – 1986), criador do Clube de Cinema de Fortaleza (um dos clubes de cinema pioneiros no País). “Foi na inauguração do Clube, em fevereiro de 1949. Na ocasião conheci e fiz amizade com Darcy Costa, um grande conhecedor do cinema. Foi quando vi que, além de ver filmes, precisava estudá-los”.

Os primeiros artigos publicados de L.G, em 1953, foram justamente sobre o Clube de Cinema de Fortaleza. Ao longo dos anos, inúmeros filmes e diretores passaram pelo crivo do autor, que costuma assistir ao mesmo título várias vezes antes de escrever sobre ele.

Função

Em relação ao seu ofício, L.G. acredita que o papel do crítico de cinema é abrir horizontes de entendimento e de conhecimento para espectador, “porque nem todo mundo estuda o tema com profundidade”, ressalta. “No mercado, talvez o crítico contribua para melhorar o nível das produções”, opina.

Para ilustrar melhor a função, o autor cita o filme Morangos Silvestres, clássico do sueco Ingmar Bergman. “Na história, um professor de 78 anos vai receber uma homenagem. Antes da cerimônia, sonha que está andando na rua e vê um relógio sem ponteiros”, destaca. Segundo o crítico, trata-se de uma referência à morte, a representação do tempo esgotando-se na vida do personagem.

Aposentado do Banco do Nordeste e da Universidade Estadual do Ceará, L.G. ministrou diversos cursos voltados ao cinema. É justamente esse interesse por passar o conhecimento adiante que atualmente inspira seu próximo projeto. “Quero preparar um manual prático de ´ler´ cinema, voltado à compreensão dos significantes visuais. É um desafio grande. Talvez, depois dele, não faça mais nada”, brinca o crítico.

ADRIANA MARTINS
Repórter do Caderno 3/Diário do Nordeste

Toninho Horta em Novo Livro APLAUSO

   
Guitarrista e violonista virtuoso, Toninho Horta acumula ao longo de sua extensa trajetória encontros musicais com Elis Regina, Gal Costa, Nana Caymmi, Milton Nascimento, Joyce, Chico Buarque, Caetano Veloso, Pat Metheny, George Benson, Herbie Hancock e Wayne Shorter, entre muitos outros. Shows, gravações, CDs, bastidores, curiosidades e muitas histórias fazem parte de “Toninho Horta – harmonia compartilhada”, livro da Coleção Aplauso com lançamento marcado para dia 15 (quarta), na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, em São Paulo.
Compositor de Manoel, o audaz, música que lhe deu fama, Toninho Horta é cultuado pela crítica mundial especializada e por fãs ao redor de todo o planeta. Para citar apenas dois nomes, Pat Metheny e George Benson, considerados ícones da guitarra, estão entre os artistas que o reverenciam. Toda sua carreira, sucessos, discos e histórias curiosas poderão ser conhecidas agora pelo grande público com Toninho Horta – harmonia compartilhada, livro escrito por Maria Tereza Arruda Campos e editada pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. O lançamento será na próxima quarta, 15 de dezembro, às 19 horas, na Livraria da Vila, em São Paulo – Rua Fradique Coutinho, 915.

Pode-se dizer que a paixão de Toninho Horta pela música estava nos genes. Nascido em 1948, na cidade de Belo Horizonte, cresceu numa família extremamente musical: o avô materno era maestro e compositor e a avó tocava piano. Ganhou seu primeiro violão aos 10 anos e foi sua mãe quem lhe ensinou os primeiros acordes, junto com o irmão Paulo, 15 anos mais velho, músico profissional e um dos ídolos de Toninho. Não demorou para fazer sua primeira música, “Barquinho vem”, com letra da irmã, Gilda, uma das grandes incentivadoras de sua carreira.

 Um dos primeiros encontros musicais foi com Milton Nascimento, na década de 1960. O irmão Paulo levou “Bituca” para tocar num evento musical que as irmãs promoviam em casa e pediu que Toninho, então com 16 anos, tocasse para Milton ouvir. A partir daquele dia tornaram-se grandes amigos, repetindo muitas vezes as sessões musicais.

A estréia profissional aconteceu aos 17 anos. Começou a ser conhecido pelo público em 1967, quando participou do II Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro. Na ocasião, classificou duas de suas composições: Maria Madrugada , interpretada pelo grupo vocal O Quarteto, e Nem é Carnaval, cantada por Márcio José. No mesmo concurso Milton Nascimento maravilhou o Brasil com sua voz ao interpretar Travessia, Morro Velho e Maria, minha fé.

 Após o Festival, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde chegou a morar junto com Lô Borges, Milton Nascimento e Beto Guedes. A primeira cantora a gravar uma música sua na cidade foi Joyce, interpretando Litoral. A partir de então vários artistas passaram a conhecer o seu trabalho.

Um dos capítulos é dedicado ao disco Clube da Esquina, lendário álbum gravado em 1972 e que projetou definitivamente os músicos mineiros no cenário nacional. No ano seguinte Toninho acompanhou Gal Costa em turnê e fez sua primeira viagem ao exterior. O primeiro reconhecimento internacional veio em 1977, quando a revista londrina Melody Maker o elegeu como o 5º melhor guitarrista do mundo.

Embora tenha contado com a participação de músicos como Wayne Shorter e Herbie Hancock, seu primeiro disco solo, Terra dos Pássaros, levou quatro anos para ser lançado, em 1980, pela dificuldade de conseguir uma gravadora – todas achavam “artístico demais” e o álbum acabou sendo feito de maneira independente. A mesma dificuldade fez com que no final dos anos 90, após nove anos morando nos Estados Unidos, ele criasse sua própria gravadora, a Minas Records.

O livro passa também pela formação da banda Som Imaginário, legendária banda que por alguns anos acompanhou Milton Nascimento. Toninho fez parte de uma de suas formações e participou da gravação do disco Milagre dos Peixes. Na obra ele relembra, ainda, as apresentações em outros países asiáticos e europeus, além de sua relação com fãs. Um dos capítulos da obra é dedicado ao encontro musical com Pat Metheny, enquanto outro fala da gravação de um disco com George Benson, ainda não lançado comercialmente.

No final da obra Toninho faz também declarações de caráter pessoal, que dão a dimensão humana desse profissional da música.

São Paulo Volta a Premiar Artistas

Governo do Estado de São Paulo Retoma Importante Premiação  

Nesta terça7, a partir das 20h, no Palácio dos Bandeirantessede do governo paulista – acontece a cerimônia de entrega do Prêmio Governador do Estado de São Paulo que, nesta sua primeira edição de retorno, premiará os destaques do ano, na área cultural.

Desativada em 1988, a premiação criada na década de 1950, retorna agora por sugestão do atual secretário de estado da CulturaAndrea Matarazzo, dividida em oito categorias: Artes Visuais, Cinema, Circo, Dança, Difusão Cultural, Música e Teatro. Há ainda o Destaque Cultural, principal categoria do prêmio.

A atriz, diretora, produtora teatral e escritora Nydia Licia foi a eleita para a categoria Destaque Cultural, por sua relevante contribuição às artes, ao longo de mais de seis décadas. Nascida na Itália e radicada no Brasil desde seus 13 anos, Nydia participou das principais manifestações culturais paulistas desde então. Foi assistente de Pietro Maria Bardi, fundador e diretor do MASP (Museu de Arte de São Paulo), participou do primeiro grupo do antológico TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), fundou sua própria companhia teatral ‘Nydia LiciaSérgio Cardoso’, abrindo com ator, com quem foi casada, o saudoso Teatro Bela Vista.

Fundou também o Teatro Nydia Licia, reverenciado até hoje pelo seu trabalho em teatro infantil, tido como o melhor de São Paulo.

Dirigiu ainda o departamento cultural da TV Cultura durante dez anos. Atualmente, dá aulas de voz para o Célia Helena TeatroEscola.

Como escritora, Nydia escreveu sua biografiaNinguém se Livra de seus Fantasmas”, para a Editora Perspectiva. Para a ‘Coleção Aplausoeditada pela ‘Imprensa oficial do estado de São Paulo’, escreveu as biografias de Sérgio Cardoso, Rubens de Falco, Célia Helena, Leonardo Villar, Raul Cortezcom a qual recebe o Prêmio Jabuti – e, “Eu Vivi o TBC”, suas memórias sobre a companhia de teatro.

O anfitrião, governador Alberto Goldman, premiará também Amélia Toledo (Artes Visuais); Tom Zé (Música); Benedito Esbano (Circo); a Assoçiação Cultural Kinoforum (Difusão Cultural); a Cia. Nova Dança (Dança); a Companhia Razões Inversas (Teatro) e o filme Os Inquilinos, do diretor Sérgio Bianchi (Cinema).

Novo Livro de LG Será Lançado Terça em Fortaleza

TERÇA, 7 de Dezembro, às 18h, crítico LG de Miranda Leão estará no TROCA de IDÉIAS do Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza para lançar seu novo livro, que já teve lançamentos no FestCine Goiânia e no V Festival de Cinema e Vídeos dos Sertões, realizado em Floriano, no Piauí. Dia 13, o livro será lançado no Festival ARUANDA, em João Pessoa, e dia 17 no I Festival de Cinema de Maracanaú, região metropolitana da capital cearense.

O livro ENSAIOS DE CINEMA é editado pelo Banco do Nordeste do Brasil através do programa CULTURA DA GENTE, que apóia trabalhos de Arte & Cultura de funcionários aposentados da instituição.

                                        

            Ensaios de Cinema, Um Olhar Acurado sobre a Sétima Arte 

            De autoria do crítico LG de Miranda Leão, ENSAIOS DE CINEMA reúne alguns dos principais ensaios escritos pelo jornalista cearense ao longo de muitas décadas de dedicada inspiração à arte de imortalizar um filme através das reflexões por ele inspiradas.

  

Orson Welles, genial criador, é um dos pilares da preciosa pena de LG

            Nomes como os de Orson Welles, Stanley Kubrick, Ingmar Bergman, François Truffaut, Federico Fellini e Michelangelo Antonioni, entre tantos outros, são foco da pena do Mestre a nos guiar delicada e inteligentemente pelas vastas searas onde se inscrevem as obras destes grandes samurais da alquimia de perceber a vida e adentrar o mundo, através de pontos-de-vista especiais transformados em sabedoria pela magia eterna da Sétima Arte.

François Truffaut está no ensaio inicial, que saúda a Nouvelle Vague…

            Conhecido nas lides cinematográficas por seu profícuo exercício da crítica, LG lança agora seu segundo livro, cujo prefácio leva a assinatura do jornalista Rubens Ewald Filho: “Tivemos o prazer de editar pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial uma seleção de seus textos. Mas que são apenas uma pequena representação do que ele escreveu nesta última década. Agora temos mais de seus escritos, maior e melhor. Neste livro, todos os textos referem-se a filmes, cineastas ou cinematografias especiais (como cinema alemão, sueco, americano) e há outra coisa que eu admiro, seu rigor. L.G. não  escreve sem ter visto pelo menos três vezes o filme ou a obra a qual se reporta.Antes de tudo, é um livro para mergulhar de cabeça e alma, coração aberto e olhos cheios de imagem”.

 

Stanley Kubrick, um dos cineastas preferidos de LG, retratado em ensaio antológico 

Dos mais profícuos críticos de Cinema do país, Mestre LG – como é mais conhecido – é Bacharel em Literatura de Língua Inglesa e Portuguesa, aposentado pelo Banco do Nordeste e pela Universidade Estadual do Ceará. Nascido em Fortaleza, filho de pais amazonenses, LG é jornalista, Sócio-Honorário da Associação Cearense de Imprensa e membro fundador da Academia Cearense da Língua Portuguesa. Na área do Magistério, fez estudos em Nova Iorque e estágio didático nas Escolas Berlitz e Cambridge em Manhattan, tendo lecionado por uma década no Instituto Brasil-Estados Unidos (IBEU) e na Escola Americana, sediada em Fortaleza nos anos 1960 e 1970.

Cultor de Cinema desde ainda garoto, presenciou as filmagens de Orson Welles no Mucuripe (fato registrado no documentário Cidadão Jacaré, de Firmino Holanda e Petrus Cariry), levado por seu pai (o cinéfilo e médico-pediatra Dr. João Valente de Miranda Leão, um dos fundadores da Maternidade-Escola de Fortaleza): viu o grande cineasta americano vadear na praia do Meireles e fazer algumas prises de vues. Foi dos mais atuantes membros do extinto Clube de Cinema de Fortaleza (CCF), décadas 1960 e 1970, através do qual ministrou diversos cursos e pronunciou palestras sobre A Arte do Filme com apoio nas obras de Welles, Bergman, Kubrick, Truffaut, Losey e Melville.

A Sétima Arte é assunto recorrente em seus artigos, publicados em todos os jornais já editados no Ceará.Tem artigos em diversas publicações, além de revisar, fazer apresentações e contribuir com a publicação de livros nas mais diferentes áreas, desde Poesia, passando por Cinema, Literatura, Língua Portuguesa, Inglês e diversos trabalhos acerca de Xadrez, seu exercício intelectual preferido, daí ter criado e organizar, há mais de duas décadas, o torneio Memorial CAPABLANCA de Xadrez, realizado anualmente no BNB Clube Fortaleza. Por seu dignificante trabalho em prol da Sétima Arte, recebeu homenagem do cineasta capixaba Gui Castor através do curta LG – Cidadão de Cinema, lançado em 2007. 

LG na cena de abertura do curta LG – Cidadão de Cinema, de Gui Castor

Como diz a jornalista Neusa Barbosa, “É de admirar que um profissional da crítica mantenha intocado seu fôlego intelectual tantas décadas num mister assim polêmico, não raro ingrato e carregado de incompreensões. Afinal, alguns desavisados costumam confundir os críticos com infalíveis juízes do bom gosto e alguns entre estes, os mais vaidosos, aceitam assim ser considerados. Não é o caso de Miranda Leão que, embora mestre, ensina nas entrelinhas de seus iluminados comentários com a sutileza que cabe aos dotados da melhor sabedoria, amparado numa pedagogia que vem da enorme intimidade com o assunto que comenta.{…} Mestre em literatura de língua inglesa e portuguesa, Miranda Leão domina a língua com uma fina expressão, construindo frases certeiras que, embora se alonguem num estilo precioso, cultivado em épocas mais eruditas do que esta apressada nossa, sempre sabem onde querem chegar. Suas palavras acertam sempre no alvo, construindo análises e conceitos capazes de enriquecer o universo de seus leitores”.

Walter Hugo Khoury e LG: amizade consolidada e registro em texto emocionante

Diversas Faces da Homossexualidade

Imprensa Oficial Livro revela diversas faces da homossexualidade
Organizada por Horácio Costa, Berenice Bento, Wilton Garcia, Emerson Inácio e Wiliam Siqueira e coeditada pela Imprensa Oficial e Edusp, obra tem artigos apresentados por especialistas em congresso sobre o tema. O lançamento acontece sábado, 4 de dezembro), às 16 horas, na Casa das Rosas, em São Paulo.
Anualmente, no mês de junho, várias cidades brasileiras são cobertas por bandeiras coloridas e tomadas por multidões que se reúnem para celebrar a diversidade e festejar a visibilidade conquistada no espaço social – a Parada Gay realizada em São Paulo é apontada como a maior do mundo. Apesar disso, o Brasil ainda está entre os primeiros países no índice de crimes de ódio contra homossexuais. Direitos básicos, como o casamento, são negados. Esta é uma das várias questões abordadas por “Retratos do Brasil Homossexual – Fronteiras, Subjetividades e Desejos”, livro que a Imprensa Oficial lança em parceria com a Edusp no próximo sábado, 4 de dezembro, a partir das 16 horas na Casa das Rosas – Av. Paulista, 37.A publicação traz artigos e ensaios apresentados durante o IV Congresso da Associação Brasileira de Estudo da Homocultura (Abeh), realizado na USP em setembro de 2008. Cerca de 1/3 deles foi selecionado pelos organizadores para fazer parte da obra. O restante foi reunido em um CD, que acompanha o volume. A organização é de Horácio Costa, presidente da Abeh na época do congresso, Berenice Bento, Wilton Garcia, Emerson Inácio e Wiliam Siqueira Peres.A obra é dividida em cinco partes, cada uma com artigos relativos aos respectivos temas: Homocultura e Direitos Humanos , Homocultura e Literatura, Homocultura e Artes, Universo Trans e Pensar “Identidades”. Alguns dos textos foram produzidos por participantes do congresso que vieram da América Latina e da Espanha, como Fernando Grande-Marlaska, juiz em exercício na Audiência Nacional, equivalente ao Supremo Tribunal Federal espanhol.

O primeiro texto trata de uma das questões mais polêmicas discutidas atualmente, a união entre pessoas do mesmo sexo. “Assegurar somente aos heterossexuais a possibilidade de formar uma família afronta o princípio da igualdade. E, como que vivemos em um Estado democrático de direito – e vivemos – não há como condenar à invisibilidade uma parcela de cidadãos. É uma forma muito perversa de exclusão”, afirma Maria Berenice Dias. De acordo com ela, desde 1992 o Brasil é signatário do Pacto dos Direitos Civis e Políticos da ONU, que em dois artigos proíbe a discriminação por motivo de opção sexual. “Ou seja: negar direitos aos homossexuais é descumprir tratados internacionais, o que compromete a credibilidade do país perante o mundo”. Para ela, isso acontece porque a aparente restrição constitucional, ao invés de sinalizar neutralidade, encobre um grande preconceito que motiva a omissão do legislador, porque existe o receio de ser rotulado de homossexual, desagradar seu eleitorado e comprometer sua reeleição. Isso impede a aprovação de qualquer projeto que assegure direitos à parcela minoritária da população.

Entre os diversos assuntos abordados na obra estão as diferenças entre os movimentos americano e brasileiro na luta pelos direitos homossexuais; o debate sobre a diversidade de gêneros; o homoerotismo nas poesias brasileira, portuguesa e mexicana do Modernismo; o humor e a homofobia; as representações do gay no teatro brasileiro; o tratamento dedicado aos travestis em algumas cidades brasileiras; trajetória da militância política de gays e lésbicas no País; as práticas sutis de discriminação; os efeitos das chamadas club drugs, substâncias utilizadas principalmente por frequentadores de clubes noturnos e raves para facilitar a interação social; e o papel desempenhado pelos veículos de imprensa destinados ao público gay na construção das diferentes identidades da comunidade homossexual.

Imprensa Oficial

Retratos do Brasil Homossexual – Fronteiras, Subjetividades e Desejos
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Edusp
Lançamento: 04/12 (sábado)
Local: Casa das Rosas – Av. Paulista, 37
Horário: 16h00